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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Suplementação de iodo na pré-concepção, gravidez e amamentação: a recomendação e a Medicina baseada na inferência]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Iodine supplementation Before and during pregnancy and breastfeeding: recommendations and inference-based-medicine]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[In August 2013, the Portuguese Directorate General of Health published a recommendation for supplementation with potassium iodide (150-200 µg/day) before and during pregnancy and breastfeeding. This recommendation joins to the recommendations of the World Health Organization, the American Thyroid Association, and the results of observational studies. One of these studies was conducted in Portugal with 3631 pregnant women. It found a low level of urinary iodine, especially in pregnant women living in the Azores, Madeira and in the hinterland. It is believed that low urinary iodine levels reflect a low level of serum iodine. This in turn can lead to low levels of thyroid hormones and consequently neurocognitive disorders. The question arises whether iodine supplementation for these women will reduce morbidity in the fetus and the newborn related to low levels of thyroid hormones. We discuss this recommendation in the light of evidence-based and patient-oriented medicine.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><b>OPINI&Atilde;O E DEBATE</b></p>     <p><font size="4"><b>Suplementa&ccedil;&atilde;o de iodo na pr&eacute;-concep&ccedil;&atilde;o,     gravidez e amamenta&ccedil;&atilde;o: a recomenda&ccedil;&atilde;o e a Medicina baseada na infer&ecirc;ncia</b></font></p>       <p><font size="3"><b>Iodine     supplementation Before and during pregnancy and breastfeeding: recommendations   and inference-based-medicine</b></font></p>       <p><b>Filipa Silva*, Jos&eacute; Agostinho Santos**</b></p>       <p>*Interna de     Forma&ccedil;&atilde;o Espec&iacute;fica de Medicina Geral e Familiar, USF Dunas, ULS Matosinhos.</p>       <p>**Assistente     de Medicina Geral e Familiar, USF Dunas, ULS Matosinhos.</p>       <p><a href="#c0">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a> | <a href="#c0">Direcci&oacute;n para correspondencia</a> | <a href="#c0">Correspondence</a><a name="topc0"></a></p> <hr/>     <p>&nbsp;</p>       <p><b>RESUMO</b></p>       <p>Em Agosto de     2013, a Direc&ccedil;&atilde;o-Geral da Sa&uacute;de publica a orienta&ccedil;&atilde;o t&eacute;cnica 011/2013,     recomendando a suplementa&ccedil;&atilde;o de iodo em mulheres na pr&eacute;-concep&ccedil;&atilde;o, gravidez e     amamenta&ccedil;&atilde;o, sob a forma de iodeto de pot&aacute;ssio (150-200 &micro;g/dia). Esta     orienta&ccedil;&atilde;o vai ao encontro das recomenda&ccedil;&otilde;es da Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial de Sa&uacute;de e     da <i>American Thyroid Association</i> e dos     resultados de estudos observacionais. Um desses estudos foi realizado em Portugal     e incluiu 3.631 gr&aacute;vidas portuguesas, tendo revelado uma baixa iod&uacute;ria,     principalmente entre as a&ccedil;orianas, madeirenses e residentes no interior do     continente. Pensa-se que baixa iod&uacute;ria significa baixa iodemia, algo que por     sua vez conduz a baixos n&iacute;veis de hormonas tiroideias e consequentemente a     altera&ccedil;&otilde;es neurocognitivas. No entanto, questiona-se se a suplementa&ccedil;&atilde;o     generalizada com iodo nestas mulheres ter&aacute; impacto na diminui&ccedil;&atilde;o da morbilidade     do feto e da crian&ccedil;a. O presente artigo reflecte sobre a orienta&ccedil;&atilde;o t&eacute;cnica &agrave;     luz da Medicina baseada na evid&ecirc;ncia e orientada para o paciente.</p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Palavras-chave:</b> Iodo; Suplementos     Diet&eacute;ticos; Gravidez.</p>     <hr/>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>ABSTRACT</b></p>       <p>In August     2013, the Portuguese Directorate General of Health published a recommendation     for supplementation with potassium iodide (150-200 &micro;g/day) before and during     pregnancy and breastfeeding. This recommendation joins to the recommendations     of the World Health Organization, the American Thyroid Association, and the     results of observational studies. One of these studies was conducted in     Portugal with 3631 pregnant women. It found a low level of urinary iodine,     especially in pregnant women living in the Azores, Madeira and in the     hinterland. It is believed that low urinary iodine levels reflect a low level     of serum iodine. This in turn can lead to low levels of thyroid hormones and     consequently neurocognitive disorders. The question arises whether iodine     supplementation for these women will reduce morbidity in the fetus and the     newborn related to low levels of thyroid hormones. We discuss this   recommendation in the light of evidence-based and patient-oriented medicine.