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<journal-title><![CDATA[Revista Portuguesa de Medicina Geral e Familiar]]></journal-title>
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<publisher-name><![CDATA[Associação Portuguesa de Medicina Geral e Familiar]]></publisher-name>
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<article-id>S2182-51732013000400006</article-id>
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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Análise sumária de urina de rotina: porquê e para quê?]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Routine urinalysis: why and when?]]></article-title>
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<institution><![CDATA[,ACeS Grande Porto VII - Gaia UCSP Barão do Corvo II (Afurada) ]]></institution>
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<institution><![CDATA[,ACeS Grande Porto VIII - Espinho/Gaia USF Espinho ]]></institution>
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<self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S2182-51732013000400006&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_abstract&amp;pid=S2182-51732013000400006&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_pdf&amp;pid=S2182-51732013000400006&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><abstract abstract-type="short" xml:lang="pt"><p><![CDATA[Objectivo: Determinar qual o benefício da análise sumária de urina no rastreio de adultos assintomáticos, à luz da melhor evidência disponível. Fontes de dados: Cochrane Library, Trip Database, Dare, National Guideline Clearinghouse, Finland Evidence Based Medicine Guidelines, PubMed, UpToDate, Index de Revistas Médicas Portuguesas e nas citações relacionadas. Métodos de revisão: Foi realizada uma pesquisa nas bases de dados citadas, utilizando os termos MeSH urinalysis e mass screening. A pesquisa foi limitada aos artigos publicados até Março de 2012, em inglês e português. Para avaliar o nível de evidência e a força de recomendação foi utilizada a taxonomia SORT (Strength of Recommendation Taxonomy) da American Academy of Family Physicians. Resultados: Foram encontrados 459 artigos e seleccionados, por cumprirem os critérios de inclusão, uma revisão sistemática, dois artigos originais, duas normas de orientação clínica e um artigo de revisão. Após a sua análise, verifica-se que, apesar de ser um exame frequentemente pedido, a alteração à orientação clínica previamente definida ocorre em menos de 5% dos casos, implicando nestes a realização de novos exames complementares de diagnóstico mais onerosos e invasivos sem benefício relevante para a maioria dos utentes. Conclusões: O uso da análise sumária de urina, como teste de rastreio em adultos assintomáticos, não demonstrou benefício, pelo que não está recomendado (SOR A). A evidência contra o seu uso sistemático é clara, consistente e tem já várias décadas, como comprovado pela data de realização dos estudos apresentados e pela inexistência de estudos recentes. No entanto, em Portugal mantém-se a realização deste teste nas mais diferentes circunstâncias, como “rotina” ou estudo pré-operatório, pelo que se sugere a definição de novas regras na sua utilização.]]></p></abstract>
<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Objectives: To determine the benefit of urinalysis in screening asymptomatic adults from the best evidence available. Data Sources: Cochrane Library, Trip Database, Dare, National Guideline Clearinghouse, Finland Evidence Based Medicine Guidelines, PubMed, UpToDate, Index of Medical Portuguese Journals and related citations. Review Methods: Search for articles and related citations using the MeSH terms urinalysis and mass screening, published until March of 2012, in English and Portuguese. The Strength of Recommendation Taxonomy (SORT) scale of the American