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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Saúde Mental: obstáculos e expectativas sentidos pelo médico de família]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Mental Health: Obstacles and expectations of Family Physicians]]></article-title>
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<self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S2182-51732013000500004&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_abstract&amp;pid=S2182-51732013000500004&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_pdf&amp;pid=S2182-51732013000500004&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><abstract abstract-type="short" xml:lang="pt"><p><![CDATA[Objectivos: Os obstáculos com que os médicos de família se deparam na sua prática clínica são uma fonte para mudanças e melhoria da qualidade na área da saúde mental a nível dos Cuidados Primários. Assim, pretendemos investigar os obstáculos e expectativas sentidos pelos médicos de família dos Agrupamentos de Centros de Saúde dos autores, na abordagem da patologia psiquiátrica. Tipo de Estudo: Observacional, transversal e descritivo. Local: Agrupamentos de Centros de Saúde dos investigadores. População: Médicos de família Métodos: Estudo realizado entre Julho e Novembro de 2011, através de um questionário de auto-preenchimento, elaborado pelos investigadores. Resultados: Participaram 131 médicos neste estudo. Os principais obstáculos na abordagem da patologia psiquiátrica referiram-se ao tempo inadequado de consulta disponível (63% consideram o tempo de consulta programada inadequado e 79% consideram o tempo de consulta não programada inadequado), à limitação no conhecimento de critérios de referenciação (49%) e de técnicas de comunicação na consulta (40%) e à relutância dos doentes na referenciação aos Cuidados Secundários (47%). Destacaram-se, como principais expectativas, a criação de critérios de referenciação (97%), melhoria do acesso a psiquiatras (60%) e psicólogos (33%), melhoria da interacção dos Cuidados Primários com o Serviço de Psiquiatria da área de referenciação (93%), nomeadamente através de consultadoria (96%) e sob a forma de reuniões com discussão de casos (73%). Conclusão: Este estudo demonstra a necessidade de se entender a patologia psiquiátrica como merecedora de maior tempo de consulta, de investir em formação pós-graduada e cursos na área da Saúde Mental e em promover sessões de esclarecimento e sensibilização para a patologia psiquiátrica, destinadas aos doentes.]]></p></abstract>
<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Aims: The approach to psychiatric disorders in Primary Health Care is a constant concern because its high prevalence, comorbidities, and associated mortality. Barriers to mental health care that Family Physicians find in their daily practice are a focus for quality improvement. The authors investigated the difficulties experienced by Family Physicians in mental health care and their expectations in managing psychiatric disorders. Study Type: Observational Location: Health Centre Groups in Northern Portugal Population: Family Physicians Methods: Study conducted between July and November 2011, using a questionnaire prepared by the investigators completed by the participants Results: One hundred and thirty one physicians participated in the study. The main obstacles identified by family physicians in the management of psychiatric illness in primary care were inadequate time available for consultation (63% of participants identified this issue for scheduled consultations and 79% for non-scheduled consultations), lack of knowledge of referral criteria (49%), lack of communication skills (40%), and the reluctance of patients for referral to hospital (47%). The main expectations addressed were the creation of referral criteria (97%), better access to psychiatrists (60%) and psychologists (33%), enhanced interaction between Primary Care and Psychiatric services available in the referral area (93%) particularly through direct consultation (96%) and through clinical case conferences (73%). Conclusion: This study demonstrates the need for additional consultation time for mental health in primary care, additional investment in training to acquire specific knowledge and skills for mental health care, and provision of case conferences to increase understanding and awareness in this field.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Barreiras à Comunicação]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><b>ESTUDOS ORIGINAIS</b></p>       <p><font size="4"><b>Sa&uacute;de Mental: obst&aacute;culos e expectativas     sentidos pelo m&eacute;dico de fam&iacute;lia</b></font></p>     <p><font size="3"><b>Mental Health: Obstacles and   expectations of Family Physicians</b></font></p>       <p><b>Ana Isabel Silva,* Ana Sofia Nogueira,**     Rui Campos,*** Sandrina Martins****</b></p>       <p>*Interna de     Medicina Geral e Familiar, USF Nova Salus.</p>       <p>**Interna de     Medicina Geral e Familiar, USF S&atilde;o F&eacute;lix da Marinha.