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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Cancro do Colo do Útero: o que sabem as jovens?]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Objectives: To assess the knowledge and sources of information of young girls on cervical cancer. Type of study: Cross-sectional study Location: Paço de Arcos’ high school and middle school. Population: Female students aged 15 years and over attending public schools in Paço de Arcos, Portugal in the academic year 2010-2011. Methods: Data were obtained in an anonymous questionnaire. Variables studied included age, school year, and knowledge of cervical cancer (including etiology, symptoms, diagnosis, prognosis, risk factors and prevention). Results: The sample included 370 students, with a mean age of 16,8 years and 10 years of schooling. Communications media were the main source of information (69.7%). The vaccine was considered 100% effective by 18,9% of students. The main risk factor identified was “unprotected sex”. The main form of prevention identified was the vaccine against Human Papilloma Virus. Students identified only one third of the risk factors and half of the means prevention. There was no relationship between age, school year, or visiting the health center in the last year and knowledge of cervical cancer. Conclusions: Cervical cancer is a preventable disease, with high morbidity and mortality worldwide. The level of knowledge found in this study sample was higher than that found in other studies. This study identifies gaps in knowledge that can be a target for health promotion programs. The media and health care professionals can share responsibility in educating the public about cervical cancer.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Conhecimentos]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Cancro do Colo do Útero]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Jovens do Sexo Feminino]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[Knowledge]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><b>ESTUDOS ORIGINAIS</b></p>       <p><font size="4"><b>Cancro do Colo do &Uacute;tero: o que sabem as     jovens?</b></font></p>       <p><font size="3"><b>Cervical   cancer: what do girls know?</b></font></p>       <p><b>Catarina Ferreira*, Ana Andreia Matos†,     Barros Oliveira*, Joana Bettencourt*</b></p>       <p>†Assistente     de Medicina Geral e Familiar, USF Jardim dos Pl&aacute;tanos, Oeiras.</p>       <p>* Internos     do 3.<sup>o</sup> ano Medicina Geral e Familiar, USF Delta, Oeiras.</p>       <p><a href="#c0">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a> | <a href="#c0">Direcci&oacute;n para correspondencia</a> | <a href="#c0">Correspondence</a><a name="topc0"></a></p> <hr/>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>RESUMO</b></p>       <p><b>Objetivos:</b> Avaliar conhecimentos e     fontes de informa&ccedil;&atilde;o sobre cancro do colo do &uacute;tero (CCU), nas jovens com idade     igual ou superior a 15 anos, que frequentam as escolas da freguesia de Pa&ccedil;o de     Arcos.</p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Tipo de estudo:</b> Estudo observacional,     transversal e anal&iacute;tico.</p>       <p><b>Local:</b> Escola Secund&aacute;ria Lu&iacute;s de     Freitas Branco e Escola B&aacute;sica Joaquim Barros &#8211; Pa&ccedil;o de Arcos.</p>       <p><b>Popula&ccedil;&atilde;o:</b> Alunas com idade igual ou     superior a 15 anos que frequentam as escolas da Freguesia de Pa&ccedil;o de Arcos, no     ano letivo 2010/2011.</p>       <p><b>M&eacute;todos:</b> Dados obtidos por question&aacute;rio     an&oacute;nimo, com an&aacute;lise das vari&aacute;veis: idade, ano escolar e conhecimentos sobre     CCU [etiologia, sintomatologia, diagn&oacute;stico, progn&oacute;stico, fatores de risco (FR)     e formas de preven&ccedil;&atilde;o (FP)].</p>       <p><b>Resultados:</b> Amostra de 370 jovens, com     m&eacute;dia de idades de 16,8 anos e de escolaridade o 10.