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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Fatores associados e indicações para a prática de cesariana: um estudo caso-controlo]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Objectives: To determine if years of maternal education, body mass index (BMI), smoking, nulliparity, follow-up of pregnancy in the private sector, previous cesarean section (C-section), diabetes, hypertension and large birth weight are associated with increased risk for having a C-section, to test the association between C-section and postpartum complications (hemorrhage, infection and readmission), the association between C-section and breastfeeding at discharge and to describe the indications for C-section. Study design: Case control study Setting: Leiria-Pombal Hospital Centre. Participants: A random, stratified, non-proportional sample of 400 women (200 with C-section and 200 with vaginal delivery) giving birth in the Leiria-Pombal Hospital in 2010 was selected. Methods: Tests of association between variables and the type of delivery was done by bivariate analysis with calculation of the odds-ratio, using the Chi-square test with significance set at the 0.05 level. Results: The rate of C-sections increased the with the level of maternal education (p < 0,001). In the C-section group, the rate of nulliparity was 57,0% (p = 0,002). Among multiparous women undergoing a C-section 87,7% had a previous C-section (p < 0,001). In the C-section group a higher rate was found of hypertension (72,4%, p = 0,012) and of follow-up of pregnancy in the private sector (56,9%, p = 0,002). Infants receiving formula (81%) and infants receiving mixed formula and breast feeding at hospital discharge (58,5%) were more likely to have been delivered by C-section (p = 0,005). When infection complicated delivery, this was most often after C-section (88,9%, p = 0,001). Statistical significant associations were not found between C-section and BMI, smoking, large birth weight, and diabetes. Conclusions: Higher maternal educational level, nulliparity, follow-up of pregnancy in the private sector, previous C-section, hypertension, the use of formula at discharge, and post-partum infection were association with C-section.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Cesariana]]></kwd>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Prevalência]]></kwd>
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<kwd lng="en"><![CDATA[Prevalence]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><b>ESTUDOS ORIGINAIS</b></p>       <p><font size="4"><b>Fatores associados e indica&#231;&#245;es para a     pr&#225;tica de cesariana: um estudo caso-controlo</b></font></p>       <p><font size="3"><b>Determinants   for the practice of Caesarian section: a case-control study</b></font></p>       <p><b>Ana Rita Oliveira*</b></p>       <p>*Interna da     forma&#231;&#227;o espec&#237;fica em Medicina Geral e Familiar, USF     Santiago, Leiria</p>         <p><a href="#c0">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a> | <a href="#c0">Direcci&oacute;n para correspondencia</a> | <a href="#c0">Correspondence</a><a name="topc0"></a></p> <hr/>     <p>&nbsp;</p>        <p><b>RESUMO</b></p>       <p><b>Objetivos:</b> Determinar se s&#227;o fatores     associados &#224; realiza&#231;&#227;o de cesarianas: n&#237;vel de escolaridade, &#237;ndice de massa     corporal (IMC), h&#225;bitos tab&#225;gicos maternos, nuliparidade, antecedentes de     cesariana pr&#233;via, setor da vigil&#226;ncia obst&#233;trica, macrossomia e antecedentes de     diabetes ou hipertens&#227;o arterial (HTA); Analisar: i) a associa&#231;&#227;o entre a     pr&#225;tica de cesarianas e complica&#231;&#245;es p&#243;s-parto (hemorragia, infe&#231;&#227;o ou     necessidade de reinternamento); ii) a associa&#231;&#227;o entre a pr&#225;tica de cesarianas     e a taxa de aleitamento materno exclusivo &#224; data da alta; iii) descrever as     indica&#231;&#245;es apontadas para a realiza&#231;&#227;o de cesariana.</p>       <p><b>Tipo de estudo:</b> Anal&#237;tico retrospetivo     tipo caso-controlo.</p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Local:</b> Hospital Santo Andr&#233;, Leiria.</p>       <p><b>Popula&#231;&#227;o:</b> Amostra aleat&#243;ria     estratificada n&#227;o proporcional de 400 mulheres (200 submetidas a cesariana e     200 a parto vaginal) cujo parto decorreu no ano de 2010.</p>       <p><b>M&#233;todos:</b> Pesquisa de associa&#231;&#227;o entre     as vari&#225;veis e o tipo de parto por an&#225;lise estat&#237;stica bivariada, com c&#225;lculo     do <i>odds-ratio</i> e teste do     qui-quadrado, adotando-se um n&#237;vel de signific&#226;ncia de 0,05.</p>       <p><b>Resultados:</b> A percentagem de realiza&#231;&#227;o     de cesarianas aumentou com a escolaridade (<i>p</i> &lt; 0,001). No grupo das cesarianas a taxa de nuliparidade foi de 57,0% (<i>p</i> = 0,002). Das mult&#237;paras submetidas a     cesariana, 87,7% apresentavam antecedentes de cesariana (<i>p</i> &lt; 0,001). Entre aquelas submetidas a cesariana, verificou-se     que a maior preval&#234;ncia de HTA (72,4%, <i>p</i> = 0,012) e de vigil&#226;ncia obst&#233;trica ocorreu no setor privado (56,9%, <i>p</i> = 0,002). Em 81,0% dos rec&#233;m-nascidos     sob aleitamento artificial e 58,5% dos que faziam aleitamento misto, &#224; data da     alta, o parto ocorreu por cesariana (<i>p</i> = 0,005). Dos partos complicados por infe&#231;&#227;o 88,9% eram cesariana (<i>p</i> = 0,001). N&#227;o foi encontrada     associa&#231;&#227;o estatisticamente significativa entre a realiza&#231;&#227;o de cesariana e     h&#225;bitos tab&#225;gicos, IMC materno, diabetes e macrossomia.