</p>       <p>***Interna     de Medicina Geral e Familiar, USF Nova Via.</p>       <p>****Especialista     em MGF, UCSP Arouca.</p>         <p><a href="#c0">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a> | <a href="#c0">Direcci&oacute;n para correspondencia</a> | <a href="#c0">Correspondence</a><a name="topc0"></a></p> <hr/>     <p>&nbsp;</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>RESUMO</b></p>       <p><b>Objectivos:</b> Os obst&aacute;culos com que os     m&eacute;dicos de fam&iacute;lia se deparam na sua pr&aacute;tica cl&iacute;nica s&atilde;o uma fonte para     mudan&ccedil;as e melhoria da qualidade na &aacute;rea da sa&uacute;de mental a n&iacute;vel dos Cuidados     Prim&aacute;rios. Assim, pretendemos investigar os obst&aacute;culos e expectativas sentidos     pelos m&eacute;dicos de fam&iacute;lia dos Agrupamentos de Centros de Sa&uacute;de dos autores, na     abordagem da patologia psiqui&aacute;trica.</p>       <p><b>Tipo de Estudo:</b> Observacional,     transversal e descritivo.</p>       <p><b>Local:</b> Agrupamentos de Centros de Sa&uacute;de     dos investigadores.</p>       <p><b>Popula&ccedil;&atilde;o:</b> M&eacute;dicos de fam&iacute;lia</p>       <p><b>M&eacute;todos:</b> Estudo realizado entre Julho e     Novembro de 2011, atrav&eacute;s de um question&aacute;rio de auto-preenchimento, elaborado     pelos investigadores.</p>       <p><b>Resultados:</b> Participaram 131 m&eacute;dicos     neste estudo. Os principais obst&aacute;culos na abordagem da patologia psiqui&aacute;trica     referiram-se ao tempo inadequado de consulta dispon&iacute;vel (63% consideram o tempo     de consulta programada inadequado e 79% consideram o tempo de consulta n&atilde;o     programada inadequado), &agrave; limita&ccedil;&atilde;o no conhecimento de crit&eacute;rios de     referencia&ccedil;&atilde;o (49%) e de t&eacute;cnicas de comunica&ccedil;&atilde;o na consulta (40%) e &agrave;     relut&acirc;ncia dos doentes na referencia&ccedil;&atilde;o aos Cuidados Secund&aacute;rios (47%).     Destacaram-se, como principais expectativas, a cria&ccedil;&atilde;o de crit&eacute;rios de     referencia&ccedil;&atilde;o (97%), melhoria do acesso a psiquiatras (60%) e psic&oacute;logos (33%),     melhoria da interac&ccedil;&atilde;o dos Cuidados Prim&aacute;rios com o Servi&ccedil;o de Psiquiatria da     &aacute;rea de referencia&ccedil;&atilde;o (93%), nomeadamente atrav&eacute;s de consultadoria (96%) e sob     a forma de reuni&otilde;es com discuss&atilde;o de casos (73%).</p>       <p><b>Conclus&atilde;o:</b> Este estudo demonstra a     necessidade de se entender a patologia psiqui&aacute;trica como merecedora de maior     tempo de consulta, de investir em forma&ccedil;&atilde;o p&oacute;s-graduada e cursos na &aacute;rea da     Sa&uacute;de Mental e em promover sess&otilde;es de esclarecimento e sensibiliza&ccedil;&atilde;o para a     patologia psiqui&aacute;trica, destinadas aos doentes.</p>       <p><b>Palavras-chave:</b> Barreiras &agrave;     Comunica&ccedil;&atilde;o; Sa&uacute;de Mental; Cuidados de Sa&uacute;de Prim&aacute;rios.</p>     <hr/>     <p>&nbsp;</p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>ABSTRACT</b></p>       <p><b>Aims:</b> The approach to psychiatric     disorders in Primary Health Care is a constant concern because its high     prevalence, comorbidities, and associated mortality. Barriers to mental health     care that Family Physicians find in their daily practice are a focus for     quality improvement. The authors investigated the difficulties experienced by     Family Physicians in mental health care and their expectations in managing   psychiatric disorders.</p>       <p><b>Study Type:</b> Observational</p>       <p><b>Location:</b> Health Centre Groups in     Northern Portugal</p>       <p><b>Population:</b> Family Physicians</p>       <p><b>Methods:</b> Study conducted between July     and November 2011, using a questionnaire prepared by the investigators     completed by the participants</p>       <p><b>Results:</b> One hundred and thirty one     physicians participated in the study. The main obstacles identified by family     physicians in the management of psychiatric illness in primary care were     inadequate time available for consultation (63% of participants identified this     issue for scheduled consultations and 79% for non-scheduled consultations),     lack of knowledge of referral criteria (49%), lack of communication skills     (40%), and the reluctance of patients for referral to hospital (47%). The main     expectations addressed were the creation of referral criteria (97%), better     access to psychiatrists (60%) and psychologists (33%), enhanced interaction     between Primary Care and Psychiatric services available in the referral area     (93%) particularly through direct consultation (96%) and through clinical case     conferences (73%).</p>       <p><b>Conclusion:</b> This study demonstrates the     need for additional consultation time for mental health in primary care,     additional investment in training to acquire specific knowledge and skills for     mental health care, and provision of case conferences to increase understanding     and awareness in this field.