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<journal-title><![CDATA[Revista Portuguesa de Medicina Geral e Familiar]]></journal-title>
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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Atestados para carta de condução: visão crítica do Decreto-Lei n.º 138/2012]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Medical certificates for drivers’ licenses: a critique of law No. 138/2012]]></article-title>
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<institution><![CDATA[,Unidade Local de Saúde de Matosinhos Centro de Saúde de S. Mamede Infesta ]]></institution>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Legislation on medical examinations for obtaining and renewing of drivers’ licenses was recently amended by law no. 138/July 5, 2012. It has generated controversy because it ’pushes‘ family physicians (FP) to issue certificates with specifications that they cannot achieve in a family practice. Patients with health problems managed by their FP will require opinions from other doctors. The evaluation of the fitness to drive of professional drivers and of people with disabilities is not a usual task for FP. Some argue that assessment of fitness to drive is not a health need and should not be covered by the National Health Service. There is a potential for conflict between the different roles played by FP namely between the authority to determine medical fitness to drive and the caregiver role in the context of a doctor-patient relationship. Repeal of the law is proposed. The text should comply with European Community directives without being overzealous. Medical and Psychological Assessment Centers for drivers should be established. In these centers, physicians and other health professionals with necessary expertise and training can conduct driver evaluations uncomplicated by a therapeutic relationship.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Condução Automóvel]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><b>OPINI&#195;O E DEBATE</b></p>       <p><font size="4"><b>Atestados para carta de condu&#231;&#227;o -     vis&#227;o cr&#237;tica do Decreto-Lei n.&#186; 138/2012</b></font></p>       <p><font size="3"><b>Medical   certificates for drivers&#8217; licenses: a critique of law No. 138/2012</b></font></p>     <p><b>M&#243;nica Granja*</b></p>       <p>*M&#233;dica de     fam&#237;lia, Centro de     Sa&#250;de de S. Mamede Infesta, Unidade     Local de Sa&#250;de de Matosinhos</p>         <p><a href="#c0">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a> | <a href="#c0">Direcci&oacute;n para correspondencia</a> | <a href="#c0">Correspondence</a><a name="topc0"></a></p> <hr/>     <p>&nbsp;</p>        <p><b>RESUMO</b></p>       <p>A legisla&#231;&#227;o     relativa ao exame m&#233;dico a realizar aos candidatos &#224; obten&#231;&#227;o e renova&#231;&#227;o de     carta de condu&#231;&#227;o foi recentemente alterada pelo Decreto-Lei n&#186; 138/2012, de 5     de Julho. Tem gerado controv&#233;rsia, porque &#8216;empurra&#8217; para os m&#233;dicos de fam&#237;lia     (MF) a emiss&#227;o de um atestado com especifica&#231;&#245;es n&#227;o pass&#237;veis de ser     realizadas num centro de sa&#250;de. Ao mesmo tempo, pacientes com problemas de     sa&#250;de integralmente manejados pelos seus MF necessitam de pareceres de m&#233;dicos     de outras especialidades. Igualmente, a aptid&#227;o m&#233;dica de condutores     profissionais e de pessoas com defici&#234;ncia &#233; uma tarefa espec&#237;fica n&#227;o contida     no perfil funcional dos MF. H&#225; ainda quem argumente que a aptid&#227;o para a     condu&#231;&#227;o n&#227;o deve ser considerada uma necessidade de sa&#250;de inclu&#237;da na carteira     de servi&#231;os do Servi&#231;o Nacional de Sa&#250;de. Existe um potencial para conflito     entre diferentes pap&#233;is a desempenhar pelo MF, nomeadamente o de autoridade     sobre a aptid&#227;o m&#233;dica para a condu&#231;&#227;o e o de prestador de cuidados no contexto     de uma rela&#231;&#227;o m&#233;dico-paciente personalizada, tal como &#233; concebida em Medicina     Geral e Familiar.</p>       <p>Prop&#245;e-se a     revoga&#231;&#227;o da nova legisla&#231;&#227;o e a sua substitui&#231;&#227;o por um texto que cumpra as     directivas comunit&#225;rias sem excesso de zelo. Devem ser criados Centros de     Avalia&#231;&#227;o M&#233;dica Psicol&#243;gica. Nestes centros, as avalia&#231;&#245;es devem ser     realizadas por m&#233;dicos e outros t&#233;cnicos com compet&#234;ncia e treino adequados mas     sempre desvinculados de qualquer rela&#231;&#227;o terap&#234;utica com os pacientes a     avaliar.</p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Palavras-chave: </b>Condu&#231;&#227;o Autom&#243;vel;     Acidentes de Tr&#226;nsito; Ve&#237;culos a Motor; Seguran&#231;a; Medicina Geral e Familiar;     Perfil Funcional do M&#233;dico.</p>     <hr/>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>ABSTRACT</b></p>       <p>Legislation     on medical examinations for obtaining and renewing of drivers&#8217; licenses was     recently amended by law no. 138/July 5, 2012. It has generated controversy     because it &#8217;pushes&#8216; family physicians (FP) to issue certificates with     specifications that they cannot achieve in a family practice. Patients with     health problems managed by their FP will require opinions from other doctors.     The evaluation of the fitness to drive of professional drivers and of people     with disabilities is not a usual task for FP. Some argue that assessment of     fitness to drive is not a health need and should not be covered by the National     Health Service. There is a potential for conflict between the different roles     played by FP namely between the authority to determine medical fitness to drive     and the caregiver role in the context of a doctor-patient relationship.</p>       <p>Repeal of     the law is proposed. The text should comply with European Community directives     without being overzealous. Medical and Psychological Assessment Centers for     drivers should be established. In these centers, physicians and other health     professionals with necessary expertise and training can conduct driver     evaluations uncomplicated by a therapeutic relationship.