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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Tratamento médico da tromboflebite superficial do membro inferior: heparina ou anti-inflamatórios?]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Medical treatment of superficial thrombophlebitis of the lower limb: heparin or anti-inflammatory drugs?]]></article-title>
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<self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S2182-51732012000500006&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_abstract&amp;pid=S2182-51732012000500006&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_pdf&amp;pid=S2182-51732012000500006&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><abstract abstract-type="short" xml:lang="pt"><p><![CDATA[Objectivos: Clarificar qual a melhor terapêutica da tromboflebite superficial (TS) do membro inferior, com principal enfoque na comparação entre anti-inflamatórios (AINE) e heparina de baixo peso molecular (HBPM). Fontes de dados: Base de dados Pubmed, sites de medicina baseada na evidência, Direcção-Geral de Saúde, Associação Portuguesa de Medicina Geral e Familiar, MGFamiliar.net e Índex de Revistas Médicas Portuguesas. Métodos de revisão: Pesquisa de normas de orientação clínica (NOC), sistemas computorizados de apoio à decisão (SCAD), revisões sistemáticas (RS) e artigos originais, publicados entre Janeiro/2008 e Maio/2011, utilizando os termos MeSH: venous thrombosis; heparin, low-molecular-weight; anti-inflammatory agents. Para avaliar o nível de evidência, foi utilizada a escala Strength of Recommendation Taxonomy (SORT) da American Family Physician. Resultados: Foram obtidos 215 artigos, seleccionando-se uma NOC, um SCAD, uma RS e um ensaio clínico aelatorizado (ECA). As evidências sugerem que existe melhoria dos sintomas dos doentes com TS tratados com HBPM ou AINE em comparação com placebo, reduzindo a incidência de recorrências e complicações, sem diferenças no perfil de segurança a curto prazo (nível de evidência 2). Também destacam a anticoagulação como terapêutica de primeira linha (nível de evidência 2). A utilização simultânea de HBPM e AINE revelou maior eficácia no alívio sintomático do que a HBPM isolada num ECA (nível de evidência 2). Conclusões: A HBPM e os AINE são duas opções terapêuticas com evidências que suportam a sua utilização como primeira linha de tratamento (SOR B). A anticoagulação durante pelo menos 4 semanas está indicada sobretudo quando se identificam critérios de gravidade: proximidade anatómica do trombo com o sistema venoso profundo e factores de risco médicos para trombose venosa profunda (SOR B). São necessários mais ECA, sobretudo no que se relaciona com a opção por AINE ou HBPM ou a sua utilização simultânea, doses e duração de tratamento.]]></p></abstract>
<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Objectives: The objective of this review is to compare treatment with non-steroidal anti-inflammatory drugs (NSAID) and low-molecular-weight heparin (LMWH) for superficial thrombophlebitis (ST) of the lower limb. Data sources: We searched the PubMed database, evidence-based medicine websites, the General Directorate of Health website, the Portuguese Association of General Practitioners website, MGFamiliar.net, and the Index of Portuguese Medical Magazines. Review methods: We selected clinical guidelines (CG), computerized decision support systems (CS), systematic reviews (SR) and original studies, published between January 2008 and May 2011, using the MeSH terms venous thrombosis, heparin, low molecular weight, and anti-inflammatory agents. American Family Physician’s Strength of Recommendation Taxonomy (SORT) was used to assess the level of evidence. Results: 215 articles were obtained. We selected one CG, one CS, one SR and one randomized clinical trial (RCT) for this review. The evidence found suggests that LMWH or NSAIDs are superior to placebo in the treatment of symptoms of ST, and in reducing the incidence of recurrences and complications, without differences in their safety profile in the short term (level of evidence 2). The evidence also confirms anticoagulation as the first line of therapy (level of evidence 