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<journal-title><![CDATA[Revista Portuguesa de Medicina Geral e Familiar]]></journal-title>
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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Prevalência e impacto da incontinência urinária na qualidade de vida da mulher]]></article-title>
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<self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S2182-51732013000600004&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_abstract&amp;pid=S2182-51732013000600004&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_pdf&amp;pid=S2182-51732013000600004&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><abstract abstract-type="short" xml:lang="pt"><p><![CDATA[Objetivos: A incontinência urinária é um problema de saúde com repercussões multidimensionais que interferem negativamente na qualidade de vida das mulheres. É frequentemente subdiagnosticada e não tratada. Neste sentido, pretende-se determinar a prevalência da incontinência urinária, avaliar o impacto desta patologia na qualidade de vida e a sua eventual associação com fatores epidemiológicos. Tipo de Estudo: transversal analítico. Local: unidades funcionais onde trabalham os autores. População: amostra de 1.918 mulheres com mais de 40 anos. Métodos: As variáveis estudadas foram: idade, estado civil, escolaridade, índice de massa corporal, número de filhos, tipo de incontinência, duração, referência do problema ao médico e sua orientação. O impacto na qualidade de vida foi avaliado através do questionário CONTILIFE©. A análise estatística foi realizada pelo programa SPSS 20.0®. Usaram-se como testes paramétricos o teste t Student e a correlação de Pearson e como teste não paramétrico o método de Spearman. Adotou-se um nível de significância estatística de p = 0,05. Resultados: Das 1.291 mulheres inquiridas (idade média 60 anos), 23% tinham incontinência e a sua qualidade de vida global foi diminuída para 6,7 (em 10). O impacto na qualidade de vida aumenta (p = 0,05) com o índice de massa corporal e com o número de partos. Das 38% mulheres com incontinência que abordaram esta questão com o seu médico de família (MF), 66% tiveram uma orientação (farmacológica ou outra, como referenciação). A abordagem do problema com o MF associou-se de forma direta às mulheres com maior impacto negativo (p < 0,001) na qualidade de vida. Conclusão: Este estudo demonstra que, embora tendo uma prevalência elevada e com forte impacto na qualidade de vida, apenas cerca de 1/3 das mulheres com incontinência urinária aborda esta problemática com o seu médico, sendo que 2/3 obtêm uma orientação - farmacológica ou outra como referenciação.]]></p></abstract>
<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Objectives: Urinary incontinence is a health problem with many negative effects on the quality of life of women. It is often under-diagnosed and untreated. This is a study of the prevalence of urinary incontinence, its impact on quality of life, and its association with demographic factors. Study Design: analytical cross-sectional Setting: The family health units of the authors Participants: A sample of 1918 women over age 40 Methods: The variables studied were age, marital status, education, body mass index, number of children, type of incontinence, duration, referral the problem to the doctor and treatment. The impact on quality of life was assessed using the CONTILIFE© questionnaire. The level of significance was set at p = 0.05. Results: Of the 1291 women responding (mean age 60 years), 23% had urinary incontinence. Their quality of life score was 6.7 points out of a possible 10. The impact on quality of life increases (p = 0.05) with illiteracy, body mass index, and the number of births. 38% of women with urinary incontinence have addressed this issue with their doctor. 66% received either drug treatment or referral. Reporting the problem to the family doctor was associated with greater impact of incontinence on quality of life. (p<0.001) Conclusions: This study found a high prevalence of urinary incontinence in this population with significant impact on quality of life. Only one third of women with urinary incontinence addressed this problem with their doctor and two thirds of these women received drug treatment or referral.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Incontinência Urinária]]></kwd>
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<kwd lng="en"><![CDATA[Quality of Life]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><b>ESTUDOS ORIGINAIS</b></p>       <p><font size="4"><b>Preval&ecirc;ncia e impacto da incontin&ecirc;ncia     urin&aacute;ria na qualidade de vida da mulher</b></font></p>       <p><font size="3"><b>Prevalence   and impact of female urinary incontinence on quality of life</b></font></p>       <p><b>Ana Isabel Silva,<sup>1</sup> Carla     Almeida,<sup>2</sup> H&eacute;lder Aguiar,<sup>3</sup> Margarida Neves,<sup>4</sup> Maria Jo&atilde;o Teles<sup>5</sup></b></p>        <p><sup>1</sup>Interna de MGF, USF Nova Salus, </p>     <p><sup>2</sup>Interna de MGF, USF Fam&iacute;lias,</p>     <p> <sup>3</sup>Interno de MGF, USF Vale do Vouga,</p>     <p> <sup>4</sup>Interna de MGF, USF Cal&acirc;mbriga, </p>     <p><sup>5</sup>Interna de MGF, USF Cam&eacute;lias.</p>       <p><a href="#c0">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a> | <a href="#c0">Direcci&oacute;n para correspondencia</a> | <a href="#c0">Correspondence</a><a name="topc0"></a></p> <hr/>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><b>RESUMO</b></p>       <p><b>Objetivos:</b> A incontin&ecirc;ncia urin&aacute;ria &eacute;     um problema de sa&uacute;de com repercuss&otilde;es multidimensionais que interferem     negativamente na qualidade de vida das mulheres. &Eacute; frequentemente     subdiagnosticada e n&atilde;o tratada. Neste sentido, pretende-se determinar a     preval&ecirc;ncia da incontin&ecirc;ncia urin&aacute;ria, avaliar o impacto desta patologia na     qualidade de vida e a sua eventual associa&ccedil;&atilde;o com fatores epidemiol&oacute;gicos.</p>       <p><b>Tipo de Estudo:</b> transversal anal&iacute;tico.</p>       <p><b>Local:</b> unidades funcionais onde     trabalham os autores.</p>       <p><b>Popula&ccedil;&atilde;o:</b> amostra de 1.918 mulheres     com mais de 40 anos.</p>        <p><b>M&eacute;todos</b>: As vari&aacute;veis estudadas foram: idade, estado civil,    escolaridade, &iacute;ndice de massa corporal, n&uacute;mero de filhos, tipo    de incontin&ecirc;ncia, dura&ccedil;&atilde;o, refer&ecirc;ncia do problema    ao m&eacute;dico e sua orienta&ccedil;&atilde;o. O impacto na qualidade de vida    foi avaliado atrav&eacute;s do question&aacute;rio CONTILIFE&copy;. A an&aacute;lise    estat&iacute;stica foi realizada pelo programa SPSS 20.0<sup>&reg;</sup>. Usaram-se    como testes param&eacute;tricos o teste t <i>Student</i> e a correla&ccedil;&atilde;o    de <i>Pearson</i> e como teste n&atilde;o param&eacute;trico o m&eacute;todo    de <i>Spearman.</i> Adotou-se um n&iacute;vel de signific&acirc;ncia estat&iacute;stica    de <i>p</i> &#8804; 0,05.</p>       <p><b>Resultados:</b> Das 1.291 mulheres     inquiridas (idade m&eacute;dia 60 anos), 23% tinham incontin&ecirc;ncia e a sua qualidade de     vida global foi diminu&iacute;da para 6,7 (em 10). O impacto na qualidade de vida     aumenta (<i>p</i> &#8804; 0,05) com o &iacute;ndice     de massa corporal e com o n&uacute;mero de partos. Das 38% mulheres com incontin&ecirc;ncia     que abordaram esta quest&atilde;o com o seu m&eacute;dico de fam&iacute;lia (MF), 66% tiveram uma     orienta&ccedil;&atilde;o (farmacol&oacute;gica ou outra, como referencia&ccedil;&atilde;o). A abordagem do     problema com o MF associou-se de forma direta &agrave;s mulheres com maior impacto     negativo (<i>p</i> &lt; 0,001) na qualidade     de vida.