<sup>o</sup> ano. Os meios     de comunica&ccedil;&atilde;o social foram a principal fonte de informa&ccedil;&atilde;o (69,7%). A vacina     foi considerada 100% eficaz por 18,9% das jovens. O principal FR identificado     (79,2%) foi &laquo;rela&ccedil;&otilde;es sexuais sem preservativo&raquo; e a FP (98,1%) foi a vacina     contra o V&iacute;rus do Papiloma Humano (HPV). Em m&eacute;dia, cada jovem identificou     apenas um ter&ccedil;o dos FR e cerca de metade das FP apresentadas. N&atilde;o se verificou     qualquer rela&ccedil;&atilde;o entre idade, ano escolar, e/ou frequ&ecirc;ncia de uma consulta na     Unidade de Sa&uacute;de Familiar (USF) ou Unidade de Cuidados de Sa&uacute;de Personalizados     (UCSP) no &uacute;ltimo ano e os conhecimentos demonstrados.</p>       <p><b>Conclus&otilde;es:</b> O CCU &eacute; uma doen&ccedil;a com     elevada morbilidade e mortalidade, com medidas preventivas conhecidas e     acess&iacute;veis. Os conhecimentos demonstrados pela amostra do estudo s&atilde;o superiores     aos referidos na bibliografia internacional consultada. Contudo, este estudo     permitiu aos autores identificar algumas lacunas de conhecimento, que podem ser     alvo de estrat&eacute;gias de promo&ccedil;&atilde;o de sa&uacute;de. Os meios de comunica&ccedil;&atilde;o social,     enquanto principal fonte de informa&ccedil;&atilde;o, podem, a par dos profissionais de     sa&uacute;de, ser um ve&iacute;culo importante na transmiss&atilde;o de conhecimentos.</p>       <p><b>Palavras-chave:</b> Conhecimentos; Cancro     do Colo do &Uacute;tero; Jovens do Sexo Feminino.</p>     <hr/>     <p>&nbsp;</p>       <p><b>ABSTRACT</b></p>       <p><b>Objectives:</b> To assess the knowledge and     sources of information of young girls on cervical cancer.</p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Type of study:</b> Cross-sectional study</p>       <p><b>Location:</b> Pa&ccedil;o de Arcos’ high school     and middle school.</p>       <p><b>Population:</b> Female students aged 15     years and over attending public schools in Pa&ccedil;o de Arcos, Portugal in the     academic year 2010-2011.</p>       <p><b>Methods:</b> Data were obtained in an     anonymous questionnaire. Variables studied included age, school year, and     knowledge of cervical cancer (including etiology, symptoms, diagnosis,     prognosis, risk factors and prevention).</p>       <p><b>Results:</b> The sample included 370     students, with a mean age of 16,8 years and 10 years of schooling.     Communications media were the main source of information (69.7%). The vaccine     was considered 100% effective by 18,9% of students. The main risk factor     identified was “unprotected sex”. The main form of prevention identified was     the vaccine against Human Papilloma Virus. Students identified only one third     of the risk factors and half of the means prevention. There was no relationship     between age, school year, or visiting the health center in the last year and     knowledge of cervical cancer.</p>       <p><b>Conclusions:</b> Cervical cancer is a preventable     disease, with high morbidity and mortality worldwide. The level of knowledge     found in this study sample was higher than that found in other studies. This     study identifies gaps in knowledge that can be a target for health promotion     programs. The media and health care professionals can share responsibility in     educating the public about cervical cancer.</p>       <p><b>Keywords:</b> Knowledge; Uterine Cervical     Neoplasms; Female Adolescents.</p>     <hr/>     <p>&nbsp;</p>       <p><b>Introdu&ccedil;&atilde;o</b></p>       <p>O CCU &eacute; uma     das principais causas de morte por neoplasia, nas mulheres, em todo o mundo. &Eacute;     hoje aceite que a principal etiologia do CCU &eacute; a infe&ccedil;&atilde;o persistente pelas     estirpes oncog&eacute;nicas do HPV.<sup>1</sup> A adolesc&ecirc;ncia constitui um per&iacute;odo de     maior risco de infe&ccedil;&atilde;o por este v&iacute;rus e consequente displasia cervical.