2). The simultaneous use of LMWH and NSAID was found to be more effective for symptomatic relief than LMWH alone in one RCT (level of evidence 2). Conclusions: There is evidence for the use of LMWH and NSAID as first-line treatment for ST (SOR B). Anticoagulation for at least 4 weeks is indicated especially when the following criteria are present: anatomical proximity of the thrombus to the deep venous system and medical risk factors for deep vein thrombosis (SOR B). More randomized clinical trials are needed, comparing LMWH and NSAID, evaluating the simultaneous use of these drugs, and assessing the proper dose and duration of treatment.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Tromboflebite]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><b>REVIS&#213;ES</b></p>       <p><font size="4"><b>Tratamento m&#233;dico da tromboflebite     superficial do membro inferior: heparina ou anti-inflamat&#243;rios?</b></font></p>       <p><font size="3"><b>Medical     treatment of superficial thrombophlebitis of the lower limb: heparin or   anti-inflammatory drugs?</b></font></p>       <p><b>Philippe Botas,* Jos&#233; Pimenta,** Pedro     Gon&#231;alo Santos,*** Luiz Miguel Santiago****</b></p>       <p>*MD, Interno     de Medicina Geral e Familiar, Centro de Sa&#250;de de Eiras</p>       <p>**MD,     Interno de Medicina Geral e Familiar, Centro de Sa&#250;de de Penacova</p>       <p>***MD,     Interno de Medicina Geral e Familiar, Centro de Sa&#250;de Norton de Matos</p>       <p>****MD PhD,     Assistente Graduado S&#233;nior de Medicina Geral e Familiar, Centro de Sa&#250;de de     Eiras</p>         <p><a href="#c0">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a> | <a href="#c0">Direcci&oacute;n para correspondencia</a> | <a href="#c0">Correspondence</a><a name="topc0"></a></p> <hr/>     <p>&nbsp;</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>RESUMO</b></p>       <p><b>Objectivos:</b> Clarificar qual a melhor     terap&#234;utica da tromboflebite superficial (TS) do membro inferior, com principal     enfoque na compara&#231;&#227;o entre anti-inflamat&#243;rios (AINE) e heparina de baixo peso     molecular (HBPM).</p>       <p><b>Fontes de dados:</b> Base de dados <i>Pubmed,</i> sites de medicina baseada na     evid&#234;ncia, Direc&#231;&#227;o-Geral de Sa&#250;de, Associa&#231;&#227;o Portuguesa de Medicina Geral e     Familiar, MGFamiliar.net e &#205;ndex de Revistas M&#233;dicas Portuguesas.</p>       <p><b>M&#233;todos de revis&#227;o:</b> Pesquisa de normas     de orienta&#231;&#227;o cl&#237;nica (NOC), sistemas computorizados de apoio &#224; decis&#227;o (SCAD),     revis&#245;es sistem&#225;ticas (RS) e artigos originais, publicados entre Janeiro/2008 e     Maio/2011, utilizando os termos MeSH: <i>venous     thrombosis; heparin, low-molecular-weight; anti-inflammatory agents.</i> Para     avaliar o n&#237;vel de evid&#234;ncia, foi utilizada a escala <i>Strength of Recommendation Taxonomy (SORT)</i> da <i>American Family Physician.</i></p>       <p><b>Resultados:</b> Foram obtidos 215 artigos,     seleccionando-se uma NOC, um SCAD, uma RS e um ensaio cl&#237;nico aelatorizado     (ECA). As evid&#234;ncias sugerem que existe melhoria dos sintomas dos doentes com     TS tratados com HBPM ou AINE em compara&#231;&#227;o com placebo, reduzindo a incid&#234;ncia     de recorr&#234;ncias e complica&#231;&#245;es, sem diferen&#231;as no perfil de seguran&#231;a a curto     prazo (n&#237;vel de evid&#234;ncia 2). Tamb&#233;m destacam a anticoagula&#231;&#227;o como terap&#234;utica     de primeira linha (n&#237;vel de evid&#234;ncia 2). A utiliza&#231;&#227;o simult&#226;nea de HBPM e     AINE revelou maior efic&#225;cia no al&#237;vio sintom&#225;tico do que a HBPM isolada num ECA     (n&#237;vel de evid&#234;ncia 2).</p>       <p><b>Conclus&#245;es:</b> A HBPM e os AINE s&#227;o duas     op&#231;&#245;es terap&#234;uticas com evid&#234;ncias que suportam a sua utiliza&#231;&#227;o como primeira     linha de tratamento (SOR B). A anticoagula&#231;&#227;o durante pelo menos 4 semanas est&#225;     indicada sobretudo quando se identificam crit&#233;rios de gravidade: proximidade     anat&#243;mica do trombo com o sistema venoso profundo e factores de risco m&#233;dicos     para trombose venosa profunda (SOR B). S&#227;o necess&#225;rios mais ECA, sobretudo no     que se relaciona com a op&#231;&#227;o por AINE ou HBPM ou a sua utiliza&#231;&#227;o simult&#226;nea,     doses e dura&#231;&#227;o de tratamento.