</p>       <p><b>Keywords:</b> Communication&nbsp;Barriers;     Mental Health; Primary Health Care.</p>     <hr/>     <p>&nbsp;</p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Introdu&ccedil;&atilde;o</b></p>       <p>Os     dist&uacute;rbios mentais s&atilde;o actualmente considerados um problema mundial e afectam     todos os pa&iacute;ses, sociedades e grupos et&aacute;rios, com elevados custos     s&oacute;cio-econ&oacute;micos (cerca de 12% do total de anos de vida ajustados por     incapacidade perdidos e 1% dos gastos totais em sa&uacute;de).<sup>1</sup> Diversos     factores gen&eacute;ticos, biol&oacute;gicos, sociais e ambientais s&atilde;o hoje reconhecidos na     sua origem, mas, at&eacute; meados do s&eacute;culo XX, os doentes com patologia psiqui&aacute;trica     sofriam em sil&ecirc;ncio, sujeitos a discrimina&ccedil;&atilde;o, exclus&atilde;o e estigma.<sup>1</sup> Em 2001, a Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial de Sa&uacute;de, sob o lema &laquo;Cuidar sim, excluir n&atilde;o&raquo;,     dedicou-se a avaliar o quadro da Sa&uacute;de Mental no mundo e encontrou altas taxas     de morbilidade e mortalidade associadas: 70 milh&otilde;es de doentes sofrem de     depend&ecirc;ncia do &aacute;lcool, 24 milh&otilde;es sofrem de esquizofrenia, 10 a 20 milh&otilde;es     tentaram suic&iacute;dio e 1 milh&atilde;o comete-o anualmente, sendo a principal causa de     morte entre os jovens na maioria dos pa&iacute;ses desenvolvidos. Uma em cada quatro     pessoas ser&aacute; afectada por um transtorno mental na sua vida.<sup>1</sup> Prev&ecirc;-se que em 2020 as doen&ccedil;as psiqui&aacute;tricas sejam a segunda maior causa de     gastos em sa&uacute;de a n&iacute;vel mundial.<sup>1</sup></p>       <p>Em Portugal,     as doen&ccedil;as psiqui&aacute;tricas constam dos motivos de consulta mais frequentes nos     Cuidados de Sa&uacute;de Prim&aacute;rios (CSP), com uma preval&ecirc;ncia de cerca de 50%,     encontrando-se metade destes doentes acompanhados exclusivamente pelo m&eacute;dico de     fam&iacute;lia (MF).<sup>2</sup></p>       <p>Existem     in&uacute;meros factores relacionados com o doente, o m&eacute;dico e a organiza&ccedil;&atilde;o     institucional que podem contribuir para um sub-diagn&oacute;stico e um sub-tratamento     da patologia psiqui&aacute;trica.<sup>3,4,5,6</sup> O MF, ao cuidar do doente inserido     numa fam&iacute;lia e numa comunidade, encontra-se numa posi&ccedil;&atilde;o privilegiada para     identificar e tratar doentes com patologia psiqui&aacute;trica. No entanto, s&atilde;o muitas     as dificuldades sentidas pelo MF na abordagem deste tipo de patologia.<sup>7,8</sup> Tanto quanto os Investigadores sabem, a n&iacute;vel nacional n&atilde;o existe ainda nenhum     estudo deste &acirc;mbito, que conste em alguma publica&ccedil;&atilde;o indexada, raz&atilde;o pela qual     consideram importante a sua realiza&ccedil;&atilde;o, de modo a reorganizar, em colabora&ccedil;&atilde;o     com outros profissionais da &aacute;rea da sa&uacute;de mental,<sup>9</sup> estrat&eacute;gias de     melhoria cont&iacute;nua da abordagem e seguimento destas patologias nos CSP.</p>       <p><b>Objectivos</b></p>       <p>O presente     estudo tem como principais objectivos identificar obst&aacute;culos e expectativas     sentidos pelos MF dos Agrupamentos de Centros de Sa&uacute;de (ACeS) Grande Porto VII     &#8211; Gaia e Grande Porto VIII &#8211; Espinho/Gaia.</p>       <p><b>M&eacute;todos</b></p>       <p>Foi     realizado um estudo observacional transversal e descritivo entre Julho e     Novembro de 2011, nos ACeS Grande Porto VII &#8211; Gaia e Grande Porto VIII     &#8211; Espinho/Gaia. O facto de ter sido utilizado um question&aacute;rio n&atilde;o     validado numa amostra de conveni&ecirc;ncia fez com que os autores optassem por     realizar um estudo descritivo, pois um estudo anal&iacute;tico iria estar associado a     diversos vi&eacute;ses. Futuramente, utilizando outro tipo de question&aacute;rio e uma     amostra aleat&oacute;ria, talvez seja poss&iacute;vel elaborar um estudo anal&iacute;tico que     obtenha resultados mais fidedignos e extens&iacute;veis a outras popula&ccedil;&otilde;es.</p>       <p>A popula&ccedil;&atilde;o     estudada foi o conjunto dos MF, com base numa amostra n&atilde;o aleat&oacute;ria de     conveni&ecirc;ncia que compreende os MF dos ACeS acima enunciados.</p>       <p>Foram     exclu&iacute;dos do estudo os m&eacute;dicos ausentes da Unidade de Sa&uacute;de Familiar (USF) ou     da Unidade de Cuidados de Sa&uacute;de Personalizados (UCSP) durante o per&iacute;odo de     recolha de dados, que decorreu entre 15 de Setembro e 15 de Outubro de 2011, e     os question&aacute;rios que n&atilde;o cumpriam as regras de preenchimento enunciados no     question&aacute;rio, nomeadamente a escolha de mais do que uma op&ccedil;&atilde;o como resposta &agrave;s     diferentes quest&otilde;es, assim como a aus&ecirc;ncia de anonimato.