</p>       <p><b>Key-words:</b> Automobile Driving;     Accidents; Traffic; Motor Vehicles; Safety; General Practice; Roles,     physician&#8217;s.</p>     <hr/>     <p>&nbsp;</p>       <p>Entrou em     vigor a 2/11/2012 uma nova legisla&#231;&#227;o (Decreto-Lei n.&#186; 138/2012, de 5 de Julho)     relativa ao exame m&#233;dico a realizar aos candidatos &#224; obten&#231;&#227;o e renova&#231;&#227;o de     carta de condu&#231;&#227;o.<sup>1</sup> Das altera&#231;&#245;es introduzidas face &#224; anterior     legisla&#231;&#227;o, salienta-se:</p>       <p>1. A emiss&#227;o     dos atestados m&#233;dicos necess&#225;rios passa a ser poss&#237;vel ser realizada por     qualquer m&#233;dico, seja para condutores de ve&#237;culos ligeiros n&#227;o profissionais     (vulgo grupo 1), seja para condutores de pesados e profissionais (incluindo     ambul&#226;ncias e transporte escolar, vulgo grupo 2), seja ainda para pessoas     portadoras de defici&#234;ncia ou limita&#231;&#227;o que requeiram adapta&#231;&#227;o do ve&#237;culo;</p>       <p>2. A     autoridade de sa&#250;de (m&#233;dicos especialistas em Sa&#250;de P&#250;blica) dos Agrupamentos     de Centros de Sa&#250;de (ACeS) deixa de ser respons&#225;vel pela emiss&#227;o de atestados     destinados a condutores do grupo 2 ou com defici&#234;ncia/necessidade de ve&#237;culo     adaptado;</p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p>3. Os itens     do exame m&#233;dico obrigat&#243;rio, definidos, de acordo com o art.<sup>o</sup> 26.<sup>o</sup>,     pela Direc&#231;&#227;o-Geral da Sa&#250;de, incluem dados do exame oftalmol&#243;gico (por     exemplo, medi&#231;&#227;o do campo visual) pass&#237;ve&#237;s de serem avaliados apenas por um     oftalmologista ou optometrista (apesar de tal n&#227;o ser expl&#237;cito);</p>       <p>4. Pessoas     com problemas de sa&#250;de frequentes que podem ser integralmente vigiadas pelo     m&#233;dico de fam&#237;lia (MF), como hipertens&#227;o ou diabetes, passam a necessitar n&#227;o     s&#243; de exame m&#233;dico global mas tamb&#233;m de pareceres m&#233;dicos de especialidades     hospitalares (no exemplo, Cardiologia na hipertens&#227;o e Endocrinologia na     diabetes).</p>       <p>Esta nova     legisla&#231;&#227;o tem gerado pol&#233;mica, entre os MF2 e pacientes, mas tamb&#233;m na Ordem     dos M&#233;dicos<sup>3,4</sup> e nos sindicatos da profiss&#227;o.<sup>5-7</sup> As     quest&#245;es levantadas prendem-se com:</p>       <p>1. O     paradoxo de se &#8217;empurrar&#8216;<sup>2</sup> para os MF (os &#250;nicos &#171;m&#233;dicos no     exerc&#237;cio da sua profiss&#227;o&#187; a quem a maioria das pessoas pode recorrer) a     emiss&#227;o de um atestado legalmente sujeito a especifica&#231;&#245;es tais que n&#227;o s&#227;o     pass&#237;veis de ser realizadas num centro de sa&#250;de, ao mesmo tempo que pacientes     com problemas de sa&#250;de integralmente manejados pelos seus MF necessitam de     pareceres de m&#233;dicos de outras especialidades;<sup>2,3,5</sup></p>       <p>2. A aptid&#227;o     m&#233;dica de condutores profissionais e de pessoas com defici&#234;ncia ou limita&#231;&#245;es,     bem como a prescri&#231;&#227;o das cerca de 80 poss&#237;veis adapta&#231;&#245;es aos ve&#237;culos, ser     considerada uma tarefa espec&#237;fica n&#227;o contida no perfil funcional dos MF     (situa&#231;&#227;o que, desde a publica&#231;&#227;o da nova legisla&#231;&#227;o, e de acordo com o     discutido em v&#225;rios <i>fora</i> de MF, gera     mais disc&#243;rdia e recusas de emiss&#227;o de atestados);</p>       <p>3. O     potencial conflito entre diferentes pap&#233;is a desempenhar pelo MF: o de     autoridade sobre a aptid&#227;o m&#233;dica para a condu&#231;&#227;o e o de prestador de cuidados     no contexto de uma rela&#231;&#227;o m&#233;dico-paciente personalizada, tal como ela &#233;     concebida em Medicina Geral e Familiar (MGF).<sup>2,5</sup></p>       <p>4. O     argumento de que a aptid&#227;o para a condu&#231;&#227;o n&#227;o deve ser considerada uma necessidade     de sa&#250;de inclu&#237;da na carteira de servi&#231;os do Servi&#231;o Nacional de Sa&#250;de (SNS);<sup>2,5-7</sup></p>       <p><b>O     conflito entre o papel de m&#233;dico de fam&#237;lia e o de autoridade de sa&#250;de</b></p>       <p>Entre as     caracter&#237;sticas primordiais da especialidade de MGF e as compet&#234;ncias dos MF,     s&#227;o inquestion&#225;veis a presta&#231;&#227;o de cuidados centrados na pessoa que cada     paciente &#233;. Estes cuidados s&#227;o altamente dependentes de um processo de consulta     pr&#243;prio e do estabelecimento de uma rela&#231;&#227;o m&#233;dico-paciente ao longo do tempo.<sup>8</sup> Desta rela&#231;&#227;o personalizada, em que um bom MF deve investir especiais aptid&#245;es     de comunica&#231;&#227;o, sabe-se que &#233; &#171;terap&#234;utica por si s&#243;&#187;.<sup>8</sup></p>       <p>Por outro     lado, &#233; tamb&#233;m assumido que o MF &#233; respons&#225;vel tanto pelo paciente individual     como pela comunidade mais alargada (fam&#237;lia inclu&#237;da), assumindo-se que     &#171;ocasionalmente, tal gerar&#225; tens&#227;o, podendo levar a conflitos de interesse que     ter&#227;o de ser adequadamente abordados&#187;.<sup>8</sup> Ora, com a presente     legisla&#231;&#227;o, esta tens&#227;o n&#227;o ser&#225; certamente ocasional mas tender&#225; a ser     sistem&#225;tica, pelo menos perante os pacientes mais vulner&#225;veis (idosos e/ou     doentes). Al&#233;m disso, na pondera&#231;&#227;o e resolu&#231;&#227;o destes conflitos, n&#227;o pode     deixar de ser tido em conta o &#171;papel de advocacia pelo doente&#187; tamb&#233;m     preconizado pela WONCA <i>(The World     Organization of National Colleges, Academies and Academic Associations of     General Practitioners/Family Physicians)</i> que, a este respeito, &#233; clara &#171;(&#8230;)     [os MF] prestam cuidados a indiv&#237;duos no contexto familiar, comunit&#225;rio e     cultural dos mesmos, respeitando sempre a sua autonomia&#187;, acrescentando &#171;ao     negociarem os planos de ac&#231;&#227;o com os seus pacientes, [os MF] integram factores     f&#237;sicos, psicol&#243;gicos, sociais, culturais e existenciais, recorrendo ao     conhecimento e &#224; confian&#231;a resultantes dos contactos repetidos&#187;.