<sup>2,3</sup> Na maioria dos casos, a infe&ccedil;&atilde;o por HPV &eacute; eficazmente eliminada; no entanto,     pode persistir e originar les&otilde;es pr&eacute;-cancer&iacute;genas e cancer&iacute;genas.<sup>4,5</sup> Segundo a Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial de Sa&uacute;de, os principais fatores de risco para CCU     s&atilde;o infe&ccedil;&atilde;o por HPV, in&iacute;cio precoce de atividade sexual, rela&ccedil;&otilde;es sexuais sem     preservativo, grande n&uacute;mero de parceiros sexuais, outras infe&ccedil;&otilde;es sexualmente     transmiss&iacute;veis [ex.: infe&ccedil;&atilde;o pelo V&iacute;rus da Imunodefici&ecirc;ncia Humana (HIV)],     outras condi&ccedil;&otilde;es associadas a diminui&ccedil;&atilde;o da imunidade, tabagismo e uso     prolongado de contracetivo oral. Os principais fatores protetores incluem uso     de preservativo, n&uacute;mero reduzido de parceiros sexuais, in&iacute;cio tardio de     atividade sexual, vacina contra o HPV e realiza&ccedil;&atilde;o regular de exame     ginecol&oacute;gico, incluindo citologia cervical. A hist&oacute;ria natural da doen&ccedil;a, desde     a infe&ccedil;&atilde;o at&eacute; ao CCU, &eacute; bem conhecida e a sua evolu&ccedil;&atilde;o lenta,<sup>6</sup> pelo     que o programa de rastreio direcionado &agrave;s mulheres entre os 25-64 anos &eacute;     eficaz.<sup>7</sup> Em Portugal, existem cerca de 1000 novos casos de CCU todos     os anos,<sup>8</sup> o que nos alerta para a import&acirc;ncia deste rastreio na     nossa popula&ccedil;&atilde;o.</p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Tendo em     conta que o conhecimento sobre CCU &eacute; um fator essencial na sua preven&ccedil;&atilde;o,     consideramos que a recente introdu&ccedil;&atilde;o da vacina no Plano Nacional de Vacina&ccedil;&atilde;o     poderia ser uma oportunidade de promo&ccedil;&atilde;o e educa&ccedil;&atilde;o para a sa&uacute;de nesta &aacute;rea.</p>       <p>Este estudo     teve como objetivo determinar os conhecimentos sobre o CCU, os FR e as FP.</p>       <p><b>M&eacute;todos</b></p>       <p>Tratou-se de     um estudo observacional, transversal e anal&iacute;tico, realizado durante o m&ecirc;s de     maio de 2011, que teve por objetivo determinar os conhecimentos das jovens     sobre CCU.</p>       <p>A popula&ccedil;&atilde;o     do estudo foi composta por jovens do sexo feminino com idade igual ou superior     a 15 anos (tendo em conta o ano de aplica&ccedil;&atilde;o do question&aacute;rio), a frequentar o     ensino obrigat&oacute;rio p&uacute;blico na freguesia de Pa&ccedil;o de Arcos &#8211; Escola     Secund&aacute;ria Lu&iacute;s de Freitas Branco e Escola B&aacute;sica Joaquim Barros no ano     2010/2011.</p>       <p>A avalia&ccedil;&atilde;o     dos dados demogr&aacute;ficos e dos conhecimentos foi feita atrav&eacute;s da aplica&ccedil;&atilde;o de um     question&aacute;rio an&oacute;nimo (em <a href="#a1">anexo</a><a name="topa1"></a>), elaborado pelos autores tendo por base outros     estudos que apresentavam objetivos semelhantes.<sup>9-16</sup> Apesar de n&atilde;o     validado, o question&aacute;rio foi submetido a um teste piloto com 20 jovens de     caracter&iacute;sticas demogr&aacute;ficas semelhantes &agrave;s da popula&ccedil;&atilde;o alvo, que frequentavam     uma escola p&uacute;blica do mesmo concelho, mas de uma freguesia diferente, n&atilde;o tendo     sido efetuadas altera&ccedil;&otilde;es ao question&aacute;rio.</p>       <p>O estudo foi     integrado no &acirc;mbito da sa&uacute;de escolar na Escola Lu&iacute;s de Freitas Branco, com     exist&ecirc;ncia pr&eacute;via de consentimento informado por parte dos encarregados de     educa&ccedil;&atilde;o das jovens menores, para os projetos aplicados neste contexto. Na     Escola Joaquim Barros tamb&eacute;m se obteve o consentimento informado por parte dos     encarregados de educa&ccedil;&atilde;o, para este projeto espec&iacute;fico, antes da aplica&ccedil;&atilde;o do     question&aacute;rio.