</p>       <p><b>Palavras-chave:</b> Tromboflebite;     Heparina; Anti-inflamat&#243;rios; Terap&#234;utica.</p>     <hr/>     <p>&nbsp;</p>       <p><b>ABSTRACT</b></p>       <p><b>Objectives:</b> The objective of this     review is to compare treatment with non-steroidal anti-inflammatory drugs     (NSAID) and low-molecular-weight heparin (LMWH) for superficial   thrombophlebitis (ST) of the lower limb.</p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Data sources:</b> We searched the PubMed     database, evidence-based medicine websites, the General Directorate of Health     website, the Portuguese Association of General Practitioners website,     MGFamiliar.net, and the Index of Portuguese Medical Magazines.</p>       <p><b>Review methods:</b> We selected clinical     guidelines (CG), computerized decision support systems (CS), systematic reviews     (SR) and original studies, published between January 2008 and May 2011, using     the MeSH terms venous thrombosis, heparin, low molecular weight, and     anti-inflammatory agents. American Family Physician&#8217;s Strength of     Recommendation Taxonomy (SORT) was used to assess the level of evidence.</p>       <p><b>Results:</b> 215 articles were obtained. We     selected one CG, one CS, one SR and one randomized clinical trial (RCT) for     this review. The evidence found suggests that LMWH or NSAIDs are superior to     placebo in the treatment of symptoms of ST, and in reducing the incidence of     recurrences and complications, without differences in their safety profile in     the short term (level of evidence 2). The evidence also confirms     anticoagulation as the first line of therapy (level of evidence 2). The     simultaneous use of LMWH and NSAID was found to be more effective for     symptomatic relief than LMWH alone in one RCT (level of evidence 2).</p>       <p><b>Conclusions:</b> There is evidence for the     use of LMWH and NSAID as first-line treatment for ST (SOR B). Anticoagulation     for at least 4 weeks is indicated especially when the following criteria are     present: anatomical proximity of the thrombus to the deep venous system and     medical risk factors for deep vein thrombosis (SOR B). More randomized clinical     trials are needed, comparing LMWH and NSAID, evaluating the simultaneous use of     these drugs, and assessing the proper dose and duration of treatment.</p>       <p><b>Keywords:</b> thrombophlebitis, heparin,     anti-inflammatory, therapeutics.</p>     <hr/>     <p>&nbsp;</p>       <p><b>Introdu&#231;&#227;o</b></p>     <p>A     tromboflebite superficial (TS) &#233; uma condi&#231;&#227;o cl&#237;nica frequente, que pode ser     motivo de consulta na pr&#225;tica di&#225;ria. Estima-se que tenha uma incid&#234;ncia entre     3 a 11%, com maior frequ&#234;ncia no sexo feminino e afectando predominantemente os     membros inferiores (MI).<sup>1</sup> &#201; uma entidade cl&#237;nica pouco estudada, com     escassas refer&#234;ncias em Portugal, existindo controv&#233;rsia sobre a sua abordagem     terap&#234;utica. O termo tromboflebite &#233; largamente utilizado na literatura e     frequentemente refere-se &#224; inflama&#231;&#227;o venosa, mesmo quando n&#227;o &#233; certa a     presen&#231;a de trombose.<sup>2</sup> Os autores optaram por utilizar este termo e     conceito ao longo do trabalho de revis&#227;o.</p>       <p>Considerada     durante muito tempo uma entidade de limitada relev&#226;ncia cl&#237;nica, estudos     recentes reconhecem a import&#226;ncia da TS em rela&#231;&#227;o com as suas poss&#237;veis     complica&#231;&#245;es [probabilidade de evolu&#231;&#227;o para trombose venosa profunda (TVP),     com o subsequente risco acrescido de tromboembolia pulmonar (TEP)], e como     pista diagn&#243;stica de outras patologias.