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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Eficácia dos cerumenolíticos: uma revisão baseada na evidência para Cuidados Primários]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[The effectiveness of cerumenolytic agents: an evidence-based review for primary care]]></article-title>
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<self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S2182-51732013000300005&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_abstract&amp;pid=S2182-51732013000300005&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_pdf&amp;pid=S2182-51732013000300005&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><abstract abstract-type="short" xml:lang="pt"><p><![CDATA[Objetivos: O cerúmen impactado pode ter importantes implicações clínicas no bem-estar geral do paciente, causando motivos frequentes de procura dos Cuidados de Saúde Primários (CSP). O objetivo deste trabalho consiste em rever a evidência sobre a eficácia do uso de cerumenolíticos na remoção do cerúmen. Fontes de dados: Medline, Cochrane, National Guideline Clearinghouse, NHS Evidence e DARE. Métodos de revisão: Pesquisa de Ensaios Clínicos Controlados e Aleatorizados (ECA), Meta-Análises, Revisões Sistemáticas (RS) e Normas de Orientação Clínica (NOC), publicados entre janeiro/2000 e agosto/2011, em português e inglês, utilizando os termos MeSH: cerumen e cerumenolytic agents. A Strenght Of Recommendation Taxonomy (SORT) da American Family Physician foi utilizada para classificar a qualidade dos estudos e atribuir a força da recomendação. Resultados: De 132 artigos, oito preencheram os critérios de inclusão (3 RS, 2 ECA e 3 NOC). A maioria dos artigos aponta para a eficácia dos cerumenolíticos na remoção do cerúmen impactado quando comparados com nenhum tratamento, mas os dados são inconclusivos quanto ao agente mais eficaz. Não foram encontradas diferenças significativas entre cerumenolíticos nem quando comparados com a solução salina. Conclusões: Os cerumenolíticos são eficazes na remoção do cerúmen quando comparados com nenhum tratamento (SOR B). Apesar de não haver evidência suficiente para recomendar a utilização de um cerumenolítico em particular (SOR B), a remoção do cerúmen pode melhorar o bem-estar do paciente, pelo que o Médico de Família deve tratar o cerúmen impactado causador de sintomas. Não dispondo habitualmente de equipamento ou técnica que permita a remoção manual ou a irrigação a nível dos CSP e considerando que estas estão associadas a complicações como a perfuração timpânica, os cerumenolíticos serão a opção mais viável, pelo que é importante a realização de mais estudos, metodologicamente robustos e orientados para o paciente, de forma a avaliar qual o agente e esquema terapêutico mais eficaz na remoção do cerúmen e assim evitar a referenciação.]]></p></abstract>
<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Goals: Impacted cerumen may have important effects on the well-being of the patient and is a common cause of visits to primary health care. The aim of this article is to review the evidence for the efficacy of cerumenolytic agents for the removal of cerumen. Data sources: Medline, Cochrane Library, National Guideline Clearinghouse, NHS Evidence and DARE. Review methods: A search for randomized controlled trials (RCT), meta-analyses, systematic reviews (SR) and clinical guidelines, published between January, 2000 and August, 2011 in Portuguese and English, using the MeSH terms cerumen and cerumenolytic agents was performed. The Strength of Recommendation Taxonomy (SORT) of the American Family Physician was used to evaluate the quality and the strength of the recommendation of the studies. Results: Of 132 articles found, ten met the inclusion criteria (3 SR, 4 RCT and 3 guidelines). Most articles concluded that cerumenolytic agents were effective in removing impacted cerumen when compared to no treatment, but the data were inconclusive to demonstrate which agent is the most effective. There were no significant differences between cerumenolytic agents, even when compared with a saline solution. Conclusions: Cerumenolytic agents are effective in removing cerumen when compared to no treatment (SOR B). Although there was insufficient evidence to recommend the use of a particular cerumenolytic agent (SOR B), the removal of cerumen can improve the well-being of the patient. Family Physicians should treat impacted cerumen when it is associated with symptoms. If proper instruments or technique for manual removal of cerumen or irrigation are lacking, and considering the associated risk of perforation of the tympanic membrane with these methods, the use of cerumenolytic agents should be considered the most viable option. More methodologically robust patient-oriented studies to assess which agents and which regimens are more effective for the removal of cerumen are needed.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Cerúmen]]></kwd>