Academy of Family Physicians was used for assigning levels of evidence and the strength of recommendation. Results: The search produced a total of 459 articles. Six met the inclusion criteria. These included one systematic review, two original studies, two clinical practice guidelines, and one review article. Although urinalysis is frequently ordered, a change in management occurs in less than 5% of the cases after the test. It may lead to the ordering of other more expensive and invasive diagnostic tests. Conclusions: Urinalysis as screening test in asymptomatic adults is not beneficial for patients. It is not recommended as a screening test (SOR A). The evidence against systematic use has been clear for several decades. In Portugal it is commonly requested as a «routine» or preoperative test. In the light of published evidence, new guidelines seem necessary.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Análise Sumária de Urina]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Rastreio]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[Urinalysis]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><b>REVIS&#213;ES</b></p>       <p><font size="4"><b>An&aacute;lise sum&aacute;ria de urina de rotina: porqu&ecirc;     e para qu&ecirc;?</b></font></p>       <p><font size="3"><b>Routine   urinalysis: why and when?</b></font></p>       <p><b>Carla Lopes da Mota,* Helena Paula Be&ccedil;a**</b></p>       <p>*Assistente     de Medicina Geral e Familiar - UCSP Bar&atilde;o do Corvo II (Afurada) - ACeS Grande     Porto VII - Gaia</p>       <p>**Assistente     de Medicina Geral e Familiar - USF Espinho - ACeS Grande Porto VIII     - Espinho/Gaia</p>         <p><a href="#c0">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a> | <a href="#c0">Direcci&oacute;n para correspondencia</a> | <a href="#c0">Correspondence</a><a name="topc0"></a></p> <hr/>     <p>&nbsp;</p>      <p><b>RESUMO</b></p>       <p><b>Objectivo:</b> Determinar qual o benef&iacute;cio     da an&aacute;lise sum&aacute;ria de urina no rastreio de adultos assintom&aacute;ticos, &agrave; luz da     melhor evid&ecirc;ncia dispon&iacute;vel.</p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Fontes de dados:</b> <i>Cochrane Library, Trip Database, Dare, National Guideline     Clearinghouse, Finland Evidence Based Medicine Guidelines, PubMed, UpToDate,     Index</i> de Revistas M&eacute;dicas Portuguesas e nas cita&ccedil;&otilde;es relacionadas.</p>       <p><b>M&eacute;todos de revis&atilde;o:</b> Foi realizada uma     pesquisa nas bases de dados citadas, utilizando os termos <i>MeSH urinalysis</i> e <i>mass     screening.</i> A pesquisa foi limitada aos artigos publicados at&eacute; Mar&ccedil;o de     2012, em ingl&ecirc;s e portugu&ecirc;s. Para avaliar o n&iacute;vel de evid&ecirc;ncia e a for&ccedil;a de     recomenda&ccedil;&atilde;o foi utilizada a taxonomia SORT <i>(Strength     of Recommendation Taxonomy)</i> da <i>American     Academy of Family Physicians.</i></p>       <p><b>Resultados: </b>Foram encontrados 459     artigos e seleccionados, por cumprirem os crit&eacute;rios de inclus&atilde;o, uma revis&atilde;o     sistem&aacute;tica, dois artigos originais, duas normas de orienta&ccedil;&atilde;o cl&iacute;nica e um     artigo de revis&atilde;o. Ap&oacute;s a sua an&aacute;lise, verifica-se que, apesar de ser um exame     frequentemente pedido, a altera&ccedil;&atilde;o &agrave; orienta&ccedil;&atilde;o cl&iacute;nica previamente definida     ocorre em menos de 5% dos casos, implicando nestes a realiza&ccedil;&atilde;o de novos exames     complementares de diagn&oacute;stico mais onerosos e invasivos sem benef&iacute;cio relevante     para a maioria dos utentes.