</p>       <p>O     question&aacute;rio foi aplicado a uma amostra de conveni&ecirc;ncia da popula&ccedil;&atilde;o em estudo,     constitu&iacute;da por jovens do sexo feminino, nascidas at&eacute; 31 de dezembro de 1996,     que aceitaram e/ou foram autorizadas a responder ao question&aacute;rio e estavam     presentes no per&iacute;odo de obten&ccedil;&atilde;o de dados, sendo estes os crit&eacute;rios de     inclus&atilde;o.</p>       <p>As vari&aacute;veis     medidas foram idade, ano escolar, frequ&ecirc;ncia de consulta na USF ou UCSP no     &uacute;ltimo ano, fontes de informa&ccedil;&atilde;o e conhecimentos sobre CCU, nomeadamente quanto     &agrave; sua etiologia, sintomatologia, meios de diagn&oacute;stico, FR e FP. (<a href="#f1">Figura 1</a>)</p>     <p>&nbsp;</p>    ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="center"><a name="f1"></a><img src="/img/revistas/rpmgf/v29n4/29n4a04f1.jpg"/></p>    
<p>&nbsp;</p>       <p>Os dados     recolhidos foram registados e analisados atrav&eacute;s das aplica&ccedil;&otilde;es Microsoft     Excel&reg; e SPSS&reg; 16.0. Inicialmente, foi utilizada uma an&aacute;lise descritiva para     caracteriza&ccedil;&atilde;o da amostra estudada e das op&ccedil;&otilde;es correta e incorretamente     assinaladas relativamente &agrave;s vari&aacute;veis que permitiam avaliar os conhecimentos.     Atrav&eacute;s do coeficiente de correla&ccedil;&atilde;o de Pearson foi efetuada a compara&ccedil;&atilde;o entre     a percentagem m&eacute;dia de respostas corretas, relativamente aos FR e &agrave;s FP, com as     vari&aacute;veis idade e ano escolar. Para avaliar a rela&ccedil;&atilde;o entre o n&uacute;mero m&eacute;dio de     respostas corretas (FR e FP) e a ida a uma consulta na USF ou UCSP no &uacute;ltimo ano     aplicou-se o teste de Mann-Whitney.</p>       <p><b>Resultados</b></p>       <p>Da     popula&ccedil;&atilde;o, constitu&iacute;da por 519 jovens, obteve-se uma amostra de 370 jovens     (71,29%) com m&eacute;dia de idades de 16,8 anos (m&iacute;nimo de 14 e m&aacute;ximo de 23 anos) e     de escolaridade o 10.<sup>o</sup> ano (m&iacute;nimo o 7.<sup>o</sup> e m&aacute;ximo o 12.<sup>o</sup> ano). Destas, 344 (92,97%) afirmaram ter ido a uma consulta na USF ou UCSP no &uacute;ltimo ano. (<a href="#f2">Figura 2</a>)</p>        <p>&nbsp;</p>    <p align="center"><a name="f2"></a><img src="/img/revistas/rpmgf/v29n4/29n4a04f2.jpg"/></p>    
<p>&nbsp;</p>       <p>Os meios de     comunica&ccedil;&atilde;o social foram a principal fonte de informa&ccedil;&atilde;o selecionada (69,7%), seguida dos profissionais de sa&uacute;de (55,9%). (<a href="#f3">Figura 3</a>)</p>        <p>&nbsp;</p>    ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="center"><a name="f3"></a><img src="/img/revistas/rpmgf/v29n4/29n4a04f3.jpg"/></p>    
<p>&nbsp;</p>       <p>Relativamente     ao aparelho afetado pelo CCU, 97,8% das jovens identificaram o aparelho genital     feminino. A maioria das jovens identificou corretamente o HPV como agente     etiol&oacute;gico (69,5%), referiu que o CCU pode ser assintom&aacute;tico (78,4%) (<a href="#f4">Figura 4</a>), identificou a citologia como m&eacute;todo diagn&oacute;stico (78,1%) (<a href="#f5">Figura 5</a>) e o CCU     como uma doen&ccedil;a que se pode prevenir e tratar desde que diagnosticado     precocemente (73,8% e 63,8%, respetivamente); uma percentagem consider&aacute;vel de jovens referiu que a vacina &eacute; 100% eficaz (18,9%) (<a href="#f6">Figura 6</a>).</p>        <p>&nbsp;</p>    <p align="center"><a name="f4"></a><img src="/img/revistas/rpmgf/v29n4/29n4a04f4.jpg"/></p>    
<p>&nbsp;</p>    <p align="center"><a name="f5"></a><img src="/img/revistas/rpmgf/v29n4/29n4a04f5.jpg"/></p>    
<p>&nbsp;</p>    <p align="center"><a name="f6"></a><img src="/img/revistas/rpmgf/v29n4/29n4a04f6.jpg"/></p>    
