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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Enurese em crianças portuguesas: prevalência e relação com hábitos de sono e pesadelos]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Enuresis in Portuguese children: A study of its prevalence and association with sleep habits and nightmares]]></article-title>
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<self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S2182-51732012000500004&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_abstract&amp;pid=S2182-51732012000500004&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_pdf&amp;pid=S2182-51732012000500004&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><abstract abstract-type="short" xml:lang="pt"><p><![CDATA[Objectivos: Determinar a prevalência de enurese em crianças portuguesas com 5 e 6 anos de idade; verificar se existe associação entre enurese e hábitos de sono e ocorrência de pesadelos. Tipo de estudo: Estudo observacional analítico transversal. Local: Região Norte de Portugal. População: Crianças com 5 e 6 anos de idade, inscritas em 30 centros de saúde da região Norte de Portugal. Métodos: Amostra aleatória simples estratificada não proporcional de 1599 crianças. Aplicou-se um questionário que incidiu sobre a história pessoal e familiar de enurese, hábitos de sono e pesadelos. Para a análise dos dados foram utilizados os testes de Qui-quadrado e t de Student. Foram calculados os odds ratio brutos e ajustados por modelo de regressão logística. O nível de significância adoptado foi de 0,05. Resultados: A prevalência de enurese encontrada foi de 16,4% (IC95%: 14,6-18,2%). Verificou-se associação estatisticamente significativa entre enurese, sexo masculino, história familiar de enurese nos progenitores e ocorrência de pesadelos. Não se verificou associação estatisticamente significativa entre enurese e hábitos de sono (dormir sozinho, adormecer sozinho, dormir com a luz acesa ou utilizar objecto de transferência). Conclusões: A prevalência de enurese encontrada é sobreponível à de outros trabalhos onde foi adoptada a mesma definição de enurese e a mesma faixa etária. A associação da enurese com o sexo masculino e a história familiar é também uniforme em toda a bibliografia. Este estudo acrescenta evidência a favor de associação entre enurese e pesadelos. Quanto à relação da enurese com os hábitos de sono, vem apoiar a hipótese de serem condições independentes, embora possa existir algum viés de informação.]]></p></abstract>
<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Objectives: To determine the prevalence of enuresis among Portuguese children aged 5 and 6 years and to test the association between enuresis and sleep habits and nightmares. Study design: Cross-sectional study Setting: Northern Portugal Participants: Children aged 5 and 6 years, registered in 30 health centers in northern Portugal Methods: A stratified non-proportional random sample of 1599 children was selected. Parents or caretakers were asked about enuresis, sleeping habits, and nightmares in their children, and about a family history of enuresis in both parents. The chi-square and t-Student tests were used for data analysis. Crude and adjusted odds ratio were calculated using the logistic regression model. Results: The overall prevalence of enuresis was found to be 16,4% (95% CI 14,6-18,2). There was a significant association between enuresis and male gender, a family history of enuresis, and nightmares. No association was found between enuresis and sleeping habits (sleeping alone, sleeping with the lights on, sleeping with transitional objects, or the number of hours of sleep). Conclusions: The prevalence of enuresis found here is similar to the prevalence reported in other studies using a similar definition. It is associated with male gender, nightmares and a family history of enuresis. We found no association between enuresis and sleeping habits, although there may be an information bias.