<?xml version="1.0" encoding="ISO-8859-1"?><article xmlns:mml="http://www.w3.org/1998/Math/MathML" xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xmlns:xsi="http://www.w3.org/2001/XMLSchema-instance">
<front>
<journal-meta>
<journal-id>2182-5173</journal-id>
<journal-title><![CDATA[Revista Portuguesa de Medicina Geral e Familiar]]></journal-title>
<abbrev-journal-title><![CDATA[Rev Port Med Geral Fam]]></abbrev-journal-title>
<issn>2182-5173</issn>
<publisher>
<publisher-name><![CDATA[Associação Portuguesa de Medicina Geral e Familiar]]></publisher-name>
</publisher>
</journal-meta>
<article-meta>
<article-id>S2182-51732013000200009</article-id>
<title-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Exercício físico no tratamento da hipertensão: a propósito de um caso]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Exercise in the management of hypertension: a case report]]></article-title>
</title-group>
<contrib-group>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Cruz-Ferreira]]></surname>
<given-names><![CDATA[António]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A01"/>
</contrib>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Loureiro]]></surname>
<given-names><![CDATA[Estela]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A01"/>
</contrib>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Pimentel]]></surname>
<given-names><![CDATA[Iva]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A01"/>
</contrib>
</contrib-group>
<aff id="A01">
<institution><![CDATA[,UCSP da Mealhada  ]]></institution>
<addr-line><![CDATA[Mealhada ]]></addr-line>
</aff>
<pub-date pub-type="pub">
<day>00</day>
<month>03</month>
<year>2013</year>
</pub-date>
<pub-date pub-type="epub">
<day>00</day>
<month>03</month>
<year>2013</year>
</pub-date>
<volume>29</volume>
<numero>2</numero>
<fpage>126</fpage>
<lpage>130</lpage>
<copyright-statement/>
<copyright-year/>
<self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S2182-51732013000200009&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_abstract&amp;pid=S2182-51732013000200009&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_pdf&amp;pid=S2182-51732013000200009&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><abstract abstract-type="short" xml:lang="pt"><p><![CDATA[O sedentarismo representa um importante problema na sociedade e é sabido que se associa a um risco acrescido de hipertensão arterial (HTA) e outras comorbilidades cardiovasculares. Na abordagem da maioria das doenças associadas a factores de risco ambientais, a prescrição do exercício físico regular constitui um recurso fundamental que deve ser prescrito pelos médicos de família, como primeira linha terapêutica. Apresenta-se o caso clínico de uma mulher de 60 anos, sedentária, que recorreu à médica de família por elevação nos valores da tensão arterial (TA) medidos no domicílio. Foi-lhe prescrito um programa individual que visava a alteração do estilo de vida e a prática regular de exercício físico aeróbio de forma estruturada. Após 6 meses de tratamento, a doente apresentou-se com valores tensionais normalizados não tendo sido necessário, até ao momento, a introdução de qualquer medicação anti-hipertensora. Através do relato deste caso de sucesso, procura-se incentivar/encorajar os médicos de família à prescrição da prática regular de exercício físico aeróbio no tratamento dos seus doentes hipertensos.]]></p></abstract>
<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Physical inactivity is a problem in modern society and its association with hypertension and other cardiovascular diseases is well known. In treating diseases associated with environmental risk factors, the prescription of regular exercise is a tool that can be used by family physicians. We report the case of a 60-year-old sedentary woman who came to her family doctor after measuring elevated blood pressure at home. An individual treatment program was prescribed, consisting of lifestyle changes and promotion of regular aerobic exercise. After 6 months of treatment, the patient had normal blood pressure values and no anti-hypertensive drugs were required. We want to encourage family physicians to prescribe regular aerobic exercise as a first line or adjuvant treatment in hypertensive patients.]]></p></abstract>
<kwd-group>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Exercício Físico]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Hipertensão Arterial]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Sedentarismo]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[Exercise]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[Hypertension]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[Sedentarism]]></kwd>
</kwd-group>
</article-meta>