<p>&nbsp;</p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p>O FR mais     assinalado foi &laquo;rela&ccedil;&otilde;es sexuais sem preservativo&raquo;, todos os restantes fatores     de risco foram identificados por metade ou menos das jovens. O segundo fator     mais escolhido foi a falta de higiene feminina (<a href="#f7">Figura 7</a>). Dos FR assinalados,     76% eram verdadeiros e 24% falsos, o que corresponde a um ratio de 3/1 (tr&ecirc;s respostas certas por cada resposta errada).</p>        <p>&nbsp;</p>    <p align="center"><a name="f7"></a><img src="/img/revistas/rpmgf/v29n4/29n4a04f7.jpg"/></p>    
<p>&nbsp;</p>       <p>De acordo     com os dados anteriores, a realiza&ccedil;&atilde;o de higiene feminina adequada foi     identificada como forma de preven&ccedil;&atilde;o por mais de metade das jovens (<a href="#f8">Figura 8</a>).     Das FP assinaladas, 80% eram verdadeiras e 20% falsas, o que corresponde a um ratio de 4/1 (quatro respostas certas por cada resposta errada).</p>        <p>&nbsp;</p>    <p align="center"><a name="f8"></a><img src="/img/revistas/rpmgf/v29n4/29n4a04f8.jpg"/></p>    
<p>&nbsp;</p>       <p>Em m&eacute;dia,     cada jovem identificou apenas um ter&ccedil;o dos FR e cerca de metade das FP     apresentadas.</p>       <p>N&atilde;o se verificou     qualquer rela&ccedil;&atilde;o entre os FR e as FP identificados e a idade (coeficiente de     correla&ccedil;&atilde;o de Pearson &#961;=0,084 para os FR e &#961;=0,148 para as FP) e/ou     ano escolar (coeficiente de correla&ccedil;&atilde;o de Pearson &#961;=0,005 para os FR e     &#961;=0,030 para as FP) e/ou exist&ecirc;ncia de uma consulta na USF ou UCSP no     &uacute;ltimo ano (teste de Mann-Whitney p=0,402 para os FR e p=0.833 para as FP), o     que est&aacute; de acordo com os resultados obtidos nas fontes de informa&ccedil;&atilde;o.</p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Discuss&atilde;o</b></p>       <p>Este     trabalho permitiu melhorar a perce&ccedil;&atilde;o dos conhecimentos sobre CCU das jovens de     duas escolas da &aacute;rea de abrang&ecirc;ncia da USF dos autores, na faixa et&aacute;ria onde &eacute;     maior o risco de infe&ccedil;&atilde;o pelo seu principal agente etiol&oacute;gico.<sup>9,17,18</sup></p>       <p>Salienta-se     o fato de 100% da amostra referir j&aacute; ter ouvido falar do CCU, o que est&aacute; de     acordo com outro estudo realizado em Portugal.<sup>15</sup> No entanto, estes     valores variam bastante em v&aacute;rios estudos internacionais, desde 15% a 85%.<sup>9-13,16</sup></p>       <p>Os meios de     comunica&ccedil;&atilde;o social constituem o principal vetor de informa&ccedil;&atilde;o assinalado, o que     pode explicar a inexist&ecirc;ncia de rela&ccedil;&atilde;o entre os conhecimentos demonstrados e a     frequ&ecirc;ncia de uma consulta na USF ou UCSP no &uacute;ltimo ano. Isto traduz uma     necessidade de melhoria na transmiss&atilde;o desta informa&ccedil;&atilde;o pelos profissionais de     sa&uacute;de aos utentes e alerta para a import&acirc;ncia da qualidade das informa&ccedil;&otilde;es de     promo&ccedil;&atilde;o de sa&uacute;de nos meios de comunica&ccedil;&atilde;o social. Estes dados s&atilde;o mais uma vez     coincidentes com aqueles encontrados noutro estudo portugu&ecirc;s.<sup>15</sup></p>       <p>A citologia     do colo do &uacute;tero foi identificada corretamente, pela maioria das jovens (78,1%)     como o meio de diagn&oacute;stico do CCU, resultado este semelhante ao encontrado num     estudo nacional<sup>15</sup> e muito superior ao de um estudo internacional     (1,3%).<sup>19</sup> Contudo, a percentagem de jovens que assinalou as     restantes op&ccedil;&otilde;es (&laquo;radiografia do colo do &uacute;tero&raquo;, &laquo;an&aacute;lises de sangue&raquo; e     &laquo;an&aacute;lises de urina&raquo;) n&atilde;o &eacute; desprez&aacute;vel, salientando as d&uacute;vidas existentes nesta     &aacute;rea.