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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Tratamento farmacológico da Paralisia Facial Periférica Idiopática: qual a evidência?]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Pharmacological treatment of idiopathic facial nerve paralysis: What is the evidence?]]></article-title>
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<self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S2182-51732013000500005&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_abstract&amp;pid=S2182-51732013000500005&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_pdf&amp;pid=S2182-51732013000500005&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><abstract abstract-type="short" xml:lang="pt"><p><![CDATA[Objetivo: Rever o tratamento farmacológico mais eficaz, entre corticoides e antivíricos, na melhoria clínica da Paralisia Facial Periférica Idiopática. Fontes de dados: Pubmed, sítios de medicina baseada na evidência, Índex de Revistas Médicas Portuguesas e referências bibliográficas dos artigos selecionados. Métodos de Revisão: Foi realizada uma pesquisa de normas de orientação clínica, revisões sistemáticas, meta-análises (MA) e ensaios clínicos aleatorizados e controlados, publicados entre 01/2005 e 04/2012, em inglês e português, utilizando os termos MeSH: Glucocorticoids; Antiviral Agents; Bell Palsy; Facial Paralysis. Para avaliação dos níveis de evidência (NE) e atribuição de forças de recomendação foi utilizada a escala Strength of Recommendation Taxonomy (SORT) da American Family Physician. Resultados: Foram encontrados 181 artigos, dos quais foram selecionados sete MA. Três MA suportam de forma consistente e significativa o benefício clínico do uso de corticoide versus placebo (NE 1). O uso de antivíricos não foi melhor que o placebo em dois estudos (NE 2). A combinação de corticoide e antivírico foi semelhante ao corticoide isolado em dois estudos e em quatro estudos foi reportado um benefício da combinação relativamente ao uso isolado de corticoide, sem significado estatístico. Este benefício da combinação de corticoide e antivírico foi potencialmente mais relevante em casos de paralisia severa (NE 2). Conclusões: A corticoterapia continua a ser o tratamento com a melhor evidência clínica (Recomendação A). Não existe evidência de benefício dos antivíricos, isoladamente ou em associação com corticoides, no tratamento da Paralisia de Bell (Recomendação B). Em doentes com paralisia severa poderá, potencialmente, existir um pequeno benefício na adição de antivíricos à terapêutica com corticoides (Recomendação B). São de realçar as diversas limitações metodológicas, assim como a heterogeneidade dos estudos.]]></p></abstract>
<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Objective: The objective of this study was to review the evidence for the most effective pharmacological treatment for idiopathic peripheral facial paralysis using corticosteroids and antiviral agents. Data sources: PubMed, evidence based medicine websites, Portuguese Medical Journal Index and references of selected articles were searched. Methodology: An electronic database search was conducted for clinical guidelines, systematic reviews, meta-analysis (MA) and randomized controlled clinical trials, published between 01/2005 and 04/2012, in English and Portuguese, using the MeSH terms: Glucocorticoids; Antiviral Agents; Bell Palsy; Facial Paralysis. The Strength of Recommendation Taxonomy (SORT) of the American Family Physician was used for the assessment of levels of evidence (LE) and the strength of recommendations. Results: Of the 181 articles found, seven MA were included. Three MA found significant clinical benefit from corticosteroid therapy compared to placebo treatment (LE 1). The use of antiviral drugs was no better than placebo in two studies (LE 2). The combination of corticosteroids and antiviral drugs was found to be similar to isolated corticosteroid therapy in two studies. In four studies, increased benefit from combination therapy was found compared to corticosteroid treatment alone, though this difference was not statistically significant. Benefit from the combination treatment was possibly more likely in cases of severe paralysis (LE 2). Conclusions: Evidence is strongest for the benefits of corticosteroids in the treatment of idiopathic facial nerve paralysis (Recommendation A). There is no evidence of benefit for antiviral drugs either alone or in combination with corticosteroids in the treatment of Bell’s palsy (Recommendation B). In patients with severe paralysis, there may be a small benefit in adding an antiviral drug to steroid therapy (Recommendation B). Numerous methodological limitations in the reported studies as well as the heterogeneity between studies were noted.