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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Determinantes de incapacidade temporária para o trabalho de longa duração: Estudo InCIT]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Goal: The aim of this study was to evaluate the determinants of long-term absenteeism from work including socio-demographic, work-related and disease-related characteristics. Study design: Prospective case-control study Setting: Unidade Local de Saúde de Matosinhos Study population: Individuals between 18 and 65 years of age were considered cases if they were absent from work for a period longer than 30 consecutive days. For each case, a control was selected randomly from the list of the same family physician. Material and methods: Information was gathered regarding socio-demographic and disease-related characteristics (recent surgery, psychiatric, musculoskeletal and neoplastic disease) of cases and controls. The Family APGAR and the Work Satisfaction Scale were used to evaluate family function and work satisfaction. Odds ratios and 95% confidence intervals, adjusted for gender, age and education, were computed to estimate the association between these variables and long-term work absenteeism. Results: During the study period, 76 cases were identified and 76 controls were selected. About 56% of cases and 62% of controls were men. This difference was not significant. Mean age was higher among the cases (50.0 versus 42.5; p < 0.001) and cases were less educated (p < 0.001). A higher proportion of cases had blue-collar occupations (p = 0.001) and cases had lower family APGAR scores (p = 0.008). There was higher risk of long-term absenteeism for individuals with musculoskeletal disease (OR 6.14; 95% CI 2.79 - 13.48), neoplastic disease (OR 4.62; 95% CI 1.18 - 18.08), psychiatric disease (OR 5.21; 95% CI 2.14 - 12.70) and recent surgery (OR 14.49; 95% CI 3.83 - 54.80). Conclusion: This study may help clinicians to recognize individuals at higher risk of long-term work absenteeism and enable them to apply cost-effective preventive measures to decrease the health, family and social burdens of this problem.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Absentismo Laboral]]></kwd>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Estudo de Casos e Controlos]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><b>ESTUDOS ORIGINAIS</b></p>       <p><font size="4"><b>Determinantes de incapacidade tempor&#225;ria     para o trabalho de longa dura&#231;&#227;o &#8211; Estudo InCIT</b></font></p>       <p><font size="3"><b>Determinants   of long-term work absenteeism &#8211; The InCIT study</b></font></p>       <p><b>Joana Costa Gomes,<sup>1,2</sup> Alexandra     Sousa,<sup>3</sup> Ana Isabel Ribeiro,<sup>3</sup> Filipa Silva,<sup>4</sup> Mara Galhardo,<sup>4</sup> Sofia Esqu&#237;vel,<sup>1</sup> Teresa Maia Fernandes<sup>5</sup></b></p>       <p><sup>1</sup> Interna de Medicina Geral e Familiar, USF Lagoa, ULS Matosinhos</p>       <p><sup>2</sup> Instituto de Sa&#250;de P&#250;blica da Universidade de Porto</p>       <p><sup>3</sup> Interna de Medicina Geral e Familiar, USF Oceanos, ULS Matosinhos</p>       <p><sup>4</sup> Interna de Medicina Geral e Familiar, USF Dunas, ULS Matosinhos</p>       <p><sup>5</sup> Interna de Medicina Geral e Familiar, USF Infesta, ULS Matosinhos</p>       <p><a href="#c0">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a> | <a href="#c0">Direcci&oacute;n para correspondencia</a> | <a href="#c0">Correspondence</a><a name="topc0"></a></p> <hr/>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>        <p><b>RESUMO</b></p>       <p><b>Objetivos:</b> Este trabalho pretende     avaliar determinantes sociodemogr&#225;ficos, laborais e patol&#243;gicos de aus&#234;ncia     laboral prolongada.</p>       <p><b>Tipo de estudo:</b> Caso-controlo     prospetivo</p>       <p><b>Local:</b> Unidade Local de Sa&#250;de de     Matosinhos</p>       <p><b>Popula&#231;&#227;o:</b> Foram considerados casos     indiv&#237;duos entre os 18 e os 65 anos que se encontravam com Certificado de     Incapacidade Tempor&#225;ria (CIT) h&#225; pelo menos 30 dias por doen&#231;a natural. Os     controlos foram selecionados aleatoriamente, emparelhados por m&#233;dico de     fam&#237;lia.</p>       <p><b>M&#233;todos:</b> Recolheu-se informa&#231;&#227;o     relativa a vari&#225;veis sociodemogr&#225;ficas e patol&#243;gicas (cirurgia recente,     patologia psiqui&#225;trica, patologia osteoarticular e doen&#231;a oncol&#243;gica) e     aplicaram-se duas escalas (APGAR Familiar e a Escala de Satisfa&#231;&#227;o no     Trabalho). Calcularam-se <i>Odds Ratio</i> (OR) ajustados para g&#233;nero, idade e escolaridade e respetivos Intervalos de     Confian&#231;a (IC) a 95% para estimar a associa&#231;&#227;o entre estes determinantes e     possibilidade de estar com CIT prolongado.