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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Como dormimos? Avaliação da qualidade do sono em cuidados de saúde primários]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Aim: Assessment of sleep quality in adult primary care patients Type of study: Cross-sectional study Place: Gil Eanes Family Health Unit - Unidade Local de Saúde do Alto Minho, EPE Population: Adult primary care patients Methods: We used the Pittsburgh Sleep Quality Index (PSQI). Good sleep quality was defined as a PSQI less or equal to 5 and poor sleep quality as a PSQI greater than 5. We also collected data on age, sex, marital status, schooling, profession, and professional status, a personal history of psychiatric problems and the use of sleep medication. The questionnaire was administered to a convenience sample of adult patients on the practice lists of the researchers. Patients with chronic illnesses, cognitive dysfunction, pregnant women, women up to 6 weeks postpartum, and illiterate patients were excluded from the study. Results: The study included 103 patients, of which 36,9% were men. Sleep problems were found in over half of the study sample (PSQI> 5 in 52,4% versus PSQI = 5 in 47,6%). There were significant associations found between sleeping quality and sex, age, education and professional status. Conclusions: Sleep disorders are common in primary care patients and family physicians are well placed to diagnose and treat them. The PSQI is a good instrument for assessing sleep quality.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Qualidade do Sono]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Cuidados de Saúde Primários]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[Sleep Quality]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[Primary Care]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><b>ESTUDOS ORIGINAIS</b></p>       <p><font size="4"><b>Como dormimos? Avalia&#231;&#227;o da     qualidade do sono em cuidados de sa&#250;de prim&#225;rios</b></font></p>       <p><font size="3"><b>How do we sleep? Assessment of sleep   quality in primary care</b></font></p>       <p><b>Marisa Rodrigues,<sup>1</sup> Sofia Nina,<sup>2</sup> Lurdes Matos<sup>3</sup></b></p>       <p><sup>1</sup>M&#233;dica</p>       <p><sup>2</sup>Interna     Complementar de Medicina Geral e Familiar - Unidade de Sa&#250;de Familiar Gil     Eanes - Unidade Local de Sa&#250;do do Alto Minho, EPE (ULSAM, EPE)</p>       <p><sup>3</sup>Assistente     de Medicina Geral e Familiar, Orientadora de Forma&#231;&#227;o - Unidade de Sa&#250;de     Familiar Gil Eanes - Unidade Local de Sa&#250;do do Alto Minho, EPE (ULSAM,     EPE)</p>      <p><a href="#c0">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a> | <a href="#c0">Direcci&oacute;n para correspondencia</a> | <a href="#c0">Correspondence</a><a name="topc0"></a></p> <hr/>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>RESUMO</b></p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Objectivo:</b> Avaliar a qualidade do sono     dos utentes adultos que recorrem aos cuidados de sa&#250;de prim&#225;rios.</p>       <p><b>Tipo de estudo:</b> Estudo transversal.</p>       <p><b>Local:</b> Unidade de Sa&#250;de Familiar Gil     Eanes - Unidade Local de Sa&#250;de do Alto Minho, EPE.</p>       <p><b>Popula&#231;&#227;o:</b> Utentes adultos que recorrem     aos cuidados de sa&#250;de prim&#225;rios.</p>       <p><b>M&#233;todos:</b> Procedeu-se &#224; aplica&#231;&#227;o do <i>Question&#225;rio de Pittsburgh sobre a Qualidade     do Sono</i> (PSQI), que considera boa qualidade de sono se PSQI &#8804; 5 e m&#225;     qualidade do sono se PSQI &gt; 5. Foram ainda colhidas informa&#231;&#245;es referentes     &#224;s vari&#225;veis idade, sexo, estado civil, escolaridade, profiss&#227;o, situa&#231;&#227;o     profissional, antecedentes de patologia psiqui&#225;trica e uso de medica&#231;&#227;o para     dormir. O question&#225;rio foi aplicado a uma amostra de conveni&#234;ncia de utentes     adultos pertencentes ao ficheiro das investigadoras. Foram exclu&#237;dos os utentes     com doen&#231;a grave, altera&#231;&#245;es cognitivas, gr&#225;vidas, pu&#233;rperas e iletrados.