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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Recusa vacinal - o ponto de vista ético]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Vaccination is one of the most important victories of modern medical science. It has prevented more cases of disease and premature death than any other medical treatment. But this success may decrease the motivation to continue with vaccination, resulting in the appearance of arguments against vaccination from groups with high media impact. This may endanger the outcomes achieved. In this article, we review ethical aspects of poor adherence and vaccine refusal as expressions of patient autonomy and liberty. We reflect on the role of health professionals and institutions in addressing this question. We conclude that an episode of vaccine refusal involves much more than the formal procedures undertaken to justify the responsibility of those making the decision. It is an opportunity for health education that may empower individuals and populations with better health literacy to allow truly free and informed decision-making.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Ética Médica]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><b>OPINI&#195;O E DEBATE</b></p>       <p><font size="4"><b>Recusa vacinal - o ponto de vista     &eacute;tico</b></font></p>       <p><font size="3"><b>An   ethical view of vaccine refusal</b></font></p>       <p><b>Paulo Santos,* Alberto Hespanhol*</b></p>       <p>*M&eacute;dicos de     fam&iacute;lia, Unidade de Medicina Geral e Familiar, Departamento de Ci&ecirc;ncias Sociais     e Sa&uacute;de, Faculdade de Medicina da Universidade do Porto.</p>         <p><a href="#c0">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a> | <a href="#c0">Direcci&oacute;n para correspondencia</a> | <a href="#c0">Correspondence</a><a name="topc0"></a></p> <hr/>     <p>&nbsp;</p>       <p><b>RESUMO</b></p>       <p>A vacina&ccedil;&atilde;o     constitui uma das maiores vit&oacute;rias da Medicina moderna, permitindo a preven&ccedil;&atilde;o     de mais casos de doen&ccedil;a e morte precoce do que qualquer outro tratamento     m&eacute;dico. No entanto, o sucesso alcan&ccedil;ado na diminui&ccedil;&atilde;o do n&uacute;mero de novos casos     pode fazer esmorecer a motiva&ccedil;&atilde;o para o prosseguir, levando ao aparecimento de     argumentos anti-vacina&ccedil;&atilde;o que colhem em grupos mediaticamente muito ativos, e     fazendo perigar a continuidade dos resultados alcan&ccedil;ados.</p>       <p>Neste artigo     s&atilde;o revistos os aspetos &eacute;ticos relacionados com a quest&atilde;o da n&atilde;o ades&atilde;o e     recusa &agrave; vacina&ccedil;&atilde;o, enquanto afirma&ccedil;&atilde;o dos princ&iacute;pios &eacute;ticos da liberdade e da     autonomia, e reflete-se no papel dos profissionais de sa&uacute;de e institui&ccedil;&otilde;es     nesta mat&eacute;ria.</p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Conclui-se     que, mais importante do que a formaliza&ccedil;&atilde;o de procedimentos para justificar a     responsabilidade de quem recusa uma vacina, este momento deve ser encarado como     uma oportunidade de fazer educa&ccedil;&atilde;o para a sa&uacute;de, numa perspetiva de     empoderamento do indiv&iacute;duo e da popula&ccedil;&atilde;o na l&oacute;gica de uma melhor literacia que     permita de facto a decis&atilde;o informada, livre e esclarecida.</p>       <p><b>Palavras-chave:</b> &Eacute;tica M&eacute;dica;     Vacina&ccedil;&atilde;o; Ades&atilde;o ao Tratamento; Consentimento Informado; Recusa de Tratamento.</p><hr/>     <p>&nbsp;</p>       <p><b>ABSTRACT</b></p>       <p>Vaccination     is one of the most important victories of modern medical science. It has     prevented more cases of disease and premature death than any other medical     treatment. But this success may decrease the motivation to continue with     vaccination, resulting in the appearance of arguments against vaccination from   groups with high media impact. This may endanger the outcomes achieved.