</p>       <p><b>Conclus&atilde;o:</b> Este estudo demonstra que,     embora tendo uma preval&ecirc;ncia elevada e com forte impacto na qualidade de vida,     apenas cerca de 1/3 das mulheres com incontin&ecirc;ncia urin&aacute;ria aborda esta problem&aacute;tica     com o seu m&eacute;dico, sendo que 2/3 obt&ecirc;m uma orienta&ccedil;&atilde;o &#8211; farmacol&oacute;gica ou     outra como referencia&ccedil;&atilde;o.</p>       <p><b>Palavras-chave:</b> Incontin&ecirc;ncia Urin&aacute;ria;     Mulher; Qualidade de Vida.</p>   <hr/>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>    <p><b>ABSTRACT</b></p>       <p><b>Objectives:</b> Urinary incontinence is a     health problem with many negative effects on the quality of life of women. It     is often under-diagnosed and untreated. This is a study of the prevalence of     urinary incontinence, its impact on quality of life, and its association with     demographic factors.</p>       <p><b>Study Design:</b> analytical     cross-sectional</p>       <p><b>Setting:</b> The family health units of the     authors</p>       <p><b>Participants:</b> A sample of 1918 women     over age 40</p>       <p><b>Methods:</b> The variables studied were     age, marital status, education, body mass index, number of children, type of     incontinence, duration, referral the problem to the doctor and treatment. The     impact on quality of life was assessed using the CONTILIFE&copy; questionnaire. The     level of significance was set at p &#8804; 0.05.</p>       <p><b>Results:</b> Of the 1291 women responding     (mean age 60 years), 23% had urinary incontinence. Their quality of life score     was 6.7 points out of a possible 10. The impact on quality of life increases (p     &#8804; 0.05) with illiteracy, body mass index, and the number of births. 38%     of women with urinary incontinence have addressed this issue with their doctor.     66% received either drug treatment or referral. Reporting the problem to the     family doctor was associated with greater impact of incontinence on quality of     life. (p&lt;0.001)</p>       <p><b>Conclusions:</b> This study found a high     prevalence of urinary incontinence in this population with significant impact     on quality of life. Only one third of women with urinary incontinence addressed     this problem with their doctor and two thirds of these women received drug treatment     or referral.</p>       <p><b>Keywords:</b> Urinary Incontinence; Women;     Quality of Life.</p>  <hr/>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>       <p><b>Introdu&ccedil;&atilde;o</b></p>       <p>A defini&ccedil;&atilde;o     de incontin&ecirc;ncia urin&aacute;ria (IU) como qualquer perda involunt&aacute;ria de urina (no     &uacute;ltimo ano ou m&ecirc;s) foi introduzida pela <i>Internacional     Continence Society,</i> com o intuito de uniformizar os estudos     epidemiol&oacute;gicos, atendendo a que at&eacute; ent&atilde;o o conceito de IU era vari&aacute;vel e     dependente das diferentes culturas, pa&iacute;ses, estilos de vida, g&eacute;nero e idade.<sup>1,2</sup></p>       <p>A IU &eacute; mais     frequente em mulheres que em homens e aumenta com a idade e a sua preval&ecirc;ncia     na popula&ccedil;&atilde;o feminina, de acordo com os diversos estudos existentes, &eacute; muito     vari&aacute;vel (5-69%).<sup>3,4,5</sup> Essa variabilidade ocorre devido &agrave; escolha da     amostra, em fun&ccedil;&atilde;o da idade, g&eacute;nero, n&iacute;vel cultural, gravidade da doen&ccedil;a, tipo     de IU e sua baixa notifica&ccedil;&atilde;o.</p>       <p>Segundo     alguns investigadores, a IU constitui um problema de sa&uacute;de que pode ter     repercuss&otilde;es f&iacute;sicas, socioecon&oacute;micas e psicol&oacute;gicas consider&aacute;veis.<sup>5-9</sup></p>       <p>Assim, nos     &uacute;ltimos anos, tem havido um crescente desenvolvimento de estudos que se     baseiam, n&atilde;o apenas nos sintomas da IU, mas essencialmente, na sua     interfer&ecirc;ncia na qualidade de vida (QdV) das mulheres.<sup>7</sup> De modo a     determinar esse impacto, foram desenvolvidos v&aacute;rios instrumentos de avalia&ccedil;&atilde;o     de QdV em mulheres com IU.<sup>7,10,11</sup> Tanto quanto os investigadores     sabem, a n&iacute;vel nacional, n&atilde;o existe ainda nenhum estudo sobre o impacto da QV     em mulheres, que conste em alguma publica&ccedil;&atilde;o indexada.</p>       <p>Apesar do     impacto da IU na vida das mulheres ser substancial, assim como a sobrecarga     econ&oacute;mica imposta &agrave; sociedade, continua a ser um problema pouco reconhecido e     tratado.<sup>12,13</sup> Por um lado, a maioria das doentes n&atilde;o procura ajuda     m&eacute;dica por vergonha, medo da cirurgia, pela ideia err&oacute;nea de que se trata de um     problema intrat&aacute;vel e &eacute; uma inevit&aacute;vel consequ&ecirc;ncia do envelhecimento ou da     hist&oacute;ria de partos vaginais pr&eacute;vios ou pela ideia que a IU pode precipitar a     sua institucionaliza&ccedil;&atilde;o.<sup>5,9,11</sup></p>       <p>Por outro     lado, os pr&oacute;prios profissionais de sa&uacute;de contribuem de igual forma para o     subdiagn&oacute;stico e subtratamento. De facto, a Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial de Sa&uacute;de chamou     &agrave; IU &laquo;o derradeiro tabu m&eacute;dico&raquo;. Os fatores que contribuem para isto s&atilde;o: medo     de invas&atilde;o da privacidade e dignidade da paciente, ao questionar esta     problem&aacute;tica; d&eacute;fice de forma&ccedil;&atilde;o e informa&ccedil;&atilde;o acerca do diagn&oacute;stico e     tratamentos dispon&iacute;veis; falsa premissa de que os tratamentos s&atilde;o f&uacute;teis e     dependentes de fatores psicol&oacute;gicos da pr&oacute;pria utente; receio dos efeitos     laterais das op&ccedil;&otilde;es terap&ecirc;uticas; IU encarada como uma consequ&ecirc;ncia inevit&aacute;vel     da idade.<sup>6,9</sup></p>       <p>Este     trabalho de investiga&ccedil;&atilde;o tem como objetivos prim&aacute;rios: avaliar, numa popula&ccedil;&atilde;o     portuguesa essencialmente urbana de mulheres com idade superior a 40 anos, a     preval&ecirc;ncia da IU e o seu impacto na QdV; como objetivos secund&aacute;rios, os     autores pretendem correlacionar o impacto da IU na QdV com fatores     sociodemogr&aacute;ficos, com o tipo de IU, com a refer&ecirc;ncia da IU como problema de     sa&uacute;de ao m&eacute;dico de fam&iacute;lia (MF) e com o estabelecimento de orienta&ccedil;&atilde;o para o     tratamento da IU.</p>       <p><b>M&eacute;todos</b></p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Trata-se de     um estudo observacional, transversal e anal&iacute;tico que decorreu entre julho de     2011 e setembro de 2012, nos locais de trabalho dos seus investigadores:     Unidade de Sa&uacute;de Familiar (USF) Cam&eacute;lias e Nova Salus [Agrupamentos de Centros     de Sa&uacute;de (ACeS) Grande Porto VII], USF Fam&iacute;lias (ACeS Entre Douro e Vouga I) e     USF Cal&acirc;mbriga e Vale do Vouga (ACeS Entre Douro e Vouga II).</p>       <p>A popula&ccedil;&atilde;o     do estudo incluiu mulheres com idade igual ou superior a 40 anos, inscritas e     com MF nas USF que constituem local de trabalho dos investigadores.