</p>       <p><b>Conclus&#245;es:</b> Maior escolaridade,     nuliparidade, vigil&#226;ncia obst&#233;trica no setor privado, cesariana pr&#233;via, HTA,     aleitamento artificial e infe&#231;&#227;o p&#243;s-parto associaram-se &#224; pr&#225;tica de     cesariana.</p>       <p><b>Palavras-chave:</b> Cesariana; Parto;     Preval&#234;ncia.</p>     <hr/>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>ABSTRACT</b></p>       <p><b>Objectives:</b> To determine if years of     maternal education, body mass index (BMI), smoking, nulliparity, follow-up of     pregnancy in the private sector, previous cesarean section (C-section),     diabetes, hypertension and large birth weight are associated with increased     risk for having a C-section, to test the association between C-section and     postpartum complications (hemorrhage, infection and readmission), the     association between C-section and breastfeeding at discharge and to describe     the indications for C-section.</p>       <p><b>Study design:</b> Case control study</p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Setting:</b> Leiria-Pombal Hospital Centre.</p>       <p><b>Participants:</b> A random, stratified,     non-proportional sample of 400 women (200 with C-section and 200 with vaginal     delivery) giving birth in the Leiria-Pombal Hospital in 2010 was selected.</p>       <p><b>Methods:</b> Tests of association between     variables and the type of delivery was done by bivariate analysis with calculation     of the odds-ratio, using the Chi-square test with significance set at the 0.05     level.</p>       <p><b>Results:</b> The rate of C-sections     increased the with the level of maternal education (<i>p</i> &lt; 0,001). In the C-section group, the rate of nulliparity was     57,0% (<i>p</i> = 0,002). Among multiparous     women undergoing a C-section 87,7% had a previous C-section (<i>p</i> &lt; 0,001). In the C-section group a     higher rate was found of hypertension (72,4%, <i>p</i> = 0,012) and of follow-up of pregnancy in the private sector     (56,9%, <i>p</i> = 0,002). Infants receiving     formula (81%) and infants receiving mixed formula and breast feeding at     hospital discharge (58,5%) were more likely to have been delivered by C-section     (<i>p</i> = 0,005). When infection     complicated delivery, this was most often after C-section (88,9%, <i>p</i> = 0,001). Statistical significant     associations were not found between C-section and BMI, smoking, large birth     weight, and diabetes.</p>       <p><b>Conclusions:</b> Higher maternal     educational level, nulliparity, follow-up of pregnancy in the private sector,     previous C-section, hypertension, the use of formula at discharge, and     post-partum infection were association with C-section.</p>       <p><b>Mesh Terms:</b> Cesarean Section, Obstetric     Delivery, Prevalence.</p>     <hr/>     <p>&nbsp;</p>       <p><b>Introdu&#231;&#227;o</b></p>       <p>Segundo a     Organiza&#231;&#227;o Mundial de Sa&#250;de (OMS), os cuidados perinatais visam a manuten&#231;&#227;o     da sa&#250;de materno-fetal atrav&#233;s da m&#237;nima interven&#231;&#227;o m&#233;dica.<sup>1</sup> Assim,     a cesariana &#233; um procedimento cir&#250;rgico desenvolvido com o intuito de reduzir o     risco de complica&#231;&#245;es maternas e fetais durante a gravidez e o parto que, dado     n&#227;o ser in&#243;cuo e acarretar implica&#231;&#245;es e riscos para o futuro reprodutivo da     parturiente, n&#227;o deve ser levado a cabo na aus&#234;ncia das indica&#231;&#245;es m&#233;dicas     descritas.<sup>2</sup></p>       <p>Estudos     revelam que a realiza&#231;&#227;o de cesarianas prim&#225;rias eletivas ter&#225; implica&#231;&#245;es no     aumento da morbilidade materna (hemorragia no p&#243;s-parto, infe&#231;&#227;o e     tromboembolismo), acarretando um risco at&#233; tr&#234;s vezes maior de mortalidade     materna e aumentando o risco de placenta pr&#233;via, placenta acreta, rotura     uterina e histerectomia periparto, em gravidezes subsequentes.<sup>4</sup> Verifica-se, ainda, que em mulheres submetidas a cesariana a probabilidade de     in&#237;cio e manuten&#231;&#227;o do aleitamento materno exclusivo &#233; inferior.<sup>5</sup></p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Deste modo,     a OMS considera injustific&#225;vel a exist&#234;ncia de taxas de cesarianas superiores a     15%, pois existe evid&#234;ncia que taxas superiores n&#227;o est&#227;o associadas a redu&#231;&#227;o     adicional da morbi-mortalidade materno-fetal.<sup>2,3</sup> No entanto, tem-se     assistido a um aumento consecutivo e sustentado das taxas de cesariana a n&#237;vel     mundial, tanto em pa&#237;ses desenvolvidos (Estados Unidos, Inglaterra, It&#225;lia,     Portugal, Austr&#225;lia, China) como naqueles em vias de desenvolvimento (Brasil).<sup>2,6,7,8,9</sup></p>       <p>Nos Estados     Unidos da Am&#233;rica, as cesarianas apresentam-se como o procedimento cir&#250;rgico     mais comum entre indiv&#237;duos do sexo feminino. Ap&#243;s um decl&#237;nio nas taxas de     partos por cesariana, entre 1991 e 1996, devido ao aumento de partos vaginais     em mulheres com antecedentes de parto por cesariana, resultado de medidas     governamentais, assiste-se desde ent&#227;o a um aumento abrupto no n&#250;mero de cesarianas,     tendo-se atingido em 2007 uma taxa de 31,8%.