</p>       <p><b>Resultados:</b> Durante o per&#237;odo de estudo     foi emitido CIT prolongado a 76 indiv&#237;duos, para os quais foram aleatoriamente     selecionados 76 controlos. Cerca de 56% dos casos e 62% dos controlos eram     homens, sem diferen&#231;as significativas entre g&#233;neros. A idade m&#233;dia dos casos     foi superior &#224; dos controlos (50,0 <i>versus</i> 42,5; p &lt; 0,001) e os casos eram em geral menos escolarizados (<i>p</i> &lt; 0,001). Constatou-se que mais     casos exerciam profiss&#245;es de colarinho azul (<i>p</i> = 0,001) e obtiveram pontua&#231;&#245;es mais baixas no APGAR Familiar (<i>p</i> = 0,008). Verificou-se ainda um     aumento da possibilidade de CIT prolongado na presen&#231;a de patologia     osteoarticular (OR 6,14; IC 95% 2,79 &#8211; 13,48), oncol&#243;gica (OR 4,62; IC     95% 1,18 &#8211; 18,08) e psiqui&#225;trica (OR 5,21; IC 95% 2,14 &#8211; 12,70) e     cirurgia recente (OR 14,49; IC 95% 3,83 &#8211; 54,80).</p>       <p><b>Conclus&#245;es:</b> Este trabalho poder&#225;     auxiliar os m&#233;dicos de fam&#237;lia a identificar os indiv&#237;duos mais vulner&#225;veis ao     absentismo laboral prolongado, para permitir implementa&#231;&#227;o de medidas     preventivas custo-efetivas que permitam reduzir o impacto pessoal, familiar e     social e os custos que lhe est&#227;o associados.</p>       <p><b>Palavras-chave:</b> Absentismo Laboral;     Fatores Epidemiol&#243;gicos; Estudo de Casos e Controlos.</p>     <hr/>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>       <p><b>ABSTRACT</b></p>       <p><b>Goal:</b> The aim of this study was to     evaluate the determinants of long-term absenteeism from work including   socio-demographic, work-related and disease-related characteristics.</p>       <p><b>Study design:</b> Prospective case-control     study</p>       <p><b>Setting:</b> Unidade Local de Sa&#250;de de     Matosinhos</p>       <p><b>Study population:</b> Individuals between     18 and 65 years of age were considered cases if they were absent from work for     a period longer than 30 consecutive days. For each case, a control was selected     randomly from the list of the same family physician.</p>       <p><b>Material and methods:</b> Information was     gathered regarding socio-demographic and disease-related characteristics     (recent surgery, psychiatric, musculoskeletal and neoplastic disease) of cases     and controls. The Family APGAR and the Work Satisfaction Scale were used to     evaluate family function and work satisfaction. Odds ratios and 95% confidence     intervals, adjusted for gender, age and education, were computed to estimate     the association between these variables and long-term work absenteeism.</p>       <p><b>Results:</b> During the study period, 76     cases were identified and 76 controls were selected. About 56% of cases and 62%     of controls were men. This difference was not significant. Mean age was higher     among the cases (50.0 versus 42.5; p &lt; 0.001) and cases were less educated     (p &lt; 0.001). A higher proportion of cases had blue-collar occupations (p =     0.001) and cases had lower family APGAR scores (p = 0.008). There was higher     risk of long-term absenteeism for individuals with musculoskeletal disease (OR     6.14; 95% CI 2.79 &#8211; 13.48), neoplastic disease (OR 4.62; 95% CI 1.18     &#8211; 18.08), psychiatric disease (OR 5.21; 95% CI 2.14 &#8211; 12.70) and     recent surgery (OR 14.49; 95% CI 3.83 &#8211; 54.80).</p>       <p><b>Conclusion:</b> This study may help     clinicians to recognize individuals at higher risk of long-term work absenteeism     and enable them to apply cost-effective preventive measures to decrease the     health, family and social burdens of this problem.</p>       <p><b>Key words:</b> Absenteeism; Epidemiologic     Factors; Case-control Study.</p>     <hr/>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>       <p><b>Introdu&#231;&#227;o</b></p>       <p>O absentismo     laboral &#233; um importante problema de sa&#250;de p&#250;blica, associando-se a custos     diretos e indiretos n&#227;o desprez&#237;veis, parecendo existir associa&#231;&#227;o entre a     incapacidade laboral prolongada e determinadas carater&#237;sticas individuais,     sociais e laborais.<sup>1-3</sup> O conhecimento das associa&#231;&#245;es entre fatores     demogr&#225;ficos e ambiente laboral na popula&#231;&#227;o ativa &#233; importante para o     desenvolvimento de estrat&#233;gias com vista &#224; redu&#231;&#227;o do absentismo laboral     prolongado, principalmente tendo em conta o contexto socioecon&#243;mico atual, em     que a otimiza&#231;&#227;o dos recursos assume um papel fundamental.<sup>4,5</sup></p>       <p>Estudos     anteriores demonstraram que a incapacidade laboral prolongada &#233; mais frequente     no g&#233;nero feminino,<sup>1,6</sup> em trabalhadores de &#171;colarinho azul&#187;<sup>3,7</sup> e indiv&#237;duos de n&#237;vel socioecon&#243;mico inferior,<sup>7</sup> estando tamb&#233;m     descrita a associa&#231;&#227;o entre patologia m&#250;sculo-esquel&#233;tica e aus&#234;ncia laboral.<sup>4</sup> Um conjunto de fatores psicol&#243;gicos e fatores relacionados com a profiss&#227;o     contribuem tamb&#233;m para o absentismo laboral, nomeadamente baixa satisfa&#231;&#227;o     profissional, elevadas expectativas, conflitos profissionais, entre outros.<sup>4,8</sup> Em muitos pa&#237;ses ocidentais a patologia m&#250;sculo-esquel&#233;tica &#233; a principal causa     de absentismo laboral, seguida da patologia psiqui&#225;trica<sup>2</sup> mas, na     popula&#231;&#227;o portuguesa, existe pouca evid&#234;ncia relativa &#224;s aus&#234;ncias ao trabalho     e seus determinantes.