</p>       <p>A maioria     das jovens considera que o CCU &eacute; uma doen&ccedil;a preven&iacute;vel e com potencial de cura     quando detetada precocemente, o que poder&aacute; constituir um fator preditor de     ades&atilde;o ao rastreio. No entanto, uma percentagem significativa considera que a     vacina &eacute; 100% eficaz, o que dever&aacute; ser prontamente esclarecido, de forma a     evitar uma falsa sensa&ccedil;&atilde;o de seguran&ccedil;a ap&oacute;s a vacina&ccedil;&atilde;o, com consequente     desvaloriza&ccedil;&atilde;o da import&acirc;ncia do exame ginecol&oacute;gico.</p>       <p>Relativamente     aos fatores de risco e formas de preven&ccedil;&atilde;o, as percentagens de respostas     corretamente identificadas foram semelhantes &agrave;s apresentadas no estudo nacional     encontrado.<sup>15</sup> A maioria dos estudos internacionais n&atilde;o apresenta     estes dados quantificados, referindo, no entanto um baixo n&iacute;vel de conhecimento     geral. Dos estudos que apresentam quantifica&ccedil;&atilde;o, os valores s&atilde;o d&iacute;spares:     &laquo;Rela&ccedil;&otilde;es sexuais sem preservativo&raquo; [3%],<sup>13</sup> &laquo;Grande n&uacute;mero de parceiros     sexuais&raquo; [3%, 14% e 65%],<sup>10,13,14</sup> &laquo;Ter outras infe&ccedil;&otilde;es sexualmente     transmitidas&raquo; [7% e 87%],<sup>13,14</sup> &laquo;In&iacute;cio precoce de atividade sexual&raquo;     [7% e 57%],<sup>13,14</sup> &laquo;Tabagismo&raquo; [7%].<sup>13</sup></p>       <p>A falta de     higiene feminina” foi o mito mais vezes identificado no nosso trabalho (55,7%),     apesar de este valor ser inferior ao encontrado num estudo internacional [87%].<sup>14</sup></p>       <p>De referir     que os estudos internacionais encontrados foram realizados em pa&iacute;ses em     desenvolvimento ou em zonas s&oacute;cio-culturais/econ&oacute;micas de risco de pa&iacute;ses desenvolvidos,     nos quais os n&iacute;veis de conhecimento global s&atilde;o expectavelmente mais baixos do     que nos pa&iacute;ses &laquo;ditos desenvolvidos&raquo;. Neste sentido, considerando a nossa     realidade, era de esperar que as jovens em estudo apresentassem um n&iacute;vel de     conhecimentos superior ao obtido na bibliografia consultada, o que se     verificou. No entanto, estudos demonstram n&atilde;o existir uma associa&ccedil;&atilde;o direta     entre n&iacute;vel de conhecimentos e atitudes,<sup>16</sup> dado existirem v&aacute;rios     fatores que podem influenciar a aquisi&ccedil;&atilde;o de comportamentos saud&aacute;veis (ex.:     perce&ccedil;&atilde;o de risco, influ&ecirc;ncia social e autoefic&aacute;cia).<sup>11</sup> Deste modo,     parece ser fundamental aliar as duas estrat&eacute;gias: por um lado, avaliar os     conhecimentos da popula&ccedil;&atilde;o alvo, de modo a identificar as lacunas que dever&atilde;o     ser colmatadas e, por outro, identificar e combater as barreiras que possam     impedir a aplica&ccedil;&atilde;o dos conhecimentos.</p>       <p>Como limites     do estudo, salientamos que a popula&ccedil;&atilde;o abrangida n&atilde;o foi padronizada, pelo que     os dados n&atilde;o poder&atilde;o ser extrapol&aacute;veis para a popula&ccedil;&atilde;o portuguesa. A amostra     utilizada &eacute; uma amostra de conveni&ecirc;ncia, que corresponde a 73,4% da popula&ccedil;&atilde;o     (popula&ccedil;&atilde;o: 504; amostra: 370). Por outro lado, o question&aacute;rio utilizado,     apesar de ter sido sujeito a um teste piloto, n&atilde;o foi validado para a popula&ccedil;&atilde;o     portuguesa e algumas das hip&oacute;teses de resposta poderiam suscitar diferentes     interpreta&ccedil;&otilde;es. O n&iacute;vel de conhecimento foi aferido pela percentagem de     respostas corretas e incorretas, em compara&ccedil;&atilde;o com os estudos encontrados, sem     uso de um instrumento de quantifica&ccedil;&atilde;o do conhecimento.