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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Disfunção sexual feminina em idade reprodutiva: prevalência e fatores associados]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Objectives: Sexual dysfunction is believed to exist in 40% to 70% of the population in Portugal. It is defined by pain or alteration of function in the phases of the sexual act. The present study was designed to estimate the prevalence of sexual dysfunction in women of reproductive age, the prevalence of the various subtypes of sexual dysfunction, and the factors associated with female sexual dysfunction. Study design: Observational, cross-sectional and analytic study. Setting: Novo Cuidar Family Health Unit, Fafe. Participants: Women aged between 18 and 58 years attending the Novo Cuidar Health Unit. Methods: An anonymous, self-administered questionnaire was given to a random sample of 346 women. The chi-squared and Fisher tests were used to compare proportions, odds ratio were computed to determine the strength of associations, and t-Student and Mann-Whitney tests were used to compare means and proportions of relevant variables. Results: The response rate was 86.4%. The prevalence of female sexual dysfunction was 77,2% (CI95% 72,0-82,7). Orgasmic disorder was the most prevalent subtype in 55,8% (CI95% 51,0-63,9). An association between hormonal contraception and low sexual desire was found (p = 0,003). Sexual aversion was statistically related with previous unwanted sexual experiences (p = 0,001). Conclusions: Female sexual dysfunction in women of reproductive age is highly prevalent, although only half of the women surveyed considered it to be a problem. Significant associations were found with factors that can influence satisfying sexuality.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Disfunção Sexual]]></kwd>
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<kwd lng="en"><![CDATA[Demographic Factors]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><b>ESTUDOS ORIGINAIS</b></p>       <p><font size="4"><b>Disfun&#231;&#227;o sexual feminina em idade     reprodutiva - preval&#234;ncia e fatores associados</b></font></p>       <p><font size="3"><b>Female   sexual dysfunction in the reproductive years: prevalence and associated factors</b></font></p>       <p><b>B&#225;rbara Ribeiro,* Ana Teresa Magalh&#227;es,**     Ivone Mota**</b></p>       <p>*Interna do     Ano Comum no Hospital de Braga, Escola de Ci&#234;ncias da Sa&#250;de,     Universidade do Minho</p>       <p>**Internas     da forma&#231;&#227;o espec&#237;fica em Medicina Geral e Familiar, USF Novo Cuidar,     Centro de Sa&#250;de de Fafe</p>         <p><a href="#c0">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a> | <a href="#c0">Direcci&oacute;n para correspondencia</a> | <a href="#c0">Correspondence</a><a name="topc0"></a></p> <hr/>     <p>&nbsp;</p>        <p><b>RESUMO</b></p>       <p><b>Objetivos:</b> A disfun&#231;&#227;o sexual feminina     (DSF) &#233; altamente prevalente, situando-se entre os 40% e 70% em Portugal, e     traduz-se por uma altera&#231;&#227;o em qualquer uma das fases do ciclo de resposta     sexual da mulher (desejo, excita&#231;&#227;o e orgasmo) ou ainda por perturba&#231;&#245;es     dolorosas associadas ao ato sexual. O presente estudo pretendeu estudar a     preval&#234;ncia da DSF numa amostra de mulheres em idade reprodutiva, a preval&#234;ncia     dos diferentes subtipos de DSF e a exist&#234;ncia de fatores associados.</p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Tipo de estudo:</b> Tratou-se de um estudo     observacional, transversal e anal&#237;tico.</p>       <p><b>Local:</b> Unidades de Sa&#250;de Familiar (USF)     Novo Cuidar, Centro de Sa&#250;de de Fafe.</p>       <p><b>Popula&#231;&#227;o:</b> Mulheres entre os 18 e os 58     anos utentes da USF Novo Cuidar.</p>       <p><b>M&#233;todos:</b> A uma amostra aleat&#243;ria de 346     utentes foi aplicado um question&#225;rio an&#243;nimo e confidencial de autorresposta.     Usaram-se os testes Qui-Quadrado ou de <i>Fisher</i> para comparar propor&#231;&#245;es, o <i>Odds Ratio</i> para determinar a for&#231;a de associa&#231;&#227;o entre vari&#225;veis e os testes <i>t-Student</i> e <i>Mann-Whitney</i> para testar a associa&#231;&#227;o entre vari&#225;veis qualitativas     e quantitativas (adotou-se um n&#237;vel de signific&#226;ncia de 0,05).</p>       <p><b>Resultados:</b> A taxa de resposta foi de     86,4% e a preval&#234;ncia de DSF foi de 77,2% (IC95% 72,0-82,7), tendo a     perturba&#231;&#227;o do orgasmo sido o subtipo mais prevalente, 55,8% (IC95% 51,0-63,9).     Foi encontrada uma associa&#231;&#227;o entre a contrace&#231;&#227;o hormonal e a perturba&#231;&#227;o do     desejo (<i>p</i> = 0,003). A avers&#227;o sexual     foi estatisticamente relacionada com experi&#234;ncias sexuais indesejadas pr&#233;vias (<i>p</i> = 0,001).</p>       <p><b>Conclus&#245;es:</b> A DSF em idade reprodutiva     &#233; muito prevalente apesar de apenas metade das mulheres a considerarem um     problema. Foram encontradas associa&#231;&#245;es com alguns fatores que podem ter     import&#226;ncia na viv&#234;ncia de uma sexualidade feliz pela mulher.</p>       <p><b>Palavras-chave:</b> Disfun&#231;&#227;o Sexual;     Feminina; Preval&#234;ncia; Pr&#233;-menopausa; Fatores Demogr&#225;ficos.</p>     <hr/>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>ABSTRACT</b></p>       <p><b>Objectives:</b> Sexual dysfunction is     believed to exist in 40% to 70% of the population in Portugal. It is defined by     pain or alteration of function in the phases of the sexual act. The present     study was designed to estimate the prevalence of sexual dysfunction in women of     reproductive age, the prevalence of the various subtypes of sexual dysfunction,     and the factors associated with female sexual dysfunction.