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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Deprescribing no Idoso]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Deprescribing in the Elderly]]></article-title>
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<institution><![CDATA[,Unidade Local de Saúde de Matosinhos Unidade de Saúde Familiar Lagoa ]]></institution>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[In elderly patients, the risks associated with polypharmacy are due to drug interactions, adverse effects, and poor compliance with complex treatment plans, leading to worsening of underlying conditions. Deprescribing is the cessation of therapy supervised by a clinician. Drugs that should be considered for cessation are those responsible for side effects, those not clinically indicated, drugs used to treat side effects of another drug that has already been stopped, or drugs used for the treatment of a situation that has resolved. There are few studies of the best method of deprescribing. The decision to stop a drug arises from the balance between therapeutic goals and the risk/benefit ratio of treatment.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Polimedicação]]></kwd>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Prescrição inadequada]]></kwd>
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<kwd lng="en"><![CDATA[Inappropriate Prescribing]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><b>OPINI&#195;O E DEBATE</b></p>       <p><font size="4"><b>Deprescribing no Idoso</b></font></p>       <p><font size="3"><b>Deprescribing   in the Elderly</b></font></p>       <p><b>Ivone dos Santos Martins*</b></p>       <p>*Interna de     Medicina Geral e Familiar, Unidade de     Sa&#250;de Familiar Lagoa, Unidade Local de Sa&#250;de de Matosinhos</p>         <p><a href="#c0">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a> | <a href="#c0">Direcci&oacute;n para correspondencia</a> | <a href="#c0">Correspondence</a><a name="topc0"></a></p> <hr/>     <p>&nbsp;</p>        <p><b>RESUMO</b></p>       <p>No doente     idoso os riscos associados &#224; polimedica&#231;&#227;o devem-se sobretudo ao aumento de     intera&#231;&#245;es medicamentosas, ao aumento de efeitos laterais e &#224; m&#225; ades&#227;o     terap&#234;utica, dada a complexidade dos planos de prescri&#231;&#227;o, com agravamento     subsequente das patologias de base. O <i>deprescribing</i> pode ser entendido como a suspens&#227;o de um f&#225;rmaco, supervisionada por um     m&#233;dico. Devem ser ponderados para suspens&#227;o os f&#225;rmacos que s&#227;o respons&#225;veis     pelo aparecimento de efeitos laterais, sem qualquer indica&#231;&#227;o cl&#237;nica na sua     utiliza&#231;&#227;o, usados para combater efeitos laterais de outro f&#225;rmaco entretanto     j&#225; suspenso ou usados para o tratamento de uma situa&#231;&#227;o cl&#237;nica que entretanto     j&#225; se resolveu. Existem poucos estudos sobre o melhor m&#233;todo de <i>deprescribing.</i> Contudo, a decis&#227;o de     suspender determinado f&#225;rmaco resulta de uma pondera&#231;&#227;o entre os objetivos     terap&#234;uticos individualizados de cada doente e da raz&#227;o risco/benef&#237;cio     terap&#234;utico.</p>       <p><b>Palavras-chave:</b> Polimedica&#231;&#227;o; Idoso;     Prescri&#231;&#227;o inadequada.</p>     <hr/>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><b>ABSTRACT</b></p>       <p>In elderly     patients, the risks associated with polypharmacy are due to drug interactions,     adverse effects, and poor compliance with complex treatment plans, leading to     worsening of underlying conditions. Deprescribing is the cessation of therapy     supervised by a clinician. Drugs that should be considered for cessation are     those responsible for side effects, those not clinically indicated, drugs used     to treat side effects of another drug that has already been stopped, or drugs     used for the treatment of a situation that has resolved. There are few studies     of the best method of deprescribing. The decision to stop a drug arises from   the balance between therapeutic goals and the risk/benefit ratio of treatment.