<sup>8</sup> S&#243;     dificilmente autonomia, conhecimento e confian&#231;a conviver&#227;o com autoridade,     fiscaliza&#231;&#227;o, tens&#227;o e conflito repetido.</p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Ian     McWhinney vai ainda mais longe nesta concep&#231;&#227;o do papel do MF: &#171;O m&#233;dico de     fam&#237;lia compromete-se com a pessoa e n&#227;o com um conjunto de conhecimentos,     grupo de doen&#231;as, ou t&#233;cnica especial. (&#8230;) A primazia &#233; dada &#224; pessoa. O m&#233;dico     de fam&#237;lia interessa-se pelos doentes de um modo que transcende a doen&#231;a de que     possam sofrer&#187;.<sup>9</sup> Como pode o m&#233;dico emp&#225;tico e terap&#234;utico ser,     simultaneamente, o que vigia e sanciona (com consequ&#234;ncias potencialmente     devastadoras para o paciente) a aptid&#227;o para a condu&#231;&#227;o? Como, se se espera que     este m&#233;dico conhe&#231;a n&#227;o s&#243; a biologia (o valor da glic&#233;mia, das tens&#245;es     arteriais e o calibre das coron&#225;rias) mas tamb&#233;m a biografia do seu paciente (o     medo que sentiu quando soube da diabetes, a falta de dinheiro para ir comprar     os &#243;culos ou os medicamentos necess&#225;rios, a necessidade absoluta de guiar para     continuar a trabalhar)?</p>       <p>A autoridade     de sa&#250;de &#233; &#171;a entidade &#224; qual compete a decis&#227;o de interven&#231;&#227;o do Estado na     defesa da sa&#250;de p&#250;blica, na preven&#231;&#227;o da doen&#231;a e na promo&#231;&#227;o e protec&#231;&#227;o da     sa&#250;de, bem como no controlo dos factores de risco e das situa&#231;&#245;es suscept&#237;veis     de causarem ou acentuarem preju&#237;zos graves &#224; sa&#250;de dos cidad&#227;os ou dos aglomerados     populacionais&#187;.<sup>10</sup> De acordo com esta defini&#231;&#227;o, o controlo da     aptid&#227;o m&#233;dica para a condu&#231;&#227;o, interferindo na seguran&#231;a rodovi&#225;ria em geral e     na seguran&#231;a das popula&#231;&#245;es transportadas no caso dos condutores profissionais,     caberia inteiramente nas suas compet&#234;ncias.</p>       <p>Pode     alegar-se que a aptid&#227;o m&#233;dica para a condu&#231;&#227;o &#233; tamb&#233;m uma mat&#233;ria de sa&#250;de     individual, o que, sendo verdade, leva a que se espere dos MF o mesmo tipo de     actua&#231;&#227;o que os demais aspectos da sa&#250;de individual: avalia&#231;&#227;o, informa&#231;&#227;o,     aconselhamento e, eventualmente, prescri&#231;&#227;o, sempre no respeito pela autonomia     do paciente, usando t&#233;cnicas motivacionais e accionando medidas compulsivas     (via autoridade de sa&#250;de) apenas em casos extremos de perigo para a sa&#250;de do     pr&#243;prio ou de terceiros. Al&#233;m disso, como se ver&#225; adiante, na perspectiva da     sa&#250;de individual, parar de conduzir pode traduzir-se em importantes preju&#237;zos     para os pacientes.</p>       <p>Alega-se     tamb&#233;m que o MF &#233; quem melhor conhece o paciente. Tal, sendo poss&#237;vel para     aqueles que t&#234;m um MF e o frequentam, n&#227;o se verifica obrigatoriamente. Um bom     conhecimento do paciente depende, entre outros, da exist&#234;ncia de uma rela&#231;&#227;o de     grande confian&#231;a e esta pode perigar se o paciente tiver a percep&#231;&#227;o de que     veicular determinada informa&#231;&#227;o pode jogar a seu desfavor.</p>       <p>Existindo     v&#225;rias e ponderosas raz&#245;es a favor de que a avalia&#231;&#227;o da aptid&#227;o para a     condu&#231;&#227;o possa ocorrer fora da rela&#231;&#227;o MF-paciente e seja tamb&#233;m da     responsabilidade da autoridade de sa&#250;de, n&#227;o &#233; avan&#231;ada nenhuma justifica&#231;&#227;o     para a retirada dessa responsabilidade aos m&#233;dicos de Sa&#250;de P&#250;blica dos ACeS.     No entanto, &#233; sugestivo que quase ao mesmo tempo seja atribu&#237;da em     exclusividade aos m&#233;dicos de Sa&#250;de P&#250;blica a avalia&#231;&#227;o de incapacidade para     isen&#231;&#227;o de taxas moderadoras. J&#225; n&#227;o colhem aqui os argumentos do foco na sa&#250;de     individual (actualmente tantas vezes posta em causa por dificuldades em pagar     as taxas moderadoras), nem os do melhor conhecimento que o MF tem dos     pacientes, sugerindo que na origem desta distribui&#231;&#227;o de tarefas e compet&#234;ncias     dentro do SNS est&#227;o conting&#234;ncias v&#225;rias e n&#227;o estritas preocupa&#231;&#245;es de sa&#250;de     (individual e p&#250;blica).</p>       <p><b>A     dimens&#227;o do problema em perspectiva</b></p>       <p>A     revalida&#231;&#227;o m&#233;dica da aptid&#227;o para a condu&#231;&#227;o (requerida no nosso pa&#237;s a     intervalos cada vez mais curtos a partir dos 50 anos) p&#245;e quest&#245;es diferentes     das da avalia&#231;&#227;o inicial (geralmente a jovens saud&#225;veis), pois a perda de     aptid&#227;o &#233; empiricamente mais prov&#225;vel &#224; medida que a idade avan&#231;a, sobretudo     por doen&#231;as degenerativas afectando a vis&#227;o, a audi&#231;&#227;o, a locomo&#231;&#227;o e a     cogni&#231;&#227;o. Considerando quer a evolu&#231;&#227;o demogr&#225;fica, quer a evolu&#231;&#227;o da     propor&#231;&#227;o de portugueses com carta de condu&#231;&#227;o, com a legisla&#231;&#227;o em vigor os     problemas com a aptid&#227;o m&#233;dica para a condu&#231;&#227;o invadir&#227;o a consulta.</p>       <p>Sen&#227;o     vejamos: o Instituto Nacional de Estat&#237;stica prev&#234; que at&#233; 2060 a propor&#231;&#227;o de     pessoas com 65 ou mais anos quase duplique, atingindo os 32,3% (numa lista     m&#233;dia de 1750 utentes, 525 estar&#227;o nesta faixa et&#225;ria, contra os 324 que     estavam em 2008).<sup>11</sup> Simultaneamente, o n&#250;mero de cartas de condu&#231;&#227;o     emitidas em Portugal aumentou muito na segunda metade do passado s&#233;culo: da     ordem dos 6.000 em 1950, para 120.000 em 1974 e para 260.000 em 1993 (ano em     que mais t&#237;tulos foram emitidos, caindo desde ent&#227;o e chegando aos 110.000 em     2009).