</p>       <p><b>Conclus&otilde;es:</b> O uso da an&aacute;lise sum&aacute;ria de     urina, como teste de rastreio em adultos assintom&aacute;ticos, n&atilde;o demonstrou     benef&iacute;cio, pelo que n&atilde;o est&aacute; recomendado (SOR A). A evid&ecirc;ncia contra o seu uso     sistem&aacute;tico &eacute; clara, consistente e tem j&aacute; v&aacute;rias d&eacute;cadas, como comprovado pela     data de realiza&ccedil;&atilde;o dos estudos apresentados e pela inexist&ecirc;ncia de estudos     recentes. No entanto, em Portugal mant&eacute;m-se a realiza&ccedil;&atilde;o deste teste nas mais     diferentes circunst&acirc;ncias, como “rotina” ou estudo pr&eacute;-operat&oacute;rio, pelo que se     sugere a defini&ccedil;&atilde;o de novas regras na sua utiliza&ccedil;&atilde;o.</p>       <p><b>Palavras-chave:</b> An&aacute;lise Sum&aacute;ria de     Urina; Rastreio.</p>     <hr/>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>ABSTRACT</b></p>       <p><b>Objectives:</b> To determine the benefit of     urinalysis in screening asymptomatic adults from the best evidence available.</p>       <p><b>Data Sources:</b> <i>Cochrane Library, Trip Database, Dare, National Guideline     Clearinghouse, Finland Evidence Based Medicine Guidelines, PubMed, UpToDate,     Index</i> of Medical Portuguese Journals and related citations.</p>       <p><b>Review Methods:</b> Search for articles and     related citations using the MeSH terms urinalysis and mass screening, published     until March of 2012, in English and Portuguese. The <i>Strength of Recommendation Taxonomy</i> (SORT) scale of the <i>American Academy of Family Physicians</i> was used for assigning levels of evidence and the strength of recommendation.</p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Results:</b> The search produced a total of     459 articles. Six met the inclusion criteria. These included one systematic     review, two original studies, two clinical practice guidelines, and one review     article. Although urinalysis is frequently ordered, a change in management     occurs in less than 5% of the cases after the test. It may lead to the ordering     of other more expensive and invasive diagnostic tests.</p>       <p><b>Conclusions:</b> Urinalysis as screening     test in asymptomatic adults is not beneficial for patients. It is not     recommended as a screening test (SOR A). The evidence against systematic use     has been clear for several decades. In Portugal it is commonly requested as a     &laquo;routine&raquo; or preoperative test. In the light of published evidence, new     guidelines seem necessary.</p>       <p><b>Keywords:</b> Urinalysis; Screening.</p>   <hr/>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Introdu&ccedil;&atilde;o</b></p>       <p>O pedido de     an&aacute;lise sum&aacute;ria de urina &eacute; um acto rotineiro, realizado di&aacute;ria e repetidamente.     O seu uso visa o rastreio de bacteri&uacute;ria assintom&aacute;tica, hemat&uacute;ria e/ou     protein&uacute;ria e inclui o exame f&iacute;sico, qu&iacute;mico e microsc&oacute;pico da urina. S&atilde;o     v&aacute;rios os par&acirc;metros analisados, como a colora&ccedil;&atilde;o, a densidade, o pH, a     hemat&uacute;ria, protein&uacute;ria, leucocit&uacute;ria e glicos&uacute;ria, entre outros. As diferentes     altera&ccedil;&otilde;es no exame poder&atilde;o ser atribu&iacute;das ao uso de f&aacute;rmacos e a in&uacute;meras     patologias, entre as quais a diabetes <i>mellitus,</i> a tuberculose, a doen&ccedil;a renal (glomerulopatias) e a neoplasia e as doen&ccedil;as     infecciosas do aparelho urin&aacute;rio (cistite, pielonefrite).<sup>1</sup> Apesar do     seu baixo custo, o n&uacute;mero de exames efectuados anualmente pode ter um impacto     significativo nos encargos associados &agrave; sa&uacute;de e na qualidade de vida dos     indiv&iacute;duos, porque os frequentes falsos positivos acarretam investiga&ccedil;&atilde;o     adicional, o que aumenta os custos e implica riscos para o doente.