</p>       <p><b>Resultados:</b> O estudo incluiu 103     utentes, dos quais 36,9% eram homens. Cerca de metade dos utentes dorme mal     (PSQI &gt; 5 em 52,4% <i>versus</i> PSQI     &#8804; 5 em 47,6%). Observou-se que existem diferen&#231;as significativamente     estat&#237;sticas entre os que dormem bem e os que dormem mal no que diz respeito &#224;s     vari&#225;veis sexo, idade, escolaridade e situa&#231;&#227;o profissional.</p>       <p><b>Conclus&#245;es:</b> As perturba&#231;&#245;es do sono s&#227;o     muito frequentes nos utentes que recorrem aos cuidados de sa&#250;de prim&#225;rios. Da&#237;,     a necessidade dos M&#233;dicos de Fam&#237;lia, fazendo uso da sua posi&#231;&#227;o privilegiada,     estarem alerta para esta patologia de modo a fazerem adequadamente o seu     diagn&#243;stico e acompanhamento. O PSQI &#233; um bom instrumento de avalia&#231;&#227;o da     qualidade do sono e uma ferramenta fundamental na avalia&#231;&#227;o sistem&#225;tica de     todos os doentes, assumindo um papel ainda mais relevante na avalia&#231;&#227;o das     popula&#231;&#245;es de maior risco.</p>       <p><b>Palavras-chave:</b> Qualidade do Sono e     Cuidados de Sa&#250;de Prim&#225;rios.</p> <hr/>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>ABSTRACT</b></p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Aim:</b> Assessment of sleep quality in   adult primary care patients</p>       <p><b>Type of study:</b> Cross-sectional study</p>       <p><b>Place:</b> Gil Eanes Family Health Unit     &#8211; Unidade Local de Sa&#250;de do Alto Minho, EPE</p>       <p><b>Population:</b> Adult primary care patients</p>       <p><b>Methods:</b> We used the Pittsburgh Sleep     Quality Index (PSQI). Good sleep quality was defined as a PSQI less or equal to     5 and poor sleep quality as a PSQI greater than 5. We also collected data on     age, sex, marital status, schooling, profession, and professional status, a     personal history of psychiatric problems and the use of sleep medication. The     questionnaire was administered to a convenience sample of adult patients on the     practice lists of the researchers. Patients with chronic illnesses, cognitive     dysfunction, pregnant women, women up to 6 weeks postpartum, and illiterate     patients were excluded from the study.</p>       <p><b>Results:</b> The study included 103     patients, of which 36,9% were men. Sleep problems were found in over half of     the study sample (PSQI&gt; 5 in 52,4% versus PSQI &#8804; 5 in 47,6%). There     were significant associations found between sleeping quality and sex, age,     education and professional status.</p>       <p><b>Conclusions:</b> Sleep disorders are common     in primary care patients and family physicians are well placed to diagnose and     treat them. The PSQI is a good instrument for assessing sleep quality.</p>       <p><b>Keywords:</b> Sleep Quality; Primary Care.</p> <hr/>     <p>&nbsp;</p>       <p><b>Introdu&#231;&#227;o</b></p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Nos nossos     dias, as horas de sono competem com um n&#250;mero cada vez maior de distrac&#231;&#245;es,     quer sejam laborais, sociais ou de lazer, o que faz com que actualmente     durmamos menos cerca de 25% do que h&#225; 100 anos atr&#225;s.<sup>1</sup> Citando     Pimentel-Souza, &#171;a perda da fun&#231;&#227;o restauradora do sono leva ao comprometimento     do desempenho durante o dia e afecta as fun&#231;&#245;es vitais&#187;.<sup>2</sup> Segundo     Doghramji, um ter&#231;o da popula&#231;&#227;o geral sofre de alguma forma de perturba&#231;&#227;o do     sono.<sup>3</sup> Mateus, numa abordagem das perturba&#231;&#245;es do sono no contexto     dos cuidados de sa&#250;de prim&#225;rios, refere que estas se situam entre os 10     principais motivos de consulta e que, enquanto entidades nosol&#243;gicas aut&#243;nomas,     fazem parte dos 20 diagn&#243;sticos mais efectuados nas consultas de Medicina Geral     e Familiar.