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><b>ESTUDOS ORIGINAIS</b></p>       <p><font size="4"><b>Enurese em crian&#231;as portuguesas &#8211;     preval&#234;ncia e rela&#231;&#227;o com h&#225;bitos de sono e pesadelos</b></font></p>       <p><font size="3"><b>Enuresis     in Portuguese children: A study of its prevalence and association with sleep   habits and nightmares</b></font></p>       <p><b>Catarina Azevedo Gomes,* S&#237;lvia     Henriques,** Alexandra Tavares,*** Clara Fonseca****</b></p>       <p>*Assistente     em Medicina Geral e Familiar, USF Bom Porto</p>       <p>**Assistente     em Medicina Geral e Familiar, USF Porta do Sol</p>       <p>***Assistente     em Medicina Geral e Familiar, USF Veiga do Le&#231;a</p>     <p>****Assistente     em Medicina Geral e Familiar, USF Garcia de Orta</p>      <p><a href="#c0">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a> | <a href="#c0">Direcci&oacute;n para correspondencia</a> | <a href="#c0">Correspondence</a><a name="topc0"></a></p> <hr/>     <p>&nbsp;</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>RESUMO</b></p>       <p><b>Objectivos:</b> Determinar a preval&#234;ncia de     enurese em crian&#231;as portuguesas com 5 e 6 anos de idade; verificar se existe     associa&#231;&#227;o entre enurese e h&#225;bitos de sono e ocorr&#234;ncia de pesadelos.</p>       <p><b>Tipo de estudo:</b> Estudo observacional     anal&#237;tico transversal.</p>       <p><b>Local:</b> Regi&#227;o Norte de Portugal.</p>       <p><b>Popula&#231;&#227;o:</b> Crian&#231;as com 5 e 6 anos de     idade, inscritas em 30 centros de sa&#250;de da regi&#227;o Norte de Portugal.</p>       <p><b>M&#233;todos:</b> Amostra aleat&#243;ria simples     estratificada n&#227;o proporcional de 1599 crian&#231;as. Aplicou-se um question&#225;rio que     incidiu sobre a hist&#243;ria pessoal e familiar de enurese, h&#225;bitos de sono e pesadelos.     Para a an&#225;lise dos dados foram utilizados os testes de Qui-quadrado e t de     Student. Foram calculados os odds ratio brutos e ajustados por modelo de     regress&#227;o log&#237;stica. O n&#237;vel de signific&#226;ncia adoptado foi de 0,05.</p>       <p><b>Resultados:</b> A preval&#234;ncia de enurese     encontrada foi de 16,4% (IC95%: 14,6-18,2%). Verificou-se associa&#231;&#227;o     estatisticamente significativa entre enurese, sexo masculino, hist&#243;ria familiar     de enurese nos progenitores e ocorr&#234;ncia de pesadelos.</p>       <p>N&#227;o se     verificou associa&#231;&#227;o estatisticamente significativa entre enurese e h&#225;bitos de     sono (dormir sozinho, adormecer sozinho, dormir com a luz acesa ou utilizar     objecto de transfer&#234;ncia).</p>       <p><b>Conclus&#245;es:</b> A preval&#234;ncia de enurese     encontrada &#233; sobrepon&#237;vel &#224; de outros trabalhos onde foi adoptada a mesma defini&#231;&#227;o     de enurese e a mesma faixa et&#225;ria. A associa&#231;&#227;o da enurese com o sexo masculino     e a hist&#243;ria familiar &#233; tamb&#233;m uniforme em toda a bibliografia. Este estudo     acrescenta evid&#234;ncia a favor de associa&#231;&#227;o entre enurese e pesadelos. Quanto &#224;     rela&#231;&#227;o da enurese com os h&#225;bitos de sono, vem apoiar a hip&#243;tese de serem     condi&#231;&#245;es independentes, embora possa existir algum vi&#233;s de informa&#231;&#227;o.</p>     <p><b>Palavras chave:</b> Enurese; Preval&#234;ncia;     Crian&#231;as; H&#225;bitos de Sono; Pesadelos.</p> <hr/>    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><b>ABSTRACT</b></p>       <p><b>Objectives:</b> To determine the prevalence     of enuresis among Portuguese children aged 5 and 6 years and to test the   association between enuresis and sleep habits and nightmares.</p>       <p><b>Study design:</b> Cross-sectional study</p>       <p><b>Setting:</b> Northern Portugal</p>       <p><b>Participants:</b> Children aged 5 and 6     years, registered in 30 health centers in northern Portugal</p>       <p><b>Methods:</b> A stratified non-proportional     random sample of 1599 children was selected. Parents or caretakers were asked     about enuresis, sleeping habits, and nightmares in their children, and about a     family history of enuresis in both parents. The chi-square and t-Student tests     were used for data analysis. Crude and adjusted odds ratio were calculated     using the logistic regression model.