</p>       <p>A     Confedera&ccedil;&atilde;o Europeia de Medicina Laboratorial, atrav&eacute;s do <i>European Urinalysis Group,</i> publicou em 2000 uma <i>guideline</i> na qual estabelece que a     an&aacute;lise sum&aacute;ria de urina deve ser apenas solicitada por indica&ccedil;&atilde;o cl&iacute;nica.<sup>2</sup> O seu uso sistem&aacute;tico em determinadas popula&ccedil;&otilde;es deve ser sempre analisado numa     perspectiva custo/benef&iacute;cio.<sup>2</sup> Poder&aacute; ser discut&iacute;vel, por exemplo,     nos doentes hipertensos ou diab&eacute;ticos, j&aacute; que actualmente a determina&ccedil;&atilde;o da     microalbumin&uacute;ria &eacute; o par&acirc;metro mais importante e esta poder&aacute; ser efectuada     recorrendo a uma determina&ccedil;&atilde;o espec&iacute;fica (doseamento da raz&atilde;o     albumin&uacute;ria/protein&uacute;ria).<sup>3-4</sup> Tamb&eacute;m, nos indiv&iacute;duos com factores de     risco para a neoplasia da bexiga (fumadores, exposi&ccedil;&atilde;o a carcinog&eacute;neos     qu&iacute;micos, entre outras condi&ccedil;&otilde;es) e, de acordo com a <i>U.S. Preventive Services Task Force,</i> parece n&atilde;o existir evid&ecirc;ncia     de diminui&ccedil;&atilde;o da mortalidade e/ou morbilidade com o rastreio atrav&eacute;s da an&aacute;lise     sum&aacute;ria de urina, pelo que este n&atilde;o &eacute; recomendado.<sup>5</sup></p>       <p>Perante     estes dados, qual ser&aacute; ent&atilde;o o benef&iacute;cio da realiza&ccedil;&atilde;o da an&aacute;lise sum&aacute;ria de     urina, de forma sistem&aacute;tica, em adultos aparentemente saud&aacute;veis e sem factores     de risco, no que se refere &agrave; diminui&ccedil;&atilde;o de morbi-mortalidade e melhoria da     qualidade de vida?</p>       <p>Com este     trabalho pretendeu-se determinar qual o benef&iacute;cio da an&aacute;lise sum&aacute;ria de urina     no rastreio de adultos assintom&aacute;ticos, &agrave; luz da melhor evid&ecirc;ncia dispon&iacute;vel.</p>       <p><b>M&eacute;todos</b></p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Foi     realizada uma pesquisa bibliogr&aacute;fica de meta-an&aacute;lises, revis&otilde;es sistem&aacute;ticas,     ensaios cl&iacute;nicos aleatorizados e controlados, normas de orienta&ccedil;&atilde;o cl&iacute;nica e     artigos de revis&atilde;o, nas bases de dados <i>Cochrane     Library, Trip Database, Dare, National Guideline Clearinghouse, Finland     Evidence Based Medicine Guidelines, PubMed, UpToDate, Index </i>de Revistas     M&eacute;dicas Portuguesas e nas cita&ccedil;&otilde;es dos artigos encontrados, utilizando os     termos <i>MeSH urinalysis</i> e <i>mass screening.</i> A pesquisa foi limitada     aos artigos publicados at&eacute; Mar&ccedil;o de 2012 em ingl&ecirc;s e portugu&ecirc;s. Para avaliar o     n&iacute;vel de evid&ecirc;ncia e estabelecer a for&ccedil;a de recomenda&ccedil;&atilde;o foi utilizada a     taxonomia SORT <i>(Strength of     Recommendation Taxonomy)</i> da <i>American     Academy of Family Physicians.</i><sup>6</sup></p>       <p>Foram     seleccionados os artigos que inclu&iacute;am indiv&iacute;duos adultos, assintom&aacute;ticos, que tinham     realizado a an&aacute;lise sum&aacute;ria de urina sem indica&ccedil;&atilde;o cl&iacute;nica. Os <i>outcomes</i> avaliados foram a percentagem     de an&aacute;lises anormais, altera&ccedil;&atilde;o na conduta cl&iacute;nica (acarretando mais exames,     por vezes invasivos), efeitos adversos para o doente e diagn&oacute;stico precoce com     melhoria da morbi-mortalidade. Foram exclu&iacute;dos os artigos repetidos ou que n&atilde;o     cumpriam os crit&eacute;rios de inclus&atilde;o no que se refere &agrave; popula&ccedil;&atilde;o, compara&ccedil;&atilde;o ou <i>outcomes.</i></p>       <p><b>Resultados</b></p>       <p>Foram     encontrados 459 artigos e seleccionados, por cumprirem os crit&eacute;rios de     inclus&atilde;o, uma revis&atilde;o sistem&aacute;tica, dois artigos originais, duas normas de orienta&ccedil;&atilde;o cl&iacute;nica e um artigo de revis&atilde;o (<a href="#q1">Quadro I</a>).</p>       <p>&nbsp;</p>    <p align="center"><a name="q1"></a><img src="/img/revistas/rpmgf/v29n4/29n4a06q1.jpg"/></p>    