<sup>2</sup> Num estudo em que foram     inclu&#237;dos 844 doentes com TS sintom&#225;tica dos MI com pelo menos 5 cm de extens&#227;o     avaliada ecograficamente, 210 (24,9%) tamb&#233;m tinham TVP ou TEP sintom&#225;tica. Nos     restantes casos, 58 (10,2%) desenvolveram complica&#231;&#245;es tromboemb&#243;licas (3 com     TEP, 15 com TVP, 18 com progress&#227;o de TS e 10 com recorr&#234;ncia de TS).<sup>3</sup></p>       <p>O risco de     TVP &#233; mais elevado quando a TS afecta o territ&#243;rio proximal da veia safena     interna, diagnosticando-se por ecografia em 6 a 53 % dos casos.<sup>4</sup> A     evid&#234;ncia cient&#237;fica estabelece uma associa&#231;&#227;o entre TS e tromboembolismo     venoso, destacando-se factores de risco semelhantes: veias varicosas,     imobiliza&#231;&#227;o prolongada, p&#243;s-operat&#243;rio, traumatismo, gravidez e puerp&#233;rio,     neoplasias malignas, trombofilias, doen&#231;as auto-imunes, hist&#243;ria pr&#233;via de     tromboembolismo venoso, contraceptivos orais, terap&#234;utica de substitui&#231;&#227;o     hormonal e obesidade.<sup>5</sup> A incid&#234;ncia de TVP &#233; menor nas TS associadas     a varizes comparativamente &#224;s associadas a outras patologias (3-20% versus     44-60%, respectivamente).<sup>6</sup> Os factores de risco para extens&#227;o da TS     ao sistema venoso profundo s&#227;o a proximidade anat&#243;mica do trombo com este     sistema e factores de risco m&#233;dicos para TVP.<sup>4</sup></p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p>O quadro     cl&#237;nico da TS &#233; facilmente suspeit&#225;vel: dor localizada e, ao exame objectivo,     apresenta&#231;&#227;o de rubor, calor, um cord&#227;o venoso doloroso palp&#225;vel, por vezes     edema e eritema circundantes.<sup>7</sup> O tratamento desta patologia tem como     objectivos principais o al&#237;vio da sintomatologia dolorosa local, a preven&#231;&#227;o do     desenvolvimento de TVP e TEP e a diminui&#231;&#227;o das recorr&#234;ncias.<sup>5</sup></p>       <p>A     controv&#233;rsia na escolha do tratamento da TS levou &#224; elabora&#231;&#227;o desta revis&#227;o,     com o objectivo de determinar qual a melhor op&#231;&#227;o terap&#234;utica:     anti-inflamat&#243;rios n&#227;o ester&#243;ides (AINE) ou heparina de baixo peso molecular     (HBPM).</p>       <p><b>M&#233;todos</b></p>       <p>Procedeu-se     &#224; pesquisa nas bases de dados <i>National     Guideline Clearinghouse, Guidelines Finder, Canadian Medical Association     Practice Guidelines InfoBase, The Cochrane Library, Clinical Evidence, DARE,     UpToDate</i> e <i>Pubmed,</i> e ainda nos     sites da Direc&#231;&#227;o-Geral de Sa&#250;de, Associa&#231;&#227;o Portuguesa de M&#233;dicos de Medicina     Geral e Familiar, MGFamiliar.net e no &#205;ndex de Revistas M&#233;dicas Portuguesas,     utilizando os termos MeSH: <i>venous     thrombosis; heparin, low-molecular-weight</i> e <i>anti-inflammatory agents;</i> e os descritores portugueses: &#171;trombose     venosa&#187; e &#171;tromboflebite&#187;. Limitou-se a pesquisa a normas de orienta&#231;&#227;o cl&#237;nica     (NOC), sistemas computorizados de apoio &#224; decis&#227;o (SCAD), revis&#245;es sistem&#225;ticas     (RS) e ensaios cl&#237;nicos aelatorizados (ECA), publicados entre 01/01/2008 a     20/05/2011.</p>       <p>Os crit&#233;rios     utilizados para a inclus&#227;o dos artigos nesta revis&#227;o foram os seguintes:</p>       <p>&#8226; Popula&#231;&#227;o:     indiv&#237;duos observados em ambulat&#243;rio com o diagn&#243;stico de TS no MI.</p>       <p>&#8226; Interven&#231;&#227;o:     Terap&#234;utica com HBPM e/ou AINE.</p>       <p>&#8226; <i>Outcomes:</i> Al&#237;vio sintom&#225;tico e preven&#231;&#227;o     de complica&#231;&#245;es.</p>       <p>Como     crit&#233;rios de exclus&#227;o foram definidos os seguintes: artigos repetidos; TVP     isolada; TS em contexto de internamento; TS em zonas que n&#227;o o MI; TS em idade     pedi&#225;trica; TS na gr&#225;vida; TS complicada ou associada a condi&#231;&#245;es patol&#243;gicas     que aumentam o risco, nomeadamente neoplasias, coagulopatias e per&#237;odo p&#243;s-cir&#250;rgico;     profilaxia de TS.