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Paralisia Facial Periférica Idiopática]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Paralisia de Bell]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Corticosteroides]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Antivíricos]]></kwd>
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<kwd lng="en"><![CDATA[Corticosteroids]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[Antivirals]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><b>REVIS&#213;ES</b></p>       <p><font size="4"><b>Tratamento farmacol&oacute;gico da Paralisia     Facial Perif&eacute;rica Idiop&aacute;tica: qual a evid&ecirc;ncia?</b></font></p>       <p><font size="3"><b>Pharmacological   treatment of idiopathic facial nerve paralysis: What is the evidence?</b></font></p>       <p><b>Ana Isabel Silva,* Tiago Magalh&atilde;es**</b></p>       <p>*A.I.S.:     Unidade de Sa&uacute;de Familiar Nova Salus &#8211; ACeS Grande Porto VII - Gaia;     Interna de Medicina Geral e Familiar</p>       <p>**T.M.:     Unidade de Cuidados de Sa&uacute;de Personalizados Oliveira do Douro &#8211; ACeS     Grande Porto VII - Gaia; Interno de Medicina Geral e Familiar</p>         <p><a href="#c0">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a> | <a href="#c0">Direcci&oacute;n para correspondencia</a> | <a href="#c0">Correspondence</a><a name="topc0"></a></p> <hr/>     <p>&nbsp;</p>      <p><b>RESUMO</b></p>       <p><b>Objetivo:</b> Rever o tratamento     farmacol&oacute;gico mais eficaz, entre corticoides e antiv&iacute;ricos, na melhoria cl&iacute;nica     da Paralisia Facial Perif&eacute;rica Idiop&aacute;tica.</p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Fontes de dados:</b> <i>Pubmed,</i> s&iacute;tios de medicina baseada na evid&ecirc;ncia, &Iacute;ndex de Revistas     M&eacute;dicas Portuguesas e refer&ecirc;ncias bibliogr&aacute;ficas dos artigos selecionados.</p>       <p><b>M&eacute;todos de Revis&atilde;o:</b> Foi realizada uma     pesquisa de normas de orienta&ccedil;&atilde;o cl&iacute;nica, revis&otilde;es sistem&aacute;ticas, meta-an&aacute;lises     (MA) e ensaios cl&iacute;nicos aleatorizados e controlados, publicados entre 01/2005 e     04/2012, em ingl&ecirc;s e portugu&ecirc;s, utilizando os termos MeSH: <i>Glucocorticoids; Antiviral Agents; Bell Palsy; Facial Paralysis.</i> Para avalia&ccedil;&atilde;o dos n&iacute;veis de evid&ecirc;ncia (NE) e atribui&ccedil;&atilde;o de for&ccedil;as de     recomenda&ccedil;&atilde;o foi utilizada a escala <i>Strength     of Recommendation Taxonomy</i> (SORT) da <i>American     Family Physician.</i></p>       <p><b>Resultados:</b> Foram encontrados 181     artigos, dos quais foram selecionados sete MA. Tr&ecirc;s MA suportam de forma     consistente e significativa o benef&iacute;cio cl&iacute;nico do uso de corticoide <i>versus</i> placebo (NE 1). O uso de     antiv&iacute;ricos n&atilde;o foi melhor que o placebo em dois estudos (NE 2). A combina&ccedil;&atilde;o     de corticoide e antiv&iacute;rico foi semelhante ao corticoide isolado em dois estudos     e em quatro estudos foi reportado um benef&iacute;cio da combina&ccedil;&atilde;o relativamente ao     uso isolado de corticoide, sem significado estat&iacute;stico. Este benef&iacute;cio da     combina&ccedil;&atilde;o de corticoide e antiv&iacute;rico foi potencialmente mais relevante em     casos de paralisia severa (NE 2).</p>       <p><b>Conclus&otilde;es:</b> A corticoterapia continua a     ser o tratamento com a melhor evid&ecirc;ncia cl&iacute;nica (Recomenda&ccedil;&atilde;o A). N&atilde;o existe     evid&ecirc;ncia de benef&iacute;cio dos antiv&iacute;ricos, isoladamente ou em associa&ccedil;&atilde;o com     corticoides, no tratamento da Paralisia de Bell (Recomenda&ccedil;&atilde;o B). Em doentes     com paralisia severa poder&aacute;, potencialmente, existir um pequeno benef&iacute;cio na     adi&ccedil;&atilde;o de antiv&iacute;ricos &agrave; terap&ecirc;utica com corticoides (Recomenda&ccedil;&atilde;o B). S&atilde;o de     real&ccedil;ar as diversas limita&ccedil;&otilde;es metodol&oacute;gicas, assim como a heterogeneidade dos     estudos.