</p>       <p>In this     article, we review ethical aspects of poor adherence and vaccine refusal as     expressions of patient autonomy and liberty. We reflect on the role of health     professionals and institutions in addressing this question.</p>       <p>We conclude     that an episode of vaccine refusal involves much more than the formal     procedures undertaken to justify the responsibility of those making the     decision. It is an opportunity for health education that may empower     individuals and populations with better health literacy to allow truly free and     informed decision-making.</p>       <p><b>Key-words:</b> Medical Ethics; Vaccination;     Patient Compliance; Informed Consent; Treatment Refusal.</p>     <hr/>     <p>&nbsp;</p>       <p>A vacina&ccedil;&atilde;o     define-se como o processo pelo qual a inocula&ccedil;&atilde;o de um agente no corpo, seja um     microrganismo ou uma subst&acirc;ncia, produz imunidade para uma determinada doen&ccedil;a.<sup>1</sup> A sua origem hist&oacute;rica perde-se nos prim&oacute;rdios do segundo mil&eacute;nio, com relatos     chineses de inocula&ccedil;&otilde;es vari&oacute;licas para preven&ccedil;&atilde;o da var&iacute;ola, o mesmo     acontecendo em &Aacute;frica e na Turquia, onde ali&aacute;s teve origem a t&eacute;cnica que, em     1720, <i>Lady Montagu</i> introduziu em     Inglaterra.<sup>2</sup> Foi, no entanto, <i>Edward     Jenner</i> quem trouxe uma abordagem de experimenta&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica e em 1798 publicou     os resultados da efic&aacute;cia da inocula&ccedil;&atilde;o do v&iacute;rus da <i>vaccinia</i> (var&iacute;ola bovina) na preven&ccedil;&atilde;o da var&iacute;ola humana em 23     indiv&iacute;duos, dando in&iacute;cio &agrave; era moderna da vacina&ccedil;&atilde;o. Demoraria quase um s&eacute;culo     para os trabalhos de <i>Louis Pasteur</i> trazerem algum incremento nesta &aacute;rea, com a descoberta da atenua&ccedil;&atilde;o da     virul&ecirc;ncia do agente, levando a uma explos&atilde;o de conhecimento, traduzida pela     descri&ccedil;&atilde;o das vacinas contra a raiva e contra o antraz. A evolu&ccedil;&atilde;o ditou a     erradica&ccedil;&atilde;o da var&iacute;ola, com o &uacute;ltimo caso descrito em 1977 na Som&aacute;lia, e a     quase erradica&ccedil;&atilde;o da poliomielite prevista agora para 2020.</p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Na     atualidade o n&uacute;mero de vacinas &eacute; de vinte e cinco.<sup>3</sup> A maioria dos     pa&iacute;ses representados na Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial de Sa&uacute;de (OMS) apresenta programas     nacionais de vacina&ccedil;&atilde;o estruturados, mais ou menos abrangentes, estimando-se     uma redu&ccedil;&atilde;o mundial da mortalidade de cerca de 2,5 milh&otilde;es de crian&ccedil;as por ano.</p>       <p>Em Portugal,     a vacina&ccedil;&atilde;o vari&oacute;lica inicia-se em 1894 e permanece obrigat&oacute;ria at&eacute; 1977, e as     vacinas do t&eacute;tano e da difteria iniciaram-se com car&aacute;cter obrigat&oacute;rio em 1962.     O primeiro Programa Nacional de Vacina&ccedil;&atilde;o foi publicado em 1965 e     caracterizou-se pela distribui&ccedil;&atilde;o universal e gratuita de vacinas &agrave; popula&ccedil;&atilde;o,     de acordo com um calend&aacute;rio definido e seguindo as orienta&ccedil;&otilde;es t&eacute;cnicas     estabelecidas. Foi criado nesta altura o Boletim Individual de Sa&uacute;de que faria     prova da vacina&ccedil;&atilde;o. A primeira vacina foi a da poliomielite, seguida em 1966     pelas do t&eacute;tano, da difteria, da tosse convulsa e da var&iacute;ola, notando-se nos     anos seguintes uma not&aacute;vel redu&ccedil;&atilde;o da mortalidade e morbilidade pelas doen&ccedil;as     infeciosas alvo de vacina&ccedil;&atilde;o.<sup>4</sup> Atualmente inclui recomenda&ccedil;&otilde;es para     um conjunto de 12 vacinas estrategicamente distribu&iacute;das de forma a maximizar a     prote&ccedil;&atilde;o conferida na idade mais adequada e o mais precocemente poss&iacute;vel.