</p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p>As vari&aacute;veis     dependentes estudadas consistiram nos obst&aacute;culos na abordagem da patologia     psiqui&aacute;trica, avaliados atrav&eacute;s das quest&otilde;es 1-12 do question&aacute;rio distribu&iacute;do,     nas expectativas quanto &agrave; necessidade de apoio profissionais de sa&uacute;de,     nomeadamente apoio de Psicologia, Nutri&ccedil;&atilde;o ou Assistente Social na abordagem da     patologia psiqui&aacute;trica (quest&atilde;o E2 e E2.1), assim como nas expectativas quanto     a uma melhoria da interac&ccedil;&atilde;o entre psiquiatras e MF e de que forma isso poderia     ser realizado, via telef&oacute;nica, postal, electr&oacute;nica ou reuni&otilde;es peri&oacute;dicas (quest&atilde;o     E3 e E3.1) e nas expectativas quanto &agrave; elabora&ccedil;&atilde;o de protocolos de     referencia&ccedil;&atilde;o aos Cuidados Secund&aacute;rios de Sa&uacute;de (CSS) (quest&atilde;o E1 e E1.1). As     vari&aacute;veis independentes foram a idade, g&eacute;nero, n&uacute;mero de anos de especialidade,     forma&ccedil;&atilde;o em sa&uacute;de mental e exist&ecirc;ncia de consulta de consultadoria de Psiquiatria regular na unidade de sa&uacute;de. (<a href="#a1">Anexo 1</a><a name="topa1"></a>)</p>       <p>Procedeu-se     &agrave; recolha de informa&ccedil;&atilde;o, por meio de um question&aacute;rio de auto-preenchimento,     previamente submetido a teste piloto, desenvolvido pelos Investigadores e com o     consentimento por escrito, livre e esclarecido dos participantes. O teste     piloto foi realizado em duas Unidades Funcionais do ACeS Grande Porto VI -     Porto Oriental, tendo sido respondido por 12 m&eacute;dicos. Essas respostas levaram &agrave;     reformula&ccedil;&atilde;o e simplifica&ccedil;&atilde;o de algumas quest&otilde;es. O estudo foi avaliado pelos     ACeS Grande Porto VII &#8211; Gaia e Grande Porto VIII &#8211; Espinho/Gaia e     Comiss&atilde;o de &Eacute;tica da Administra&ccedil;&atilde;o Regional de Sa&uacute;de (ARS) Norte.</p>       <p>O     question&aacute;rio foi entregue pessoalmente pelos Investigadores aos Coordenadores     das respectivas USF/UCSP. Os dados foram recolhidos num envelope n&atilde;o     identificado, destinado exclusivamente ao estudo em quest&atilde;o, e foram     codificados e registados em base de dados inform&aacute;tica &#8211; <i>software</i> Excel&reg; 2010. Obtiveram-se     resultados descritivos da amostra (caracteriza&ccedil;&atilde;o da amostra quanto ao g&eacute;nero,     idade, anos de especialidade e forma&ccedil;&atilde;o p&oacute;s-graduada) e das vari&aacute;veis     dependentes acima descritas.</p>       <p>O protocolo     deste trabalho foi aprovado por unanimidade pela Comiss&atilde;o de &Eacute;tica para a Sa&uacute;de     da ARS Norte, cujo Parecer n.<sup>o</sup> 90/2011 foi emitido no dia 9 de     Setembro de 2011. Previamente, o protocolo foi igualmente aprovado pelos ACeS     envolvidos.</p>       <p><b>Resultados</b></p>       <p>Dos 178     question&aacute;rios distribu&iacute;dos, inclu&iacute;ram-se no estudo 131, o que traduziu uma taxa     de resposta de 73,6%.</p>       <p>A maioria     dos respondedores (65%) era do g&eacute;nero feminino e as idades situavam-se entre os     30 e os 64 anos, com predom&iacute;nio do grupo et&aacute;rio dos 55 aos 59 anos (n=52).</p>       <p>Quanto ao     n&uacute;mero de anos de especialidade, verificou-se um pico entre os 25 e os 30 anos     (n=43). A forma&ccedil;&atilde;o p&oacute;s-graduada em Sa&uacute;de Mental foi referida por 53% dos MF.</p>       <p>Em rela&ccedil;&atilde;o     aos obst&aacute;culos sentidos pelos MF na abordagem da Patologia Mental, o espa&ccedil;o     f&iacute;sico e recursos dispon&iacute;veis no local de trabalho foram considerados por 60%     dos m&eacute;dicos inquiridos como <i>raramente</i> ou <i>nunca</i> constituem um obst&aacute;culo &agrave;     sua pr&aacute;tica cl&iacute;nica. No entanto, em rela&ccedil;&atilde;o ao tempo dispon&iacute;vel na consulta     programada para abordar a patologia psiqui&aacute;trica, 63% considerou que <i>nunca</i> ou <i>raramente</i> era adequado. No que respeita ao tempo de consulta n&atilde;o     programada, 79% dos m&eacute;dicos considerou que o tempo <i>nunca</i> ou <i>raramente</i> era     suficiente (<a href="#f1">Figura 1</a>).</p>       <p>&nbsp;</p>    ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="center"><a name="f1"></a><img src="/img/revistas/rpmgf/v29n5/29n5a04f1.jpg"/></p>    
<p>&nbsp;</p>       <p>1. O espa&ccedil;o     f&iacute;sico e recursos dispon&iacute;veis no seu local de trabalho s&atilde;o obst&aacute;culos &agrave;     abordagem da patologia psiqui&aacute;trica?</p>       <p>2. Considera     adequado o tempo de consulta programada para abordar a patologia psiqui&aacute;trica?</p>       <p>2.1.     Considera adequado o tempo de consulta n&atilde;o programada para abordar a patologia     psiqui&aacute;trica?</p>       <p>Constatou-se     que o conhecimento sobre escalas de avalia&ccedil;&atilde;o psiqui&aacute;trica ou <i>guidelines</i> era considerado <i>ocasionalmente</i> ou frequentemente &uacute;til     por 72% e 67% dos MF respectivamente (<a href="#f2">Figura 2</a>).</p>       <p>&nbsp;</p>    <p align="center"><a name="f2"></a><img src="/img/revistas/rpmgf/v29n5/29n5a04f2.jpg"/></p>    