</p>       <p>Os crit&eacute;rios     de exclus&atilde;o considerados pelos autores s&atilde;o: aus&ecirc;ncia de contacto telef&oacute;nico     v&aacute;lido no sistema inform&aacute;tico SINUS; doen&ccedil;as neuropsiqui&aacute;tricas que comprometam     a capacidade cognitiva, codificadas no sistema inform&aacute;tico SAM, de acordo com a     ICPC-2 <i>(International Classification of     Primary Care)</i> - c&oacute;digos: P70 (Dem&ecirc;ncia); P71 (Psicose org&acirc;nica); P72     (Esquizofrenia); P98 (Psicose n&atilde;o especificada); P99 (Perturba&ccedil;&atilde;o psicol&oacute;gica,     outra); N80 (Les&atilde;o craniana); N85 (Malforma&ccedil;&atilde;o cong&eacute;nita neurol&oacute;gica);     institucionalizadas, internadas ou acamadas aquando do momento da sele&ccedil;&atilde;o;     algaliadas cronicamente; gr&aacute;vidas, no momento da sele&ccedil;&atilde;o ou no ano anterior;     emigradas; falecidas ou que n&atilde;o falassem ou entendessem a l&iacute;ngua portuguesa.</p>       <p>O tamanho     amostral foi determinado atrav&eacute;s do programa Epi Info<sup>TM</sup> 3.5.2,     considerando-se uma preval&ecirc;ncia de IU esperada de 30%, com um n&iacute;vel de precis&atilde;o     de 5%, um intervalo de confian&ccedil;a de 95% e uma taxa de n&atilde;o resposta de 30%. A     preval&ecirc;ncia de IU esperada foi baseada num estudo de preval&ecirc;ncia realizado em     Portugal a n&iacute;vel dos Cuidados de Sa&uacute;de Prim&aacute;rios (CSP).<sup>24</sup> Assim,     para uma popula&ccedil;&atilde;o de 18.968, foi obtida uma amostra de 1.918 mulheres.</p>       <p>Para a     sele&ccedil;&atilde;o da amostra recorreu-se a uma t&eacute;cnica de amostragem aleatorizada de     forma simples sem reposi&ccedil;&atilde;o atrav&eacute;s do programa inform&aacute;tico RANDOM.ORG&reg;,     dispon&iacute;vel no s&iacute;tio de internet <a href="http://www.random.org" target="_blank">http://www.random.org</a>.</p>       <p>Ap&oacute;s     sele&ccedil;&atilde;o, todas as utentes foram contactadas telefonicamente e, ap&oacute;s uma breve     apresenta&ccedil;&atilde;o e contextualiza&ccedil;&atilde;o, foi colocada a seguinte quest&atilde;o: <i>&laquo;A senhora teve alguma perda involunt&aacute;ria de     urina (ou seja, sem o seu controlo), no &uacute;ltimo m&ecirc;s?&raquo;.</i> Em caso de resposta     afirmativa, a mulher foi convidada a se deslocar &agrave; sua USF, onde posteriormente     assinou o consentimento informado e onde lhe foi aplicado um question&aacute;rio,     presencialmente. O processo de sele&ccedil;&atilde;o da amostragem encontra-se discriminado na <a href="#f1">Figura 1</a>.</p>       <p>&nbsp;</p>    <p align="center"><a name="f1"></a><img src="/img/revistas/rpmgf/v29n6/29n6a04f1.jpg"/></p>    
<p>&nbsp;</p>       <p>A defini&ccedil;&atilde;o     e classifica&ccedil;&atilde;o da IU adotadas foram as mesmas descritas pela <i>International Continence Society,</i> em que     a IU equivale a &laquo;qualquer perda involunt&aacute;ria de urina, no &uacute;ltimo m&ecirc;s&raquo;. Assim     foi considerado pelos autores este limite de um m&ecirc;s para uma maior objetiva&ccedil;&atilde;o     temporal.<sup>1</sup> Enquanto, a IU de esfor&ccedil;o correspondia aos casos com     resposta afirmativa &agrave; quest&atilde;o &laquo;A perda de urina aconteceu sem vontade de urinar     e quando fazia algum esfor&ccedil;o, como por exemplo caminhar, tossir, rir, fazer a     cama?&raquo;, perante uma IU de urg&ecirc;ncia/imperiosidade foi dada uma resposta     afirmativa &agrave; pergunta &laquo;A perda de urina aconteceu quando teve vontade repentina     de urinar?&raquo; e nos casos de IU mista foi dada resposta afirmativa a ambas as     premissas anteriores.<sup>14</sup></p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p>As vari&aacute;veis     independentes estudadas foram: idade, escolaridade, estado civil, &iacute;ndice de     massa corporal (IMC), paridade, tipo e tempo de IU e abordagem da IU com e pelo     MF.</p>       <p>A refer&ecirc;ncia     da IU ao MF como um problema de sa&uacute;de correspondia &agrave; resposta &agrave; pergunta     &laquo;Alguma vez falou com o seu m&eacute;dico de fam&iacute;lia sobre a perda de urina?&raquo;,     enquanto o estabelecimento de orienta&ccedil;&atilde;o para o tratamento da IU dizia respeito     &agrave; perce&ccedil;&atilde;o do doente de ter recebido de alguma orienta&ccedil;&atilde;o espec&iacute;fica para o     tratamento, incluindo: exerc&iacute;cios do pavimento p&eacute;lvico, tratamento     farmacol&oacute;gico, referencia&ccedil;&atilde;o a consulta de especialidade ou referencia&ccedil;&atilde;o a     tratamento de fisioterapia.</p>       <p>A vari&aacute;vel     dependente estudada, o impacto da IU na QdV, foi obtida atrav&eacute;s do question&aacute;rio     CONTILIFE&copy;, <i>Questionnaire d’&eacute;valuation de     la Qualit&eacute; de Vie li&eacute;e &agrave; l’incontinence urinaire de la femme”.</i><sup>15</sup> Este foi constru&iacute;do com a finalidade de avaliar o impacto da IU na QdV das     mulheres e permite a sua quantifica&ccedil;&atilde;o tendo em conta 6 dimens&otilde;es distintas:     atividades quotidianas, situa&ccedil;&otilde;es de esfor&ccedil;o, autoimagem, impacto emocional, sexualidade     e qualidade de vida em geral. &Eacute; um instrumento adaptado e validado para a     popula&ccedil;&atilde;o portuguesa e consiste em 28 itens, com uma escala de <i>Likert</i> de cinco ou seis pontos.<sup>15</sup> Para cada quest&atilde;o existem cinco ou seis op&ccedil;&otilde;es de respostas poss&iacute;veis, que nalguns     itens se relacionam com indicadores de frequ&ecirc;ncia (nunca, raramente, por vezes,     frequentemente e sempre) e noutros com indicadores de intensidade (n&atilde;o, pouco,     moderadamente, muito e muit&iacute;ssimo). A an&aacute;lise dos dados foi efetuada calculando     um <i>score</i> por dimens&atilde;o e um <i>score</i> global, de acordo com as normas do     respetivo question&aacute;rio. O <i>score</i> obtido &eacute; diretamente proporcional &agrave; QdV.<sup>15</sup></p>       <p>Assim, o     question&aacute;rio aplicado (<a href="#a1">anexo I</a><a name="topa1"></a>) consistiu numa primeira parte efetuada pelos     autores com o objetivo de colher as vari&aacute;veis j&aacute; descritas e numa segunda parte     constitu&iacute;da pelo CONTILIFE&copy;.</p>        <p>A an&aacute;lise     estat&iacute;stica descritiva e inferencial foi realizada pelo programa SPSS 20.0&reg;,     onde se determinou a normalidade da distribui&ccedil;&atilde;o da amostra pelo teste <i>Kolmogorov-Smirnov</i> e a homogeneidade de     vari&acirc;ncias pelo teste de <i>Levene.</i> Perante uma distribui&ccedil;&atilde;o normal dos dados, os testes param&eacute;tricos usados foram     o coeficiente de correla&ccedil;&atilde;o de <i>Pearson</i> para estudo da associa&ccedil;&atilde;o linear entre vari&aacute;veis e o teste t <i>Student</i> para compara&ccedil;&atilde;o de m&eacute;dia entre     dois grupos. O m&eacute;todo n&atilde;o param&eacute;trico utilizado foi o de <i>Spearman.</i> Adotou-se um n&iacute;vel de signific&acirc;ncia para um <i>p</i> &#8804; 0,05.</p>       <p>O protocolo     deste trabalho foi aprovado pelos ACeS envolvidos e pela Comiss&atilde;o de &Eacute;tica para     a Sa&uacute;de da Administra&ccedil;&atilde;o Regional de Sa&uacute;de do Norte (Parecer n&ordm; 11/2012, de 3     de julho de 2012).