<sup>2</sup></p>       <p>Dados     oficiais relativamente &#224; taxa global de cesarianas em Portugal revelam que, em     2007, a taxa de parto por cesariana alcan&#231;ou os 34,8%.<sup>10</sup> Valores     alusivos apenas aos hospitais p&#250;blicos nacionais apontam para uma taxa de     cesarianas em 2007 de 32,4%, em 2008 de 32,6% e em 2009 de 33,2%.<sup>10</sup> Dada a tend&#234;ncia ligeiramente crescente da taxa de cesarianas nos hospitais     p&#250;blicos portugueses, juntamente com o aumento do n&#250;mero de partos em hospitais     privados, onde a taxa global de cesarianas em 2005 atingiu os 65,9%,<sup>10</sup> estima-se que a taxa global de cesarianas em 2009 tenha rondado os 36%.<sup>10</sup> Portugal &#233;, assim, um dos pa&#237;ses europeus com maior taxa de cesarianas, tendo     sido ultrapassado em 2007 apenas pela It&#225;lia.<sup>10</sup> Todos os restantes     pa&#237;ses europeus t&#234;m uma taxa de cesarianas que n&#227;o ultrapassa os 30% e v&#225;rios     t&#234;m uma taxa inferior a 20%.<sup>10</sup> A causa deste aumento &#233;     multifatorial, prendendo-se n&#227;o s&#243; com fatores sociodemogr&#225;ficos, culturais e     econ&#243;micos associados &#224; prefer&#234;ncia materna, mas tamb&#233;m com aspetos     relacionados com os sistemas de sa&#250;de no &#226;mbito da pr&#225;tica m&#233;dica, das     prefer&#234;ncias m&#233;dicas, das preocupa&#231;&#245;es m&#233;dico-legais e dos interesses     econ&#243;micos dos v&#225;rios intervenientes no processo.<sup>2,11</sup></p>       <p>No Hospital     Santo Andr&#233;, em Leiria, Portugal, durante o ano de 2010, a taxa de cesarianas     foi de 31,8% (fonte: programa inform&#225;tico &#171;Bloco de Partos&#174;&#187;).</p>       <p>Este estudo     tem como objetivo principal determinar se o n&#237;vel de escolaridade, o &#237;ndice de     massa corporal (IMC), os h&#225;bitos tab&#225;gicos maternos, a nuliparidade, os     antecedentes de cesariana pr&#233;via, a vigil&#226;ncia no setor privado, a macrossomia     e os antecedentes de diabetes ou hipertens&#227;o arterial (HTA) est&#227;o associados &#224;     realiza&#231;&#227;o/pr&#225;tica de cesariana.</p>       <p>Pretende     ainda, como objetivos secund&#225;rios: i) analisar a associa&#231;&#227;o entre a pr&#225;tica de     cesarianas e as complica&#231;&#245;es no p&#243;s-parto (hemorragia, infe&#231;&#227;o p&#243;s-parto ou     necessidade de reinternamento); ii) analisar a associa&#231;&#227;o entre a pr&#225;tica de     cesarianas e a taxa de aleitamento materno exclusivo &#224; data da alta; iii)     descrever as indica&#231;&#245;es apontadas para a realiza&#231;&#227;o de cesariana.</p>       <p><b>M&#233;todos</b></p>       <p>Estudo     caso-controlo, observacional, anal&#237;tico, retrospetivo. A popula&#231;&#227;o do estudo     foram todas as mulheres com partos ocorridos no Hospital Santo Andr&#233; no ano     civil de 2010.</p>       <p>A recolha de     dados, que decorreu de 3 de outubro a 30 de novembro de 2011, foi realizada por     um &#250;nico investigador, a autora do estudo, atrav&#233;s da consulta dos processos     cl&#237;nicos, n&#227;o informatizados, das utentes.</p>       <p>Foram inclu&#237;das     no estudo todas as utentes cujo parto decorreu no Hospital Santo Andr&#233;, durante     o ano civil de 2010. Exclu&#237;ram-se as utentes cujos processos cl&#237;nicos fossem     ileg&#237;veis ou apresentassem o preenchimento insuficiente das vari&#225;veis estudadas     (mais de 3 par&#226;metros n&#227;o preenchidos).</p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p>O tamanho da     amostra dos casos (cesarianas) foi calculado atrav&#233;s da utiliza&#231;&#227;o da     ferramenta <i>sample size calculator</i> (acedida online em <i><a href="http://www.surveysystem.com/sscalc.htm" target="_blank">http://www.surveysystem.com/sscalc.htm</a></i>),     para um n&#237;vel de confian&#231;a de 95%, uma margem de erro de 5%, tendo tido por     base o n&#250;mero de partos decorridos no Hospital Santo Andr&#233; no referido ano (n =     2.294) e a percentagem de cesarianas no referido ano (38,1%), valor consultado     no programa inform&#225;tico &#171;Bloco de Partos&#174;&#187;. De acordo com este c&#225;lculo, deveria     ter sido estudada uma amostra de 252 cesarianas.</p>       <p>Por     limita&#231;&#227;o de recursos, selecionaram-se 400 processos, 200 de partos por     cesariana (casos) e 200 de partos vaginais (controlos), por amostragem     aleat&#243;ria estratificada, sem reposi&#231;&#227;o, n&#227;o proporcional, de 3 em 3 processos     para as cesarianas e de 6 em 6 processos para os partos vaginais espont&#226;neos.</p>       <p>Foram     analisadas as seguintes vari&#225;veis: sociodemogr&#225;ficas (idade, escolaridade     materna); IMC; historial obst&#233;trico presente e pregresso (h&#225;bitos tab&#225;gicos,     paridade e, no caso das mult&#237;paras, o tipo de parto pr&#233;vio, local de vigil&#226;ncia     da gravidez &#8211; setor p&#250;blico <i>versus</i> privado &#8211; e idade gestacional); morbilidades obst&#233;tricas (diabetes, HTA);     justifica&#231;&#245;es apresentadas para a realiza&#231;&#227;o de cesariana; peso do     rec&#233;m-nascido; complica&#231;&#245;es no p&#243;s-parto (hemorragia, infe&#231;&#227;o e hist&#243;ria de     reinternamento) e tipo de aleitamento &#224; data da alta (aleitamento materno     exclusivo, aleitamento artificial ou aleitamento misto).