</p>       <p><b>Keywords:</b> Iodine; Dietary Supplements; Pregnancy.</p>   <hr/>     <p>&nbsp;</p>       <p><b>A     recomenda&ccedil;&atilde;o da Direc&ccedil;&atilde;o-geral de Sa&uacute;de</b></p>       <p>Em Agosto de     2013, a Direc&ccedil;&atilde;o-Geral da Sa&uacute;de (DGS) publicou a orienta&ccedil;&atilde;o t&eacute;cnica 011/2013,     recomendando a suplementa&ccedil;&atilde;o de iodo &agrave;s mulheres em pr&eacute;-concep&ccedil;&atilde;o, gr&aacute;vidas e     em amamenta&ccedil;&atilde;o exclusiva. Os m&eacute;dicos s&atilde;o instados a recomendar iodeto de     pot&aacute;ssio, na dosagem de 150-200 &micro;g/dia, e a aconselhar uma alimenta&ccedil;&atilde;o variada     que inclua fontes de iodo (particularmente pescado, leguminosas, produtos     hort&iacute;colas e produtos l&aacute;cteos).<sup>1</sup> Esta recomenda&ccedil;&atilde;o teve destaque nos <i>media</i> e surpreendeu a comunidade     m&eacute;dica portuguesa.<sup>2</sup></p>       <p>Esta     orienta&ccedil;&atilde;o &eacute; justificada pela import&acirc;ncia que o iodo assume no processo de     desenvolvimento e matura&ccedil;&atilde;o do sistema nervoso central do feto e futuro     paciente pedi&aacute;trico.<sup>3,4</sup> A orienta&ccedil;&atilde;o destaca o papel do iodo     mediante a sua integra&ccedil;&atilde;o na composi&ccedil;&atilde;o das hormonas tiroideias que, por sua     vez, t&ecirc;m um papel activo na regula&ccedil;&atilde;o do metabolismo celular e estimula&ccedil;&atilde;o do     crescimento e desenvolvimento org&acirc;nico.<sup>1,3</sup> Foram j&aacute; observadas as     funcionalidades destas hormonas em diversos estudos. Sabe-se que, num n&iacute;vel     neurocelular, as hormonas tiroideias est&atilde;o envolvidas na multiplica&ccedil;&atilde;o,     migra&ccedil;&atilde;o, matura&ccedil;&atilde;o e organiza&ccedil;&atilde;o neuronal.<sup>4</sup> A literatura sugere que     esta sucess&atilde;o de processos se traduz numa optimiza&ccedil;&atilde;o da express&atilde;o das     potencialidades do sistema nervoso, quer a n&iacute;vel cognitivo quer a n&iacute;vel de     outras fun&ccedil;&otilde;es cerebrais.<sup>4,5</sup></p>       <p>O feto     apenas produz hormonas tiroideias na segunda metade da gesta&ccedil;&atilde;o. &Eacute; portanto     totalmente dependente dos n&iacute;veis hormonais maternos durante os primeiros meses     e da concentra&ccedil;&atilde;o de iodo circulante na m&atilde;e durante toda a gravidez, pois este     &eacute; necess&aacute;rio numa primeira fase para a s&iacute;ntese hormonal materna e     posteriormente para a produ&ccedil;&atilde;o de hormonas tiroideias pelo pr&oacute;prio feto.<sup>1,4,5</sup> Desta cadeia de depend&ecirc;ncias sucessivas, sobressai a forte depend&ecirc;ncia do feto     em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; m&atilde;e. Deste ponto tamb&eacute;m se resgatam na orienta&ccedil;&atilde;o t&eacute;cnica os     motivos para uma necessidade aumentada de iodo durante a gesta&ccedil;&atilde;o: existe um     aumento das necessidades de tiroxina (T4) para manter o metabolismo normal da     gr&aacute;vida e para estimular o metabolismo fetal, ao mesmo tempo que se eleva a     depura&ccedil;&atilde;o renal na gr&aacute;vida.<sup>1,6</sup> J&aacute; os lactentes sob aleitamento     materno exclusivo, embora j&aacute; sintetizadores das suas pr&oacute;prias hormonas, t&ecirc;m o     seu aporte de iodo atrav&eacute;s do leite materno em estreito compromisso com a     ingest&atilde;o alimentar da m&atilde;e, carimbando a forte rela&ccedil;&atilde;o de depend&ecirc;ncia j&aacute;     iniciada durante a gravidez. Os lactentes sob aleitamento artificial adquirem o     seu iodo atrav&eacute;s das f&oacute;rmulas l&aacute;cteas j&aacute; fortificadas.<sup>1,7</sup></p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Estando os     valores circulantes deste oligoelemento em pr&oacute;ximo acordo com a quantidade de     hormonas tiroideias produzidas e, por sua vez, em &iacute;ntima rela&ccedil;&atilde;o com a sua     ingest&atilde;o alimentar, diversos autores t&ecirc;m salientado, desde h&aacute; alguns anos, a     necessidade de refor&ccedil;ar a ingest&atilde;o de iodo durante o per&iacute;odo de pr&eacute;-concep&ccedil;&atilde;o,     gravidez e aleitamento.