</p>       <p><b>Palavras-chave:</b> Paralisia Facial     Perif&eacute;rica Idiop&aacute;tica; Paralisia de Bell; Corticosteroides; Antiv&iacute;ricos.</p>     <hr/>     <p>&nbsp;</p>       <p><b>ABSTRACT</b>  </p>       <p><b>Objective:</b> The objective of this study     was to review the evidence for the most effective pharmacological treatment for     idiopathic peripheral facial paralysis using corticosteroids and antiviral     agents.</p>       <p><b>Data sources:</b> PubMed, evidence based     medicine websites, Portuguese Medical Journal Index and references of selected     articles were searched.</p>       <p><b>Methodology:</b> An electronic database     search was conducted for clinical guidelines, systematic reviews, meta-analysis     (MA) and randomized controlled clinical trials, published between 01/2005 and     04/2012, in English and Portuguese, using the MeSH terms: Glucocorticoids;     Antiviral Agents; Bell Palsy; Facial Paralysis. The Strength of Recommendation     Taxonomy (SORT) of the American Family Physician was used for the assessment of     levels of evidence (LE) and the strength of recommendations.</p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Results:</b> Of the 181 articles found,     seven MA were included. Three MA found significant clinical benefit from     corticosteroid therapy compared to placebo treatment (LE 1). The use of     antiviral drugs was no better than placebo in two studies (LE 2). The     combination of corticosteroids and antiviral drugs was found to be similar to     isolated corticosteroid therapy in two studies. In four studies, increased     benefit from combination therapy was found compared to corticosteroid treatment     alone, though this difference was not statistically significant. Benefit from     the combination treatment was possibly more likely in cases of severe paralysis     (LE 2).</p>       <p><b>Conclusions:</b> Evidence is strongest for     the benefits of corticosteroids in the treatment of idiopathic facial nerve     paralysis (Recommendation A). There is no evidence of benefit for antiviral     drugs either alone or in combination with corticosteroids in the treatment of     Bell’s palsy (Recommendation B). In patients with severe paralysis, there may     be a small benefit in adding an antiviral drug to steroid therapy     (Recommendation B). Numerous methodological limitations in the reported studies     as well as the heterogeneity between studies were noted.</p>       <p><b>Keywords:</b> Idiopathic Peripheral Facial     Palsy; Bell’s Palsy; Corticosteroids; Antivirals.</p>     <hr/>     <p>&nbsp;</p>       <p><b>Introdu&ccedil;&atilde;o</b></p>       <p>A Paralisia     de Bell ou Paralisia Facial Perif&eacute;rica Idiop&aacute;tica (PFPI) consiste numa     paralisia ou par&eacute;sia aguda do nervo facial, geralmente unilateral, de causa     desconhecida, sendo caracterizada por inflama&ccedil;&atilde;o e edema deste nervo ao longo     do seu trajeto pelo ouvido interno, o que pode resultar numa compress&atilde;o e     desmieliniza&ccedil;&atilde;o axonal, com diminui&ccedil;&atilde;o da irriga&ccedil;&atilde;o sangu&iacute;nea.<sup>1,2</sup></p>       <p>A sua     incid&ecirc;ncia anual situa-se entre os 20 e os 30 por 100.000, com um pico por     volta dos 20 a 40 anos, atingindo ambos os g&eacute;neros em propor&ccedil;&otilde;es similares.<sup>1,3</sup> Existe uma maior preval&ecirc;ncia nas gr&aacute;vidas e em doentes com <i>diabetes mellitus,</i> s&iacute;ndrome gripal ou outra patologia respirat&oacute;ria     superior.<sup>1,4</sup></p>       <p>No que     concerne &agrave;s etiologias suspeitas, consistem essencialmente na infe&ccedil;&atilde;o v&iacute;rica     (com o v&iacute;rus herpes simples 1 tendo uma probabilidade de ser o causador em 67%     e havendo 33% de probabilidade de ocorrer uma reativa&ccedil;&atilde;o do v&iacute;rus     varicela-zoster), isquemia vascular, altera&ccedil;&otilde;es inflamat&oacute;rias autoimunes ou     fatores heredit&aacute;rios.