</p>       <p><b>Results:</b> The overall prevalence of     enuresis was found to be 16,4% (95% CI 14,6-18,2). There was a significant     association between enuresis and male gender, a family history of enuresis, and     nightmares. No association was found between enuresis and sleeping habits     (sleeping alone, sleeping with the lights on, sleeping with transitional     objects, or the number of hours of sleep).</p>       <p><b>Conclusions:</b> The prevalence of enuresis     found here is similar to the prevalence reported in other studies using a     similar definition. It is associated with male gender, nightmares and a family     history of enuresis. We found no association between enuresis and sleeping     habits, although there may be an information bias.</p>       <p><b>Keywords:</b> Enuresis; Prevalence; Child;     Sleep Disorders; Dreams.</p>     <hr/>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>       <p><b>Introdu&#231;&#227;o</b></p>       <p>A enurese,     ou enurese nocturna, &#233; um problema frequente nas crian&#231;as, podendo provocar     dist&#250;rbios sociais e psicol&#243;gicos importantes.<sup>1</sup> Segundo a <i>Standardization of Terminology of Lower     Urinary Tract Function in Children and Adolescents,</i> de 2005, enurese &#233;     sin&#243;nimo de incontin&#234;ncia nocturna ou enurese nocturna e &#233; definida como perda     involunt&#225;ria de urina durante o sono.<sup>2</sup></p>       <p>A     preval&#234;ncia de enurese nocturna encontrada em diversos estudos internacionais &#233;     vari&#225;vel, oscilando entre 3,9 e os 12,6%.<sup>3,4,5,6,7,8,9</sup> A preval&#234;ncia     diminui com a idade, estando descrito como sendo de 16% aos 5 anos, 13% aos 6     anos, 10% aos 7 anos, 7% aos 8 anos, 5% aos 10 anos, 2 a 3% aos 12 a 14 anos e     1 a 2% a partir dos 15 anos.<sup>3,4,5,6,9</sup></p>       <p>Em Portugal     foram realizados tr&#234;s estudos na zona Norte em que se encontraram preval&#234;ncias     de 15,6%,10 6,1%11 e 6,9%.<sup>12</sup> A variabilidade entre os estudos     relativamente &#224; preval&#234;ncia de enurese deve-se &#224; utiliza&#231;&#227;o de diferentes     defini&#231;&#245;es de enurese, tamanhos amostrais e idade das popula&#231;&#245;es estudadas,     tornando dif&#237;cil a compara&#231;&#227;o entre eles.</p>       <p>O sono est&#225;     relacionado com o funcionamento cognitivo, a aprendizagem e a aten&#231;&#227;o.<sup>13,14,15</sup> Os h&#225;bitos de sono s&#227;o reconhecidos como preponderantes no desenvolvimento das     crian&#231;as, a n&#237;vel f&#237;sico, comportamental e emocional. Uma grande parte das     crian&#231;as oferece resist&#234;ncia ao acto de deitar. Muitas utilizam um brinquedo     especial ou a luz acesa para adormecer, outras tentam dormir na cama dos pais,     v&#227;o ter com estes ou chamam-nos durante a noite.<sup>16</sup> Tamb&#233;m os     pesadelos, um dos dist&#250;rbios de sono mais prevalentes, podem interferir na     qualidade do sono.</p>       <p>A maior     parte dos estudos que avaliam a rela&#231;&#227;o entre enurese nocturna e h&#225;bitos do     sono tentam avaliar a import&#226;ncia da &#171;profundidade do sono&#187; (as crian&#231;as <i>&#171;deep sleepers&#187;</i>) como factor associado.     Poucos estudos inclu&#237;ram o n&#250;mero de horas de sono, o dormir com a luz acesa, a     exist&#234;ncia de objectos de transfer&#234;ncia, o <i>&#171;co-sleeping&#187;</i> (n&#227;o adormecer sozinho, n&#227;o dormir sozinho) e os pesadelos nas vari&#225;veis a     estudar.<sup>17,18,19</sup></p>       <p>N&#227;o sendo     este um tema habitualmente abordado na consulta com o m&#233;dico assistente,     sabe-se que o problema do sono e a enurese da crian&#231;a t&#234;m um impacto directo,     resultando em fadiga di&#225;ria, perturba&#231;&#245;es do humor e afectando o seu     desempenho.