<sup>4</sup> No entanto, a mesma autora refere tamb&#233;m que apenas 10     a 15% dos doentes com ins&#243;nia (a mais prevalente das perturba&#231;&#245;es do sono)     procura ajuda do M&#233;dico de Fam&#237;lia para este problema e muitos destes     apresentam-no como motivo acess&#243;rio da consulta.<sup>4</sup> Assim sendo, o     diagn&#243;stico das perturba&#231;&#245;es do sono representa um desafio para o M&#233;dico de     Fam&#237;lia.<sup>1</sup></p>       <p>A     desvaloriza&#231;&#227;o dos problemas do sono, n&#227;o s&#243; por parte dos doentes, mas tamb&#233;m     por parte dos profissionais de sa&#250;de, contribuiu para o crescimento deste     problema com enorme impacto a n&#237;vel da sa&#250;de e econ&#243;mico.<sup>3,5,6,7,8</sup> Os doentes que sofrem de perturba&#231;&#245;es do sono consomem um maior n&#250;mero de     consultas, medicamentos, exames auxiliares de diagn&#243;stico e t&#234;m mais     internamentos.<sup>9</sup> O n&#227;o tratamento das perturba&#231;&#245;es do sono, em     particular a ins&#243;nia, tem graves repercuss&#245;es na qualidade de vida dos     indiv&#237;duos e pode ter consequ&#234;ncias graves ou fatais, nomeadamente acidentes de     via&#231;&#227;o e de trabalho.<sup>1,3,5,10</sup></p>       <p>Face a isto,     os m&#233;dicos devem manter um elevado &#237;ndice de suspei&#231;&#227;o para o diagn&#243;stico das     perturba&#231;&#245;es do sono e interrogar os seus doentes acerca do sono de forma     sistem&#225;tica e em todo o tipo de consultas (programadas/n&#227;o programadas).<sup>3,11</sup></p>       <p>S&#227;o escassos     os estudos epidemiol&#243;gicos realizados em Portugal na &#225;rea do sono e, neste     contexto, as autoras consideram pertinente a realiza&#231;&#227;o deste estudo, que tem     como objectivo avaliar a qualidade do sono dos utentes que recorrem aos     cuidados de sa&#250;de prim&#225;rios e avaliar a correla&#231;&#227;o da qualidade do sono com     factores idade, sexo, estado civil, escolaridade, profiss&#227;o, situa&#231;&#227;o     profissional, antecedentes de patologia psiqui&#225;trica e uso de medica&#231;&#227;o para     dormir.</p>       <p><b>M&#233;todos</b></p>       <p>Tratou-se de     um estudo transversal, realizado na Unidade de Sa&#250;de Familiar Gil Eanes &#8211;     Unidade Local de Sa&#250;de do Alto Minho, EPE, no per&#237;odo de 18 de Fevereiro a 01     de Mar&#231;o de 2013.</p>       <p>Procedeu-se     &#224; aplica&#231;&#227;o do <i>Question&#225;rio de Pittsburgh     sobre a Qualidade do Sono (PSQI)</i><sup>12</sup>, que visa avaliar a qualidade     do sono no &#250;ltimo m&#234;s. O PSQI &#233; um question&#225;rio de auto-preenchimento, que     inclui 10 grupos de quest&#245;es. O &#250;ltimo grupo &#233; respondido pelo(a)     companheiro(a) de quarto/cama. As respostas obtidas neste &#250;ltimo grupo n&#227;o s&#227;o     contabilizadas para a pontua&#231;&#227;o total obtida no PSQI, destinando-se a ser um     complemento para a informa&#231;&#227;o cl&#237;nica. O question&#225;rio permite focar a avalia&#231;&#227;o     em sete componentes principais: 1) qualidade subjectiva do sono; 2) lat&#234;ncia do     sono; 3) dura&#231;&#227;o do sono; 4) efici&#234;ncia habitual do sono; 5) dist&#250;rbios do     sono; 6) uso de medica&#231;&#227;o para dormir; 7) sonol&#234;ncia diurna e dist&#250;rbios     durante o dia. Este question&#225;rio tem um ponto de corte, considerando boa     qualidade de sono se PSQI &#8804; 5 e m&#225; qualidade do sono se PSQI &gt; 5.     Assim o PSQI permite diferenciar os indiv&#237;duos com um sono normal daqueles que     t&#234;m algum dist&#250;rbio do sono.</p>       <p>Foram ainda     colhidas informa&#231;&#245;es referentes &#224;s vari&#225;veis idade, sexo, estado civil,     escolaridade, profiss&#227;o, situa&#231;&#227;o profissional, antecedentes de patologia     psiqui&#225;trica e uso de medica&#231;&#227;o para dormir.</p>     <p>O     question&#225;rio era composto por duas partes: a primeira da autoria das     investigadoras - <a href="#a1">Anexo 1</a><a name="topa1"></a> - e a segunda constitu&#237;da pelo PSQI.  </p>     <p>Durante duas     semanas, foi proposto o preenchimento do question&#225;rio oportunisticamente   - amostra de conveni&#234;ncia - a todos os utentes pertencentes ao     ficheiro das investigadoras, com idade superior a 18 anos, independentemente do     tipo de consulta. Foram exclu&#237;dos os utentes com doen&#231;a grave, altera&#231;&#245;es     cognitivas, gr&#225;vidas, pu&#233;rperas e iletrados. Para que a amostra fosse representativa     da popula&#231;&#227;o em estudo deveria ser constitu&#237;da por 374 utentes, considerando um     intervalo de confian&#231;a de 95%.</p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p>O pedido de     consentimento informado escrito foi prescindido, de acordo com a al&#237;nea B)a) do     ponto II do Documento Guia sobre Consentimento Informado, emitido pela Comiss&#227;o     de &#201;tica para a Sa&#250;de da ARS Norte, IP, no ano 2009. O projecto de investiga&#231;&#227;o     teve parecer positivo da Comiss&#227;o de &#201;tica da Unidade Local de Sa&#250;de do Alto     Minho, EPE.</p>       <p>A an&#225;lise     dos dados foi feita com recurso ao programa inform&#225;tico <i>Statistical Programme for Social Sciences</i> (SPSS) na sua vers&#227;o     v.20.0.0, considerando-se um n&#237;vel de signific&#226;ncia de 5%. Utilizou-se o teste     do Qui-quadrado para comparar grupos em rela&#231;&#227;o a vari&#225;veis nominais. Quando as     condi&#231;&#245;es para a aplica&#231;&#227;o deste teste n&#227;o se verificavam, utilizou-se o teste     exacto de Fisher. O teste de Shapiro-Wilk foi usado para a verifica&#231;&#227;o da     normalidade da distribui&#231;&#227;o de vari&#225;veis cont&#237;nuas. Para avalia&#231;&#227;o de m&#233;dias     utilizou-se o teste t quando a condi&#231;&#227;o de normalidade era cumprida, caso     contr&#225;rio utilizou-se o de Mann-Whitney. Para compara&#231;&#227;o entre dois grupos em     rela&#231;&#227;o a vari&#225;veis ordinais utilizou-se tamb&#233;m o teste de Mann-Whitney. O     coeficiente k de Cohen foi utilizado para avaliar a concord&#226;ncia entre     diferentes avalia&#231;&#245;es em rela&#231;&#227;o a caracter&#237;sticas qualitativas.</p>       <p><b>Resultados</b></p>       <p>O estudo     incluiu 103 utentes. Foram exclu&#237;dos 27 utentes. Todos os utentes a quem foi     proposto o preenchimento do question&#225;rio aceitaram participar no estudo, pelo     que a taxa de resposta foi 100%. A caracteriza&#231;&#227;o s&#243;cio-demogr&#225;fica da amostra     apresenta-se no <a href="#q1">Quadro I</a>. Os resultados obtidos sobre essas vari&#225;veis foram     divididos em dois grupos, de acordo com o resultado obtido no PSQI. Um grupo     denominado &#171;dormem bem&#187;, constitu&#237;do pelos 49 utentes que pontuaram cinco ou     menos no PSQI, e outro grupo denominado &#171;dormem mal&#187;, constitu&#237;do pelos 54     utentes que pontuaram mais de cinco no PSQI. Apresentam-se resumidamente os     resultados obtidos no <a href="#q2">Quadro II</a>.</p>       <p>&nbsp;</p>    <p align="center"><a name="q1"></a><img src="/img/revistas/rpmgf/v30n1/30n4a04q1.jpg"/></p>    
<p>&nbsp;</p>       <p>&nbsp;</p>    <p align="center"><a name="q2"></a><img src="/img/revistas/rpmgf/v30n1/30n4a04q2.jpg"/></p>    
<p>&nbsp;</p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Na amostra     cerca de um ter&#231;o dos participantes eram homens (36,9%) e os restantes dois     ter&#231;os mulheres (63,1%). Para estudo da vari&#225;vel sexo, aplicou-se o teste do     Qui-quadrado e verificou-se uma percentagem maior de casos com PSQI &gt; 5     entre as mulheres (<i>p</i> = 0,015), o que     indica que estas dormem pior do que os homens.</p>       <p>Para     analisar a vari&#225;vel idade aplicou-se o teste Shapiro-Wilk e verificou-se que os     dados foram retirados de uma popula&#231;&#227;o normal, cumprindo assim os pressupostos     para a aplica&#231;&#227;o do teste <i>t.</i> Os     resultados deste teste mostraram que, em m&#233;dia, os utentes que dormem mal s&#227;o     mais velhos que os que dormem bem (<i>p</i> = 0,011).