</p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Study design:</b> Observational,     cross-sectional and analytic study.</p>       <p><b>Setting:</b> Novo Cuidar Family Health     Unit, Fafe.</p>       <p><b>Participants:</b> Women aged between 18 and     58 years attending the Novo Cuidar Health Unit.</p>       <p><b>Methods:</b> An anonymous,     self-administered questionnaire was given to a random sample of 346 women. The     chi-squared and Fisher tests were used to compare proportions, odds ratio were     computed to determine the strength of associations, and t-Student and     Mann-Whitney tests were used to compare means and proportions of relevant     variables.</p>       <p><b>Results:</b> The response rate was 86.4%.     The prevalence of female sexual dysfunction was 77,2% (<i>CI</i>95% 72,0-82,7). Orgasmic disorder was the most prevalent subtype     in 55,8% (<i>CI</i>95% 51,0-63,9). An     association between hormonal contraception and low sexual desire was found (<i>p</i> = 0,003). Sexual aversion was     statistically related with previous unwanted sexual experiences (<i>p</i> = 0,001).</p>       <p><b>Conclusions:</b> Female sexual dysfunction     in women of reproductive age is highly prevalent, although only half of the     women surveyed considered it to be a problem. Significant associations were     found with factors that can influence satisfying sexuality.</p>       <p><b>Key-words:</b> Female; Sexual Dysfunction;     Prevalence; Premenopause; Demographic Factors.</p>     <hr/>     <p>&nbsp;</p>       <p><b>Introdu&#231;&#227;o</b></p>       <p>Uma vida     sexual satisfat&#243;ria &#233; parte integrante da sa&#250;de global do ser humano e do     bem-estar individual, sendo muito importante numa rela&#231;&#227;o afetiva. A     sexualidade &#233; multifatorial e influenciada por todas as dimens&#245;es do indiv&#237;duo,     nomeadamente a personalidade, a biologia, o ciclo de vida e as experi&#234;ncias     sexuais pr&#233;vias.<sup>1</sup> A resposta sexual feminina &#233; complexa e foi     caracterizada pela primeira vez por <i>Masters</i> e <i>Jonhson,</i> em 1966, sendo constitu&#237;da     por quatro fases: excita&#231;&#227;o, <i>plateau,</i> orgasmo e resolu&#231;&#227;o.<sup>2</sup> Em 1979, <i>Helen     Kaplan</i> abordou a import&#226;ncia do desejo, como uma fase cerebral pr&#233;via e     prop&#244;s um modelo trif&#225;sico: desejo, excita&#231;&#227;o e orgasmo.<sup>3</sup> Este     modelo &#233; a base das atuais classifica&#231;&#245;es da disfun&#231;&#227;o sexual feminina (DSF)     que se baseiam na fal&#234;ncia de uma ou mais fases deste ciclo.<sup>4,5,6</sup></p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A disfun&#231;&#227;o     sexual entende-se por toda a situa&#231;&#227;o em que o indiv&#237;duo n&#227;o consiga     concretizar uma rela&#231;&#227;o sexual ou em que esta seja insatisfat&#243;ria para si e/ou     para o seu companheiro.<sup>7</sup> Esta pode caracterizar-se por uma altera&#231;&#227;o     no desejo sexual, na presen&#231;a ou manuten&#231;&#227;o da excita&#231;&#227;o sexual e respostas     som&#225;ticas &#224; mesma, na capacidade de obter o orgasmo, na perturba&#231;&#227;o dolorosa da     fun&#231;&#227;o sexual ou na sobreposi&#231;&#227;o de qualquer uma destas altera&#231;&#245;es. Qualquer     disfun&#231;&#227;o sexual pode estar, ou n&#227;o, associada a mal-estar, avaliado     subjetivamente por cada indiv&#237;duo.<sup>4,5,8</sup></p>       <p>A     classifica&#231;&#227;o das DSF foi amplamente discutida na comunidade cient&#237;fica,     levando &#224; elabora&#231;&#227;o de um painel de consenso pela Funda&#231;&#227;o Americana de     Doen&#231;as Urol&#243;gicas, em 1998. De acordo com a Organiza&#231;&#227;o Mundial de Sa&#250;de, a     disfun&#231;&#227;o sexual define-se na Classifica&#231;&#227;o Internacional de Doen&#231;as (CID-10)     como uma incapacidade frequente, h&#225; pelo menos seis meses, de o indiv&#237;duo ter a     vida sexual que desejaria e inclui v&#225;rias categorias, dando &#234;nfase aos fatores     f&#237;sicos que influenciam esta satisfa&#231;&#227;o.<sup>9</sup> Por outro lado, a     Associa&#231;&#227;o Americana de Psiquiatria, atrav&#233;s do Manual de Diagn&#243;stico e     Estat&#237;stica das Perturba&#231;&#245;es Mentais, 4&#170; edi&#231;&#227;o (DSM-IV), define a disfun&#231;&#227;o     sexual como uma desordem psicofisiol&#243;gica em qualquer fase do ciclo de resposta     sexual, numa vertente mais relacional e emocional, considerando ainda a     disfun&#231;&#227;o sexual associada ao consumo de subst&#226;ncias.<sup>10</sup></p>       <p>Para     uniformizar estas classifica&#231;&#245;es surgiu o painel de consenso j&#225; referido, que     dividiu as disfun&#231;&#245;es sexuais em quatro categorias de classifica&#231;&#227;o: desejo     sexual hipoactivo (DSH), onde se inclui a avers&#227;o sexual; transtornos da     excita&#231;&#227;o (inclui problemas de lubrifica&#231;&#227;o, relaxamento muscular,     sensibilidade clitoriana, fatores psicol&#243;gicos e medica&#231;&#227;o); transtornos do     orgasmo e transtornos sexuais dolorosos (onde se inclui a dispareunia e o     vaginismo). Este consenso definiu ainda a presen&#231;a de mal-estar como     fundamental ao diagn&#243;stico de determinadas desordens.