<sup>4</sup> Destacam igualmente os riscos subjacentes a     um baixo aporte alimentar de iodo, que se relaciona tanto com o diminuto volume     ingerido dos produtos mais ricos neste elemento como com um poss&iacute;vel reduzido     teor mineral na &aacute;gua e nos solos de onde prov&ecirc;m, directa ou indirectamente,     es-ses mesmos produtos.<sup>1</sup></p>       <p>As     denominadas perturba&ccedil;&otilde;es por d&eacute;fice de iodo t&ecirc;m como consequ&ecirc;ncia o hipotiroidismo     e um inadequado desenvolvimento cognitivo e/ou comportamental.<sup>1,3,4</sup> A orienta&ccedil;&atilde;o da DGS destaca que o d&eacute;fice de iodo &eacute; uma das causas evit&aacute;veis de     altera&ccedil;&otilde;es do desenvolvimento ou de doen&ccedil;as mentais e salienta, em particular,     os resultados de tr&ecirc;s estudos observacionais realizados em Portugal que     convergem na conclus&atilde;o de que a maioria das gr&aacute;vidas portuguesas apresentam um     aporte alimentar de iodo que fica abaixo das necessidades materno-fetais.<sup>1,8,9,10,11</sup> Poder&aacute; ficar subentendido para o leitor que consulta a orienta&ccedil;&atilde;o vigente que     foram estes resultados os fortes motivadores da elabora&ccedil;&atilde;o desta recente     recomenda&ccedil;&atilde;o de suplementa&ccedil;&atilde;o farmacol&oacute;gica de iodo. &Eacute;, por isso, de crucial     import&acirc;ncia analisar estes estudos, j&aacute; que constituem a premissa-base (real     d&eacute;fice de iodo) para a cadeia l&oacute;gica de dedu&ccedil;&otilde;es que adv&eacute;m da mesma.</p>       <p><b>D&eacute;fice     de iodo nas Gr&aacute;vidas portuguesas: os resultados centrais</b></p>       <p>Em 2010 e     2012 foram publicados os resultados do maior estudo transversal em torno dos     n&iacute;veis de iodo nas gr&aacute;vidas portuguesas, envolvendo um total de 3.631 mulheres     seguidas nos cuidados de sa&uacute;de secund&aacute;rios.<sup>8,9</sup> Foi usada a     concentra&ccedil;&atilde;o urin&aacute;ria de iodo (iod&uacute;ria) como indicador da sua ingest&atilde;o     alimentar, uma vez que aproximadamente 90% do iodo consumido &eacute; excretado na     urina.<sup>1,3</sup> Estes resultados revelaram n&iacute;veis inferiores aos     considerados satisfat&oacute;rios pela Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial de Sa&uacute;de (OMS):<sup>12</sup> somente 17% das gr&aacute;vidas de Portugal Continental apresentam n&iacute;veis de iod&uacute;ria     satisfat&oacute;rios e as mulheres do interior t&ecirc;m um d&eacute;fice mais acentuado do que as     do litoral. Entre as gr&aacute;vidas dos arquip&eacute;lagos existe um d&eacute;fice ainda mais     not&oacute;rio: 92% das madeirenses apresentam baixa iod&uacute;ria, subindo para 99% entre     as a&ccedil;orianas.<sup>8,9</sup> Globalmente, a m&eacute;dia de iod&uacute;ria situou-se em 82,5     &micro;g/dL, valor que corresponde a uma regi&atilde;o de d&eacute;fice ligeiro.<sup>8,9,13</sup></p>       <p>Outros dois     estudos realizados no Minho mostram que mesmo as mulheres em idade f&eacute;rtil (e,     portanto, potencialmente em pr&eacute;-concep&ccedil;&atilde;o) apresentam valores deficit&aacute;rios de     iod&uacute;ria e os valores sangu&iacute;neos de hormonas tiroideias entre a maioria das     gr&aacute;vidas eram insuficientes, atendendo aos padr&otilde;es estabelecidos pela OMS.<sup>10,11</sup></p>       <p>Estes     estudos s&atilde;o, por si s&oacute;, muito relevantes, uma vez que envolvem pacientes     portuguesas. Na literatura m&eacute;dica n&atilde;o s&atilde;o comuns os estudos que forne&ccedil;am dados     nacionais.</p>       <p>Os     resultados destes estudos observacionais vieram alertar os profissionais de     sa&uacute;de para as aparentes defici&ecirc;ncias do aporte de iodo entre as mulheres     habitantes em Portugal, desencadeando uma corrente de preocupa&ccedil;&otilde;es em torno dos     riscos para os fetos e futuras crian&ccedil;as portuguesas: uma baixa iod&uacute;ria     significaria um baixo aporte nutricional materno e, eventualmente, levaria a     perturba&ccedil;&otilde;es do desenvolvimento e crescimento cognitivo-comportamental para os     seus filhos. A suplementa&ccedil;&atilde;o de iodo nas mulheres portuguesas seria assim     baseada numa premissa que parece l&oacute;gica: a suplementa&ccedil;&atilde;o elevaria os n&iacute;veis de     iodemia e evitaria toda a cadeia de eventos negativos j&aacute; descrita.