<sup>20</sup></p>       <p>Embora j&#225;     tenham sido realizados tr&#234;s trabalhos em Portugal que estudam a preval&#234;ncia da     enurese,<sup>10,11,12</sup> e um deles aborde vari&#225;veis relacionadas com o sono     (no&#231;&#227;o que os pais tinham sobre as suas crian&#231;as terem o sono pesado;     ressonar),<sup>12</sup> nenhum estudou a associa&#231;&#227;o entre enurese e h&#225;bitos do     sono e pesadelos. O conhecimento sobre a preval&#234;ncia da enurese em Portugal e     dos factores a ela associados &#233; importante pois permitir&#225; abordar o tema de     forma apropriada em consultas de Sa&#250;de Infantil.</p>       <p>Foram     objectivos deste estudo determinar a preval&#234;ncia de enurese em crian&#231;as     portuguesas e verificar se existe associa&#231;&#227;o entre enurese, h&#225;bitos de sono e     pesadelos.</p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>M&#233;todos</b></p>       <p>Realizou-se     um estudo observacional anal&#237;tico transversal, com recolha de dados entre Abril     e Junho de 2006.</p>       <p>A popula&#231;&#227;o     em estudo correspondeu &#224;s crian&#231;as nascidas no ano 2000, inscritas em centros     de sa&#250;de da regi&#227;o Norte de Portugal envolvidos na forma&#231;&#227;o p&#243;s-graduada do     Internato M&#233;dico de Medicina Geral e Familiar e que aceitaram participar no     projecto, perfazendo um total de 30 centros de sa&#250;de. Foram exclu&#237;das as     crian&#231;as com defici&#234;ncia mental, acamadas ou cujos pais (ou cuidadores) n&#227;o     entendiam ou n&#227;o falavam portugu&#234;s. Da popula&#231;&#227;o, seleccionou-se uma amostra     aleat&#243;ria simples estratificada n&#227;o proporcional por Unidade de Sa&#250;de. A dimens&#227;o     ideal da amostra, calculada para uma preval&#234;ncia esperada de 15%, com um n&#237;vel     de precis&#227;o de 1,8% e intervalo de confian&#231;a a 95%, correspondeu a 1509. Tendo     em conta uma taxa de n&#227;o-resposta de cerca de 15%, a dimens&#227;o amostral ajustada     foi de 1800 crian&#231;as, 60 por cada centro de sa&#250;de participante.</p>       <p>As vari&#225;veis     estudadas foram: hist&#243;ria pessoal de enurese nocturna (vari&#225;vel dependente);     idade, sexo, h&#225;bitos de sono, pesadelos, hist&#243;ria familiar de enurese nos     progenitores (vari&#225;veis independentes).</p>       <p>A hist&#243;ria     pessoal de enurese nocturna englobou a frequ&#234;ncia de epis&#243;dios de mic&#231;&#227;o     involunt&#225;ria nocturna (di&#225;ria, semanal, mensal, ocasional e inexistente). Para     caracterizar o sono da crian&#231;a foram estudados os seguintes aspectos: a que     horas se deita habitualmente a crian&#231;a, o n&#250;mero de horas que dorme por noite,     se adormece sozinha, se dorme sozinha, se utiliza objectos de transfer&#234;ncia, se     dorme com a luz acesa e se tem ou n&#227;o pesadelos (definidos como a ocorr&#234;ncia de     sonhos assustadores que levam ao despertar, geram ansiedade e ocorrem pelo     menos uma vez por m&#234;s).<sup>12,21,22</sup></p>       <p>A recolha de     dados foi efectuada mediante entrevista pessoal, com aplica&#231;&#227;o de um     question&#225;rio elaborado pelas autoras.</p>       <p>Para a     an&#225;lise dos dados foram utilizados os testes de Qui-quadrado e t de Student.     Foram calculados os <i>odds ratio</i> (OR)     brutos e ajustados por modelo de regress&#227;o log&#237;stica. O n&#237;vel de signific&#226;ncia     adoptado foi de 0,05.</p>       <p><b>RESULTADOS</b></p>       <p>Foram     convidadas a participar no estudo 1800 crian&#231;as, tendo comparecido &#224; entrevista     1599, o que corresponde a uma taxa de resposta de 88,8%.</p>       <p>A     caracteriza&#231;&#227;o da amostra quanto ao sexo e idade encontra-se no <a href="#q1">Quadro I</a>.     Considerou-se a idade no momento da entrevista, pelo que, apesar de todas as     crian&#231;as terem nascido no ano 2000, algumas tinham 5 e outras 6 anos de idade &#224;     data do estudo. N&#227;o foi poss&#237;vel obter informa&#231;&#227;o para o total de 1599 crian&#231;as     em todas as vari&#225;veis, pelo que foram codificados valores <i>&#171;missing&#187;</i> para efeitos de an&#225;lise, o que justifica os diferentes     totais em alguns quadros.</p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>    <p align="center"><a name="q1"></a><img src="/img/revistas/rpmgf/v28n5/28n5a04q1.jpg"/></p>    