<p>&nbsp;</p>       <p>3. O seu     conhecimento de escalas de avalia&ccedil;&atilde;o de patologia psiqui&aacute;trica &eacute; &uacute;til na sua     abordagem?</p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p>4. O seu     conhecimento de guidelines sobre patologia psiqui&aacute;trica &eacute; &uacute;til na sua     abordagem?</p>       <p>Nas quest&otilde;es     relativas &agrave; terap&ecirc;utica n&atilde;o farmacol&oacute;gica, constatou-se que 35% dos inquiridos     considerava que o seu conhecimento nesta &aacute;rea <i>nunca</i> ou <i>raramente</i> limitava a pr&aacute;tica cl&iacute;nica. No entanto, 41% referiu que <i>nunca</i> ou <i>raramente</i> a     utilizava.</p>       <p>Relativamente     &agrave; terap&ecirc;utica farmacol&oacute;gica, 60% consideravam que o seu conhecimento     farmacol&oacute;gico <i>nunca</i> ou <i>raramente</i> limitava a abordagem da     patologia psiqui&aacute;trica e 73% utilizavam-na <i>frequentemente</i> (<a href="#f3">Figura 3</a>).</p>       <p>&nbsp;</p>    <p align="center"><a name="f3"></a><img src="/img/revistas/rpmgf/v29n5/29n5a04f3.jpg"/></p>    
<p>&nbsp;</p>       <p>5. O seu     conhecimento sobre terap&ecirc;uticas n&atilde;o farmacol&oacute;gicas espec&iacute;ficas da patologia     psiqui&aacute;trica limita na sua abordagem?</p>       <p>5.1. Utiliza     essas terap&ecirc;uticas n&atilde;o farmacol&oacute;gicas no tratamento de patologias     psiqui&aacute;tricas?</p>       <p>6. O seu     conhecimento sobre terap&ecirc;uticas farmacol&oacute;gicas espec&iacute;ficas da patologia     psiqui&aacute;trica limita na sua abordagem?</p>       <p>6.1. Utiliza     essas terap&ecirc;uticas farmacol&oacute;gicas no tratamento de patologias psiqui&aacute;tricas?</p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Os crit&eacute;rios     de referencia&ccedil;&atilde;o foram considerados por 50% dos m&eacute;dicos como uma ferramenta que     facilitava <i>frequentemente</i> a abordagem     desta patologia e 2% dos inquiridos considerava que os crit&eacute;rios de referencia&ccedil;&atilde;o <i>nunca</i> eram &uacute;teis.</p>       <p>Dos m&eacute;dicos     inquiridos, 49% n&atilde;o tinham conhecimento da exist&ecirc;ncia de crit&eacute;rios de     referencia&ccedil;&atilde;o para a consulta de Psiquiatria, sendo que 97% destes m&eacute;dicos     gostariam que esses crit&eacute;rios fossem criados.</p>       <p>Mais de 90%     dos MF gostariam que houvesse uma melhoria na articula&ccedil;&atilde;o com outros     profissionais de sa&uacute;de (psic&oacute;logo, nutricionista, psiquiatra ou assistente     social), com maior capacidade de atendimento e menor tempo de espera at&eacute;     observa&ccedil;&atilde;o cl&iacute;nica, sendo que a melhoria na interac&ccedil;&atilde;o com o psiquiatra foi     referida por 60%, com o psic&oacute;logo por 33%, com o nutricionista por 5% e com o     assistente social por 2% desses MF. A percentagem de MF que gostaria de uma     melhoria na interac&ccedil;&atilde;o com o Servi&ccedil;o de Psiquiatria foi de 93%. Destes, 67% preferia     as reuni&otilde;es peri&oacute;dicas, 19% a via electr&oacute;nica, 11% o contacto telef&oacute;nico, 1% a     via postal e 2% n&atilde;o responderam.</p>       <p>Dos m&eacute;dicos     inquiridos, 80% referem n&atilde;o existir consultadoria na sua unidade funcional,     pelo que 96% destes gostariam que a mesma existisse, sendo maioritariamente     (73%) sob a forma de reuni&otilde;es para discuss&atilde;o de casos.</p>       <p><b>Discuss&atilde;o</b></p>       <p>A taxa de     resposta do corrente estudo foi de 73,6%, o que foi superior ao encontrado     noutros estudos, nomeadamente no estudo de <i>Lennox     et al,</i><sup>5</sup> que foi de 58%.</p>       <p>Comparativamente     ao estudo de <i>Lennox et al,</i><sup>5</sup> a maioria dos respondedores era do g&eacute;nero masculino (68%), o que contrasta com     os 35% do estudo actual. Nesse mesmo estudo a m&eacute;dia de idades foi de 46,3 anos,     enquanto no presente estudo, apesar de diferen&ccedil;as metodol&oacute;gicas, 60%     apresentavam idade superior a 50 anos. O per&iacute;odo de tempo em que os     respondedores tinham pr&aacute;tica cl&iacute;nica foi de 17,4 anos no estudo de <i>Lennox et al,</i><sup>5</sup> enquanto no     estudo actual 54% tinham mais de 20 anos de pr&aacute;tica cl&iacute;nica.</p>       <p>No que diz     respeito &agrave; forma&ccedil;&atilde;o p&oacute;s-graduada, 53% dos respondedores referiram que a tinham,     o que foi inferior aos 65% dos entrevistados do estudo de <i>Lennox et al.</i><sup>5</sup></p>       <p>O tempo de     consulta foi uma das barreiras detectadas no presente estudo, o que foi de     encontro ao obtido no estudo de <i>Lennox et     al,</i><sup>5</sup> de <i>Rijswijk et al</i><sup>6</sup> e de <i>Barley et al.