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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><b>EDITORIAL</b></p>     <p><font size="4"><b>Revis&#227;o baseada na evid&#234;ncia - um     falso positivo ou um verdadeiro positivo para a nossa pr&#225;tica cl&#237;nica?</b></font></p>       <p><b>Carla Lopes da Mota,* Helena Be&#231;a**</b></p>     <p>*Assistente     de Medicina Geral e Familiar, UCSP Bar&#227;o do Corvo II - P&#243;lo Afurada - ACeS Gaia</p>       <p>**Assistente     de Medicina Geral e Familiar, USF Espinho - ACeS Espinho/Gaia</p>     <p><a href="#c0">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a> | <a href="#c0">Direcci&oacute;n para correspondencia</a> | <a href="#c0">Correspondence</a><a name="topc0"></a></p> <hr/>     <p>&nbsp;</p>        <p>A Medicina     Baseada na Evid&#234;ncia (MBE), citada pela primeira vez em 1991 por Guyatt,<sup>1</sup> pretende que a pr&#225;tica cl&#237;nica seja norteada pelo melhor conhecimento     cient&#237;fico dispon&#237;vel, a experi&#234;ncia cl&#237;nica, os valores dos doentes e as suas     circunst&#226;ncias.<sup>2</sup> A necessidade di&#225;ria de informa&#231;&#227;o cred&#237;vel e     actualizada, a desadequa&#231;&#227;o das fontes de informa&#231;&#227;o tradicionais, a escassa     disponibilidade para a leitura e estudo de publica&#231;&#245;es recentes, o n&#250;mero     elevado destas e as lacunas existentes entre a evid&#234;ncia e a pr&#225;tica cl&#237;nica     t&#234;m suscitado um interesse crescente nesta &#225;rea. A sua influ&#234;ncia tem vindo a     ser reconhecida ao longo do tempo, tendo sido apontada pelo <i>British Medical Journal</i> como um dos 15 marcos     da Medicina desde 1840.<sup>3</sup></p>       <p>Acompanhando     esta evolu&#231;&#227;o, a revis&#227;o baseada na evid&#234;ncia (RBE) constitui uma das poss&#237;veis     tipologias de artigos publicados na Revista Portuguesa de Medicina Geral e     Familiar<sup>4</sup> e de trabalhos a serem apresentados sob a forma de     comunica&#231;&#227;o oral ou <i>poster</i> nos v&#225;rios     congressos cient&#237;ficos organizados pela Associa&#231;&#227;o Portuguesa de Medicina Geral     e Familiar.</p>       <p>Como     editoras, revisoras de trabalhos escritos ou congressistas (participantes e/ou     j&#250;ri de avalia&#231;&#227;o de trabalhos) temos vindo a deparar-nos com erros     metodol&#243;gicos graves que questionam os princ&#237;pios da RBE, como a defini&#231;&#227;o de     objetivos orientados para o doente, a reprodutibilidade e a correcta e adequada     valoriza&#231;&#227;o da evid&#234;ncia existente.</p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p>De uma forma     geral, verifica-se que s&#227;o colocadas perguntas pertinentes e relevantes para a     pr&#225;tica cl&#237;nica, mas que posteriormente s&#227;o formuladas e definidas nos     objectivos de forma imprecisa, dispersa e n&#227;o privilegiando <i>outcomes</i> orientados para o doente.</p>       <p>No que se     refere &#224;s palavras-chave utilizadas na pesquisa, estas dever&#227;o ser conhecidas e     ter um significado comum em toda a literatura m&#233;dica. Recomenda-se o uso de <i>Medical Subject Headings</i> (MeSH), um     conjunto de termos definidos pela <i>National     Library of Medicine</i> e usados na indexa&#231;&#227;o de artigos.<sup>5-6</sup> Um erro     frequente &#233; o uso, pelos autores da RBE, de palavras-chave que n&#227;o s&#227;o termos     MeSH ou que n&#227;o se relacionam de forma adequada com o objectivo do trabalho.     Esta incorrec&#231;&#227;o colocar&#225; toda a pesquisa e as suas conclus&#245;es em causa, bem     como a sua validade cient&#237;fica, comprometendo a possibilidade de publica&#231;&#227;o.</p>       <p>Apesar da     metodologia<sup>5-7</sup> da RBE estar bem definida e divulgada, continuam a     ser seleccionadas, aquando da pesquisa bibliogr&#225;fica, tipologias de artigos que     n&#227;o respeitam a ess&#234;ncia da RBE, como opini&#245;es de peritos/consensos ou revis&#245;es     narrativas. As fontes de informa&#231;&#227;o preferenciais dever&#227;o ser meta-an&#225;lises,     revis&#245;es sistem&#225;ticas, ensaios cl&#237;nicos controlados e aleatorizados e normas de     orienta&#231;&#227;o cl&#237;nica/<i>guidelines</i> baseadas em evid&#234;ncia, eliminando todas as outras, geralmente com grandes     vi&#233;ses e evid&#234;ncia pouco robusta.