<sup>5</sup></p>       <p>Sendo o     diagn&oacute;stico essencialmente cl&iacute;nico, a recolha de uma boa hist&oacute;ria cl&iacute;nica e um     exame f&iacute;sico direcionado s&atilde;o imprescind&iacute;veis.</p>       <p>A PFPI     apresenta-se clinicamente por incapacidade no encerramento do olho afetado na     totalidade, desvio inferior/incapacidade para levantar a sobrancelha,     diminui&ccedil;&atilde;o do lacrimejo e/ou secre&ccedil;&otilde;es salivares, par&eacute;sia da boca do lado     afetado, com desvio e apagamento do sulco, dificuldade na alimenta&ccedil;&atilde;o (s&oacute;lidos     e/ou l&iacute;quidos &#8211; que muitas vezes referem escorregar pelo canto da boca),     otalgia ao redor ou atr&aacute;s da orelha (estendendo-se muitas vezes &agrave; regi&atilde;o     occipital/cervical), hiperac&uacute;sia com toler&acirc;ncia diminu&iacute;da para n&iacute;veis normais     de ru&iacute;do, perturba&ccedil;&atilde;o do paladar nos 2/3 anteriores da l&iacute;ngua e stress     psicol&oacute;gico marcado com eventual restri&ccedil;&atilde;o das atividades sociais.<sup>1,6</sup> Por sua vez, no exame f&iacute;sico ser&aacute; importante a distin&ccedil;&atilde;o entre paralisia facial     perif&eacute;rica ou central. Na central, o movimento da regi&atilde;o frontal &eacute; normal     bilateralmente, ou seja, esta zona &eacute; capaz de se &laquo;enrugar&raquo;; j&aacute; na perif&eacute;rica,     um dos lados tem paralisia ou par&eacute;sia em toda a face, incluindo a regi&atilde;o     frontal do lado afetado.<sup>7</sup> Uma otoscopia sem altera&ccedil;&otilde;es     significativas ser&aacute; importante para o diagn&oacute;stico de PFPI.</p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A escala de     House-Brackmann &eacute; uma das mais utilizadas na classifica&ccedil;&atilde;o das PFPI,3 sendo uma     das referidas por todas as meta-an&aacute;lises selecionadas para esta revis&atilde;o, al&eacute;m     de permitir compara&ccedil;&otilde;es com outras escalas e ter sido adotada como padr&atilde;o pela <i>Facial Nerve Disorders Committee da American     Academy of Otolaryngology &#8211; Head and Neck Surgery.</i><sup>4,5</sup></p>       <p>Nesta     escala, os graus de disfun&ccedil;&atilde;o s&atilde;o definidos como: 1 &#8211; normal; 2 &#8211;     ligeira (fraqueza apenas numa inspe&ccedil;&atilde;o cuidadosa); 3 &#8211; moderada (&oacute;bvia,     mas n&atilde;o desfigurante); 4 &#8211; moderadamente severa (fraqueza &oacute;bvia e/ou     assimetria desfigurante); 5 &#8211; movimentos faciais praticamente n&atilde;o     percet&iacute;veis; 6 &#8211; aus&ecirc;ncia de movimentos.<sup>4</sup></p>       <p>Os doentes     n&atilde;o tratados podem ter uma recupera&ccedil;&atilde;o completa em cerca de 70% dos casos, mas,     em at&eacute; 30%, podem apresentar apenas uma recupera&ccedil;&atilde;o incompleta do controlo     muscular facial, podendo adquirir desfigura&ccedil;&atilde;o facial, dor facial e dist&uacute;rbios     psicol&oacute;gicos.<sup>1,6</sup> Tamb&eacute;m foi demonstrado que a severidade inicial     influencia o progn&oacute;stico.<sup>3</sup></p>       <p>Deste modo,     o objetivo do tratamento da PFPI consiste na preven&ccedil;&atilde;o das sequelas, sendo que     as hip&oacute;teses atuais de tratamento farmacol&oacute;gico englobam os corticoides,     antiv&iacute;ricos, ou a combina&ccedil;&atilde;o de ambos.</p>       <p>Esta revis&atilde;o     tem como objetivo rever qual o tratamento farmacol&oacute;gico mais eficaz, entre     corticoides e/ou antiv&iacute;ricos, na melhoria cl&iacute;nica da Paralisia Facial     Perif&eacute;rica Idiop&aacute;tica.</p>       <p><b>M&eacute;todos</b></p>       <p>Foi efetuada     uma pesquisa nas bases de dados da <i>Cochrane     Library, Pubmed, National Guideline Clearinghouse, Dare, Tripdatabase,     Bandolier, UpToDate</i> e &Iacute;ndex de Revistas M&eacute;dicas Portuguesas. Foi feita a     pesquisa de normas de orienta&ccedil;&atilde;o cl&iacute;nica, meta-an&aacute;lises, artigos de revis&atilde;o e     ensaios cl&iacute;nicos aleatorizados e controlados, publicadas entre janeiro de 2005     e abril de 2012, em portugu&ecirc;s e ingl&ecirc;s, utilizando os termos Mesh: <i>Glucocorticoids; Antiviral Agents; Bell     Palsy</i> e <i>Facial Paralysis.