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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><b>CLUBE DE LEITURA</b></p>     <p><font size="4"><b>Rastreio no Cancro de Ov&aacute;rio: ser&aacute; que os     benef&iacute;cios superam os riscos?</b></font></p>      <p><font size="3"><b>Ovarian     cancer screening: do the benefits exceed the risks?</b></font></p>       <p><b>Diana   Ferreira</b></p>       <p>Interna de     Medicina Geral e Familiar, UCSP da     Mealhada</p>   <hr/>     <p>&nbsp;</p>       <p>Reade CJ,     Riva JJ, Busse JW, Goldsmith CH, Elit L. Risks and benefits of screening     asymptomatic women for ovarian cancer: a systematic review and meta-analysis.     Gynecol Oncol 2013 Sep; 130 (3): 674-81.</p>       <p>&nbsp;</p>       <p><b>Introdu&ccedil;&atilde;o</b></p>       <p>O cancro de     ov&aacute;rio &eacute; a neoplasia ginecol&oacute;gica com maior mortalidade, apresentando 26,9% de     sobreviv&ecirc;ncia a 5 anos, quando diagnosticado nos est&aacute;dios III e IV (segundo a     Classifica&ccedil;&atilde;o da FIGO). O objetivo do rastreio do Cancro de Ov&aacute;rio &eacute; o     diagn&oacute;stico da doen&ccedil;a em est&aacute;dios iniciais, com vista a diminuir a     agressividade do tumor e consequentemente a mortalidade. No entanto, o     diagn&oacute;stico precoce n&atilde;o implica necessariamente uma diminui&ccedil;&atilde;o na mortalidade     se, no processo de rastreio, forem identificados os subtipos histol&oacute;gicos menos     agressivos. Assim, o objetivo prim&aacute;rio de qualquer programa de rastreio dever&aacute;     ser sempre a redu&ccedil;&atilde;o da mortalidade.</p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p>O diagn&oacute;stico     de cancro de ov&aacute;rio recorre fundamentalmente a dois meios complementares de     diagn&oacute;stico, a ecografia endovaginal e o doseamento do marcador CA-125, sendo     que nenhum deles &eacute; perfeitamente sens&iacute;vel ou espec&iacute;fico para este tipo de     cancro. Considerando que o diagn&oacute;stico definitivo exige a remo&ccedil;&atilde;o cir&uacute;rgica dos     ov&aacute;rios com seccionamento patol&oacute;gico, a exist&ecirc;ncia de falsos positivos pode     resultar em s&eacute;rios riscos, exames e cirurgias desnecess&aacute;rias.</p>       <p>Apesar das <i>guidelines</i> contraindicarem a realiza&ccedil;&atilde;o     do rastreio em mulheres com risco m&eacute;dio-baixo de cancro de ov&aacute;rio, o mesmo     continua a ser pr&aacute;tica corrente em muitos centros. Um estudo realizado ao n&iacute;vel     dos cuidados de sa&uacute;de prim&aacute;rios dos EUA mostrou que um ter&ccedil;o dos m&eacute;dicos de     fam&iacute;lia nos EUA acredita no rastreio e 24% oferece-o sistematicamente a     mulheres assintom&aacute;ticas, quer seja para satisfazer a vontade da doente quer     pela pr&aacute;tica da medicina defensiva. Dado que este estudo n&atilde;o inseriu a     mortalidade nos resultados, foram realizados posteriormente tr&ecirc;s ensaios     cl&iacute;nicos randomizados: o <i>Shizouka Cohort     Study of Ovarian Cancer Screening</i> (SCSOCS), no Jap&atilde;o, que incluiu 82.487     mulheres durante um per&iacute;odo de 9,2 anos, o <i>Prostate,     Lung, Colorectal and Ovarian Cancer Screening Randomized Controlled Trial</i> (PLCO), com 78.216 mulheres norte-americanas durante 12,4 anos e o <i>UK Collaborative Trial of Ovarian Cancer     Screening</i> (UKCTOCS), incluindo 202.638 mulheres no Reino Unido por 3-7     anos.</p>       <p>Com vista a     determinar os riscos e benef&iacute;cios do rastreio do cancro de ov&aacute;rio em mulheres     assintom&aacute;ticas, os autores do artigo em discuss&atilde;o realizaram uma revis&atilde;o     sistem&aacute;tica e meta-an&aacute;lise de ensaios cl&iacute;nicos randomizados.