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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Função tiroideia, estado de humor e cognição no idoso]]></article-title>
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<self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S2182-51732013000100005&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_abstract&amp;pid=S2182-51732013000100005&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_pdf&amp;pid=S2182-51732013000100005&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><abstract abstract-type="short" xml:lang="pt"><p><![CDATA[Objectivos: determinar a prevalência de disfunção tiroideia na população idosa e analisar a associação entre a função tiroideia e alterações cognitivas e do estado de humor. Tipo de estudo: estudo observacional, transversal e analítico. Local: Unidade de Saúde Familiar Ponte. População: amostra aleatória de indivíduos com idade igual ou superior a 65 anos. Métodos: aplicou-se um questionário relativo a características sociodemográficas e clínicas dos utentes. A função cognitiva foi avaliada pelo Mini-Mental State Examination (MMSE) e o estado de humor pela Hospital Anxiety and Depression Scale. Os níveis de hormona tiroestimulante (TSH) e levotiroxina livre foram doseados numa amostra de sangue venoso periférico. O risco de apresentar disfunção cognitiva ou alteração do humor foi estimado por regressão logística não condicional, através de odds ratio (OR) e intervalos de confiança (IC 95%). Calcularam-se médias ajustadas para a idade e escolaridade, utilizando a regressão linear múltipla, para os domínios avaliados pelo MMSE. Resultados: avaliaram-se 263 utentes (52,5% do género feminino), com idade média de 72,1 anos (± 5,3). Do total da amostra, 21,7% obtiveram uma pontuação sugestiva de demência, 12% de ansiedade e 16,8% de depressão. Quatro utentes apresentavam hipotiroidismo (1,5%), 14 hipotiroidismo subclínico (5,3%), 3 hipertiroidismo (1,1%) e 2 hipertiroidismo subclínico (0,8%). Valores mais altos de TSH demonstraram-se significativamente associados a ansiedade (OR = 1,25 IC 95% 1,01-1,67). Não foram encontradas diferenças significativas entre o valor de TSH e disfunção cognitiva e depressão. A prevalência de demência foi significativamente superior nos doentes com depressão e/ou ansiedade. Conclusões: a prevalência de disfunção tiroideia encontrada é semelhante à descrita na literatura, para idosos da comunidade. Verificou-se uma associação entre os valores de TSH e ansiedade. Não foi encontrada associação entre os níveis das hormonas tiroideias e a presença de disfunção cognitiva ou sintomas depressivos.]]></p></abstract>
<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Aim: To determine the prevalence of thyroid dysfunction in the elderly and to analyze the association between thyroid function, cognition and mood. Type of study: Observational, cross-sectional and analytical study. Location: Ponte Family Health Unit. Population: Random sample of individuals aged 65 and above. Methods: A questionnaire on socio-demographic and clinical characteristics was administered. Cognitive function was assessed using the Mini-Mental State Examination (MMSE) and mood was assessed by the Hospital Anxiety and Depression Scale. Fasting blood samples were collected to measure TSH (Thyroid-stimulating Hormone) and free thyroxine levels. Odds ratios (OR) and 95% confidence interval (95% CI) were estimated using unconditional logistic regression to test the association between cognitive dysfunction and mood disorders,. Adjusted means in the domains assessed by the MMSE were calculated using multiple linear regression. Results: We evaluated 263 individuals (52.5% female), with a mean age of 72.1 years (± 5.3). In the total sample, 21.7% had a score suggesting dementia, 12% had scores suggesting anxiety and 16.8% had scores suggesting depression. Four individuals had hypothyroidism (1.5%), 14 had subclinical hypothyroidism (5.3%), 3 had hyperthyroidism (1.1%) and 2 had subclinical hyperthyroidism (0.8%). Higher TSH levels were significantly associated with anxiety (OR = 1.25; 95% CI 1.01-1.67). No significant differences were found between TSH levels and cognitive dysfunction and depression. The prevalence of dementia was significantly higher in patients with mood disorders. Conclusions: The prevalence of thyroid dysfunction found in our study was comparable to published rates. There was an association found between TSH levels and anxiety. No association was found between thyroid hormone levels and the presence of cognitive impairment or depressive symptoms.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Hipotiroidismo]]></kwd>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Distúrbios Cognitivos]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><b>ESTUDOS ORIGINAIS</b></p>       <p><font size="4"><b>Fun&#231;&#227;o tiroideia, estado de humor e     cogni&#231;&#227;o no idoso</b></font></p>       <p><font size="3"><b>Thyroid   dysfunction, cognition and mood in the elderly</b></font></p>       <p><b>Cl&#225;udia Bulh&#245;es MD,<sup>a,b</sup> Pedro     Fonte MD,<sup>a,b</sup> Mafalda Jord&#227;o Abreu MD,<sup>a</sup> Rui Oliveira MD,<sup>a</sup> Jo&#227;o Antunes,<sup>c</sup> S&#237;lvia Neto Sousa MD<sup>d</sup></b></p>       <p><sup>a</sup> Interno(a) de Medicina Geral e Familiar na USF Ponte</p>       <p><sup>b</sup> Assistente Convidado(a) da Escola de Ci&#234;ncias da Sa&#250;de da Universidade do Minho</p>       <p><sup>c</sup> Aluno do 6&#186; ano do Mestrado Integrado em Medicina da Escola de Ci&#234;ncias da     Sa&#250;de da Universidade do Minho</p>       <p><sup>d</sup> Assistente de Medicina Geral e Familiar na UCSP Cabreiros</p>       <p><a href="#c0">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a> | <a href="#c0">Direcci&oacute;n para correspondencia</a> | <a href="#c0">Correspondence</a><a name="topc0"></a></p> <hr/>     <p>&nbsp;</p>        ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>RESUMO</b></p>       <p><b>Objectivos:</b> determinar a preval&#234;ncia de     disfun&#231;&#227;o tiroideia na popula&#231;&#227;o idosa e analisar a associa&#231;&#227;o entre a fun&#231;&#227;o     tiroideia e altera&#231;&#245;es cognitivas e do estado de humor.</p>       <p><b>Tipo de estudo:</b> estudo observacional,     transversal e anal&#237;tico.</p>       <p><b>Local:</b> Unidade de Sa&#250;de Familiar Ponte.</p>       <p><b>Popula&#231;&#227;o:</b> amostra aleat&#243;ria de     indiv&#237;duos com idade igual ou superior a 65 anos.</p>       <p><b>M&#233;todos:</b> aplicou-se um question&#225;rio     relativo a caracter&#237;sticas sociodemogr&#225;ficas e cl&#237;nicas dos utentes. A fun&#231;&#227;o     cognitiva foi avaliada pelo <i>Mini-Mental State     Examination</i> (MMSE) e o estado de humor pela <i>Hospital Anxiety and Depression Scale.</i> Os n&#237;veis de hormona     tiroestimulante (TSH) e levotiroxina livre foram doseados numa amostra de     sangue venoso perif&#233;rico. O risco de apresentar disfun&#231;&#227;o cognitiva ou altera&#231;&#227;o     do humor foi estimado por regress&#227;o log&#237;stica n&#227;o condicional, atrav&#233;s de <i>odds ratio (OR)</i> e intervalos de     confian&#231;a (<i>IC</i> 95%). Calcularam-se     m&#233;dias ajustadas para a idade e escolaridade, utilizando a regress&#227;o linear     m&#250;ltipla, para os dom&#237;nios avaliados pelo MMSE.