</p>       <p>Os autores     adoptaram a escala SORT para classifica&#231;&#227;o do n&#237;vel de evid&#234;ncia/for&#231;a de     recomenda&#231;&#227;o.8</p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Resultados</b></p>       <p>Na pesquisa     efectuada foram encontrados 215 artigos, dos quais 4 cumpriram os crit&#233;rios de     inclus&#227;o: uma NOC, um SCAD, uma RS e um ECA.</p>       <p>A NOC     publicada pelo <i>American College of Chest     Physicians</i><sup>9</sup> em 2008 destaca, com uma for&#231;a de recomenda&#231;&#227;o B     (ap&#243;s convers&#227;o para a SORT), que o tratamento da TS deve ser realizado com     doses profil&#225;cticas ou interm&#233;dias de HBPM ou doses interm&#233;dias de heparina n&#227;o     fraccionada (HNF) por um per&#237;odo m&#237;nimo de 4 semanas.* Como alternativa, com     uma menor for&#231;a de recomenda&#231;&#227;o (SOR C), &#233; sugerida a terap&#234;utica durante 4     semanas com antagonistas da vitamina K (AVK) (INR alvo 2-3), associando HBPM ou     HNF nos primeiros 5 dias. &#201; desaconselhada a associa&#231;&#227;o de AINE &#224; terap&#234;utica     anticoagulante, com for&#231;a de recomenda&#231;&#227;o B. Sem atribui&#231;&#227;o de um grau de     recomenda&#231;&#227;o, a NOC sugere que, em caso de TS menos grave (quando o segmento     venoso afectado &#233; curto em extens&#227;o ou distante da jun&#231;&#227;o safenofemoral), n&#227;o     ser&#225; necess&#225;rio o tratamento anticoagulante, indicando o uso de AINE por via     oral ou t&#243;pica.</p>       <p>A revis&#227;o do <i>UpToDate</i> (<a href="#q1">Quadro I</a>), de 2011, aponta     para a efic&#225;cia dos AINE no al&#237;vio da dor associada &#224; inflama&#231;&#227;o venosa e     diminui&#231;&#227;o significativa da extens&#227;o e recorr&#234;ncia da TS em compara&#231;&#227;o com o     placebo. Nenhum AINE mostrou, de forma consistente, ser mais eficaz do que     outro no tratamento da TS. Demonstra tamb&#233;m haver evid&#234;ncia da maior efic&#225;cia     da HBPM na redu&#231;&#227;o da extens&#227;o do trombo e da recorr&#234;ncia de TS     comparativamente ao placebo, n&#227;o tendo sido encontradas diferen&#231;as     significativas na efic&#225;cia comparativa de doses fixas ou de doses ajustadas ao     peso de nadroparina, ou de alta dose <i>versus</i> baixa dose de enoxaparina.</p>       <p>&nbsp;</p>    <p align="center"><a name="q1"></a><img src="/img/revistas/rpmgf/v28n5/28n5a06q1.jpg"/></p>    
<p>&nbsp;</p>       <p>Esta revis&#227;o     atribui for&#231;a de recomenda&#231;&#227;o B &#224;s seguintes orienta&#231;&#245;es de tratamento:</p>       <p>&#8226; Doentes     com baixo risco de TVP: AINE como 1.<sup>a</sup> linha.</p>       <p>&#8226; Doentes     com alto risco de TVP: Anticoagula&#231;&#227;o por 4 semanas. HBPM, HNF e AVK mostraram     efic&#225;cia semelhante.</p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&#8226; Trombo com     extens&#227;o ao sistema venoso profundo: anticoagula&#231;&#227;o segundo protocolo de     tratamento de TVP.</p>       <p>A     meta-an&#225;lise encontrada (<a href="#q2">Quadro II</a>), da <i>Cochrane</i> e de 2007, revista em 2010, incluiu 24 estudos, com uma amostra total de 2469     casos com TS. Os seus resultados destacam que tanto a HBPM como os AINE reduzem     significativamente a progress&#227;o da TS e a sua recorr&#234;ncia em cerca de 70%     comparativamente ao placebo. Em compara&#231;&#227;o com placebo e tratamento t&#243;pico,     tanto os AINE como a HBPM previnem com maior efic&#225;cia eventos tromboemb&#243;licos     (ETE) e a extens&#227;o da TS, e controlam os sintomas locais. A HBPM, quer em doses     terap&#234;uticas quer em doses profil&#225;cticas, demonstrou igual redu&#231;&#227;o da     progress&#227;o da TS e preven&#231;&#227;o da sua recorr&#234;ncia num per&#237;odo de <i>follow-up</i> de 3 meses. Relativamente &#224;     preven&#231;&#227;o de ETE, durante o per&#237;odo de tratamento a dose terap&#234;utica mostrou     melhor efic&#225;cia (77%) comparativamente &#224; dose profil&#225;tica (33%). Por&#233;m, esta     vantagem esbate-se ap&#243;s a suspens&#227;o da terap&#234;utica. Ambas as terap&#234;uticas (HBPM     e AINE) parecem apresentar efic&#225;cia e seguran&#231;a semelhantes, destacando-se     apenas o facto da terap&#234;utica com AINE triplicar a probabilidade de gastralgia     comparativamente ao placebo. &#201; salientado o baixo n&#237;vel de qualidade     metodol&#243;gica da maioria dos ensaios cl&#237;nicos, com necessidade de mais ECA para     apurar o papel dos AINE e da HBPM, as doses ideais e a dura&#231;&#227;o do tratamento, e     at&#233; que ponto a terap&#234;utica combinada pode ser mais eficaz que a terap&#234;utica     isolada. Os autores sugerem a utiliza&#231;&#227;o de HBPM no tratamento da TS, por um     per&#237;odo m&#237;nimo de um m&#234;s (n&#237;vel de evid&#234;ncia 2).