</p>       <p>Em rela&#231;&#227;o &#224;     vari&#225;vel estado civil, ap&#243;s aplica&#231;&#227;o do teste exacto de Fisher, n&#227;o se     verificou exist&#234;ncia de diferen&#231;as estatisticamente significativas (<i>p</i> = 0,09) entre os dois grupos.</p>       <p>No que diz     respeito &#224; escolaridade, a maioria da amostra tinha o 1.<sup>o</sup> ciclo do     ensino b&#225;sico (35%), seguido pelo 3.<sup>o</sup> ciclo do ensino b&#225;sico e pelo     ensino superior, ambos correspondendo a 20,4% dos utentes. Aplicando o teste     Mann-Whitney para estudar a vari&#225;vel escolaridade concluiu-se que existem     diferen&#231;as estatisticamente significativas (<i>p</i> = 0,018) entre o grupo &#171;dormem bem&#187; e o grupo &#171;dormem mal&#187;. Assim pode-se     concluir que nesta amostra quem tem mais escolaridade dorme melhor.</p>       <p>Observaram-se     dois grupos principais quanto &#224; situa&#231;&#227;o profissional, sendo um deles o dos     reformados (45,6%) e o outro formado pelos activos (40,8%). De referir que     apenas sete destes (16,7%) trabalha por turnos. Com o teste exacto de Fisher,     verificou-se a exist&#234;ncia de diferen&#231;a estatisticamente significativa (<i>p</i> = 0,024) entre os grupos, podendo     concluir-se assim que, relativamente &#224; situa&#231;&#227;o profissional, os activos dormem     melhor que os desempregados ou reformados.</p>       <p>Trinta e     sete dos participantes (35,9%) referiram antecedentes de patologia psiqui&#225;trica     e 27 (26,2%) faziam medica&#231;&#227;o para dormir. Destes, a maioria tomava uma benzodiazepina     (77,8%), sendo a mais frequente Bromazepam (33,3%). Apenas um doente tomava     dois f&#225;rmacos (Alprazolam e Trazodona) e nenhum doente estava medicado com     antipsic&#243;tico.</p>       <p>Analisando     os h&#225;bitos de sono da amostra, verificou-se que a hora de deitar m&#233;dia foi 23     horas e 7 minutos, sendo a hora mais frequente de deitar as 24 horas. A hora de     deitar variou entre as 19 horas e as 4 horas. A lat&#234;ncia do sono, isto &#233;, o     tempo que demora a adormecer, foi de 26 minutos em m&#233;dia, com um m&#237;nimo de um     minuto e um m&#225;ximo de 180 minutos. A hora de levantar em m&#233;dia foi 7 horas e 46     minutos, tendo-se verificado duas modas, uma &#224;s 7 horas e outras &#224;s 7 horas e     30 minutos. No entanto, verificou-se uma ampla faixa de horas de levantar     variando os valores entre 5 horas e 30 minutos e 13 horas e 30 minutos. Em     m&#233;dia os participantes referiam dormir 6,89 horas por noite, sendo o valor     m&#225;ximo 9 horas e m&#237;nimo 3 horas. A caracteriza&#231;&#227;o dos h&#225;bitos de sono da     amostra estudada apresenta-se no <a href="#q3">Quadro III</a>.</p>       <p>&nbsp;</p>    <p align="center"><a name="q3"></a><img src="/img/revistas/rpmgf/v30n1/30n4a04q3.jpg"/></p>    
<p>&nbsp;</p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Nesta     amostra, cerca de metade dos utentes dorme mal (PSQI &gt; 5 em 52,4% <i>versus</i> PSQI &#8804; 5 em 47,6%). A     <a href="#f1">figura 1</a> representa a distribui&#231;&#227;o do resultado obtido no PSQI por sexo e grupo     et&#225;rio.</p>        <p>&nbsp;</p>    <p align="center"><a name="f1"></a><img src="/img/revistas/rpmgf/v30n1/30n4a04f1.jpg"/></p>    
<p>&nbsp;</p>       <p>No que diz     respeito &#224; auto-avalia&#231;&#227;o da qualidade do sono (<a href="#q4">Quadro IV</a>), aproximadamente     metade dos participantes classificou a qualidade do seu sono como moderadamente     boa (55,3%), seguido por 23,3% que a classificaram como muito boa. Do outro     lado do espectro, 14,6% dos participantes classificou a qualidade do seu sono     como moderadamente m&#225; e 6,8% com muito m&#225;. Para estudo desta vari&#225;vel     agruparam-se as classes muito boa e moderadamente boa, e as classes     moderadamente m&#225; e muito m&#225;. Obteve-se o valor de coeficiente k de Cohen 0,32,     que corresponde a uma concord&#226;ncia consider&#225;vel.<sup>14</sup></p>       <p>&nbsp;</p>    <p align="center"><a name="q4"></a><img src="/img/revistas/rpmgf/v30n1/30n4a04q4.jpg"/></p>    