</p>       <p><b>Key words:</b> Polypharmacy; Aged;     Inappropriate Prescribing.</p>     <hr/>     <p>&nbsp;</p>       <p><b>Introdu&#231;&#227;o</b></p>       <p>O conceito     n&#227;o &#233; novo, mas &#233; inovador. O <i>deprescribing</i> pode ser entendido como a suspens&#227;o de um f&#225;rmaco, supervisionada por um     m&#233;dico.<sup>1</sup></p>       <p>Este     conceito torna-se especialmente importante quando nos deparamos com doentes     idosos polimedicados. As &#171;cascatas de prescri&#231;&#227;o&#187; s&#227;o o resultado de um     acumular de prescri&#231;&#245;es, por vezes sem qualquer benef&#237;cio cl&#237;nico, podendo at&#233;     resultar num maior preju&#237;zo para a sa&#250;de do doente. S&#227;o diversos os fatores que     podem contribuir para o somat&#243;rio de prescri&#231;&#245;es: a coexist&#234;ncia de m&#250;ltiplas     morbilidades no mesmo doente, a aquisi&#231;&#227;o de medicamentos n&#227;o sujeitos a     receita m&#233;dica, a diversidade de profissionais de sa&#250;de aos quais o mesmo     doente pode recorrer, entre outros. Os riscos associados &#224; polimedica&#231;&#227;o     devem-se sobretudo ao aumento de intera&#231;&#245;es medicamentosas, ao aumento de     efeitos laterais e &#224; m&#225; ades&#227;o terap&#234;utica, dada a complexidade dos planos de     prescri&#231;&#227;o, com agravamento subsequente das patologias de base.<sup>2,3,4</sup> Muitos dos f&#225;rmacos utilizados no idoso s&#227;o estudados em ensaios cl&#237;nicos     realizados em indiv&#237;duos jovens. Assim, no idoso existe ainda um risco     acrescido devido &#224; diminui&#231;&#227;o da &#225;gua e da massa muscular corporal, bem como     diminui&#231;&#227;o da fun&#231;&#227;o hep&#225;tica e da fun&#231;&#227;o renal.</p>       <p>A lista mais     conhecida de medicamentos inapropriados para prescri&#231;&#227;o no idoso baseia-se nos     crit&#233;rios de Beers. Os crit&#233;rios de Beers s&#227;o uma ferramenta &#250;til que indica ao     cl&#237;nico quais os f&#225;rmacos a evitar no idoso, quer pela sua falta de efic&#225;cia,     quer pelo elevado risco de efeitos adversos.<sup>5</sup></p>       <p>Mais     recentemente, os crit&#233;rios STOPP/START <i>(Screening     Tool of Older Person`s Prescriptions/Screening Tool to Alert doctors to Right     Treatment)</i> s&#227;o tamb&#233;m ferramentas &#250;teis para a correta prescri&#231;&#227;o no idoso.     Os crit&#233;rios STOPP identificam quais os f&#225;rmacos inapropriados para prescri&#231;&#227;o     no idoso; cada crit&#233;rio &#233; acompanhado de uma explica&#231;&#227;o concisa do motivo pelo     qual o f&#225;rmaco deve ser evitado na popula&#231;&#227;o idosa. Por outro lado, o START     refere quais os f&#225;rmacos que, de acordo com a patologia do doente idoso, t&#234;m     evid&#234;ncia cient&#237;fica para serem prescritos com seguran&#231;a.<sup>6</sup></p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Quando     ponderar o <i>deprescribing?</i></b></p>       <p>Recentemente     t&#234;m surgido alguns ensaios cl&#237;nicos que pretendem comprovar a efic&#225;cia e     seguran&#231;a de estrat&#233;gias de <i>deprescribing.</i> Garfinkel <i>et al</i> apresenta os     resultados da aplica&#231;&#227;o de um algoritmo de descontinua&#231;&#227;o terap&#234;utica numa     popula&#231;&#227;o de 70 doentes idosos com m&#233;dia de idades de 82 anos e uma m&#233;dia de     7,7 medicamentos por doente: 81% dos f&#225;rmacos foram suspensos sem aumento     significativo de efeitos adversos ao longo de 13 meses de <i>follow-up</i> e 88% dos doentes referiram melhoria no estado de sa&#250;de;     2% dos f&#225;rmacos foram reintroduzidos devido ao reaparecimento da indica&#231;&#227;o     cl&#237;nica original; nenhum caso de morte foi relacionado com a suspens&#227;o do     f&#225;rmaco.<sup>7</sup></p>       <p>A     descontinua&#231;&#227;o de determinados f&#225;rmacos deve ser ponderada em doentes     polimedicados. Muitos medicamentos s&#227;o prescritos &#224; popula&#231;&#227;o idosa com base em     estudos efetuados em popula&#231;&#245;es de adultos jovens. As benzodiazepinas s&#227;o, por     exemplo, um dos medicamentos que devem ser evitadas no doente idoso, por maior     risco de efeitos adversos e intera&#231;&#245;es medicamentosas, pois podem causar     seda&#231;&#227;o excessiva, aumentando o risco de quedas.