<sup>12</sup> Face a estes n&#250;meros, n&#227;o &#233; dif&#237;cil prever que o aumento de     emiss&#227;o de cartas e, em particular, o <i>boom</i> dos anos 90, se reflectir&#225; muito em breve nos centros de sa&#250;de numa propor&#231;&#227;o     de utentes progressivamente maior a necessitar, com uma periodicidade cada vez     mais curta, de exames m&#233;dicos para a revalida&#231;&#227;o da sua carta.</p>       <p><b>As     directivas europeias e as pr&#225;ticas de outros pa&#237;ses</b></p>       <p>A nova     legisla&#231;&#227;o ter&#225; surgido para responder &#224; necessidade de transposi&#231;&#227;o nacional     de directivas europeias sobre as cartas de condu&#231;&#227;o,<sup>13,14</sup> transposi&#231;&#227;o essa, no entanto, levada a cabo por Portugal com manifesto excesso     de zelo.<sup>3</sup> Por exemplo, as directivas estipulam exames m&#233;dicos     obrigat&#243;rios apenas para condutores de ve&#237;culos pesados (grupo 2), referindo     que para os condutores de grupo 1 s&#243; ser&#225; necess&#225;ria uma avalia&#231;&#227;o m&#233;dica &#171;se,     aquando do cumprimento das formalidades necess&#225;rias ou no decurso das provas     que tenham de prestar antes de obter a carta, se notar que sofrem de uma ou     mais das incapacidades mencionadas no presente anexo&#187;.<sup>13,14</sup> No     entanto, Portugal determinou que todo o candidato &#224; obten&#231;&#227;o ou renova&#231;&#227;o de     carta para qualquer grupo necessita de uma avalia&#231;&#227;o m&#233;dica.</p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Outro     exemplo: segundo a directiva europeia, os condutores do grupo 1 com     determinados problemas de sa&#250;de deveriam ser avaliadas por &#171;autoridades m&#233;dicas     competentes&#187; e/ou alvo de &#171;parecer m&#233;dico abalizado&#187;,<sup>13,14</sup> sendo que     a transposi&#231;&#227;o para Portugal decretou a necessidade de o m&#233;dico que emite o     atestado obter pareceres de outros m&#233;dicos, de especialidades hospitalares     diferentes para cada tipo de problema (por ex., de um cardiologista no caso de     um paciente com hipertens&#227;o, de um endocrinologista no caso de diabetes, etc.).</p>       <p>A maioria     dos pa&#237;ses<a href="#0">*</a><a name="top0"></a> (a excep&#231;&#227;o europeia &#233; a Alemanha, assim como a n&#227;o alinhada Su&#237;&#231;a     e os Estados Unidos) optou, como Portugal, por exigir uma avalia&#231;&#227;o m&#233;dica     tamb&#233;m aos condutores do grupo 1, mas nos diversos pa&#237;ses difere muito a     operacionaliza&#231;&#227;o destes exames. Em quase todos existem requisitos m&#233;dicos     m&#237;nimos pr&#233;-definidos (as excep&#231;&#245;es s&#227;o a Gr&#233;cia, Israel e a Ge&#243;rgia), sendo a     responsabilidade pelo exame m&#233;dico atribu&#237;da a qualquer m&#233;dico (caso dos     Estados Unidos, Canad&#225;, Inglaterra e Malta), a centros de avalia&#231;&#227;o     especializados (caso da Espanha e Brasil), exclusivamente a m&#233;dicos de especialidade     de Sa&#250;de P&#250;blica/Ocupacional (It&#225;lia e Cro&#225;cia), exclusivamente a m&#233;dicos de     especialidades hospitalares pr&#233;-definidas (caso da Gr&#233;cia, em que cada     candidato &#233; observado obrigatoriamente por dois m&#233;dicos, um dos quais     oftalmologista) ou exclusivamente por especialistas em MGF (caso da Dinamarca,     Alemanha e Israel). Na &#193;ustria os exames s&#227;o levados a cabo exclusivamente por     especialistas em MGF com forma&#231;&#227;o espec&#237;fica para esta fun&#231;&#227;o. Apenas na     Dinamarca, na Eslov&#225;quia e em Israel os especialistas de MGF s&#227;o obrigados a     emitir estes atestados, salientando-se que, pelo contr&#225;rio, na Holanda, estes     m&#233;dicos s&#227;o aconselhados pela associa&#231;&#227;o que os representa a n&#227;o fazerem os     exames aos seus pr&#243;prios pacientes. As idades a partir das quais uma avalia&#231;&#227;o     m&#233;dica &#233; necess&#225;ria e a respectiva periodicidade variam muito, mas na     generalidade dos pa&#237;ses a emiss&#227;o destes atestados &#233; alvo de pagamento     diferenciado. No <a href="/img/revistas/rpmgf/v29n3/29n3a08q1.jpg" target="_blank">quadro 1</a> compara-se o <i>modus     operandi</i> de alguns pa&#237;ses relativamente &#224; avalia&#231;&#227;o m&#233;dica para a condu&#231;&#227;o.</p>       
<p>&nbsp;</p>    <p align="center"><a href="/img/revistas/rpmgf/v29n3/29n3a08q1.jpg" target="_blank"><img src="/img/revistas/rpmgf/v29n3/29n3a08q1.jpg" width="300" height="167"/><br />(clique para ampliar ! click to enlarge)</a></p>    
<p>&nbsp;</p>       <p><b>Alguns     artigos publicados sobre o tema</b></p>       <p>Em Portugal,     os acidentes de via&#231;&#227;o s&#227;o a primeira causa de morte em termos de anos de vida     perdidos;<sup>15</sup> no entanto, n&#227;o foram encontrados estudos de     investiga&#231;&#227;o portugueses sobre os exames m&#233;dicos de aptid&#227;o para a condu&#231;&#227;o ou     sobre quest&#245;es relacionadas. &#201; de salientar que, na d&#233;cada 1998-2007, 62,3%     destas v&#237;timas mortais seguiam como condutores dos ve&#237;culos acidentados e eram     maioritariamente (37,2%) jovens at&#233; aos 29 anos.<sup>16</sup> Os idosos (de 65     e mais anos) pereceram sobretudo na condi&#231;&#227;o de pe&#245;es (43,1%), representando     apenas 12,8% das v&#237;timas enquanto condutores;<sup>16</sup> no entanto, o &#250;nico     artigo portugu&#234;s encontrado (de revis&#227;o cl&#225;ssica) &#233; sobre o exame m&#233;dico de     aptid&#227;o para condu&#231;&#227;o nesta faixa et&#225;ria.<sup>17</sup></p>       <p>J&#225; na     literatura cient&#237;fica internacional o tema est&#225; na ordem do dia em artigos de     opini&#227;o publicados.<sup>18-25</sup> &#201; questionada a validade dos exames     m&#233;dicos, e dados alertas para o facto de se negligenciar a quest&#227;o da     mobilidade e as consequ&#234;ncias negativas que o deixar de conduzir tem nos     idosos.<sup>18,19,20</sup> Argumenta-se quer contra a aptid&#227;o dos MF para a     realiza&#231;&#227;o destes exames (por estarem em causa mais do que diagn&#243;sticos, a     avalia&#231;&#227;o de aptid&#245;es motoras, viso-espaciais e cognitivas),<sup>20,21</sup> quer a favor (por os MF estarem na posse do melhor conhecimento do paciente e     da sua fam&#237;lia e mais treinados no aconselhamento).