</p>       <p><b>Objetivo</b></p>       <p>Quantificar     os riscos e benef&iacute;cios resultantes da realiza&ccedil;&atilde;o de rastreio do cancro de     ov&aacute;rio em mulheres assintom&aacute;ticas.</p>       <p><b>M&eacute;todos</b></p>       <p><b>&#8211; <i>Fontes     de dados:</i></b></p>       <p>Pesquisa     sistem&aacute;tica de artigos publicados desde 1 de janeiro de 1979 at&eacute; 5 de fevereiro     de 2012 nas seguintes bases de dados: MEDLINE, CINAHL, EMBASE e CENTRAL,     suplementada por pesquisa das refer&ecirc;ncias bibliogr&aacute;ficas e cita&ccedil;&otilde;es inclu&iacute;das     nos mesmos e contacto com investigadores de ensaios cl&iacute;nicos em curso.</p>       <p><b>&#8211; <i>Crit&eacute;rios     de sele&ccedil;&atilde;o:</i></b></p>       <p>Ensaios     cl&iacute;nicos incluindo mulheres assintom&aacute;ticas (baixo ou alto risco de cancro de     ov&aacute;rio) que realizaram rastreio, educa&ccedil;&atilde;o para a sa&uacute;de ou nenhum tipo de     interven&ccedil;&atilde;o.</p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>&#8211; <i>Recolha     e an&aacute;lise de dados:</i></b></p>       <p>Dois autores     extra&iacute;ram os dados de forma independente, avaliaram o risco de vi&eacute;s para cada     ensaio cl&iacute;nico selecionado e contactaram autores para obter informa&ccedil;&atilde;o     adicional. As discord&acirc;ncias foram resolvidas por consenso. Foram analisados os <i>outcomes</i> prim&aacute;rios relativamente &agrave;     mortalidade total e por doen&ccedil;a espec&iacute;fica, e os <i>outcomes</i> secund&aacute;rios tendo em considera&ccedil;&atilde;o o n&uacute;mero de cirurgias     realizadas para detetar um caso de cancro de ov&aacute;rio, n&uacute;mero de falsos     positivos, complica&ccedil;&otilde;es associadas a cirurgias desnecess&aacute;rias, n&uacute;mero de casos     de cancro de ov&aacute;rio diagnosticados em est&aacute;dios III ou IV (FIGO), n&iacute;vel de     ansiedade relacionado com o risco de cancro de ov&aacute;rio e qualidade de vida,     atrav&eacute;s de meta-an&aacute;lise.</p>       <p><b>Resultados</b></p>       <p>Foram     inclu&iacute;dos 10 ensaios cl&iacute;nicos randomizados, conduzidos com baixo risco de vi&eacute;s,     que decorreram entre 1994 e 2011. Foi demonstrado que o rastreio no cancro de     ov&aacute;rio n&atilde;o reduziu a mortalidade total (risco relativo (RR) de 1,0; intervalo     de confian&ccedil;a de 95% (IC) 0,96-1,06), a mortalidade causada especificamente por     cancro de ov&aacute;rio (RR de 1,08; IC de 95% de 0,84-1,38) ou o risco de diagn&oacute;stico     em est&aacute;dio avan&ccedil;ado (RR de diagn&oacute;stico em est&aacute;dios III-IV (FIGO) de 0,86; IC de     95% de 0,68-1,11).</p>       <p>A ecografia     endovaginal deu origem a uma m&eacute;dia de 38 cirurgias por diagn&oacute;stico de cancro de     ov&aacute;rio (IC de 95% de 15,7-178,1), enquanto o doseamento de CA-125 conduziu a 4     cirurgias (IC de 95% de 2,7-4,5). A cirurgia foi associada a complica&ccedil;&otilde;es     graves em 6% das mulheres (IC de 95% de 1%-11%).</p>       <p>Relativamente     &agrave; qualidade de vida, ficou demonstrado que a mesma n&atilde;o foi afetada pelo     rastreio, no entanto, as mulheres com resultados falsos-positivos apresentaram     maior ansiedade diretamente relacionada com o cancro em compara&ccedil;&atilde;o com as que     possu&iacute;am resultados normais (odds ratio (OR) de 2,22; IC de 95% de 1,23-3,99).</p>       <p><b>Conclus&otilde;es</b></p>       <p>O rastreio     de mulheres assintom&aacute;ticas no cancro de ov&aacute;rio n&atilde;o mostrou qualquer benef&iacute;cio     na redu&ccedil;&atilde;o da mortalidade ou do risco de diagn&oacute;stico em est&aacute;dio avan&ccedil;ado,     conduzindo mesmo a cirurgias desnecess&aacute;rias e consequentes complica&ccedil;&otilde;es     cir&uacute;rgicas.