<sup>3</sup></p>       <p>Em Portugal     a incapacidade laboral &#233; certificada em impresso pr&#243;prio denominado certificado     de incapacidade tempor&#225;ria (CIT) emitido pelo m&#233;dico assistente.<sup>9</sup> Com base na legisla&#231;&#227;o em vigor &#233; considerada CIT de longa dura&#231;&#227;o um CIT com     dura&#231;&#227;o superior a 30 dias <i>(artigo n.<sup>o</sup> 296 do C&#243;digo do Trabalho).</i></p>       <p>Uma vez que     o combate ao absentismo laboral passa pela sua preven&#231;&#227;o, &#233; necess&#225;rio um     conhecimento aprofundado das suas causas e rela&#231;&#245;es.<sup>8</sup> A hip&#243;tese que     subjaz a este trabalho &#233; que os indiv&#237;duos com CIT &gt; 30 dias t&#234;m diferentes     caracter&#237;sticas sociodemogr&#225;ficas e patol&#243;gicas que os indiv&#237;duos sem CIT &gt;     30 dias. Pretendemos estudar esta hip&#243;tese avaliando vari&#225;veis     sociodemogr&#225;ficas e presen&#231;a de patologia psiqui&#225;trica, osteoarticular,     oncol&#243;gica e cirurgia recente em indiv&#237;duos com e sem incapacidade para o     trabalho. Ser&#225; tamb&#233;m avaliada a influ&#234;ncia da presen&#231;a de problemas familiares     e laborais.</p>       <p><b>M&#233;todos</b></p>       <p>Realizou-se     um estudo caso-controlo em 4 unidades de sa&#250;de familiar (USF) do ACES de     Matosinhos (USF Oceanos, USF Dunas, USF Infesta e USF Lagoa), onde casos de     indiv&#237;duos com CIT com dura&#231;&#227;o superior a 30 dias foram comparados com     controlos.</p>       <p>Foram     selecionados para os casos indiv&#237;duos com idade superior a 18 anos e inferior a     65 anos que se encontravam com CIT h&#225; mais de 30 dias por doen&#231;a natural das     listas de orientadores de forma&#231;&#227;o dos investigadores (sete m&#233;dicos de fam&#237;lia)     &#8211; cujas CIT foram renovadas pelos m&#233;dicos de fam&#237;lia ou pelos     investigadores nos meses de janeiro, fevereiro e mar&#231;o de 2012. Para cada caso     foi escolhido um controlo da mesma lista de utentes ap&#243;s aleatoriza&#231;&#227;o a partir     da lista ordenada de n&#250;meros de identifica&#231;&#227;o (NOP) dos indiv&#237;duos com idades     compreendidas entre os 18 e os 65 anos de cada lista. Foram exclu&#237;dos, gr&#225;vidas     e reformados. Caso o indiv&#237;duo selecionado aleatoriamente n&#227;o fosse eleg&#237;vel     para o estudo era selecionado o indiv&#237;duo imediatamente a seguir.</p>       <p>Foram     estudadas as vari&#225;veis sociodemogr&#225;ficas: g&#233;nero, idade, escolaridade, tipo de trabalho     (colarinho branco ou colarinho azul) e condi&#231;&#227;o perante o trabalho (trabalhador     por conta pr&#243;pria; trabalhador por conta de outrem &#8211; setor p&#250;blico,     trabalhador por conta de outrem &#8211; setor privado; desempregado; outra),     estado civil (solteiro; casado/uni&#227;o de facto; vi&#250;vo; divorciado/separado),     tipo de fam&#237;lia a que pertence o indiv&#237;duo (nuclear, alargada, unit&#225;ria,     monoparental, reconstru&#237;da, outro) e patologia/situa&#231;&#227;o cl&#237;nica/problema     (cirurgia recente, patologia psiqui&#225;trica, patologia osteoarticular e doen&#231;a     oncol&#243;gica). Foi considerada cirurgia recente aquela que tinha ocorrido nos 6     meses anteriores, tendo sido considerados os seguintes tipos de cirurgia:     geral, ortop&#233;dica, ginecol&#243;gica ou outra. Foi ainda obtida informa&#231;&#227;o relativa     &#224; presen&#231;a ou n&#227;o de patologia psiqui&#225;trica, oncol&#243;gica ou osteoarticular.     Foram considerados os c&#243;digos ICPC2 P01 a P06, P70 a P86, P98 e P99 para     patologia psiqui&#225;trica; A79, B72-74, D74-77, F74, H75, K72, L71, N74, R84/85,     S77, T71/73, U75-77/79, W72, X75-77 e Y77/78 para patologia oncol&#243;gica e L01 a     L29 e L70 a L99 para patologia osteoarticular, registados no processo do     indiv&#237;duo, sendo esta informa&#231;&#227;o completada com a informa&#231;&#227;o obtida durante a     entrevista telef&#243;nica e com dados do processo f&#237;sico.</p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Foram ainda aplicadas     duas escalas, APGAR familiar de Smilkstein, vers&#227;o validada para a l&#237;ngua     portuguesa,<sup>10</sup> e Escala de Satisfa&#231;&#227;o do Trabalho (EST)<sup>11</sup>,     para avalia&#231;&#227;o de problemas familiares e laborais, respetivamente. A escala EST     (Siqueira M, 1995) &#233; um instrumento multidimensional, constru&#237;do com o objetivo     de avaliar o grau de satisfa&#231;&#227;o do trabalhador relativamente a cinco dimens&#245;es     do seu trabalho: satisfa&#231;&#227;o com o sal&#225;rio (tr&#234;s itens), satisfa&#231;&#227;o com os     colegas de trabalho (tr&#234;s itens), satisfa&#231;&#227;o com a chefia (tr&#234;s itens),     satisfa&#231;&#227;o com as promo&#231;&#245;es (tr&#234;s itens) e satisfa&#231;&#227;o com a natureza do     trabalho (tr&#234;s itens). Trata-se de um question&#225;rio com perguntas de escolha     m&#250;ltipla, usando uma escala tipo <i>Likert,</i> com sete categorias de respostas para cada item, que v&#227;o de &#171;totalmente     insatisfeito&#187; (1) a &#171;totalmente satisfeito&#187; (7). A EST permite calcular cinco     scores m&#233;dios (um para cada dimens&#227;o) e um score geral que engloba todas as     dimens&#245;es. Neste trabalho foi apenas calculado o <i>score</i> geral de satisfa&#231;&#227;o. Para o c&#225;lculo do <i>score</i> geral somam-se os valores assinalados pelos respondentes e     divide-se esse valor pelo n&#250;mero total de quest&#245;es do question&#225;rio (15     quest&#245;es). O resultado ficar&#225; entre 1 e 7.11 Uma vez que a escala de satisfa&#231;&#227;o     no trabalho utilizada foi traduzida para portugu&#234;s, mas validada numa popula&#231;&#227;o     brasileira, foi realizado um teste piloto com 20 indiv&#237;duos para avaliar a sua     aplicabilidade, que permitiu verificar a aus&#234;ncia de dificuldades da     compreens&#227;o da escala.