</p>       <p>De facto,     desde h&aacute; alguns anos que a literatura m&eacute;dica &eacute; pr&oacute;diga em artigos em torno     deste tema relativamente pol&eacute;mico, n&atilde;o havendo um consenso quanto &agrave; necessidade     de suplementa&ccedil;&atilde;o de iodo. Existem estudos em que se conclui que a suplementa&ccedil;&atilde;o     em regi&otilde;es com d&eacute;fice ligeiro a moderado n&atilde;o ter&aacute; impacto na redu&ccedil;&atilde;o da     morbilidade.<sup>14,15</sup> A OMS recomenda esta suplementa&ccedil;&atilde;o, mas     sustentando-se em dados de estudos observacionais.<sup>12</sup> J&aacute; outras     associa&ccedil;&otilde;es cient&iacute;ficas, como a <i>American     College of Obstetricians and Gynecologists</i> e a <i>National Institute for Health and Clinical Excellence,</i> adoptam     posi&ccedil;&otilde;es neutras, n&atilde;o se pronunciando sobre esta suplementa&ccedil;&atilde;o nas suas normas     de orienta&ccedil;&atilde;o cl&iacute;nica.<sup>16,17</sup> Somente a <i>American Thyroid Association</i> recomenda a suplementa&ccedil;&atilde;o geral.<sup>18</sup> A aus&ecirc;ncia de consenso pode dever-se ao facto de a evid&ecirc;ncia n&atilde;o ser     suficientemente s&oacute;lida quando se estuda a suplementa&ccedil;&atilde;o com iodo quanto a     resultados orientados para a m&atilde;e ou para o feto (como, por exemplo, a redu&ccedil;&atilde;o     estatisticamente significativa de eventos adversos como hipotiroidismo, atraso     de crescimento ou diminui&ccedil;&atilde;o da <i>performance</i> intelectual, entre outros) em vez de orientados para a doen&ccedil;a.</p>       <p>Estes     resultados orientados para a m&atilde;e ou para o feto inserem-se no conceito de <i>evidence that matters.</i> Os estudos     observacionais documentam n&iacute;veis de iodo nas popula&ccedil;&otilde;es estudadas inferiores     aos recomendados e sabe-se que as hormonas tiroideias t&ecirc;m um papel importante     no desenvolvimento do sistema nervoso central do feto/crian&ccedil;a. J&aacute; a efic&aacute;cia e     a seguran&ccedil;a da suplementa&ccedil;&atilde;o generalizada de iodo a todas as mulheres que     pretendem engravidar, gr&aacute;vidas e em per&iacute;odo de amamenta&ccedil;&atilde;o exclusiva na redu&ccedil;&atilde;o     de morbilidade tiroideia e neurocognitiva dos seus filhos, n&atilde;o &eacute; fortemente     sustentada pela evid&ecirc;ncia cient&iacute;fica actual, como veremos adiante. Esta forma de     estabelecer recomenda&ccedil;&otilde;es com base em dedu&ccedil;&otilde;es a partir de factos conhecidos     ser&aacute; denominada no presente artigo como <i>Medicina     baseada na infer&ecirc;ncia.</i></p>       <p><b>Medicina     baseada na infer&ecirc;ncia</b></p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p>O artigo de     revis&atilde;o de <i>Zimmermann</i> e <i>Delange</i> constitui uma das refer&ecirc;ncias bibliogr&aacute;ficas     da orienta&ccedil;&atilde;o 011/2013 da DGS e, apesar de ter sido publicado em 2004, re&uacute;ne os     principais estudos realizados em torno da suplementa&ccedil;&atilde;o de iodo, na sua maioria     ensaios cl&iacute;nicos aleatorizados e controlados.<sup>19</sup> Esta tipologia de     estudo compara resultados entre grupos relativamente semelhantes e em que a     &uacute;nica diferen&ccedil;a existente &eacute; a interven&ccedil;&atilde;o aplicada (neste caso, a administra&ccedil;&atilde;o     oral de iodo).<sup>20</sup></p>       <p><i>Zimmermann</i> e <i>Delange</i> debru&ccedil;aram-se sobre seis ensaios cl&iacute;nicos, envolvendo um     total de 450 gr&aacute;vidas: todos compararam os n&iacute;veis de iod&uacute;ria entre as     suplementadas e as n&atilde;o-suplementadas. Foram tamb&eacute;m avaliados em alguns destes     estudos outros aspectos como os valores s&eacute;ricos de TSH, T4 e tiroglobulina e o     volume da gl&acirc;ndula tiroidea (na m&atilde;e ou no filho). Numa apresenta&ccedil;&atilde;o geral dos     resultados, todos documentaram um aumento estatisticamente significativo dos     n&iacute;veis de iod&uacute;ria materna com a suplementa&ccedil;&atilde;o de iodo, sem efeitos laterais     significativos (o que salienta a sua aparente seguran&ccedil;a). Em tr&ecirc;s dos seis ensaios,     a suplementa&ccedil;&atilde;o levou a um menor aumento compensat&oacute;rio das gl&acirc;ndulas tiroideias     das gr&aacute;vidas intervencionadas, comparativamente &agrave;s n&atilde;o suplementadas. Quanto     aos restantes <i>outcomes</i> avaliados, a     evid&ecirc;ncia &eacute; d&iacute;spar, n&atilde;o permitindo estabelecer claras rela&ccedil;&otilde;es entre a     suplementa&ccedil;&atilde;o e poss&iacute;veis benef&iacute;cios.