<sup>22</sup> &#201; referida a     tens&#227;o que estes exames exercem sobre a rela&#231;&#227;o m&#233;dico-paciente,<sup>20</sup> e     apontados os exames pr&#225;ticos de condu&#231;&#227;o como o m&#233;todo mais fidedigno de     avalia&#231;&#227;o desta aptid&#227;o.<sup>24,25</sup></p>       <p>Uma revis&#227;o     da <i>Cochrane</i><sup>26</sup> de 2009     sobre a efic&#225;cia da avalia&#231;&#227;o m&#233;dica (e de testes em estrada) em pessoas com     dem&#234;ncia encontrou apenas estudos retrospectivos e concluiu pela aus&#234;ncia de     evid&#234;ncia, salientando como preocupante o facto de a grande maioria dos estudos     se focar apenas na seguran&#231;a (redu&#231;&#227;o dos acidentes de via&#231;&#227;o), ignorando a     importante quest&#227;o da mobilidade dos idosos. De facto, o que mostram os estudos     que se focam na mobilidade &#233; que ap&#243;s a proibi&#231;&#227;o de conduzir ela se reduz,<sup>27</sup> reduzindo-se tamb&#233;m as actividades no exterior,<sup>28</sup> o que se associa a     depress&#227;o e deteriora&#231;&#227;o da sa&#250;de em geral<sup>29</sup> e (num estudo com     controlo para factores de confundimento) a ingresso em lar.<sup>30</sup> Ainda     mais grave, um estudo dinamarqu&#234;s que comparou os acidentes envolvendo idosos     antes e ap&#243;s a institui&#231;&#227;o de um programa de rastreio cognitivo de aptid&#227;o,     revelou que os acidentes de via&#231;&#227;o n&#227;o diminu&#237;ram, mas aumentaram os acidentes     com idosos como pe&#245;es ou ciclistas.<sup>31</sup></p>       <p>Por outro     lado, um estudo revelou que os problemas m&#233;dicos auto-reportados pelos     candidatos (maioritariamente oftalmol&#243;gicos e diabetes) se associaram a um     risco aumentado de multas e acidentes, sendo este risco mais marcado para os     problemas neurol&#243;gicos e os ligados ao &#225;lcool,<sup>32</sup> o que sugere     validade dos inqu&#233;ritos de auto-resposta como instrumentos de avalia&#231;&#227;o de     aptid&#227;o para a condu&#231;&#227;o.</p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p>No Canad&#225;,     um inqu&#233;rito realizado em 2006 revelou que mais de 45% dos MF n&#227;o se sentem     confiantes na sua capacidade para avaliar aptid&#227;o para a condu&#231;&#227;o dos seus     pacientes, cerca de 75% sentem que faz&#234;-lo afecta negativamente a rela&#231;&#227;o com     os pacientes, referindo 40% que esta avalia&#231;&#227;o demora entre 20 a 30 minutos a     realizar. Este mesmo estudo revelou pr&#225;ticas de avalia&#231;&#227;o n&#227;o uniformes, apesar     da exist&#234;ncia de orienta&#231;&#245;es espec&#237;ficas (ali&#225;s desconhecidas pela maioria dos     respondentes).<sup>33</sup> Mesmo em regi&#245;es do Canad&#225; onde os m&#233;dicos s&#227;o     obrigados a reportar &#224;s autoridades quando um paciente apresenta determinados     problemas de sa&#250;de pr&#233;-definidos, h&#225; evid&#234;ncia que sugere a inefic&#225;cia do     sistema.<sup>34</sup></p>       <p><b>A     actual situa&#231;&#227;o nos centros de sa&#250;de</b></p>       <p>Face &#224; nova     legisla&#231;&#227;o, as actua&#231;&#245;es dos MF s&#227;o muito variadas: alguns fazem vista grossa e     passam atestados como antes, apenas de acordo com o bom senso cl&#237;nico; uns     cumprem-na &#224; risca, entupindo consultas hospitalares com pedidos de pareceres,     enquanto outros encaminham pacientes para a privada, por falta de resposta     (assumida em alguns casos) dos hospitais de refer&#234;ncia; muitos recusam-se a     passar atestados para o grupo 2; alguns recusam-se a passar todo e qualquer     atestado.</p>       <p>Muitos dos     pacientes que precisam de um atestado t&#234;m dificuldade em compreender o que se     passa. Alguns gastam o dinheiro, que lhes faz falta, em consultas privadas (os     que t&#234;m subsistemas s&#227;o os que melhor reagem), outros prescindem de cartas     profissionais de que j&#225; n&#227;o precisam, alguns (dizem-nos &#224; boca cheia) compram     atestados sem necessidade de consulta. E muitos, alguns dos quais certamente em     desespero, reclamam.</p>       <p>Foi na     sequ&#234;ncia de uma reclama&#231;&#227;o que, ainda anteriormente &#224; nova legisla&#231;&#227;o (em     Janeiro de 2012), um parecer da Entidade Reguladora da Sa&#250;de (ERS), preconizou     &#171;a adop&#231;&#227;o urgente de todas as medidas necess&#225;rias a garantir uma actua&#231;&#227;o     un&#237;voca e uniforme de todos os profissionais de sa&#250;de (em especial dos m&#233;dicos     de fam&#237;lia)&#187; a exercer no SNS no que se refere &#224; obriga&#231;&#227;o de emiss&#227;o de atestados     m&#233;dicos para obten&#231;&#227;o ou renova&#231;&#227;o de cartas de condu&#231;&#227;o.<sup>35</sup> A     Administra&#231;&#227;o Regional de Sa&#250;de (ARS) do Norte acatou este parecer da ERS     publicando seguidamente uma circular informando &#171;da obriga&#231;&#227;o de emiss&#227;o de     atestados m&#233;dicos pelos profissionais m&#233;dicos a exercer fun&#231;&#245;es nas unidades de     cuidados prim&#225;rios integrados no Servi&#231;o Nacional de Sa&#250;de&#187;.<sup>36</sup> Essa     circular informativa, sa&#237;da &#224; luz do j&#225; revogado Decreto-Lei n.<sup>o</sup> 313/2009,<sup>37</sup> referia, inclusive, que tal obriga&#231;&#227;o existiria apenas     &#171;enquanto n&#227;o forem criados os Centros de Avalia&#231;&#227;o M&#233;dica Psicol&#243;gica&#187;.</p>       <p>Revogada     essa legisla&#231;&#227;o e gorada a expectativa de cria&#231;&#227;o dos referidos centros, ainda     n&#227;o surgiram novas orienta&#231;&#245;es. &#201; essencial determinar claramente at&#233; que ponto     o SNS considera obriga&#231;&#227;o dos seus servi&#231;os assegurar a emiss&#227;o dos atestados     em causa. &#201; importante explicitar a quem podem os MF referenciar em caso de     d&#250;vida sobre a aptid&#227;o dos pacientes ou sobre eventuais restri&#231;&#245;es a impor-lhes     ou em caso de amea&#231;a &#224; rela&#231;&#227;o m&#233;dico-paciente. &#201; necess&#225;rio saber se os     colegas hospitalares s&#227;o obrigados a emitir os pareceres necess&#225;rios e se os     psic&#243;logos do ACeS s&#227;o obrigados a realizar os necess&#225;rios testes psicot&#233;cnicos     (ou se, pelo contr&#225;rio, seria aceit&#225;vel que as considera&#231;&#245;es da ERS se pudessem     aplicar apenas a MF).