</p>       <p>A colheita     de dados de casos e controlos foi feita por entrevista telef&#243;nica realizada em     abril de 2012, pelos investigadores. Estes foram previamente treinados para que     existisse uniformiza&#231;&#227;o das entrevistas, minimizando o potencial vi&#233;s de     entrevistador. Foram efetuadas at&#233; tr&#234;s tentativas de contacto telef&#243;nico ap&#243;s     as quais foram considerados n&#227;o-respondentes. No in&#237;cio do contacto foi     explicado o objetivo do estudo e obtido consentimento informado oral. Para     aplica&#231;&#227;o de duas escalas que requerem autopreenchimento foram oferecidas ao     indiv&#237;duo tr&#234;s hip&#243;teses: deslocar-se ao centro de sa&#250;de para preenchimento em     momento oportuno, envio das escalas por correio ou envio das escalas por     correio eletr&#243;nico. Na altura da entrevista foi preenchida uma folha de dados,     constru&#237;da no programa <i>Google Forms&#174;,</i> que permite codifica&#231;&#227;o autom&#225;tica em base de dados. A base de dados guardada     em <i>Google Docs&#174;</i> foi protegida por     palavra passe do conhecimento exclusivo dos investigadores e em nenhum dos     registos foram identificados os utentes, de forma a garantir confidencialidade.     Durante a entrevista foram colocadas quest&#245;es diretamente ao utente que foram     complementados com os dados dispon&#237;veis no processo cl&#237;nico inform&#225;tico     (c&#243;digos ICPC2 - International Classification of Primary Care, second edition) e     f&#237;sico do caso/controlo.</p>       <p>O c&#225;lculo do     tamanho amostral foi realizado utilizando o menu <i>Statcalc</i> do programa <i>Epi info<sup>&#174;</sup></i> vers&#227;o 6 (1993) para IC (Intervalo de Confian&#231;a) 95% e poder 80%, assumindo uma     preval&#234;ncia de exposi&#231;&#227;o nos n&#227;o expostos de 50% e um OR <i>(Odds Ratio)</i> esperado de 3.0 o que correspondeu a 65 casos e 65     controlos. O OR esperado foi obtido com base na revis&#227;o da evid&#234;ncia anterior,     tendo em conta o OR m&#233;dio encontrado para a associa&#231;&#227;o ente as diversas     vari&#225;veis independentes utilizadas e a aus&#234;ncia laboral prolongada.<sup>12-14</sup></p>       <p>A an&#225;lise     dos dados foi realizada procedendo &#224; descri&#231;&#227;o comparativa de casos e controlos     usando m&#233;todos de estat&#237;stica descritiva. Foram calculados OR ajustados para     g&#233;nero, idade e escolaridade e respetivos IC a 95% utilizando regress&#227;o     log&#237;stica para estimar a associa&#231;&#227;o entre determinantes e possibilidade de CIT     prolongado. Foi usado um n&#237;vel de signific&#226;ncia estat&#237;stica de 0,05. Todos os     c&#225;lculos foram conduzidos utilizando o <i>software     STATA<sup>&#174;</sup>, Version 11.2 (StataCorporation, College Station, Texas).</i></p>       <p><b>Considera&#231;&#245;es     &#233;ticas</b></p>       <p>O protocolo     foi aprovado pela comiss&#227;o de &#233;tica da Unidade Local de Sa&#250;de de Matosinhos     (ULSM). Foi obtido consentimento informado oral para participa&#231;&#227;o no estudo a     todos os indiv&#237;duos (casos e controlos) no in&#237;cio da entrevista telef&#243;nica     realizada para recolha de dados. A base de dados foi restrita, atrav&#233;s de     palavra-passe, a consulta pelos investigadores e a todos os indiv&#237;duos foi     atribu&#237;do um c&#243;digo, n&#227;o pass&#237;vel de identifica&#231;&#227;o para garantir confidencialidade.</p>       <p><b>Resultados</b></p>       <p>Entre     janeiro e mar&#231;o de 2012 foram identificados nas sete listas de m&#233;dicos de     fam&#237;lia 76 casos de CIT superior a 30 dias de dura&#231;&#227;o para os quais foram     selecionados aleatoriamente 76 controlos, emparelhados por lista de utentes.</p>       <p>Verificou-se     que os casos eram significativamente mais velhos (idade m&#233;dia em anos 50,0 <i>vs</i> 42,5, <i>p</i> &lt; 0,001) e menos escolarizados (47,4% dos casos <i>versus</i> 14,5% dos controlos com     escolaridade entre 0 e 4 anos, <i>p</i> &lt;     0,001) que os controlos. N&#227;o se registaram diferen&#231;as significativas entre     casos e controlos em rela&#231;&#227;o ao g&#233;nero ou ao estado civil. Em rela&#231;&#227;o &#224;     atividade laboral, n&#227;o se registaram diferen&#231;as na condi&#231;&#227;o perante o trabalho.     