<sup>11</sup></p>       <p>Existem     v&#225;rios fatores de risco associados a disfun&#231;&#227;o sexual, entre eles a doen&#231;a neurol&#243;gica,     end&#243;crina ou vascular, a cirurgia genital, o abuso sexual, o n&#237;vel educacional     e socioecon&#243;mico, fatores psicol&#243;gicos e interpessoais (depress&#227;o, ansiedade,     m&#225; rela&#231;&#227;o com o parceiro), doen&#231;as f&#237;sicas (cancro, infertilidade), medica&#231;&#227;o     (anticoncecionais orais e antidepressivos) e altera&#231;&#245;es hormonais fisiol&#243;gicas     como a menopausa e a amamenta&#231;&#227;o.<sup>1,4,5,6,8,12</sup></p>       <p>A     preval&#234;ncia da disfun&#231;&#227;o sexual &#233; elevada,<sup>8</sup> situando-se entre os 25     e os 63% a n&#237;vel mundial, mas os estudos realizados s&#227;o escassos<sup>4</sup> e os     dados observados s&#227;o bastante heterog&#233;neos e usam diferentes modelos de     classifica&#231;&#227;o.<sup>5,12</sup> Num estudo realizado nos EUA, em 31.581 mulheres     entre os 18 e os 102 anos, estimou-se que cerca de 43% apresentassem alguma     queixa neste sentido. O mesmo estudo evidenciou uma preval&#234;ncia de 22% de     dist&#250;rbios sexuais subjetivamente associados a mal-estar. O problema sexual     mais comummente identificado foi o DSH (38,7%), tendo sido o transtorno do     orgasmo o menos prevalente (20,5%).<sup>13</sup> Num estudo realizado em 1.219 mulheres     brasileiras obteve-se uma preval&#234;ncia de 49%, tendo sido o transtorno da     excita&#231;&#227;o sexual o dist&#250;rbio mais comum (26,7%).<sup>14</sup> Existem poucos     estudos na popula&#231;&#227;o portuguesa mas as preval&#234;ncias encontradas variam de 40 a     74%.<sup>5,15,16</sup> Num estudo de 2005 foi estimada uma preval&#234;ncia global     de DSF de 56% (35% apresentavam DSH, 31,6% transtornos de excita&#231;&#227;o ou orgasmo     e 24,1% transtornos dolorosos na rela&#231;&#227;o sexual).<sup>17</sup> Num estudo com     uma amostra de 47 mulheres, o DSH foi o problema mais comum, estimando-se uma     preval&#234;ncia de 40,4%.15 Noutro estudo realizado no norte do pa&#237;s, numa amostra     de 422 mulheres, a preval&#234;ncia da disfun&#231;&#227;o sexual foi bastante mais elevada,     situando-se nos 74,2%, tendo sido a dispareunia o dist&#250;rbio sexual mais comum.<sup>5</sup> A heterogeneidade destes dados revela a necessidade de se realizarem mais     estudos neste &#226;mbito e em diferentes regi&#245;es do pa&#237;s.</p>       <p>Na maioria     dos estudos realizados nesta &#225;rea, a preval&#234;ncia da disfun&#231;&#227;o sexual aumenta     com a idade.<sup>8,18,19</sup> No climat&#233;rio e na p&#243;s-menopausa aumentam     significativamente as queixas no &#226;mbito sexual como a falta de desejo, a dor     durante o coito, a falta de lubrifica&#231;&#227;o e a dificuldade em atingir o orgasmo.<sup>8,20</sup> As mudan&#231;as hormonais associadas a esta fase do ciclo de vida, como o     decr&#233;scimo de estrog&#233;nios e de testosterona (na fase pr&#233; e p&#243;s-menopausa) est&#227;o     associadas a estas queixas como v&#225;rios estudos demonstram.<sup>8,18,20,21</sup> Com a idade, diminui a frequ&#234;ncia das rela&#231;&#245;es sexuais, acompanhada contudo     pela diminui&#231;&#227;o da ang&#250;stia associada a este facto.<sup>19,21,22</sup> A     preval&#234;ncia do DSH ronda os 40 a 50% nas mulheres p&#243;s-menopausa, ficando-se     pelos 15 a 25% nas mulheres em idade reprodutiva. Foi encontrada uma     preval&#234;ncia de disfun&#231;&#227;o sexual de 36% num estudo que avaliou 100 mulheres     entre os 20 e os 39 anos, sendo a anorgasmia a perturba&#231;&#227;o mais comum (18%),     seguida da dispareunia (13%) e da disfun&#231;&#227;o do desejo sexual (11%). No mesmo     estudo foi encontrada associa&#231;&#227;o entre o baixo n&#237;vel de escolaridade e a     presen&#231;a de disfun&#231;&#227;o sexual, tal como noutros estudos.<sup>23,24</sup></p>       <p>O presente     trabalho de investiga&#231;&#227;o tem como objetivos determinar a preval&#234;ncia global da     disfun&#231;&#227;o sexual e dos seus subtipos em mulheres em idade reprodutiva e     determinar se existe associa&#231;&#227;o com fatores sociodemogr&#225;ficos, m&#233;todo     contracetivo ou pr&#233;-exist&#234;ncia de experiencias sexuais negativas.</p>       <p><b>M&#233;todos</b></p>       <p>Tratou-se de     um estudo observacional, transversal e anal&#237;tico com recurso a um question&#225;rio     de autorresposta, confidencial e an&#243;nimo, selecionando as participantes pelo     m&#233;todo de amostragem aleat&#243;ria a partir de uma popula&#231;&#227;o de 4.114 utentes do     sexo feminino, entre os 18 aos 58 anos, utentes da Unidade de Sa&#250;de Familiar     (USF) Novo Cuidar, do Centro de Sa&#250;de de Fafe.</p>       <p>Para     garantir signific&#226;ncia estat&#237;stica aos resultados do estudo, a amostra foi calculada,     com recurso ao programa inform&#225;tico Epi Info<sup>TM</sup> (dispon&#237;vel     gratuitamente na p&#225;gina do <i>Center for     Disease Control and Prevention,</i> Atlanta, USA) e utilizando a fun&#231;&#227;o     STATCALC, tendo-se chegado a uma dimens&#227;o amostral de 346 utentes. Para este     c&#225;lculo foi utilizada uma preval&#234;ncia estimada de 57% (m&#233;dia das preval&#234;ncias     encontradas para a disfun&#231;&#227;o sexual em Portugal), uma precis&#227;o de 5% e um n&#237;vel     de confian&#231;a de 95%. Atrav&#233;s de informa&#231;&#227;o constante do processo cl&#237;nico ou do     respetivo m&#233;dico assistente foram exclu&#237;das da amostra selecionada: as utentes     acamadas, internadas ou institucionalizadas, as mulheres analfabetas ou     portadoras de defici&#234;ncia mental e as mulheres virgens ou em menopausa. As     utentes selecionadas foram convidadas a participar pessoalmente (no caso de j&#225;     terem consulta agendada por outro motivo durante o per&#237;odo de recolha de dados)     ou por envio de postal. As utentes que n&#227;o aceitaram participar foram     substitu&#237;das por outras tamb&#233;m selecionadas de forma aleat&#243;ria da popula&#231;&#227;o em     estudo. Ap&#243;s obten&#231;&#227;o do consentimento informado os question&#225;rios foram     autopreenchidos de forma an&#243;nima e confidencial.