</p>       <p><b>Resultados:</b> avaliaram-se 263 utentes     (52,5% do g&#233;nero feminino), com idade m&#233;dia de 72,1 anos (&#177; 5,3). Do total da     amostra, 21,7% obtiveram uma pontua&#231;&#227;o sugestiva de dem&#234;ncia, 12% de ansiedade     e 16,8% de depress&#227;o. Quatro utentes apresentavam hipotiroidismo (1,5%), 14     hipotiroidismo subcl&#237;nico (5,3%), 3 hipertiroidismo (1,1%) e 2 hipertiroidismo     subcl&#237;nico (0,8%). Valores mais altos de TSH demonstraram-se significativamente     associados a ansiedade (<i>OR</i> = 1,25 IC     95% 1,01-1,67). N&#227;o foram encontradas diferen&#231;as significativas entre o valor     de TSH e disfun&#231;&#227;o cognitiva e depress&#227;o. A preval&#234;ncia de dem&#234;ncia foi     significativamente superior nos doentes com depress&#227;o e/ou ansiedade.</p>       <p><b>Conclus&#245;es:</b> a preval&#234;ncia de disfun&#231;&#227;o     tiroideia encontrada &#233; semelhante &#224; descrita na literatura, para idosos da     comunidade. Verificou-se uma associa&#231;&#227;o entre os valores de TSH e ansiedade.     N&#227;o foi encontrada associa&#231;&#227;o entre os n&#237;veis das hormonas tiroideias e a     presen&#231;a de disfun&#231;&#227;o cognitiva ou sintomas depressivos.</p>       <p><b>Palavras-chave:</b> Hipotiroidismo;     Hipertiroidismo; Dist&#250;rbios Cognitivos; Depress&#227;o; Ansiedade; Idoso.</p>     <hr/>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>ABSTRACT</b></p>       <p><b>Aim:</b> To determine the prevalence     of&nbsp;thyroid dysfunction&nbsp;in the elderly&nbsp;and to analyze the&nbsp;association     between&nbsp;thyroid function,&nbsp;cognition and&nbsp;mood.</p>       <p><b>Type of study:</b> Observational,     cross-sectional and analytical study.</p>       <p><b>Location:</b> Ponte Family Health Unit.</p>       <p><b>Population:</b> Random sample of     individuals aged 65 and above.</p>       <p><b>Methods:</b> A questionnaire on socio-demographic     and clinical characteristics was administered. Cognitive function was assessed     using the <i>Mini-Mental State Examination</i> (MMSE) and mood was assessed by the <i>Hospital     Anxiety and Depression Scale.</i> Fasting blood samples were collected to     measure TSH (Thyroid-stimulating Hormone) and free thyroxine levels. Odds     ratios <i>(OR)</i> and 95% confidence     interval (95% CI) were estimated using unconditional logistic regression to     test the association between cognitive dysfunction and mood disorders,.     Adjusted means in the domains assessed by the MMSE were calculated using     multiple linear regression.</p>       <p><b>Results:</b> We evaluated 263 individuals     (52.5% female), with a mean age of 72.1 years (&#177; 5.3). In the total sample,     21.7% had a score suggesting dementia, 12% had scores suggesting anxiety and     16.8% had scores suggesting depression. Four individuals had hypothyroidism     (1.5%), 14 had subclinical hypothyroidism (5.3%), 3 had hyperthyroidism (1.1%)     and 2 had subclinical hyperthyroidism (0.8%). Higher TSH levels were significantly     associated with anxiety (<i>OR</i> = 1.25;     95% CI 1.01-1.67). No significant differences were found between TSH levels and     cognitive dysfunction and depression. The prevalence of dementia was     significantly higher in patients with mood disorders.</p>     <p><b>Conclusions:</b> The prevalence of thyroid     dysfunction found in our study was comparable to published rates. There was an     association found between TSH levels and anxiety. No association was found     between thyroid hormone levels and the presence of cognitive impairment or     depressive symptoms.</p>       <p><b>Keywords:</b> Hypothyroidism;     Hyperthyroidism; Cognitive Disorders; Depression; Anxiety; Aged.  </p>     <hr/>     <p>&nbsp;</p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>INTRODU&#199;&#195;O</b></p>       <p>A disfun&#231;&#227;o     tiroideia, principalmente a subcl&#237;nica, &#233; um problema relativamente comum nos     idosos.<sup>1,2</sup> N&#227;o existe concord&#226;ncia entre os diversos estudos     realizados at&#233; &#224; data, no que respeita &#224; preval&#234;ncia desta condi&#231;&#227;o, mas     estima-se que a preval&#234;ncia de hipotiroidismo, nesta popula&#231;&#227;o, varie entre     3,3%-12% e de hipertiroidismo entre 2,6%-5,5%.<sup>2-4</sup></p>       <p>A disfun&#231;&#227;o     tiroideia divide-se em hipertiroidismo, hipertiroidismo subcl&#237;nico,     hipotiroidismo e hipotiroidismo subcl&#237;nico, de acordo com os n&#237;veis s&#233;ricos das     hormonas tiroestimulante (TSH), tiroxina livre (T4 livre) e triiodotironina     livre (T3 livre).<sup>5</sup> No hipertiroidismo existem n&#237;veis elevados de T4     e/ou T3 livres, com o n&#237;vel de TSH diminu&#237;do e no hipotiroidismo encontra-se um     n&#237;vel baixo de T4 livre e um n&#237;vel elevado de TSH. No que diz respeito &#224;     disfun&#231;&#227;o tiroideia subcl&#237;nica, esta caracteriza-se por uma altera&#231;&#227;o do n&#237;vel     s&#233;rico da TSH, associada a valores s&#233;ricos normais das hormonas tiroideias. O     hipotiroidismo subcl&#237;nico &#233; definido por um aumento do n&#237;vel s&#233;rico de TSH, com     um n&#237;vel s&#233;rico normal de T3 livre e T4 livre, e no hipertiroidismo subcl&#237;nico     h&#225; uma diminui&#231;&#227;o do n&#237;vel s&#233;rico de TSH com valores s&#233;ricos normais de T3     livre e T4 livre.<sup>2,6</sup></p>       <p>As     altera&#231;&#245;es cognitivas s&#227;o tamb&#233;m comuns nesta faixa et&#225;ria, sendo reconhecidas     como um importante problema de sa&#250;de p&#250;blica. De facto, estudos revelam que     aproximadamente 17% dos idosos apresentam um comprometimento cognitivo capaz de     afectar as actividades de vida di&#225;ria, n&#227;o implicando por&#233;m uma associa&#231;&#227;o ao     diagn&#243;stico formal de dem&#234;ncia.<sup>7</sup></p>       <p>V&#225;rios     estudos t&#234;m verificado uma estreita associa&#231;&#227;o entre as disfun&#231;&#245;es tiroideia e     cognitiva, pelo que a hip&#243;tese da disfun&#231;&#227;o tiroideia poder condicionar     altera&#231;&#245;es cognitivas, que surgem durante o processo de envelhecimento, tem     sido investigada, com resultados contradit&#243;rios.<sup>1,2,7,8</sup> Por outro     lado, em pacientes com disfun&#231;&#227;o tiroideia, cl&#237;nica ou subcl&#237;nica, tamb&#233;m s&#227;o     comuns as perturba&#231;&#245;es do humor, nomeadamente ansiedade e depress&#227;o, que     frequentemente melhoram com o tratamento da disfun&#231;&#227;o da tir&#243;ide.<sup>5,9</sup> Os estudos que t&#234;m procurado demonstrar a associa&#231;&#227;o entre a     ansiedade/depress&#227;o e disfun&#231;&#227;o tiroideia alcan&#231;aram resultados controversos.<sup>9-13</sup> Adicionalmente, estas perturba&#231;&#245;es de humor nos idosos s&#227;o tidas como estando     subdiagnosticadas e, consequentemente, subtratadas, havendo dados que apontam     para preval&#234;ncias de depress&#227;o entre 9% (em idosos na comunidade) e 25% (em     idosos institucionalizados).