Verificou-se, no entanto, que 82,7% dos casos eram profissionais de colarinho     azul em compara&#231;&#227;o com apenas 57,4% dos controlos (<i>p</i> = 0,001). Houve uma tend&#234;ncia para APGAR familiar mais baixo nos     casos do que nos controlos (<i>p</i> =     0,008). Relativamente ao tipo de fam&#237;lia n&#227;o foi encontrada qualquer     associa&#231;&#227;o. Finalmente, quanto &#224; presen&#231;a de patologia verificou-se que os     casos tinham mais cirurgias nos &#250;ltimos seis meses, em compara&#231;&#227;o com os     controlos (<i>p</i> &lt; 0,001) sem     diferen&#231;as no que respeita ao tipo de cirurgia. O mesmo se verificou em rela&#231;&#227;o     &#224; presen&#231;a de patologia osteoarticular (<i>p</i> &lt;0,001), oncol&#243;gica (<i>p</i> &lt; 0,001)     ou psiqui&#225;trica (<i>p</i> &lt; 0,001)     (<a href="#q1">Quadro I</a>).</p>       <p>&nbsp;</p>    ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="center"><a name="q1"></a><img src="/img/revistas/rpmgf/v29n3/29n3a04q1.jpg"/></p>    
<p>&nbsp;</p>       <p>N&#227;o se     verificou associa&#231;&#227;o estatisticamente significativa entre o g&#233;nero, estado     civil, condi&#231;&#227;o perante o trabalho, tipo de trabalho, agregado familiar ou     APGAR familiar e CIT prolongado. Em rela&#231;&#227;o a idade, embora de forma n&#227;o     significativa, os OR mostram tend&#234;ncia para aumento de possibilidade de CIT com     aumento da idade. N&#237;veis de escolaridade mais elevados associaram-se     significativamente a menor possibilidade de CIT prolongado. Indiv&#237;duos     satisfeitos, segundo a escala EST, com a sua atividade laboral t&#234;m menos     possibilidade de usufruir de CIT prolongado quando comparados com indiv&#237;duos     insatisfeitos (OR 0,34; IC 95% 0,12 a 1,00). Indiv&#237;duos que foram submetidos a     cirurgia nos &#250;ltimos seis meses (OR 14,49; IC 95% 3,83 a 54,80) e indiv&#237;duos     com patologia osteoarticular (OR 6,14; IC 95% 2,79 a 13,48), oncol&#243;gica (OR     4,62; IC 95% 1,18 a 18,08) ou psiqui&#225;trica (OR 5,21; IC 95% 2,14 a 12,70) tem     possibilidade significativamente maior de permanecerem ausentes do trabalho por     per&#237;odo superior a 30 dias (<a href="#q2">Quadro II</a>). De referir que a associa&#231;&#227;o entre CIT     prolongada e a presen&#231;a de patologia osteoarticular foi independente do tipo de     trabalho (colarinho branco <i>vs</i> colarinho azul; OR ajustado para g&#233;nero, idade, escolaridade e tipo de trabalho     6,10; IC 95% 2,72 a 13,67).</p>       <p>&nbsp;</p>    <p align="center"><a name="q2"></a><img src="/img/revistas/rpmgf/v29n3/29n3a04q2.jpg"/></p>    
<p>&nbsp;</p>       <p><b>Discuss&#227;o</b></p>       <p>De acordo     com os resultados obtidos neste estudo, os indiv&#237;duos mais velhos, menos     escolarizados e com patologia musculosquel&#233;tica, oncol&#243;gica, psiqui&#225;trica ou     hist&#243;ria de cirurgia nos &#250;ltimos seis meses t&#234;m maior possibilidade de se     encontrarem com CIT prolongado.</p>       <p>A evid&#234;ncia     anterior mostra que os aspetos laborais, nomeadamente a baixa satisfa&#231;&#227;o     profissional, elevadas expectativas e conflitos profissionais t&#234;m vindo a ser     relacionados com a incapacidade laboral para o trabalho.<sup>2,4,8</sup> Tamb&#233;m     o tipo de trabalho parece relacionar-se com o grau de absentismo laboral, sendo     que este &#233; tipicamente superior nos trabalhadores de &#8220;colarinho azul&#8221;.<sup>3,7</sup> Os nossos resultados v&#234;m de encontro a estes achados.<sup>7</sup> Em rela&#231;&#227;o &#224;     atividade laboral, n&#227;o se registaram, no presente estudo, diferen&#231;as na     condi&#231;&#227;o perante o trabalho. Este facto vem de encontro aos dados da literatura     que identificam fatores de absentismo nos trabalhadores dependentes similares     aos dos trabalhadores independentes.<sup>5</sup> De ressalvar ainda que, de     acordo com o c&#243;digo do trabalho, tanto trabalhadores por conta de outrem como     trabalhadores independentes t&#234;m direito a usufruir do CIT, embora no caso dos     trabalhadores independentes o subs&#237;dio s&#243; seja atribu&#237;do ap&#243;s os primeiros 30     dias <i>(Decreto-Lei n.&#186; 28/2004, de 4 de     fevereiro na reda&#231;&#227;o dada pelos Decretos-Lei n.&#186; 146/2005, de 26 de agosto e     n.&#186; 302/2009, de 22 de outubro &#8211; Regime jur&#237;dico de prote&#231;&#227;o na doen&#231;a).</i> Em rela&#231;&#227;o aos desempregados, apesar de o subs&#237;dio por doen&#231;a n&#227;o poder ser     acumulado com o subs&#237;dio de desemprego, um indiv&#237;duo inscrito no centro de     emprego tem que justificar as suas aus&#234;ncias por doen&#231;a tamb&#233;m atrav&#233;s de um CIT.     Estas particularidades provavelmente influenciaram os resultados obtidos neste     estudo quando comparados com a realidade de outros pa&#237;ses.</p>       <p>Apesar do     presente estudo n&#227;o ter encontrado associa&#231;&#227;o estatisticamente significativa     com o g&#233;nero, em estudos anteriores o g&#233;nero feminino tem vindo a ser     relacionado com o absentismo laboral.