</front><body><![CDATA[ <p align="right"><b>ARTIGOS BREVES</b></p>       <p><font size="4"><b>Exerc&#237;cio f&#237;sico no tratamento da     hipertens&#227;o: a prop&#243;sito de um caso</b></font></p>       <p><font size="3"><b>Exercise   in the management of hypertension: a case report</b></font></p>       <p><b>Ant&#243;nio Cruz-Ferreira,* Estela Loureiro,**     Iva Pimentel***</b></p>       <p>*Interno de     Medicina Geral e Familiar, UCSP da Mealhada</p>       <p>**Interna de     Medicina Geral e Familiar, UCSP da Mealhada</p>       <p>***Assistente     de Medicina Geral e Familiar, UCSP da Mealhada</p>         <p><a href="#c0">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a> | <a href="#c0">Direcci&oacute;n para correspondencia</a> | <a href="#c0">Correspondence</a><a name="topc0"></a></p> <hr/>     <p>&nbsp;</p>        <p><b>RESUMO</b></p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p>O     sedentarismo representa um importante problema na sociedade e &#233; sabido que se     associa a um risco acrescido de hipertens&#227;o arterial (HTA) e outras     comorbilidades cardiovasculares. Na abordagem da maioria das doen&#231;as associadas     a factores de risco ambientais, a prescri&#231;&#227;o do exerc&#237;cio f&#237;sico regular     constitui um recurso fundamental que deve ser prescrito pelos m&#233;dicos de     fam&#237;lia, como primeira linha terap&#234;utica.</p>       <p>Apresenta-se     o caso cl&#237;nico de uma mulher de 60 anos, sedent&#225;ria, que recorreu &#224; m&#233;dica de     fam&#237;lia por eleva&#231;&#227;o nos valores da tens&#227;o arterial (TA) medidos no domic&#237;lio.     Foi-lhe prescrito um programa individual que visava a altera&#231;&#227;o do estilo de     vida e a pr&#225;tica regular de exerc&#237;cio f&#237;sico aer&#243;bio de forma estruturada. Ap&#243;s     6 meses de tratamento, a doente apresentou-se com valores tensionais     normalizados n&#227;o tendo sido necess&#225;rio, at&#233; ao momento, a introdu&#231;&#227;o de     qualquer medica&#231;&#227;o anti-hipertensora.</p>       <p>Atrav&#233;s do     relato deste caso de sucesso, procura-se incentivar/encorajar os m&#233;dicos de     fam&#237;lia &#224; prescri&#231;&#227;o da pr&#225;tica regular de exerc&#237;cio f&#237;sico aer&#243;bio no     tratamento dos seus doentes hipertensos.</p>       <p><b>Palavras-chave:</b> Exerc&#237;cio F&#237;sico;     Hipertens&#227;o Arterial; Sedentarismo.</p>     <hr/>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>ABSTRACT</b></p>     <p>Physical     inactivity is a problem in modern society and its association with hypertension     and other cardiovascular diseases is well known. In treating diseases     associated with environmental risk factors, the prescription of regular     exercise is a tool that can be used by family physicians.</p>       <p>We report     the case of a 60-year-old sedentary woman who came to her family doctor after     measuring elevated blood pressure at home. An individual treatment program was     prescribed, consisting of lifestyle changes and promotion of regular aerobic     exercise. After 6 months of treatment, the patient had normal blood pressure     values and no anti-hypertensive drugs were required.</p>       <p>We want to     encourage family physicians to prescribe regular aerobic exercise as a first     line or adjuvant treatment in hypertensive patients.</p>       <p><b>Keywords:</b> Exercise; Hypertension;     Sedentarism.</p>     <hr/>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>       <p><b>INTRODU&#199;&#195;O</b></p>       <p>A HTA &#233; um     problema de sa&#250;de p&#250;blica dos pa&#237;ses industrializados atingindo, actualmente,     mais de 25% da popula&#231;&#227;o.<sup>1-4</sup> Quando n&#227;o tratada, a HTA pode causar     les&#245;es em m&#250;ltiplos &#243;rg&#227;os, associando-se a um aumento da mortalidade e da     morbilidade.<sup>1-3</sup></p>       <p>Sabe-se,     tamb&#233;m, que o sedentarismo &#233; um grave problema das sociedades modernas e que     est&#225; relacionado com um aumento de risco de HTA, obesidade, diabetes mellitus e     suas comorbilidades.<sup>1-5</sup> Na verdade, estima-se que menos de 50% dos     cidad&#227;os, na Uni&#227;o Europeia, est&#227;o envolvidos em actividades f&#237;sicas aer&#243;bias     regulares, de lazer ou profissionais.<sup>6</sup></p>       <p>A pr&#225;tica     regular de exerc&#237;cio f&#237;sico de intensidade moderada est&#225; associada a uma     redu&#231;&#227;o da tens&#227;o arterial sist&#243;lica e diast&#243;lica muito semelhante &#224; da     monoterapia anti-hipertensora farmacol&#243;gica (10 mmHg e 5 mmHg,     respectivamente),<sup>1,7-11</sup> bem como a redu&#231;&#227;o de peso, per&#237;metro     abdominal e a resist&#234;ncia &#224; insulina.<sup>7-10,12</sup></p>       <p>Por outro     lado, sabemos que a institui&#231;&#227;o de programas de altera&#231;&#227;o dos estilos de vida     que incluam a restri&#231;&#227;o do consumo de sal (para menos de seis gramas por dia),     a adop&#231;&#227;o de uma dieta variada, nutricionalmente equilibrada, rica em legumes,     leguminosas, verduras e frutas e pobre em gorduras, bem como a pr&#225;tica regular     e continuada de exerc&#237;cio f&#237;sico e a modera&#231;&#227;o do consumo de &#225;lcool s&#227;o, para a     Sociedade Europeia de Cardiologia (SEC), recomenda&#231;&#245;es de classe I e n&#237;vel de     evid&#234;ncia B, de acordo com as &#171;Guidelines Europeias para a Preven&#231;&#227;o de Doen&#231;as     Cardiovasculares na Pr&#225;tica Cl&#237;nica 2012&#187;.<sup>7</sup> Esta mesma sociedade     europeia preconiza a necessidade de iniciar tratamento farmacol&#243;gico apenas     para os casos de HTA de grau II e III, ou a partir de grau I quando associado a     risco cardiovascular elevado ou muito elevado (<a href="#q1">Quadro I</a> e <a href="#q2">II</a>).<sup>7,11</sup> Nos casos de HTA de grau I com baixo risco cardiovascular pode-se optar por     protelar a introdu&#231;&#227;o de terap&#234;utica farmacol&#243;gica por alguns meses, e no grau     II com baixo ou moderado risco cardiovascular por algumas semanas, desde que se     instituam altera&#231;&#245;es do estilo de vida e a vigil&#226;ncia dos valores tensionais.<sup>7,8</sup></p>     <p>&nbsp;</p>    <p align="center"><a name="q1"></a><img src="/img/revistas/rpmgf/v29n2/29n2a09q1.jpg"/></p>    