</p>       <p>Na avalia&ccedil;&atilde;o     de 2012 do Programa Nacional de Vacina&ccedil;&atilde;o, promovida pela Dire&ccedil;&atilde;o Geral da     Sa&uacute;de (DGS), a taxa de cobertura na inf&acirc;ncia era superior a 95%, mas a     vacina&ccedil;&atilde;o contra o t&eacute;tano e difteria abrangia apenas 70% da coorte que     completou 65 anos.<sup>5</sup> A vacina contra as infe&ccedil;&otilde;es pelo v&iacute;rus do     papiloma humano apresentava taxas de cobertura superiores a 85% para as 3 doses     administradas em praticamente todas as coortes de avalia&ccedil;&atilde;o. No entanto,     reconhece-se que o enorme sucesso dos programas de vacina&ccedil;&atilde;o pode levar &agrave;     perce&ccedil;&atilde;o de que o risco associado &agrave; vacina seja superior ao da pr&oacute;pria doen&ccedil;a,     diminuindo a ades&atilde;o e assim comprometer esse mesmo sucesso.<sup>6</sup></p>       <p>O objetivo     deste artigo &eacute; rever os aspetos &eacute;ticos associados &agrave; op&ccedil;&atilde;o de n&atilde;o ades&atilde;o &agrave;     vacina&ccedil;&atilde;o pela popula&ccedil;&atilde;o adulta e pelos pais/tutores da popula&ccedil;&atilde;o infantil,     contribuindo para uma reflex&atilde;o sobre as atitudes e compet&ecirc;ncias dos     profissionais de sa&uacute;de e das institui&ccedil;&otilde;es nesta mat&eacute;ria.</p>       <p><b>Princ&iacute;pios     &eacute;ticos da vacina&ccedil;&atilde;o</b></p>       <p>&laquo;Eu,     solenemente, juro consagrar minha vida a servi&ccedil;o da Humanidade… Praticarei a     minha profiss&atilde;o com consci&ecirc;ncia e dignidade… A sa&uacute;de dos meus pacientes ser&aacute; a     minha primeira preocupa&ccedil;&atilde;o&raquo;.<sup>7</sup></p>       <p>Este trecho,     retirado do Juramento de Hip&oacute;crates conforme a revis&atilde;o de 2006 da Declara&ccedil;&atilde;o de     Genebra da Associa&ccedil;&atilde;o M&eacute;dica Mundial, situa a promo&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de como objetivo     principal do exerc&iacute;cio m&eacute;dico, numa atitude &eacute;tica e deontol&oacute;gica direcionada     para o paciente e orientada pelos valores do respeito pelo pr&oacute;ximo, da     benefic&ecirc;ncia, da autonomia, da n&atilde;o malefic&ecirc;ncia, da justi&ccedil;a e da verdade.</p>       <p>O respeito     pelo paciente implica que o indiv&iacute;duo tem o direito de ser tratado com     dignidade e assume o acesso &agrave; melhor informa&ccedil;&atilde;o disponibilizada numa linguagem     compreens&iacute;vel, garantindo a sua op&ccedil;&atilde;o livre de escolher ou rejeitar o     procedimento m&eacute;dico, que &agrave; partida &eacute; proposto a favor dos seus melhores     interesses, numa pondera&ccedil;&atilde;o que inclui o benef&iacute;cio esperado da interven&ccedil;&atilde;o, o     seu risco e os seus custos.</p>       <p>No caso da     vacina&ccedil;&atilde;o, a prescri&ccedil;&atilde;o de uma vacina, esteja ou n&atilde;o inclu&iacute;da num programa     vacinal, &eacute; um ato m&eacute;dico que deriva de uma avalia&ccedil;&atilde;o integrada onde se inclui a     pondera&ccedil;&atilde;o da sua efic&aacute;cia e efetividade, da sua seguran&ccedil;a, do seu impacto     organizacional, do seu custo-benef&iacute;cio e das quest&otilde;es &eacute;ticas, sociais e     psicol&oacute;gicas associadas.<sup>8</sup> Diversas ag&ecirc;ncias em todo o mundo promovem     ativamente esta avalia&ccedil;&atilde;o e publicam recomenda&ccedil;&otilde;es onde disponibilizam a     informa&ccedil;&atilde;o necess&aacute;ria para responder &agrave;s quest&otilde;es levantadas.<sup>9-11</sup> Em     Portugal a DGS &eacute; respons&aacute;vel pela publica&ccedil;&atilde;o e atualiza&ccedil;&atilde;o das normas de     vacina&ccedil;&atilde;o.<sup>4</sup></p>       <p>Acresce     nesta discuss&atilde;o que &agrave; avalia&ccedil;&atilde;o individual se sobrep&otilde;e a quest&atilde;o do coletivo,     que condiciona os valores da efetividade, introduzindo-se o conceito da     imunidade de grupo em que o facto de uma propor&ccedil;&atilde;o significativa de indiv&iacute;duos     estar imunizada para uma condi&ccedil;&atilde;o diminui o n&uacute;mero de expostos em risco e,     mantendo a base populacional, diminui consequentemente a incid&ecirc;ncia da doen&ccedil;a.     