</p>       <p><b>Conclus&#227;o</b></p>       <p>Pessoalmente,     como MF e face &#224; nova legisla&#231;&#227;o, recuso a emiss&#227;o de quaisquer atestados para     obten&#231;&#227;o e renova&#231;&#227;o da carta de condu&#231;&#227;o dos meus pacientes, porque: i) j&#225; n&#227;o     posso, como podia at&#233; 31/10/2012, referenciar &#224; autoridade de sa&#250;de em caso de     d&#250;vida ou de potencial interfer&#234;ncia na rela&#231;&#227;o m&#233;dico-paciente; ii) passam a     ser, tamb&#233;m, minha responsabilidade as cartas de condu&#231;&#227;o de profissionais, as     quais t&#234;m repercuss&#245;es na sa&#250;de p&#250;blica e perante as quais um parecer negativo     tem consequ&#234;ncias dram&#225;ticas para o paciente e sua fam&#237;lia; iii) em caso de     incapacidade parcial para a condu&#231;&#227;o, passa tamb&#233;m a ser minha responsabilidade     a prescri&#231;&#227;o de restri&#231;&#245;es e de adapta&#231;&#245;es dos ve&#237;culos (de entre cerca de 80     poss&#237;veis), muito espec&#237;ficas e que extravasam claramente as minhas     compet&#234;ncias; iv) &#233; exigido um exame oftalmol&#243;gico que n&#227;o tenho compet&#234;ncia     t&#233;cnica nem material para realizar; v) a um grande n&#250;mero de pessoas da minha     lista afectadas por condi&#231;&#245;es de sa&#250;de que s&#227;o por mim tratadas e vigiadas, &#233;     exigido um parecer de m&#233;dicos de especialidades cujas consultas essas pessoas     n&#227;o frequentam.</p>     <p>Os problemas     criados pela presente legisla&#231;&#227;o recomendam, em primeiro lugar, a sua revoga&#231;&#227;o     e substitui&#231;&#227;o por um texto que cumpra as directivas comunit&#225;rias, sem excesso     de zelo, considerando a escassa evid&#234;ncia cient&#237;fica dispon&#237;vel e o problema     particular da mobilidade dos idosos. Em segundo lugar, &#233; urgente a cria&#231;&#227;o dos     Centros de Avalia&#231;&#227;o M&#233;dica Psicol&#243;gica ou dos seus an&#225;logos. Se se entender     ser essa uma miss&#227;o do SNS, estes centros devem ser criados em cada ARS ou em     cada ACeS (tal como organizam, por exemplo, consultas do viajante) e as     avalia&#231;&#245;es devem ser realizadas por m&#233;dicos e outros t&#233;cnicos com compet&#234;ncia e     treino para as necess&#225;rias avalia&#231;&#245;es (incluindo oftalmol&#243;gica/optom&#233;trica,     audiom&#233;trica, psicom&#233;trica) e prescri&#231;&#245;es (de restri&#231;&#245;es e adapta&#231;&#245;es em     ve&#237;culos) mas sempre desvinculados de qualquer rela&#231;&#227;o terap&#234;utica com os     pacientes a avaliar.</p>       <p>&nbsp;</p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>REFER&#202;NCIAS BIBLIOGR&#193;FICAS</b></p>       <p>1.     Decreto-Lei n.&#186; 138/2012, de 5 de Julho. Di&#225;rio da Rep&#250;blica &#8211; 1.&#170; S&#233;rie.     p. 3426-75.</p>       <!-- ref --><p>2. Braga R.     Certificados e outros comprovativos: uma miss&#227;o do Servi&#231;o Nacional de Sa&#250;de?     Rev Port Med Geral Fam 2012 Nov-Dez; 28 (6): 395-6.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000065&pid=S2182-5173201300030000800001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>3. Ordem dos     M&#233;dicos. Parecer jur&#237;dico: atestados para emiss&#227;o de licen&#231;as de condu&#231;&#227;o.     04/12/2012. Dispon&#237;vel em:    <a href="https://www.ordemdosmedicos.pt/?lop=conteudo&amp;op=66808e327dc79d135ba18e051673d906&amp;id=110eec23201d80e40d0c4a48954e2ff5#" target="_blank">https://www.ordemdosmedicos.pt/?lop=conteudo&amp;op=66808e327dc79d135ba18e051673d906&amp;id=110eec23201d80e40d0c4a48954e2ff5#</a>      (acedido em 25/03/2013)&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000067&pid=S2182-5173201300030000800002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>4. Ordem dos     M&#233;dicos. Not&#237;cias (2012). Dispon&#237;vel em:   <a href="https://www.ordemdosmedicos.pt/index.php?lop=conteudo&amp;op=ed3d2c21991e3bef5e069713af9fa6ca&amp;id=5e388103a391daabe3de1d76a6739ccd" target="_blank">https://www.ordemdosmedicos.pt/index.php?lop=conteudo&amp;op=ed3d2c21991e3bef5e069713af9fa6ca&amp;id=5e388103a391daabe3de1d76a6739ccd</a>       (acedido em 25/03/2013).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000068&pid=S2182-5173201300030000800003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>5. Comiss&#227;o     Nacional de Medicina Geral e Familiar do Sindicato Independente dos M&#233;dicos.     Comunicado, 30/10/2012. Dispon&#237;vel em:    <a href="http://simuploads.simedicos.pt/55c3c9491.pdf" target="_blank">http://simuploads.simedicos.pt/55c3c9491.pdf</a>  (acedido em 25/03/2013).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000070&pid=S2182-5173201300030000800004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>6. Servi&#231;o     Jur&#237;dico do Sindicato dos M&#233;dicos da Zona Sul. Parecer n.o 27/2011, de     08/08/2011. Dispon&#237;vel em:     <a href="http://www.fnam.pt/juridicos/pareceres_files/SM532011A.pdf" target="_blank">http://www.fnam.pt/juridicos/pareceres_files/SM532011A.pdf</a> (acedido em     25/03/2013).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000072&pid=S2182-5173201300030000800005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>7. Servi&#231;o     Jur&#237;dico do Sindicato dos M&#233;dicos da Zona Sul. Informa&#231;&#227;o n.o 35/2012, de     08/11/2012. Dispon&#237;vel em: <a href="http://www.fnam.pt/informacao/index_ficheiros/SMINFORMA1235.pdf" target="_blank">http://www.fnam.pt/informacao/index_ficheiros/SMINFORMA1235.pdf</a>     (acedido em 25/03/2013).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000074&pid=S2182-5173201300030000800006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>8. European     Academy of Teachers in General Practice. A Defini&#231;&#227;o Europeia de Medicina Geral     e Familiar. Rev Port Clin Geral 2005 Set-Out; 21 (5): 511-6.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000076&pid=S2182-5173201300030000800007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>9. McWhinney     I, Freeman T. Manual de Medicina Geral e Familiar. 3.a ed. Rio de Janeiro:     Artmed; 2009.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000078&pid=S2182-5173201300030000800008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <p>10.     