<p>&nbsp;</p>    <p align="center"><a name="q2"></a><img src="/img/revistas/rpmgf/v29n2/29n2a09q2.jpg"/></p>    
]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>       <p>As grandes     sociedades internacionais de cardiologia acreditam que a implementa&#231;&#227;o e     sucesso dos programas de preven&#231;&#227;o de doen&#231;as cardiovasculares na Europa, bem     como a ades&#227;o aos planos terap&#234;uticos propostos dependem, fundamentalmente, dos     m&#233;dicos de fam&#237;lia.<sup>7,8,13</sup> Na maioria dos pa&#237;ses, como em Portugal,     90% das consultas s&#227;o feitas no &#226;mbito dos Cuidados de Sa&#250;de Prim&#225;rio (CSP),     incluindo cuidados preventivos, rastreio e gest&#227;o de doen&#231;as cr&#243;nicas e     acompanhamento geral.<sup>7</sup> No caso da preven&#231;&#227;o de Doen&#231;as     Cardiovasculares (DCV), os m&#233;dicos de fam&#237;lia t&#234;m um papel &#250;nico na     identifica&#231;&#227;o de indiv&#237;duos em risco, diagn&#243;stico e interven&#231;&#227;o precoce.<sup>7</sup> Por outro lado, as pr&#243;prias caracter&#237;sticas dos CSP (maior proximidade f&#237;sica e     mais f&#225;cil estabelecimento de uma rela&#231;&#227;o m&#233;dico-doente duradora e de     confian&#231;a), aliadas a     estrat&#233;gias de promo&#231;&#227;o da ades&#227;o &#224; terap&#234;utica, como motiva&#231;&#227;o, responsabiliza&#231;&#227;o,     manuten&#231;&#227;o em consultas de seguimento ou contactos informais, poder&#227;o resultar     num melhor cumprimento terap&#234;utico e no sucesso das interven&#231;&#245;es, ultrapassando     as cr&#243;nicas barreiras &#224; modifica&#231;&#227;o de estilos de vida.<sup>8,13</sup></p>       <p>Segue-se a     descri&#231;&#227;o do caso cl&#237;nico de uma mulher com marcados h&#225;bitos sedent&#225;rios e     valores de TA elevados a quem foi proposto um programa de altera&#231;&#227;o de estilos     de vida, no qual estava inclu&#237;da a pr&#225;tica regular de exerc&#237;cio f&#237;sico. Dada a     import&#226;ncia de promover a pr&#225;tica regular de exerc&#237;cio f&#237;sico, no &#226;mbito de     programas mais alargados de modifica&#231;&#227;o de estilos de vida, bem como a     relev&#226;ncia que a HTA e as DCV t&#234;m na sociedade portuguesa, pareceu-nos     pertinente descrever este caso, alertando para a import&#226;ncia de prescrever, de     forma sistematizada, o exerc&#237;cio f&#237;sico como arma terap&#234;utica no doente     hipertenso.</p>       <p><b>DESCRI&#199;&#195;O DO CASO</b></p>       <p>Relatamos o     caso de uma mulher de 60 anos, casada, com dois filhos adultos, licenciada em     Enfermagem e recentemente reformada, que recorreu &#224; consulta de sa&#250;de de     adultos da sua m&#233;dica de fam&#237;lia, em Dezembro de 2011. Pertence a uma fam&#237;lia     nuclear, de classe m&#233;dia-alta, na fase VI do ciclo de vida de Duvall e com um     APGAR familiar de 10.</p>       <p>Primeira     consulta (Dezembro 2011): veio por apresentar, em medi&#231;&#245;es no domic&#237;lio,     tens&#245;es arteriais sist&#243;licas (TAS) superiores a 150 mmHg e diast&#243;licas (TAD) a     90 mmHg. A iniciativa de monitorizar a sua TA deveu-se a um achado ocasional, 2     meses antes, quando em casa mediu a sua TA ap&#243;s ter avaliado a do seu pai,     tendo registado um valor de 155 mmHg de TAS e 90 mmHg de TAD. Assintom&#225;tica,     tinha antecedentes pessoais de sedentarismo e excesso de peso. Em rela&#231;&#227;o aos     seus antecedentes familiares, h&#225; a referir a HTA da m&#227;e e a diabetes mellitus     tipo 2 de uma irm&#227;. A doente referiu, do ponto de vista alimentar, que fazia     uma dieta equilibrada, sem consumo excessivo de fritos ou hidratos de carbono     de absor&#231;&#227;o r&#225;pida, negava consumir sal de forma exagerada (apesar de n&#227;o     conseguir objectivar a quantidade exacta), &#225;lcool ou tabaco. Quanto aos h&#225;bitos     de exerc&#237;cio f&#237;sico, negava qualquer pr&#225;tica regular de actividade f&#237;sica     estruturada e planeada nos &#250;ltimos 10 anos.</p>       <p>Ao exame     objectivo, para al&#233;m de uma TA elevada, regist&#225;mos uma estatura de 1,60 m, 75     kg de peso e um &#237;ndice de massa corporal (IMC) de 29,3 kg/m2, bem como um     per&#237;metro abdominal de 81 cm. A tens&#227;o arterial foi medida em ambos os bra&#231;os e     no membro inferior direito, recorrendo a um esfigmoman&#243;metro manual e a um     electr&#243;nico. As medi&#231;&#245;es efectuadas revelaram uma TAS m&#233;dia de 150 mmHg e TAD     m&#233;dia de 95 mmHg. Repetiu-se a medi&#231;&#227;o da TA, passados 15 minutos, tendo-se     confirmado os valores anteriores, agora com 150 mmHg de TAS e 90 mmHg de TAD.</p>       <p>A doente     era, igualmente, portadora de controlo anal&#237;tico recente (Outubro de 2011) sem     altera&#231;&#245;es relevantes. Com os dados obtidos p&#244;de-se calcular o risco     cardiovascular a 10 anos da doente, com recurso ao modelo de avalia&#231;&#227;o de risco     SCORE (1,6% de risco global, 0,7% de doen&#231;a coron&#225;ria e 0,9% de doen&#231;a n&#227;o     coron&#225;ria).<sup>14</sup> Conclu&#237;mos, assim, estar na presen&#231;a de uma doente     sedent&#225;ria, com excesso de peso, obesidade abdominal, HTA de grau I, um risco     cardiovascular moderado (entre 1 e 5%) e uma fun&#231;&#227;o renal adequada para a     idade.