</p>       <p><b>COMENT&Aacute;RIO</b></p>       <p>O cancro de     ov&aacute;rio &eacute; a neoplasia ginecol&oacute;gica com maior mortalidade e a quinta causa de     morte em mulheres.<sup>1</sup> A sua letalidade est&aacute; relacionada com o facto de     ser uma doen&ccedil;a frequentemente assintom&aacute;tica em est&aacute;dios iniciais, pelo que o     seu diagn&oacute;stico &eacute; apenas realizado, na maioria dos casos, em est&aacute;dios     avan&ccedil;ados. Anualmente, 200.000 mulheres em todo o mundo s&atilde;o diagnosticadas com     cancro de ov&aacute;rio e cerca de 62,5% n&atilde;o sobrevivem &agrave; doen&ccedil;a.<sup>2</sup></p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Ao longo das     &uacute;ltimas d&eacute;cadas, os avan&ccedil;os da medicina centraram-se n&atilde;o s&oacute; na descoberta de     terap&ecirc;uticas inovadoras como tamb&eacute;m na investiga&ccedil;&atilde;o de formas de preven&ccedil;&atilde;o e     diagn&oacute;stico precoce das doen&ccedil;as com maior potencial de malignidade e     consequentemente de mortalidade. De um modo geral, a preven&ccedil;&atilde;o     secund&aacute;ria/rastreio tem como finalidade a dete&ccedil;&atilde;o de uma patologia em fase     precoce de forma a reduzir a sua mortalidade no grupo rastreado. Assim sendo,     as patologias que constituem maioritariamente o alvo dos programas de rastreio     s&atilde;o as doen&ccedil;as cr&oacute;nicas, em particular as neoplasias, pela sua elevada taxa de     mortalidade.</p>       <p>Em v&aacute;rios     tumores s&oacute;lidos tais como mama, pulm&atilde;o, endom&eacute;trio, pr&oacute;stata e do trato gastrointestinal     j&aacute; &eacute; poss&iacute;vel realizar o diagn&oacute;stico precoce, no entanto, no caso espec&iacute;fico do     tumor de ov&aacute;rio, essa meta ainda n&atilde;o foi alcan&ccedil;ada apesar dos in&uacute;meros estudos     que v&atilde;o sendo realizados.<sup>3</sup></p>       <p>Existe     concord&acirc;ncia a n&iacute;vel mundial relativamente ao facto de n&atilde;o existirem estudos     cl&iacute;nicos que tenham demostrado que os benef&iacute;cios em realizar rastreio no cancro     de ov&aacute;rio superem os riscos existentes. A Sociedade Portuguesa de Ginecologia     publicou em 2003 o <i>Consenso sobre Cancros     do Colo, Corpo do &Uacute;tero e Ov&aacute;rio,</i><sup>4</sup> que visa uniformizar a     pr&aacute;tica cl&iacute;nica a este n&iacute;vel, tendo referido que n&atilde;o existe preven&ccedil;&atilde;o     secund&aacute;ria para o cancro de ov&aacute;rio, embora se possam admitir estudos cl&iacute;nicos     em popula&ccedil;&otilde;es selecionadas. Acrescenta tamb&eacute;m que, no caso de risco acrescido     por predisposi&ccedil;&atilde;o heredit&aacute;ria (muta&ccedil;&otilde;es nos genes BRCA1 e BRCA2, Cancro     Heredit&aacute;rio n&atilde;o polipoide do c&oacute;lon/S&iacute;ndrome de Lynch ou hist&oacute;ria familiar de     cancro de mama e/ou ov&aacute;rio), dever&aacute; ser realizado exame p&eacute;lvico, ecografia     endovaginal e doseamento do marcador CA-125 a cada 6 meses a partir dos 25 anos     at&eacute; efetuar anexetomia. Infelizmente, mesmo este rastreio, de certa forma     intensivo, n&atilde;o mostrou uma diminui&ccedil;&atilde;o da mortalidade por cancro de ov&aacute;rio em     popula&ccedil;&otilde;es de alto risco.<sup>5</sup></p>       <p>Concluindo,     e mantendo o enfoque, quer no artigo alvo de discuss&atilde;o, quer na literatura     existente, existem alguns pontos a considerar:</p>       <p>• Os estudos     existentes n&atilde;o demonstraram que o rastreio no cancro do ov&aacute;rio, com recurso &agrave;     ecografia endovaginal e ao doseamento do marcador CA-125, seja ben&eacute;fico na     redu&ccedil;&atilde;o da mortalidade total nem da mortalidade espec&iacute;fica da doen&ccedil;a. Mostrou     mesmo um aumento do n&uacute;mero de procedimentos invasivos desnecess&aacute;rios associados     &agrave; terap&ecirc;utica institu&iacute;da.