</i><sup>7</sup> No     estudo de <i>Rijswijk et al,</i><sup>6</sup> o tempo de consulta &eacute; considerado como uma importante barreira na realiza&ccedil;&atilde;o de     anamnese, diagn&oacute;stico de patologia mental e psico-educa&ccedil;&atilde;o. A necessidade de     aumentar o tempo de consulta, nomeadamente atrav&eacute;s da marca&ccedil;&atilde;o de dois per&iacute;odos     consecutivos de consulta ou atrav&eacute;s do aumento da frequ&ecirc;ncia de consultas, foi     uma das expectativas para melhorar a abordagem da patologia psiqui&aacute;trica     descrita no estudo de <i>Lennox et al.</i><sup>5</sup></p>       <p>Em 93% dos     respondedores do estudo de <i>Lennox et al,</i><sup>5</sup> a falta de forma&ccedil;&atilde;o/experi&ecirc;ncia foi considerada um obst&aacute;culo na abordagem da     patologia psiqui&aacute;trica. Em rela&ccedil;&atilde;o a este ponto, <i>Barley et al</i><sup>7</sup> mostrou que os m&eacute;dicos percepcionaram a     falta de conhecimento na &aacute;rea da sa&uacute;de mental referindo a import&acirc;ncia de mais     forma&ccedil;&atilde;o. <i>Smolders et al</i><sup>8</sup> reportaram que a n&atilde;o ades&atilde;o &agrave;s <i>guidelines</i> por falta de tempo foi considerada um obst&aacute;culo na abordagem da patologia     psiqui&aacute;trica. No presente estudo, 30% dos respondedores n&atilde;o consideram as <i>guidelines</i> de actua&ccedil;&atilde;o na patologia     psiqui&aacute;trica &uacute;teis na pr&aacute;tica cl&iacute;nica. Segundo <i>Addington et al,</i><sup>3</sup> uma barreira importante para a     implementa&ccedil;&atilde;o de <i>guidelines</i> em CSP &eacute;     o facto de muitas destas serem originalmente desenvolvidas para aplica&ccedil;&atilde;o em     CSS.</p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p>No estudo de <i>Rijswijk et al,</i><sup>6</sup> os MF     valorizam a import&acirc;ncia do reconhecimento, diagn&oacute;stico e tratamento da     ansiedade e depress&atilde;o a n&iacute;vel dos CSP. No entanto, muitos manifestaram fortes     reservas acerca da validade e utilidade dos conceitos do <i>DSM-IV em CSP.</i> Neste mesmo estudo a resist&ecirc;ncia em rela&ccedil;&atilde;o ao uso     de antidepressivos, essencialmente a longo prazo, e o facto de que outros     dist&uacute;rbios psicossociais e co-morbilidades mentais podem ofuscar as     caracter&iacute;sticas de depress&atilde;o e ansiedade, eram vistos como barreiras para a     aplica&ccedil;&atilde;o das <i>guidelines.</i></p>       <p>No presente     estudo, apenas 35% dos inquiridos considerava que o seu conhecimento     relativamente a terap&ecirc;utica n&atilde;o farmacol&oacute;gica <i>nunca</i> ou <i>raramente</i> limitava a pr&aacute;tica cl&iacute;nica. No entanto, 41% referiu que <i>nunca</i> ou <i>raramente</i> a     utilizava, o que, segundo <i>Rijswijk et al,</i><sup>6</sup> pode ser explicado pela escassez de tempo na abordagem de patologia     psiqui&aacute;trica.</p>       <p>O estudo de <i>Barley et al</i><sup>7</sup> referiu que os     m&eacute;dicos, apesar de reconhecerem a efic&aacute;cia dos f&aacute;rmacos, nem sempre seguiam as <i>guidelines</i> de prescri&ccedil;&atilde;o e que essas     prescri&ccedil;&otilde;es apresentavam doses infraterap&ecirc;uticas ou eram utilizadas por um     curto per&iacute;odo de tempo. Neste estudo, 60% dos entrevistadores n&atilde;o consideraram     como barreira o seu conhecimento em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; terap&ecirc;utica farmacol&oacute;gica, sendo     que 73% a utilizavam frequentemente, o que estava de acordo como o estudo de <i>Barley et al,</i><sup>7</sup> no qual o     recurso &agrave; terap&ecirc;utica farmacol&oacute;gica era a estrat&eacute;gia mais utilizada na     abordagem da patologia psiqui&aacute;trica, na medida em que muitas vezes era a sua     &uacute;nica op&ccedil;&atilde;o. Isto porque ia de encontro &agrave;s necessidades sentidas por mais de     90% dos respondedores do actual estudo, que gostariam que existisse uma     melhoria da resposta de outros profissionais de sa&uacute;de para abordarem a     patologia psiqui&aacute;trica, nomeadamente, com o psiquiatra (60%) e o psic&oacute;logo     (33%) e da interac&ccedil;&atilde;o com o Servi&ccedil;o de Psiquiatria da &aacute;rea de referencia&ccedil;&atilde;o     (93%). Tamb&eacute;m no estudo de <i>Lennox et al</i><sup>5</sup> foi referida a necessidade de uma melhoria da comunica&ccedil;&atilde;o e interac&ccedil;&atilde;o com     outros profissionais de sa&uacute;de. O actual estudo mostrou que a interac&ccedil;&atilde;o com o     Servi&ccedil;o de Psiquiatria deveria ser realizada preferencialmente atrav&eacute;s de     reuni&otilde;es peri&oacute;dicas.</p>       <p>No estudo de <i>Lennox et al,</i><sup>5</sup> 85% dos     entrevistados consideraram que a comunica&ccedil;&atilde;o na consulta era um dos obst&aacute;culos     na abordagem da patologia psiqui&aacute;trica, o que diferiu do presente estudo em que     apenas 40% considerou a comunica&ccedil;&atilde;o na consulta como um obst&aacute;culo.