</p>       <p><b>Resultados</b></p>       <p>Da amostra     de 1.918 mulheres, 587 foram exclu&iacute;das por aplica&ccedil;&atilde;o dos respetivos crit&eacute;rios e     40 recusaram participar quando foram contactadas por telefone (taxa de resposta     de 97%). Das 1.291 que concordaram participar, 301 afirmaram terem tido pelo     menos uma perda de urina involunt&aacute;ria no &uacute;ltimo m&ecirc;s, sendo a preval&ecirc;ncia de IU     nas mulheres inquiridas de 23,3% (95% IC 22,6-24,0%). Destas 301 mulheres     com IU, 88 (29,2%) n&atilde;o compareceram na unidade funcional para responder ao     question&aacute;rio na data prevista, concluindo o estudo 213 mulheres com IU (<a href="#f1">Figura 1</a>).</p>       <p>A idade     m&eacute;dia das mulheres com IU inquiridas foi de 59,6 (<i>DP</i> &plusmn; 1,60) anos, 69,0% (147) era casada e 77,5% (165) tiveram entre     1 a 3 filhos. Quanto ao n&iacute;vel educacional, 48,4% (103) tinham o primeiro ciclo     completo. Na amostra em estudo, o IMC m&eacute;dio foi de 28,7 (<i>DP</i> &plusmn; 0,82). Em 84,0% das inquiridas, foi demonstrado terem IU h&aacute;     mais de um ano, sendo que o tipo de IU, na grande maioria (81,6%), &eacute; mista ou     de esfor&ccedil;o. As caracter&iacute;sticas das mulheres inquiridas est&atilde;o descritas no <a href="#q1">Quadro I</a>.</p>       <p>&nbsp;</p>    ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="center"><a name="q1"></a><img src="/img/revistas/rpmgf/v29n6/29n6a04q1.jpg"/></p>    
<p>&nbsp;</p>       <p>Segundo as     mulheres, a IU interferiu de forma moderada na QdV global (avaliada pelo score     total), com um resultado m&eacute;dio de 6,7 em 10. Em m&eacute;dia, os dom&iacute;nios mais     afetados foram as situa&ccedil;&otilde;es de esfor&ccedil;o (6,2 em 10), auto-imagem (6,2 em 10) e     impacto emocional (5.9 em 10). Para todas as &aacute;reas avaliadas pelo CONTILIFE&copy;,     pelo menos 71,8% das mulheres admite que a IU interfere moderadamente ou mais     na sua QdV. A autoimagem &eacute; a &aacute;rea onde existe um maior impacto &#8211; 96,7%     das mulheres mencionam um impacto moderado ou superior.</p>       <p>O impacto na     QdV &eacute; independente do tipo de IU para a QdV em geral e nos restantes dom&iacute;nios,     exceto para a dimens&atilde;o &laquo;situa&ccedil;&otilde;es de esfor&ccedil;o&raquo;, em que a QdV &eacute; menor na IU de     esfor&ccedil;o (5,56 &plusmn; 0,46 IC 95%, <i>versus</i> 8,46 &plusmn; 0,58 IC 95% na IU de urg&ecirc;ncia). Por sua vez, a QdV na dimens&atilde;o     &laquo;atividades di&aacute;rias&raquo; &eacute; menor na IU de urg&ecirc;ncia (6,95 &plusmn; 0,70 IC 95%, <i>versus</i> 7,71 &plusmn; 0,38 IC 95% na IU de     esfor&ccedil;o). Estas diferen&ccedil;as encontradas s&atilde;o estatisticamente significativas (<i>p</i> &lt; 0,05) - <a href="#q2">Quadro II</a>.</p>        <p>&nbsp;</p>    <p align="center"><a name="q2"></a><img src="/img/revistas/rpmgf/v29n6/29n6a04q2.jpg"/></p>    
<p>&nbsp;</p>       <p>Relativamente     &agrave; correla&ccedil;&atilde;o das restantes vari&aacute;veis estudadas com o impacto na QdV, os <a href="#q3">Quadro III</a> e <a href="#q4">IV</a> sumariam os resultados encontrados. No que diz respeito &agrave; vari&aacute;vel     idade, embora a n&iacute;vel do <i>score</i> total     n&atilde;o haja diferen&ccedil;as significativas, na avalia&ccedil;&atilde;o isolada das dimens&otilde;es do     CONTILIFE&copy; foi encontrada uma rela&ccedil;&atilde;o direta t&eacute;nue (15%), estatisticamente     significativa (<i>p</i> = 0, 29), entre     idade e QdV na dimens&atilde;o &laquo;situa&ccedil;&otilde;es de esfor&ccedil;o&raquo;. De igual forma, h&aacute; uma rela&ccedil;&atilde;o     direta discreta (de 23%), estatisticamente significativa (<i>p</i> = 0,001), entre idade e QdV na dimens&atilde;o &laquo;sexualidade&raquo;. Assim     sendo, a idade associou-se a um impacto negativo na QdV, no que diz respeito &agrave;s     situa&ccedil;&otilde;es de esfor&ccedil;o e &agrave; sexualidade.</p>       <p>&nbsp;</p>    <p align="center"><a name="q3"></a><img src="/img/revistas/rpmgf/v29n6/29n6a04q3.jpg"/></p>    
]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>    <p align="center"><a name="q4"></a><img src="/img/revistas/rpmgf/v29n6/29n6a04q4.jpg"/></p>    
<p>&nbsp;</p>       <p>A     escolaridade n&atilde;o se associa a impacto significativo na QdV total nesta amostra     (p = 0,06). No entanto, foi identificada uma associa&ccedil;&atilde;osignificativa negativa     entre a escolaridade e a dimens&atilde;o &laquo;atividades di&aacute;rias&raquo; (<i>p</i> &lt; 0,001), ou seja, quanto maior a escolaridade, menor a QdV     neste dom&iacute;nio.</p>       <p>A QdV da     mulher com IU depende inversamente do IMC (<i>p</i> = 0,038), ou seja, quanto maior o IMC, menor a QdV, sendo esta observa&ccedil;&atilde;o     sobretudo na dimens&atilde;o &laquo;atividades di&aacute;rias&raquo; (<i>p</i> = 0,004).</p>       <p>Quanto ao     estado civil e &agrave; dura&ccedil;&atilde;o da IU, n&atilde;o foi encontrada associa&ccedil;&atilde;o estatisticamente     significativa com a QdV, quer pelo <i>score</i> total quer em qualquer das dimens&otilde;es estudadas.</p>       <p>Ter filhos     associou-se de forma negativa &agrave; QdV total em compara&ccedil;&atilde;o com as mulheres que     nunca tiveram filhos, de forma estatisticamente significativa (<i>p</i> = 0,021), com maior express&atilde;o a n&iacute;vel     das dimens&otilde;es &laquo;situa&ccedil;&otilde;es de esfor&ccedil;o&raquo; (<i>p</i> = 0,004) e &laquo;sexualidade&raquo; (<i>p</i> &lt;     0,001).</p>       <p>Das 37,6% de     mulheres com IU que abordaram a quest&atilde;o da IU com o seu MF, 63,8% teve uma     orienta&ccedil;&atilde;o. O impacto da IU na QdV associou-se a diferen&ccedil;as estatisticamente     significativas na refer&ecirc;ncia deste problema de sa&uacute;de ao MF. As mulheres que     abordaram as perdas de urina com o MF tinham, em m&eacute;dia, menor QdV total e em     todas as dimens&otilde;es estudadas (<i>p</i> &lt;     0,05).</p>       <p>Relativamente     &agrave; exist&ecirc;ncia ou n&atilde;o de orienta&ccedil;&atilde;o para o problema da IU, n&atilde;o foi encontrada     nenhuma rela&ccedil;&atilde;o com signific&acirc;ncia estat&iacute;stica em qualquer dos dom&iacute;nios     estudados ou pelo score total.</p>       <p><b>Discuss&atilde;o</b></p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Este estudo     identificou uma preval&ecirc;ncia de IU na popula&ccedil;&atilde;o portuguesa de 23,3%, numa     amostra de 1.291 mulheres e foi, tanto quanto sabemos, o primeiro estudo     nacional que avaliou o impacto desta patologia na QdV atrav&eacute;s de uma escala     validada para a popula&ccedil;&atilde;o portuguesa. De uma forma global, as mulheres     inquiridas tiveram um preju&iacute;zo significativo na sua QdV total (6,7 em 10),     referindo impacto nas suas v&aacute;rias dimens&otilde;es, incluindo sexualidade (8,5 em 10),     autoimagem (6,2 em 10) e impacto emocional (5,9 em 10).</p>       <p>Este estudo     n&atilde;o limitou a amostragem &agrave;s mulheres frequentadoras dos CSP, mas antes a todas     as mulheres inscritas neste n&iacute;vel de cuidados de sa&uacute;de. No que diz respeito &agrave;     preval&ecirc;ncia de IU, foi poss&iacute;vel obter uma taxa de resposta significativa (taxa     de n&atilde;o resposta de cerca de 3%).