<sup>1,3</sup> As diferen&#231;as entre g&#233;neros     s&#227;o justificadas pelas diferen&#231;as biol&#243;gicas, o efeito de g&#233;nero e fatores     socioculturais. Todavia, verifica-se tamb&#233;m que, nos pa&#237;ses e nos grupos     et&#225;rios em que as mulheres s&#227;o significativamente mais faltosas ao trabalho, a     aus&#234;ncia laboral parece ser explicada maioritariamente por problemas de sa&#250;de     relacionados com a gravidez ou o catam&#233;nio e que as aus&#234;ncias s&#227;o geralmente     por per&#237;odos curtos.<sup>1</sup> As diferen&#231;as entre o presente estudo e a     evid&#234;ncia anterior poder&#227;o ser explicadas pelo fato do presente estudo ter     exclu&#237;do absentismo por gravidez de risco e ter focado a sua aten&#231;&#227;o nas     aus&#234;ncias laborais prolongadas. N&#227;o obstante, as diferen&#231;as interculturais e     legislativas devem ser tidas em conta para a explica&#231;&#227;o do fen&#243;meno da aus&#234;ncia     laboral nas mulheres.<sup>1</sup></p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Os     resultados obtidos mostram que a popula&#231;&#227;o mais velha tem maior possibilidade     de absentismo laboral prolongado, o que confirma a tend&#234;ncia habitualmente     encontrada na literatura.<sup>3</sup> Estes dados poder&#227;o resultar do decl&#237;nio     na capacidade f&#237;sica, bem como do aumento das comorbilidades associado &#224; idade.<sup>12</sup></p>       <p>A     incapacidade prolongada para o trabalho parece tamb&#233;m ser superior nos     indiv&#237;duos com hist&#243;ria pessoal de patologia psiqui&#225;trica, tal como verificado     em estudos anteriores.<sup>2,6,15</sup> Trata-se de um fen&#243;meno de import&#226;ncia     crescente, transversal a toda a Europa Ocidental e que parece ser influenciado     por fatores geogr&#225;ficos mas tamb&#233;m pelo g&#233;nero feminino, tipo de doen&#231;a mental,     aumento da idade e menor rendimento econ&#243;mico.<sup>6,16</sup> O risco de     marginaliza&#231;&#227;o e de incapacidade permanente destes doentes n&#227;o &#233; desprez&#237;vel,     pelo que a preven&#231;&#227;o e o tratamento destes doentes s&#227;o fundamentais.<sup>6</sup> A preven&#231;&#227;o deve incidir tamb&#233;m em interven&#231;&#245;es que visem melhorar o ambiente     laboral, na medida em que um mau ambiente laboral pode propiciar o aparecimento     de patologia psiqui&#225;trica, o que conduz por sua vez ao absentismo.<sup>2</sup></p>       <p>A patologia     som&#225;tica, especialmente a osteoarticular ou musculosquel&#233;tica, tem vindo a ser     relacionada com o absentismo laboral prolongado,<sup>3,12,17-19</sup> tal como     acontece no nosso estudo, em que verificamos existir uma associa&#231;&#227;o positiva e     estatisticamente significativa entre CIT prolongada e presen&#231;a de patologia     osteoarticular, oncol&#243;gica e hist&#243;ria cir&#250;rgica recente.</p>       <p>Os     resultados do estudo InCIT trazem informa&#231;&#227;o importante para a pr&#225;tica cl&#237;nica,     sendo um estudo pioneiro nos cuidados de sa&#250;de prim&#225;rios em Portugal. O     emparelhamento de casos e controlos por lista de utentes de cada m&#233;dico de     fam&#237;lia permitiu eliminar o potencial vi&#233;s associado a diferen&#231;as entre os sete     m&#233;dicos no que diz respeito &#224; maior ou menor acessibilidade para prescri&#231;&#227;o de     um CIT. No entanto, este trabalho n&#227;o &#233; isento de limita&#231;&#245;es, sendo de referir     que a amostra utilizada no estudo InCIT &#233; referente &#224;s listas de sete m&#233;dicos     de fam&#237;lia pertencentes ao ACES de Matosinhos de quatro &#225;reas geogr&#225;ficas     distintas (Matosinhos, Lavra, S&#227;o Mamede Infesta e Senhora da Hora), pelo que     os resultados obtidos podem estar influenciados por diferen&#231;as regionais e n&#227;o     ser representativos da popula&#231;&#227;o portuguesa. Al&#233;m disso a recolha de dados,     apesar de ter sido feita de forma sistematizada, foi baseada em informa&#231;&#227;o     obtida atrav&#233;s de entrevista telef&#243;nica e registada no processo cl&#237;nico,     estando ambos os m&#233;todos sujeitos a vi&#233;s de informa&#231;&#227;o, bem como possibilidade     de vi&#233;s de mem&#243;ria em rela&#231;&#227;o aos antecedentes patol&#243;gicos dos indiv&#237;duos     estudados. Mais se acrescenta que o facto da folha de recolha de dados ter sido     elaborada pelas investigadoras e n&#227;o baseada totalmente em instrumentos     previamente testados poder&#225; comprometer a validade interna do estudo, n&#227;o     invalidando por&#233;m a aplicabilidade dos resultados obtidos.</p>       <p>A inclus&#227;o     de indiv&#237;duos atualmente desempregados poder&#225; ter aumentado a heterogeneidade     dos indiv&#237;duos estudados em rela&#231;&#227;o aos fatores avaliados e, desta forma, seria     interessante realizar um estudo semelhante em que estes indiv&#237;duos n&#227;o fossem     inclu&#237;dos. N&#227;o obstante, apesar dos desempregados inclu&#237;dos no grupo dos casos     estarem atualmente sem emprego, encontravam-se com CIT, estando assim     impossibilitados de regressar &#224; vida laboral, integrando assim o grupo de     popula&#231;&#227;o em idade ativa incapacitada para o trabalho. Outros estudos     realizados anteriormente inclu&#237;ram tamb&#233;m indiv&#237;duos desempregados, por motivos     semelhantes.