</p>       <p>Em fun&#231;&#227;o     dos dados obtidos, seguindo as orienta&#231;&#245;es da Direc&#231;&#227;o-Geral de Sa&#250;de (DGS) e     indo de encontro &#224;s da SEC,<sup>3,7</sup> foi explorada a possibilidade de se     optar por um conjunto de altera&#231;&#245;es no estilo de vida e a reavalia&#231;&#227;o da TA     dentro de 2 meses. Em fun&#231;&#227;o da aparente ades&#227;o &#224; ideia e da manifesta&#231;&#227;o de     que esta op&#231;&#227;o era prefer&#237;vel a ter de tomar medica&#231;&#227;o, foram refor&#231;adas as     recomenda&#231;&#245;es de restri&#231;&#227;o do consumo de sal (para menos de seis gramas por     dia), a adop&#231;&#227;o de uma dieta variada, nutricionalmente equilibrada, rica em     legumes, leguminosas, verduras e frutas e pobre em gorduras, bem como a pr&#225;tica     regular e continuada de exerc&#237;cio f&#237;sico.<sup>3,7,8</sup> Em rela&#231;&#227;o &#224;     prescri&#231;&#227;o do exerc&#237;cio f&#237;sico, seguindo as orienta&#231;&#245;es recentes do <i>American College of Sports Medicine</i> (ACSM) recomendou-se a realiza&#231;&#227;o de pelo menos cinco per&#237;odos semanais de 30 a     60 minutos de exerc&#237;cio f&#237;sico aer&#243;bio de intensidade moderada (caminhada na     passadeira, por op&#231;&#227;o da doente). A intensidade do exerc&#237;cio foi calculada em     fun&#231;&#227;o de uma percentagem da sua frequ&#234;ncia card&#237;aca m&#225;xima (FCm&#225;x), calculada     pela f&#243;rmula: [220-idade*0.7].<sup>15</sup> Neste caso, prescreveu-se a     realiza&#231;&#227;o de exerc&#237;cio f&#237;sico a 70% da sua FCm&#225;x, que corresponde a 116     pulsa&#231;&#245;es por minuto. Por forma a garantir uma maior ades&#227;o &#224; terap&#234;utica     proposta, a equipa m&#233;dica elaborou um esquema/resumo de tudo o que tinha sido     proposto e entregou-o &#224; doente deixando, posteriormente, espa&#231;o para a     coloca&#231;&#227;o de d&#250;vidas que foram prontamente esclarecidas. Foi, igualmente,     marcada nova consulta para Mar&#231;o de 2012, tendo sido negociado com a doente o     cumprimento de algumas metas: redu&#231;&#227;o do peso em pelo menos 1 kg, realiza&#231;&#227;o de     pelo menos tr&#234;s per&#237;odos semanais de exerc&#237;cio f&#237;sico nos moldes propostos e a     manuten&#231;&#227;o dos registos semanais da TA. Para complementar a avalia&#231;&#227;o inicial     desta doente, seguindo as orienta&#231;&#245;es da DGS, foi pedido um electrocardiograma     (ECG) e o doseamento da microalbumin&#250;ria.</p>       <p>Segunda     consulta (Mar&#231;o de 2012): a doente regressou &#224; nossa consulta para reavalia&#231;&#227;o     da sua TA e das metas de redu&#231;&#227;o de peso e altera&#231;&#227;o de estilos de vida     institu&#237;dos. Quanto &#224;s recomenda&#231;&#245;es diet&#233;ticas, tendo em conta que as mesmas     foram, de acordo com a doente, ao encontro da sua alimenta&#231;&#227;o normal, n&#227;o foram     registadas altera&#231;&#245;es. A doente referiu manter uma alimenta&#231;&#227;o variada,     equilibrada e com baixo consumo de sal, tal como j&#225; referia antes da     institui&#231;&#227;o do programa terap&#234;utico. Afirmou, todavia, que tinha conseguido     cumprir um m&#237;nimo de tr&#234;s per&#237;odos semanais de exerc&#237;cio f&#237;sico, de acordo com     o estabelecido na consulta anterior. Referia, tamb&#233;m, que tinha come&#231;ado a     frequentar um gin&#225;sio da sua &#225;rea de resid&#234;ncia, onde estabeleceu uma rela&#231;&#227;o     de proximidade com os monitores e alguns utentes que tamb&#233;m se encontravam     reformados e a praticar exerc&#237;cio f&#237;sico como parte de um programa terap&#234;utico     individual dirigido aos seus problemas de sa&#250;de. Informou-nos, igualmente, da     redu&#231;&#227;o m&#233;dia nos valores de TA medidos na domic&#237;lio, que agora eram de 135     mmHg de TAS e a 85 mmHg de TAD. Ao exame objectivo, para al&#233;m da diminui&#231;&#227;o de     1,5 kg de peso corporal (agora 73,5 kg, que se traduzia num IMC de 28,7 kg/m<sup>2</sup>)     e do per&#237;metro abdominal (agora 79,5 cm), verificou-se a redu&#231;&#227;o dos valores da     TAS m&#233;dia no consult&#243;rio para 135 mmHg e 85 mmHg de TAD. O ECG e a     microalbumin&#250;ria pedidas n&#227;o apresentavam altera&#231;&#245;es. A doente foi inquirida     sobre eventuais dificuldades no cumprimento do programa terap&#234;utico institu&#237;do,     tendo referido que apenas no plano das altera&#231;&#245;es dos h&#225;bitos alimentares n&#227;o     tinha feito qualquer modifica&#231;&#227;o. Todavia, tendo em conta a positiva evolu&#231;&#227;o     do peso corporal, optou-se por n&#227;o impor qualquer modifica&#231;&#227;o alimentar,     destacando o entusiasmo pelos resultados obtidos, a necessidade de manuten&#231;&#227;o     do programa terap&#234;utico e as suas vantagens para a sa&#250;de da doente, tendo sido     marcada nova consulta para Maio de 2012.</p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Terceira     consulta (Maio de 2012): houve novo contacto para reavalia&#231;&#227;o do programa     terap&#234;utico e das metas alcan&#231;adas. Desta vez, apesar de n&#227;o terem sido     negociados objectivos terap&#234;uticos, a doente referiu manter o mesmo plano de     exerc&#237;cio f&#237;sico e, ao exame objectivo, apresentava valores m&#233;dios de TAS de     138 mmHg e de TAD de 84 mmHg, consonantes com os obtidos na segunda consulta.     