<p>&nbsp;</p>       <p>A     preval&#234;ncia de enurese encontrada foi de 16,4% (IC95%: 14,6-18,2%).</p>       <p>A     distribui&#231;&#227;o dos casos pela frequ&#234;ncia de epis&#243;dios de enurese encontra-se no     <a href="#q2">Quadro II</a>.</p>       <p>&nbsp;</p>    <p align="center"><a name="q2"></a><img src="/img/revistas/rpmgf/v28n5/28n5a04q2.jpg"/></p>    
<p>&nbsp;</p>       <p>Nos <a href="#q3">Quadros III</a> e <a href="#q4">IV</a>, encontram-se os resultados obtidos relativamente &#224;s vari&#225;veis independentes     estudadas. Verificou-se associa&#231;&#227;o estatisticamente significativa entre enurese     e sexo masculino, hist&#243;ria familiar de enurese nos progenitores e ocorr&#234;ncia de     pesadelos.</p>       <p>&nbsp;</p>    ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="center"><a name="q3"></a><img src="/img/revistas/rpmgf/v28n5/28n5a04q3.jpg"/></p>    
<p>&nbsp;</p>       <p>&nbsp;</p>    <p align="center"><a name="q4"></a><img src="/img/revistas/rpmgf/v28n5/28n5a04q4.jpg"/></p>    
<p>&nbsp;</p>       <p>N&#227;o se     verificou associa&#231;&#227;o estatisticamente significativa entre enurese e h&#225;bitos de     sono (dormir sozinho, adormecer sozinho, dormir com a luz acesa, utilizar     objecto de transfer&#234;ncia e n&#250;mero de horas de sono).</p>       <p>No <a href="#q5">Quadro V</a>,     apresentam-se os odds ratio (OR) brutos e ajustados de cada uma das vari&#225;veis     independentes estudadas. Para a an&#225;lise multivariada foram inclu&#237;das no modelo     de regress&#227;o log&#237;stica as vari&#225;veis associadas &#224; enurese com p &lt;0,05 na     an&#225;lise bivariada. Os OR brutos e ajustados foram praticamente sobrepon&#237;veis.</p>       <p>&nbsp;</p>    <p align="center"><a name="q5"></a><img src="/img/revistas/rpmgf/v28n5/28n5a04q5.jpg"/></p>    
<p>&nbsp;</p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>DISCUSS&#195;O</b></p>       <p>No presente     estudo foi encontrada uma preval&#234;ncia global de enurese nocturna em crian&#231;as de     5-6 anos de 16,4%. Este valor aproxima-se do de outros trabalhos onde foi     adoptada a mesma defini&#231;&#227;o de enurese. Um estudo efectuado na Irlanda revelou     uma preval&#234;ncia de 14% em crian&#231;as dos 4 aos 14 anos, sendo as preval&#234;ncias aos     5 e 6 anos de 17,6% e 16% respectivamente.<sup>23</sup> Dois trabalhos levados     a cabo na Turquia revelaram, respectivamente, preval&#234;ncias de 19,8% (6-10 anos)     e de 17,5% (6-12 anos).<sup>8,24</sup> Um estudo efectuado na China encontrou     uma preval&#234;ncia de 11,8% aos 5 anos e de 10,1% aos 6 anos.<sup>4</sup> O estudo     portugu&#234;s, realizado em 862 crian&#231;as dos 6 aos 16 anos das escolas prim&#225;rias da     Foz do Douro &#8211; Porto, encontrou uma preval&#234;ncia global de 15,6%, sendo     que a preval&#234;ncia aos 6 anos era de 21,8%.<sup>10</sup> Outro estudo portugu&#234;s     encontrou uma preval&#234;ncia de enurese de 6,9% num grupo de 2104 crian&#231;as com     idades compreendidas entre os 5 e os 13 anos e residentes no Norte de Portugal.<sup>12</sup> Note-se que a faixa et&#225;ria estudada no presente trabalho (5-6 anos) difere de     v&#225;rios estudos, tornando por vezes dif&#237;cil fazer compara&#231;&#245;es. Por exemplo,     naqueles que usam faixas et&#225;rias maiores, &#233; esperado que a preval&#234;ncia global     seja inferior pois a preval&#234;ncia de enurese diminui com a idade.</p>       <p>Neste estudo     verificou-se uma preval&#234;ncia de enurese superior no sexo masculino e uma     associa&#231;&#227;o positiva com a hist&#243;ria familiar, o que tem sido quase     invariavelmente encontrado nos outros estudos efectuados.