<p>&nbsp;</p>       <p><b>Discuss&#227;o</b></p>       <p>As     perturba&#231;&#245;es do sono s&#227;o muito frequentes nos utentes que recorrem aos cuidados     de sa&#250;de prim&#225;rios. No presente estudo cerca de metade dos participantes tem m&#225;     qualidade de sono segundo o resultado do PSQI, o que &#233; concordante com os     resultados obtidos por Ohayon e Paiva.<sup>13</sup></p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Verificou-se     que as vari&#225;veis sexo, idade, escolaridade e situa&#231;&#227;o profissional apresentam     correla&#231;&#227;o com a qualidade do sono avaliada pelo PSQI. Neste estudo,     verificou-se que o sexo feminino e o aumento da idade s&#227;o factores de risco     para sofrer algum tipo de perturba&#231;&#227;o do sono. Estes resultados s&#227;o similares     aos obtidos nos estudos de Henderson,<sup>15</sup> Roth e Roehrs,<sup>16</sup> e Ohayon e Paiva.<sup>13</sup> Observou-se tamb&#233;m que baixa escolaridade e     situa&#231;&#227;o profissional n&#227;o activa s&#227;o igualmente factores de risco para pior     qualidade de sono.</p>       <p>No que     concerne aos h&#225;bitos de sono, nomeadamente &#224; moda da hora de deitar e acordar,     os dados obtidos no nosso estudo (24 horas e 7 horas / 7 horas e 30 minutos     respectivamente) s&#227;o sobrepon&#237;veis aos obtidos por Soldatos <i>et al.</i><sup>6</sup> Relativamente ao     n&#250;mero de horas de sono, tanto a m&#233;dia como a mediana s&#227;o inferiores no nosso     estudo, com uma diferen&#231;a de aproximadamente 1 hora e 20 minutos. Se     compararmos as m&#233;dias da hora de deitar, da lat&#234;ncia do sono, hora de levantar     e efici&#234;ncia subjectiva do sono (horas de sono) com os resultados obtidos por     Antunes,<sup>5</sup> em estudo similar realizado em utentes do Centro de Sa&#250;de     de Figueir&#243; dos Vinhos, os resultados s&#227;o sobrepon&#237;veis.</p>       <p>Aproximadamente     um quarto da amostra (21,4%) auto-avaliou a qualidade do seu sono como     moderadamente m&#225;/muito m&#225;, resultado similar ao descrito por Soldatos <i>et al.</i> num estudo multic&#234;ntrico     realizado em 2005, do qual fez parte Portugal.<sup>6</sup> Este valor &#233;, no     entanto, mais elevado do que o verificado nesse mesmo estudo no nosso pa&#237;s     &#8211; 16,3%. Contudo, temos que ter em conta que se tratou de um estudo     realizado &#224; popula&#231;&#227;o geral, ao contr&#225;rio do presente estudo que incidiu nos     utentes dos cuidados de sa&#250;de prim&#225;rios. Seguindo o racioc&#237;nio de Antunes,<sup>5</sup> segundo o qual as perturba&#231;&#245;es do sono t&#234;m um importante impacto na qualidade     de vida dos doentes e condicionam por parte destes uma maior utiliza&#231;&#227;o dos     cuidados de sa&#250;de, esta poder&#225; ser uma das raz&#245;es que explica a percentagem     superior encontrada no nosso estudo. Isto est&#225; de acordo com Zailinawati <i>et al.,</i><sup>11</sup> que referem que os     utilizadores dos cuidados de sa&#250;de prim&#225;rios t&#234;m preval&#234;ncias de ins&#243;nia mais     elevadas em compara&#231;&#227;o com a popula&#231;&#227;o em geral.</p>       <p>S&#227;o v&#225;rios     os pontos fracos que podem ser apontados no presente estudo, nomeadamente no     que se refere &#224;s dimens&#245;es e metodologia de selec&#231;&#227;o da amostra. A amostra     estudada n&#227;o &#233; representativa da popula&#231;&#227;o e para al&#233;m disso trata-se de uma     amostra de conveni&#234;ncia, o que torna dif&#237;cil a extrapola&#231;&#227;o dos resultados para     a popula&#231;&#227;o. Por outro lado, apesar de o question&#225;rio ser de     auto-preenchimento, alguns utentes, especialmente os mais velhos e com menor     escolaridade, necessitaram de alguma ajuda no seu preenchimento, o que pode ter     introduzido vi&#233;s.