Esta &eacute; uma quest&atilde;o &eacute;tica em que a autonomia do pr&oacute;prio est&aacute; condicionada pela     perspetiva comunit&aacute;ria do bem comum.</p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p>No caso dos     menores, legalmente incapazes para consentir at&eacute; aos 16 anos, os pais ou     tutores assumem especial responsabilidade, tendo em aten&ccedil;&atilde;o o dever de velar     pela sua seguran&ccedil;a e sa&uacute;de, garantindo-lhes as oportunidades para um     desenvolvimento saud&aacute;vel no limite do seu pr&oacute;prio potencial. Neste aspeto a     autonomia dos pais ou tutores ser&aacute; indexada ao princ&iacute;pio da benefic&ecirc;ncia para a     crian&ccedil;a ou adolescente. A garantia do acesso &agrave; vacina&ccedil;&atilde;o &eacute; um fator de equidade     geracional e negar essa oportunidade pode equacionar a aptid&atilde;o para o exerc&iacute;cio     da responsabilidade parental, sobretudo se culposamente colocar o menor numa     situa&ccedil;&atilde;o de grave preju&iacute;zo.</p>       <p><b>Recusa     da vacina&ccedil;&atilde;o</b></p>       <p><i>Nigenda-L&oacute;pez</i> publicou em 1997 uma     revis&atilde;o sobre os motivos para a n&atilde;o ades&atilde;o &agrave; vacina&ccedil;&atilde;o,<sup>12</sup> categorizando-os por mitos culturais sobre a atua&ccedil;&atilde;o m&eacute;dica, caracter&iacute;sticas     socioecon&oacute;micas da popula&ccedil;&atilde;o, falta de informa&ccedil;&atilde;o dispon&iacute;vel, medo psicol&oacute;gico     do pr&oacute;prio, dos pais ou dos profissionais de sa&uacute;de e problemas organizacionais     dos servi&ccedil;os de sa&uacute;de. Estes fatores, apesar de alguma especificidade local,     eram patentes em v&aacute;rios pa&iacute;ses analisados.</p>       <p>Os     movimentos anti-vacina&ccedil;&atilde;o s&atilde;o t&atilde;o antigos quanto a pr&oacute;pria vacina&ccedil;&atilde;o e o     pr&oacute;prio <i>Jenner</i> enfrentou a acusa&ccedil;&atilde;o     de que tal ato seria contra a vontade divina.<sup>13</sup> Um caso atual assume     alguma relev&acirc;ncia na Europa, nomeadamente na Holanda e na Fran&ccedil;a, onde o     benef&iacute;cio da profilaxia &eacute; contraposto ao potencial risco iatrog&eacute;nico, numa     sociedade em que a melhoria dos cuidados de higiene e a mudan&ccedil;a de h&aacute;bitos das     popula&ccedil;&otilde;es seriam fatores que por si s&oacute; poderiam manter o padr&atilde;o epidemiol&oacute;gico     das doen&ccedil;as entretanto alcan&ccedil;ado.<sup>14</sup> Esta vis&atilde;o de tipo naturalista     apresenta o problema de se basear em observa&ccedil;&otilde;es de doentes isolados ou de pequenas     s&eacute;ries de casos, numa estrutura que, &agrave; luz das escalas de an&aacute;lise e decis&atilde;o, se     classifica como de baixa evid&ecirc;ncia. A sua divulga&ccedil;&atilde;o maci&ccedil;a nos meios de     comunica&ccedil;&atilde;o e na <i>internet,</i> em     linguagem que a maioria dos indiv&iacute;duos consegue perceber, longe dos algoritmos     matem&aacute;ticos da publica&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica revista pelos pares, confere-lhe um poder     efetivo de levar cada um, pelo menos, a questionar a certeza, por defini&ccedil;&atilde;o     probabil&iacute;stica, da ci&ecirc;ncia m&eacute;dica, o que condiciona a ades&atilde;o &agrave; vacina&ccedil;&atilde;o.<sup>15</sup> O caso da poss&iacute;vel associa&ccedil;&atilde;o da utiliza&ccedil;&atilde;o do timerosal com o risco de vir a     desenvolver autismo nas crian&ccedil;as &eacute; paradigm&aacute;tico, na medida em que nunca se     conseguiu estabelecer o nexo de causalidade mas a pol&eacute;mica foi suficiente para     determinar recusas &agrave; vacina&ccedil;&atilde;o.<sup>16</sup> Apesar da evid&ecirc;ncia cient&iacute;fica     publicada, a ind&uacute;stria farmac&ecirc;utica fez um esfor&ccedil;o para substituir o     componente, restabelecendo a confian&ccedil;a. Neste momento n&atilde;o existem vacinas     comercializadas em Portugal contendo timerosal.