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<kwd lng="en"><![CDATA[Cerumenolytic Agents]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><b>REVIS&#213;ES</b></p>       <p><font size="4"><b>Efic&#225;cia dos cerumenol&#237;ticos: uma     revis&#227;o baseada na evid&#234;ncia para Cuidados Prim&#225;rios</b></font></p>       <p><font size="3"><b>The     effectiveness of cerumenolytic agents: an evidence-based review for primary   care</b></font></p>       <p><b>Ana Cristina Pereira,* Maria Jo&#227;o Teles**</b></p>       <p>*Interna de     Medicina Geral e Familiar/ USF Nova Via, ACES Grande Porto VIII &#8211;     Espinho/Gaia</p>       <p>*Interna de     Medicina Geral e Familiar/ USF Cam&#233;lias, ACES Grande Porto VII &#8211; Gaia</p>         <p><a href="#c0">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a> | <a href="#c0">Direcci&oacute;n para correspondencia</a> | <a href="#c0">Correspondence</a><a name="topc0"></a></p> <hr/>     <p>&nbsp;</p>        <p><b>RESUMO</b></p>       <p><b>Objetivos:</b> O cer&#250;men impactado pode ter     importantes implica&#231;&#245;es cl&#237;nicas no bem-estar geral do paciente, causando     motivos frequentes de procura dos Cuidados de Sa&#250;de Prim&#225;rios (CSP). O objetivo     deste trabalho consiste em rever a evid&#234;ncia sobre a efic&#225;cia do uso de     cerumenol&#237;ticos na remo&#231;&#227;o do cer&#250;men.</p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Fontes de dados:</b> <i>Medline, Cochrane, National Guideline Clearinghouse, NHS Evidence</i> e <i>DARE.</i></p>       <p><b>M&#233;todos de revis&#227;o:</b> Pesquisa de Ensaios     Cl&#237;nicos Controlados e Aleatorizados (ECA), Meta-An&#225;lises, Revis&#245;es     Sistem&#225;ticas (RS) e Normas de Orienta&#231;&#227;o Cl&#237;nica (NOC), publicados entre     janeiro/2000 e agosto/2011, em portugu&#234;s e ingl&#234;s, utilizando os termos MeSH: <i>cerumen</i> e <i>cerumenolytic agents.</i> A <i>Strenght     Of Recommendation Taxonomy</i> (SORT) da <i>American     Family Physician</i> foi utilizada para classificar a qualidade dos estudos e     atribuir a for&#231;a da recomenda&#231;&#227;o.</p>       <p><b>Resultados:</b> De 132 artigos, oito     preencheram os crit&#233;rios de inclus&#227;o (3 RS, 2 ECA e 3 NOC). A maioria dos     artigos aponta para a efic&#225;cia dos cerumenol&#237;ticos na remo&#231;&#227;o do cer&#250;men     impactado quando comparados com nenhum tratamento, mas os dados s&#227;o     inconclusivos quanto ao agente mais eficaz. N&#227;o foram encontradas diferen&#231;as     significativas entre cerumenol&#237;ticos nem quando comparados com a solu&#231;&#227;o     salina.</p>       <p><b>Conclus&#245;es:</b> Os cerumenol&#237;ticos s&#227;o     eficazes na remo&#231;&#227;o do cer&#250;men quando comparados com nenhum tratamento (SOR B).     Apesar de n&#227;o haver evid&#234;ncia suficiente para recomendar a utiliza&#231;&#227;o de um     cerumenol&#237;tico em particular (SOR B), a remo&#231;&#227;o do cer&#250;men pode melhorar o     bem-estar do paciente, pelo que o M&#233;dico de Fam&#237;lia deve tratar o cer&#250;men     impactado causador de sintomas. N&#227;o dispondo habitualmente de equipamento ou     t&#233;cnica que permita a remo&#231;&#227;o manual ou a irriga&#231;&#227;o a n&#237;vel dos CSP e     considerando que estas est&#227;o associadas a complica&#231;&#245;es como a perfura&#231;&#227;o     timp&#226;nica, os cerumenol&#237;ticos ser&#227;o a op&#231;&#227;o mais vi&#225;vel, pelo que &#233; importante     a realiza&#231;&#227;o de mais estudos, metodologicamente robustos e orientados para o     paciente, de forma a avaliar qual o agente e esquema terap&#234;utico mais eficaz na     remo&#231;&#227;o do cer&#250;men e assim evitar a referencia&#231;&#227;o.</p>       <p><b>Palavras-chave:</b> Cer&#250;men;     Cerumenol&#237;ticos.