</p>       <p>&nbsp;</p>    <p align="center"><a name="q2"></a><img src="/img/revistas/rpmgf/v28n5/28n5a06q2.jpg"/></p>    
<p>&nbsp;</p>       <p>No ECA     seleccionado foram inclu&#237;dos 50 doentes diagnosticados com TS da veia safena     interna, aleatoriamente divididos em 2 grupos de 25, sendo que o primeiro grupo     foi medicado com HBPM e o segundo com HBPM associado a AINE (<a href="#q3">Quadro III</a>).<sup>11</sup> Ambos os tratamentos tiveram a dura&#231;&#227;o de 10 dias, tendo sido associado     pantoprazol 40 mg <i>id</i> aos dois grupos     para protec&#231;&#227;o g&#225;strica. Dor, hiper&#233;mia, sensibilidade local e tamanho do     cord&#227;o palp&#225;vel foram medidos e comparados entre os dois grupos. Foi utilizada     a escala visual anal&#243;gica para medi&#231;&#227;o de par&#226;metros antes e ap&#243;s o tratamento.     No segundo grupo houve uma redu&#231;&#227;o estatisticamente significativa da dor e     sensibilidade local. N&#227;o foram detectadas complica&#231;&#245;es no primeiro grupo, tendo     sido detectado um caso de hemat&#250;ria no segundo grupo. Os autores deste ECA     concluem que os AINE podem ser associados a HBPM para tratamento da TS com     melhor al&#237;vio da sintomatologia e sugerem que esta terap&#234;utica combinada deve     ser considerada no tratamento da TS. Contudo, admitem a necessidade de mais     estudos (n&#237;vel de evid&#234;ncia 2).</p>       <p>&nbsp;</p>    <p align="center"><a name="q3"></a><img src="/img/revistas/rpmgf/v28n5/28n5a06q3.jpg"/></p>    
<p>&nbsp;</p>       <p><b>Conclus&#245;es</b></p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p>O limite     temporal de tr&#234;s anos utilizado na pesquisa foi definido em rela&#231;&#227;o com a data     da &#250;ltima actualiza&#231;&#227;o da NOC (2008). O processo de revis&#227;o realizado pelos     autores da NOC n&#227;o determinou altera&#231;&#245;es nas recomenda&#231;&#245;es principais no     tratamento da TS.<sup>12</sup> Este facto revela a escassa investiga&#231;&#227;o nesta     &#225;rea. A integra&#231;&#227;o desta informa&#231;&#227;o foi analisada e justificou a escolha de um     limite temporal mais curto.</p>       <p>A revis&#227;o     realizada permite perceber que a abordagem terap&#234;utica da TS ainda &#233;     controversa. A HBPM e os AINE mostraram-se eficazes na melhoria dos sintomas     dos doentes com TS em compara&#231;&#227;o com placebo e tratamento t&#243;pico isolado,     reduzindo a incid&#234;ncia de recorr&#234;ncias e complica&#231;&#245;es, e est&#227;o recomendados     como primeira linha de tratamento (for&#231;a de recomenda&#231;&#227;o B). Nos casos     identificados como tendo factores de risco para complica&#231;&#245;es, a HBPM em doses     interm&#233;dias/terap&#234;uticas por um per&#237;odo de pelo menos 4 semanas &#233; op&#231;&#227;o de     primeira linha (for&#231;a de recomenda&#231;&#227;o B). No entanto, a evid&#234;ncia cient&#237;fica     que suporta esta afirma&#231;&#227;o n&#227;o &#233; muito robusta, sendo que a maioria dos estudos     apresenta baixa qualidade e n&#227;o s&#227;o claras qual a dosagem e dura&#231;&#227;o terap&#234;utica     mais adequadas, nem qual o poss&#237;vel benef&#237;cio da combina&#231;&#227;o de HBPM e AINE. &#201;     discut&#237;vel a op&#231;&#227;o por um destes f&#225;rmacos ou mesmo a sua utiliza&#231;&#227;o simult&#226;nea.