<p>&nbsp;</p>       <p>A revis&atilde;o     sistem&aacute;tica, de <i>Munro J et al</i> (1997),     incluiu 11 estudos. Em sete destes a amostra era constitu&iacute;da por indiv&iacute;duos     adultos, sendo que em todos foi analisada a percentagem de resultados anormais,     em cinco a altera&ccedil;&atilde;o da conduta cl&iacute;nica e em dois os efeitos adversos para os     indiv&iacute;duos com resultados anormais. Dois trabalhos foram realizados na admiss&atilde;o     a um servi&ccedil;o de urg&ecirc;ncia de medicina e os restantes em condi&ccedil;&otilde;es     pr&eacute;-operat&oacute;rias. De uma forma global foram realizados 6740 testes, sendo     apresentados os resultados no <a href="#q1">quadro I</a>. Analisando-os, verifica-se que em cerca     de um ter&ccedil;o dos casos foram encontrados resultados anormais, sendo que a grande     maioria destes foi ignorada pelos m&eacute;dicos, uma vez que a altera&ccedil;&atilde;o na conduta     cl&iacute;nica foi rara (0,1% a 2,8%). Esta diferen&ccedil;a, entre o n&uacute;mero de resultados     anormais e as interven&ccedil;&otilde;es subsequentes, poder&aacute; estar relacionada com a     heterogeneidade da popula&ccedil;&atilde;o estudada, assim como com as poss&iacute;veis     classifica&ccedil;&otilde;es de resultados anormais utilizadas. Outra explica&ccedil;&atilde;o poder&aacute; ser a     import&acirc;ncia d&uacute;bia atribu&iacute;da pelos cl&iacute;nicos a este exame como rastreio de     doen&ccedil;a. Nenhum dos estudos demonstrou qualquer evid&ecirc;ncia de que uma an&aacute;lise     sum&aacute;ria de urina anormal, pr&eacute;-operat&oacute;ria, esteja associada com algum evento     adverso peri ou p&oacute;s-cirurgia, n&atilde;o sendo preditivo de complica&ccedil;&otilde;es.<sup>7</sup> Apesar de n&atilde;o ser objecto desta revis&atilde;o, destaca-se o facto de aus&ecirc;ncia de     benef&iacute;cio parecer ser independente da idade, de acordo com este trabalho.</p>       <p>Quanto aos     artigos originais, <i>Ruttimann S et al</i> (1994) comparou a realiza&ccedil;&atilde;o da an&aacute;lise sum&aacute;ria de urina com e sem indica&ccedil;&atilde;o     cl&iacute;nica, na admiss&atilde;o a uma cl&iacute;nica de Medicina Interna (que inclu&iacute;a actividades     preventivas e servi&ccedil;o de urg&ecirc;ncia). Consultando o <a href="#q1">quadro I</a>, verifica-se que, em     427 doentes, apenas 0,7% foram submetidos a altera&ccedil;&atilde;o da conduta cl&iacute;nica (3     doentes).<sup>8</sup> No segundo artigo original, <i>Pashayan N et al</i> (2002) realizou um estudo retrospectivo referente     ao uso da an&aacute;lise sum&aacute;ria de urina com e sem indica&ccedil;&atilde;o cl&iacute;nica na admiss&atilde;o a um     servi&ccedil;o de Medicina e Cirurgia no L&iacute;bano, onde as actividades preventivas est&atilde;o     sub-desenvolvidas e a preval&ecirc;ncia de doen&ccedil;a renal parece ser diferente da     registada no ocidente, de acordo com os autores. Participaram 462 doentes,     tendo sido alterada a conduta cl&iacute;nica em apenas 2 doentes que realizaram o     exame como rastreio e em 26 que o fizeram com indica&ccedil;&atilde;o cl&iacute;nica. Comparando com     a realiza&ccedil;&atilde;o por rastreio, a an&aacute;lise sum&aacute;ria de urina efectuada por suspei&ccedil;&atilde;o     cl&iacute;nica apresentava uma probabilidade duas vezes superior de ser anormal, tr&ecirc;s     vezes maior dessa anomalia ser investigada e 19 vezes superior de produzir um     novo diagn&oacute;stico.