<sup>14</sup></p>       <p>Em Portugal     n&#227;o existem estudos descritos com o objectivo de avaliar a preval&#234;ncia da     disfun&#231;&#227;o tiroideia na popula&#231;&#227;o idosa da comunidade. Com base nas diverg&#234;ncias     encontradas na literatura, torna-se pertinente, no &#226;mbito da Medicina Geral e     Familiar, avaliar a preval&#234;ncia da disfun&#231;&#227;o tiroideia e o seu impacto na     cogni&#231;&#227;o e no estado de humor do idoso. De facto, investiga&#231;&#245;es nesta &#225;rea     poder&#227;o ter importantes implica&#231;&#245;es, quer cient&#237;ficas, quer na implementa&#231;&#227;o de     estrat&#233;gias para a sensibiliza&#231;&#227;o dos elementos envolvidos na protec&#231;&#227;o da     sa&#250;de do idoso.</p>       <p>Neste     contexto, este trabalho tem como objectivos determinar a preval&#234;ncia de     disfun&#231;&#227;o tiroideia na popula&#231;&#227;o idosa inscrita na Unidade de Sa&#250;de Familiar     (USF) Ponte e analisar a associa&#231;&#227;o entre fun&#231;&#227;o tiroideia, altera&#231;&#245;es     cognitivas e algumas altera&#231;&#245;es do estado de humor, nomeadamente ansiedade e     depress&#227;o.</p>       <p><b>M&#201;TODOS</b></p>       <p>Realizou-se     um estudo observacional, transversal e anal&#237;tico, entre Maio de 2010 e Julho de     2011, na USF Ponte (Agrupamento de Centros de Sa&#250;de do Ave II,     Guimar&#227;es-Vizela). Todos os participantes foram devidamente informados dos     objectivos do projecto e assinaram o respectivo consentimento informado. Esta     investiga&#231;&#227;o foi aprovada pela Comiss&#227;o de &#201;tica da Administra&#231;&#227;o Regional de     Sa&#250;de do Norte.</p>       <p>A popula&#231;&#227;o     em estudo consistiu em indiv&#237;duos inscritos na USF Ponte, com idade igual ou     superior a 65 anos &#224; data de in&#237;cio do projecto. De forma a concretizar os     objectivos pretendidos, seleccionou-se uma amostra com base na t&#233;cnica de     amostragem aleat&#243;ria simples. Atrav&#233;s do <i>software</i> SINUS (Sistema de Informa&#231;&#227;o para as Unidades de Sa&#250;de), obteve-se a informa&#231;&#227;o     relativa &#224; popula&#231;&#227;o alvo, posteriormente transferida para o <i>software Microsoft Excel</i>&#174;, para     aleatoriza&#231;&#227;o. A dimens&#227;o amostral foi calculada atrav&#233;s do <i>software</i> Epi Info 6 (fun&#231;&#227;o STATCALC).     Assumindo um intervalo de confian&#231;a de 95%, com uma margem de erro de 5%,     obteve-se uma amostra composta por 263 indiv&#237;duos, a partir de um total de 838     utentes. Foram exclu&#237;dos os utentes sem contacto telef&#243;nico dispon&#237;vel ou com     contacto telef&#243;nico incorrecto; utentes que n&#227;o atenderam o telefone tr&#234;s vezes     em dias diferentes; utentes que revelaram incapacidade para se deslocarem &#224; USF     durante o per&#237;odo do estudo (por motivos de doen&#231;a cr&#243;nica e/ou aguda que     comprometia a sua mobilidade, assim como por inexist&#234;ncia de meio de transporte     que permitisse a sua presen&#231;a durante os per&#237;odos de aplica&#231;&#227;o dos     question&#225;rios e colheita de sangue); e, por fim, utentes com defici&#234;ncia     audiovisual ou outra (verificada no SAM ou durante o convite para participar)     que n&#227;o permitissem a obten&#231;&#227;o de todos os dados necess&#225;rios ao estudo. Estes     utentes foram exclu&#237;dos da lista previamente seleccionada, o que implicou a     adi&#231;&#227;o de outros tantos casos seleccionados pelo mesmo processo aleat&#243;rio.</p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Aos utentes     inclu&#237;dos no estudo foi aplicado um question&#225;rio e solicitada a colheita de uma     amostra de sangue venoso perif&#233;rico. Adicionalmente, confirmaram-se os dados cl&#237;nicos     recorrendo ao Sistema de Apoio ao M&#233;dico (SAM). Realizou-se um estudo piloto,     com a finalidade de verificar a aplicabilidade e exequibilidade do question&#225;rio     e listar obst&#225;culos n&#227;o </p>       <p>previstos no     protocolo experimental. Neste estudo piloto foram analisados 27 indiv&#237;duos     (cerca de 10% da dimens&#227;o da amostra calculada), seleccionados de acordo com os     crit&#233;rios definidos, que pertenciam a uma popula&#231;&#227;o com caracter&#237;sticas     semelhantes. Foram elaboradas pequenas altera&#231;&#245;es ao question&#225;rio com base nos     resultados obtidos.</p>       <p>O     question&#225;rio encontrava-se dividido em 3 sec&#231;&#245;es. As sec&#231;&#245;es A e B foram     preenchidas pelos investigadores e a sec&#231;&#227;o C era de auto-preenchimento. No     caso de o utente apresentar dificuldades no preenchimento desta sec&#231;&#227;o, os     investigadores procederam &#224; leitura das respectivas quest&#245;es. Previamente &#224;     aplica&#231;&#227;o dos question&#225;rios, os investigadores treinaram em conjunto a     aplica&#231;&#227;o dos mesmos com o objectivo de uniformizar a linguagem usada na     coloca&#231;&#227;o das quest&#245;es e de estabelecer crit&#233;rios para a aceita&#231;&#227;o das     respostas.</p>       <p>A sec&#231;&#227;o A     visava obter informa&#231;&#245;es sociodemogr&#225;ficas (g&#233;nero, idade, escolaridade),     antropom&#233;tricas (peso, altura, &#237;ndice de massa corporal &#8211; IMC) e cl&#237;nicas     (diagn&#243;stico de disfun&#231;&#227;o tiroideia, depress&#227;o e ansiedade, com base na     medica&#231;&#227;o habitual do utente).</p>       <p>Para     avalia&#231;&#227;o da fun&#231;&#227;o cognitiva foi aplicado o <i>Mini-Mental State Examination</i> (MMSE) &#8211; sec&#231;&#227;o B. Trata-se da     escala mais amplamente utilizada para avalia&#231;&#227;o do estado mental, nacional e     internacionalmente. Inclui itens sobre orienta&#231;&#227;o temporal e espacial, registo     de informa&#231;&#227;o, aten&#231;&#227;o e c&#225;lculo, evoca&#231;&#227;o, linguagem e constru&#231;&#227;o. Cada item     tem uma pontua&#231;&#227;o definida e a pontua&#231;&#227;o m&#225;xima final corresponde a 30 pontos.     De uma forma geral, uma pontua&#231;&#227;o igual ou inferior a 22 sugere dem&#234;ncia. No     caso de se tratar de uma pessoa analfabeta, a pontua&#231;&#227;o considerada     significativa &#233; igual ou inferior a 15. No caso de indiv&#237;duos com escolaridade     superior a 11 anos, a pontua&#231;&#227;o igual ou inferior a 27 pontos &#233; j&#225; indicativa de     dem&#234;ncia. De acordo com a escolaridade, procedeu-se &#224; dicotomiza&#231;&#227;o da     pontua&#231;&#227;o nas categorias com e sem dem&#234;ncia. Esta escala encontra-se validada     para a popula&#231;&#227;o portuguesa.<sup>14</sup></p>       <p>A sec&#231;&#227;o C     era constitu&#237;da pela <i>Hospital Anxiety and     Depression Scale</i> (HADS), para avaliar os n&#237;veis de ansiedade e/ou depress&#227;o     dos indiv&#237;duos em estudo. Esta escala &#233; constitu&#237;da por 14 perguntas, que se     devem reportar &#224; &#250;ltima semana; destas, 7 permitem avaliar o dom&#237;nio relativo &#224;     ansiedade (HADS-A) e as restantes 7 o dom&#237;nio da depress&#227;o (HADS-B). Cada     pergunta, com um score total a variar entre 0 e 3, tem 4 hip&#243;teses de resposta.     