Decreto-Lei n.&#186; 82/2009, de 2 de Abril. Di&#225;rio da Rep&#250;blica &#8211; 1.&#170; S&#233;rie.     N.&#186; 65 p. 2062-65.</p>       <!-- ref --><p>11.     Instituto Nacional de Estat&#237;stica. Projec&#231;&#245;es da popula&#231;&#227;o residente em     Portugal. 2009. Dispon&#237;vel em     <a href="http://www.google.pt/url?sa=t&amp;rct=j&amp;q=&amp;esrc=s&amp;frm=1&amp;source=web&amp;cd=1&amp;cad=rja&amp;ved=0CCwQFjAA&amp;url=http%3A%2F%2Fwww.ine.pt%2Fngt_server%2Fattachfileu.jsp%3Flook_parentBoui%3D66023625%26att_display%3Dn%26att_download%3Dy&amp;ei=jJxQUd3CHYiO7Aazz4C4DA&amp;usg=AFQjCNHdGpDOKyhIMVgNtUbwbO8xcFuE2Q" target="_blank">http://www.google.pt/url?sa=t&amp;rct=j&amp;q=&amp;esrc=s&amp;frm=1&amp;source=web&amp;cd=1&amp;cad=rja&amp;ved=0CCwQFjAA&amp;url=http%3A%2F%2Fwww.ine.pt%2Fngt_server%2Fattachfileu.jsp%3Flook_parentBoui%3D66023625%26att_display%3Dn%26att_download%3Dy&amp;ei=jJxQUd3CHYiO7Aazz4C4DA&amp;usg=AFQjCNHdGpDOKyhIMVgNtUbwbO8xcFuE2Q</a>     (acedido em 25/03/2013).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000081&pid=S2182-5173201300030000800009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>12.     Instituto da Mobilidade e dos Transportes Terrestres. Evolu&#231;&#227;o do n&#250;mero de     novas cartas de condu&#231;&#227;o emitidas em Portugal, por g&#233;nero (1950-2009).     Dispon&#237;vel em: <a href="http://www.imtt.pt/sites/IMTT/Portugues/Noticias/Documents/Evolucao_Cartas_Conducao_Genero_1950-2009.pdf" target="_blank">http://www.imtt.pt/sites/IMTT/Portugues/Noticias/Documents/Evolucao_Cartas_Conducao_Genero_1950-2009.pdf</a>     (acedido em 25/03/2013).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000083&pid=S2182-5173201300030000800010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>13.     Parlamento Europeu. Directiva 2006/126/CE, de 20 de Dezembro de 2006. Jornal     Oficial da Uni&#227;o Europeia 30/12/2006. Dispon&#237;vel em: <a href="http://eurlex.europa.eu/LexUriServ/LexUriServ.do?uri=OJ:L:2006:403:0018:0060:PT:PDF" target="_blank">http://eurlex.europa.eu/LexUriServ/LexUriServ.do?uri=OJ:L:2006:403:0018:0060:PT:PDF</a>     (acedido em 25/03/2013).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000085&pid=S2182-5173201300030000800011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>14.     Parlamento Europeu. Directiva 2009/113/CE, de 25 de Agosto de 2009. Jornal     Oficial da Uni&#227;o Europeia 26/08/2009. Dispon&#237;vel em:     <a href="http://eurlex.europa.eu/LexUriServ/LexUriServ.do?uri=OJ:L:2006:403:0018:0060:PT:PDF" target="_blank">http://eurlex.europa.eu/LexUriServ/LexUriServ.do?uri=OJ:L:2006:403:0018:0060:PT:PDF</a>     (acedido em 25/03/2013).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000087&pid=S2182-5173201300030000800012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>15. George     F. Causas de morte em Portugal e desafios na preven&#231;&#227;o. Acta Med Port 2012     Mar-Apr; 25 (2): 61-3.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000089&pid=S2182-5173201300030000800013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>16. Faria     JN. Mortalidade rodovi&#225;ria em Portugal - uma abordagem s&#243;cio-demogr&#225;fica     [disserta&#231;&#227;o]. Lisboa: Instituto Superior de Ci&#234;ncias do Trabalho e da Empresa;     2008. Dispon&#237;vel em:     <a href="http://repositorio-iul.iscte.pt/bitstream/10071/2091/1/Disserta%C3%A7%C3%A3o_Mestrado_J.Faria.pdf" target="_blank">http://repositorio-iul.iscte.pt/bitstream/10071/2091/1/Disserta%C3%A7%C3%A3o_Mestrado_J.Faria.pdf</a>     (acedido em 25/03/2013).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000091&pid=S2182-5173201300030000800014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>17. Sayanda     I. Idoso e condu&#231;&#227;o. Rev Port Clin Geral 2006 Nov-Dez; 22 (6): 755-60.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000093&pid=S2182-5173201300030000800015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>18. O&#8217;Neill     D. Medical screening of older drivers is not evidence based. BMJ 2012 Sep 25;     345: e6371.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000095&pid=S2182-5173201300030000800016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>19.     Desapriya E, Ranatunga Y, Pike I. We need evidence based tools to identify     medically at risk drivers. BMJ 2012 Oct 24; 345: e7087.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000097&pid=S2182-5173201300030000800017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <p>20. Collier     R. Physicians open to ideas on how to access and discuss fitness to drive. CMAJ     2012 Mar 6; 184 (4): E207-8.</p>       <!-- ref --><p>21. Laycock     KM. Should family physicians assess fitness to drive? No. Can Fam Physician     2010 Dec; 56 (12): 1265-7.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000100&pid=S2182-5173201300030000800019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>22. Russel     J. No driving for Miss Daisy. CMAJ 2011 Apr 19; 183 (7): 784-5.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000102&pid=S2182-5173201300030000800020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>23. Adams     AJ. Should family physicians assess fitness to drive? Yes. Can Fam Physician     2010 Dec; 56 (12): 1264-6.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000104&pid=S2182-5173201300030000800021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>24. Laycock     KM. Driver assessment: uncertainties inherent in current methods. BC Med J 2011     Mar; 53 (2): 74-8.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000106&pid=S2182-5173201300030000800022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>25. Stutts     JC, Wilkins JW. On-road driving evaluations: a potential tool for helping older     adults drive safely longer. Safety Research 2003; 34 (4): 431-9.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000108&pid=S2182-5173201300030000800023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>26. Martin     AJ, Marotolli R, O&#8217;Neill D. Driving assessment for maintaining mobility and     safety in drivers with dementia. Cochrane Database Syst Rev 2009 Jan 21; (1):     CD006222.