</p>       <p>Um outro     aspecto a salientar relaciona-se com a an&#225;lise, avalia&#231;&#227;o e valoriza&#231;&#227;o da     qualidade dos artigos obtidos na pesquisa bibliogr&#225;fica. Pretende-se que este     processo seja objectivo, eliminando vi&#233;ses de selec&#231;&#227;o e erros na atribui&#231;&#227;o     dos n&#237;veis de evid&#234;ncia que determinam a qualidade do artigo. Esta tarefa     poder&#225; ser melhorada com recurso a escalas de avalia&#231;&#227;o de revis&#227;o     sistem&#225;tica/meta-an&#225;lise (GATE CAT)<sup>8</sup> e ensaios cl&#237;nicos controlados     e aleatorizados (Escala de Jadad<sup>9</sup> ou CONSORT,<sup>10</sup> por     exemplo). Desta forma, erros na avalia&#231;&#227;o e apresenta&#231;&#227;o da evid&#234;ncia poder&#227;o     ser minorados e/ou evitados.</p>       <p>Pretende-se     com a realiza&#231;&#227;o de uma RBE apresentar um corpo de evid&#234;ncias e formular uma     recomenda&#231;&#227;o final relativamente &#224; pergunta cl&#237;nica colocada. A esta     recomenda&#231;&#227;o &#233; atribu&#237;da uma For&#231;a de acordo com a quantidade, qualidade,     validade e consist&#234;ncia dos resultados. Poder&#227;o ser utilizadas v&#225;rios tipos de     escalas, como a <i>Strenght of     Recommendation Taxonomy (SORT) da American Family Physician,</i><sup>11</sup> a     desenvolvida pelo <i>Oxford Centre for     Evidence-Based Medicine</i><sup>12</sup> ou a da <i>U.S. Preventive Services Task Force.</i><sup>13</sup> Observa-se que     neste processo de classifica&#231;&#227;o de n&#237;vel de evid&#234;ncia e for&#231;a de recomenda&#231;&#227;o     t&#234;m ocorrido erros que poder&#227;o advir da interpreta&#231;&#227;o errada da escala adoptada     e de erros pr&#233;vios na classifica&#231;&#227;o da evid&#234;ncia.</p>       <p>Desta forma,     poder&#227;o ser divulgadas conclus&#245;es finais aparentemente bem fundamentadas e     suportadas pela melhor evid&#234;ncia cl&#237;nica mas que dever&#227;o ser interpretadas de     forma muito cautelosa e mantendo sempre um atitude cr&#237;tica e atenta na     avalia&#231;&#227;o da informa&#231;&#227;o apresentada.</p>     <p>A MBE, tal     como descrito previamente, tem in&#250;meras vantagens para a pr&#225;tica cl&#237;nica. No     entanto, tem tamb&#233;m uma metodologia pr&#243;pria, bem definida, muito rigorosa e     precisa pelo que a realiza&#231;&#227;o deste tipo de revis&#245;es deve ser antecedida de uma     forma&#231;&#227;o espec&#237;fica na &#225;rea, de treino na sua realiza&#231;&#227;o e discuss&#227;o com     colegas mais experientes e com aptid&#245;es de leitura cr&#237;tica. Considera-se que os     cl&#237;nicos devem ser capacitados para a an&#225;lise e avalia&#231;&#227;o cr&#237;tica da informa&#231;&#227;o     cient&#237;fica, assim como para a realiza&#231;&#227;o deste tipo de revis&#245;es, quer ao n&#237;vel     da forma&#231;&#227;o pr&#233;-graduada, quer p&#243;s-graduada. Dever&#225; ser feito um investimento     nesta &#225;rea pelas Academias e Sociedades Cient&#237;ficas para que os profissionais     de sa&#250;de sejam dotados das ferramentas para a adequada integra&#231;&#227;o da MBE na     pr&#225;tica cl&#237;nica di&#225;ria.</p>       <p>Numa altura     em que a MBE tem sido alvo de reflex&#227;o no que se refere aos poss&#237;veis conflitos     de interesses e ao seu uso de forma indevida, o n&#237;vel de exig&#234;ncia da qualidade     da RBE dever&#225; ser cada vez mais elevado, para que sejamos norteados     efectivamente pela melhor evid&#234;ncia cl&#237;nica dispon&#237;vel para melhorar a sa&#250;de do     doente, seguindo o imperativo &#233;tico da MBE.14</p>       <p>&nbsp;</p>       <p><b>REFER&#202;NCIAS     BIBLIOGR&#193;FICAS</b></p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>1. Guyatt G.     Evidence-based Medicine. ACP J Club 1991; 114 (suppl 2):A16.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000023&pid=S2182-5173201400010000300001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>2. Sackett     DL, Strauss SE, Richardson WS, Rosenberg W, Haynes RB. Evidence-based Medicine:     How to practice and teach EBM. 2nd ed. Edinburgh; Churchill Livingstone; 2000.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000025&pid=S2182-5173201400010000300002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>3. Godlee F.     Milestones on the long road to knowledge. BMJ 2007 Jan 6; 334 Suppl 1: s2-3.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000027&pid=S2182-5173201400010000300003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>4. Normas     para apresenta&#231;&#227;o de artigos &#224; Revista Portuguesa de Cl&#237;nica Geral. Rev Port     Clin Geral 2010 Mai-Jun; 26 (3): 325-40.