</p>       <p>Um dos     fatores que influencia a preval&ecirc;ncia de IU &eacute; a idade das mulheres inclu&iacute;das nos     estudos. Escolhemos este grupo et&aacute;rio (40 anos ou mais) uma vez que as     refer&ecirc;ncias bibliogr&aacute;ficas analisadas apresentam os 40 anos como o ponto limiar     a partir do qual a preval&ecirc;ncia de IU aumenta exponencialmente.<sup>3,14-16</sup></p>       <p>Outro aspeto     a ter em conta na preval&ecirc;ncia da IU &eacute; a sua pr&oacute;pria defini&ccedil;&atilde;o e a validade do     instrumento de recolha dos dados. Como j&aacute; foi mencionado, a <i>International Continence Society</i> criou     uma defini&ccedil;&atilde;o para ser usada nos estudos epidemiol&oacute;gicos, que foi aquela     adotada pelos autores. Existem question&aacute;rios validados para v&aacute;rias popula&ccedil;&otilde;es     que permitem a defini&ccedil;&atilde;o e classifica&ccedil;&atilde;o da IU. No entanto, para a popula&ccedil;&atilde;o     portuguesa ainda nenhum question&aacute;rio foi validado. Embora existam v&aacute;rios     question&aacute;rios traduzidos na l&iacute;ngua portuguesa, est&atilde;o apenas validados para a     popula&ccedil;&atilde;o brasileira. Foi por este motivo que os autores preferiram construir     as perguntas que iriam determinar a classifica&ccedil;&atilde;o de IU, embora isso possa     constituir uma limita&ccedil;&atilde;o do estudo. Estas perguntas foram baseadas no estudo de <i>Sandvik</i> de 1995 e no estudo EPICONT     de 2003.14,19 De acordo com a <i>International     Continence Society,</i> a estimativa da preval&ecirc;ncia para cada tipo de IU &eacute;     sens&iacute;vel &agrave; resposta de quest&otilde;es que cont&ecirc;m a defini&ccedil;&atilde;o de IU de esfor&ccedil;o e de     urg&ecirc;ncia; de facto, os autores n&atilde;o encontraram um valor espec&iacute;fico de     sensibilidade/especificidade para esta pergunta, por&eacute;m a mesma foi usada nos     dois estudos de preval&ecirc;ncia de IU em Portugal.<sup>24,25</sup> Sabe-se tamb&eacute;m     que a pr&oacute;pria metodologia de obten&ccedil;&atilde;o dos dados pode influenciar a preval&ecirc;ncia,     nomeadamente, atrav&eacute;s da alus&atilde;o &agrave; patologia na introdu&ccedil;&atilde;o ao estudo e se a     resposta aos question&aacute;rios &eacute; feita por entrevista, via telef&oacute;nica ou por     autopreenchimento.<sup>20,21</sup> No presente estudo, a quest&atilde;o usada para a     determina&ccedil;&atilde;o da preval&ecirc;ncia foi feita telefonicamente, o que pode condicionar,     de facto, uma menor preval&ecirc;ncia de IU, &agrave; luz destas fontes bibliogr&aacute;ficas.     Por&eacute;m, a introdu&ccedil;&atilde;o efetuada aquando do telefonema n&atilde;o mencionava o nome da     patologia que estava a ser estudada.</p>       <p>Quando     comparado com outros estudos, as taxas de preval&ecirc;ncia de IU encontradas s&atilde;o     muito variadas (5-69%) por diversos motivos, nomeadamente pelo m&eacute;todo de     amostragem, pela idade das mulheres inclu&iacute;das nos estudos, pela metodologia e     ferramentas usadas para obten&ccedil;&atilde;o dos dados, pela pr&oacute;pria defini&ccedil;&atilde;o de IU e dos     seus subtipos, bem como a inclus&atilde;o ou n&atilde;o do grau de severidade da IU.<sup>3-5,16-18</sup></p>       <p>Comparativamente     a estudos europeus que usaram como amostra mulheres com mais de 40 anos de     idade, existem v&aacute;rias discrep&acirc;ncias. Um estudo italiano de <i>Bortolotti et al.,</i> a n&iacute;vel dos CSP, com uma amostra de 2.767     mulheres e com uma metodologia semelhante, por contacto telef&oacute;nico, mostrou uma     preval&ecirc;ncia de IU inferior de 11%. Por&eacute;m, a perda de urina tinha ocorrido no     &uacute;ltimo ano, o que alarga o horizonte temporal da ocorr&ecirc;ncia de IU     comparativamente ao nosso estudo, que apenas se direcionava a IU no &uacute;ltimo m&ecirc;s.<sup>22</sup> Fatores que possam justificar a diferen&ccedil;a de preval&ecirc;ncia poder&atilde;o estar     relacionados com a cultura e aspetos sociais (que poder&atilde;o influenciar a     resposta). Por outro lado, diferen&ccedil;as nos fatores sociodemogr&aacute;ficos, como a     idade e o IMC, poder&atilde;o contribuir para a diferen&ccedil;a nos resultados.</p>       <p>Um estudo     populacional dinamarqu&ecirc;s de 2000 <i>(Moller     et al.)</i> que envolveu 4.000 mulheres, das quais 2.864 foram inclu&iacute;das,     apresenta uma preval&ecirc;ncia de IU inferior (16,1%).<sup>23</sup> N&atilde;o obstante,     este estudo tinha uma metodologia diferente, quer na defini&ccedil;&atilde;o da IU, quer na     obten&ccedil;&atilde;o dos dados, que ocorreu atrav&eacute;s do envio de question&aacute;rios de     autopreenchimento por correio eletr&oacute;nico. Al&eacute;m disso, o estudo excluiu mulheres     com idade superior a 60 anos, o que pode ter condicionado diminui&ccedil;&atilde;o     significativa da preval&ecirc;ncia (atendendo ao seu aumento com a idade). De     sublinhar que este estudo pode ter sofrido vi&eacute;s de sele&ccedil;&atilde;o pela taxa de n&atilde;o     resposta de 30%.</p>       <p>A n&iacute;vel     nacional foram encontrados dois estudos de preval&ecirc;ncia. Um, de 2005, cuja     preval&ecirc;ncia determinada foi de 35,2% e que incluiu 400 mulheres com 40 ou mais     anos de idade que recorreram a uma consulta com o MF, num determinado per&iacute;odo.<sup>24</sup> O facto de apenas incluir mulheres frequentadoras da consulta de Medicina Geral     e Familiar poder&aacute; ter contribu&iacute;do para uma maior preval&ecirc;ncia. Al&eacute;m disso, foi     utilizado um inqu&eacute;rito de autopreenchimento que, tal como referido     anteriormente, pode condicionar maiores taxas de preval&ecirc;ncia. Este estudo     tamb&eacute;m confirmou que apenas um ter&ccedil;o das mulheres aborda o problema com o seu     m&eacute;dico.</p>       <p>Por seu     lado, o estudo populacional nacional do Servi&ccedil;o de Higiene e Epidemiologia da     Faculdade de Medicina do Porto, publicado em 2008, que usou a mesma defini&ccedil;&atilde;o     de IU, o contacto por via telef&oacute;nica e a mesma idade, obteve uma preval&ecirc;ncia     sensivelmente aproximada (21,4%, para n = 1.483). De salientar que, neste     estudo, o tamanho amostral foi relativamente superior (n = 1.918)<sup>25</sup> e que apenas 4,9% dos casos de IU estavam diagnosticados.</p>       <p>No que diz     respeito &agrave; QdV, ainda existem poucos estudos publicados, a n&iacute;vel internacional,     que usam o CONTILIFE&copy; para avalia&ccedil;&atilde;o de QdV. Um estudo franc&ecirc;s de <i>Saadoun et al.</i> tenta correlacionar a     gravidade da IU com impacto na QdV e mostra que, independentemente da     severidade da IU, todas as dimens&otilde;es do CONTILIFE&copy; est&atilde;o negativamente     afetadas.