<sup>20</sup></p>       <p>No contexto     econ&#243;mico atual torna-se essencial minimizar os custos associados ao absentismo     laboral para a melhor gest&#227;o dos recursos em sa&#250;de. A evid&#234;ncia gerada por este     trabalho pode auxiliar os m&#233;dicos de fam&#237;lia a conhecer os indiv&#237;duos mais     vulner&#225;veis ao absentismo laboral prolongado, compreender os v&#225;rios aspetos     envolvidos e delinear estrat&#233;gias preventivas, podendo ser tamb&#233;m de grande     utilidade para outras entidades na ado&#231;&#227;o de medidas preventivas centradas no     local de trabalho.<sup>14,16</sup></p>       <p>A consulta     m&#233;dica precoce e a abordagem hol&#237;stica do paciente, t&#227;o caracter&#237;stica da     Medicina Geral e Familiar, ser&#227;o um instrumento eficaz na diminui&#231;&#227;o do     absentismo laboral. Esta vis&#227;o vem corroborar a necessidade de reconhecer     precocemente e atuar nos indiv&#237;duos em maior risco de absentismo laboral.<sup>12</sup> Um utente com CIT prolongado ter&#225; um n&#250;mero aumentado de contatos com o seu     m&#233;dico de fam&#237;lia e a incapacidade para o trabalho tem impacto na sua vida     pessoal, estabilidade emocional e a n&#237;vel da sua din&#226;mica familiar.<sup>21-23</sup> Cabe ao m&#233;dico de fam&#237;lia o papel de capacita&#231;&#227;o dos indiv&#237;duos, bem como     contribuir para o estreitar da barreira da reintegra&#231;&#227;o, de forma a acelerar o     regresso ao trabalho e diminuindo assim o impacto pessoal, familiar e social,     associados ao absentismo laboral.<sup>22-24</sup> Os dados obtidos neste estudo     tornam poss&#237;vel o reconhecimento das caracter&#237;sticas principais dos indiv&#237;duos     para os quais devem ser dirigidas de medidas preventivas, custo-efetivas, que     permitam redu&#231;&#227;o de custos e do impacto pessoal, familiar e social, associados     ao absentismo laboral.</p>     <p>&nbsp;</p>       <p><b>REFER&#202;NCIAS     BIBLIOGR&#193;FICAS</b></p>       <!-- ref --><p>1. Bekker     MH, Rutte CG, van Rijswijk K. Sickness absence: A gender-focused review.     Psychol Health Med 2009 Aug; 14 (4): 405-18.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000072&pid=S2182-5173201300030000400001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>2. Foss L,     Gravseth HM, Kristensen P, Claussen B, Mehlum IS, Skyberg K. Risk factors for     long-term absence due to psychiatric sickness: a register-based 5-year     follow-up from the Oslo health study. 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Occup Med (Lond) 2006 Oct; 56 (7): 469-74.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000078&pid=S2182-5173201300030000400004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>5. Spierdijk     L, van Lomwel G, Peppelman W. The determinants of sick leave durations of Dutch     self-employed. J Health Econ 2009 Dec; 28 (6): 1185-96.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000080&pid=S2182-5173201300030000400005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>6. Bratberg     E, Gjesdal S, Maeland JG. Sickness absence with psychiatric diagnoses:     individual and contextual predictors of permanent disability. Health Place 2009     Mar; 15 (1): 308-14.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000082&pid=S2182-5173201300030000400006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>7. Laaksonen     M, Piha K, Rahkonen O, Martikainen P, Lahelma E. Explaining occupational class     differences in sickness absence: results from middle-aged municipal employees.     J Epidemiol Community Health 2010 Sep; 64 (9): 802-7.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000084&pid=S2182-5173201300030000400007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>8. Agapito     S, Cardoso de Sousa F. A influ&#234;ncia da satisfa&#231;&#227;o profissional no absentismo     laboral. Rev Port Sa&#250;de P&#250;blica 2010 jul-dez; 28 (2): 132-9.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000086&pid=S2182-5173201300030000400008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <p>9.     Decreto-Lei n.&#186; 28/2004, de 4 de fevereiro. Di&#225;rio da Republica n&#186; 29 - I     S&#233;rie. </p>       <!-- ref --><p>10.     Agostinho M, Rebelo L. Fam&#237;lia: do conceito aos meios de comunica&#231;&#227;o. Rev Port     Sa&#250;de P&#250;blica 1988; 5: 18-21.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000089&pid=S2182-5173201300030000400009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>11. Siqueira     M. Medidas do comportamento organizacional: ferramentas de diagn&#243;stico e de     gest&#227;o. Porto Alegre: Artmed; 2008.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000091&pid=S2182-5173201300030000400010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>12. Hoedeman     R, Blankenstein AH, Krol B, Koopmans PC, Groothoff JW. The contribution of high     levels of somatic symptom severity to sickness absence duration, disability and     discharge. J Occup Rehabil 2010 Jun; 20 (2): 264-73.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000093&pid=S2182-5173201300030000400011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>13. L&#246;ve J,     Holmgren K, Tor&#233;n K, Hensing G. Can work ability explain the social gradient in     sickness absence: a study of a general population in Sweden. BMC Public Health     2012 Mar; 12: 163.