</p>       <p>Foram     consideradas gesta&#231;&#245;es de termo aquelas que apresentassem uma dura&#231;&#227;o igual ou     superior a 37 semanas. Reinternamento materno definiu-se como todo o     internamento que tenha ocorrido no Servi&#231;o de Ginecologia/Obstetr&#237;cia no     per&#237;odo de 60 dias ap&#243;s a alta hospitalar.</p>       <p>O protocolo     do estudo foi submetido a avalia&#231;&#227;o pela Comiss&#227;o de &#201;tica da Administra&#231;&#227;o     Regional de Sa&#250;de do Centro, tendo obtido um parecer positivo e o estudo foi     igualmente avaliado e aceite pela Dire&#231;&#227;o do Servi&#231;o de Ginecologia/Obstetr&#237;cia     do hospital em causa.</p>       <p>Foi criada     uma base de dados no PASW&#174; 18.0 e analisada a associa&#231;&#227;o entre as vari&#225;veis e o     tipo de parto, atrav&#233;s da an&#225;lise estat&#237;stica bivariada, com c&#225;lculo do <i>odds-ratio</i> (OR) e aplica&#231;&#227;o do teste do     qui-quadrado, adotando-se um n&#237;vel de signific&#226;ncia de 0,05. </p>       <p><b>Resultados</b></p>       <p>A amostra de     400 partos (200 cesarianas e 200 vaginais) estudados correspondeu a 17,4% dos     2.294 partos ocorridos no Hospital Santo Andr&#233; no ano de 2010.</p>       <p>Considerando     os indicadores sociodemogr&#225;ficos maternos (<a href="#q1">Quadro I</a>), constatou-se que as     faixas et&#225;rias mais representativas na amostra de utentes, quer nas submetidas     a cesariana, quer nas submetidas a parto vaginal, foram a dos 30-34 anos     (respetivamente com 41,5% e 33,5%) e a dos 25-29 anos (com 29,0% <i>versus</i> 26,5%). Quanto &#224; escolaridade     materna, salienta-se o facto de 81% das utentes submetidas a cesariana e 65%     das submetidas a partos vaginais apresentarem escolaridade superior a 10 anos,     sendo que 35,0% e 23,0%, respetivamente, completaram o ensino superior.</p>     <p>&nbsp;</p>    ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="center"><a name="q1"></a><img src="/img/revistas/rpmgf/v29n3/29n3a03q1.jpg"/></p>    
<p>&nbsp;</p>       <p>Quarenta e     cinco por cento das gr&#225;vidas submetidas a cesariana e 37,5% daquelas cujo parto     foi vaginal apresentavam IMC dentro da normalidade. Quanto aos h&#225;bitos     tab&#225;gicos, 17,0% das utentes eram fumadoras (15,0% submetidas a cesariana e     2,0% a parto vaginal).</p>       <p>Considerando     os fatores reprodutivos pr&#233;-gestacionais, a percentagem de utentes mult&#237;paras     foi superior entre as submetidas a parto vaginal (52,5%). Utentes submetidas a     cesariana apresentavam maior taxa de cesariana pr&#233;via (28,5% comparativamente     com 4,0% daquelas em que o parto foi vaginal). Quanto aos antecedentes     patol&#243;gicos maternos, a percentagem de diabetes e HTA foi superior nas utentes     submetidas a cesariana (7,0% e 10,5% <i>versus</i> 4,5% e 4,0%).</p>       <p>Os <a href="#q1">Quadro I</a>, <a href="#q2">II</a> e <a href="#q3">III</a> comparam globalmente as utentes submetidas a cesariana e aquelas     cujo parto foi vaginal.</p>     <p>&nbsp;</p>    <p align="center"><a name="q2"></a><img src="/img/revistas/rpmgf/v29n3/29n3a03q2.jpg"/></p>      
<p>&nbsp;</p>    <p align="center"><a name="q3"></a><img src="/img/revistas/rpmgf/v29n3/29n3a03q3.jpg"/></p>       
<p>&nbsp;</p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Verificou-se     que as utentes com escolaridade inferior a 4 anos (n = 4) apresentaram uma taxa     de cesariana de 100%. Nas restantes verificou-se que, quanto maior o n&#237;vel de     escolaridade, maior a taxa de cesarianas, atingindo esta &#250;ltima um m&#225;ximo de     60,3% nas utentes que conclu&#237;ram o ensino superior (<i>p</i> &lt; 0,001). Utentes com escolaridade superior a 12 anos     apresentaram um OR de 1,88 (<i>p</i> =     0,004) (<a href="#q4">Quadro IV</a>).</p>       <p>&nbsp;</p>    <p align="center"><a name="q4"></a><img src="/img/revistas/rpmgf/v29n3/29n3a03q4.jpg"/></p>    
<p>&nbsp;</p>       <p>No que     concerne ao IMC materno, desconhecia-se o seu valor em 4,0% dos casos. Apenas     45,0% das gr&#225;vidas submetidas a cesariana e 37,5% daquelas cujo parto foi     vaginal apresentavam IMC dentro da normalidade. A percentagem de utentes com     excesso de peso e obesidade foi assim de 31,0% e 20,5% nas cesarianas e 39,5% e     22,5% nos vaginais. Das 392 utentes em que havia registo de IMC encontrou-se um <i>OR</i> para cesariana no IMC normal <i>versus</i> aumentado de 1,45, com um n&#237;vel     de signific&#226;ncia de 0,073 (<a href="#q4">Quadro IV</a>).</p>       <p>Quanto aos     h&#225;bitos maternos, as utentes com h&#225;bitos tab&#225;gicos apresentaram uma taxa de     cesariana superior &#224; dos partos vaginais (55,6% <i>versus</i> 44,4%), com um <i>OR</i> de 1,29, contudo, esta associa&#231;&#227;o n&#227;o foi estatisticamente significativa (p =     0,771) (<a href="#q4">Quadro IV</a>).</p>       <p>Considerando     os fatores reprodutivos pr&#233;-gestacionais, verificou-se que nas utentes     mult&#237;paras a taxa de parto vaginal foi superior &#224; de parto por cesariana,     panorama inverso ao observado nas utentes nul&#237;paras, que foram submetidas a     maior n&#250;mero de cesarianas (57,0% <i>versus</i> 43,0%), com um <i>OR</i> de 1,88 e <i>p</i> = 0,002 (<a href="#q4">Quadro IV</a>).