<sup>8,9,10</sup></p>       <p>A     descontinua&#231;&#227;o de um f&#225;rmaco deve tamb&#233;m ser ponderada quando surgem efeitos     laterais induzidos por este. Nos doentes idosos polimedicados, o cl&#237;nico pode     ter dificuldade em reconhecer uma rea&#231;&#227;o adversa a determinado f&#225;rmaco, podendo     esta ser interpretada como uma evolu&#231;&#227;o natural do processo de envelhecimento     ou da patologia de base.<sup>1,11</sup></p>       <p>A inefic&#225;cia     de determinado f&#225;rmaco pode tamb&#233;m constituir uma indica&#231;&#227;o para descontinuar     essa terap&#234;utica, pois n&#227;o traz nenhum benef&#237;cio cl&#237;nico.<sup>1,11</sup></p>       <p>Em doentes     nos quais haja uma altera&#231;&#227;o dos objetivos terap&#234;uticos, muitos medicamentos     n&#227;o t&#234;m benef&#237;cio cl&#237;nico acrescido: por exemplo num idoso com uma doen&#231;a em     fase terminal, uma terap&#234;utica preventiva como o uso de bifosfonatos pode n&#227;o     ter indica&#231;&#227;o.<sup>1,11,12</sup></p>       <p>Em doentes     nos quais tenha havido introdu&#231;&#227;o de um medicamento para tratamento de um     problema de sa&#250;de entretanto resolvido deve-se ponderar a suspens&#227;o desse     f&#225;rmaco: por exemplo, um doente que j&#225; n&#227;o necessita de tomar     anti-inflamat&#243;rios n&#227;o ester&#243;ides, &#250;nico motivo pelo qual se introduziu um     protetor g&#225;strico, pode j&#225; n&#227;o ter indica&#231;&#227;o para tomar este &#250;ltimo.<sup>11,13</sup></p>       <p>As &#171;cascatas     de prescri&#231;&#227;o&#187; podem tamb&#233;m ser minimizadas evitando-se a introdu&#231;&#227;o de um     f&#225;rmaco para combater os efeitos laterais de outro f&#225;rmaco: por exemplo, num     doente com edema perif&#233;rico por toma de antagonista de canais de c&#225;lcio,     deve-se evitar introduzir um diur&#233;tico para combater este edema, devendo-se     antes ponderar a substitui&#231;&#227;o do antagonista dos canais de c&#225;lcio por outro     f&#225;rmaco sobrepon&#237;vel em termos terap&#234;uticos mas sem esse efeito adverso.<sup>13</sup></p>       <p><b>Consequ&#234;ncias     do <i>Deprescribing</i></b></p>       <p>Ap&#243;s a     suspens&#227;o de um f&#225;rmaco utilizado de forma cr&#243;nica, podem advir v&#225;rios     resultados. A aus&#234;ncia de altera&#231;&#245;es do estado cl&#237;nico ap&#243;s a suspens&#227;o do     f&#225;rmaco &#233; um dos resultados que pode ocorrer. Por outro lado, a resolu&#231;&#227;o de     efeitos adversos espec&#237;ficos confirma o efeito lateral adverso de determinado     f&#225;rmaco. Contudo, ap&#243;s a suspens&#227;o de um tratamento podem ocorrer sintomas de     priva&#231;&#227;o ou <i>rebound,</i> ou at&#233; mesmo o     reaparecimento dos sintomas da doen&#231;a original ou fator de risco. Nestes casos,     a reintrodu&#231;&#227;o da terap&#234;utica suspensa tem indica&#231;&#227;o cl&#237;nica evidente.<sup>1,10</sup> Tamb&#233;m se deve ter em conta que h&#225; diversos f&#225;rmacos que n&#227;o podem ser     interrompidos de forma abrupta: por exemplo, a suspens&#227;o abrupta de um     antidepressivo pode resultar no reaparecimento dos sintomas depressivos originais     ou num &#171;s&#237;ndrome de descontinua&#231;&#227;o do antidepressivo&#187;, tornando dif&#237;cil     perceber se o reaparecimento de sintomas foi resultado da suspens&#227;o abrupta do     f&#225;rmaco ou do reaparecimento da doen&#231;a de base. Nestes casos, o procedimento     mais seguro &#233; a redu&#231;&#227;o gradual da dose do f&#225;rmaco de acordo com as     caracter&#237;sticas espec&#237;ficas do f&#225;rmaco em quest&#227;o.