<sup>26</sup></p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A avalia&ccedil;&atilde;o     do impacto na QdV acrescenta informa&ccedil;&atilde;o importante, uma vez que os danos     causados pela IU diferem entre as mulheres e a avalia&ccedil;&atilde;o isolada dos sintomas     pode ser insuficiente para que o m&eacute;dico apreenda a dimens&atilde;o do problema. Pese     embora a identifica&ccedil;&atilde;o da IU e posterior caracteriza&ccedil;&atilde;o da QdV da mulher poder     identificar casos n&atilde;o relatados de transtorno significativo na vida di&aacute;ria, h&aacute;     que considerar tamb&eacute;m que a aplica&ccedil;&atilde;o destas escalas pode traduzir-se na     sobrevaloriza&ccedil;&atilde;o de uma situa&ccedil;&atilde;o que, sob o ponto de vista da utente, n&atilde;o a     afeta na sua defini&ccedil;&atilde;o de estar saud&aacute;vel. O impacto da IU na QdV depende, por     exemplo, do grau de aceita&ccedil;&atilde;o e adapta&ccedil;&atilde;o &agrave; IU. Mais do que avaliar a doen&ccedil;a, o     MF tem nas suas compet&ecirc;ncias a capacidade de avaliar a dol&ecirc;ncia, ou seja o     sofrimento e repercuss&otilde;es biopsicossociais da IU, colocando a pessoa no centro     da sua a&ccedil;&atilde;o orientadora. Um momento oportuno para a abordagem desta problem&aacute;tica     &eacute; aquando da realiza&ccedil;&atilde;o de consultas de planeamento familiar ou rastreio do     cancro do colo do &uacute;tero. A abordagem desta problem&aacute;tica poderia igualmente     ocorrer atrav&eacute;s de interven&ccedil;&otilde;es comunit&aacute;rias, como distribui&ccedil;&atilde;o de panfletos     informativos e realiza&ccedil;&atilde;o de sess&otilde;es de educa&ccedil;&atilde;o para a sa&uacute;de. A perce&ccedil;&atilde;o da     paciente sobre a sua IU pode ser um fator fulcral para ela procurar ajuda ou,     ent&atilde;o, desvalorizar o problema e n&atilde;o o abordar com o m&eacute;dico.</p>       <p>Quanto &agrave;     rela&ccedil;&atilde;o entre a QdV e o tipo de incontin&ecirc;ncia, como verificado no estudo     realizado por <i>Dedica&ccedil;&atilde;o AC et al.,</i> observou-se que a QdV &eacute; independente do tipo de incontin&ecirc;ncia.<sup>27</sup></p>       <p>Por&eacute;m, a     literatura n&atilde;o &eacute; un&acirc;nime a este n&iacute;vel, devido a diferen&ccedil;as metodol&oacute;gicas e ao     tipo de question&aacute;rio para avalia&ccedil;&atilde;o do impacto (question&aacute;rio espec&iacute;ficos para a     IU <i>versus</i> question&aacute;rios gen&eacute;ricos de     avalia&ccedil;&atilde;o da QdV). Existem trabalhos que apontam para que a IU mista ter&aacute; um     maior impacto na QdV, uma vez que a coexist&ecirc;ncia das duas formas poder&aacute; ter um     efeito aditivo no agravamento da QdV.<sup>19,28-33</sup> No entanto existe um     estudo de <i>Coyne et al.</i> que ressalva     que a pior QdV nas mulheres com IU mista se deve ao componente de urg&ecirc;ncia e     que h&aacute; um maior impacto na QdV das mulheres com IU mista e de urg&ecirc;ncia.<sup>34</sup> Noutros trabalhos verificou-se uma associa&ccedil;&atilde;o entre a IU de urg&ecirc;ncia e uma pior     QdV, no entanto as amostras eram pequenas e os question&aacute;rios careciam de     sensibilidade.<sup>35,36</sup> Os autores salientam que na IU urg&ecirc;ncia, pela     sua fisiopatologia, os sintomas s&atilde;o muito mais frequentes e imprevis&iacute;veis, com     um consequente maior impacto na QdV. Por seu lado, a IU de esfor&ccedil;o acontece     perante determinados eventos que podem ser prevenidos, como por exemplo evitar     exerc&iacute;cio f&iacute;sico intenso ou pegar em objetos pesados.</p>       <p>O impacto da     IU na QdV aumenta com o &iacute;ndice de massa corporal e com a paridade. Estes     achados s&atilde;o consistentes com outros estudos similares.<sup>31,33,37-40</sup> Uma explica&ccedil;&atilde;o para que maior IMC e a paridade estejam associados a uma pior     QdV pode estar relacionada com o facto de ambas as vari&aacute;veis serem consideradas     fatores de risco para a IU e, adicionalmente, pode estar presente um fator de     confundimento devido a n&atilde;o ter sido estudada a severidade da IU, que pode ser     maior em mulheres com maior IMC e que tiveram filhos.</p>       <p>No dom&iacute;nio     das actividades quotidianas, a associa&ccedil;&atilde;o de uma pior QdV em mulheres     instru&iacute;das pode ser explicada por estas estarem mais informadas sobre a IU e     valorizarem mais o impacto da doen&ccedil;a nas suas actividades, em compara&ccedil;&atilde;o com     mulheres menos instru&iacute;das.</p>       <p>Das mulheres     com IU, 38% falaram do problema ao seu MF, o que &eacute; superior ao encontrado no     estudo EPICONT e no estudo de <i>Altawell et     al.,</i> no entanto &eacute; semelhante ao encontrado no estudo portugu&ecirc;s de Moura.<sup>19,24,41</sup> As raz&otilde;es para a n&atilde;o abordagem do problema com o MF j&aacute; foram abordadas na     introdu&ccedil;&atilde;o.</p>       <p>&Agrave; semelhan&ccedil;a     de outros trabalhos, as mulheres que falam do problema ao m&eacute;dico de fam&iacute;lia t&ecirc;m     uma pior QdV em compara&ccedil;&atilde;o com as que n&atilde;o falam.<sup>40,41,42</sup></p>       <p>Os     resultados deste estudo devem ser interpretados com precau&ccedil;&atilde;o devido a algumas     limita&ccedil;&otilde;es. No que diz respeito ao objetivo prim&aacute;rio (preval&ecirc;ncia), para al&eacute;m     de existir variabilidade significativa entre os estudos, os resultados podem     n&atilde;o ser generaliz&aacute;veis para a popula&ccedil;&atilde;o portuguesa, dado o local de estudo se     ter centrado numa &aacute;rea pequena do pa&iacute;s e fundamentalmente urbana. Por&eacute;m, o     facto dos resultados encontrados neste estudo serem semelhantes a um estudo     pr&eacute;vio realizado a n&iacute;vel nacional, com metodologia semelhante, sugere     consist&ecirc;ncia nos mesmos. No que se refere aos objetivos secund&aacute;rios, poder&aacute;     haver potencial para vi&eacute;s de sele&ccedil;&atilde;o pelo facto de parte significativa (29,2%)     das mulheres n&atilde;o terem comparecido nas unidades para a realiza&ccedil;&atilde;o do inqu&eacute;rito     CONTILIFE&copy;.</p>       <p>Em     conclus&atilde;o, embora tenha uma preval&ecirc;ncia alta na popula&ccedil;&atilde;o feminina, apenas     cerca de um ter&ccedil;o das mulheres com IU aborda o problema com o MF e, destas, um     ter&ccedil;o n&atilde;o tem qualquer tipo de orienta&ccedil;&atilde;o. A IU tem um impacto negativo na QdV     geral das mulheres. As situa&ccedil;&otilde;es de esfor&ccedil;o, autoimagem e impacto emocional s&atilde;o     as dimens&otilde;es mais afetadas, mas tamb&eacute;m a n&iacute;vel das atividades di&aacute;rias e     sexualidade. O impacto da IU na QdV est&aacute; relacionado com o IMC,&nbsp; n&uacute;mero de partos pr&eacute;vios e com a     refer&ecirc;ncia do problema ao MF. Assim, o MF deve estar sensibilizado para o     problema da IU e atualizado relativamente &agrave;s op&ccedil;&otilde;es terap&ecirc;uticas e poss&iacute;veis     orienta&ccedil;&otilde;es no sentido de minimizar o impacto da IU na QdV.</p>       <p>Futuros     estudos de investiga&ccedil;&atilde;o nesta &aacute;rea dever&atilde;o procurar obter uma amostra que possa     ser generaliz&aacute;vel &agrave; popula&ccedil;&atilde;o portuguesa. Por outro lado, seria interessante     apurar, de forma prospetiva, o impacto das interven&ccedil;&otilde;es na QdV das mulheres com     IU.</p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>       <p><b>REFER&Ecirc;NCIAS BIBLIOGR&Aacute;FICAS:</b></p>       <!-- ref --><p>1. Milson I.     Epidemiology of urinary and faecal incontinence and pelvic organ prolapsed. In:     Abrams P, Cardozo L, Khoury S, Wein A, editors. Incontinence. 4th ed. Bristol:     International Continence Society; 2009 [acedido em 01/06/2011].    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000105&pid=S2182-5173201300060000400001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> Dispon&iacute;vel em </p>       <!-- ref --><p>2. Santos     VV. Incontin&ecirc;ncia urin&aacute;ria feminina. Rev Port Clin Geral 2003 Jul-Ago; 19 (4):     369-75.