<sup>19</sup></p>       <p>No entanto,     embora com metodologia adequada a determinar a efic&aacute;cia de uma interven&ccedil;&atilde;o, o     que emerge de imediato neste conjunto de evid&ecirc;ncia cient&iacute;fica &eacute; a natureza dos     aspectos medidos como efic&aacute;cia da suplementa&ccedil;&atilde;o: todos eles orientados para <i>surrogate endpoints,</i> ou seja, passos     interm&eacute;dios na linha que une a suplementa&ccedil;&atilde;o de iodo na m&atilde;e e a patologia     tiroideia e/ou neurol&oacute;gica no filho. De facto, numa pesquisa sistem&aacute;tica entre     as principais fontes de artigos n&atilde;o s&atilde;o encontrados ensaios cl&iacute;nicos     aleatorizados e controlados que comparem suplementa&ccedil;&atilde;o generalizada de iodo a     mulheres de uma popula&ccedil;&atilde;o geral de regi&atilde;o com d&eacute;fice ligeiro de iodo <i>versus</i> n&atilde;o-suplementa&ccedil;&atilde;o quanto a <i>patient-oriented-outcomes,</i> ou seja,     quanto ao impacto dessa suplementa&ccedil;&atilde;o na redu&ccedil;&atilde;o da morbimortalidade dos seus     filhos (isto ao contr&aacute;rio do que &eacute; encontrado, por exemplo, para a     suplementa&ccedil;&atilde;o materna de &aacute;cido f&oacute;lico).<sup>21</sup></p>       <p>Os m&eacute;dicos     s&atilde;o portanto conduzidos a praticar uma <i>Medicina     baseada na infer&ecirc;ncia,</i> acreditando que a suplementa&ccedil;&atilde;o ter&aacute; um efeito     ben&eacute;fico na morbimortalidade por se ter provado que h&aacute; benef&iacute;cios em <i>disease-oriented outcomes</i> (par&acirc;metros     que est&atilde;o eventualmente relacionados com a patologia).</p>       <p>Existem dois     estudos orientados para o paciente (e n&atilde;o para a doen&ccedil;a), mas um &eacute; um ensaio     cl&iacute;nico n&atilde;o aleatorizado e outro &eacute; um estudo observacional (coorte hist&oacute;rica).     Estes desenhos n&atilde;o produzem evid&ecirc;ncia suficientemente robusta para recomendar     uma interven&ccedil;&atilde;o farmacol&oacute;gica pois, n&atilde;o sendo garantida a semelhan&ccedil;a entre os     grupos de mulheres comparados (incluindo o afastamento de vieses), n&atilde;o se pode     concluir que as diferen&ccedil;as encontradas se devem &agrave; interven&ccedil;&atilde;o.</p>       <p>Em 2011, &eacute;     publicado um ensaio cl&iacute;nico n&atilde;o aleatorizado envolvendo 133 gr&aacute;vidas espanholas     em que todas foram suplementadas com 300 &micro;g de iodeto de pot&aacute;ssio. Os seus     filhos foram posteriormente avaliados sob o ponto de vista de desempenho     neuropsicol&oacute;gico, usando instrumentos como <i>Mental     Development Scale</i> e <i>Psychomotor Development     Index,</i> e comparados posteriormente com os filhos de um grupo de mulheres     que n&atilde;o foram suplementadas. Este estudo revelou diferen&ccedil;as estatisticamente     significativas entre os dois grupos, real&ccedil;ando melhores resultados entre os     filhos de mulheres suplementadas.<sup>22,23</sup> Neste estudo espanhol, o     controlo dos potenciais factores confundidores n&atilde;o foi &oacute;ptimo, desconhecendo-se     igualmente se os benef&iacute;cios do tratamento se sobrepuseram aos eventuais     riscos/custos.</p>       <p>Em 2013, &eacute;     publicado no Reino Unido um estudo observacional em que foi avaliada a <i>performance</i> cognitiva dos filhos de     1.040 gr&aacute;vidas que foram retrospectivamente divididas em duas categorias: as     que no primeiro trimestre tinham iod&uacute;ria &lt; 150 &micro;g/mL (carenciadas em iodo) e     aquelas com iod&uacute;ria &gt; 150 &micro;g/mL (n&atilde;o carenciadas). Aos seus filhos foi     aplicado um teste de QI aos 8 anos de idade. Os autores tentaram identificar     factores intervenientes no desenvolvimento neurol&oacute;gico que poderiam ser     confundidores e fornecedores de vieses. Isolaram 21 desses factores e ajustaram     as compara&ccedil;&otilde;es de acordo com elimina&ccedil;&atilde;o de confundidores. Os resultados     revelaram que os filhos de mulheres carenciadas apresentavam uma redu&ccedil;&atilde;o     estatisticamente significativa nos valores de QI comparativamente aos filhos de     mulheres n&atilde;o-carenciadas no primeiro trimestre de gravidez.<sup>24</sup> &Eacute;     portanto sugerida uma associa&ccedil;&atilde;o entre os valores de iod&uacute;ria e a morbilidade     pedi&aacute;trica, mas n&atilde;o estabelece, na realidade, uma associa&ccedil;&atilde;o que seria     relevante para a discuss&atilde;o: entre a suplementa&ccedil;&atilde;o de iodo e a morbilidade.     