</p>       <p>No estudo     actual, 50% dos respondedores consideraram facilitador da abordagem da patologia     psiqui&aacute;trica a exist&ecirc;ncia de crit&eacute;rios de referencia&ccedil;&atilde;o, o que vai de encontro     com o estudo de <i>Lennox et al,</i><sup>5</sup> em que o conhecimento inadequado dos entrevistadores em rela&ccedil;&atilde;o aos     servi&ccedil;os/recursos dispon&iacute;veis para referencia&ccedil;&atilde;o dos doentes com esta patologia     era considerado uma limita&ccedil;&atilde;o. O estudo de <i>Smolders     et al</i><sup>8</sup> referiu que a tend&ecirc;ncia para referenciar os doentes aos     CSS era mais evidente nos respondedores mais velhos, o que poder&aacute; ir de     encontro &agrave; tend&ecirc;ncia do presente estudo para os respondedores indicarem a     referencia&ccedil;&atilde;o como um elemento facilitador. Para al&eacute;m disso, o presente estudo     mostrou que 49% dos respondedores n&atilde;o tinham conhecimento da exist&ecirc;ncia de     crit&eacute;rios de referencia&ccedil;&atilde;o, tendo a maioria (97%) indicado a necessidade da sua     cria&ccedil;&atilde;o.</p>       <p>A baixa     colabora&ccedil;&atilde;o do doente em ser referenciado aos CSS foi considerada um obst&aacute;culo     na abordagem da patologia psiqui&aacute;trica no estudo de <i>Lennox et al,</i><sup>5</sup> o que foi referido por 47% dos     respondedores do presente estudo. Quanto ao estigma, <i>Barley et al</i><sup>7</sup> conclu&iacute;ram que este era uma barreira na     abordagem da patologia psiqui&aacute;trica, nomeadamente, em doentes mais velhos,     tend&ecirc;ncia essa que n&atilde;o se observou no actual estudo.</p>       <p>O     financiamento insuficiente foi considerado um obst&aacute;culo na abordagem da     patologia psiqui&aacute;trica no estudo de <i>Lennox     et al,</i><sup>5</sup> o que n&atilde;o se verificou no presente estudo.</p>       <p>Quanto aos     pontos fortes deste estudo, destaca-se o facto de ter sido aplicado &agrave;     totalidade da popula&ccedil;&atilde;o em estudo com uma taxa de respostas elevada e ser o     primeiro estudo realizado nos ACeS referidos e com quest&otilde;es orientadas para a     interac&ccedil;&atilde;o da articula&ccedil;&atilde;o dos CSP com os CSS.</p>       <p>Quanto &agrave;s     limita&ccedil;&otilde;es do presente estudo, salienta-se o facto de ter sido aplicado um     question&aacute;rio n&atilde;o validado (risco de vi&eacute;s de medi&ccedil;&atilde;o) com perguntas fechadas     (risco de vi&eacute;s de informa&ccedil;&atilde;o). Apesar de ser um question&aacute;rio an&oacute;nimo, o facto     de se terem inclu&iacute;do todos os profissionais m&eacute;dicos do ACeS pode causar algum     vi&eacute;s de conveni&ecirc;ncia social. Por se tratar de um estudo retrospectivo, poder&aacute;     tamb&eacute;m ter havido um vi&eacute;s de mem&oacute;ria. A utiliza&ccedil;&atilde;o de uma amostra de     conveni&ecirc;ncia n&atilde;o permite que os resultados sejam extrapolados para outros ACeS…</p>       <p>A utiliza&ccedil;&atilde;o     da totalidade dos MF do ACeS para responder ao question&aacute;rio deveu-se &agrave;     pretens&atilde;o que havia ao n&iacute;vel do Servi&ccedil;o de Psiquiatria em conhecer as     necessidades dessa popula&ccedil;&atilde;o com recurso a escrut&iacute;nio geral das suas opini&otilde;es,     pelo que foi utilizada essa metodologia em detrimento de outras t&eacute;cnicas     qualitativas.</p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Deste modo,     os principais obst&aacute;culos encontrados na abordagem da patologia psiqui&aacute;trica     referiram-se ao tempo inadequado de consulta dispon&iacute;vel, &agrave; limita&ccedil;&atilde;o no     conhecimento de crit&eacute;rios de referencia&ccedil;&atilde;o e de t&eacute;cnicas de comunica&ccedil;&atilde;o na     consulta e a exist&ecirc;ncia de alguma relut&acirc;ncia dos doentes na referencia&ccedil;&atilde;o aos CSS.     Destacaram-se como principais expectativas para melhorar a abordagem da     patologia psiqui&aacute;trica, a cria&ccedil;&atilde;o de crit&eacute;rios de referencia&ccedil;&atilde;o, a melhoria do     acesso a psiquiatras e psic&oacute;logos, a melhoria da interac&ccedil;&atilde;o dos CSP com o     Servi&ccedil;o de Psiquiatria da &aacute;rea de referencia&ccedil;&atilde;o, nomeadamente, atrav&eacute;s de     consultadoria, sob a forma de reuni&otilde;es com discuss&atilde;o de casos.</p>       <p>Futuramente     haver&aacute; a necessidade da realiza&ccedil;&atilde;o do estudo numa amostra aleat&oacute;ria para     possibilitar a extens&atilde;o dos resultados ao n&iacute;vel nacional, a necessidade de     investir em forma&ccedil;&atilde;o p&oacute;s-graduada e em encontros/cursos na &aacute;rea da Sa&uacute;de Mental     e entender a patologia psiqui&aacute;trica como merecedora de um maior tempo de     consulta/seguimento mais regular em detrimento da patologia f&iacute;sica.</p>     <p>&nbsp;</p>       <p><b>REFER&Ecirc;NCIAS BIBLIOGR&Aacute;FICAS</b></p>       <!-- ref --><p>1. Relat&oacute;rio     sobre a Sa&uacute;de no Mundo 2001. Sa&uacute;de Mental: nova concep&ccedil;&atilde;o, nova esperan&ccedil;a.     Lisboa: Direc&ccedil;&atilde;o-Geral da Sa&uacute;de; 2001.