</p>     <hr/>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>ABSTRACT</b></p>       <p><b>Goals:</b> Impacted cerumen may have     important effects on the well-being of the patient and is a common cause of     visits to primary health care. The aim of this article is to review the   evidence for the efficacy of cerumenolytic agents for the removal of cerumen.</p>       <p><b>Data sources:</b> <i>Medline, Cochrane Library, National Guideline Clearinghouse, NHS     Evidence and DARE.</i></p>       <p><b>Review methods:</b> A search for randomized     controlled trials (RCT), meta-analyses, systematic reviews (SR) and clinical     guidelines, published between January, 2000 and August, 2011 in Portuguese and     English, using the MeSH terms cerumen and cerumenolytic agents was performed.     The Strength of Recommendation Taxonomy (SORT) of the American Family Physician     was used to evaluate the quality and the strength of the recommendation of the     studies.</p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Results:</b> Of 132 articles found, ten met     the inclusion criteria (3 SR, 4 RCT and 3 guidelines). Most articles concluded     that cerumenolytic agents were effective in removing impacted cerumen when     compared to no treatment, but the data were inconclusive to demonstrate which     agent is the most effective. There were no significant differences between     cerumenolytic agents, even when compared with a saline solution.</p>       <p><b>Conclusions:</b> Cerumenolytic agents are     effective in removing cerumen when compared to no treatment (SOR B). Although     there was insufficient evidence to recommend the use of a particular     cerumenolytic agent (SOR B), the removal of cerumen can improve the well-being     of the patient. Family Physicians should treat impacted cerumen when it is     associated with symptoms. If proper instruments or technique for manual removal     of cerumen or irrigation are lacking, and considering the associated risk of     perforation of the tympanic membrane with these methods, the use of cerumenolytic     agents should be considered the most viable option. More methodologically     robust patient-oriented studies to assess which agents and which regimens are     more effective for the removal of cerumen are needed.</p>       <p><b>Keywords:</b> Cerumen; Cerumenolytic     Agents.</p>     <hr/>     <p>&nbsp;</p>       <p><b>INTRODU&#199;&#195;O</b></p>       <p>O cer&#250;men     faz parte dos mecanismos externos de defesa do ouvido. Em algumas pessoas,     existe produ&#231;&#227;o excessiva, podendo endurecer e secar no canal auditivo externo     (CAE), ficando deste modo impactado. Quando tal acontece pode ter importantes     implica&#231;&#245;es cl&#237;nicas no bem-estar geral do paciente, causando motivos     frequentes de procura dos Cuidados de Sa&#250;de Prim&#225;rios (CSP), como diminui&#231;&#227;o da     audi&#231;&#227;o, prurido, dor, zumbido, vertigem, otite externa ou at&#233; mesmo tosse     cr&#243;nica, visto que o CAE &#233; inervado pelo ramo auricular do nervo vago e o     cer&#250;men impactado pode estimul&#225;-lo.<sup>1,2</sup></p>       <p>O cer&#250;men     impactado afeta aproximadamente 1 em cada 20 adultos e 1 em cada 3 idosos<sup>3</sup> e cerca de 4% dos doentes vai consultar o M&#233;dico de Fam&#237;lia (MF) por este     motivo.<sup>2</sup></p>       <p>Muitas vezes,     a perda auditiva n&#227;o &#233; reconhecida como um problema nos cuidados de sa&#250;de. A     hipoac&#250;sia em adultos mais velhos &#233; maioritariamente neurossensorial e devido &#224;     presbiacusia. Nos idosos, a impacta&#231;&#227;o de cer&#250;men pode ser causa de perda     auditiva e est&#225; presente em cerca de 30% dos pacientes, podendo ser tratada     pelo m&#233;dico de Cuidados Prim&#225;rios.<sup>4</sup> Assim, real&#231;a-se a import&#226;ncia     nesta faixa et&#225;ria, atendendo ao facto de que, pela diminui&#231;&#227;o da acuidade     auditiva, poder&#225; haver consequentemente uma maior dificuldade comunicacional e     isolamento social<sup>1</sup> e poder&#225; ainda exacerbar ou contribuir para o     aparecimento de problemas de sa&#250;de mental, como depress&#227;o ou psicoses.<sup>5</sup> Al&#233;m da sintomatologia, outro problema do cer&#250;men impactado &#233; o de dificultar a     otoscopia e a observa&#231;&#227;o da membrana timp&#226;nica. No entanto, &#233; atrav&#233;s da     otoscopia que &#233; feito o seu diagn&#243;stico, com a observa&#231;&#227;o direta de cer&#250;men no     CAE.