Finalmente, &eacute; discut&iacute;vel se os 21 factores isolados como confundidores neste     estudo s&atilde;o, na realidade, a totalidade dos factores intervenientes.</p>       <p>Al&eacute;m do j&aacute;     referido, s&atilde;o variados os factores que modificam a farmacodin&acirc;mica e seguran&ccedil;a     dos compostos dispon&iacute;veis contendo iodeto de pot&aacute;ssio,<sup>19</sup> que dever&atilde;o     ser estudados aquando do registo de benef&iacute;cios orientados para o paciente.</p>       <p>Relativamente     aos potenciais benef&iacute;cios da suplementa&ccedil;&atilde;o no per&iacute;odo de pr&eacute;-concep&ccedil;&atilde;o e     amamenta&ccedil;&atilde;o, os estudos s&atilde;o ainda mais escassos.</p>       <p>Um outro     aspecto importante mas envolto de pouca ou nenhuma evid&ecirc;ncia prende-se com o     potencial efeito t&oacute;xico do iodo tanto ao n&iacute;vel da sa&uacute;de materna como no pr&oacute;prio     desenvolvimento fetal. &Eacute; j&aacute; reconhecido que uma dieta excessiva em iodo pode     aumentar o risco de tiroidite, hipotiroidismo, hipertiroidismo e b&oacute;cio.<sup>25</sup> Um estudo observacional documentou disfun&ccedil;&atilde;o tiroidea em gr&aacute;vidas provindas de     regi&otilde;es de d&eacute;fice ligeiro,<sup>26</sup> mas n&atilde;o existe evid&ecirc;ncia robusta     publicada acerca dos efeitos t&oacute;xicos da suplementa&ccedil;&atilde;o generalizada no que toca     a resultados orientados para o paciente. N&atilde;o h&aacute; igualmente garantias que a     administra&ccedil;&atilde;o de iodo a mulheres sem qualquer d&eacute;fice seja segura.</p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p>O mesmo     sucede com o perfil de seguran&ccedil;a na crian&ccedil;a amamentada. Num estudo     observacional realizado por <i>Zimmermann et     al,</i> foram analisados cerca de 3.319 crian&ccedil;as entre os 6 e os 12 anos. A     cada crian&ccedil;a foi calculada a excre&ccedil;&atilde;o urin&aacute;ria de iodo de 24 horas e foi medido     o volume da tir&oacute;ide. Constatou-se apenas um aumento do volume da tir&oacute;ide para o     grupo que detinha o valor mais elevado de excre&ccedil;&atilde;o urin&aacute;ria (741 &micro;g/dia).<sup>27</sup> Este tipo de trabalho gera evid&ecirc;ncia cient&iacute;fica de robustez muito limitada.</p>       <p>Perpetuando     uma <i>Medicina baseada na infer&ecirc;ncia,</i> haver&aacute; ainda um ponto comum aos estudos portugueses, apresentados     anteriormente, que permite questionar a extrapola&ccedil;&atilde;o dos seus dados para a     popula&ccedil;&atilde;o geral de gr&aacute;vidas: as mulheres inclu&iacute;das eram vigiadas nos cuidados     de sa&uacute;de secund&aacute;rios, algumas desde o primeiro trimestre. Poder&aacute; pensar-se,     portanto, que eram gr&aacute;vidas de maior risco, pois as gr&aacute;vidas da popula&ccedil;&atilde;o geral     s&atilde;o seguidas fora do hospital at&eacute; ao final do terceiro trimestre, excepto se     existir risco gestacional. Seria essencial caracterizar e comparar as gr&aacute;vidas     vigiadas nos cuidados de sa&uacute;de prim&aacute;rios e as vigiadas nos cuidados de sa&uacute;de     secund&aacute;rios quanto a aspectos que possam influenciar a ingest&atilde;o, metabolismo e     excre&ccedil;&atilde;o de iodo, tais como a idade, patologias associadas, tipo de alimenta&ccedil;&atilde;o     e perfil socioecon&oacute;mico, entre outros. As diferen&ccedil;as entre a popula&ccedil;&atilde;o dos     cuidados secund&aacute;rios e a popula&ccedil;&atilde;o dos cuidados de sa&uacute;de prim&aacute;rios s&atilde;o, de     resto, debatidas em diversas esferas da investiga&ccedil;&atilde;o m&eacute;dica, sendo complexa a     aplica&ccedil;&atilde;o &agrave; popula&ccedil;&atilde;o geral de dados encontrados na popula&ccedil;&atilde;o dos cuidados     secund&aacute;rios.<sup>28</sup></p>       <p><b>Conclus&otilde;es</b></p>     <p>Em Agosto de     2013 foi publicada a orienta&ccedil;&atilde;o t&eacute;cnica da DGS que recomenda a suplementa&ccedil;&atilde;o de     iodo a todas as mulheres em pr&eacute;-concep&ccedil;&atilde;o, gravidez e amamenta&ccedil;&atilde;o, sendo os     m&eacute;dicos instados a prescrever um suplemento, para al&eacute;m de aconselharem uma     dieta rica neste oligoelemento. &Eacute; importante que estes profissionais conhe&ccedil;am a     escassez de estudos existente no seio da evid&ecirc;ncia cient&iacute;fica actual sobre este     tema, essencialmente pela falta de ensaios cl&iacute;nicos aleatorizados e controlados     que comprovem que esta suplementa&ccedil;&atilde;o de iodo (quer sob a forma de     comprimidos/c&aacute;psulas, aqui em causa, quer sob a forma de ioda&ccedil;&atilde;o generalizada     do sal) traz, de facto, melhorias nos resultados orientados para os pacientes     (m&atilde;es e filhos) e que &eacute; segura. &Eacute; ainda necess&aacute;rio clarificar o risco/benef&iacute;cio     desta suplementa&ccedil;&atilde;o em regi&otilde;es com diferentes d&eacute;fices de iodo (ligeiro,     moderado ou severo) <i>versus</i> um aumento     de consumo de alimentos ricos em iodo.