Em rela&#231;&#227;o ao peso corporal e ao per&#237;metro abdominal n&#227;o foram detectadas     altera&#231;&#245;es significativas (73 kg de peso e 79 cm de per&#237;metro abdominal). Foram,     novamente, exploradas eventuais dificuldades de ades&#227;o &#224; terap&#234;utica ou     barreiras/obst&#225;culos &#224; mesma. A doente negou qualquer dificuldade, admitindo,     inclusivamente, que tinha ganho novos h&#225;bitos, tendo passado a frequentar,     todas as manh&#227;s, o seu gin&#225;sio. Esta rotina permitia-lhe, para al&#233;m de cumprir     o esquema terap&#234;utico proposto, socializar com outras pessoas, algumas tamb&#233;m a     cumprir esquemas terap&#234;uticos de exerc&#237;cio f&#237;sico e, desta forma, pela &#171;coes&#227;o     intergrupal&#187; e partilha de objetivos, auto-motivarem-se para alcan&#231;ar as metas     estabelecidas. Neste momento, a doente continua a realizar o programa     terap&#234;utico institu&#237;do e a frequentar as consultas nos CSP com periodicidade     semestral.</p>       <p><b>COMENT&#193;RIO</b></p>       <p>Como j&#225; foi     referido, a HTA &#233; um problema dos pa&#237;ses desenvolvidos, contribuindo para um     aumento da morbilidade e mortalidade nessas popula&#231;&#245;es.<sup>1-4</sup> Sem     qualquer margem de d&#250;vida, o sedentarismo, fruto do ritmo de vida das     popula&#231;&#245;es, &#233; um problema das sociedade modernas. Este associa-se a um conjunto     de problemas de sa&#250;de e dever&#225; ser activamente combatido pelos profissionais da     &#225;rea, come&#231;ando pelos m&#233;dicos de fam&#237;lia.<sup>1-4</sup> Como j&#225; referido, cabe     ao m&#233;dico de fam&#237;lia um papel &#250;nico na identifica&#231;&#227;o de indiv&#237;duos em risco,     diagn&#243;stico e interven&#231;&#227;o precoce.<sup>7</sup> A pr&#243;pria SEC reconhece que a     maior proximidade f&#237;sica e a rela&#231;&#227;o m&#233;dico-doente &#250;nica dos CSP poder&#227;o     resultar num melhor cumprimento terap&#234;utico e sucesso das interven&#231;&#245;es. Para     tal, torna-se necess&#225;rio implementar um conjunto de estrat&#233;gias de promo&#231;&#227;o da     ades&#227;o &#224; terap&#234;utica, como a motiva&#231;&#227;o, responsabiliza&#231;&#227;o, manuten&#231;&#227;o em     consultas de seguimento ou contactos informais, ultrapassando conhecidas     barreiras &#224; modifica&#231;&#227;o de estilos de vida.<sup>8,13</sup></p>       <p>As recentes     normas da DGS e da SEC para o tratamento da HTA apontam a modifica&#231;&#227;o do estilo     de vida como primeira linha no tratamento da HTA, sendo uma das mudan&#231;as     propostas o in&#237;cio da pr&#225;tica regular de exerc&#237;cio f&#237;sico (30 a 60 minutos por     dia, quatro a sete dias por semana).<sup>3</sup> Os efeitos na diminui&#231;&#227;o da     resist&#234;ncia vascular perif&#233;rica e no aumento na sensibilidade barorreflexa,     relacionados com uma diminui&#231;&#227;o na actividade do sistema nervoso simp&#225;tico, com     a bradicardia em repouso, diminui&#231;&#227;o do volume plasm&#225;tico e do volume     sist&#243;lico, que podem levar &#224; diminui&#231;&#227;o do d&#233;bito card&#237;aco, s&#227;o os motivos que     conduzem &#224; prescri&#231;&#227;o do exerc&#237;cio f&#237;sico aer&#243;bio regular como primeira linha     de tratamento da HTA.<sup>1,2,4</sup> Para facilitar a prescri&#231;&#227;o de exerc&#237;cio     f&#237;sico nestes doentes e, de acordo com a ACSM, o m&#233;dico assistente deve optar     por o fazer segundo a f&#243;rmula FITT [frequ&#234;ncia(F), intensidade(I), Tempo(T) e     Tipo(T)], nos moldes sugeridos pelo <a href="#q3">Quadro III</a>.<sup>2</sup></p>     <p>&nbsp;</p>    <p align="center"><a name="q3"></a><img src="/img/revistas/rpmgf/v29n2/29n2a09q3.jpg"/></p>    
<p>&nbsp;</p>     <p>Os efeitos     ben&#233;ficos da pr&#225;tica regular de exerc&#237;cio f&#237;sico j&#225; foram aqui descritos. No     entanto, sempre que se prescreve o exerc&#237;cio f&#237;sico como parte de um conjunto     de modifica&#231;&#245;es do estilo de vida, n&#227;o se podem nunca dissociar os resultados     obtidos dos da modifica&#231;&#227;o na dieta, na ingest&#227;o de sal e na modera&#231;&#227;o do     h&#225;bitos et&#237;licos e tab&#225;gicos que possam ter sido, igualmente, implementados. No     caso que descrevemos, a diminui&#231;&#227;o dos valores de TA registados, embora     ligeira, parece resultar do programa terap&#234;utico institu&#237;do, no qual o     exerc&#237;cio f&#237;sico assume particular import&#226;ncia. A pronta ades&#227;o desta doente ao     programa de exerc&#237;cio prescrito, o que nem sempre se verifica no &#226;mbito dos     CSP, poder&#225; ter-se devido &#224;s rela&#231;&#245;es interpessoais estabelecidas no gin&#225;sio     que passou a frequentar mas, tamb&#233;m, pelo facto de se tratar de uma     ex-profissional de sa&#250;de e, desta forma, estar mais atenta para a necessidade     de cumprimento do programa e dos riscos associados &#224; HTA. A identifica&#231;&#227;o de um     caso de sucesso, apesar de merecer destaque e ser motivo de divulga&#231;&#227;o,     funcionando como est&#237;mulo a outros profissionais de sa&#250;de, n&#227;o pode deixar de     ser analisado de forma individual e sem que da&#237; se possa generalizar. Desta     forma, serve o presente caso para demonstrar que, apesar das habituais     dificuldades de ades&#227;o a programas de mudan&#231;a de estilos de vida, existem     alguns casos em que ser&#225; poss&#237;vel fazer esta op&#231;&#227;o, desde que todos os riscos     tenham sido devidamente avaliados e cumprindo, sempre, as linhas de orienta&#231;&#227;o     em vigor.