</p>       <p>Quanto &#224;     influ&#234;ncia do tipo de parto pr&#233;vio, detetou-se que as utentes com antecedentes     de parto por cesariana apresentaram uma recorr&#234;ncia de cesariana de 87,7% (<i>OR</i> 9,57, <i>p</i> &lt; 0,001) (<a href="#q4">Quadro IV</a>).</p>       <p>Em rela&#231;&#227;o &#224;     vigil&#226;ncia da gravidez, detetou-se um efeito protetor sobre a ocorr&#234;ncia de     cesariana para m&#227;es que fizeram a vigil&#226;ncia da gesta&#231;&#227;o no setor p&#250;blico (<i>OR</i> 0,49, <i>p</i> = 0,002) (<a href="#q4">Quadro IV</a>).</p>       <p>Quanto aos     antecedentes patol&#243;gicos maternos, a percentagem de diabetes e HTA foi superior     nas utentes submetidas a cesariana, 60,9% e 72,4% <i>versus</i> 39,1% e 27,6%. A associa&#231;&#227;o entre a diabetes e a realiza&#231;&#227;o     de cesariana n&#227;o foi estatisticamente significativa (<i>OR</i> 1,59, p = 0,283), contrariamente &#224; apresentada para a HTA (<i>OR</i> 2,82, <i>p</i> = 0,012) (<a href="#q4">Quadro IV</a>).</p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Na presen&#231;a     de macrossomia fetal ou parto pr&#233;-termo, o tipo de parto mais prevalente foi a     cesariana (68,8% e 65,8%, respetivamente), embora esta rela&#231;&#227;o n&#227;o seja     estatisticamente significativa.</p>       <p>No que     concerne aos reinternamentos, em 80,0% das utentes reinternadas o parto ocorreu     por cesariana (<i>OR</i> 4,06, <i>p</i> = 0,177). Embora a taxa de hemorragia     no p&#243;s-parto tenha sido inferior nas utentes submetidas a cesariana, esta     associa&#231;&#227;o n&#227;o foi estatisticamente significativa (<i>OR</i> 0,25, <i>p</i> = 0,177).     Quanto aos casos de infe&#231;&#227;o no per&#237;odo p&#243;s-parto, 88,9% surgiram ap&#243;s     realiza&#231;&#227;o de cesariana, com uma associa&#231;&#227;o estatisticamente significativa (<i>OR</i> 8,61, <i>p</i> = 0,001) (<a href="#q4">Quadro IV</a>).</p>       <p>Constatou-se     ainda que, &#224; data da alta hospitalar, 81,0% dos beb&#233;s sob aleitamento     artificial e 58,5% dos sob aleitamento misto nasceram por cesariana, sendo que     o <i>OR</i> de n&#227;o estar a fazer aleitamento     materno exclusivo &#224; data da alta, comparando as cesarianas com os partos vaginais,     foi de 2,19 (<i>p</i> = 0,006) (<a href="#q4">Quadro IV</a>).</p>       <p>As     principais justifica&#231;&#245;es apresentadas para a realiza&#231;&#227;o de cesariana foram, de     acordo com o <a href="#q5">Quadro V</a>, a incompatibilidade feto-p&#233;lvica, seguindo-se a suspeita     de sofrimento fetal agudo e a indu&#231;&#227;o falhada. A indu&#231;&#227;o do trabalho de parto     foi efetuada em 80 (40,0%) das 200 utentes submetidas a cesariana, tendo sido     infrut&#237;fera em 31,3% dos casos.</p>     <p>&nbsp;</p>    <p align="center"><a name="q5"></a><img src="/img/revistas/rpmgf/v29n3/29n3a03q5.jpg"/></p>    
<p>&nbsp;</p>       <p><b>Discuss&#227;o</b></p>       <p>Apresentaram     associa&#231;&#227;o estatisticamente significativa com a realiza&#231;&#227;o de cesariana a     elevada escolaridade, a nuliparidade, os antecedentes de cesariana pr&#233;via e a     HTA. Tal n&#227;o se verificou com os h&#225;bitos tab&#225;gicos, IMC materno, a idade     materna, diabetes e macrossomia. O grupo das cesarianas apresentou um risco de     infe&#231;&#227;o p&#243;s-parto 8 vezes superior e de aleitamento artificial na data da alta     2 vezes superior, associa&#231;&#245;es estas tamb&#233;m estatisticamente significativas. A     taxa de reinternamento mostrou-se mais elevada nos partos por cesariana e a de hemorragia     no p&#243;s-parto nos partos vaginais, associa&#231;&#245;es estas, contudo, estatisticamente     n&#227;o significativas.</p>       <p>As     principais justifica&#231;&#245;es apresentadas para a realiza&#231;&#227;o de cesariana foram a     incompatibilidade feto-p&#233;lvica, seguindo-se a suspeita de sofrimento fetal     agudo e a indu&#231;&#227;o falhada.</p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A baixa     escolaridade materna assume um papel protetor para a cesariana, uma vez que a     probabilidade de realiza&#231;&#227;o de cesariana foi 1,88 vezes superior em gestantes     com escolaridade superior a 12 anos. Estes dados est&#227;o de acordo com os achados     de outros autores. Um estudo efetuado com 540 pu&#233;rperas, no Chile, constatou     que as mulheres que apresentavam maior n&#237;vel socioecon&#243;mico e eram vigiadas no     setor privado apresentavam maior probabilidade de serem submetidas a cesariana,     comparativamente com as vigiadas numa institui&#231;&#227;o p&#250;blica.<sup>7,10</sup> Para     este facto foram apresentadas v&#225;rias hip&#243;teses explicativas, que poder&#227;o estar     relacionadas com o servi&#231;o hospitalar, tipo de cuidados m&#233;dicos oferecidos ou     modo de participa&#231;&#227;o da gr&#225;vida no processo decis&#243;rio do tipo de parto.<sup>10</sup></p>       <p>No que diz     respeito aos antecedentes verificou-se, &#224; semelhan&#231;a de outros estudos, que a     nuliparidade apresentou associa&#231;&#227;o significativa com um risco superior de     cesariana, sendo que as nul&#237;paras apresentaram uma probabilidade de parto por     cesariana 1,88 vezes maior.