</p>       <p>Em     conclus&atilde;o, esta orienta&ccedil;&atilde;o t&eacute;cnica parte da convic&ccedil;&atilde;o de que, ap&oacute;s anos de     suplementa&ccedil;&atilde;o de iodo em larga escala, v&atilde;o reduzir-se significativamente as     perturba&ccedil;&otilde;es do desenvolvimento neurol&oacute;gico e cognitivo entre as crian&ccedil;as, e de     que essa redu&ccedil;&atilde;o ultrapassar&aacute; poss&iacute;veis riscos tanto para as m&atilde;es como para os     seus filhos. No entanto, neste momento, n&atilde;o h&aacute; evid&ecirc;ncia robusta que suporte     esta convic&ccedil;&atilde;o. A evid&ecirc;ncia cient&iacute;fica mais robusta ter&aacute;, como sempre, a &uacute;ltima     palavra.</p>     <p>&nbsp;</p>       <p><b>REFER&Ecirc;NCIAS BIBLIOGR&Aacute;FICAS</b></p>       <!-- ref --><p>1.     Direc&ccedil;&atilde;o-Geral da Sa&uacute;de. Aporte de iodo em mulheres na preconcec&atilde;o, gravidez e     amamenta&ccedil;&atilde;o. Lisboa: Direc&ccedil;&atilde;o-Geral da Sa&uacute;de; 2013.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000050&pid=S2182-5173201300060000900001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>2. Lusa.     Gr&aacute;vidas e mulheres a amamentar aconselhadas a tomar suplemento de iodo. 2013.     Dispon&iacute;vel em: <a href="http://sicnoticias.sapo.pt/pais/2013/08/26/gravidas-e-mulheres-a-amamentar-aconselhadas-a-tomar-suplemento-de-iodo" target="_blank">http://sicnoticias.sapo.pt/pais/2013/08/26/gravidas-e-mulheres-a-amamentar-aconselhadas-a-tomar-suplemento-de-iodo</a>         (acedido em 16/09/2013).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000052&pid=S2182-5173201300060000900002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>3.     P&eacute;rez-L&oacute;pez FR. Iodine and thyroid hormones during pregnancy and postpartum.     Gynecol Endocrinol 2013 Jul; 23 (7): 414-28.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000054&pid=S2182-5173201300060000900003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>4.     Australian Government. National Health and Medical Research Council. Iodine     supplementation during pregnancy and lactation: literature review. Dispon&iacute;vel     em: <a href="http://www.nhmrc.gov.au/_files_nhmrc/file/publications/synopses/new45-literature-review.pdf" target="_blank">http://www.nhmrc.gov.au/_files_nhmrc/file/publications/synopses/new45-literature-review.pdf</a>         (acedido em 20/09/2013).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000056&pid=S2182-5173201300060000900004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>5. Santana     Lopes M, J&aacute;come de Castro J, Marcelino M, Oliveira MJ, Carrilho F, Limbert E;     Grupo de Estudos da tir&oacute;ide. Iodo e tir&oacute;ide: o que o cl&iacute;nico deve saber. Acta     Med Port 2012 Mai-Jun; 25 (3): 174-8.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000058&pid=S2182-5173201300060000900005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>6.     Brantsaeter AL, Abel MH, Haugen M, Meltzer HM. Risk of suboptimal iodine intake     in pregnant Norwegian women. Nutrients 2013 feb 6; 5 (2): 424-40.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000060&pid=S2182-5173201300060000900006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <p>7.     Decreto-Lei n&ordm; 220/99: “Composi&ccedil;&atilde;o de base das f&oacute;rmulas para lactentes quando     reconstitu&iacute;das de acordo com as instru&ccedil;&otilde;es do fabricante”. Di&aacute;rio da Republica,     1&ordf; s&eacute;rie A, 16/06/1999.</p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>8. Limbert     E, Prazeres S, S&atilde;o Pedro M, Madureira D, Miranda A, Ribeiro M, et al. Iodine     intake in Portuguese pregnant women: results of a countrywide study. Eur J     Endocrinol 2010 Oct; 163 (4): 631-5.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000063&pid=S2182-5173201300060000900007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>9. Limbert     E, Prazeres S, S&atilde;o Pedro M, Madureira D, Miranda A, Ribeiro M, et al. Aporte de     iodo nas Regi&otilde;es Aut&oacute;nomas da Madeira e dos A&ccedil;ores. Rev Port Endocrinol     Diabetes Metab 2012 Jul-Dez; 7 (2): 2-7.