</p>       <p>A OMS     publica normas para assegurar o controlo da seguran&ccedil;a das vacinas,<sup>17-19</sup> mas &eacute; f&aacute;cil admitir que n&atilde;o existe nenhum procedimento que seja totalmente     seguro. A maioria das rea&ccedil;&otilde;es &agrave;s vacinas &eacute; ligeira e autolimitada como dor,     rubor local e sintomas gerais de febr&iacute;cula e mal-estar inespec&iacute;fico, mas as     raras rea&ccedil;&otilde;es graves como choque anafil&aacute;tico, altera&ccedil;&otilde;es neurol&oacute;gicas e     cegueira tamb&eacute;m est&atilde;o descritas. Importa no entanto que estes efeitos sejam     registados e alvo de avalia&ccedil;&atilde;o cont&iacute;nua de farmacovigil&acirc;ncia e que os     resultados possam ser publicitados tanto nos meios profissionais como para a     popula&ccedil;&atilde;o, consubstanciando o princ&iacute;pio &eacute;tico da verdade, correspondente &agrave;     transmiss&atilde;o de informa&ccedil;&atilde;o ao doente de forma total, livre de preconceitos e de     ju&iacute;zos de valor, e apontando os pontos positivos e os negativos, n&atilde;o esquecendo     os eventuais riscos, de acordo com o estado da arte.</p>       <p>Em Portugal,     o programa de vacina&ccedil;&atilde;o proposto pela DGS inclui recomenda&ccedil;&otilde;es para um conjunto     de 12 vacinas, a que acresce a vacina&ccedil;&atilde;o contra a gripe, e n&atilde;o &eacute; muito diferente     do que se prop&otilde;e nos pa&iacute;ses da Uni&atilde;o Europeia (<a href="/img/revistas/rpmgf/v29n5/29n5a08q1.jpg" target="_blank">quadro I</a>). O Despacho 17067/2011     do Gabinete do Secret&aacute;rio de Estado Adjunto do Ministro da Sa&uacute;de, de 7 de     dezembro de 2011, atualiza o Programa Nacional de Vacina&ccedil;&atilde;o, estabelece o     esquema de vacina&ccedil;&atilde;o universal para Portugal e fixa objetivos m&iacute;nimos para uma     cobertura nacional superior a 95%. A DGS emitiu, em 21/12/2011, uma circular     normativa onde estabelece a operacionaliza&ccedil;&atilde;o do esquema proposto, e defende     que, perante uma recusa, dever&aacute; o pr&oacute;prio ou o seu representante legal assinar     uma declara&ccedil;&atilde;o de recusa que ficar&aacute; arquivada no servi&ccedil;o de vacina&ccedil;&atilde;o,     pressupondo essa possibilidade mas responsabilizando o seu autor na forma     escrita. No entanto a regra geral do ordenamento jur&iacute;dico portugu&ecirc;s &eacute; a oralidade<sup>20</sup> e do ponto de vista formal o cidad&atilde;o n&atilde;o est&aacute; obrigado a assim proceder.</p>       
<p>&nbsp;</p>    <p align="center"><a href="/img/revistas/rpmgf/v29n5/29n5a08q1.jpg" target="_blank"><img src="/img/revistas/rpmgf/v29n5/29n5a08q1.jpg" width="300" height="167"/><br />(clique para ampliar ! click to enlarge)</a></p>    
<p>&nbsp;</p>       <p>Apesar de     alguma controv&eacute;rsia ao longo dos anos, nunca foi entendido pelas sociedades     ocidentais que a imposi&ccedil;&atilde;o das vacinas fosse uma intrus&atilde;o demasiado profunda     nos direitos e garantias dos cidad&atilde;os ou que manchasse o direito constitucional     &agrave; liberdade.<sup>21</sup> Em Portugal, o esquema vacinal proposto poder&aacute; emanar     do direito dos cidad&atilde;os &agrave; prote&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de e o seu cumprimento do dever de a     defender e promover, conforme ao artigo 64.<sup>o</sup> da Constitui&ccedil;&atilde;o da     Rep&uacute;blica. N&atilde;o obstante, &eacute; uma proposta de cumprimento volunt&aacute;rio na medida em     que apenas as vacinas antitet&acirc;nica e antidift&eacute;rica s&atilde;o obrigat&oacute;rias nos termos     do Decreto-Lei n.<sup>o</sup> 44.198, de 20/02/1962, que nunca foi revogado.     Encarar uma recusa &agrave; vacina&ccedil;&atilde;o como uma oportunidade de fazer Educa&ccedil;&atilde;o para a     Sa&uacute;de e de poder moldar o preconceito &agrave; evid&ecirc;ncia do potencial benef&iacute;cio &eacute; uma     atitude mais inclusiva<sup>22</sup> que garantir&aacute; maiores ganhos em sa&uacute;de do     que claudicar no confronto, apondo um modelo de declara&ccedil;&atilde;o para assinar.