</p>     <p>&nbsp;</p>       <p><b>REFER&#202;NCIAS BIBLIOGR&#193;FICAS</b></p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>1. Mancia G,     De Backer G, Dominiczak A, Cifkova R, Fagard R, Germano G, et al. 2007 European     Guidelines for the management of arterial hypertension. Eur Heart J 2007 Jun;     28 (12): 1462-536.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000053&pid=S2182-5173201300020000900001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>2. American     College of Sports Medicine (ACSM). ACSM&#8217;s Guidelines for exercise testing and     prescription. 8th ed. Philadelphia: Lippincott Williams &amp; Wilkins; 2010.     p.249-50.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000055&pid=S2182-5173201300020000900002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>3. Direc&#231;&#227;o     Geral de Sa&#250;de (DGS). Abordagem Terap&#234;utica da Hipertens&#227;o Arterial. Norma n&#186;     026/2011. Lisboa: DGS; 2011.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000057&pid=S2182-5173201300020000900003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>4. Rondon     MU, Brum PC. Exerc&#237;cio f&#237;sico como tratamento n&#227;o-farmacol&#243;gico da hipertens&#227;o     arterial. Rev Bras Hipertens 2003 Abr-Jun; 10 (2): 134-9.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000059&pid=S2182-5173201300020000900004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>5. Fry J,     Finley W. The prevalence and costs of obesity in the EU. Proc Nutr Soc 2005 Aug;     64 (3): 359-62.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000061&pid=S2182-5173201300020000900005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>6. Afonso C,     Gra&#231;a P, Kearney JM, Gibney MJ, de Almeida MD. Physical activity in European     seniors: attitudes, beliefs and levels. J Nutr Health Aging 2001; 5 (4): 226-9.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000063&pid=S2182-5173201300020000900006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>7. Perk J,     De Backer G, Gohlke H, Graham I, Reiner Z, Verschuren M, et al. European     Guidelines on cardiovascular disease prevention in clinical practice (version     2012). Eur Heart J 2012 Sep, 33 (17): 1635-1701.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000065&pid=S2182-5173201300020000900007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>8. Canadian     Hypertension Education Program, Campbell N. 2011 Canadian Hypertension     Education Program recommendations: an annual update. Can Fam Physician 2011     Dec; 57 (12): 1393-7.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000067&pid=S2182-5173201300020000900008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>9. G&#243;mez R,     Monteiro H, Cossio-Bola&#241;os MA, Fama-Cortez D, Zanesco A. Perscripci&#243;n del     ejercicio f&#237;sico. Rev Peru Med Exp Salud Publica 2010 Sep; 27 (3): 379-86.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000069&pid=S2182-5173201300020000900009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>10.     Ver&#237;ssimo MT. HTA e exerc&#237;cio f&#237;sico. Rev Med Desp informa 2011; 2 (2): 10-2.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000071&pid=S2182-5173201300020000900010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>11. Dimeo F,     Pagonas N, Seibert F, Arndt R, Zidek W, Westhoff TH. Aerobic exercise reduces     blood pressure in resistant hypertension. Hypertension 2012 Sep; 60 (3): 653-8.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000073&pid=S2182-5173201300020000900011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>12. Rossi A,     Dikareva A, Bacon SL, Daskalopoulou SS. The impact of physical activity on     mortality in patients with high blood pressure: a systematic review. J     Hypertens 2012 Jul; 30 (7): 1277-88.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000075&pid=S2182-5173201300020000900012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>13. Jones     DE, Carson KA, Bleich SN, Cooper LA. Patient trust in physicians and adoption     of lifestyle behaviors to control high blood pressure. Patient Educ Couns 2012     Oct; 89 (1): 57-62.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000077&pid=S2182-5173201300020000900013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>14. Conroy     RM, Py&#246;r&#228;l&#228; K, Fitzgerald AP, Sans S, Menotti A, De Backer G, et al. Estimation     of ten-year risk of fatal cardiovascular disease in Europe: the SCORE project.     Eur Heart J 2003 Jun; 24 (11): 987-1003.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000079&pid=S2182-5173201300020000900014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>15. Tanaka     H, Monahan KD, Seals DR. Age-predicted maximal heart rate revisited. J Am Coll     Cardiol 2001 Jan; 37 (1): 153-6.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000081&pid=S2182-5173201300020000900015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><a href="#topc0">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a> | <a href="#topc0">Direcci&oacute;n para correspondencia</a> | <a href="#topc0">Correspondence</a><a name="c0"></a></p>        <p>Ant&#243;nio     Miguel da Cruz Ferreira</p>       <p>Rua     Principal &#8211; Paredes S/N</p>     <p>3020-285     Coimbra</p>       <p><a href="mailto:krusferreira@hotmail.com">krusferreira@hotmail.com</a>     </p>       <p>&nbsp;</p>       <p><b>CONFLITOS DE INTERESSE</b></p>       <p>Os autores     declaram n&#227;o possuir qualquer tipo de conflitos de interesse.</p>       <p></p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Recebido em 11/06/2012</b></p>       <p><b>Aceite para publica&#231;&#227;o em 08/03/2013</b></p>      ]]></body><back>