Em cada dom&#237;nio, a pontua&#231;&#227;o global varia entre 0 e 21. Uma pontua&#231;&#227;o final     igual ou superior a 11 evidencia a presen&#231;a de sinais de perturba&#231;&#227;o ansiosa/depressiva     clinicamente significativa. Assim, de acordo com a pontua&#231;&#227;o obtida nos dois     dom&#237;nios, os indiv&#237;duos foram categorizados com apresentando ou n&#227;o sinais de     ansiedade e depress&#227;o. Esta escala pode ser lida ao respondente e est&#225; validada     para a popula&#231;&#227;o portuguesa.<sup>15,16</sup> Para obten&#231;&#227;o e confirma&#231;&#227;o dos     antecedentes cl&#237;nicos, de forma mais fidedigna, foi utilizado o SAM. Atrav&#233;s do     processo cl&#237;nico individual, foi recolhida informa&#231;&#227;o acerca do diagn&#243;stico     pr&#233;vio de diabetes <i>mellitus,</i> hipertens&#227;o     arterial (HTA), dislipidemia, antecedentes de doen&#231;a cardiovascular     (insufici&#234;ncia card&#237;aca, arritmia, isquemia cerebral, fibrilha&#231;&#227;o auricular,     doen&#231;a cerebrovascular, isquemia com angina, isquemia sem angina, enfarte agudo     do mioc&#225;rdio) e hist&#243;ria de h&#225;bitos tab&#225;gicos.</p>       <p>A fun&#231;&#227;o     tiroideia foi avaliada atrav&#233;s do doseamento de TSH e T4 livre, numa amostra de     sangue venoso perif&#233;rico, obtida ap&#243;s um per&#237;odo de 12 h de jejum. Esta     colheita foi realizada na USF Ponte, aquando da aplica&#231;&#227;o do question&#225;rio, por     um t&#233;cnico destacado pelo laborat&#243;rio de an&#225;lises cl&#237;nicas que colaborou no     estudo <i>(Maria de La Salete e Irm&#227;o, Lda).</i> A selec&#231;&#227;o de apenas um laborat&#243;rio prendeu-se com a necessidade de garantir a     uniformidade dos procedimentos e, consequentemente, dos dados obtidos.</p>       <p>Relativamente     &#224; an&#225;lise estat&#237;stica, efectuou-se uma descri&#231;&#227;o simples de todas as vari&#225;veis,     com c&#225;lculo das frequ&#234;ncias absolutas, relativas e acumuladas. Utilizaram-se os     testes <i>Qui-quadrado,</i> <i>one-way ANOVA, t de Student, Mann-Whitney</i> e <i>Kruskal-Wallis</i> para analisar as     associa&#231;&#245;es entre as vari&#225;veis em estudo: g&#233;nero, idade, escolaridade, &#237;ndice     de massa corporal, hipotiroidismo, hipertiroidismo, dist&#250;rbio cognitivo,     ansiedade, depress&#227;o, HTA, diabetes, dislipidemia, doen&#231;a cardiovascular e     tabagismo. O risco de apresentar disfun&#231;&#227;o cognitiva ou altera&#231;&#227;o do humor foi     estimado por regress&#227;o log&#237;stica n&#227;o condicional, atrav&#233;s de <i>odds ratio (OR)</i> e intervalos de     confian&#231;a (IC 95%) e ajustado para a idade, g&#233;nero, escolaridade, diagn&#243;stico     pr&#233;vio de diabetes, HTA, dislipidemia e antecedentes de doen&#231;a cardiovascular.     Para an&#225;lise da <i>performance</i> cognitiva     nos diferentes dom&#237;nios avaliados pelo MMSE, procedeu-se ao c&#225;lculo de m&#233;dias     ajustadas para a idade e escolaridade, utilizando a regress&#227;o linear m&#250;ltipla.     Considerou-se existir signific&#226;ncia estat&#237;stica para valores de <i>p</i> &lt; 0,05. A an&#225;lise estat&#237;stica foi     realizada em SPSS vers&#227;o 18.0 (SPSS <i>Inc,     Chicago, Illinois</i>) e utilizou-se ainda o STATA 9.2, para o c&#225;lculo de     m&#233;dias ajustadas.</p>       <p><b>RESULTADOS</b></p>       <p>Da amostra     inicial, foram exclu&#237;dos (e repostos) 46 utentes (17,5%): 5 por contacto     telef&#243;nico n&#227;o dispon&#237;vel, 9 por contacto telef&#243;nico incorrecto, 12 por n&#227;o     atenderam o telefone tr&#234;s vezes em dias diferentes, 17 por revelarem     incapacidade para se deslocar &#224; USF e 3 por defici&#234;ncia. Foram, assim,     avaliados 263 utentes, com idade m&#233;dia de 72 anos (<i>DP</i> 5 anos), dos quais 138 do sexo feminino (52,5%). Do total de     utentes, 23 (8,7%) apresentavam disfun&#231;&#227;o tiroideia: 4 (1,5%; <i>IC</i> 95% 0,4-3,0) hipotiroidismo, 14 (5,3%; <i>IC</i> 95% 2,7-8,0) hipotiroidismo     subcl&#237;nico, 3 (1,1%; <i>IC</i> 95% 0-2,7)     hipertiroidismo e 2 (0,8%; <i>IC</i> 95%     0-1,9) hipertiroidismo subcl&#237;nico. Relativamente ao estado de humor, 30 (12%)     utentes apresentavam sintomas compat&#237;veis com ansiedade e 42 (16,8%) revelaram     sintomas depressivos, salientando-se que em 13 utentes n&#227;o foi poss&#237;vel     calcular uma pontua&#231;&#227;o global por n&#227;o terem respondido &#224; totalidade das     perguntas.</p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Quanto &#224;     an&#225;lise da fun&#231;&#227;o cognitiva, 57 (21,7%) utentes obtiveram pontua&#231;&#245;es no MMSE     compat&#237;veis com dem&#234;ncia. As restantes caracter&#237;sticas da amostra encontram-se     descritas no <a href="#q1">quadro I</a>.</p>       <p>&nbsp;</p>    <p align="center"><a name="q1"></a><img src="/img/revistas/rpmgf/v29n1/29n1a05q1.jpg"/></p>    
<p>&nbsp;</p>       <p>Os utentes     com dem&#234;ncia eram significativamente mais velhos (73,8 anos <i>vs</i> 71,7; <i>p</i> = 0,014) e maioritariamente mulheres, embora sem significado     estat&#237;stico (<a href="#q2">quadro II</a>). N&#227;o foi encontrada qualquer associa&#231;&#227;o entre HTA,     diabetes, dislipidemia, doen&#231;a cardiovascular, tabagismo e sinais de disfun&#231;&#227;o     cognitiva (<a href="#q2">quadro II</a>). N&#227;o se verificou, tamb&#233;m, associa&#231;&#227;o entre os n&#237;veis     s&#233;ricos das hormonas tiroideias e a fun&#231;&#227;o cognitiva (<a href="#q2">quadro II</a>). Quanto ao     estado de humor (<a href="#q2">quadro II</a>), utentes com dem&#234;ncia apresentaram um <i>score</i> superior na HADS-A e HADS-B (9,2 <i>vs</i> 7,6; <i>p</i> = 0,032 e 8,8 <i>vs</i> 6,8; <i>p</i> = 0,002, respectivamente).</p>       <p>&nbsp;</p>    <p align="center"><a name="q2"></a><img src="/img/revistas/rpmgf/v29n1/29n1a05q2.jpg"/></p>    
<p>&nbsp;</p>       <p>As     caracter&#237;sticas da amostra, de acordo com o estado de humor, est&#227;o descritas no     <a href="#q3">quadro III</a>. Os utentes com sintomas de ansiedade e depress&#227;o eram na sua     maioria mulheres (respectivamente, 86,7% e 71,4%; <i>p</i> &lt; 0,001). Os utentes com ansiedade apresentavam um IMC     superior, comparativamente aos utentes sem altera&#231;&#227;o do humor, enquanto os     utentes com depress&#227;o apresentavam um IMC inferior (<i>p</i> = 0,088). Verificou-se uma preval&#234;ncia mais baixa de HTA nos     utentes com sintomas de ansiedade (<i>p</i> = 0,035) e, embora sem significado estat&#237;stico, a preval&#234;ncia de diabetes foi     superior nos utentes deprimidos. Relativamente &#224; fun&#231;&#227;o tiroideia, doentes com     quadro de ansiedade obtiveram valores superiores de TSH (<i>p</i> = 0,078). N&#227;o foi encontrada qualquer rela&#231;&#227;o entre os n&#237;veis de     T4 livre e altera&#231;&#245;es no estado de humor.</p>       <p>&nbsp;</p>    ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="center"><a name="q3"></a><img src="/img/revistas/rpmgf/v29n1/29n1a05q3.jpg"/></p>    