</p>       <p>A remo&#231;&#227;o do     cer&#250;men pode ser realizada de forma manual, mediante irriga&#231;&#227;o ou com uso de     cerumenol&#237;ticos. O uso dos cotonetes deve ser desaconselhado, uma vez que pode     levar &#224; desloca&#231;&#227;o do cer&#250;men para o fundo do CAE, levando &#224; sua impacta&#231;&#227;o. A     via manual &#233; realizada com um gancho ou por aspira&#231;&#227;o, pode ser dolorosa e n&#227;o     dispondo do material e experi&#234;ncia necess&#225;ria torna-se dif&#237;cil a sua realiza&#231;&#227;o     ao n&#237;vel dos CSP. O mesmo acontece com a irriga&#231;&#227;o que tamb&#233;m n&#227;o &#233; pr&#225;tica     habitual. Estas manobras associam-se ainda ao risco de perfura&#231;&#227;o da membrana     timp&#226;nica entre outras complica&#231;&#245;es, tais como vertigem, zumbido e risco de     infe&#231;&#227;o com a irriga&#231;&#227;o e hemorragia e lacera&#231;&#227;o do CAE com a remo&#231;&#227;o manual.     Os efeitos laterais poss&#237;veis com os cerumenol&#237;ticos s&#227;o rea&#231;&#227;o al&#233;rgica, otite     externa, otalgia, perda transit&#243;ria de audi&#231;&#227;o e tonturas.<sup>3</sup> Assim,     os cerumenol&#237;ticos ser&#227;o uma op&#231;&#227;o segura e o m&#233;todo mais acess&#237;vel aos M&#233;dicos     de Fam&#237;lia, atendendo a que os restantes m&#233;todos necessitam de treino e     equipamento adequado e por isso realizados maioritariamente por     Otorrinolaringologia. Alguns autores dividem-nos em 3 classes: &#224; base de &#225;gua     (atividade cerumenol&#237;tica); &#224; base de &#243;leo (com efeito de amolecimento) e n&#227;o &#224;     base de &#243;leo nem &#224; base &#225;gua (<a href="#q1">Quadro I</a>).<sup>3,6</sup> Os cerumenol&#237;ticos podem     ainda ser usados como adjuvante quando usada a irriga&#231;&#227;o, com o objetivo de a     facilitar.</p>       <p>&nbsp;</p>    ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="center"><a name="q1"></a><img src="/img/revistas/rpmgf/v29n3/29n3a05q1.jpg"/></p>    
<p>&nbsp;</p>       <p>Atendendo a     estes factos, o objetivo deste trabalho consistiu em rever a evid&#234;ncia     dispon&#237;vel sobre a efic&#225;cia do uso de cerumenol&#237;ticos na remo&#231;&#227;o do cer&#250;men.</p>       <p><b>M&#201;TODOS</b></p>       <p>Foi     realizada uma pesquisa sistem&#225;tica em setembro de 2011 de Ensaios Cl&#237;nicos     Controlados e Aleatorizados (ECA), Meta-An&#225;lises, Revis&#245;es Sistem&#225;ticas (RS) e     Normas de Orienta&#231;&#227;o Cl&#237;nica (NOC), publicados entre janeiro de 2000 e agosto     de 2011, em portugu&#234;s e ingl&#234;s, nas bases de dados <i>Medline, Cochrane, National Guideline Clearinghouse, NHS Evidence</i> e <i>Database of Abstracts of Reviews of     Effectiveness</i> (DARE), utilizando as palavras-chave (termos MeSH) <i>cerumen</i> e <i>cerumenolytic agents.</i></p>       <p>Inclu&#237;ram-se     os estudos que avaliavam a efic&#225;cia do uso de cerumenol&#237;ticos na remo&#231;&#227;o do     cer&#250;men, quando comparados com outros cerumenol&#237;ticos ou nenhum tratamento, em     indiv&#237;duos adultos com cer&#250;men impactado. A efic&#225;cia do cerumenol&#237;tico foi     definida quer pela remo&#231;&#227;o do cer&#250;men (total ou parcial), por redu&#231;&#227;o do grau     de oclus&#227;o ou visualiza&#231;&#227;o completa da membrana timp&#226;nica, quer pela preven&#231;&#227;o     da irriga&#231;&#227;o.</p>       <p>Foram     exclu&#237;dos os artigos repetidos e aqueles que discordavam dos crit&#233;rios de     inclus&#227;o definidos, nomeadamente aqueles que avaliavam exclusivamente o efeito     dos cerumenol&#237;ticos como precursores da irriga&#231;&#227;o.</p>       <p>A <i>Strenght Of Recommendation Taxonomy</i> da <i>American Family Physician</i> foi utilizada     para classificar a qualidade dos estudos e atribuir as for&#231;as da recomenda&#231;&#227;o.</p>       <p><b>RESULTADOS</b></p>     <p>De 132     artigos encontrados foram selecionadas 3 RS, 2 ECA e 3 NOC.