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000095&pid=S2182-5173201300030000400012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>14. Melchior     M, Krieger N, Kawachi I, Berkman LF, Niedhammer I, Goldberg M. Work factors and     occupational class disparities in sickness absence: findings from the GAZEL     cohort study. Am J Public Health 2005 Jul; 95 (7): 1206-12.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000097&pid=S2182-5173201300030000400013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>15. Hensing     G, Wahlstr&#246;m R. Swedish Council on Technology Assessment in Health Care (SBU).     Chapter 7. Sickness absence and psychiatric disorders. Scand J Public Health     Suppl 2004; 63: 152-80.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000099&pid=S2182-5173201300030000400014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>16. Hussey     L, Turner S, Thorley K, McNamee R, Agius R. Work-related sickness absence as     reported by UK general practitioners. Occup Med (Lond) 2012 Mar; 62 (2):     105-11.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000101&pid=S2182-5173201300030000400015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>17. Karels     CH, Bierma-Zeinstra SM, Verhagen AP, Koes BW, Burdorf A. Sickness absence in     patients with arm, neck and shoulder complaints presenting in physical therapy     practice: 6 months follow-up. Man Ther 2010 Oct; 15 (5): 476-81.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000103&pid=S2182-5173201300030000400016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>18. Morris     J, Watson PJ. Investigating decisions to absent from work with low back pain: a     study combining patient and GP factors. Eur J Pain 2011 Mar; 15 (3): 278-85.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000105&pid=S2182-5173201300030000400017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>19. Linaker     C, Harris EC, Cooper C, Coggon D, Palmer KT. The burden of sickness absence     from musculoskeletal causes in Great Britain. Occup Med (Lond) 2011 Oct; 61     (7): 458-64.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000107&pid=S2182-5173201300030000400018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>20. Hultin     H, Lindholm C, M&#246;ller J. Is there an association between long-term sick leave     and disability pension and unemployment beyond the effect of health status? A     cohort study. PLoS One 2012; 7 (4): e35614.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000109&pid=S2182-5173201300030000400019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>21. Swedish     Council on Technology Assessment in Health Care. Sickness absence: causes,     consequences, and physicians&#8217; sickness certification practice: a systematic     literature review by the Swedish Council on Technology Assessment in Health     Care (SBU). Scand J Public Health Suppl 2004; 63: 3-263.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000111&pid=S2182-5173201300030000400020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>22.     Bryngelson A. Long-term sickness absence and social exclusion. Scand J Public     Health 2009 Nov; 37 (8): 839-45.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000113&pid=S2182-5173201300030000400021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>23. Winde     LD, Alexanderson K, Carlsen B, Kjeldgard L, Wilteus AL, Gjesdal S. General     practitioners&#8217; experiences with sickness certification: a comparison of survey     data from Sweden and Norway. BMC Fam Pract 2012 Mar 1; 13: 10.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000115&pid=S2182-5173201300030000400022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>24. Funda&#231;&#227;o     Europeia para a Melhoria das Condi&#231;&#245;es de Vida e de Trabalho. A Preven&#231;&#227;o do     absentismo no trabalho - sinopse da investiga&#231;&#227;o. 1997. Dispon&#237;vel em     <a href="http://www.eurofound.europa.eu/pubdocs/1997/15/pt/1/ef9715pt.pdf" target="_blank">http://www.eurofound.europa.eu/pubdocs/1997/15/pt/1/ef9715pt.pdf</a> (acedido em     20/12/2012).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000117&pid=S2182-5173201300030000400023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <p>&nbsp;</p>     <p><a href="#topc0">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a> | <a href="#topc0">Direcci&oacute;n para correspondencia</a> | <a href="#topc0">Correspondence</a><a name="c0"></a></p>      <p>Joana Costa     Gomes</p>       <p>Rua da     Lagoa, s/n&#250;mero</p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p>4460-352     Senhora da Hora &#8211; Matosinhos</p>       <p><a href="mailto:joanacostabgomes@hotmail.com">joanacostabgomes@hotmail.com</a></p>            <p>&nbsp;</p>       <p><b>Conflito   de Interesses e financiamento</b></p>       <p>As autoras declaram     n&#227;o possuir qualquer tipo de conflito de interesses e n&#227;o terem recebido     qualquer tipo de financiamento externo.</p>     <p>&nbsp;</p>       <p><b>Recebido em 26/12/2012</b></p>       <p><b>Aceite para publica&#231;&#227;o em 06/05/2013</b></p>     <p>&nbsp;</p>       <p><i>Artigo escrito ao abrigo do novo acordo     ortogr&#225;fico.</i></p>      ]]></body>
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