<p>&nbsp;</p>       <p>No que diz     respeito &#224; probabilidade dos utentes apresentarem disfun&#231;&#227;o cognitiva, estimada     atrav&#233;s da regress&#227;o log&#237;stica, verificou-se, ap&#243;s ajuste, que a idade se     associou significativamente com dem&#234;ncia (<i>OR</i> = 1,10, IC 95% 1,02-1,18) (<a href="#q4">quadro IV</a>). Ter concomitantemente sintomas de     ansiedade e/ou depress&#227;o tamb&#233;m se demonstrou estar associado a uma maior     probabilidade de revelar disfun&#231;&#227;o cognitiva (<i>OR</i> = 1,05, IC 95% 1,00-1,16; <i>OR</i> = 1,07, IC 95% 1,01-1,19, respectivamente). N&#227;o foi encontrada associa&#231;&#227;o entre     disfun&#231;&#227;o tiroideia e dem&#234;ncia (<a href="#q4">quadro IV</a>).</p>       <p>&nbsp;</p>    <p align="center"><a name="q4"></a><img src="/img/revistas/rpmgf/v29n1/29n1a05q4.jpg"/></p>    
<p>&nbsp;</p>       <p>No <a href="#q5">quadro V</a>     est&#227;o representados os odds ratio brutos e ajustados para ansiedade e     depress&#227;o, de acordo com as caracter&#237;sticas da amostra. Ap&#243;s ajuste, o sexo     feminino associou-se significativamente a uma maior probabilidade de apresentar     ansiedade (<i>OR</i> = 4,45, IC 95%     2,00-9,87) e depress&#227;o (<i>OR</i> = 2,63, <i>IC</i> 95% 1,16-5,96). De forma semelhante,     ap&#243;s ajuste, observou-se rela&#231;&#227;o significativa entre IMC e depress&#227;o (<i>OR</i> = 0,90, IC 95% 0,82-0,98). Utentes     com diabetes apresentavam, tamb&#233;m, uma maior probabilidade de ter sintomas     compat&#237;veis com ansiedade e depress&#227;o (<i>OR</i> = 2,45, <i>IC</i> 95% 1,13-5,33 e <i>OR</i> = 2,37, <i>IC</i> 95% 1,05-5,36, respectivamente). No que concerne &#224; fun&#231;&#227;o     tiroideia, valores mais altos de TSH estavam significativamente associados a     uma maior probabilidade de apresentar ansiedade (<i>OR</i> = 1,25, <i>IC</i> 95%     1,01-1,67), n&#227;o tendo sido verificado o mesmo para o caso da depress&#227;o. N&#227;o     foram encontradas associa&#231;&#245;es entre as restantes patologias cr&#243;nicas avaliadas     e a altera&#231;&#245;es do humor em quest&#227;o.</p>       <p>&nbsp;</p>    <p align="center"><a name="q5"></a><img src="/img/revistas/rpmgf/v29n1/29n1a05q5.jpg"/></p>    
<p>&nbsp;</p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Atendendo &#224;     pontua&#231;&#227;o nos diferentes dom&#237;nios espec&#237;ficos do MMSE, ao avaliar a sua rela&#231;&#227;o     com a presen&#231;a de depress&#227;o, notaram-se diferen&#231;as estatisticamente     significativas nos dom&#237;nios &#171;Orienta&#231;&#227;o temporal&#187; e &#171;Aten&#231;&#227;o e c&#225;lculo&#187;. Nestes     (<a href="#q6">quadro VI</a>), as pontua&#231;&#245;es m&#233;dias (ajustadas para a idade e escolaridade) foram     inferiores nos indiv&#237;duos com depress&#227;o [(3,62 <i>vs</i> 4,09; p = 0,005) e (2,83 <i>vs</i> 3,83; p &lt; 0,01), respectivamente]. Relativamente &#224; presen&#231;a de ansiedade,     foi efectuada a mesma an&#225;lise comparativa, n&#227;o se encontrando diferen&#231;as     estatisticamente significativas.</p>       <p>&nbsp;</p>    <p align="center"><a name="q6"></a><img src="/img/revistas/rpmgf/v29n1/29n1a05q6.jpg"/></p>    
<p>&nbsp;</p>       <p><b>DISCUSS&#195;O</b></p>       <p>Neste     estudo, verificou-se que 6,8% dos utentes apresentava hipotiroidismo     (englobando hipotiroidismo subcl&#237;nico e cl&#237;nico) e 1,9% cumpria crit&#233;rios de     hipertiroidismo (subcl&#237;nico e cl&#237;nico). A preval&#234;ncia de disfun&#231;&#227;o tiroideia     encontrada &#233; semelhante &#224; descrita na literatura para idosos da comunidade. De     acordo com os resultados destes estudos, a preval&#234;ncia de idosos com n&#237;veis de     TSH sugestivos de hipotiroidismo varia entre 3,3% e 12% e de hipertiroidismo     entre 2,6% e 5,5%.<sup>2-4</sup> Paralelamente, ao analisar especificamente o     hipotiroidismo subcl&#237;nico, disfun&#231;&#227;o tiroideia mais prevalente neste estudo     (5,3%), verifica-se que esta estimativa &#233; superior &#224; descrita para uma     popula&#231;&#227;o </p>       <p>europeia com     caracter&#237;sticas semelhantes. De facto, segundo um estudo realizado na popula&#231;&#227;o     inglesa, a preval&#234;ncia do hipotiroidismo subcl&#237;nico em indiv&#237;duos com mais de     65 anos de idade &#233; de 2,9%.<sup>5</sup></p>       <p>Encontrou-se     uma preval&#234;ncia de disfun&#231;&#227;o cognitiva, nesta popula&#231;&#227;o, de 21,7%, o que n&#227;o     difere muito do valor apontado na literatura.<sup>6,15</sup> Por sua vez, 28,8%     dos indiv&#237;duos apresentavam algum tipo de perturba&#231;&#227;o do humor. Estes     resultados est&#227;o de acordo com um estudo realizado na popula&#231;&#227;o idosa     espanhola, que tinha como principal objectivo determinar a preval&#234;ncia de     sintomas psiqui&#225;tricos e doen&#231;as mentais, em idosos que recorriam aos Cuidados     de Sa&#250;de Prim&#225;rios.<sup>15</sup> Segundo os autores, nos 293 idosos avaliados,     verificou-se uma preval&#234;ncia de sintomas de ansiedade e depress&#227;o de 15,7% e     14,3%, respectivamente.<sup>15</sup> &#201; importante referir, ainda, que aquando     da an&#225;lise dos resultados foram detectados 10 casos em que coexistiam     simultaneamente perturba&#231;&#227;o depressiva e ansiosa, os quais foram introduzidos     no grupo da depress&#227;o. Apesar de se tratar de um n&#250;mero pequeno, n&#227;o se poder&#225;     descartar completamente a hip&#243;tese desta classifica&#231;&#227;o poder alterar os     restantes resultados.</p>       <p>N&#227;o foi     verificada associa&#231;&#227;o entre os n&#237;veis de TSH e/ou T4 livre e a presen&#231;a de     disfun&#231;&#227;o cognitiva. <i>Gussekloo J et al,</i> 2004, num estudo prospectivo de 599 idosos, tamb&#233;m constataram que os n&#237;veis     plasm&#225;ticos de TSH e T4 livre n&#227;o estavam relacionados com incapacidade nas     actividades da vida di&#225;ria e altera&#231;&#245;es cognitivas.<sup>4</sup> <i>Roberts LM et al,</i> em 2006, analisaram     5.865 idosos da comunidade e n&#227;o encontraram associa&#231;&#227;o entre a disfun&#231;&#227;o     tiroideia e cogni&#231;&#227;o.<sup>2</sup> No entanto, outros estudos mostraram esta     associa&#231;&#227;o.<sup>3,6,8,16</sup> As discrep&#226;ncias nos resultados poder&#227;o dever-se     ao n&#250;mero reduzido de doentes com disfun&#231;&#227;o tiroideia encontrado em cada     estudo, a diferen&#231;as nas caracter&#237;sticas da amostra e nas idades analisadas,     aos crit&#233;rios de exclus&#227;o aplicados em cada estudo, aos diferentes valores de     refer&#234;ncia para as hormonas tiroideias e &#224; utiliza&#231;&#227;o de diferentes     instrumentos para avalia&#231;&#227;o da fun&#231;&#227;o cognitiva. Paralelamente, os valores do     doseamento de TSH podem variar at&#233; 30%, dependendo da altura do dia em que &#233;     realizada a flebotomia, assim como se os utentes est&#227;o ou n&#227;o em jejum.<sup>17</sup> Embora a maioria dos estudos que n&#227;o verificou associa&#231;&#227;o entre a fun&#231;&#227;o     tiroideia e disfun&#231;&#227;o cognitiva tenha realizado as colheitas de forma     aleat&#243;ria, ao longo do dia, neste estudo todas as colheitas de sangue venoso     foram realizadas no per&#237;odo da manh&#227;.