</p>       <p>Uma das     limita&#231;&#245;es do estudo efectuado &#233; o facto de o question&#225;rio n&#227;o ser validado.     Existem question&#225;rios validados em ingl&#234;s relativamente aos h&#225;bitos do sono,     nomeadamente o <i>Child&#8217;s Sleep Habits     Questionnaire</i> &#8211; CSHQ (Owens, 2004) e o <i>Pediatric Sleep Questionnaire</i> (Chervin et al, 2007), com perguntas     simples e directas relativamente aos pesadelos/terrores nocturnos e n&#250;mero de     horas de sono. As perguntas do question&#225;rio elaborado para o presente estudo     s&#227;o semelhantes &#224;s dos question&#225;rios referidos. No entanto, n&#227;o se trata de um     instrumento validado, nem foi previamente testado em estudo piloto. Assim, a     possibilidade de respostas erradas devido a m&#225; interpreta&#231;&#227;o da formula&#231;&#227;o das     quest&#245;es constitui um poss&#237;vel vi&#233;s de informa&#231;&#227;o.</p>       <p>As autoras     consideram que a primeira pergunta do question&#225;rio (&#171;No &#250;ltimo ano a crian&#231;a     molhou a cama durante a noite?&#187;) tem baixa probabilidade de condicionar     problemas de interpreta&#231;&#227;o. No entanto, pode ser fonte de vi&#233;s de medi&#231;&#227;o, por     exemplo no caso de os pais terem vergonha em admitir a enurese dos filhos.</p>       <p>A avalia&#231;&#227;o     da hist&#243;ria familiar de enurese nocturna (&#171;A m&#227;e/pai da crian&#231;a molhou a cama     at&#233; tarde quando era pequena/o?&#187;), embora formulada de forma simples e clara,     poder&#225; ter introduzido vi&#233;s de mem&#243;ria (o que diminui o n&#250;mero de respostas     afirmativas) ou vi&#233;s de rumina&#231;&#227;o (os pais de crian&#231;as enur&#233;ticas t&#234;m maior     probabilidade de se recordar dos seus antecedentes de enurese).</p>       <p>A defini&#231;&#227;o     de pesadelo utilizada no question&#225;rio (&#171;A crian&#231;a acorda assustada durante a     noite e conta que teve um sonho mau?&#187;) foi uma adapta&#231;&#227;o/simplifica&#231;&#227;o da     defini&#231;&#227;o da DSM-IV para a linguagem corrente. No entanto, por ser pouco     objectiva e precisa, poder&#225; ser fonte de confus&#227;o com, por exemplo, os terrores     nocturnos. As quest&#245;es relativas aos h&#225;bitos do sono apresentam termos menos     precisos (raramente, habitualmente) que podem causar variabilidade nas     respostas, conforme a interpreta&#231;&#227;o da quest&#227;o e a valoriza&#231;&#227;o do problema.</p>       <p>Relativamente     aos pontos fortes do nosso estudo, salientamos o tamanho da amostra (n= 1599),     a boa taxa de resposta (88,8%) e o facto de se tratar de uma amostra aleat&#243;ria     simples, obviando o vi&#233;s de selec&#231;&#227;o. Foram, de facto, inclu&#237;das crian&#231;as de     todos os m&#233;dicos de cada centro de sa&#250;de e tamb&#233;m as que n&#227;o tinham m&#233;dico     atribu&#237;do. No entanto, a amostra n&#227;o foi estratificada proporcionalmente &#224;     dimens&#227;o da popula&#231;&#227;o de cada centro de sa&#250;de participante. Para al&#233;m disso,     sabe-se que, nos estudos em que &#233; necess&#225;ria a colabora&#231;&#227;o dos pais ou     cuidadores, pode ocorrer um vi&#233;s de selec&#231;&#227;o.</p>     <p>Em     conclus&#227;o, podemos afirmar que a preval&#234;ncia de enurese encontrada no Norte de     Portugal &#233; sobrepon&#237;vel &#224; de outros trabalhos nacionais e internacionais onde     foi adoptada a mesma defini&#231;&#227;o de enurese e a mesma faixa et&#225;ria. A associa&#231;&#227;o     da enurese com o sexo masculino e a hist&#243;ria familiar &#233; tamb&#233;m uniforme em toda     a bibliografia.</p>       <p>Este estudo     acrescenta evid&#234;ncia a favor de associa&#231;&#227;o entre enurese e pesadelos e quanto &#224;     rela&#231;&#227;o da enurese com os h&#225;bitos de sono das crian&#231;as vem apoiar a hip&#243;tese de     serem condi&#231;&#245;es independentes.