</i> Estes     termos foram utilizados utilizando operados booleanos, atrav&eacute;s da combina&ccedil;&atilde;o <i>(Glucocorticoids AND/OR Antiviral Agents)     AND (Bell Palsy AND/OR Facial Paralysis),</i> de modo a maximizar a     possibilidade de encontrar todos os artigos potencialmente relevantes.</p>       <p>Foram     inclu&iacute;dos artigos que respeitavam os crit&eacute;rios: popula&ccedil;&atilde;o alvo constitu&iacute;da por     indiv&iacute;duos com o diagn&oacute;stico de PFPI, compara&ccedil;&atilde;o do uso de corticoide e/ou     antiv&iacute;rico <i>versus</i> placebo ou     compara&ccedil;&atilde;o da associa&ccedil;&atilde;o de corticoide e antiv&iacute;rico <i>versus</i> corticoide ou <i>versus</i> antiv&iacute;rico, sem restri&ccedil;&otilde;es relativas ao tempo de evolu&ccedil;&atilde;o/seguimento     posteriores ao tratamento testado.</p>       <p>Foram     exclu&iacute;dos os artigos que inclu&iacute;ssem: doentes imunodeprimidos, gr&aacute;vidas ou     lactentes, causas conhecidas de paralisia facial perif&eacute;rica (como a etiologia     vascular, traum&aacute;tica, neopl&aacute;sica), paralisia facial central ou artigos     repetidos ou j&aacute; alvo de avalia&ccedil;&atilde;o em meta-an&aacute;lises/revis&otilde;es sistem&aacute;ticas.</p>       <p>Para avaliar     a qualidade dos estudos e a for&ccedil;a de recomenda&ccedil;&atilde;o, foi utilizada a escala <i>Strength of Recommendation Taxonomy (SORT)</i> da <i>American Family Physician.</i><sup>8</sup></p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Resultados</b></p>       <p>A pesquisa     efetuada resultou na identifica&ccedil;&atilde;o de 181 artigos, tendo sido exclu&iacute;dos 174 por     estarem duplicados, por j&aacute; terem sido inclu&iacute;dos no sistema ou nas revis&otilde;es     sistem&aacute;ticas ou por serem discordantes do objetivo e inclu&iacute;dos sete, sendo todos estes meta-an&aacute;lises (<a href="#f1">Figura 1</a>).</p>       <p>&nbsp;</p>    <p align="center"><a name="f1"></a><img src="/img/revistas/rpmgf/v29n5/29n5a05f1.jpg"/></p>    
<p>&nbsp;</p>       <p><b>Associa&ccedil;&atilde;o de cortic&oacute;ides e antiv&iacute;ricos</b></p>       <p>Na     meta-an&aacute;lise de Almeida JR, 2009, cujo objetivo consistia na compara&ccedil;&atilde;o da     efic&aacute;cia da associa&ccedil;&atilde;o de corticoides com antiv&iacute;ricos <i>versus</i> corticoides ou antiv&iacute;ricos isolados no tratamento da PFPI,     foram inclu&iacute;dos 18 ensaios cl&iacute;nicos aleatorizados.<sup>3</sup> Em tr&ecirc;s dos     ensaios foi utilizada a associa&ccedil;&atilde;o de corticoides com antiv&iacute;ricos, em oito dos     ensaios os corticoides foram utilizados de forma isolada, o mesmo acontecendo     com os antiv&iacute;ricos em sete dos ensaios cl&iacute;nicos. Os <i>outcomes</i> prim&aacute;rios consistiam na recupera&ccedil;&atilde;o da fun&ccedil;&atilde;o motora do     nervo facial, tendo em conta a severidade inicial, a modalidade do tratamento,     a dose e o tempo de in&iacute;cio de tratamento. Os <i>outcomes</i> secund&aacute;rios consistiam na disfun&ccedil;&atilde;o sincin&eacute;tica e     auton&oacute;mica e nos efeitos adversos. Foram utilizadas as escalas <i>House-Brackman, Facial Paralysis Reco-very     Index, Sunnybrook Scale, Yanagihara Score</i> e <i>Modified Adour Mechelse.</i> Os resultados (<a href="#q1">Quadro I</a>) mostram que os     corticoides isolados permitiram uma recupera&ccedil;&atilde;o satisfat&oacute;ria, com redu&ccedil;&atilde;o do     risco de disfun&ccedil;&atilde;o sincin&eacute;tica e auton&oacute;mica e sem aumento do n&uacute;mero de efeitos     adversos. Os antiv&iacute;ricos isolados n&atilde;o foram associados a uma recupera&ccedil;&atilde;o     satisfat&oacute;ria. A associa&ccedil;&atilde;o das duas classes farmacol&oacute;gicas, embora permitisse     uma maior taxa de recupera&ccedil;&atilde;o comparativamente ao corticoide isolado, n&atilde;o teve significado estat&iacute;stico.</p>       <p>&nbsp;</p>    <p align="center"><a name="q1"></a><img src="/img/revistas/rpmgf/v29n5/29n5a05q1.jpg"/></p>    