<ref-list>
<ref id="B1">
<label>1</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Mancia]]></surname>
<given-names><![CDATA[G]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[De Backer]]></surname>
<given-names><![CDATA[G]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Dominiczak]]></surname>
<given-names><![CDATA[A]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Cifkova]]></surname>
<given-names><![CDATA[R]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Fagard]]></surname>
<given-names><![CDATA[R]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Germano]]></surname>
<given-names><![CDATA[G]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[2007 European Guidelines for the management of arterial hypertension]]></article-title>
<source><![CDATA[Eur Heart J]]></source>
<year>2007</year>
<month>06</month>
<day>00</day>
<volume>28</volume>
<numero>12</numero>
<issue>12</issue>
<page-range>1462-536</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B2">
<label>2</label><nlm-citation citation-type="book">
<collab>American College of Sports Medicine</collab>
<source><![CDATA[ACSM's Guidelines for exercise testing and prescription]]></source>
<year>2010</year>
<edition>8</edition>
<page-range>249-50</page-range><publisher-loc><![CDATA[Philadelphia ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Lippincott Williams & Wilkins]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B3">
<label>3</label><nlm-citation citation-type="book">
<collab>Direcção Geral de Saúde</collab>
<source><![CDATA[Abordagem Terapêutica da Hipertensão Arterial: Norma nº 026/2011]]></source>
<year>2011</year>
<publisher-loc><![CDATA[Lisboa ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[DGS]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B4">
<label>4</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Rondon]]></surname>
<given-names><![CDATA[MU]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Brum]]></surname>
<given-names><![CDATA[PC]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Exercício físico como tratamento não-farmacológico da hipertensão arterial]]></article-title>
<source><![CDATA[Rev Bras Hipertens]]></source>
<year>2003</year>
<month> A</month>
<day>br</day>
<volume>10</volume>
<numero>2</numero>
<issue>2</issue>
<page-range>134-9</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B5">
<label>5</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Fry]]></surname>
<given-names><![CDATA[J]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Finley]]></surname>
<given-names><![CDATA[W]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[The prevalence and costs of obesity in the EU]]></article-title>
<source><![CDATA[Proc Nutr Soc]]></source>
<year>2005</year>
<month>08</month>
<day>00</day>
<volume>64</volume>
<numero>3</numero>
<issue>3</issue>
<page-range>359-62</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B6">
<label>6</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Afonso]]></surname>
<given-names><![CDATA[C]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Graça]]></surname>
<given-names><![CDATA[P]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Kearney]]></surname>
<given-names><![CDATA[JM]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Gibney]]></surname>
<given-names><![CDATA[MJ]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[de Almeida]]></surname>
<given-names><![CDATA[MD]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Physical activity in European seniors: attitudes, beliefs and levels]]></article-title>
<source><![CDATA[J Nutr Health Aging]]></source>
<year>2001</year>
<month>00</month>
<day>00</day>
<volume>5</volume>
<numero>4</numero>
<issue>4</issue>
<page-range>226-9</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B7">
<label>7</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Perk]]></surname>
<given-names><![CDATA[J]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[De Backer]]></surname>
<given-names><![CDATA[G]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Gohlke]]></surname>
<given-names><![CDATA[H]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Graham]]></surname>
<given-names><![CDATA[I]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Reiner]]></surname>
<given-names><![CDATA[Z]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Verschuren]]></surname>
<given-names><![CDATA[M]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[European Guidelines on cardiovascular disease prevention in clinical practice: version 2012]]></article-title>
<source><![CDATA[Eur Heart J]]></source>
<year>2012</year>
<month> S</month>
<day>ep</day>
<volume>33</volume>
<numero>17</numero>
<issue>17</issue>
<page-range>1635-1701</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B8">
<label>8</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Campbell]]></surname>
<given-names><![CDATA[N]]></given-names>
</name>
</person-group>
<collab>Canadian Hypertension Education Program</collab>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[2011 Canadian Hypertension Education Program recommendations: an annual update]]></article-title>
<source><![CDATA[Can Fam Physician]]></source>
<year>2011</year>
<month>12</month>
<day>00</day>
<volume>57</volume>
<numero>12</numero>
<issue>12</issue>
<page-range>1393-7</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B9">