</p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Revis&#245;es sistem&#225;ticas (RS) (<a href="#q2">Quadro II</a>)</b></p>       <p><i>Clegg et al</i><sup>7</sup> inclu&#237;ram 26     estudos na sua RS de 2010, fazendo compara&#231;&#245;es entre 16 cerumenol&#237;ticos e     nenhum tratamento. Destes estudos, 22 eram ensaios controlados e aleatorizados     (ECA) e 4 eram ensaios cl&#237;nicos controlados (ECC). Os resultados avaliados     foram: acuidade auditiva, limpeza adequada do cer&#250;men, qualidade de vida,     recorr&#234;ncia e necessidade de novo tratamento, efeitos adversos e     custo-efetividade. Foi demonstrado que os cerumenol&#237;ticos, quando usados como     tratamento &#250;nico, s&#227;o eficazes na remo&#231;&#227;o do cer&#250;men. N&#227;o foram encontradas     diferen&#231;as entre os v&#225;rios m&#233;todos avaliados em termos de remo&#231;&#227;o do cer&#250;men. O     clorobutanol associado ao para-diclorobenzeno, o bicarbonato de s&#243;dio, o azeite     de oliva e a &#225;gua mostraram-se mais eficazes que nenhum tratamento, mas     mant&#233;m-se incerto qual o agente espec&#237;fico mais eficaz. Pela heterogeneidade     dos estudos inclu&#237;dos nesta RS quanto &#224; popula&#231;&#227;o, interven&#231;&#227;o e resultados,     foi-lhe atribu&#237;do um n&#237;vel de evid&#234;ncia (NE) 2.</p>       <p>&nbsp;</p>    <p align="center"><a name="q2"></a><img src="/img/revistas/rpmgf/v29n3/29n3a05q2.jpg"/></p>    
<p>&nbsp;</p>       <p>Os     resultados da RS da Cochrane<sup>8</sup> de 2009 foram globalmente     inconclusivos. Dos 9 estudos inclu&#237;dos, apenas 1 ECA, considerado de qualidade     moderada por incluir 97 participantes (155 ouvidos) e apresentar dupla     oculta&#231;&#227;o, fez a compara&#231;&#227;o entre cerumenol&#237;ticos e nenhum tratamento,     sugerindo que o uso de clorobutanol, bicarbonato s&#243;dio ou &#225;gua est&#233;ril &#233; melhor     que nenhum tratamento. Coloca-se ainda a hip&#243;tese de que a solu&#231;&#227;o salina     poder&#225; ter propriedades cerumenol&#237;ticas. Os resultados foram estatisticamente     significativos quando avaliada a visualiza&#231;&#227;o completa da membrana timp&#226;nica.     Quanto &#224; preven&#231;&#227;o do recurso &#224; irriga&#231;&#227;o, os resultados apenas foram     estatisticamente significativos a favor do clorobutanol associado ao     para-diclorobenzeno quando comparado com nenhum tratamento. Este mesmo ECA     comparou cerumenol&#237;ticos com &#225;gua est&#233;ril como placebo, mas nenhum se mostrou     mais eficaz na preven&#231;&#227;o da necessidade de irriga&#231;&#227;o ou na propor&#231;&#227;o de CAE     completamente desobstru&#237;dos. Deste modo, considerou-se a &#225;gua um agente t&#227;o     eficaz como os cerumenol&#237;ticos, com a vantagem de ser barata e de f&#225;cil acesso.     Os 9 ECA compararam v&#225;rios cerumenol&#237;ticos entre si e a maioria das compara&#231;&#245;es     n&#227;o mostrou diferen&#231;as. Os estudos inclu&#237;dos nesta RS s&#227;o heterog&#233;neos e na     generalidade de baixa a moderada qualidade, pelo que se atribuiu um NE 2.</p>       <p>Uma RS de <i>Hand and Harvey</i> (2004),<sup>6</sup> incluiu 18 ECA e os resultados apresentados estabeleceram a compara&#231;&#227;o entre as     diferentes classes de cerumenol&#237;ticos (<a href="#q1">Quadro I</a>). Demonstrou-se que prepara&#231;&#245;es     &#224; base de &#225;gua e &#224; base de &#243;leo t&#234;m efic&#225;cia semelhante e s&#227;o provavelmente     mais eficazes do que nenhum tratamento. Mas n&#227;o se demonstraram vantagens de     uma em detrimento da outra. Uma prepara&#231;&#227;o n&#227;o &#224; base de &#225;gua ou de &#243;leo     pareceu ser superior a uma prepara&#231;&#227;o &#224; base de &#243;leo na remo&#231;&#227;o de cer&#250;men, mas     esta foi confinada a um pequeno estudo e de evid&#234;ncia fraca. Nesta RS foi ainda     encontrada um associa&#231;&#227;o estatisticamente significativa entre o n&#250;mero de dias     de tratamento e a efic&#225;cia na remo&#231;&#227;o de cer&#250;men, sendo que 4 dias de     tratamento foram mais eficazes (35%) que 3 dias (19%) e que 1 dia (14%). Os     estudos inclu&#237;dos nesta RS apresentam uma qualidade vari&#225;vel e com amostras     pequenas, pelo que se atribuiu um NE 2.