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000107&pid=S2182-5173201300060000400002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>3. Wennberg     AL, Molander U, Fall M, Edlund C, Peeker R, Milsom I. A longitudinal     population-based survey of urinary incontinence, overactive bladder, and other     lower urinary tract symptoms in women. Eur Urol 2009 Apr; 55 (4): 783-91.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000109&pid=S2182-5173201300060000400003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>4. Tr&uuml;roff     JW, Abrams P, Andersson KE, Artibani W, Chapple CR, Drake MJ, et al. EAU     guidelines on urinary incontinence. Eur Urol 2011 Mar; 59 (3): 387-400.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000111&pid=S2182-5173201300060000400004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>5. Farage     MA, Miller KW, Berardesca E, Maibach HI. Psychosocial and societal burden of     incontinence in the aged population: a review. Arch Gynecol Obstet 2008 Apr;     277 (4): 285-90.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000113&pid=S2182-5173201300060000400005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>6. Yip SK,     Cardozo L. Psychological morbidity and female urinary incontinence. Best Pract     Res Clin Obstet Gynaecol 2007 Apr; 21 (2): 321-9.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000115&pid=S2182-5173201300060000400006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>7. Riss P,     Kargl J. Quality of life and urinary incontinence in women. Maturitas 2011 Feb;     68 (2): 137-42.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000117&pid=S2182-5173201300060000400007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>8. Broome     BA. The impact of urinary incontinence on self-efficacy and quality of life.     Health Qual Life Outcomes 2003 Aug 22; 1: 35.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000119&pid=S2182-5173201300060000400008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>9. Higa R,     Lopes MH, Turato ER. Psychocultural meanings of urinary incontinence in women:     a review. Rev Lat Am Enfermagem 2008 Jul-Aug; 16 (4): 779-86.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000121&pid=S2182-5173201300060000400009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>10. Corcos     J, Beaulieu S, Donovan J, Naughton M, Gotoh M; Symptom Quality of Life     Assessment Committee of the First International Consultation on Incontinence.     Quality of life assessment in men and women with urinary incontinence. J Urol     2002 Sep; 168 (3): 896-905.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000123&pid=S2182-5173201300060000400010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>11. Schaw C,     Tansey R, Jackson C, Hyde C, Allan R. Barriers to help seeking in people with     urinary symptoms. Fam Pract 2001 Feb; 18 (1): 48-52.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000125&pid=S2182-5173201300060000400011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>12. Norton     P, Brubaker L. Urinary incontinence in women. Lancet 2006 Jan 7; 367 (9504):     57-67.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000127&pid=S2182-5173201300060000400012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>13. Higa R,     Lopes MH, dos Reis MJ. Fatores de risco para incontin&ecirc;ncia urin&aacute;ria na mulher.     Rev Esc Enferm USP 2008 Mar; 42 (1): 187-92.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000129&pid=S2182-5173201300060000400013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>14. Sandvik     H, Hunskaar S, Vanvik A, Bratt H, Seim A, Hermstad R. Diagnostic classification     of female urinary incontinence: an epidemiological survey corrected for     validity. J Clin Epidemiol 1995 Mar; 48 (3): 339-43.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000131&pid=S2182-5173201300060000400014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p>15. Paiva C,     Silva AP, Robalo L. Contributo para a adapta&ccedil;&atilde;o e valida&ccedil;&atilde;o do instrumento de     medida “Question&aacute;rio de avalia&ccedil;&atilde;o da qualidade de vida em mulheres com     incontin&ecirc;ncia urin&aacute;ria (Contilife&copy;) para a popula&ccedil;&atilde;o portuguesa feminina.     Ifisionline 2010; 1: 7-17.</p>       <!-- ref --><p>16. Cheater     FM, Castleden CM. Epidemiology and classification of urinary incontinence.     Ballieres Best Pract Res: Clin Obstet &amp; Gynaecol 2000 Apr; 14 (2): 183-205.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000134&pid=S2182-5173201300060000400016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>17. Cerruto     MA, D’Elia C, Aloisi A, Fabrello M, Artibani W. Prevalence, incidence and     obstetric factors’ impact on female urinary incontinence in Europe: a     systematic review. Urol Int 2013; 90 (1): 1-9.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000136&pid=S2182-5173201300060000400017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>       <!-- ref --><p>18. Hunskaar     S, Burgio K, Diokno A, Herzog AR, Hjalm&aring;s K, Lapitan MC. Epidemiology and     natural history of urinary Incontinence in women. Urology 2003 Oct; 62 (4 Suppl     1): 16-23.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000138&pid=S2182-5173201300060000400018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>19.     Hannestad YS, Rortveit G, Sandvik H, Hunskaar S. A community based epidemiologic     survey of female urinary incontinence: The Norwegian EPICONT study.     Epidemiology of incontinence in the county of Nord-Tr&oslash;ndelag. J Clin Epidemiol     2000 Nov; 53 (11): 1150-7.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000140&pid=S2182-5173201300060000400019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>20. Fultz     NH, Herzog AR. Prevalence of urinary incontinence in middle-aged and older     women: a survey-based methodological experiment. J Aging Health 2000 Nov; 12     (4): 459-69.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000142&pid=S2182-5173201300060000400020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>21. Botlero     R, Urquhart DM, Davis SR, Bell RJ. Prevalence and incidence or urinary     incontinence in women: review of the literature and investigation of     methodological issues. Int J Urol 2008 Mar; 15 (3): 230-4.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000144&pid=S2182-5173201300060000400021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>22.     Bortolotti A, Bernardini B, Colli E, Di Benedetto P, Giocoli Nacci G, et al.     Prevalance and risk factors for urinary incontinence in Italy. Eur Urol 2000     Jan; 37 (1): 30-5.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000146&pid=S2182-5173201300060000400022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <p>23. M&oslash;ller     LA, Lose G, and J&oslash;rgensen T. The prevalence and bothersomeness of lower urinary     tract symptoms in women 40-60 years of age. Acta Obstet Gynecol Scand 2000 Apr;     79 (4): 298-305.</p>       <!-- ref --><p>24. Moura     BG. Incontin&ecirc;ncia urin&aacute;ria feminina. Rev Por Clin Geral. 2005 Jan-Fev; 21 (1):     11-20.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000149&pid=S2182-5173201300060000400024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>25. Servi&ccedil;o     de Higiene e Epidemiologia da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto.     Preval&ecirc;ncia e tratamento de incontin&ecirc;ncia urin&aacute;ria na popula&ccedil;&atilde;o portuguesa n&atilde;o     institucionalizada. Porto: FMUP; 2008. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.apurologia.pt/pdfs/estud-epidem-incont-08.pdf" target="_blank">http://www.apurologia.pt/pdfs/estud-epidem-incont-08.pdf</a>     (acedido em 11/11/2013).