</p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Apesar das     limita&ccedil;&otilde;es referidas, este estudo permitiu-nos avaliar uma parte da popula&ccedil;&atilde;o a     quem prestamos diariamente cuidados de sa&uacute;de, como m&eacute;dicos de fam&iacute;lia,     alertando-nos para poss&iacute;veis lacunas que necessitem de ser colmatadas, por     forma a aumentar a nossa efic&aacute;cia na preven&ccedil;&atilde;o da doen&ccedil;a e promo&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de.</p>       <p>Seria     desej&aacute;vel a realiza&ccedil;&atilde;o de outros estudos, com uma amostra representativa da     popula&ccedil;&atilde;o portuguesa e aplica&ccedil;&atilde;o de uma grelha de avalia&ccedil;&atilde;o de conhecimentos,     assim como avaliar a associa&ccedil;&atilde;o entre n&iacute;vel de conhecimentos e atitudes,     permitindo uma interven&ccedil;&atilde;o mais eficaz por parte dos profissionais de sa&uacute;de.</p>       <p>&nbsp;</p>       <p><b>REFER&Ecirc;NCIAS     BIBLIOGR&Aacute;FICAS</b></p>       <!-- ref --><p>1.     Walboomers JM, Jacobs MV, Manos MM, Bosch FX, Kummer JA, Shah KV, et al. Human     papillomavirus is a necessary cause of invasive cervical cancer worldwide. J     Pathol 1999 Sep; 189 (1): 12-9.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000087&pid=S2182-5173201300040000400001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>2. Powell J,     Strauss S, Gray J, Wojnarowska F. Genital carriage of human papillomavirus     (HPV) DNA in prepubertal girls with and without vulval disease. Pediatr Dermatol     2003 May-Jun; 20 (3): 191-4.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000089&pid=S2182-5173201300040000400002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>3. Cubie HA,     Plumstead M, Zhang W, de Jesus O, Duncan LA, Stanley MA. Presence of antibodies     to human papillomavirus virus-like particles (VLPs) in 11-13 year old     schoolgirls. J Med Virol 1998 Nov; 56 (3): 210-6.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000091&pid=S2182-5173201300040000400003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>4. Baseman JG,     Koutsky LA. The epidemiology of human papillomavirus infections. J Clin Virol     2005 Mar; 32 Suppl 1: S16-24.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000093&pid=S2182-5173201300040000400004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <p>5. Bosch FX,     Burchell AN, Schiffman M, Giuliano AR, de Sanjose S, Bruni L, et al.     Epidemiology and natural history of human papillomavirus infections and     type-speci&#64257;c implications in cervical neoplasia. Vaccine 2008 Aug 19; 26     Suppl 10: K1-16.</p>       <p>6. Schiffman     M, Castle P, Jeronimo J, Rodriguez AC, Wacholder S. Human papillomavirus and     cervical cancer. Lancet 2007 Sep 8; 370 (9590): 890-907.</p>       <!-- ref --><p>7. World Health     Organization, International Agency for Research on Cancer. IARC Handbooks of     Cancer Prevention: Cervix Cancer Screening. Lyon: IARC Press; 2005.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000097&pid=S2182-5173201300040000400006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <p>8. Costa C,     Garcia AC, Rascoa C, Santana R, Lopes S. Avalia&ccedil;&atilde;o econ&oacute;mica do Gardasil&reg;.     Lisboa: Escola Nacional de Sa&uacute;de P&uacute;blica; 2007.</p>       <!-- ref --><p>9. World     Health Organization. Comprehensive Cervical Cancer Control: a Guide to     Essential Practice. Geneva: WHO; 2006.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000100&pid=S2182-5173201300040000400008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>10. Saha A,     Chaudhury AN, Bhowmik P, Chatterjee R. Awareness of cervical cancer among     female student of premier colleges in Kolkata, India. Asian Pac J Cancer Prev     2010; 11 (4): 1085-90.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000102&pid=S2182-5173201300040000400009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>11. Tiro JA,     Meissner HI, Kobrin S, Chollette V. What do women in the U.S. know about human     papillomavirus and cervical cancer? Cancer Epidemol Biomarkers Prev 2007 Feb;     16 (2): 288-94.