<p>&nbsp;</p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A     meta-an&aacute;lise de Goudakos JK, 2009, incluiu cinco ensaios cl&iacute;nicos     aleatorizados, dos quais quatro puderam ser submetidos a meta-an&aacute;lise.<sup>5</sup> Os <i>outcomes</i> prim&aacute;rios consistiam na     recupera&ccedil;&atilde;o completa da fun&ccedil;&atilde;o motora do nervo facial aos tr&ecirc;s, quatro, seis e     nove meses (escala House-Brackmann). Os resultados (<a href="#q1">Quadro I</a>) mostram uma taxa     de recupera&ccedil;&atilde;o motora semelhante entre os dois grupos aos tr&ecirc;s, quatro, seis e     nove meses. A an&aacute;lise por sub-grupos n&atilde;o mostrou benef&iacute;cio no tratamento nos     primeiros tr&ecirc;s dias ap&oacute;s o in&iacute;cio dos sintomas <i>versus</i> o tratamento tr&ecirc;s dias ou mais ap&oacute;s o in&iacute;cio dos sintomas. A     adi&ccedil;&atilde;o do antiv&iacute;rico (aciclovir ou valaciclovir) ao tratamento com corticoide     n&atilde;o produziu benef&iacute;cio adicional.</p>       <p>Na meta-an&aacute;lise     de Quant EC, 2009, foram inclu&iacute;dos seis ensaios cl&iacute;nicos aleatorizados.<sup>9</sup> No que diz respeito aos outcomes prim&aacute;rios, consistiam na propor&ccedil;&atilde;o de doentes     com, pelo menos, recupera&ccedil;&atilde;o parcial no fim do intervalo de seguimento     (definido como <i>House-Brackmann</i> &#8805; 2). Os resultados (<a href="#q1">Quadro I</a>) mostram que n&atilde;o foi observado benef&iacute;cio da     combina&ccedil;&atilde;o de corticoide e antiv&iacute;rico <i>versus</i> corticoide isolado. A an&aacute;lise por sub-grupos (tempo at&eacute; ao in&iacute;cio do tratamento     ou de seguimento, tipo de antiv&iacute;ricos) manteve as mesmas conclus&otilde;es.</p>       <p>Na     meta-an&aacute;lise de van der Veen EL, 2012, foram inclu&iacute;dos oito ensaios cl&iacute;nicos     aleatorizados.<sup>11</sup> Os <i>outcomes</i> prim&aacute;rios consistiam na recupera&ccedil;&atilde;o da fun&ccedil;&atilde;o motora do nervo facial (escala <i>House-Brackman</i>). Os resultados (<a href="#q1">Quadro I</a>) mostram que existe um efeito ben&eacute;fico, embora pequeno, na adi&ccedil;&atilde;o de     antiv&iacute;rico ao tratamento com corticoide na paralisia severa, mas sem     significado estat&iacute;stico. Quanto aos efeitos secund&aacute;rios, foram encontrados     entre 10 a 19% com a utiliza&ccedil;&atilde;o de corticoide isolado, e 13 a 20% com a     associa&ccedil;&atilde;o de corticoide e antiv&iacute;rico e consistiam geralmente em efeitos     gastrointestinais ou tonturas, sem necessidade de tratamento subsequente.</p>       <p>Na     meta-an&aacute;lise de Numthavaj P, 2011, foram inclu&iacute;dos seis ensaios cl&iacute;nicos     aleatorizados.<sup>2</sup> Cinco dos ensaios compararam a utiliza&ccedil;&atilde;o da     combina&ccedil;&atilde;o de antiv&iacute;rico e prednisolona com prednisolona ou antiv&iacute;rico isolados     ou placebo, enquanto o outro ensaio comparou a utiliza&ccedil;&atilde;o de antiv&iacute;rico com     prednisolona. Em quatro dos ensaios o antiv&iacute;rico utilizado foi o aciclovir,     enquanto noutros dois estudos foi utilizado o valaciclovir. Os <i>outcomes</i> prim&aacute;rios consistiam na     recupera&ccedil;&atilde;o da fun&ccedil;&atilde;o motora do nervo facial, definida de acordo com as     seguintes pontua&ccedil;&otilde;es nas escalas de avalia&ccedil;&atilde;o: <i>House-Brackmann</i> &#8804; 2, <i>Facial     Palsy Recovery Index</i> &#8805; 8, &gt; 36 pontos no <i>Yanagihara Score</i> ou 100 na <i>Sunnybrook     Scale.</i> Os resultados (<a href="#q1">Quadro I</a>) mostraram que a prednisolona duplicou a     taxa de recupera&ccedil;&atilde;o comparativamente &agrave; sua n&atilde;o utiliza&ccedil;&atilde;o. O aciclovir ou     valaciclovir isolados apresentaram uma menor efic&aacute;cia que a prednisolona     isolada e tiveram efeitos semelhantes ao placebo. A combina&ccedil;&atilde;o do aciclovir ou     valaciclovir com prednisolona teve uma efic&aacute;cia ligeiramente superior &agrave;     prednisolona isolada, embora esta diferen&ccedil;a n&atilde;o atinja significado estat&iacute;stico.</p>       <p><b>Cortic&oacute;ides isolados</b></p>       <p>Na     meta-an&aacute;lise de Salinas RA, 2010 <i>(Cochrane),</i> foram inclu&iacute;dos oito ensaios cl&iacute;nicos aleatorizados.