<sup>6</sup></p>       <p>• A maioria     das massas ov&aacute;ricas detetadas em contexto de rastreio por ecografia endovaginal     s&atilde;o benignas, pelo que o n&uacute;mero de falsos positivos &eacute; elevado. &Eacute; fundamental a     cria&ccedil;&atilde;o e posterior uso de crit&eacute;rios morfol&oacute;gicos na caracteriza&ccedil;&atilde;o dos tumores     de forma a reduzir os resultados falsos positivos.<sup>7</sup></p>     <p>• &Eacute; necess&aacute;rio     apostar na crescente compreens&atilde;o acerca da etiologia e subtipos de tumores no     cancro de ov&aacute;rio e na investiga&ccedil;&atilde;o com vista a descobrir novos marcadores que     possam melhorar o desempenho do CA-125 no rastreio.<sup>8</sup></p>       <p>&nbsp;</p>       <p><b>REFER&Ecirc;NCIAS BIBLIOGR&Aacute;FICAS</b></p>       <!-- ref --><p>1. American     Cancer Society. Cancer Facts and Figures 2012. Atlanta, GA: American Cancer     Society; 2012.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000042&pid=S2182-5173201300060001100001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>2. Parkin     DM, Bray F, Ferlay J, Pisani P. Global cancer statistics, 2002. CA Cancer J     Clin 2005 Mar-Apr; 55 (2): 74-108.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000044&pid=S2182-5173201300060001100002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>3. Ricci S,     Shih I. Screening for ovarian cancer: a reality check. Curr Obstet Gynecol Rep     2013 Jun 1; 2 (2): 73-5.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000046&pid=S2182-5173201300060001100003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>4. Sociedade     Portuguesa de Ginecologia. Consenso sobre Cancros do Colo, Corpo do &Uacute;tero e     Ov&aacute;rio. Lisboa: Sociedade Portuguesa deGinecologia; 2003.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000048&pid=S2182-5173201300060001100004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>5. Diaz E,     Burky III RE, Hummel CS, Farias-Eisner R. Early detection of ovarian cancer.     Expert Rev Obstet Gynecol 2013 Mar; 8 (2): 169-79.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000050&pid=S2182-5173201300060001100005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>6. Buys SS,     Partridge E, Black A, Johnson CC, Lamerato L, Isaacs C, et al. Effect of     screening on ovarian cancer mortality: the Prostate, Lung, Colorectal and     Ovarian (PLCO) Cancer Screening Randomized Controlled Trial. JAMA 2011 Jun 8;     305 (22): 2295-303.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000052&pid=S2182-5173201300060001100006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>7. Rauh-Hain     JA, Krivak TC, Del Carmen MG, Olawaiye AB. Ovarian cancer screening and early     detection in the general population. Rev Obstet Gynecol 2011; 4 (1): 15-21.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000054&pid=S2182-5173201300060001100007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>8.     Gentry-Maharaj A, Menon U. Screening for ovarian cancer in the general     population. Best Pract Res Clin Obstet Gynaecol 2012 Apr; 26 (2): 243-56.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000056&pid=S2182-5173201300060001100008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>&nbsp;</p>       <p><b>Conflitos de Interesse</b></p>       <p>A autora     declara n&atilde;o ter conflito de interesses.</p>       <p><i>Artigo escrito ao abrigo do novo acordo     ortogr&aacute;fico.</i></p> </div>      ]]></body><back>
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