</p>       <p>No entanto,     este trabalho reafirma, tal como a literatura, a elevada preval&#234;ncia das     perturba&#231;&#245;es do sono nos utentes que recorrem aos cuidados de sa&#250;de prim&#225;rios     e, consequentemente, a necessidade dos M&#233;dicos de Fam&#237;lia, fazendo uso da sua     posi&#231;&#227;o privilegiada, estarem alerta para esta patologia de modo a fazerem     adequadamente o seu diagn&#243;stico e acompanhamento. O PSQI &#233; um bom instrumento     de avalia&#231;&#227;o da qualidade do sono e uma ferramenta fundamental na avalia&#231;&#227;o sistem&#225;tica     dos doentes. Assim, de um ponto de vista da pr&#225;tica cl&#237;nica, a avalia&#231;&#227;o dos     h&#225;bitos do sono deve fazer parte da rotina da consulta de Medicina Geral e     Familiar, tal como fazem o question&#225;rio sobre outros h&#225;bitos, nomeadamente     alimentares, de exerc&#237;cio f&#237;sico, tab&#225;gicos, alco&#243;licos, etc. Os problemas do     sono podem constituir o problema principal que traz o doente &#224; consulta, mas     que muitas vezes &#233; apresentado de forma camuflada por outras queixas ou ser um     factor adicional de agravamento de outras patologias. Em qualquer uma das     situa&#231;&#245;es, o reconhecimento da exist&#234;ncia de uma perturba&#231;&#227;o do sono e o seu     tratamento melhorar&#225; a qualidade de vida dos doentes. Esta quest&#227;o tem um lugar     ainda de maior relevo quando se trata de popula&#231;&#245;es vulner&#225;veis, tais como os     idosos, as mulheres, os desempregados/reformados. Em s&#237;ntese, &#233; de suma     import&#226;ncia a avalia&#231;&#227;o da qualidade do sono dos nossos utentes.</p>     <p>Importante     tamb&#233;m seria, por um lado, a realiza&#231;&#227;o de campanhas de sensibiliza&#231;&#227;o da     popula&#231;&#227;o geral para este problema, de modo a reconhecer os seus sinais e     promover a procura de ajuda por parte dos doentes com perturba&#231;&#245;es do sono. Por     outro lado, o investimento na forma&#231;&#227;o dos profissionais de sa&#250;de na &#225;rea do     sono, tal como defendido tamb&#233;m por Zailinawati et al.<sup>11</sup></p>       <p>Consideramos     tamb&#233;m que este estudo deve ser o ponto de partida para outros estudos que     permitam perceber melhor a rela&#231;&#227;o entre as diferentes vari&#225;veis e a qualidade     do sono.</p>       <p>&nbsp;</p>       <p><b>REFER&#202;NCIAS     BIBLIOGR&#193;FICAS</b></p>       <!-- ref --><p>1. Doghramji     P. Detection of insomnia in primary care. J Clin Psychiatry 2001; 62 Suppl 10:     18-26.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000082&pid=S2182-5173201400010000400001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>2. Mendes     CC, Fonseca EV, Pontes FR, Moura PS, Anbdrade RD, Sim&#245;es R, et al. Panorama do     sono e dos sonhos. Revista de Psicofisiologia 1988, 2 (1). Dispon&#237;vel em:     <a href="http://www.icb.ufmg.br/labs/lpf/revista/revista2/revista2.htm" target="_blank">http://www.icb.ufmg.br/labs/lpf/revista/revista2/revista2.htm</a> (acedido em     01/02/2014).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000084&pid=S2182-5173201400010000400002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>3. Doghramji     PP. Recognizing sleep disorders in primary care setting. J Clin Psychiatry     2004; 65 Suppl 16: 23-6.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000086&pid=S2182-5173201400010000400003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>4. Mateus A.     Em sonhos, diurnos pesadelos. Rev Port Clin Geral 2006 Set-Out; 22 (5): 597-8.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000088&pid=S2182-5173201400010000400004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>5. Antunes     E. Preval&#234;ncia das queixas de ins&#243;nia nos doentes que recorrem &#224;s consultas de     cl&#237;nica geral do Centro de Sa&#250;de de Figueir&#243; dos Vinhos e a sua rela&#231;&#227;o com a     qualidade de vida. (Tese de mestrado). Lisboa: Faculdade de Medicina da     Universidade de Lisboa; 2008.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000090&pid=S2182-5173201400010000400005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>6. Soldatos     CR, Allaert FA, Ohta T, Dikeos DG. How do individuals sleep around the world?     Results from a single-day survey in tem countries. Sleep Med 2005 Jan; 6 (1):     5-13.