<sup>10</sup> Em todos os     ensaios foi comparada a utiliza&ccedil;&atilde;o de corticoide com placebo, sendo     maioritariamente utilizada a prednisolona. No que diz respeito aos <i>outcomes</i> prim&aacute;rios, consistiam na     recupera&ccedil;&atilde;o incompleta da fun&ccedil;&atilde;o motora facial ap&oacute;s seis meses ou mais, no     desenvolvimento de sincinesias motoras ou disfun&ccedil;&atilde;o auton&oacute;mica (espasmo     hemifacial) e nos efeitos adversos. Foi utilizada a escala de <i>House-Brackmann.</i> Os resultados (<a href="#q1">Quadro I</a>) demonstram um benef&iacute;cio significativo da utiliza&ccedil;&atilde;o de corticoides na PFPI,     assim como uma redu&ccedil;&atilde;o significativa na sincinesia motora naqueles que     receberam corticoides <i>versus</i> placebo.</p>       <p><b>Antiv&iacute;ricos isolados</b></p>       <p>A     meta-an&aacute;lise de Lockhart P, 2010 <i>(Cochrane),</i> incluiu sete ensaios cl&iacute;nicos aleatorizados.4 Os outcomes prim&aacute;rios consistiam     na recupera&ccedil;&atilde;o da fun&ccedil;&atilde;o motora do nervo facial no fim do estudo (escala de <i>House-Brackmann</i>), na disfun&ccedil;&atilde;o sincin&eacute;tica     e auton&oacute;mica e nos efeitos adversos. Os resultados (<a href="#q1">Quadro I</a>) mostram que os     antiv&iacute;ricos n&atilde;o foram mais eficazes do que o placebo na recupera&ccedil;&atilde;o completa da     fun&ccedil;&atilde;o motora do nervo facial. Foi significativamente menos prov&aacute;vel uma     recupera&ccedil;&atilde;o completa com os antiv&iacute;ricos do que com os corticoides. N&atilde;o houve     diferen&ccedil;a significativa entre os diversos antiv&iacute;ricos utilizados e os efeitos     adversos foram semelhantes entre as diversas combina&ccedil;&otilde;es terap&ecirc;uticas em     estudo.</p>       <p><b>Conclus&otilde;es</b></p>       <p>Esta revis&atilde;o     apresenta algumas limita&ccedil;&otilde;es: h&aacute; que considerar a elevada heterogeneidade e     limita&ccedil;&otilde;es metodol&oacute;gicas dos ensaios aleatorizados nos quais as meta-an&aacute;lises     se baseiam, nomeadamente no que concerne &agrave; defini&ccedil;&atilde;o de <i>outcomes,</i> tempo de seguimento, tempo at&eacute; &agrave; melhoria cl&iacute;nica,     medica&ccedil;&atilde;o e doses usadas, estratifica&ccedil;&atilde;o da gravidade, an&aacute;lises <i>post-hoc</i> de subgrupos, bem como a     garantia da aleatoriza&ccedil;&atilde;o e dupla oculta&ccedil;&atilde;o adequadas. A limita&ccedil;&atilde;o lingu&iacute;stica     pode eventualmente levar &agrave; n&atilde;o inclus&atilde;o de estudos potencialmente relevantes em     outras l&iacute;nguas.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Deve     salientar-se, com base na evid&ecirc;ncia dispon&iacute;vel, que existe um benef&iacute;cio     significativo, consistente e orientado para o doente, no uso de corticoides,     mas n&atilde;o na utiliza&ccedil;&atilde;o isolada (ou em combina&ccedil;&atilde;o) de antiv&iacute;ricos, os quais     comportam custos adicionais (sem um benef&iacute;cio comprovado). Adicionalmente     deve-se ter em conta o facto de que muitos dos doentes melhoram     espontaneamente, de forma completa. Por fim, as co-morbilidades do doente (com     o seu poss&iacute;vel impacto nas intera&ccedil;&otilde;es e, portanto, efeitos secund&aacute;rios), assim     como a probabilidade do doente ter uma ades&atilde;o terap&ecirc;utica adequada perante um     esquema de combina&ccedil;&atilde;o (que ser&aacute; mais complexo e dispendioso) n&atilde;o devem ser     esquecidas.</p>       <p>Em suma, n&atilde;o     existe evid&ecirc;ncia de um benef&iacute;cio cl&iacute;nico dos antiv&iacute;ricos, isoladamente ou em     associa&ccedil;&atilde;o com os corticoides, no tratamento da Paralisia de Bell (For&ccedil;a de     Recomenda&ccedil;&atilde;o B). Os corticoides continuam a ser o tratamento farmacol&oacute;gico com     a melhor evid&ecirc;ncia cl&iacute;nica, relevante para o doente, dispon&iacute;vel (For&ccedil;a de     Recomenda&ccedil;&atilde;o A). N&atilde;o foram encontrados efeitos adversos significativos com a     utiliza&ccedil;&atilde;o de corticoides, antiv&iacute;ricos ou a sua combina&ccedil;&atilde;o.</p>       <p>&nbsp;</p>       <p><b>REFER&Ecirc;NCIAS BILIOGR&Aacute;FICAS</b></p>       <!-- ref --><p>1. Tiemstra     JD, Khatkhate N. Bell’s palsy: diagnosis and management. Am Fam Physician 2007     Oct 1; 76 (7): 997-1002.