</p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>       <p><b>REFER&#202;NCIAS     BIBLIOGR&#193;FICAS</b></p>       <!-- ref --><p>1. Foxman B,     Valdez RB, Brook RH. Childhood enuresis: prevalence, perceived impact, and     prescribed treatments. Pediatrics 1986 Apr; 77 (4): 482-7.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000085&pid=S2182-5173201200050000400001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>2. Nev&#233;us T,     Von Gontard A, Hoebeke P, Hj&#228;lm&#229;s K, Bauer S, Bower W, et al. The     standardization of terminology of lower urinary tract function in children and     adolescents: report from the Standardisation Committee of the International     Children&#8217;s Continence Society. J Urol 2006 Jul; 176 (1): 314-24.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000087&pid=S2182-5173201200050000400002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>3. Kajiwara     M, Inoue K, Kato M, Usui A, Kurihara M, Usui T. Nocturnal enuresis and overactive     bladder in children: an epidemiological study. Int J Urol 2006 Jan; 13 (1):     36-41.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000089&pid=S2182-5173201200050000400003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>4. Wen JG,     Wang QW, Chen Y, Wen JJ, Liu K. An epidemiological study of primary nocturnal     enuresis in Chinese children and adolescents. Eur Urol 2006 Jun; 49 (6): 1107-13.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000091&pid=S2182-5173201200050000400004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>5. Hansakunachai     T, Ruangdaraganon N, Udomsubpayakul U, Sombuntham T, Kotchabhakdi N.     Epidemiology of enuresis among school-age children in Thailand. J Dev Behav     Pediatr 2005 Oct; 26 (5): 356-60.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000093&pid=S2182-5173201200050000400005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>6. Mithani     S, Zaidi Z. Bed wetting in school children of Karachi J Pak Med Assoc. 2005     Jan; 55 (1): 2-5.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000095&pid=S2182-5173201200050000400006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>7. Ozkan KU,     Garipardic M, Toktamis A, Karabiber H, Sahinkanat T. Enuresis prevalence and     accompanying factors in schoolchildren: a questionnaire study from southeast     Anatolia. Urol Int 2004; 73 (2): 149-55.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000097&pid=S2182-5173201200050000400007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>8. G&#252;r E,     Turhan P, Can G, Akkus S, Sever L, G&#252;zel&#246;z S, et al. Enuresis: prevalence, risk     factors and urinary pathology among school children in Istanbul, Turkey.     Pediatr Int 2004 Feb; 46 (1): 58-63.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000099&pid=S2182-5173201200050000400008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>9. Cher TW,     Lin GJ, Hsu KH. Prevalence of nocturnal enuresis and associated familial     factors in primary school children in Taiwan. J Urol 2002 Sep; 168 (3): 1142-6.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000101&pid=S2182-5173201200050000400009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>10. Fonseca     CB. Enurese nocturna: preval&#234;ncia na comunidade. Rev Port Clin Geral 2002     Mai-Jun; 18 (3): 155-61.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000103&pid=S2182-5173201200050000400010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>11. Silva A,     Freitas A, Oliveira P, Machado E. Enurese: preval&#234;ncia e factores associados em     crian&#231;as em idade escolar (1&#186; ciclo): estudo epidemiol&#243;gico. Acta Pediatr Port     2004; 35 (5-6): 413-9.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000105&pid=S2182-5173201200050000400011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>12. Bandeira     A, Barreira JL, Matos P. Preval&#234;ncia de enurese nocturna em crian&#231;as em idade escolar     na zona Norte de Portugal. Nascer e Crescer 2007;16 (2): 65-9.