</p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p>O     question&#225;rio aplicado foi baseado na &#171;Entrevista de Disfun&#231;&#245;es Sexuais &#8211;     vers&#227;o feminina&#187; criada por <i>Sbrocco,     Weisberg</i> e <i>Barlow</i> em 1992 e     traduzida e adaptada para a popula&#231;&#227;o portuguesa por <i>Nobre et al</i> em 2003.25 Este instrumento facilita a atribui&#231;&#227;o de     diagn&#243;sticos cl&#237;nicos consistentes e v&#225;lidos com base nos crit&#233;rios definidos     pelo DSM-IV.</p>       <p>O     question&#225;rio &#233; constitu&#237;do por 43 quest&#245;es e dividido em quatro sec&#231;&#245;es,     levando cerca de 10 a 15 minutos a ser preenchido. A primeira parte refere-se a     dados sociodemogr&#225;ficos (aos quais foi acrescentada pelos autores uma quest&#227;o     sobre contrace&#231;&#227;o), a segunda parte avalia a frequ&#234;ncia da atividade sexual, a     terceira visa a exist&#234;ncia e caracteriza&#231;&#227;o de disfun&#231;&#227;o sexual e seus subtipos     e a &#250;ltima pesquisa a exist&#234;ncia de experi&#234;ncias sexuais indesejadas.</p>       <p>Foi     considerado pelos autores: i) disfun&#231;&#227;o sexual a exist&#234;ncia de pelo menos um     subtipo de DSF; ii) disfun&#231;&#227;o sexual associada a mal-estar a exist&#234;ncia de     respostas &#171;algum&#187; ou &#171;muito&#187; na pergunta relacionada com mal-estar em cada     sec&#231;&#227;o; iii) perturba&#231;&#227;o do desejo sexual, as respostas &#171;baixo&#187; ou &#171;muito     baixo&#187; na pergunta relativa ao interesse na atividade sexual; iv) perturba&#231;&#227;o     da excita&#231;&#227;o a resposta &#171;sim&#187; na pergunta sobre a dificuldade em atingir a     lubrifica&#231;&#227;o; v) perturba&#231;&#227;o do orgasmo a resposta &#171;sim&#187; na pergunta relativa a     dificuldade em atingir o orgasmo; vi) dispareunia a exist&#234;ncia de dor associada     &#224; atividade sexual; vii) vaginismo a contra&#231;&#227;o involunt&#225;ria da parede vaginal.     Foram considerados v&#225;lidos os question&#225;rios com resposta &#224;s quest&#245;es que     avaliam a exist&#234;ncia de cada um dos subtipos de disfun&#231;&#227;o sexual (3.1, 3.2.1,     3.3.1, 3.4.1 e 3.5.1). A escolaridade baixa foi considerada do 1&#186; ao 3&#186; ciclo e     a alta desde o secund&#225;rio at&#233; &#224; p&#243;s-gradua&#231;&#227;o. Em rela&#231;&#227;o ao n&#237;vel de atividade     profissional, foram consideradas ativas as mulheres empregadas, estudantes ou     dom&#233;sticas e n&#227;o ativas as desempregadas ou reformadas.</p>       <p>Para a     an&#225;lise dos dados obtidos, estes foram codificados e posteriormente     informatizados, utilizando o programa SPSS vers&#227;o 19.0. A abordagem inicial     passou por an&#225;lise descritiva da amostra e posteriormente foram utilizados     testes estat&#237;sticos como o teste Qui-Quadrado para comparar propor&#231;&#245;es e o     teste de <i>Fisher</i> quando uma das     frequ&#234;ncias esperadas no Qui-quadrado era menor que 5. Para determinar a for&#231;a     de associa&#231;&#227;o entre vari&#225;veis foi utilizado o <i>Odds Ratio</i> (OR) com um intervalo de confian&#231;a de 95% (n&#237;vel de     signific&#226;ncia de 0,05). Foram utilizados tamb&#233;m o teste <i>t-Student</i> e o teste <i>de     Mann-Whitney</i> para testar a associa&#231;&#227;o entre vari&#225;veis qualitativas e     quantitativas com um intervalo de confian&#231;a de 95% (n&#237;vel de signific&#226;ncia de     0,05).</p>       <p><b>Resultados</b></p>       <p>Da amostra     inicial de 346 utentes foram recebidos 299 question&#225;rios, o que traduz uma taxa     de resposta de 86,4%. Ap&#243;s remo&#231;&#227;o dos question&#225;rios inv&#225;lidos, obteve-se uma     amostra final de 214 participantes.</p>       <p>A m&#233;dia de     idades encontrada foi de 35,6 anos, sendo a idade m&#237;nima 18 anos e a m&#225;xima 57.     A maioria das mulheres era casada (64,2%), com o 12&#186; ano de escolaridade     (23,3%) e empregada (72,6%). A mediana do n&#250;mero de filhos por mulher era de 1,     com o m&#237;nimo de 0 e m&#225;ximo de 4 (<a href="#q1">Quadro I</a>).</p>      <p>&nbsp;</p>    <p align="center"><a name="q1"></a><img src="/img/revistas/rpmgf/v29n1/29n1a04q1.jpg"/></p>    
<p>&nbsp;</p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p>O m&#233;todo     contracetivo mais usado pelas mulheres era o hormonal, 60,5%, sendo que 11,6%     das mulheres n&#227;o utilizava qualquer m&#233;todo contracetivo. A mediana de     frequ&#234;ncia de rela&#231;&#245;es sexuais mensais situava-se nos 8, com um m&#237;nimo de 0 e     um m&#225;ximo de 30. A mediana da frequ&#234;ncia ideal referida pelas mulheres foi de 8     rela&#231;&#245;es sexuais mensais (<a href="#q2">Quadro II</a>).</p>       <p>&nbsp;</p>    <p align="center"><a name="q2"></a><img src="/img/revistas/rpmgf/v29n1/29n1a04q2.jpg"/></p>    
<p>&nbsp;</p>       <p>A preval&#234;ncia     encontrada para a DSF nesta amostra de mulheres foi de 77,2% (<i>IC</i>95% 72,0-82,7), sendo a DSF em 49,3%     associada subjetivamente a mal-estar. A perturba&#231;&#227;o do orgasmo foi a mais     prevalente, referida por 55,8% das mulheres (<i>IC</i>95% 51,0-63,9). Dos fatores associados a esta perturba&#231;&#227;o, o     stress foi o mais prevalente (30,7%). A dispareunia foi a segunda perturba&#231;&#227;o     mais referida pelas mulheres (40,9%, <i>IC</i>95%     35,6-49,0), sendo o momento referido como mais doloroso (27,4%), &#171;durante o ato     sexual&#187;. O vaginismo registou 16,7% de preval&#234;ncia (<i>IC</i>95% 12,1-22,8) e as experi&#234;ncias sexuais indesejadas pr&#233;vias,     6,5% (<i>IC</i>95% 3,4-10,6) (<a href="#q3">Quadro III</a>).</p>       <p>&nbsp;</p>    <p align="center"><a name="q3"></a><img src="/img/revistas/rpmgf/v29n1/29n1a04q3.jpg"/></p>    