</p>       <p><b>Ensaios Controlados e Aleatorizados (ECA)     (<a href="#q3">Quadro III</a>)</b></p>       <p>Um dos ECA     inclu&#237;dos, de 2010,<sup>1</sup> apresenta uma amostra de 38 indiv&#237;duos (76     ouvidos) com idades compreendidas entre os 67 e 92 anos (m&#233;dia de idade de 78     anos). Neste estudo israelita foram avaliados tr&#234;s cerumenol&#237;ticos quanto aos     seus efeitos na redu&#231;&#227;o da obstru&#231;&#227;o causada pelo cer&#250;men, atrav&#233;s de uma     escala de 0 a 3, em que o zero equivale &#224; aus&#234;ncia de oclus&#227;o, o 1 a uma     oclus&#227;o inferior a 50%, o 2 se a oclus&#227;o for superior a 50% e o 3 na oclus&#227;o     completa. Foi tamb&#233;m utilizado um teste para avaliar a fun&#231;&#227;o cognitiva     p&#243;s-tratamento, como reflexo de melhoria na qualidade de vida (sensa&#231;&#227;o de     bem-estar). A resolu&#231;&#227;o da oclus&#227;o foi verificada em 38-54% dos ouvidos     tratados, mas apenas com &#243;leo oliva associado a &#243;leo menta e a &#243;leo mineral foi     observada a resolu&#231;&#227;o completa nos dois ouvidos. N&#227;o foram encontradas     diferen&#231;as entre os tr&#234;s cerumenol&#237;ticos na diminui&#231;&#227;o do grau de oclus&#227;o, mas     foi demonstrado que a remo&#231;&#227;o de cer&#250;men melhorou de forma estatisticamente     significativa o bem-estar do paciente. Este estudo verificou ainda que foi     necess&#225;rio tratamento adicional em 46,2% dos indiv&#237;duos tratados com &#243;leo oliva     associado a &#243;leo menta e &#243;leo mineral, 61,5% quando usado clorobutanol em associa&#231;&#227;o     com diclorobenzeno e em 58,4% dos que receberam per&#243;xido carbamida associado a     glicerina (sem diferen&#231;as estatisticamente significativas). Estes resultados     foram melhores do que os demonstrados noutros estudos, que reportavam esta     necessidade em 70-80% dos ouvidos tratados.<sup>1</sup> Este ensaio cl&#237;nico     apresenta uma amostra pequena pelo que foi classificado com um NE 2.</p>       <p>&nbsp;</p>    ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="center"><a name="q3"></a><img src="/img/revistas/rpmgf/v29n3/29n3a05q3.jpg"/></p>    
<p>&nbsp;</p>       <p>No outro     estudo, de <i>Caballero et al</i><sup>9</sup> (2009), foram inclu&#237;dos 89 pacientes, com 57,8 anos de m&#233;dia de idade, e foram     comparados os efeitos de diferentes cerumenol&#237;ticos entre si e com solu&#231;&#227;o     salina na visualiza&#231;&#227;o da membrana timp&#226;nica. Foi conseguida uma visualiza&#231;&#227;o     completa em 65,6% dos casos com clorobutanol, em 55,2% com carbonato de     pot&#225;ssio e em 42,9% com solu&#231;&#227;o salina, mas sem diferen&#231;as estatisticamente     significativas quando comparados os cerumenol&#237;ticos com a solu&#231;&#227;o salina. Por     se considerar que o resultado avaliado n&#227;o &#233; orientado para o paciente, este     ECA foi classificado com NE 3.</p>       <p><b>Normas de Orienta&#231;&#227;o Cl&#237;nica (NOC) (<a href="#q4">Quadro IV</a>)</b></p>       <p>Segundo as     recomenda&#231;&#245;es baseadas em evid&#234;ncia cl&#237;nica de 2008 da American <i>Academy of Otolaryngology &#8211; Head and     Neck Surgery Foundation,</i><sup>10</sup> os cl&#237;nicos devem tratar o cer&#250;men     impactado quando existe sintomatologia expressa pelo paciente ou quando impede     o exame cl&#237;nico, atribuindo uma for&#231;a de recomenda&#231;&#227;o B (ap&#243;s convers&#227;o para a     SORT). Consideram os agentes cerumenol&#237;ticos uma op&#231;&#227;o terap&#234;utica, uma vez que     se mostrou que o uso de gotas auriculares para remover o cer&#250;men do ouvido     afetado &#233; melhor do que nenhum tratamento, mas com uma for&#231;a de recomenda&#231;&#227;o C     (ap&#243;s convers&#227;o para a SORT) por consistir numa opini&#227;o baseada em estudos     limitados. O mesmo se recomenda na <i>guideline</i> elaborada pela <i>University of Texas</i> pelo <i>Family Nurse Practitioner Program.</i><sup>11</sup> Esta <i>guideline</i> acrescenta que     prepara&#231;&#245;es &#224; base de &#225;gua e &#224; base de &#243;leo s&#227;o igualmente eficazes na limpeza     de cer&#250;men e, quando comparadas, n&#227;o &#233; demonstrada qualquer vantagem de uma     prepara&#231;&#227;o em detrimento da outra. Assim, nenhum tipo espec&#237;fico de     cerumenol&#237;tico pode ser recomendado em rela&#231;&#227;o a outro, com uma for&#231;a de     recomenda&#231;&#227;o C, segundo a <i>U.S. Preventive     Services Task Force Ratings.</i> Por ser uma recomenda&#231;&#227;o orientada para o     paciente baseada em evid&#234;ncia inconsistente e de qualidade limitada, ap&#243;s     convers&#227;o para a SORT atribui-se uma for&#231;a de recomenda&#231;&#227;o B. Na norma de     orienta&#231;&#227;o cl&#237;nica elaborada pelo Servi&#231;o Nacional de Sa&#250;de da Esc&#243;cia<sup>12</sup> sobre cuidados auriculares &#233; recomendado o uso de cerumenol&#237;ticos como     tratamento de primeira linha, pois pode reduzir a necessidade de outras     interven&#231;&#245;es. Considerando tratar-se de uma recomenda&#231;&#227;o baseada num consenso,     atribui-se uma SOR C. Aconselham ainda um esquema terap&#234;utico adaptado &#224;s     necessidades individuais de cada paciente.</p>       <p>&nbsp;</p>    <p align="center"><a name="q4"></a><img src="/img/revistas/rpmgf/v29n3/29n3a05q4.jpg"/></p>    