<sup>13</sup></p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Num estudo     realizado em idosos admitidos em 6 departamentos de geriatria,<sup>14</sup> aplicou-se um algoritmo de descontinua&#231;&#227;o terap&#234;utica em 119 doentes; o grupo controlo     inclu&#237;a 71 doentes idosos sem diferen&#231;as significativas comparativamente com o     grupo sujeito &#224; descontinua&#231;&#227;o. Neste grupo foram suspensos 332 f&#225;rmacos (uma     m&#233;dia de 2,8 f&#225;rmacos por doente), n&#227;o se verificando efeitos adversos     significativos ao longo de 12 meses de <i>follow-up.</i> A mortalidade foi de 21% comparativamente com 45% no grupo controlo (p     &lt;0,001) e a taxa anual de referencia&#231;&#227;o a servi&#231;os de atendimento urgente     foi de 11,8% comparativamente com 30% no grupo controlo (p &lt;0,002).</p>       <p><b>Estrat&#233;gias     de <i>deprescribing</i></b></p>       <p>N&#227;o existe     um guia sobre como proceder ao <i>deprescribing.</i> Contudo, na literatura cient&#237;fica existem algumas linhas orientadoras que podem     ajudar neste processo (<a href="#f1">figura 1</a>).</p>       <p>&nbsp;</p>    <p align="center"><a name="f1"></a><img src="/img/revistas/rpmgf/v29n1/29n1a09f1.jpg"/></p>    
<p>&nbsp;</p>       <p>A) O primeiro     passo consiste em preparar o doente. A descontinua&#231;&#227;o de determinado f&#225;rmaco     implica um compromisso m&#233;dico-doente e uma rela&#231;&#227;o de confian&#231;a. O paciente     deve ser informado da import&#226;ncia da toma de certos medicamentos, bem como da     aus&#234;ncia de benef&#237;cio cl&#237;nico de outros, seus efeitos laterais e os riscos da     polimedica&#231;&#227;o. O sucesso do processo pode depender de uma boa comunica&#231;&#227;o     m&#233;dico-doente.<sup>1,11,13</sup></p>       <p>B) O segundo     passo consiste no reconhecimento da necessidade de <i>deprescribing:</i> &#233; necess&#225;rio reconhecer qual o medicamento a     suspender em primeiro lugar. Assim, torna-se fundamental rever toda a medica&#231;&#227;o     atual do doente: toda a medica&#231;&#227;o deve ser questionada ao doente, tendo em     conta que alguma pode ser omitida, nomeadamente aquela receitada por outros m&#233;dicos,     prescrita numa situa&#231;&#227;o aguda, produtos n&#227;o sujeitos a receita m&#233;dica e     suplementos nutricionais.<sup>1,11,13</sup></p>       <p>C) Uma vez     feita a lista completa da medica&#231;&#227;o cr&#243;nica, a indica&#231;&#227;o cl&#237;nica de cada     medicamento deve ser determinada. Isto por vezes pode implicar uma consulta a     m&#233;dicos de outras especialidades para determinar a adequa&#231;&#227;o de determinado     medicamento. Deve-se tamb&#233;m determinar a ades&#227;o &#224; terap&#234;utica. Indicadores de     m&#225; ades&#227;o incluem desconhecimento por parte do doente da correta posologia e     hor&#225;rio de tomas, excesso de medica&#231;&#227;o que resta desde a &#250;ltima receita,     medica&#231;&#227;o fora de prazo e resposta terap&#234;utica inadequada.<sup>1,11,13</sup></p>       <p>D) A     identifica&#231;&#227;o de rea&#231;&#245;es adversas &#233; fundamental e, por vezes, nada f&#225;cil. Isto     implica um bom conhecimento dos efeitos adversos de cada medicamento, bem como     poss&#237;veis intera&#231;&#245;es medicamentosas, e do risco individual de cada paciente.     Qualquer sintoma que tenha surgido ap&#243;s a introdu&#231;&#227;o recente de um medicamento     deve fazer suspeitar de um efeito adverso desse f&#225;rmaco.<sup>1,11,13</sup></p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p>E) Por fim     deve ser poss&#237;vel identificar o(s) medicamento(s) a suspender e estabelecer     prioridades na suspens&#227;o. Devem ser ponderados para suspens&#227;o os f&#225;rmacos: que     s&#227;o respons&#225;veis pelo aparecimento de efeitos laterais ou com elevado risco     para desencadearem efeitos adversos, n&#227;o usados correntemente, sem qualquer     indica&#231;&#227;o cl&#237;nica/benef&#237;cio cl&#237;nico na sua utiliza&#231;&#227;o, usados para combater     efeitos laterais de outro f&#225;rmaco entretanto j&#225; suspenso ou usados para o     tratamento de uma situa&#231;&#227;o cl&#237;nica que entretanto j&#225; se resolveu. Deve-se     sempre reduzir/suspender terap&#234;uticas sequencialmente, isto &#233;, um f&#225;rmaco de     cada vez, em vez de v&#225;rios simultaneamente. Assim, caso se verifiquem efeitos     de