<sup>8,12</sup> As mult&#237;paras com parto pr&#233;vio por     cesariana, apresentam uma elevada taxa de recorr&#234;ncia da t&#233;cnica (87,7%),     apresentando uma probabilidade 9,5 vezes superior de ter uma nova cesariana. De     facto, um dos motivos que tem vindo a ser apresentado para a manuten&#231;&#227;o de     elevadas taxas de cesarianas &#233; a repeti&#231;&#227;o da t&#233;cnica. Estudos apontam que     cerca de 30% das cesarianas s&#227;o condicionadas pela exist&#234;ncia de um parto     anterior por cesariana.<sup>11</sup> Muito embora novas <i>guidelines</i> recomendem a tentativa de parto vaginal ap&#243;s uma     cesariana e tenham indicado que a prova de trabalho de parto, nestes casos,     est&#225; associada a uma taxa de sucesso de parto vaginal entre 60 e 80%, a     recorr&#234;ncia de cesariana por cesariana pr&#233;via tem-se mantido elevada.<sup>11,13</sup></p>       <p>No que diz     respeito aos antecedentes patol&#243;gicos maternos, no que se refere &#224; HTA estes     s&#227;o congruentes com os dados encontrados na bibliografia, que referem a     exist&#234;ncia de um risco superior de realiza&#231;&#227;o de cesariana em gestantes com     HTA.<sup>8</sup> Neste caso, as gr&#225;vidas hipertensas apresentaram um risco de     parto por cesariana 2,8 vezes superior &#224;s que n&#227;o apresentavam a patologia.     Embora a diabetes seja uma das indica&#231;&#245;es para a pr&#225;tica de cesariana, muito     devido &#224; rela&#231;&#227;o entre esta patologia materna e a macrossomia fetal, e apesar     da preval&#234;ncia de diabetes ter sido superior no grupo das cesarianas, n&#227;o se     verificou uma associa&#231;&#227;o estatisticamente significativa entre estas duas     vari&#225;veis.<sup>3</sup></p>       <p>Relativamente     &#224;s complica&#231;&#245;es no p&#243;s-parto, verificou-se um risco inferior de hemorragia e     uma maior probabilidade de infe&#231;&#227;o e reinternamento no grupo de mulheres     submetidas a cesariana. Com exce&#231;&#227;o dos dados referentes &#224; taxa de hemorragia,     os dados s&#227;o congruentes com a literatura. <i>Loverro     et al,</i> analisando a morbilidade febril p&#243;s-cir&#250;rgica, referem que 5,14% dos     casos cujo parto foi realizado por cesariana apresentaram complica&#231;&#227;o     infeciosa, percentagem superior &#224; observada ap&#243;s parto por via vaginal (0,29%).<sup>14</sup> Um estudo canadiano revelou a exist&#234;ncia de um risco de infe&#231;&#227;o tr&#234;s vezes     superior numa cesariana planeada comparativamente com um parto vaginal     programado.15 J&#225; no que se refere ao risco de hemorragia, no estudo de <i>Loverro et al</i> foi avaliada a hemorragia     de forma indireta, analisando a necessidade de transfus&#227;o de sangue no per&#237;odo     intraparto e p&#243;s-parto, tendo-se verificado no per&#237;odo p&#243;s-parto uma propor&#231;&#227;o     significativamente maior de casos transfundidos ap&#243;s cesarianas (1,9%) quando     comparados aos partos vaginais (0,39%).<sup>14</sup> J&#225; no estudo realizado no     Canad&#225;, ainda que a cesariana planeada tenha estado associada a um risco     superior de hemorragia com necessidade de realiza&#231;&#227;o de histerectomia, a     percentagem de casos de hemorragia com necessidade de realiza&#231;&#227;o de transfus&#227;o     sangu&#237;nea foi superior no grupo dos partos por via vaginal.<sup>15</sup></p>       <p>Rec&#233;m-nascidos     cujo parto decorreu por cesariana apresentaram uma probabilidade de n&#227;o fazerem     aleitamento materno exclusivo &#224; data da alta duas vezes superior. Estes dados,     &#224; semelhan&#231;a dos dados encontrados noutros estudos, apontam a cesariana como     uma barreira &#224; implementa&#231;&#227;o inicial e manuten&#231;&#227;o do aleitamento materno.<sup>5</sup> O parto vaginal est&#225; associado a uma maior probabilidade de aleitamento materno     exclusivo aos 6 meses.<sup>16,17</sup></p>       <p>No que     concerne aos motivos apresentados para a realiza&#231;&#227;o de cesariana na amostra em     causa, as principais justifica&#231;&#245;es ostentadas foram, por ordem decrescente, a     incompatibilidade feto-p&#233;lvica (23,5%), o sofrimento fetal agudo (19,5%), a     indu&#231;&#227;o de trabalho de parto falhada (12,5%) e a exist&#234;ncia de antecedentes de     cesariana pr&#233;via (11,5%). Estes dados s&#227;o semelhantes aos encontrados num     estudo levado a cabo na regi&#227;o norte do pa&#237;s, no qual os principais motivos     registados foram a incompatibilidade feto-p&#233;lvica (23,6%), o trabalho de parto     estacion&#225;rio (20,7%), a suspeita de sofrimento fetal (20%), a apresenta&#231;&#227;o     p&#233;lvica (14%) e a tentativa frustrada de indu&#231;&#227;o do trabalho de parto (5,2%).<sup>9</sup> Neste estudo, realizado no norte do pa&#237;s, n&#227;o foi avaliado o impacto da     exist&#234;ncia de cesariana anterior. Como se verifica com base nestes resultados,     a taxa de indu&#231;&#227;o falhada na amostra em causa foi cerca do dobro da encontrada     em estudos semelhantes. Segundo um estudo brasileiro publicado em 2011, para as     gesta&#231;&#245;es que atingem as 41 semanas e patologias obst&#233;tricas que coloquem em     risco a vida materna ou fetal e que necessitem do t&#233;rmino da gesta&#231;&#227;o, deve     iniciar-se a prepara&#231;&#227;o do colo e indu&#231;&#227;o do trabalho de parto.