<p>&nbsp;</p>       <p><b>CONCLUS&#213;ES</b></p>       <p>A maioria     dos artigos aponta para a efic&#225;cia dos cerumenol&#237;ticos na remo&#231;&#227;o do cer&#250;men     impactado quando comparados com nenhum tratamento, mas os dados s&#227;o inconclusivos     quanto ao agente mais eficaz. N&#227;o foram encontradas diferen&#231;as significativas     entre cerumenol&#237;ticos nem quando comparados com solu&#231;&#227;o salina ou com &#225;gua.</p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Assim, os     cerumenol&#237;ticos s&#227;o eficazes na remo&#231;&#227;o do cer&#250;men quando comparados com nenhum     tratamento (SOR B). Apesar de n&#227;o haver evid&#234;ncia suficiente para recomendar a     utiliza&#231;&#227;o de um cerumenol&#237;tico em particular (SOR B), a remo&#231;&#227;o do cer&#250;men     pode melhorar o bem-estar do paciente, pelo que o M&#233;dico de Fam&#237;lia deve tratar     o cer&#250;men impactado causador de sintomas. N&#227;o dispondo de equipamento ou     t&#233;cnica a n&#237;vel dos CSP que permita o uso de outros m&#233;todos, os cerumenol&#237;ticos     ser&#227;o a op&#231;&#227;o mais vi&#225;vel, pelo que &#233; importante a realiza&#231;&#227;o de mais estudos,     de qualidade metodol&#243;gica elevada, com amostras maiores e, principalmente, que     sejam orientados para o paciente, avaliando-se a melhoria sintom&#225;tica. Ser&#225;     ainda necess&#225;rio avaliar qual o agente mais eficaz na remo&#231;&#227;o do cer&#250;men e     determinar o efeito cerumenol&#237;tico da solu&#231;&#227;o salina (ou &#225;gua do mar) com mais     estudos que a comparem com nenhum tratamento.</p>     <p>Recomenda-se     que o tratamento com cerumenol&#237;ticos n&#227;o tenha uma dura&#231;&#227;o superior a 5 dias,     uma vez que, n&#227;o sendo conseguida a remo&#231;&#227;o completa do cer&#250;men, a acumula&#231;&#227;o     do agente em contacto com a membrana timp&#226;nica pode causar irrita&#231;&#227;o e     predispor a infe&#231;&#227;o. Neste sentido, devem ser pesquisadas infe&#231;&#245;es otol&#243;gicas     ativas antes de se prescrever este tipo de tratamento, pois ser&#225; uma     contra-indica&#231;&#227;o para o seu uso. Neste sentido, &#233; ent&#227;o importante determinar     qual o esquema terap&#234;utico mais efetivo.</p>       <p>Em Portugal     a reduzida oferta de cerumenol&#237;ticos dispon&#237;veis &#233; outra dificuldade, estando     as op&#231;&#245;es limitadas a uma prepara&#231;&#227;o de Clorobutanol associado a     Para-diclorobenzeno e a Benzoca&#237;na e &#224; solu&#231;&#227;o salina em spray. Ainda assim, o     uso de cerumenol&#237;ticos pelo M&#233;dico de Fam&#237;lia, na sua pr&#225;tica cl&#237;nica di&#225;ria,     poder&#225; evitar a referencia&#231;&#227;o aos cuidados secund&#225;rios. Ao minorizar-se a     preocupa&#231;&#227;o com tempos de espera e catalisando a rapidez no tratamento, haver&#225;     um &#243;bvio benef&#237;cio de custo-efetividade e melhor satisfa&#231;&#227;o do paciente pela     r&#225;pida resolu&#231;&#227;o do seu problema.</p>     <p>&nbsp;</p>       <p><b>REFER&#202;NCIAS     BIBLIOGR&#193;FICAS</b></p>       <!-- ref --><p>1. Oron Y,     Zwecker-Lazar I, Levy D, Kreitler S, Roth Y. Cerumen removal: comparison of     cerumenolytic agents and effect on cognition among the elderly. Arch Gerontol     Geriatr 2010 Mar-Apr; 52 (2): 228-32.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000068&pid=S2182-5173201300030000500001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>2. McCarter     DF, Courtney AU, Pollart SM. Cerumen impaction. Am Fam Physician 2007 May; 75     (10):1523-8.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000070&pid=S2182-5173201300030000500002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>3. Dinces     EA. Cerumen. UpToDate 2011. Dispon&#237;vel em: <a href="http://www.uptodate.com/contents/cerumen" target="_blank">http://www.uptodate.com/contents/cerumen</a>     (acedido em 05/08/2011).