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000067&pid=S2182-5173201300050000500001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>2. Numthavaj     P, Thakkinstian A, Dejthevaporn C, Attia J. Corticosteroid and antiviral     therapy for Bell’s palsy: a network meta-analysis. BMC Neurol 2011 Jan 5; 11:     1.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000069&pid=S2182-5173201300050000500002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>3. de     Almeida JR, Al Khabori M, Guyatt GH, Witterick IJ, Lin VY, Nedzelski JM, Chen     JM, et al. Combined corticosteroid and antiviral treatment for Bell palsy: a     systematic review and meta-analysis. JAMA 2009 Sep 2; 302 (9): 985-93.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000071&pid=S2182-5173201300050000500003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>4. Lockhart     P, Daly F, Pitkethly M, Comerford N, Sullivan F. Antiviral treatment for Bell’s     palsy (idiopathic facial paralysis). Cochrane Database Syst Rev 2010 Oct 7;     (4): CD001869.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000073&pid=S2182-5173201300050000500004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>5. Goudakos     JK, Markou KD. Corticosteroids vs corticosteroids plus antiviral agents in the     treatment of Bell palsy: a systematic review and meta-analysis. Arch     Otolaryngol Head Neck Surg. 2009 Jun; 135 (6): 558-64.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000075&pid=S2182-5173201300050000500005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>6. Gilden     DH, Tyler KL. Bell’s palsy - is glucocorticoid treatment enough? N Engl J Med     2007 Oct 18; 357 (16): 1653-5.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000077&pid=S2182-5173201300050000500006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>7. Gilden     DH. Clinical practice: Bell’s Palsy. N Engl J Med 2004 Sep 23; 351 (13):     1323-31.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000079&pid=S2182-5173201300050000500007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>8. Ebell MH,     Siwek J, Weiss BD, Woolf SH, Susman J, Ewingman B, et al. Strenght of     recommendation taxonomy (SORT): a patient-centered approach to grading evidence     in the medical literature. Am Fam Phys 2004 Feb 1; 69 (3): 548-56.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000081&pid=S2182-5173201300050000500008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>9. Quant EC,     Jeste SS, Muni RH, Cape AV, Bhussar MK, Peleg AY. The benefits of steroids     versus steroids plus antivirals for treatment of Bell’s palsy: a meta-analysis.     BMJ 2009 Sep 7; 339: b3354.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000083&pid=S2182-5173201300050000500009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>10. Salinas     RA, Alvarez G, Daly F, Ferreira J. Corticosteroids for Bell’s palsy (idiopathic     facial paralysis). Cochrane Database Syst Rev 2010; (3): CD001942.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000085&pid=S2182-5173201300050000500010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>11. van der     Veen EL, Rovers MM, de Ru JA, van der Heijden GJ. A small effect of adding     antiviral agents in treating patients with severe Bell palsy. Otolaryngol Head     Neck Surg 2012 Mar; 146 (3): 353-7.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000087&pid=S2182-5173201300050000500011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <p>&nbsp;</p>     <p><a href="#topc0">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a> | <a href="#topc0">Direcci&oacute;n para correspondencia</a> | <a href="#topc0">Correspondence</a><a name="c0"></a></p>      <p>Ana Isabel     Silva</p>       <p>Estrada da     Granja, 114</p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Valbom</p>     <p>4420-465     GONDOMAR</p>       <p><a href="mailto:anisabelfs@gmail.com">anisabelfs@gmail.com</a></p>       <p>&nbsp;</p>       <p><b>Conflitos de Interesse</b></p>       <p>Os autores     declaram n&atilde;o ter conflito de interesses.</p>       <p>&nbsp;</p>       <p><b>Recebido em 22/08/2012</b></p>       <p><b>Aceite para publica&ccedil;&atilde;o em 08/09/2013</b></p>      ]]></body><back>
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