<p>&nbsp;</p>       <p>A exist&#234;ncia     de DSF foi independente de: grau de escolaridade, profiss&#227;o (<a href="#q4">Quadro IV</a>), m&#233;dia     de idade das mulheres, m&#233;dia de idade do parceiro, mediana do n&#250;mero de filhos     por mulher e uso de contracetivo hormonal (<a href="#q5">Quadro V</a> e <a href="#q6">Quadro VI</a>).</p>       <p>&nbsp;</p>    ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="center"><a name="q4"></a><img src="/img/revistas/rpmgf/v29n1/29n1a04q4.jpg"/></p>    
<p>&nbsp;</p>       <p>&nbsp;</p>    <p align="center"><a name="q5"></a><img src="/img/revistas/rpmgf/v29n1/29n1a04q5.jpg"/></p>    
<p>&nbsp;</p>       <p>&nbsp;</p>    <p align="center"><a name="q6"></a><img src="/img/revistas/rpmgf/v29n1/29n1a04q6.jpg"/></p>    
<p>&nbsp;</p>       <p>A mediana da     frequ&#234;ncia mensal de rela&#231;&#245;es sexuais entre as mulheres com DSF foi diferente     da das mulheres sem qualquer perturba&#231;&#227;o (<i>p</i> = 0,038) (<a href="#q5">Quadro V</a>).</p>       <p>A exist&#234;ncia     de experi&#234;ncias sexuais indesejadas pr&#233;vias tamb&#233;m n&#227;o foi estatisticamente     associada a DSF; no entanto, quase todas as mulheres com estas experi&#234;ncias     apresentaram algum tipo de disfun&#231;&#227;o sexual (92,9%). Pelo contr&#225;rio, foi encontrada     uma associa&#231;&#227;o estatisticamente significativa entre a avers&#227;o sexual e a     exist&#234;ncia de uma hist&#243;ria pr&#233;via de abuso sexual, a qual parece conferir uma     probabilidade superior de vir a desenvolver esta disfun&#231;&#227;o (<i>OR </i>= 7,818, IC = 95%) - (<a href="#q7">Quadro VII</a>).</p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>    <p align="center"><a name="q7"></a><img src="/img/revistas/rpmgf/v29n1/29n1a04q7.jpg"/></p>    
<p>&nbsp;</p>       <p>Quanto &#224;     perturba&#231;&#227;o do desejo, as mulheres que usavam contracetivo hormonal, em rela&#231;&#227;o     &#224;s que usavam outro m&#233;todo contracetivo ou nenhum, tinham uma probabilidade 2,6     vezes superior de vir a sofrer de diminui&#231;&#227;o do desejo sexual (<i>OR</i> = 2,598, IC = 95%) (<a href="#q8">Quadro VIII</a>).</p>       <p>&nbsp;</p>    <p align="center"><a name="q8"></a><img src="/img/revistas/rpmgf/v29n1/29n1a04q8.jpg"/></p>    
<p>&nbsp;</p>       <p><b>Discuss&#227;o</b></p>       <p>Os objetivos     propostos neste estudo foram atingidos, tendo-se obtido uma preval&#234;ncia de DSF     de 77,2%, concordante com outros estudos realizados em Portugal.<sup>5,7</sup> Quando avaliado o crit&#233;rio &#171;mal-estar&#187; associado a DSF, a preval&#234;ncia     encontrada diminuiu para 49,3%, valor que, apesar de elevado, demonstra a     desvaloriza&#231;&#227;o deste problema por muitas mulheres.</p>       <p>Os     transtornos da excita&#231;&#227;o (particularmente falta de lubrifica&#231;&#227;o) aumentam de     10-15% para 25-30% ap&#243;s a menopausa, situando-se a dispareunia nos 12-45%     nestas mulheres, sendo raros na fase reprodutiva (5%). Os problemas associados     ao orgasmo parecem andar pelos 20% em todas as faixas et&#225;rias.<sup>20</sup> No     entanto, existem outros estudos que contrariam esta tend&#234;ncia e que consideram     a DSF na idade reprodutiva como subestimada. Num estudo realizado numa     popula&#231;&#227;o de mulheres em idade reprodutiva, a preval&#234;ncia do DSH atingiu os     77%, o transtorno da excita&#231;&#227;o os 62% e a dificuldade em atingir o orgasmo foi     referida por 56% das mulheres.<sup>13</sup> Outro estudo realizado em 384     mulheres (entre os 21 e os 45 anos) estimou uma preval&#234;ncia global de 68,3%,     verificando-se um pico et&#225;rio de disfun&#231;&#227;o sexual entre os 26 e os 30 anos de     idade.<sup>6</sup></p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A     perturba&#231;&#227;o do desejo neste estudo foi de 25,7%. Contudo, n&#227;o foram     consideradas como diminui&#231;&#227;o do desejo sexual as respostas &#171;m&#233;dio&#187;, o que pode     subestimar a real preval&#234;ncia desta perturba&#231;&#227;o. A toma de anticoncecionais     hormonais esteve associada a uma diminui&#231;&#227;o do desejo, o que n&#227;o aconteceu com     outros m&#233;todos contracetivos ou nenhum (<i>p</i> = 0,003). Esta rela&#231;&#227;o j&#225; foi verificada em estudos anteriores, nomeadamente     num estudo alem&#227;o com cerca de 1.000 mulheres.<sup>26</sup> Alguns estudos     mostram como fundamental para o desejo sexual a atra&#231;&#227;o pelo parceiro e tamb&#233;m     a n&#227;o exist&#234;ncia de algumas perturba&#231;&#245;es psiqui&#225;tricas como ansiedade e     depress&#227;o,<sup>4,13</sup> tratando-se de pontos importantes a abordar     clinicamente.</p>       <p>A     perturba&#231;&#227;o da avers&#227;o foi referida por 14% das mulheres e a da excita&#231;&#227;o por     21,4%. Esta &#250;ltima perturba&#231;&#227;o foi avaliada somente com base em dificuldades em     atingir ou manter a lubrifica&#231;&#227;o, pelo que seria importante medir outras     vari&#225;veis como o fluxo sangu&#237;neo p&#233;lvico e o intumescimento da genit&#225;lia     externa, mais dif&#237;ceis de serem autoavaliadas pela mulher. A dispareunia     apresentou a segunda preval&#234;ncia mais elevada (40,9%), tendo sido mais referida     a dor durante o ato sexual (27,4%). O vaginismo apresentou uma preval&#234;ncia de     16,7%, ligeiramente inferior &#224; de 25,5 a 34,3%, de outros estudos.