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000097&pid=S2182-5173201300050000400001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>2.     Relat&oacute;rio: Proposta de Plano de Ac&ccedil;&atilde;o para a Reestrutura&ccedil;&atilde;o e Desenvolvimento     dos Servi&ccedil;os de Sa&uacute;de em Portugal 2007-2016. Lisboa: Comiss&atilde;o Nacional para a     Reestrutura&ccedil;&atilde;o dos Servi&ccedil;os de Sa&uacute;de Mental em Portugal; 2006.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000099&pid=S2182-5173201300050000400002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>3. Addington     D, Kyle T, Desai S, Wang J. Facilitators and barriers to implementing quality     measurement in primary mental health care: Systematic review. Cam Fam Physician     2010 Dec; 56 (12): 1322-31.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000101&pid=S2182-5173201300050000400003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>4. Shield T,     Campbell S, Rogers A, Worrall A, Chew-Graham C, Gask L. Quality indicators for     primary care mental health services. Qual Saf Health Care 2003 Apr; 12 (2):     100-6.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000103&pid=S2182-5173201300050000400004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>5. Lennox     NG, Diggens JN, Ugoni AM. The General Practice care of people with intellectual     disability: barriers and solutions. J Intellect Disabil Res 1997 Oct; 41 (Pt     5): 380-90.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000105&pid=S2182-5173201300050000400005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>6.&nbsp; Van Rijswijk E, van Hout H, van de     Lisdonk E, Zitman F, van Weel C. Barriers in recognising, diagnosing and managing     depressive and anxiety disorders as experienced by Family Physicians: a focus     group study. BMC Fam Pract 2009 Jul 20; 10: 52.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000107&pid=S2182-5173201300050000400006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>7. Barley     EA, Murray J, Walters P, Tylee A. Managing depression in primary care: A     meta-synthesis of qualitative and quantitative research from the UK to identify     barriers and facilitators. BMC Fam Pract 2011 Jun 9; 12: 47.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000109&pid=S2182-5173201300050000400007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>8. Smolders     M, Laurant M, Verhaak P, Prins M, van Marwijk H, Penninx B, et al. Which     physician and practice characteristics are associated with adherence to     evidence-based guidelines for depressive and anxiety disorders? Med Care 2010     Mar; 48 (3): 240-8.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000111&pid=S2182-5173201300050000400008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>9. Mitchell     G, Del Mar C, Francis D. Does primary medical practitioner involvement with a     specialist team improve patient outcomes? A systematic review. Br J Gen Pract     2002 Nov; 52 (484): 934-9.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000113&pid=S2182-5173201300050000400009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref -->  </p>       <p>&nbsp;</p>     <p><a href="#topc0">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a> | <a href="#topc0">Direcci&oacute;n para correspondencia</a> | <a href="#topc0">Correspondence</a><a name="c0"></a></p>      <p>Ana Isabel     Silva</p>       <p>Estrada da     Granja, 114 Valbom, 4420-465 GONDOMAR</p>       <p><a href="mailto:anisabelfs@gmail.com">anisabelfs@gmail.com</a></p>       <p>&nbsp;</p>       <p><b>Conflitos   de interesse</b></p>       <p>Os autores     declaram n&atilde;o ter conflito de interesses.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>       <p><b>Recebido em 05-08-2013</b></p>       <p><b>Aceite para publica&ccedil;&atilde;o em 15-10-2013</b></p>       <p>&nbsp;</p>  <a href="#topa1"> Anexo 1</a><a name="a1"></a>      <p align="center"><a name="a1"></a><img src="/img/revistas/rpmgf/v29n5/29n5a04a1.jpg"/></p>     
 ]]></body><back>
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<label>1</label><nlm-citation citation-type="book">
<source><![CDATA[Relatório sobre a Saúde no Mundo 2001: Saúde Mental: nova concepção, nova esperança]]></source>
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<publisher-name><![CDATA[Direcção-Geral da Saúde]]></publisher-name>
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<label>2</label><nlm-citation citation-type="book">
<source><![CDATA[Relatório: Proposta de Plano de Acção para a Reestruturação e Desenvolvimento dos Serviços de Saúde em Portugal 2007-2016]]></source>
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<publisher-name><![CDATA[Comissão Nacional para a Reestruturação dos Serviços de Saúde Mental em Portugal]]></publisher-name>
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<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Facilitators and barriers to implementing quality measurement in primary mental health care: Systematic review]]></article-title>
<source><![CDATA[Cam Fam Physician]]></source>
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