<sup>2,4</sup></p>       <p>Neste estudo     observou-se uma rela&#231;&#227;o inversa entre IMC e a probabilidade de apresentar     depress&#227;o. Esta observa&#231;&#227;o n&#227;o &#233; apoiada pela literatura, tendo os autores     constatado que estudos pr&#233;vios mostravam mesmo o oposto.<sup>18</sup> Nos     estudos internacionais em que esta rela&#231;&#227;o &#233; directamente avaliada,     constatou-se um aumento do risco de ocorrer depress&#227;o com o aumento do IMC, e     que redu&#231;&#245;es dos valores de IMC se associam a uma diminui&#231;&#227;o da preval&#234;ncia de     sintomas depressivos.<sup>18</sup> De notar, por&#233;m, que nenhum destes estudos     envolvia apenas popula&#231;&#245;es idosas, sendo esta caracter&#237;stica diferenciadora uma     poss&#237;vel explica&#231;&#227;o para a rela&#231;&#227;o inversa observada neste trabalho. A gordura     corporal &#233; um aspecto geralmente considerado como sinal de riqueza e bem-estar,     sobretudo pela popula&#231;&#227;o idosa portuguesa, o que se diferencia da imagem     corporal que as pessoais mais jovens e com IMC superior t&#234;m de si, favorecedora     do aparecimento de sintomas depressivos nos estudos citados.</p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p>V&#225;rios     estudos demonstram uma associa&#231;&#227;o entre disfun&#231;&#227;o tiroideia e depress&#227;o,<sup>9,19</sup> enquanto outros, nomeadamente a presente investiga&#231;&#227;o, n&#227;o verificaram rela&#231;&#227;o     entre os n&#237;veis de TSH e/ou T4 livre e a presen&#231;a de sintomas depressivos.<sup>2,4,20-22</sup> Estes resultados inconsistentes podem dever-se a caracter&#237;sticas da amostra,     uma vez que esta associa&#231;&#227;o &#233; descrita maioritariamente em estudos que     utilizaram amostras de base hospitalar.<sup>23,24</sup> Para al&#233;m disso, a     utiliza&#231;&#227;o de diferentes instrumentos ou de entrevistas cl&#237;nicas diagn&#243;sticas     para avaliar a presen&#231;a de sintomas depressivos pode, por sua vez, influenciar     os resultados obtidos.</p>       <p>Neste     estudo, verificou-se uma preval&#234;ncia mais baixa de HTA nos utentes com sintomas     de ansiedade. A associa&#231;&#227;o entre HTA e ansiedade tem sido muito estudada, com     resultados divergentes.<sup>25</sup> Neste contexto torna-se importante referir     o estudo de <i>Davies SJ et al,</i> de 2012,     que demonstra a presen&#231;a de uma associa&#231;&#227;o n&#227;o linear &#8211; curva em U     &#8211; em que o p&#226;nico est&#225; associado a tens&#227;o arterial sist&#243;lica elevada e os     sintomas de ansiedade generalizada a tens&#227;o arterial sist&#243;lica mais baixa.<sup>26</sup> Sendo assim, fica em aberto a hip&#243;tese dos doentes estudados terem uma perturba&#231;&#227;o     de ansiedade generalizada, embora a associa&#231;&#227;o encontrada se possa dever apenas     a uma casualidade.</p>       <p>Relativamente     &#224; associa&#231;&#227;o entre os valores de TSH e a preval&#234;ncia de ansiedade verificou-se     que, independentemente do g&#233;nero, idade e escolaridade, os utentes com n&#237;veis     mais altos de TSH tinham uma probabilidade superior de apresentar ansiedade.     Esta associa&#231;&#227;o29 est&#225; descrita na literatura e pensa-se que est&#225; relacionada     com altera&#231;&#245;es envolvendo neurotransmissores, com aumento do n&#250;mero de receptores     de catecolaminas em diferentes &#225;reas do c&#243;rtex cerebral, com consequentes     implica&#231;&#245;es no desenvolvimento de perturba&#231;&#227;o de ansiedade.<i>27-29</i> Neste sentido, <i>Denicoff     et al,</i> em 1990, demonstraram que pacientes submetidos a tiroidectomia, cujo     tratamento de substitui&#231;&#227;o hormonal era interrompido, desenvolviam sintomas de     ansiedade.<sup>30</sup> Esta associa&#231;&#227;o poder&#225; revestir-se de particular     import&#226;ncia uma vez que tem consequ&#234;ncias na qualidade de vida dos doentes.     Para al&#233;m disso, o tratamento mais adequado destes doentes com quadros de     ansiedade poder&#225; conduzir &#224; resolu&#231;&#227;o da disfun&#231;&#227;o tiroideia concomitante.</p>       <p>Neste estudo     foi, ainda, demonstrada uma poss&#237;vel associa&#231;&#227;o entre dem&#234;ncia e ansiedade e     confirmada a associa&#231;&#227;o entre dem&#234;ncia e depress&#227;o. A literatura tem mostrado     associa&#231;&#227;o entre dem&#234;ncia e depress&#227;o, mas a sua rela&#231;&#227;o com ansiedade n&#227;o tem     sido avaliada. Desta forma, este aspecto representa um dado novo que poder&#225; ser     aprofundado em futuras investiga&#231;&#245;es, para esclarecer a poss&#237;vel rela&#231;&#227;o     existente entre estas entidades cl&#237;nicas. Estudos anteriores j&#225; tinham     levantado a quest&#227;o sobre qual dos dist&#250;rbios (disfun&#231;&#227;o cognitiva <i>vs</i> perturba&#231;&#227;o do humor) surgiria em     primeiro lugar. No entanto, est&#225; ainda por esclarecer a rela&#231;&#227;o de causalidade     entre estas patologias.<sup>14,31</sup></p>       <p>Quando se     abordaram os diferentes dom&#237;nios espec&#237;ficos do MMSE, para avaliar a sua     associa&#231;&#227;o com a preval&#234;ncia de depress&#227;o e/ou ansiedade, verificaram-se     diferen&#231;as estatisticamente significativas nos dom&#237;nios &#171;Orienta&#231;&#227;o temporal&#187; e     &#171;Aten&#231;&#227;o e c&#225;lculo&#187;, de acordo com a presen&#231;a de depress&#227;o. Estes resultados     poder&#227;o traduzir a necessidade de, na pr&#225;tica di&#225;ria de um m&#233;dico de fam&#237;lia,     se suspeitar da presen&#231;a de depress&#227;o quando um idoso apresentar queixas     relativas aos referidos dom&#237;nios ou, alternativamente, poder&#227;o significar que,     no contexto de uma depress&#227;o em idosos, aquelas ser&#227;o as tarefas cognitivas     mais afectadas.</p>       <p>Portanto,     este estudo n&#227;o mostrou uma associa&#231;&#227;o entre disfun&#231;&#227;o tiroideia e dem&#234;ncia,     nem entre disfun&#231;&#227;o tiroideia e depress&#227;o. Em parte, tal poder&#225; dever-se a     alguns dos crit&#233;rios usados na exclus&#227;o dos utentes. Isto &#233;, os crit&#233;rios     &#171;defici&#234;ncia&#187; e &#171;impossibilidade de os utentes se deslocarem &#224; USF&#187; podem     ter-se verificado mais frequentemente nos utentes que, concomitantemente,     apresentassem as patologias avaliadas neste estudo &#8211; d&#233;fice cognitivo,     ansiedade, depress&#227;o, hipotiroidismo e hipertiroidismo.