<sup>5,15</sup> A preval&#234;ncia de mulheres com experi&#234;ncias sexuais indesejadas no passado foi     de 6,5%. Estatisticamente, n&#227;o foi encontrada associa&#231;&#227;o entre experi&#234;ncias     indesejadas anteriores e disfun&#231;&#227;o sexual (<i>p</i> = 0,310), apesar de quase todas as mulheres com este <i>background</i> apresentarem algum subtipo de disfun&#231;&#227;o. Foi encontrada     uma rela&#231;&#227;o estatisticamente significativa entre avers&#227;o sexual e hist&#243;ria de     experi&#234;ncias sexuais indesejadas (<i>p</i> =     0,001), o que faz sentido dada a componente traum&#225;tica destes acontecimentos.     Alguns estudos anteriores j&#225; tinham relacionado a DSF com hist&#243;ria de abuso     sexual no passado.<sup>4,12</sup> O n&#237;vel de escolaridade das mulheres e a sua     posi&#231;&#227;o socioecon&#243;mica j&#225; foi discutida na literatura, tendo v&#225;rios estudos     correlacionado positivamente o baixo n&#237;vel de escolaridade com a disfun&#231;&#227;o     sexual.<sup>1,12,13,23,24</sup> No entanto, neste estudo n&#227;o foi verificada     associa&#231;&#227;o entre o n&#237;vel educacional das mulheres e uma maior preval&#234;ncia de     DSF, resultado similar a um estudo brasileiro de 2010.<sup>27</sup> Neste     estudo tamb&#233;m n&#227;o foi encontrada associa&#231;&#227;o estatisticamente significativa     entre a m&#233;dia de idade das mulheres, m&#233;dia de idade do parceiro, a mediana do     n&#250;mero de filhos e a DSF. No entanto, seria importante no futuro indagar sobre     o papel do parceiro e do relacionamento sexual e emocional no desenvolvimento     de disfun&#231;&#245;es sexuais, apontado em alguns estudos como fundamental.<sup>4</sup> A mediana de frequ&#234;ncia mensal de rela&#231;&#245;es sexuais entre as mulheres com DSF     foi superior &#224; das mulheres sem DSF, o que pode sugerir que mais importante que     rela&#231;&#245;es sexuais frequentes ser&#225; o prazer tirado nas mesmas e a qualidade do     relacionamento com o parceiro.</p>       <p>Este estudo     &#233; dos primeiros a avaliar a DSF em mulheres portuguesas somente na idade     reprodutiva, o que poderia levar-nos a esperar uma preval&#234;ncia menor, uma vez     que a menopausa e as altera&#231;&#245;es hormonais esperadas nessa fase s&#227;o     comprovadamente fatores importantes para o desenvolvimento de disfun&#231;&#245;es     sexuais.<sup>20,21,22</sup> No entanto, as preval&#234;ncias encontradas foram     elevadas, subvalorizando fatores hormonais e emocionais pr&#243;prios da idade n&#227;o     reprodutiva da mulher, o que j&#225; tinha sido demonstrado em estudos realizados     noutros pa&#237;ses, onde se apuraram preval&#234;ncias de DSF, antes da menopausa, na     ordem dos 45 a 63%.<sup>6,18</sup> Alguns fatores a serem abordados em estudos     futuros s&#227;o a toma de alguns medicamentos (n&#227;o especificados no question&#225;rio),     a instabilidade da rela&#231;&#227;o ou problemas sexuais entre parceiros e, uma vez que     estamos a estudar mulheres em idade reprodutiva, seria interessante questionar     a fase do ciclo reprodutivo em que a mulher se encontra, a import&#226;ncia da     gravidez e a exist&#234;ncia de filhos como fatores possivelmente associados a DSF.</p>     <p>A exist&#234;ncia     de m&#250;ltiplos crit&#233;rios de diagn&#243;stico, ao inv&#233;s da universalidade na avalia&#231;&#227;o     de DSF, pode levar a um vi&#233;s de classifica&#231;&#227;o. Relativamente &#224; defini&#231;&#227;o de DSF     e seus subtipos utilizou-se a descrita no DSM-IV, uma vez que o question&#225;rio se     baseia nesta classifica&#231;&#227;o. Contudo, apurou-se tamb&#233;m o crit&#233;rio subjetivo     &#171;mal-estar&#187;, fundamental no diagn&#243;stico proposto pelo consenso de 1999 da     Associa&#231;&#227;o Americana de Doen&#231;as Urol&#243;gicas. Outra limita&#231;&#227;o do estudo prende-se     com a delicadeza e intimidade do tema em quest&#227;o, que pode ter levado algumas     mulheres a responderem de acordo com o que pensariam ser mais aceite     socialmente e n&#227;o de acordo com a sua situa&#231;&#227;o. No entanto, o fato de o     question&#225;rio ser an&#243;nimo e de autopreenchimento tentou contornar o poss&#237;vel     enviesamento de respostas. Outra limita&#231;&#227;o poss&#237;vel do estudo &#233; a exist&#234;ncia de     um vi&#233;s de sele&#231;&#227;o, ao exclu&#237;rem-se as mulheres analfabetas, acamadas e     institucionalizadas. Por outro lado, e apesar de a amostra ter sido selecionada     aleatoriamente, o estudo dependeu da colabora&#231;&#227;o volunt&#225;ria das mulheres, o que     pode levar a um vi&#233;s de sele&#231;&#227;o, podendo as que tiveram mais disponibilidade     para se deslocarem &#224; USF serem as que se sentiram mais confort&#225;veis com o tema.     Reconhece-se, ainda, como limita&#231;&#245;es a n&#227;o formula&#231;&#227;o de hip&#243;teses a testar <i>a priori,</i> assim como a n&#227;o realiza&#231;&#227;o de     uma an&#225;lise multivari&#225;vel (regress&#227;o log&#237;stica) para determinar a for&#231;a de     associa&#231;&#227;o entre vari&#225;veis e detetar fatores de confundimento.