<sup>8</sup> No     entanto, a indu&#231;&#227;o do trabalho de parto n&#227;o est&#225; isenta de riscos, principalmente     na aus&#234;ncia de colo favor&#225;vel (trabalho de parto prolongado, superior a 24     horas; hiperestimula&#231;&#227;o uterina com baixa oxigena&#231;&#227;o fetal; rotura uterina;     hemorragia p&#243;s-parto; corioamniotite; e necessidade de trabalho de parto     instrumentalizado).<sup>8</sup> No entanto, tem vindo a assistir-se &#224;     utiliza&#231;&#227;o da indu&#231;&#227;o do trabalho de parto sem motivo m&#233;dico, apenas como forma     de programa&#231;&#227;o do momento do nascimento, por conveni&#234;ncia da gr&#225;vida e/ou da     equipa de sa&#250;de. Nalguns pa&#237;ses a indu&#231;&#227;o do trabalho de parto &#233; realizada em     mais de 20% dos nascimentos, desconhecendo-se estes n&#250;meros nos hospitais     p&#250;blicos e privados nacionais.<sup>8</sup></p>       <p>Uma das     principais limita&#231;&#245;es deste estudo prende-se com o facto de ser retrospetivo,     com base na consulta de processos cl&#237;nicos, preenchidos por diferentes     profissionais de sa&#250;de, n&#227;o sendo poss&#237;vel excluir um vi&#233;s de informa&#231;&#227;o em     rela&#231;&#227;o a determinadas quest&#245;es, por variabilidade interpessoal dos     registos/medi&#231;&#227;o. N&#227;o &#233; poss&#237;vel, ainda, excluir um vi&#233;s de sele&#231;&#227;o que, no     entanto, foi minimizado pelo tamanho da amostra.</p>       <p>Apesar de se     ter rejeitado a hip&#243;tese nula no que se refere &#224;s vari&#225;veis escolaridade,     primiparidade, exist&#234;ncia de cesariana anterior, vigil&#226;ncia obst&#233;trica no setor     privado e antecedentes de HTA, n&#227;o se pode excluir a exist&#234;ncia de um erro     aleat&#243;rio tipo I, atendendo ao elevado n&#250;mero de hip&#243;teses nulas consideradas.     Atendendo a que o tamanho da amostra ficou aqu&#233;m do calculado (200 casos <i>versus</i> os 252 necess&#225;rios), n&#227;o se pode     igualmente excluir erros do tipo II, decorrentes da limita&#231;&#227;o do poder do     estudo pelo tamanho amostral. Dado os resultados encontrados se referirem a uma     amostra muito restrita, unic&#234;ntrica, estes n&#227;o podem ser extrapolados para a     popula&#231;&#227;o externa.</p>       <p>A elevada     taxa de cesariana praticada em Portugal assume-se como um problema de sa&#250;de     p&#250;blica, que dever&#225; ser alvo de uma interven&#231;&#227;o multidisciplinar, com vista &#224;     sua redu&#231;&#227;o. Tendo por base a experi&#234;ncia na regi&#227;o norte do pa&#237;s, o Minist&#233;rio     da Sa&#250;de criou, por despacho publicado no dia 5 de mar&#231;o de 2013, em Di&#225;rio da     Rep&#250;blica, a Comiss&#227;o Nacional para a Redu&#231;&#227;o da Taxa de Cesarianas, no &#226;mbito     da Dire&#231;&#227;o-Geral da Sa&#250;de, que visa a cria&#231;&#227;o de normas de orienta&#231;&#227;o cl&#237;nica e     seus indicadores de monitoriza&#231;&#227;o, a forma&#231;&#227;o profissional, a cria&#231;&#227;o de um plano     de educa&#231;&#227;o para a sa&#250;de com cria&#231;&#227;o de cursos para a parentalidade e a cria&#231;&#227;o     de um plano de auditorias internas/externas. A revis&#227;o sistem&#225;tica que procedeu     &#224; an&#225;lise deste tipo de medida considerou que este processo de auditoria e <i>feedback</i> apresenta uma boa efetividade.<sup>9</sup></p>     <p>De futuro     seria importante, ainda, avaliar a informa&#231;&#227;o de que as gr&#225;vidas disp&#245;em     relativamente aos benef&#237;cios do parto vaginal, quer para o bem-estar materno,     quer para a sa&#250;de fetal e o seu desejo quanto ao tipo de parto.</p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Estudos     revelam que a maioria das mulheres que preferem o parto por cesariana mudam de     ideias ap&#243;s interven&#231;&#245;es pr&#233;-natais e que os principais motivos para a     solicita&#231;&#227;o de cesariana s&#227;o o medo da dor, a ansiedade, o receio da perda de     controlo e preocupa&#231;&#227;o com les&#227;o ou morte fetal.<sup>18,19</sup> Enquanto     m&#233;dicos de fam&#237;lia, temos o dever de informar as gr&#225;vidas relativamente aos     benef&#237;cios do parto vaginal, desmistificar os seus receios infundados,     fornecendo-lhes conhecimentos que lhes permitam tomar uma decis&#227;o consciente e     fundamentada.</p>     <p>&nbsp;</p>       <p><b>REFER&#202;NCIAS     BIBLIOGR&#193;FICAS</b></p>       <!-- ref --><p>1. World     Health Organization. The World Health Report 2005. Geneva: WHO; 2005.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000096&pid=S2182-5173201300030000300001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>2. Patah LE,     Malik AM. Models of childbirth care and cesareans rates in different countries.     Rev Sa&#250;de P&#250;blica 2011 Feb; 45 (1): 185-94.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000098&pid=S2182-5173201300030000300002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>3. Campos I.     Sistematiza&#231;&#227;o das indica&#231;&#245;es para cesariana. In: Campos DA, Montenegro N,     Rodrigues T, editores. Protocolos de Medicina. Lisboa: Lidel; 2008.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000100&pid=S2182-5173201300030000300003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>4. Leeman     LM, Plante LA. Patient-choice vaginal delivery. Ann Fam Med 2006 May-Jun; 4     (3): 265-8.