</p>       <p>Assim, neste     estudo, os crit&#233;rios de exclus&#227;o aplicados, que resultaram na exclus&#227;o de 46     unidades de observa&#231;&#227;o (17,5% da amostra), constituem uma limita&#231;&#227;o     metodol&#243;gica a considerar. Outra limita&#231;&#227;o importante do estudo prende-se com o     c&#225;lculo da dimens&#227;o amostral, o qual, ao admitir uma margem de erro superior &#224;s     preval&#234;ncias m&#237;nimas dos fen&#243;menos a estudar, resultou num subdimensionamento     amostral que, por sua vez, retirou poder estat&#237;stico ao estudo. Deve     considerar-se, ainda, como potencial limita&#231;&#227;o a n&#227;o utiliza&#231;&#227;o de testes     espec&#237;ficos para avalia&#231;&#227;o dos diferentes dom&#237;nios da fun&#231;&#227;o cognitiva, de     forma a detectar altera&#231;&#245;es ainda num est&#225;dio muito precoce. No entanto,     trata-se do primeiro estudo a avaliar em Portugal a preval&#234;ncia de disfun&#231;&#227;o     tiroideia, tendo usado uma amostra aleat&#243;ria de idosos da comunidade, com o     doseamento simult&#226;neo de TSH e T4 livre, o que permitiu diagnosticar os     diferentes tipos de disfun&#231;&#227;o tiroideia existentes, e considerar outros     factores cardiovasculares que poderiam ser potenciais confundidores das     associa&#231;&#245;es em estudo.</p>     <p>A disfun&#231;&#227;o     tiroideia, as altera&#231;&#245;es do humor e a disfun&#231;&#227;o cognitiva s&#227;o problemas comuns     no idoso, por vezes interpretados no contexto do processo fisiol&#243;gico do     envelhecimento. No entanto, &#233; fundamental considerar a poss&#237;vel associa&#231;&#227;o da     disfun&#231;&#227;o tiroideia com d&#233;fice cognitivo e/ou altera&#231;&#245;es do humor, uma vez que     o tratamento da disfun&#231;&#227;o tiroideia poder&#225; apresentar efeitos ben&#233;ficos a n&#237;vel     da sa&#250;de mental e f&#237;sica. Contudo, s&#227;o necess&#225;rios mais estudos, com amostras     de maior dimens&#227;o e com aplica&#231;&#227;o de testes mais sens&#237;veis para o diagn&#243;stico     de disfun&#231;&#227;o cognitiva, ainda numa fase inicial, de forma a esclarecer estas     associa&#231;&#245;es.</p>       <p>&nbsp;</p>       <p><b>REFER&#202;NCIAS BIBLIOGR&#193;FICAS</b></p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>1. Bense&#241;or     IM, Lotufo PA, Menezes PR, Scazufca M. Subclinical hyperthyroidism and     dementia: the Sao Paulo Ageing &amp; Health Study (SPAH). BMC Public Health     2010 Jun 1; 10: 298.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000093&pid=S2182-5173201300010000500001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>2. Roberts     LM, Pattison H, Roalfe A, Franklyn J, Wilson S, Hobbs FD, et al. Is subclinical     thyroid dysfunction in the elderly associated with depression or cognitive     dysfunction? Ann Intern Med 2006 Oct 17; 145 (8): 573-81.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000095&pid=S2182-5173201300010000500002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>3. Kalmijn     S, Mehta KM, Pols HA, Hofman A, Drexhage HA, Breteler MM. Subclinical     hyperthyroidism and the risk of dementia. The Rotterdam study. Clin Endocrinol     (Oxf) 2000 Dec; 53 (6): 733-7.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000097&pid=S2182-5173201300010000500003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>4. Gussekloo     J, van Exel E, de Craen AJ, Meinders AE, Fr&#246;lich M, Westendorp RG. Thyroid     status, disability and cognitive function, and survival in old age. JAMA 2004     Dec 1; 292 (21): 2591-9.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000099&pid=S2182-5173201300010000500004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>5. Samuels     MH. Cognitive function in untreated hypothyroidism and hyperthyroidism. Curr     Opin Endocrinol Diabetes Obes 2008 Oct; 15 (5): 429-33.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000101&pid=S2182-5173201300010000500005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>6. Ceresini     G, Lauretani F, Maggio M, Ceda GP, Morganti S, Usberti E, et al. Thyroid     function abnormalities and cognitive impairment in elderly people: results of     the Invecchiare in Chianti study. J Am Geriatr Soc 2009 Jan; 57 (1): 89-93.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000103&pid=S2182-5173201300010000500006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>7. Parle J,     Roberts L, Wilson S, Pattison H, Roalfe A, Haque MS, et al. A randomized     controlled trial of the effect of thyroxine replacement on cognitive function     in community-living elderly subjects with subclinical hypothyroidism: the     Birmingham Elderly Thyroid study. J Clin Endocrinol Metab 2010 Aug; 95 (8):     3623-32.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000105&pid=S2182-5173201300010000500007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>8. B&#233;gin ME,     Langlois MF, Lorrain D, Cunnane SC. Thyroid Function and Cognition during     Aging. Curr Gerontol Geriatr Res 2008: 474868.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000107&pid=S2182-5173201300010000500008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>9.     Kritz-Silverstein D, Schultz ST, Palinska LA, Wingard DL, Barrett-Connor E. The     association of thyroid stimulating hormone levels with cognitive function and     depressed mood: the Rancho Bernardo study. J Nutr Health Aging 2009 Apr; 13     (4): 317-21.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000109&pid=S2182-5173201300010000500009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>10. van     Boxtel MP, Menheere PP, Bekers O, Hogervorst E, Jolles J. Thyroid function,     depressed mood, and cognitive performance in older individuals: the Maastricht     Aging Study. Psychoneuroendocrinology 2004 Aug; 29 (7): 891-8.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000111&pid=S2182-5173201300010000500010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>11.     Fatourechi V. Subclinical hypothyroidism: an update for primary care     physicians. Mayo Clin Proc 2009; 84 (1): 65-71.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000113&pid=S2182-5173201300010000500011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>12. Biondi     B, Cooper DS. The clinical significance of subclinical thyroid dysfunction.     Endocr Rev 2008 Feb; 29 (1): 76-131.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000115&pid=S2182-5173201300010000500012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>13. Baldini     IM, Vita A, Mauri MC, Amodei V, Carrisi M, Bravin S, et al. Psychopathological     and cognitive features in subclinical hypothyroidism. Prog Neuropsychopharmacol     Biol Psychiatry 1997 Aug; 21 (6): 925-35.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000117&pid=S2182-5173201300010000500013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>14. Wilkins     CH, Mathews J, Sheline YI. Late life depression with cognitive impairment:     evaluation and treatment. Clin Interv Aging 2009; 4: 51-7.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000119&pid=S2182-5173201300010000500014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>15. Olivera     J, Benabarre S, Lorente T, Rodr&#237;guez M, Pelegr&#237;n C, Calvo JM, et al. Prevalence     of psychiatric symptoms and mental disorders detected in primary care in an     elderly Spanish population. The PSICOTARD Study: preliminary findings. Int J     Geriatr Psychiatry 2008 Sep; 23 (9): 915-21.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000121&pid=S2182-5173201300010000500015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>16.     