</p>       <p>Os dados     obtidos neste estudo permitem-nos concluir que a DSF, tal como definida, tem     uma preval&#234;ncia muito elevada tamb&#233;m na idade reprodutiva. A preval&#234;ncia dos     subtipos de DSF &#233; elevada, tendo sido a disfun&#231;&#227;o do orgasmo a mais prevalente,     o que nos leva a questionar o papel do parceiro e da medica&#231;&#227;o em estudos     futuros. Apesar da sua dif&#237;cil avalia&#231;&#227;o e da disparidade de defini&#231;&#245;es de DSF,     este &#233; um problema real e que muito pode afetar a qualidade de vida das     mulheres e dos seus parceiros. No entanto, um dos resultados importantes deste     estudo foi que quase metade das mulheres com algum tipo de disfun&#231;&#227;o sexual n&#227;o     a considerava um problema, pelo que o m&#233;dico deve estar atento a este problema     mas tamb&#233;m ter a perce&#231;&#227;o de que a sexualidade da mulher &#233; complexa e     multifatorial e que, se n&#227;o &#233; vista como um problema pela pr&#243;pria mulher, n&#227;o     deve ser medicalizada e colocada no espectro de doen&#231;a. A DSF &#233; actualmente um     t&#243;pico controverso pela excessiva publicita&#231;&#227;o e medicaliza&#231;&#227;o de que tem vindo     a ser alvo, particularmente pela parte da ind&#250;stria farmac&#234;utica.<sup>28,29</sup> Nos &#250;ltimos anos esta ind&#250;stria tem mostrado um interesse agressivo na DSF,     registando-se um crescendo de estudos, muitos deles patrocinados por essa mesma     ind&#250;stria. Alguns desses estudos levaram a conclus&#245;es redutoras de que este     seria um problema muito prevalente e pass&#237;vel de tratamento farmacol&#243;gico, n&#227;o     tendo em conta a hist&#243;ria individual de cada mulher, a sua esfera relacional,     cultural, social e psicol&#243;gica. &#201; por isso importante que o m&#233;dico de Medicina     Geral e Familiar tenha esta vis&#227;o global da mulher, antes de fazer um     diagn&#243;stico ou prescrever um f&#225;rmaco para este problema que, muitas vezes,     necessita de uma abordagem hol&#237;stica e multidisciplinar.</p>     <p>&nbsp;</p>       <p><b>REFER&#202;NCIAS     BIBLIOGR&#193;FICAS</b></p>       <!-- ref --><p>1. Najafabady     MT, Salmani Z, Abedi P. Prevalence and related factors for anorgasmia among     reproductive aged women in Hesarak, Iran. Clinics (Sao Paulo) 2011; 66 (1):     83-6.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000090&pid=S2182-5173201300010000400001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>2. Masters     W, Johnson V. Human Sexual Response. Boston, MA: Little Brown; 1966.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000092&pid=S2182-5173201300010000400002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>3. Kaplan HS.     The New Sex Therapy. London: Bailliere Tindall; 1974.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000094&pid=S2182-5173201300010000400003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>4. Pablo C,     Soares C. As disfun&#231;&#245;es sexuais femininas. Rev Port Clin Geral 2004 Mai-Jun; 20     (3): 357-70.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000096&pid=S2182-5173201300010000400004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>5. Cerejo     AC. Disfun&#231;&#227;o sexual feminina: preval&#234;ncia e fatores relacionados. Rev Port     Clin Geral 2006 Nov-Dez; 22 (6): 701-20.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000098&pid=S2182-5173201300010000400005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>6.     Fajewonymi BA, Orji EO, Adeyemo AO. Sexual dysfunction among female patients of     reproductive age in a hospital setting in Nigeria. J Health Popul Nutr 2007     Mar; 25 (1): 101-6.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000100&pid=S2182-5173201300010000400006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>7. Sim&#245;es     JA. Incid&#234;ncia de queixas de disfun&#231;&#227;o sexual na popula&#231;&#227;o da Rede     &#8220;M&#233;dicos-Sentinela&#8221; no ano de 1998. Acta Androl 2000; 17 (2): 57-61.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000102&pid=S2182-5173201300010000400007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>8. Berman     JR, Berman L, Goldstein I. Female sexual dysfunction: incidence,     pathophysiology, evaluation and treatment options. Urology 1999 Sep; 54 (3): 385-91.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000104&pid=S2182-5173201300010000400008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>9. World     Health Organization. The ICD-10 Classification of Mental Behavioural Disorders:     Clinical Descriptions and Diagnostic Guidelines. Geneva: WHO; 2000. p. 150-152&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000106&pid=S2182-5173201300010000400009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>10. American     Psychiatric Association. DSM-IV. Manual de Diagn&#243;stico e Estat&#237;stica das     Perturba&#231;&#245;es Mentais. 4&#170; ed. Lisboa: Climepsi Editores; 1996. p. 505-24.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000107&pid=S2182-5173201300010000400010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>11. Basson     R, Berman J, Burnett A, Derogatis L, Ferguson D, Fourcroy J, et al. Report of     the Internacional Consensus Development Conference on Female Sexual     Dysfunction: definitions and classifications. J Urol 2000 Mar; 163 (3): 888-93.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000109&pid=S2182-5173201300010000400011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>12. Lightner     DJ. Female sexual dysfunction. Mayo Clin Proc 2002 Jul; 77 (7): 698-702.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000111&pid=S2182-5173201300010000400012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>13. Shifren     JL, Monz BU, Russo PA, Segreti A, Johannes CB. Sexual problems and distress in     United States women: prevalence and correlates. Obstet Gynecol 2008 Nov; 112     (5): 970-8.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000113&pid=S2182-5173201300010000400013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>14. Abdo CH,     Oliveira WM Jr, Moreira ED Jr, Fittipaldi JA. Prevalence of sexual dysfunctions     and correlated conditions in a sample of Brazilian women: results of the     Brazilian study on sexual behavior (BSSB). Int J Impot Res 2004 Apr; 16 (2):     160-6.