<sup>9</sup></p>       <p>No que diz     respeito &agrave;s normas de orienta&ccedil;&atilde;o cl&iacute;nica, as <i>Finland Evidence Based Medicine Guidelines</i> (2010) estabelecem que a     an&aacute;lise sum&aacute;ria de urina deve ser um teste considerado de forma individual, de     acordo com a indica&ccedil;&atilde;o cl&iacute;nica, com uma for&ccedil;a de recomenda&ccedil;&atilde;o A.<sup>10</sup> O <i>Institute for Clinical Systems     Improvement</i> (2010) considera que n&atilde;o existe evid&ecirc;ncia que suporte o uso da     an&aacute;lise sum&aacute;ria de urina sem indica&ccedil;&atilde;o cl&iacute;nica, emitindo uma recomenda&ccedil;&atilde;o     contra o seu pedido como teste de rastreio (for&ccedil;a de recomenda&ccedil;&atilde;o A).<sup>11</sup></p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p>O artigo de     revis&atilde;o inclu&iacute;do, de <i>Kiel D et al</i> (1987), refere que n&atilde;o existe evid&ecirc;ncia na literatura que suporte o pedido de     an&aacute;lise sum&aacute;ria de urina em indiv&iacute;duos assintom&aacute;ticos (N&iacute;vel de evid&ecirc;ncia 3).<sup>12</sup></p>       <p><b>Conclus&otilde;es</b></p>       <p>A an&aacute;lise     sum&aacute;ria de urina &eacute; um teste simples, n&atilde;o invasivo e pouco dispendioso, o que     pode contribuir para a sua realiza&ccedil;&atilde;o de forma rotineira e sem crit&eacute;rio cl&iacute;nico     e para explicar o reduzido investimento em estudos recentes que determinem o     benef&iacute;cio real deste teste em indiv&iacute;duos assintom&aacute;ticos. No entanto, ap&oacute;s a     an&aacute;lise dos resultados obtidos nesta revis&atilde;o, a evid&ecirc;ncia contra o uso     sistem&aacute;tico da an&aacute;lise sum&aacute;ria de urina est&aacute; claramente demonstrada em estudos     realizados h&aacute; v&aacute;rias d&eacute;cadas. Foi tamb&eacute;m percept&iacute;vel o baixo valor que os     cl&iacute;nicos atribuem a este exame, ignorando na grande maioria os seus resultados,     independente de anormais ou n&atilde;o.</p>       <p>No entanto,     s&atilde;o ainda necess&aacute;rios mais estudos para clarificar se o uso da an&aacute;lise sum&aacute;ria     de urina diminui a morbi-mortalidade em popula&ccedil;&otilde;es seleccionadas, como os     diab&eacute;ticos ou os hipertensos, assim como determinar se a aus&ecirc;ncia de benef&iacute;cio     &eacute; independente da idade, como parece demonstrar a literatura.<sup>7</sup></p>     <p>Como em     Portugal persiste a sua realiza&ccedil;&atilde;o, muitas vezes sem crit&eacute;rio cl&iacute;nico adequado,     sugere-se a defini&ccedil;&atilde;o de novas orienta&ccedil;&otilde;es no seu pedido.</p>       <p>Em     conclus&atilde;o, o uso da an&aacute;lise sum&aacute;ria de urina como teste de rastreio em adultos     assintom&aacute;ticos n&atilde;o traz qualquer benef&iacute;cio, pelo que n&atilde;o est&aacute; recomendado (SOR     A).</p>     <p>&nbsp;</p>       <p><b>REFER&Ecirc;NCIAS     BIBLIOGR&Aacute;FICAS</b></p>       <!-- ref --><p>1.     Simerville JA, Maxted WC, Pahira JJ. Urinalysis: a comprehensive review. Am Fam     Physician 2005 Mar 15; 71 (6): 1153-62.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000051&pid=S2182-5173201300040000600001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>2. European     Confederation of Laboratory Medicine. European urinalysis guidelines. Scand J     Clin Lab Invest Suppl 2000; 231: 1-86.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000053&pid=S2182-5173201300040000600002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>3. Dire&ccedil;&atilde;o-Geral     de Sa&uacute;de. Norma de Orienta&ccedil;&atilde;o T&eacute;cnica n&ordm; 037/2011: Exames laboratoriais na     gravidez de baixo risco. Lisboa: DGS; 2011.