</p>       <p>Neste     sentido, devem ser realizados ECA com amostras de maiores dimens&#245;es e de melhor     qualidade metodol&#243;gica, n&#227;o apenas utilizando crit&#233;rios baseados em sinais e     sintomas, mas tamb&#233;m avaliando o perfil de seguran&#231;a desta associa&#231;&#227;o em termos     de fen&#243;menos hemorr&#225;gicos e/ou complica&#231;&#245;es g&#225;stricas, assim como avaliar a     recorr&#234;ncia da TS e complica&#231;&#245;es a longo prazo. Na perspectiva dos autores, a     escala visual anal&#243;gica, utilizada no ECA inclu&#237;do nesta revis&#227;o, &#233; um     instrumento pouco indicado para avalia&#231;&#227;o da hiper&#233;mia, sensibilidade local e     tamanho do cord&#227;o palp&#225;vel, pois condiciona subjectividade do examinador na     avalia&#231;&#227;o de sinais objectivos. Os autores sugerem que um m&#233;todo de     classifica&#231;&#227;o mais objectivo em termos de caracteriza&#231;&#227;o ser&#225; mais indicado. A     t&#237;tulo de exemplo, o recurso a medi&#231;&#227;o objectiva do tamanho do cord&#227;o venoso     palp&#225;vel e da zona de hiper&#233;mia poder&#225; ser preconizado.</p>     <p>Em     conclus&#227;o, s&#227;o necess&#225;rios ECA de elevada qualidade, com enfoque na compara&#231;&#227;o     entre AINE e HBPM, para melhor esclarecer as evid&#234;ncias supracitadas e     estabelecer for&#231;as de recomenda&#231;&#227;o mais consistentes. Adicionalmente, a op&#231;&#227;o     por AINE ou HBPM ou a sua utiliza&#231;&#227;o simult&#226;nea, assim como a determina&#231;&#227;o das     doses e da dura&#231;&#227;o ideais do tratamento, depender&#225; da realiza&#231;&#227;o de ECA que     contemplem de modo sistematizado estas vari&#225;veis. A melhor caracteriza&#231;&#227;o da TS     no que diz respeito &#224; sua preval&#234;ncia em Portugal e o esclarecimento de     consequ&#234;ncias cl&#237;nicas relacionadas permitir&#227;o reconhecer o grau de import&#226;ncia     cl&#237;nica desta condi&#231;&#227;o. Investiga&#231;&#245;es futuras dever&#227;o tamb&#233;m equacionar quest&#245;es     relacionadas com o custo-efic&#225;cia das op&#231;&#245;es terap&#234;uticas referidas.</p>       <p>&nbsp;</p>     <p><b>REFER&#202;NCIAS BIBLIOGR&#193;FICAS</b></p>      <!-- ref --><p>1. Leon     L, Giannoukas AD, Dodd D, Chan P, Labropoulos N. Clinical significance of     superficial vein thrombosis. Eur J Vasc Endovasc Surg 2005 Jan; 29 (1): 10-7.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000069&pid=S2182-5173201200050000600001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>2. Milio     G, Siragusa S, Min&#224; C, Amato C, Corrado E, Grimaudo S, et al. Superficial     venous thrombosis: prevalence of common genetic risk factors and their role on     spreading to deep veins. Thromb Res 2008; 123 (2): 194-9.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000071&pid=S2182-5173201200050000600002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>3. Decousus     H, Qu&#233;r&#233; I, Presles E, Becker F, Barrellier MT, Chanut M, et al. Superficial     venous thrombosis and venous thromboembolism: a large, prospective     epidemiologic study. Ann Intern Med 2010 Feb 16; 152 (4): 218-24.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000073&pid=S2182-5173201200050000600003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>4. Fernandez     L, Scovell S. Superficial thrombophlebitis of the lower extremity. In: Basow     DS, editor. UpToDate. Waltham, MA: UpToDate;&nbsp; 2011.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000075&pid=S2182-5173201200050000600004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>5. Di     Nisio M, Wichers IM, Middeldorp S. Treatment for superficial thrombophlebitis     of the leg. Cochrane Database of Systematic Reviews 2007, Issue 2. Art. No.:     CD004982. DOI: 10.1002/14651858.CD004982.pub3 (version 3 published online in     Issue 12, 2010)&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000077&pid=S2182-5173201200050000600005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>6. Hingorani     A, Ascher E. Superficial Thrombophlebitis. In: Zelenock GB, Huber TS, Messina     LM, editors. Mastery of vascular and endovascular surgery. Philadelphia, PA:     Lippincott Williams &amp; Wilkins; 2006. p. 540.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000078&pid=S2182-5173201200050000600006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>7. Creager     MA, Loscalzo J. Vascular diseases of the extremities. In: Kasper DL, Braunwald     E, Fauci AS, Hauser SL, Longo DL, Jameson JL, et al., editors. Harrison&#8217;s     Principles of Internal Medicine. 