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000115&pid=S2182-5173201300010000400014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>15. Nobre     PJ, Pinto-Gouveia J, Gomes FA. Prevalence and comorbidity of sexual     dysfunctions in a Portuguese clinical sample. J Sex Marital Ther 2006 Mar-Apr;     32 (2): 173-82.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000117&pid=S2182-5173201300010000400015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>16. Gomes     FA, Fonseca L, Gomes AA. Comorbilidade psiqui&#225;trica nas disfun&#231;&#245;es sexuais,     Acta Port Sexol 1997; 2 (1): 17-20.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000119&pid=S2182-5173201300010000400016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>17. Vendeira     P, Pereira NM, Santo MC, Macedo A.&nbsp; Preval&#234;ncia da disfun&#231;&#227;o sexual feminina em Portugal. Lisboa: Sociedade     Portuguesa de Andrologia; 2005.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000121&pid=S2182-5173201300010000400017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref -->.</p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>18. Lara LA,     Silva AC, Rom&#227;o AP, Junqueira FR. Abordagem das disfun&#231;&#245;es sexuais femininas.     Rev Bras Ginecol Obstetr 2008 Jun; 30 (6): 312-21.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000123&pid=S2182-5173201300010000400018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>19.     Graziottin A. Prevalence and evaluation of sexual health problems: HSDD in     Europe. J Sex Med 2007 Mar; 4 (3): 211-9.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000125&pid=S2182-5173201300010000400019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>20.     Gregersen N, Jensen PT, Giraldi AE. Sexual dysfunction in the peri- and     postmenopause: status of incidence, pharmacological treatment and possible     risks &#8211; a secondary publication. Dan Med Bull 2006 Aug; 53 (3): 349-53.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000127&pid=S2182-5173201300010000400020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>21.     Dennerstein L, Dudley E, Burger H. Are changes in sexual functioning during     midlife due to aging or menopause? Fertil Steril 2001 Sep; 76 (3): 456-60.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000129&pid=S2182-5173201300010000400021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>22.     Dennerstein L, Hayes R. Confronting the challenges: epidemiological study of     sexual dysfunction and menopause. J Sex Med 2005 Sep; 2 (3): 118-32.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000131&pid=S2182-5173201300010000400022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>23. Ferreira     AL, Souza AI, Amorim MM. Preval&#234;ncia das disfun&#231;&#245;es sexuais femininas em     cl&#237;nica de planejamento familiar de um hospital escola no Recife, Pernambuco.     Rev Bras Sa&#250;de Materna Infantil 2007 Abr-Jun; 7 (2): 143-50.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000133&pid=S2182-5173201300010000400023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>24. Singh     JC, Tharyan P, Kekre NS, Singh G, Gopalakrishnan G. Prevalence and risk factors     for female sexual dysfunction in women attending a medical clinic in south     India. J Postgrad Med 2009 Apr-Jun; 55 (2): 113-20.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000135&pid=S2182-5173201300010000400024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>25. Nobre P.     Disfun&#231;&#245;es Sexuais: Teoria, Investiga&#231;&#227;o e Tratamento. Lisboa: Climepsi     Editores; 2006.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000137&pid=S2182-5173201300010000400025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>26.     Wallwiener CW, Wallwiener LM, Seeger H, M&#252;ck AO, Bitzer J, Wallwiener M.     Prevalence of sexual dysfunction and impact of contraception in female German     medical students. J Sex Med 2010 Jun; 7 (6): 2139-48.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000139&pid=S2182-5173201300010000400026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>27. Prado D,     Mota V, Lima T. Preval&#234;ncia de disfun&#231;&#227;o sexual em dois grupos de mulheres de     diferentes n&#237;veis socioecon&#243;micos. Rev Brasileira Ginecol Obstetr 2010 Mar; 32     (3): 139-43.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000141&pid=S2182-5173201300010000400027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>28. Moynihan     R. Merging of marketing and medical science: female sexual dysfunction. BMJ     2010 Sep 30; 341: c5050.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000143&pid=S2182-5173201300010000400028&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>29. Tiefer     L. Female sexual dysfunction: a case study of disease mongering and activist     resistance. PLoS Med 2006 Apr; 3(4): e178.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000145&pid=S2182-5173201300010000400029&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <p>&nbsp;</p>     <p><a href="#topc0">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a> | <a href="#topc0">Direcci&oacute;n para correspondencia</a> | <a href="#topc0">Correspondence</a><a name="c0"></a></p>        <p>B&#225;rbara     Cristina Carvalho Ribeiro</p>       <p>R. de S.     Jos&#233;, n&#186;128, 4&#186; Dto Frt, </p>     <p>4710-436     Braga, Portugal</p>       <p><a href="mailto:b.2xc.ribeiro@gmail.com">b.2xc.ribeiro@gmail.com</a></p>     ]]></body>
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