Hogervorst E, Huppert F, Matthews FE, Brayne C. Thyroid function and cognitive     decline in the MRC Cognitive Function and Ageing Study. Psychoneuroendocrinology     2008 Aug; 33 (7): 1013-22.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000123&pid=S2182-5173201300010000500016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>17. Scobbo     RR, VonDohlen TW, Hassan M, Islam S. Serum TSH variability in normal     individuals: the influence of time of sample collection. W V Med J 2004     Jul-Aug; 100 (4): 138-42.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000125&pid=S2182-5173201300010000500017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>18.     Fabricatore AN, Wadden TA, Higginbotham AJ, Faulconbridge LF, Nguyen AM,     Heymsfield SB, et al. Intentional weight loss and changes in symptoms of     depression: a systematic review and meta-analysis. Int J Obes (Lond) 2011 Nov;     35 (11): 1363-76.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000127&pid=S2182-5173201300010000500018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>19.     Musselman DL, Nemeroff CB. Depression and endocrine disorders: focus on the     thyroid and adrenal system. Br J Psychiatry Suppl 1996 Jun; (30): 123-8.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000129&pid=S2182-5173201300010000500019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>20. Engum A,     Bj&#248;ro T, Mykletun A, Dahl AA. An association between depression, anxiety and     thyroid function - a&nbsp; clinical fact     or an artefact? Acta Psychiatr Scand 2002 Jul; 106 (1): 27-34.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000131&pid=S2182-5173201300010000500020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>21. Fraser     SA, Kroenke K, Callahan CM, Hui SL, Williams JW Jr, Un&#252;tzer J. Low yield of     thyroid-stimulating hormone testing in elderly patients with depression. Gen     Hosp Psychiatry 2004 Jul-Aug; 26 (4): 302-9.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000133&pid=S2182-5173201300010000500021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>22. Kim JM,     Stewart R, Kim SY, Bae KY, Yang SJ, Kim SW, et al. Thyroid stimulating hormone,     cognitive impairment and depression in an older korean population. Psychiatry     Investig 2010 Dec; 7 (4): 264-9.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000135&pid=S2182-5173201300010000500022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>23. Chueire     VB, Romaldini JH, Ward LS. Subclinical hypothyroidism increases the risk for     depression in the elderly. Arch Gerontol Geriatr 2007 Jan-Feb; 44 (1): 21-8.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000137&pid=S2182-5173201300010000500023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>24. Haggerty     JJ Jr, Stern RA, Mason GA, Beckwith J, Morey CE, Prange AJ Jr. Subclinical     hypothyroidism: a modifiable risk factor for depression? Am J Psychiatry 1993     Mar; 150 (3): 508-10.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000139&pid=S2182-5173201300010000500024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>25. Player     MS, Peterson LE. Anxiety disorders, hypertension, and cardiovascular risk: a     review. Int J Psychiatry Med 2011; 41 (4): 365-77.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000141&pid=S2182-5173201300010000500025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>26. Davies     SJ, Bjerkeset O, Nutt DJ, Lewis G. A U-shaped relationship between systolic blood     pressure and panic symptoms: the HUNT study. Psychol Med 2012 Sep; 42 (9):     1969-76.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000143&pid=S2182-5173201300010000500026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>27. Sait     G&#246;nen M, Kisakol G, Savas Cilli A, Dikbas O, Gungor K, Inal A, et al.     Assessment of anxiety in subclinical thyroid disorders. Endocr J 2004 Jun; 51     (3): 311-5.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000145&pid=S2182-5173201300010000500027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>28. Monzani     F, Del Guerra P, Caraccio N, Pruneti CA, Pucci E, Luisi M, et al. Subclinical     hypothyroidism: neurobehavioral features and beneficial effect of L-thyroxine     treatment. Clin Investig 1993 May; 71 (5): 367-71.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000147&pid=S2182-5173201300010000500028&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>29. Sulser     F. Serotonin-norepinephrine receptor interactions in the brain: implications     for the pharmacology and pathophysiology of affective disorders. J Clin     Psychiatry 1987 Mar; 48 Suppl: 12-8.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000149&pid=S2182-5173201300010000500029&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>30. Denicoff     KD, Joffe RT, Lakshmanan MC, Robbins J, Rubinow DR. Neuropsychiatric     manifestations of altered thyroid state. Am J Psychiatry 1990 Jan; 147 (1):     94-9.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000151&pid=S2182-5173201300010000500030&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>31. Rovner     BW, Casten RJ, Leiby BE. Variability in depressive symptoms predicts cognitive     decline in age-related macular degeneration. Am J Geriatr Psychiatry 2009 Jul;     17 (7): 574-81.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000153&pid=S2182-5173201300010000500031&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a href="#topc0">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a> | <a href="#topc0">Direcci&oacute;n para correspondencia</a> | <a href="#topc0">Correspondence</a><a name="c0"></a></p>        <p>Cl&#225;udia     Bulh&#245;es</p>       <p>USF Ponte</p>       <p>Rua Reitor     Joaquim Augusto Maciel Ribeiro Torres</p>     <p>4805-273&nbsp;Ponte,     Guimar&#227;es, Portugal</p>       <p><a href="mailto:cbulhoes@ecsaude.uminho.pt">cbulhoes@ecsaude.uminho.pt</a>    </p>       <p>&nbsp;</p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>AGRADECIMENTOS</b></p>       <p>Este     projecto foi premiado com a Bolsa de Investiga&#231;&#227;o Cl&#237;nica nas Unidades de Sa&#250;de     Familiar (BICUS 2010), do grupo Tecnifar.</p>       <p>Os autores     agradecem ao Dr. Nelson Pereira, coordenador da USF Ponte, pela sua pronta     concord&#226;ncia na realiza&#231;&#227;o deste projecto na referida institui&#231;&#227;o, bem como     pelos seus cont&#237;nuos interesse e est&#237;mulo.</p>       <p>Os autores     agradecem a todo o grupo de secret&#225;rias cl&#237;nicas, representadas pela sua     respons&#225;vel (D. F&#225;tima Azevedo), por todo o apoio prestado na recep&#231;&#227;o e     organiza&#231;&#227;o dos utentes, aquando da colheita dos dados.</p>     <p>Os autores     agradecem &#224; D. Renata Ribeiro e &#224; D. Fernanda Louren&#231;o, pelo tempo dedicado &#224;     convoca&#231;&#227;o dos doentes.</p>       <p>Os autores     agradecem a disponibilidade e apoio do Laborat&#243;rio de An&#225;lises Cl&#237;nicas Maria     de La Salete e Irm&#227;o, Lda, nomeadamente da Dra. Isabel Cunha e do Dr. Rocha e     Costa.</p>     <p>&nbsp;</p>       <p><b>Recebido em 18/06/2012</b></p>       <p><b>Aceite para publica&#231;&#227;o em 17/02/2013</b></p>      ]]></body><back>
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