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000072&pid=S2182-5173201300030000500003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>4. Yueh B,     Shapiro N, MacLean CH, Shekelle PG. Screening and management of adult hearing     loss in primary care: scientific review. JAMA 2003 Apr 16; 289 (15): 1976-85.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000074&pid=S2182-5173201300030000500004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>5. National     Health Service Quality Improvement Scotland. Maximising Communication with     Older People who have Hearing Disability &#8211; Best Practice Statement. 2005.     Dispon&#237;vel em:     <a href="http://www.healthcareimprovementscotland.org/previous_resources/best_practice_statement/older_people_and_hearing.aspx" target="_blank">http://www.healthcareimprovementscotland.org/previous_resources/best_practice_statement/older_people_and_hearing.aspx</a>     (acedido em 05/08/2011).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000076&pid=S2182-5173201300030000500005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>6. Hand C,     Harvey I. The effectiveness of topical preparations for the treatment of     earwax: a systematic review. Br J Gen Pract 2004 Nov; 54 (508): 862-7.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000078&pid=S2182-5173201300030000500006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>7. Clegg AJ,     Loveman E, Gospodarevskaya E, Harris P, Bird A, Bryant J, et al. The safety and     effectiveness of different methods of earwax removal: a systematic review and     economic evaluation. Health Technol Assess 2010 Jun; 14 (28): 1-192.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000080&pid=S2182-5173201300030000500007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>8. Burton     MJ, Dor&#233;e C. Ear drops for the removal of ear wax. Cochrane Database of Syst     Rev 2009 Jan 21; (1): CD004326.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000082&pid=S2182-5173201300030000500008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>9. Caballero     M, Navarrete P, Prades E, Domenech J, Bernal-Sprekelsen M. Randomized,     placebo-controlled evaluation of chlorobutanol, potassium carbonate, and     Irrigation in cerumen removal. Ann Otol Rhinol Laryngol 2009 Aug; 118 (8):     552-5.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000084&pid=S2182-5173201300030000500009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>10. Roland     PS, Smith TL, Schwartz, Rosenfeld RM, Ballachanda B, Earll JM, et al. Clinical     practice guideline: cerumen impaction. Otolaryngol Head Neck Surg 2008 Sep; 139     (3S2): S1-21.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000086&pid=S2182-5173201300030000500010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>11.     University of Texas, School of Nursing, Family Nurse Practitioner Program.     Evaluation and management of obstructing cerumen. Austin, TX: University of     Texas, School of Nursing; 2007.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000088&pid=S2182-5173201300030000500011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>12. National     Health Service Quality Improvement Scotland. Ear Care &#8211; Best practice     statement. 2006. Dispon&#237;vel em: <a href="http://www.healthcareimprovementscotland.org/previous_resources/best_practice_statement/ear_care.aspx" target="_blank">http://www.healthcareimprovementscotland.org/previous_resources/best_practice_statement/ear_care.aspx</a> (acedido em     05/11/2012).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000090&pid=S2182-5173201300030000500012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><a href="#topc0">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a> | <a href="#topc0">Direcci&oacute;n para correspondencia</a> | <a href="#topc0">Correspondence</a><a name="c0"></a></p>        <p>Ana Cristina     Pereira</p>     <p>Rua da Boa     Nova, 325 &#8211; 4405-551 Valadares</p>       <p><a href="mailto:cristinafmpereira@gmail.com">cristinafmpereira@gmail.com</a></p>            <p>&nbsp;</p>       <p><b>Conflitos   de Interesse</b></p>       <p>As autoras     declaram n&#227;o possuir qualquer conflito de interesse.</p>     <p>&nbsp;</p>       <p><b>Recebido em 29/04/2012</b></p>       <p><b>Aceite para publica&#231;&#227;o em 07/11/2012</b></p>     ]]></body>
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