priva&#231;&#227;o ou agravamento da doen&#231;a de base, &#233; poss&#237;vel identificar qual o     f&#225;rmaco suspenso que poder&#225; ter de ser novamente introduzido. Tamb&#233;m a     velocidade da suspens&#227;o do f&#225;rmaco deve ser individualizada: poder&#225; haver     f&#225;rmacos que podem ser retirados abruptamente, j&#225; outros implicam um desmame     gradual ao longo de meses. Por vezes torna-se imposs&#237;vel suspender     terap&#234;uticas, pelo que o objectivo deve consistir em rever o esquema geral de     tratamento, de modo a simplificar o n&#250;mero de tomas de medicamentos ao longo do     dia, maximizando desta forma a ades&#227;o terap&#234;utica.<sup>1,11,13</sup></p>       <p>F) Os     pacientes devem ser regularmente vistos pelo seu m&#233;dico de modo a rever o     processo de <i>deprescribing</i> e a vigiar     ao longo de todo o processo o surgimento de efeitos de priva&#231;&#227;o do f&#225;rmaco     suspenso e/ou o agravamento das patologias de base. N&#227;o &#233; f&#225;cil interromper     tratamentos de longa data, principalmente quando o doente os considera     necess&#225;rios. Para o doente continuar no processo de descontinua&#231;&#227;o terap&#234;utica     &#233; importante explicar os motivos desta suspens&#227;o, e que ele sinta os benef&#237;cios     deste processo, como sentir-se melhor, gastar menos dinheiro e melhorar a sua     ades&#227;o terap&#234;utica pela simplifica&#231;&#227;o do esquema terap&#234;utico. O refor&#231;o     positivo e o incentivo s&#227;o muito importantes.<sup>1,11,13</sup></p>       <p><b>Conclus&#227;o</b></p>       <p>Mais     importante que interromper terap&#234;uticas &#233; a revis&#227;o de todo o plano terap&#234;utico     do doente, de modo a simplificar o seu esquema de tratamento, aumentar a sua     ades&#227;o e desta forma maximizar o benef&#237;cio cl&#237;nico dos tratamentos institu&#237;dos.     Os cl&#237;nicos s&#227;o muitas vezes relutantes em interromper terap&#234;uticas, especialmente     se n&#227;o foram eles que as iniciaram. &#201; consensual que alguns f&#225;rmacos sujeitam     os doentes idosos a riscos e efeitos adversos graves com benef&#237;cio cl&#237;nico     muito limitado. Existem poucos estudos sobre o melhor m&#233;todo de <i>deprescribing</i> e muito poucos ensaios     cl&#237;nicos que suportem uma metodologia concreta neste processo. Contudo, a     decis&#227;o de suspender determinado f&#225;rmaco resulta de uma pondera&#231;&#227;o entre os     objetivos terap&#234;uticos individualizados de cada doente e da raz&#227;o     risco/benef&#237;cio terap&#234;utico.</p>     <p>&nbsp;</p>       <p><b>REFER&#202;NCIAS     BIBLIOGR&#193;FICAS</b></p>       <!-- ref --><p>1. Le     Couteur D, Banks E, Gnjidic D, McLachlan A. Deprescribing. Aust Prescr 2011, 34     (6): 182-5.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000049&pid=S2182-5173201300010000900001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>2. Hilmer     SN, Gnjidic D. The effects of polypharmacy in older adults. Clin Pharmacol Ther     2009 Jan; 85 (1): 86-8.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000051&pid=S2182-5173201300010000900002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>3. Chan M,     Nicklason F, Vial JH. Adverse drug events as a cause of hospital admission in     the elderly. Intern Med J 2001 May-Jun; 31 (4): 199-205.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000053&pid=S2182-5173201300010000900003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>4. Hamilton     HJ, Gallagher PF, O'Mahony D. Inappropriate prescribing and adverse drug events     in older people. BMC Geriatr 2009 Jan 28; 9: 5.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000055&pid=S2182-5173201300010000900004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>5. American     Geriatrics Society 2012 Updated Beers Criteria for Potentially Inappropriate     Medication Use in Older Adults. Dispon&#237;vel em:     <a href="http://www.americangeriatrics.org/health_care_professionals/clinical_practice/clinical_guidelines_recommendations/2012" target="_blank">http://www.americangeriatrics.org/health_care_professionals/clinical_practice/clinical_guidelines_recommendations/2012</a>     (acedido em 29/10/2012).