17th ed. New York: McGraw-Hill Medical     Publishing Division; 2008.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000080&pid=S2182-5173201200050000600007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>8. Ebell     MH, Siwek J, Weiss BD, Woolf SH, Susman J, Ewigman B, et al. Strength of     recommendation taxonomy (SORT): a patient-centered approach to grading evidence     in the medical literature. Am Fam Physician 2004 Feb 1; 69 (3): 548-56.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000082&pid=S2182-5173201200050000600008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>9. Kearon C,     Kahn SR, Agnelli G, Goldhaber S, Raskob GE, Comerota AJ. Antithrombotic therapy     for venous thromboembolic disease: American College of Chest Physicians     Evidence-Based Clinical Practice Guidelines (8th Edition). Chest 2008 Jun&#894;     133 (6 Suppl): 454S-545S.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000084&pid=S2182-5173201200050000600009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>10. Guyatt     GH, Oxman AD, Vist GE, Kunz R, Falck-Ytter Y, Alonso-Coello P, et al. GRADE: an     emerging consensus on rating quality of evidence and strength of     recommendations. BMJ 2008 Apr 26; 336 (7650): 924-6.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000086&pid=S2182-5173201200050000600010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <p>11. Uncu H.     A comparison of low-molecular-weight heparin and combined therapy of     low-molecular-weight heparin with an anti-in&#64258;ammatory agent in the     treatment of super&#64257;cial vein thrombosis. Phlebology 2009 Apr; 24 (2):     56-60.</p>       <!-- ref --><p>12. B&#252;ller     HR, Agnelli G, Hull RD, Hyers TM, Prins MH, Raskob GE. Antithrombotic therapy     for venous thromboembolic disease: the Seventh ACCP Conference on     Antithrombotic and Thrombolytic Therapy. Chest 2004 Sep; 126 (3 Suppl):     401S-428S.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000089&pid=S2182-5173201200050000600012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>13. Braga R,     Melo M. Como fazer uma Revis&#227;o Baseada na Evid&#234;ncia. Rev Port Clin Geral 2009     Nov-Dez; 25 (6): 660-6.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000091&pid=S2182-5173201200050000600013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><a href="#topc0">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a> | <a href="#topc0">Direcci&oacute;n para correspondencia</a> | <a href="#topc0">Correspondence</a><a name="c0"></a></p>        <p>Philippe     Jos&#233; Couto Botas</p>       <p>Rua das     Arroteias, N.<sup>o</sup> 1</p>     <p>3105 Pombal</p>       <p><a href="mailto:philippe_botas@hotmail.com">philippe_botas@hotmail.com</a></p>       <p>&nbsp;</p>       <p><b>Conflito   de interesses</b></p>       <p>Luiz Miguel     Santiago declara que recebeu honor&#225;rios para a realiza&#231;&#227;o de exposi&#231;&#245;es     formativas, pelas organiza&#231;&#245;es farmac&#234;uticas <i>Sanofi-Aventis</i> e <i>Solvay-Abbott.</i> Os restantes autores declaram n&#227;o possuir quaisquer conflitos de interesse.</p>       <p><b>Agradecimentos</b></p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Agradecemos     ao Professor Alberto Hil&#225;rio Ramos Ferreira Pimenta pela importante colabora&#231;&#227;o     na elabora&#231;&#227;o deste trabalho, atrav&#233;s da revis&#227;o de texto.</p>       <p>&nbsp;</p>       <p><b>Recebido em 12/08/2011</b></p>       <p><b>Aceite para publica&#231;&#227;o em 18/06/2012</b></p>      ]]></body><back>
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<label>1</label><nlm-citation citation-type="journal">
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<surname><![CDATA[Leon]]></surname>
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<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Clinical significance of superficial vein thrombosis]]></article-title>
<source><![CDATA[Eur J Vasc Endovasc Surg]]></source>
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