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000055&pid=S2182-5173201300040000600003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>4.     Dire&ccedil;&atilde;o-Geral de Sa&uacute;de. Norma de Orienta&ccedil;&atilde;o T&eacute;cnica n&ordm; 08/2011: Diagn&oacute;stico     sistem&aacute;tico de nefropatia diab&eacute;tica. Lisboa: DGS; 2011.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000057&pid=S2182-5173201300040000600004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>5. U.S.     Preventive Services Task Force. Guide to Clinical Preventive Services.     Rockville, MD: Agency for Healthcare Research and Quality; 2012.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000059&pid=S2182-5173201300040000600005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>6. Ebell MH,     Siwek J, Weiss BD, Woolf SH, Susman J, Ewigman B, et al. Strength of     recommendation taxonomy (SORT): a patient-centered approach to grading evidence     in the medical literature. Am Fam Physician 2004 Feb 1; 69 (3): 548-56.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000061&pid=S2182-5173201300040000600006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>7. Munro J,     Booth A, Nicholl J. Routine preoperative testing: a systematic review of the     evidence. Health Technol Assess 1997; 1 (12): 1-62.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000063&pid=S2182-5173201300040000600007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>8. R&uuml;ttimann     S, Cl&eacute;men&ccedil;on D. Usefulness of routine urine analysis in medical oupatients. J     Med Screen 1994 Apr; 1 (2): 84-7.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000065&pid=S2182-5173201300040000600008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>9. Pashayan     N, Khogali M, Major SC. Routine urinalysis of patients in hospital in Lebanon:     how worthwihle is it? J Med Screen 2002; 9 (4): 181-6.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000067&pid=S2182-5173201300040000600009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>10. Finland     Evidence Based Medicine Guidelines. Urinalysis and bacterial culture. 2010.     Dispon&iacute;vel em: <a href="http://ebmg.onlinelibrary.wiley.com/ebmg/ ltk.koti" target="_blank">http://ebmg.onlinelibrary.wiley.com/ebmg/ ltk.koti</a> (acedido em 01/03/2013).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000069&pid=S2182-5173201300040000600010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>11.     Institute for Clinical Systems Improvement (ICSI). Preventive Service for     Adults. Bloomington (MN): ICSI; 2010.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000071&pid=S2182-5173201300040000600011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>12. Kiel DP,     Moskowitz MA. The urinalysis: a critical appraisal. Med Clin North Am 1987 Jul;     71 (4): 607-24.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000073&pid=S2182-5173201300040000600012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a href="#topc0">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a> | <a href="#topc0">Direcci&oacute;n para correspondencia</a> | <a href="#topc0">Correspondence</a><a name="c0"></a></p>      <p>Carla Lopes     da Mota</p>       <p>Rua 37</p>     <p>4500-333     Espinho</p>       <p><a href="mailto:carlalopesmota@gmail.com">carlalopesmota@gmail.com</a></p>        <p>&nbsp;</p>       <p><b>Conflito   de interesses</b></p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p>As autoras     s&atilde;o editoras da Revista Portuguesa de Medicina Geral e Familiar e n&atilde;o     participaram no processo de edi&ccedil;&atilde;o deste artigo.</p>       <p><b>Recebido em 18/06/2012</b></p>       <p><b>Aceite para publica&ccedil;&atilde;o em 08/02/2013</b></p>      ]]></body><back>
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