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000104&pid=S2182-5173201300040000400010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>12.     Fotinatos N, Warmington A, Walker T, Pilbeam M. Knowledge and perceptions of     cervical cancer and healthcare in Vanuatu. Health Promot Austr 2010 Aug; 21     (2): 127-9.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000106&pid=S2182-5173201300040000400011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>13. Marlow     LA, Walter J, Wardle J. Public awareness that HPV is a risk factor for cervical     cancer. Br J Cancer 2007 Sep; 97 (5): 691-4.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000108&pid=S2182-5173201300040000400012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>14. Do HH,     Taylor VM, Burke N, Yasui Y, Schwartz SM, Jacksopn JC. Knowledge about cervical     cancer risk factors, traditional health beliefs, and pap testing among     Vietnamese American Women. J Immigr Minor Health 2007 Apr; 9 (2): 109-14.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000110&pid=S2182-5173201300040000400013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>15. Malheiro     S. Cancro do colo do &uacute;tero: conhecimentos e comportamentos. Ponte de Lima:     Universidade Fernando Pessoa; 2009.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000112&pid=S2182-5173201300040000400014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>16. Nnodu O,     Erinosho l, Jamda M, Olaniyi O, Adelayde R, Lawson L, et al. Knowledge and     attitudes toward cervical cancer and human papillomavirus: a Nigerian pilot     study. Afr J Reprod Health 2010 Mar; 14 (1): 95-108.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000114&pid=S2182-5173201300040000400015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>17. Hogue     ME. Cervical cancer awareness and preventive behavior among female university     students in South Africa. Asian Pac J Cancer Prev 2010; 11 (1): 127-30.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000116&pid=S2182-5173201300040000400016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>18. Francis     SA, Nelson J, Liverpool J, Soogun S, Mofammere N, Thorpe RJ Jr. Examining     attitudes and knowledge about HPV and cervical cancer risk among female clinic     attendees in Johannesburg, South Africa. Vaccine 2010 Nov 23; 28 (50): 8026-32.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000118&pid=S2182-5173201300040000400017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>19. Mosavel     M, El-Shaarawi N. “I have never heard that one”: young girls’ knowledge and     perception of cervical cancer. J Health Commun 2007 Dec; 12 (8): 707-19.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000120&pid=S2182-5173201300040000400018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><a href="#topc0">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a> | <a href="#topc0">Direcci&oacute;n para correspondencia</a> | <a href="#topc0">Correspondence</a><a name="c0"></a></p>      <p>Ab&iacute;lio Tiago     Barros Oliveira</p>       <p>Avenida     Ant&oacute;nio Bernardo Cabral Macedo</p>     <p>2770&#8211;219     Pa&ccedil;o de Arcos</p>     <p><a href="mailto:abiliotiago@hotmail.com">abiliotiago@hotmail.com</a></p>       <p>&nbsp;</p>       <p><b>Conflitos   de interesse</b></p>       <p>Os autores     declaram que o estudo n&atilde;o foi financiado e n&atilde;o existirem conflitos de interesse     na elabora&ccedil;&atilde;o deste artigo.</p>       <p><b>Recebido em 24/10/2013</b></p>     <p><b>Aceite para publica&ccedil;&atilde;o em 22/07/2013</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>       <p><i>Artigo escrito ao abrigo do novo acordo     ortogr&aacute;fico.</i></p>     <p>&nbsp;</p>   <a href="#topa1"> Anexo 1</a><a name="a1"></a>       <p>&nbsp;</p>    <p align="center"><a name="a1"></a><img src="/img/revistas/rpmgf/v29n4/29n4a04a1.jpg"/></p>    
<p>&nbsp;</p>      ]]></body><back>
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