</p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Conclus&atilde;o</b></p>       <p>A vacina&ccedil;&atilde;o     permite salvar mais vidas e prevenir mais casos de doen&ccedil;a do que qualquer     tratamento m&eacute;dico.<sup>4</sup></p>       <p>&Eacute;     reconhecido ao indiv&iacute;duo ou seu representante legal a possibilidade de     consentir ou recusar qualquer procedimento m&eacute;dico, nomeadamente a vacina&ccedil;&atilde;o,     sendo que esse ato s&oacute; poder&aacute; ser um exerc&iacute;cio dos seus direitos de liberdade e de     autonomia se realizado na posse da informa&ccedil;&atilde;o necess&aacute;ria. Prestar esta     informa&ccedil;&atilde;o &eacute; dever dos servi&ccedil;os de sa&uacute;de nos v&aacute;rios n&iacute;veis da presta&ccedil;&atilde;o de     cuidados, institucional e pessoalmente, disponibilizando material informativo     suficientemente intelig&iacute;vel, promovendo o empoderamento da popula&ccedil;&atilde;o para uma     melhor decis&atilde;o em sa&uacute;de, sendo tamb&eacute;m seu dever averiguar se o indiv&iacute;duo     percebeu a mensagem que foi transmitida.</p>       <p>&Eacute;     reconhecido ao indiv&iacute;duo o dever de defender e promover a sua pr&oacute;pria sa&uacute;de e a     dos outros, criando condi&ccedil;&otilde;es para a melhoria dos n&iacute;veis de sa&uacute;de da sociedade,     nomeadamente atrav&eacute;s do contributo para o estabelecimento de uma imunidade de     grupo que possa levar eventualmente &agrave; erradica&ccedil;&atilde;o de outras doen&ccedil;as, como     aconteceu no passado com a var&iacute;ola.</p>       <p>Os     indiv&iacute;duos ou seus representantes legais podem recusar o ato de vacina&ccedil;&atilde;o,     bastando para tal uma declara&ccedil;&atilde;o da sua vontade livremente assumida, uma vez     que estejam na posse da totalidade da informa&ccedil;&atilde;o que necessitam para a decis&atilde;o,     o que dever&aacute; ficar registado no respetivo processo cl&iacute;nico para cada vacina     exclu&iacute;da.</p>       <p>O respeito     pelo princ&iacute;pio da autonomia n&atilde;o invalida um esfor&ccedil;o acrescido de capacita&ccedil;&atilde;o do     indiv&iacute;duo que recusa a vacina proposta no seu melhor interesse, reconhecendo     que a decis&atilde;o &eacute; revog&aacute;vel a todo o momento sem que tal possa implicar na     qualidade assistencial que &eacute; prestada. A recusa das vacinas antidift&eacute;rica e     antitet&acirc;nica, que se mant&ecirc;m obrigat&oacute;rias para as crian&ccedil;as em Portugal,     configura uma situa&ccedil;&atilde;o especial em que deve ser prestada informa&ccedil;&atilde;o sobre as     consequ&ecirc;ncias legalmente impostas em termos do acesso &agrave;s atividades escolares e     laborais. Nas crian&ccedil;as a recusa vacinal deve ser objeto de profunda reflex&atilde;o     pelos pais ou tutores numa an&aacute;lise cuidada do custo-benef&iacute;cio. Aos profissionais     cabe respeitar a responsabilidade parental que, no entanto, se esgota no limite     da avalia&ccedil;&atilde;o da exist&ecirc;ncia de perigo para a sa&uacute;de da crian&ccedil;a (artigos 1878.<sup>o</sup> e 1918.<sup>o</sup> do C&oacute;digo Civil).<sup>23</sup></p>       <p>Em qualquer     dos casos, a n&atilde;o ades&atilde;o &agrave;s vacinas &eacute; t&atilde;o antiga como a pr&oacute;pria vacina&ccedil;&atilde;o e os     profissionais envolvidos devem encarar cada acontecimento como uma oportunidade     de fazer educa&ccedil;&atilde;o para a sa&uacute;de, com o objetivo de aumentar a capacita&ccedil;&atilde;o da     popula&ccedil;&atilde;o, contribuindo para a melhoria do seu n&iacute;vel de sa&uacute;de.</p>       <p>&nbsp;</p>       <p><b>REFER&Ecirc;NCIAS     BIBLIOGR&Aacute;FICAS</b></p>       <!-- ref --><p>1. Feliciano     J. A vacina&ccedil;&atilde;o e a sua hist&oacute;ria. Cad DGS 2002 Out; 2: 3-7. Dispon&iacute;vel em:     <a href="http://www.dgs.pt/upload/membro.id/ficheiros/i005533.pdf" target="_blank">http://www.dgs.pt/upload/membro.id/ficheiros/i005533.pdf</a> (acedido em     20/10/2012).