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000092&pid=S2182-5173201400010000400006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>7. Terzano     MG, Parrino L, Bonnani E, Cirignotta F, Ferrilo F, Gigli GL,&nbsp; et al. Insomnia in Genreal Practice: A     Consensus Report Produced by Sleep Specialists and Primary-Care Physicians in     Italy. Clin Drug Invest 2005; 25 (12):745-64.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000094&pid=S2182-5173201400010000400007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>8. Santos J.     Abordagem do doente com patologia do sono. Rev Port Clin Geral 2006 Set-Out; 22     (5): 599-610.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000096&pid=S2182-5173201400010000400008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>9. L&#233;ger D,     Guilleminaut C, Bader G, L&#233;vy E, Paillard M. Medical and socio-professional     impact of insomnia. Sleep 2002 Sep 15; 25 (6): 625-9.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000098&pid=S2182-5173201400010000400009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>10. Reimer     MA, Flemons WW. Quality of life in sleep disorders. Sleep Med Rev 2003 Aug;     7(4): 335-9.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000100&pid=S2182-5173201400010000400010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>11.     Zailinawati A, Mazza D, Teng CL. Prevalence of insomnia and its impact on daily     function amongst Malaysian primary care patients. Asia Pac Fam Med 2012 Nov 27;     11 (1): 9.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000102&pid=S2182-5173201400010000400011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>12. Buysse     DJ, Reynolds CF 3rd, Monk TH, Berman SR, Kupfer DJ. The Pittsburgh Sleep     Quality Index: a new instrument for psychiatric practice and research.     Psychiatry Res 1989 May; 28 (2): 193-213.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000104&pid=S2182-5173201400010000400012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>13. Ohayon     MM, Paiva T. Global sleep dissatisfaction for the assessment of insomnia     severity in the general population of Portugal. Sleep Medicine 2005 Sep; 6 (5):     435-41.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000106&pid=S2182-5173201400010000400013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>14. Landis,     JR, Koch GG. The measurement of observer agreement for categorical data.     Biometrics 1977 Mar; 33 (1): 159-74.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000108&pid=S2182-5173201400010000400014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>15.     Henderson T. Managing insomnia in the primary care setting. CME 2012; 30 (4):     134-7.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000110&pid=S2182-5173201400010000400015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>16. Roth T,     Roehrs T. Insomnia: epidemiology, characteristics, and consequences. Clin     Cornerstone 2003; 5 (3): 5-15.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000112&pid=S2182-5173201400010000400016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <p>&nbsp;</p>     <p><a href="#topc0">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a> | <a href="#topc0">Direcci&oacute;n para correspondencia</a> | <a href="#topc0">Correspondence</a><a name="c0"></a></p>      <p>Marisa Rodrigues</p>       <p>Travessa     Francisco Regado Galo, 12</p>     <p>4740-522     Esposende</p>       <p><a href="mailto:marisaigrodrigues@gmail.com">marisaigrodrigues@gmail.com</a></p>           <p>&nbsp;</p>       <p><b>Conflito   de Interesses</b></p>       <p>As autoras     declaram n&#227;o existirem conflitos de interesses na realiza&#231;&#227;o do estudo.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>       <p><b>Recebido em 19-06-2013</b></p>       <p><b>Aceite para publica&#231;&#227;o em 28-01-2014</b></p>       <p>&nbsp;</p>   <a href="#topa1"> Anexo 1</a><a name="a1"></a>     <p align="center"><a name="a1"></a><img src="/img/revistas/rpmgf/v30n1/30n4a04a1.jpg"/></p>      
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