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000029&pid=S2182-5173201400010000300004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>5. Grupo MBE     Galicia. Como Hacer una revisi&#243;n cl&#237;nica con fuentes MBE? Dispon&#237;vel em:     <a href="http://www.fisterra.com/guias-clinicas/como-hacer-revision-clinica-con-fuentes-mbe/" target="_blank">http://www.fisterra.com/guias-clinicas/como-hacer-revision-clinica-con-fuentes-mbe/</a>     (acedido a 16/02/2014).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000031&pid=S2182-5173201400010000300005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>6. Braga R,     Melo M. Como fazer uma revis&#227;o baseada na evid&#234;ncia? Rev Port Clin Geral 2009     Nov-Dez; 25 (6): 660-6.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000033&pid=S2182-5173201400010000300006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>7. Centre     for Evidence Based Medicine. Dispon&#237;vel em: <a href="http://www.cebm.net/index.aspx?o=1023" target="_blank">http://www.cebm.net/index.aspx?o=1023</a>     (acedido a 16/02/2014).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000035&pid=S2182-5173201400010000300007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>8.     Evidence-Based Practice and Critical Appraisal. Dispon&#237;vel em: <a href="https://www.fmhs.auckland.ac.nz/soph/depts/epi/epiq/ebp.aspx" target="_blank">https://www.fmhs.auckland.ac.nz/soph/depts/epi/epiq/ebp.aspx</a>     (acedido a 16/02/2014).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000037&pid=S2182-5173201400010000300008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <p>9. Jadad AR,     Moore RA, Carroll D, Jenkinson C, Reynolds DJ, Gavaghan DJ, et al. Controlled     Clin Trials 1996 Feb; 17 (1): 1-12.</p>       <!-- ref --><p>10. Schulz     KF, Altman DG, Moher D, for the CONSORT Group. CONSORT 2010 Statement: updated     guidelines for reporting parallel group randomised trials. Ann Int Med 2010 Jun     1; 152 (11): 726-32.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000040&pid=S2182-5173201400010000300010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>11. Ebell,     MH, Siwek J, Weiss BD, Woolf SH, Susman J, Ewingman B, et al. Strength of     recommendation taxonomy (SORT): a patient-centered approach to grading evidence     in the medical literature. Am Fam Physician 2004 Feb 1; 69 (3): 549-56.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000042&pid=S2182-5173201400010000300011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>12. OCEBM     Levels of Evidence Working Group. &quot;The Oxford 2011 Levels of     Evidence&quot;. Oxford Centre for Evidence-Based Medicine. Dispon&#237;vel em:     <a href="http://www.cebm.net/index.aspx?o=5653" target="_blank">http://www.cebm.net/index.aspx?o=5653</a> (acedido a 16/02/2014).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000044&pid=S2182-5173201400010000300012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>13. U.S.     Preventive Services Task Force. Dispon&#237;vel em     <a href="http://www.uspreventiveservicestaskforce.org/about.htm" target="_blank">http://www.uspreventiveservicestaskforce.org/about.htm</a> (acedido a 16/02/2014).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000046&pid=S2182-5173201400010000300013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>14. Gupta M.     Improved health or improved decision making? The ethical goals of EBM. J Eval     Clin Pract. 2011 Oct; 17 (5): 957-63.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000048&pid=S2182-5173201400010000300014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <p>&nbsp;</p>     <p><a href="#topc0">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a> | <a href="#topc0">Direcci&oacute;n para correspondencia</a> | <a href="#topc0">Correspondence</a><a name="c0"></a></p>        <p><a href="mailto:carlalopesmota@gmail.com">carlalopesmota@gmail.com</a></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>       <p><b>Conflito   de interesses</b></p>       <p>As autoras     s&#227;o editoras da RPMGF.</p>       <p>A autora     Carla Lopes da Mota &#233; colaboradora da Coordena&#231;&#227;o de Internato de Medicina   Geral e Familiar da Zona Norte na forma&#231;&#227;o em Revis&#227;o Baseada na Evid&#234;ncia.</p>      ]]></body><back>
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