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000052&pid=S2182-5173201300050000800001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>2. Plotkin     SA. Vaccines: past, present and future. Nat Med 2005 Apr;11 (4 Suppl): S5-11.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000054&pid=S2182-5173201300050000800002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>3. WHO.     Draft global vaccine action plan. Sixty-fifth World Health Assembly, 2012 - 11     May 2012. Report Nr: A65/22. Geneva: WHO; 2012.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000056&pid=S2182-5173201300050000800003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>4. Programa     Nacional de Vacina&ccedil;&atilde;o 2012, Norma DGS 040/2011. Lisboa: DGS; 2011.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000058&pid=S2182-5173201300050000800004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>5. DGS.     Plano Nacional de Vacina&ccedil;&atilde;o - Avalia&ccedil;&atilde;o 2012. Lisboa: DGS; 2013.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000060&pid=S2182-5173201300050000800005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>6. DGS.     Mitos sobre a vacina&ccedil;&atilde;o. Lisboa: DGS; 2012.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000062&pid=S2182-5173201300050000800006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>7. World     Medical Association. Declaration of Geneva. Dispon&iacute;vel em:     <a href="http://www.wma.net/en/30publications/10policies/g1/index.html" target="_blank">http://www.wma.net/en/30publications/10policies/g1/index.html</a> (acedido em     20/10/2012).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000064&pid=S2182-5173201300050000800007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>8. Goodman     C, National Information Center on Health Services Research &amp; Health Care     Technology (U.S.). HTA 101 introduction to health technology assessment.     Bethesda, MD: U.S. National Library of Medicine, National Institutes of Health,     National Information Center on Health Services Research and Health Care     Technology (NICHSR); 2004. Dispon&iacute;vel em:     <a href="http://www.nlm.nih.gov/nichsr/hta101/ta101_c1.html" target="_blank">http://www.nlm.nih.gov/nichsr/hta101/ta101_c1.html</a> (acedido em 20/10/2012).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000066&pid=S2182-5173201300050000800008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>9. National     Center for Immunization and Respiratory Diseases. General recommendations on immunization:     recommendations of the Advisory Committee on Immunization Practices (ACIP).     MMWR Recomm Rep 2011 Jan 28; 60 (2): 1-64.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000068&pid=S2182-5173201300050000800009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>10. National     Advisory Committee on Immunization, Public Health Agency of Canada. Canadian     Immunization Guide. 7th ed. Ottawa: Public Health Agency of Canada - Agence de la     Sant&eacute; Publique du Canada; 2006.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000070&pid=S2182-5173201300050000800010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>11.     Salisbury D, Ramsay M, Noakes K, editors. Immunisation against infectious     disease. 3rd ed. London: TSO; 2006.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000072&pid=S2182-5173201300050000800011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>12.     Nigenda-L&oacute;pez G, Orozco E, Leyva R. Motivos de no vacunacion: un analisis     critico de la literatura internacional, 1950-1990. Rev Saude Publica 1997 Jun;     31 (3): 313-20.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000074&pid=S2182-5173201300050000800012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>13. Porter     D, Porter R. The politics of prevention: anti-vaccinationism and public health     in nineteenth-century England. Med Hist 1988 Jun; 32 (3): 231-52.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000076&pid=S2182-5173201300050000800013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>14. Smits T.     