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000065&pid=S2182-5173201300060000900008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>10. Costeira     MJ, Oliveira P, Ares S, de Escobar GM, Palha JA. Iodine status of pregnant     women and their progeny in the Minho region of Portugal. Thyroid. 2009 Feb; 19     (2): 157-63.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000067&pid=S2182-5173201300060000900009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>11. Costeira     MJ, Oliveira P, Ares S, de Escobar GM, Palha JA. Parameters of thyroid function     throughout and after pregnancy in a iodine-deficient population.Thyroid 2010     Sep; 20 (9): 995-1001.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000069&pid=S2182-5173201300060000900010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>12. WHO Secretariat,     Andersson M, de Benoist B, Delange F, Zupan J. Prevention and control of iodine     deficiency in pregnant and lactating women and in children less than     2-years-old: conclusions and recommendations of the Technical Consultation.     Public Health Nutr 2007 Dec; 10 (12A): 1606-11.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000071&pid=S2182-5173201300060000900011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>13. Benoist     B, Anderson M, Egli I, Takkouche B, Allen H, editors. Iodine Status Worldwide:     WHO Global Database on Iodine Deficiency. Geneva: WHO; 2004. Dispon&iacute;vel em:     <a href="http://whqlibdoc.who.int/publications/2004/9241592001.pdf" target="_blank">http://whqlibdoc.who.int/publications/2004/9241592001.pdf</a> (acedido em     19/11/2013).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000073&pid=S2182-5173201300060000900012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>14. Zhou SJ,     Anderson AJ, Gibson RA, Makrides M. Effect of iodine supplementation in     pregnancy on child development and other clinical outcomes: a systematic review     of randomized controlled trials. Am J Clin Nutr 2013 Nov; 98 (5): 1241-54.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000075&pid=S2182-5173201300060000900013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>15. Moral E.     Suplementos de yodo en embarazadas sanas. AMF: Actualiz Med Fam 2011 Dic; 7     (11): 647-50.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000077&pid=S2182-5173201300060000900014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>16. American     College of Obstetricians and gynecologists. Subclinical hypothyroidism in     pregnancy. ACOG Committee Opinion 2007; 381. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.acog.org/~/media/Committee%20Opinions/Committee%20on%20Obstetric%20Practice/co381.pdf?dmc=1&amp;ts=20131209T1032563195" target="_blank">http://www.acog.org/~/media/Committee%20Opinions/Committee%20on%20Obstetric%20Practice/co381.pdf?dmc=1&amp;ts=20131209T1032563195</a>     (acedido em 10/11/2013).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000079&pid=S2182-5173201300060000900015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <p>17. National     Institute for Health and Clinical Excellence. Antenatal Care. NICE Clinical     Guideline 62; 2010: 10-2.</p>       <!-- ref --><p>18. Public     Health Committee of the American Thyroid Association. Iodine supplementation     for pregnancy and lactation - United States and Canada: recommendations     of the American Thyroid Association. Thyroid 2006 Oct; 16 (10): 949-51.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000082&pid=S2182-5173201300060000900017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>19.     Zimmermann M, Delange F. Iodine supplementation of pregnant women in Europe: a     review and recommendations. Eur J Clin Nutr 2004 Jul; 58 (7): 979-84.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000084&pid=S2182-5173201300060000900018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>20. 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Pennington JA.&nbsp;Iodine toxicity.&nbsp;Springfield, VA: National Technical     Information Service, US Department of Commerce;&nbsp;1989.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000096&pid=S2182-5173201300060000900024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>26.     Rebagliato M,&nbsp;Murcia M,&nbsp;Espada M,&nbsp;Alvarez-Pedrerol     M,&nbsp;Bol&uacute;mar F,&nbsp;Vioque J, et al. Iodine intake and maternal thyroid     function during pregnancy. 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