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000107&pid=S2182-5173201200050000400012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>13. Anders     TF, Eiben LA. Pediatric sleep disorders: a review of the past 10 years. J Am     Acad Child Adolesc Psychiatry 1997 Jan; 36 (1): 9-20.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000109&pid=S2182-5173201200050000400013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>14. Sadeh A,     Gruber R, Raviv A. Sleep, neurobehavioral functioning, and behavior problems in     school-age children. Child Dev 2002 Mar-Apr; 73 (2): 405-17.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000111&pid=S2182-5173201200050000400014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>15. Sadeh A,     Gruber R, Raviv A. The effects of sleep restriction and extension on school-age     children: what a difference an hour makes. Child Dev 2003 Mar-Apr; 74 (2):     444-55.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000113&pid=S2182-5173201200050000400015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>16. Borges     T, Azevedo M, Fonseca P, Torres P, Costa FM. H&#225;bitos do sono. Sa&#250;de Infantil     2000; 22 (1): 66-8.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000115&pid=S2182-5173201200050000400016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>17. Nev&#233;us     T, L&#228;ckgren G, Stenberg A, Tuvemo T, Hetta J. Sleep and night-time behaviour of     enuretics and non-enuretics. Br J Urol 1998 May; 81 Suppl 3: 67-71.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000117&pid=S2182-5173201200050000400017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>18. Moilanen     I, Tirkkonen T, J&#228;rvelin MR, Linna SL, Almqvist F, Piha J, et al. A follow-up     of enuresis from childhood to adolescence. Br J Urol 1998; 81 Suppl 3: 94-7.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000119&pid=S2182-5173201200050000400018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>19. Fisher     BE, McGuire K. Do diagnostic patterns exist in the sleep behaviors of normal     children? J Abnorm Child Psychol 1990 Apr; 18 (2): 179-86.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000121&pid=S2182-5173201200050000400019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>20. Stein     MA, Mendelsohn J, Obermeyer WH, Amromin J, Benca R. Sleep and behaviour     problems in school-aged children. Pediatrics 2001 Apr; 107 (4): E60.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000123&pid=S2182-5173201200050000400020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>21. American     Psychiatric Association. Diagnostic and Statistical Manual of Mental Disorders.     4th rev. ed. Washington, DC: American Psychiatric Association Press; 1994.     Dispon&#237;vel em: <a href="http://www.psicologia.com.pt/instrumentos/dsm_cid/dsm.php" target="_blank">http://www.psicologia.com.pt/instrumentos/dsm_cid/dsm.php</a> (acedido a 28/08/2011).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000125&pid=S2182-5173201200050000400021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <p>22. American     Academy of Sleep Medicine. International Classification of Sleep Disorders,     revised: Diagnostic and coding manual. Chicago, IL: American Academy of Sleep     Medicine; 2001. Dispon&#237;vel em: <a href="http://www.esst.org/adds/ICSD.pdf" target="_blank">http://www.esst.org/adds/ICSD.pdf</a> (acedido a 28/08/2011).</p>     <!-- ref --><p>23. Devlin     JB. Prevalence and risk factors for childhood nocturnal enuresis. Ir Med J 1991     Dec-1992 Jan; 84 (4): 118-20.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000128&pid=S2182-5173201200050000400022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>24. Ozden C,     Ozdal OL, Altinova S, Oguzulgen I, Urgancioglu G, Memis A. Prevalence and     associated factors of enuresis in Turkish children. Int Braz J Urol 2007     Mar-Apr; 33 (2): 216-22.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000130&pid=S2182-5173201200050000400023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
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