Post-vaccination syndrome. Dispon&iacute;vel em:     <a href="http://www.post-vaccination-syndrome.com" target="_blank">http://www.post-vaccination-syndrome.com</a> (acedido em 20/10/2012).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000078&pid=S2182-5173201300050000800014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref -->.</p>       <p>15. Nasir L.     Reconnoitering the antivaccination web sites: news from the front.J Fam Pract     2000 Aug; 49 (8); 49(8):731-3.</p>       <!-- ref --><p>16. National     Advisory Committee on Immunization. Thimerosal: updated statement. An Advisory     Committee Statement (ACS). Can Commun Dis Rep 2007 Jul 1; 33 (ACS-6):1-13.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000081&pid=S2182-5173201300050000800016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>17.     Robertson J, Griffiths E. WHO guidelines for assuring the quality of DNA     vaccines. Biologicals 1998; 26 (3): 205-12.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000083&pid=S2182-5173201300050000800017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>18.     Arciniega JL, Corbel M, Dellepiane N, Dobbelaer R, Griffiths E, Heron I, et al.     WHO guidelines for the production and control of the acellular pertussis     component of monovalent or combined vaccines. Biologicals 1998 Sep; 26 (3):     195-204.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000085&pid=S2182-5173201300050000800018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>19. Corbel     MJ, Das RG, Lei D, Xing DK, Horiuchi Y, Dobbelaer R, et al. WHO Working Group     on revision of the Manual of Laboratory Methods for Testing DTP Vaccines:     Report of two meetings held on 20-21 July 2006 and 28-30 March 2007, Geneva,     Switzerland. Vaccine 2008 Apr 7; 26 (16): 1913-21.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000087&pid=S2182-5173201300050000800019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>20. Oliveira     G, Pereira AD. Consentimento Informado. Coimbra: Centro de Direito Biom&eacute;dico;     2006.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000089&pid=S2182-5173201300050000800020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>21.     Calandrillo SP. Vanishing vaccinations: why are so many Americans opting out of     vaccinating their children? Univ Mich J Law Reform 2004 Winter; 37 (2):     353-440.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000091&pid=S2182-5173201300050000800021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>22. Schwartz     JL, Caplan AL. Vaccination refusal: ethics, individual rights, and the common     good. Prim care 2011 Dec; 38 (4): 717-28, ix.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000093&pid=S2182-5173201300050000800022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <p>23. Lei n&ordm;.     23/2013, de 5 de Mar&ccedil;o de 2013. Di&aacute;rio da Rep&uacute;blica 1.&ordf; s&eacute;rie - N.&ordm; 45:     1220-35.</p>       <p>&nbsp;</p>      <p><a href="#topc0">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a> | <a href="#topc0">Direcci&oacute;n para correspondencia</a> | <a href="#topc0">Correspondence</a><a name="c0"></a></p>       <p>Paulo Santos</p>       <p>Unidade de     Medicina Geral e Familiar</p>       <p>Departamento     de Ci&ecirc;ncias Sociais e Sa&uacute;de</p>       <p>Faculdade de     Medicina da Universidade do Porto</p>       <p>Alameda     Prof. Hern&acirc;ni Monteiro</p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p>4200-319     Porto</p>       <p>Portugal</p>       <p><a href="mailto:psantosdr@med.up.pt">psantosdr@med.up.pt</a></p>       <p>&nbsp;</p>       <p><b>Conflito   de interesses</b></p>       <p>Os autores     declaram n&atilde;o ter conflito de interesses.</p>       <p>&nbsp;</p>       <p><b>Recebido em 03/08/2013</b></p>       <p><b>Aceite para publica&ccedil;&atilde;o em 12/10/2013</b></p>       <p>&nbsp;</p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p><i>Artigo escrito ao abrigo do novo acordo     ortogr&aacute;fico.</i></p>      ]]></body><back>
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