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000102&pid=S2182-5173201300030000300004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>5.     Rowe-Murray HJ, Fisher JR. Baby friendly hospital practices: cesarean section     is a persistent barrier to early initiation of breastfeeding. Birth 2002 Jun;     29 (2): 124-31.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000104&pid=S2182-5173201300030000300005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>6. Brennan     DJ, Robson MS, Murphy M, O&#8217;Herlihy C. Comparative analysis of international     cesarean delivery rates using 10-group classification identities significant     variation in spontaneous labour. Am J Obstet Gynecol 2009 Sep; 201 (3):     308.e1-308.e8.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000106&pid=S2182-5173201300030000300006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>7.     Mendoza-Sassi RA, Cesar JA, Silva PR, Denardin G, Rodrigues MM. Risk factors for     cesarean section by category of health service. Rev Sa&#250;de P&#250;blica 2010 Feb; 44     (1): 80-9.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000108&pid=S2182-5173201300030000300007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>8. Silveira     DS Santos IS. Fatores associados &#224; cesariana entre mulheres de baixa renda em     Pelotas, Rio Grande do Sul, Brasil. Cad Sa&#250;de P&#250;blica 2004; 20 (2): 231-41.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000110&pid=S2182-5173201300030000300008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>9. Campos D,     Furtado J, Cris&#243;stomo M, Carrapato R, Cunha E, Concei&#231;&#227;o M. Medidas para     reduzir a taxa de cesarianas na Regi&#227;o Norte de Portugal. Minist&#233;rio da Sa&#250;de     &#8211; ARS Norte. Dispon&#237;vel em:     <a href="http://portal.arsnorte.min-saude.pt/portal/page/portal/ARSNorte/Conte%C3%BAdos/GRP/Ficheiros/Cesarianas/Relatorio_Taxas_Cesarianas.pdf" target="_blank">http://portal.arsnorte.min-saude.pt/portal/page/portal/ARSNorte/Conte%C3%BAdos/GRP/Ficheiros/Cesarianas/Relatorio_Taxas_Cesarianas.pdf</a>     (acedido em 26/10/2011).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000112&pid=S2182-5173201300030000300009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>10.     Faisal-Cury A, Menezes PR. Factors associated with preference for cesarean     delivery. Rev Sa&#250;de P&#250;blica 2006 Apr; 40 (2): 226-32.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000114&pid=S2182-5173201300030000300010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>11. Gomes F,     Marques M, Ferreira J. Parto vaginal em gr&#225;vidas com cesariana anterior. In:     Campos DA, Montenegro N, Rodrigues T. Protocolos de Medicina Materno-Fetal.     Lisboa: Lidel; 2008.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000116&pid=S2182-5173201300030000300011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>12. Villar     J, Valladares E, Wojdyla D, Zavaleta N, Carroli G, Velazco A, et al. Caesarean     delivery rates and pregnancy outcomes: the 2005 WHO global survey on maternal     and perinatal health in Latin America. Lancet 2006 Jun 3; 367 (9525): 1819-29.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000118&pid=S2182-5173201300030000300012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>13. Guise     JM, Eden K, Emeis C, Denman MA, Marshall N, Fu R, et al. Vaginal Birth after     Cesarean: new insights. Evidence Report/Technology Assessment, nr 191.     Rockville, MD: Agency for Healthcare Research and Quality; 2010.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000120&pid=S2182-5173201300030000300013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>14. Nomura     RM, Alves EA, Zugaib M. Maternal complications associated with type of delivery     in a university hospital. Rev Sa&#250;de P&#250;blica 2004 Feb; 38 (1): 9-15.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000122&pid=S2182-5173201300030000300014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>15. Liu S,     Liston RM, Joseph KS, Heaman M, Sauve R, Kramer MS; Maternal Health Study Group     of the Canadian Perinatal Surveillance System. Maternal mortality and severe     morbidity associated with low-risk planned cesarean delivery versus planned     vaginal delivery at term. CMAJ 2007 Feb 13; 176 (4): 455-60.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000124&pid=S2182-5173201300030000300015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>16. Al-Sahab     B, Lanes A, Feldman M, Tamim H. Prevalence and predictors of 6-month exclusive     breastfeeding among Canadian women: a national survey. 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Dias MA,     Domingues RM, Pereira AP, Fonseca SC, da Gama SG, Theme Filha MM, et al.     Trajet&#243;ria das mulheres na defini&#231;&#227;o pelo parto ces&#225;reo: estudo de caso em duas     unidades do sistema de sa&#250;de suplementar do estado do Rio de Janeiro. Ci&#234;n     Sa&#250;de Colet 2008 sep-out; 13 (5): 1521-34.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000130&pid=S2182-5173201300030000300018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>19. Haddad     SE, Cececatti JG. Estrat&#233;gias dirigidas aos profissionais para a redu&#231;&#227;o das     ces&#225;reas desnecess&#225;rias no Brasil. 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