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000110&pid=S2182-5173201300030000800024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>27. Taylor     BD, Tripodes S. The effects of driving cessation on the elderly with dementia     and their caregivers. Accid Anal Prev 2001 Jul; 33 (4): 519-28.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000112&pid=S2182-5173201300030000800025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>28.     Marottoli RA, Mendes de Leon CF, Glass TA, Williams CS, Cooney LM Jr, Berkman     LF. Consequences of driving cessation: decreased out-of-home activity levels. J     Gerontol B Psychol Sci Soc Sci 2000 Nov; 55 (6): S334-40.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000114&pid=S2182-5173201300030000800026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>29.     Marottoli RA, Mendes de Leon CF, Glass TA, Williams CS, Cooney LM Jr, Berkman     LF, et al. Driving cessation and increased depressive symptoms: prospective     evidence from the New Haven EPESE. Established Populations for Epidemiologic     Studies of the Elderly. J Am Geriatr Soc 1997 Feb; 45 (2): 202-6.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000116&pid=S2182-5173201300030000800027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>30. Freeman     EE, Gange SJ, Mu&#241;oz B, West SK. Driving status and risk of entry into long-term     care in older adults. Am J Public Health 2006 Jul; 96 (7): 1254-9.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000118&pid=S2182-5173201300030000800028&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>31. Siren A,     Meng A. Cognitive screening of older drivers does not produce safety benefits.     Accid Anal Prev 2012 Mar; 45: 634-8.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000120&pid=S2182-5173201300030000800029&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>32. Vernon     DD, Diller EM, Cook LJ, Reading JC, Suruda AJ, Dean JM. Evaluating the crash     and citation rates of Utah drivers licensed with medical conditions, 1992-1996.     Accid Anal Prev 2002 Mar; 34 (2): 237-46.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000122&pid=S2182-5173201300030000800030&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>33. Jang RW,     Man-Son-Hing M, Molnar FJ, Hogan DB, Marshall SC, Auger J, et al. Family     physicians&#8217; attitudes and practices regarding assessments of medical fitness to     drive in older persons. J Gen Intern Med 2007 Apr; 22 (4): 531-43.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000124&pid=S2182-5173201300030000800031&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>34.     Redelmeier DA, Vinkatesh V, Stanbrook MB. Mandatory reporting by physicians of     patients potentially unfit to drive. Open Med 2008; 2 (1): e8-e17.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000126&pid=S2182-5173201300030000800032&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>35. Entidade     Reguladora da Sa&#250;de. Processo de Inqu&#233;rito n.o ERS/056/11. Dispon&#237;vel em:     <a href="http://www.ers.pt/uploads/writer_file/document/407/ERS_056_11.pdf" target="_blank">http://www.ers.pt/uploads/writer_file/document/407/ERS_056_11.pdf</a> (acedido em     25/03/2013).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000128&pid=S2182-5173201300030000800033&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>36.     Minist&#233;rio da Sa&#250;de. Administra&#231;&#227;o Regional de Sa&#250;de do Norte. Circular     informativa n.<sup>o</sup> 1/2012. Obriga&#231;&#227;o de emiss&#227;o de atestados para fins     de obten&#231;&#227;o ou renova&#231;&#227;o de cartas de condu&#231;&#227;o. Porto 05/01/2012. Dispon&#237;vel     em:     <a href="http://portal.arsnorte.min-saude.pt/portal/page/portal/ARSNorte/Documentos/Circulares%20da%20ARSNorte/Circulares%20Informativas%202012/Circular%20Informativa%201_2012.pdf" target="_blank">http://portal.arsnorte.min-saude.pt/portal/page/portal/ARSNorte/Documentos/Circulares%20da%20ARSNorte/Circulares%20Informativas%202012/Circular%20Informativa%201_2012.pdf</a>     (acedido em 25/03/2013).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000130&pid=S2182-5173201300030000800034&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>37. Decreto-Lei     n.&#186; 313/2009, de 27 de Outubro. &#171;Di&#225;rio da Rep&#250;blica &#8211; 1.&#170; S&#233;rie. p.     8063-80.</p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><a href="#topc0">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a> | <a href="#topc0">Direcci&oacute;n para correspondencia</a> | <a href="#topc0">Correspondence</a><a name="c0"></a></p>        <p>M&#243;nica     Granja</p>       <p>R. Godinho     de Faria, 731</p>     <p>4465-156 S.     Mamede Infesta</p>      <p><a href="mailto:monica.granja@ulsm.min-saude.pt">monica.granja@ulsm.min-saude.pt</a></p>            <p>&nbsp;</p>       <p><b>AGRADECIMENTOS</b></p>       <p>Ao Lu&#237;s     Filipe Gomes, at&#233; ao in&#237;cio de 2013 representante de Portugal no conselho do     EURACT <i>(European Academy of Teachers in       General Practice and Family Medicine),</i> pela articula&#231;&#227;o com os restantes     respons&#225;veis europeus na recolha da informa&#231;&#227;o sobre as pr&#225;ticas nos diferentes     pa&#237;ses.</p>       <p><b>CONFLITOS DE INTERESSE</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A autora &#233;     m&#233;dica de fam&#237;lia numa unidade de cuidados de sa&#250;de personalizados, n&#227;o faz     medicina privada e n&#227;o emite atestados m&#233;dicos relativos a cartas de condu&#231;&#227;o     desde a entrada em vigor do Decreto-Lei n.&#186; 138/2012.</p>       <p>A autora &#233;     editora da Revista Portuguesa de Medicina Geral e Familiar e n&#227;o participou no     processo editorial deste artigo.</p>     <p>&nbsp;</p>       <p><b>Recebido em 01/04/2013</b></p>       <p><b>Aceite para publica&#231;&#227;o em 17/06/2013</b></p>       <p>&nbsp;</p>       <p><a href="#top0">*</a><a name="0"></a>Os dados relativamente &#224;s     pr&#225;ticas de outros pa&#237;ses foram obtidos por contacto directo com m&#233;dicos de     fam&#237;lia locais (membros do European Academy of Teachers in General Practice and     Family Medicine - EURACT), no caso dos europeus, e da WONCA ou autores de   artigos publicados, nos restantes).</p>      ]]></body><back>
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