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000057&pid=S2182-5173201300010000900005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>6. Gallagher     P, Ryan C, Byrne S, Kennedy J, O&#8217;Mahony D. STOPP (Screening Tool of Older     Person&#8217;s Prescriptions) and START (Screening Tool to Alert doctors to Right     Treatment): Consensus Validation. Int J Clin Pharmacol Ther 2008 Feb; 46 (2):     72-83.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000059&pid=S2182-5173201300010000900006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <p>7. Gar&#64257;nkel     D, Mangin D. Feasibility study of a systematic approach for discontinuation of     multiple medications in older adults: addressing polypharmacy. Arch Intern Med     2010 Oct 11; 170 (18): 1648-54.</p>       <!-- ref --><p>8. Hardy J,     Hilmer S. Deprescribing in the last year of life. J Pharm Pract Res 2011 Jun;     41 (2): 146-51.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000062&pid=S2182-5173201300010000900008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>9. Boyle N,     Naganathan V, Cumming RG. Medication and falls: risk and optimization. Clin     Geriatr Med 2010 Nov; 26 (4): 583-605.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000064&pid=S2182-5173201300010000900009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>10. Campbell     AJ, Robertson MC, Gardner MM, Norton RN, Buchner DM. Psychotropic medication     withdrawal and a home-based exercise program to prevent falls: a randomized,     controlled trial. J Am Geriatric Soc 1999 Jul; 47 (7): 850-3.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000066&pid=S2182-5173201300010000900010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>11. Woodward     M. Deprescribing: Achieving better health outcomes for older people through     reducing medications. J Pharm Pract Res 2003 Dec; 33 (4): 323-8.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000068&pid=S2182-5173201300010000900011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>12. Holmes     HM. Rational prescribing for patients with reduced life expectancy. Clin     Pharmacol Ther 2009 Jan; 85 (1): 103-7.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000070&pid=S2182-5173201300010000900012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>13. A     practical guide to Stopping Medicines in Older People. Best Pract J 2010; 27: 10-23.     Dispon&#237;vel em: <a href="http://www.bpac.org.nz/magazine/2010/april/stopGuide.asp" target="_blank">http://www.bpac.org.nz/magazine/2010/april/stopGuide.asp</a>     (acedido em 29/10/2012).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000072&pid=S2182-5173201300010000900013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>14.     Garfinkel D, Zur-Gil S, Ben-Israel J. The war against polypharmacy: a new     cost-effective Geriatric-Palliative Approach for improving drug therapy in disabled     elderly people. Isr Med Assoc J 2007 Jun; 9 (6): 430-4.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000074&pid=S2182-5173201300010000900014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <p>&nbsp;</p>     <p><a href="#topc0">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a> | <a href="#topc0">Direcci&oacute;n para correspondencia</a> | <a href="#topc0">Correspondence</a><a name="c0"></a></p>      <p>Ivone dos     Santos Martins</p>       <p>Rua da     Lagoa, 4460 Senhora da Hora, Matosinhos</p>       <p><a href="mailto:isantosmts@gmail.com">isantosmts@gmail.com</a></p>     </p>       <p><b>Conflito   de interesses</b></p>       <p>A autora     declara n&#227;o existirem conflitos de interesses relacionados com o conte&#250;do do     artigo.</p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><b>Recebido em 31/10/2012</b></p>       <p><b>Aceite para publica&#231;&#227;o em 19/01/2013</b></p>     <p>&nbsp;</p>       <p><i>Artigo escrito ao abrigo do novo acordo     ortogr&#225;fico.</i></p>      ]]></body><back>
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<collab>American Geriatrics Society</collab>
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