<label>9</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Gómez]]></surname>
<given-names><![CDATA[R]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Monteiro]]></surname>
<given-names><![CDATA[H]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Cossio-Bolaños]]></surname>
<given-names><![CDATA[MA]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Fama-Cortez]]></surname>
<given-names><![CDATA[D]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Zanesco]]></surname>
<given-names><![CDATA[A]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="es"><![CDATA[Perscripción del ejercicio físico]]></article-title>
<source><![CDATA[Rev Peru Med Exp Salud Publica]]></source>
<year>2010</year>
<month>09</month>
<day>00</day>
<volume>27</volume>
<numero>3</numero>
<issue>3</issue>
<page-range>379-86</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B10">
<label>10</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Veríssimo]]></surname>
<given-names><![CDATA[MT]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[HTA e exercício físico]]></article-title>
<source><![CDATA[Rev Med Desp informa]]></source>
<year>2011</year>
<month>00</month>
<day>00</day>
<volume>2</volume>
<numero>2</numero>
<issue>2</issue>
<page-range>10-2</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B11">
<label>11</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Dimeo]]></surname>
<given-names><![CDATA[F]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Pagonas]]></surname>
<given-names><![CDATA[N]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Seibert]]></surname>
<given-names><![CDATA[F]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Arndt]]></surname>
<given-names><![CDATA[R]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Zidek]]></surname>
<given-names><![CDATA[W]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Westhoff]]></surname>
<given-names><![CDATA[TH]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Aerobic exercise reduces blood pressure in resistant hypertension]]></article-title>
<source><![CDATA[Hypertension]]></source>
<year>2012</year>
<month>09</month>
<day>00</day>
<volume>60</volume>
<numero>3</numero>
<issue>3</issue>
<page-range>653-8</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B12">
<label>12</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Rossi]]></surname>
<given-names><![CDATA[A]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Dikareva]]></surname>
<given-names><![CDATA[A]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Bacon]]></surname>
<given-names><![CDATA[SL]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Daskalopoulou]]></surname>
<given-names><![CDATA[SS]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[The impact of physical activity on mortality in patients with high blood pressure: a systematic review]]></article-title>
<source><![CDATA[J Hypertens]]></source>
<year>2012</year>
<month>07</month>
<day>00</day>
<volume>30</volume>
<numero>7</numero>
<issue>7</issue>
<page-range>1277-88</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B13">
<label>13</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Jones]]></surname>
<given-names><![CDATA[DE]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Carson]]></surname>
<given-names><![CDATA[KA]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Bleich]]></surname>
<given-names><![CDATA[SN]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Cooper]]></surname>
<given-names><![CDATA[LA]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Patient trust in physicians and adoption of lifestyle behaviors to control high blood pressure]]></article-title>
<source><![CDATA[Patient Educ Couns]]></source>
<year>2012</year>
<month>10</month>
<day>00</day>
<volume>89</volume>
<numero>1</numero>
<issue>1</issue>
<page-range>57-62</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B14">
<label>14</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Conroy]]></surname>
<given-names><![CDATA[RM]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Pyörälä]]></surname>
<given-names><![CDATA[K]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Fitzgerald]]></surname>
<given-names><![CDATA[AP]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Sans]]></surname>
<given-names><![CDATA[S]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Menotti]]></surname>
<given-names><![CDATA[A]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[De Backer]]></surname>
<given-names><![CDATA[G]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Estimation of ten-year risk of fatal cardiovascular disease in Europe: the SCORE project]]></article-title>
<source><![CDATA[Eur Heart J]]></source>
<year>2003</year>
<month>06</month>
<day>00</day>
<volume>24</volume>
<numero>11</numero>
<issue>11</issue>
<page-range>987-1003</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B15">
<label>15</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Tanaka]]></surname>
<given-names><![CDATA[H]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Monahan]]></surname>
<given-names><![CDATA[KD]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Seals]]></surname>
<given-names><![CDATA[DR]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Age-predicted maximal heart rate revisited]]></article-title>
<source><![CDATA[J Am Coll Cardiol]]></source>
<year>2001</year>
<month>01</month>
<day>00</day>
<volume>37</volume>
<numero>1</numero>
<issue>1</issue>
<page-range>153-6</page-range></nlm-citation>
</ref>
</ref-list>
</back>
</article>