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000151&pid=S2182-5173201300060000400025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>26. Saadoun     K, Ringa V, Fritel X, Varnoux N, Zins M, Br&eacute;art G. Negative impact of urinary     incontinence on quality of life, a cross-sectional study among women aged 49-61     years enrolled in the GAZEL cohort. Neurourol Urodyn 2006; 25 (7): 696-702.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000153&pid=S2182-5173201300060000400026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>27.     Dedica&ccedil;&atilde;o AC, Haddad M, Saldanha ME, Driusso P. Compara&ccedil;&atilde;o da qualidade de vida     nos diferentes tipos de incontin&ecirc;ncia urin&aacute;ria feminina. Rev Bras Fisioter 2009     Mar-Abr; 13 (2): 116-122.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000155&pid=S2182-5173201300060000400027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>       <!-- ref --><p>28. Yalcin     I, Patrick DL, Summers K, Kinchen K, Bump RC. Minimal clinically important     differences in incontinence quality-of-life scores in stress urinary     incontinence. Urology 2006 Jun; 67 (6): 1304-8.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000157&pid=S2182-5173201300060000400028&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>29.     Barghouti FF, Yasein NA, Jaber RM, Hatamleh LN, Takhuri AH. Prevalence and risk     factors of urinary incontinence among Jordanian women: impact on their life.     Health Care Women Int 2013; 34 (11): 1015-23.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000159&pid=S2182-5173201300060000400029&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>30. Shaw C,     Gupta RD, Bushnell DM, Assassa RP, Abrams P, Wagg A, et al. The extent and     severity of urinary incontinence amongst women in UK GP waiting rooms. Fam     Pract 2006 Oct; 23 (5): 497-506.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000161&pid=S2182-5173201300060000400030&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>31. Firdolas     F, Onur R, Deveci SE, Rahman S, Sevindik F, Acik Y. Effect of urinary     incontinence and its subtypes on quality of life of women in eastern Turkey.     Urology 2012 Dec; 80 (6): 1221-6.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000163&pid=S2182-5173201300060000400031&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>32. Frick     AC, Huang AJ, Van den Eeden SK, Knight SK, Creasman JM, Yang J, et al. Mixed     urinary incontinence: greater impact on quality of life. J Urol 2009 Aug; 182     (2): 596-600.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000165&pid=S2182-5173201300060000400032&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>33.     Barentsen J, Visser E, Hofstetter H, Maris A, Dekker J, Bock G. Severity, not     type, is the main predictor of decreased quality of life in elderly women with     urinary incontinence: a population-based study as part of a randomized     controlled trial in primary care. Health Qual Life Outcomes 2012 Dec 18; 10:     153.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000167&pid=S2182-5173201300060000400033&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>       <!-- ref --><p>34. Coyne     KS, Zhou Z, Thompson C, Versi E. The impact on health-related quality of life     of stress, urge and mixed urinary incontinence. BJU Int 2003 Nov; 92 (7):     731-5.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000169&pid=S2182-5173201300060000400034&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>35.     Simeonova Z, Milsom I, Kullendorff AM, Molander U, Bengtsson C. The prevalence     of urinary incontinence and its influence on the quality of life in women from     an urban Swedish population. Acta Obstet Gynecol Scand 1999 Jul; 78 (6):     546-51.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000171&pid=S2182-5173201300060000400035&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>36. Schimpf     MO, Patel M, O’Sullivan DM, Tulikangas PK. Difference in quality of life in     women with urge urinary incontinence compared to women with stress urinary     incontinence. Int Urogynecol J Pelvic Floor Dysfunct 2009 Jul; 20 (7): 781-6.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000173&pid=S2182-5173201300060000400036&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>37. Melville     JL, Katon W, Delaney K, Newton K. Urinary incontinence in US women: a     population-based study. Arch Intern Med 2005 Mar 14; 165 (5): 537-42.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000175&pid=S2182-5173201300060000400037&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>38. Smith     AL, Wang PC, Anger JT, Mangione CM, Trejo L, Rodr&iacute;guez LV, et al. Correlates of     urinary incontinence in community-dwelling older Latinos. J Am Geriatr Soc 2010     Jun; 58 (6): 1170-6.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000177&pid=S2182-5173201300060000400038&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>39. Horng     SS, Huang N, Wu SI, Fang YT, Chou YJ, Chou P. The epidemiology of urinary     incontinence and its influence on quality of life in Taiwanese middle-aged     women. Neurourol Urodynam 2012 Apr; 32 (4): 371-6.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000179&pid=S2182-5173201300060000400039&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>       <!-- ref --><p>40. Kwon BE,     Kim GY, Son YJ, Roh YS, You MA. Quality of life of women with urinary     incontinence: a systematic literature review. Int Neurourol J 2010 Oct; 14 (3):     133-8.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000181&pid=S2182-5173201300060000400040&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>41. Altaweel     W, Alhatrbi M. Urinary incontinence: prevalence, risk factors, and impact on     health related quality of life in Saudi women. Neurourol Urodynam 2012 Jun; 31     (5): 642-5.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000183&pid=S2182-5173201300060000400041&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>42. Guarisi     T, Pinto-Neto AM, Osis MJ, Pedro AO, Costa-Paiva LH, Fa&uacute;ndes A. Procura de     servi&ccedil;o m&eacute;dico por mulheres com incontin&ecirc;ncia urin&aacute;ria. Rev Bras Ginecol     Obstetr 2011 Ago; 23 (7): 439-43.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000185&pid=S2182-5173201300060000400042&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <p>&nbsp;</p>     <p><a href="#topc0">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a> | <a href="#topc0">Direcci&oacute;n para correspondencia</a> | <a href="#topc0">Correspondence</a><a name="c0"></a></p>      <p>Ana Isabel     Silva</p>       <p>Estrada da     Granja, 114 Valbom, 4420-465 GONDOMAR</p>       <p><a href="mailto:anisabelfs@gmail.com">anisabelfs@gmail.com</a></p>       <p>&nbsp;</p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Conflitos   de interesse</b></p>       <p>Os autores     declaram n&atilde;o ter conflito de interesses.</p>     <p>&nbsp;</p>       <p><b>Recebido em 03-08-2013</b></p>       <p><b>Aceite para publica&ccedil;&atilde;o em 26-11-2013</b></p>     <p>&nbsp;</p>       <p><i>Artigo escrito ao abrigo do novo acordo     ortogr&aacute;fico.</i></p>       <p>&nbsp;</p> <a href="#topa1"> Anexo 1</a><a name="a1"></a>     <p align="center"><a name="a1"></a><img src="/img/revistas/rpmgf/v29n6/29n6a04a1.jpg"/></p>      
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