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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Xilitol na prevenção da Otite Média Aguda em crianças]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Aim: Acute otitis media (AOM) is a common illness in children and accounts for a significant proportion of antibiotic prescriptions. However antibiotic use is controversial since the disease may be self-limiting and recurrent in childhood and excessive antibiotic use may lead to increased bacterial resistance. Xylitol has potential in preventing AOM. This review examines the evidence for the effectiveness of xylitol in preventing AOM in children. Data sources: National Guideline Clearinghouse, NHS Evidence, Canadian Medical Association, Scottish Intercollegiate Guidelines, Evidence Based Medicine, InfoPOEMs, TRIP, The Cochrane Library, DARE, Bandolier and Medline. Review methods: A search was performed between January 2000 and May 2012, in Portuguese, English and Spanish, using otitis media and xylitol as MeSH terms. The Strength of Recommendation Taxonomy (SORT) scale was used to assess level of evidence and strength of recommendations. Results: Of the 106 articles found, 3 met the inclusion criteria. Two meta-analyses found evidence for the efficacy of xylitol in reducing the occurrence of AOM in children (Level of Evidence 2). A systematic review concluded that there was poor quality evidence for the use of xylitol in preventing AOM (Level of Evidence 2). Conclusions: Current evidence shows the efficacy of xylitol in preventing AOM in children (SORT B). Questions remain regarding the dose of xylitol, its long-term benefits, the duration of treatment, and the target population. Research on routes of administration providing better adherence to treatment in all age groups is needed.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><b>REVIS&#213;ES</b></p>       <p><font size="4"><b>Xilitol na preven&#231;&#227;o da Otite M&#233;dia Aguda     em crian&#231;as</b></font></p>       <p><font size="3"><b>Xylitol   for prevention of acute otitis media in children</b></font></p>       <p><b>Margarida Moreira,<sup>1</sup> Margarida     Ferreira da Silva,<sup>1</sup> Francisco Pinto da Costa,<sup>1</sup> Catarina     Miranda<sup>2</sup></b></p>       <p><sup>1</sup> Internos de forma&#231;&#227;o espec&#237;fica de Medicina Geral e Familiar na USF das Ondas,     ACeS Grande Porto IV - P&#243;voa de Varzim/Vila do Conde</p>       <p><sup>2</sup> Interna de forma&#231;&#227;o espec&#237;fica de Medicina Geral e Familiar na USF do Mar, ACeS     Grande Porto IV - P&#243;voa de Varzim/Vila do Conde</p>       <p><a href="#c0">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a> | <a href="#c0">Direcci&oacute;n para correspondencia</a> | <a href="#c0">Correspondence</a><a name="topc0"></a></p> <hr/>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>RESUMO</b></p>       <p><b>Objetivo:</b> A otite m&#233;dia aguda (OMA),     patologia comum nas crian&#231;as, &#233; respons&#225;vel por uma percentagem significativa     dos antibi&#243;ticos prescritos em ambulat&#243;rio. Contudo, a sua utiliza&#231;&#227;o &#233;     controversa, j&#225; que a doen&#231;a pode recorrer durante a inf&#226;ncia, levando a um     excesso de utiliza&#231;&#227;o da antibioterapia e incremento das resist&#234;ncias bacterianas.     O xilitol tem potencial na preven&#231;&#227;o da OMA. O objetivo deste trabalho &#233; rever     a evid&#234;ncia dispon&#237;vel sobre a efic&#225;cia do xilitol na preven&#231;&#227;o da OMA em     crian&#231;as.</p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Fontes de dados:</b> <i>National Guideline Clearinghouse, NHS Evidence, Canadian Medical Association     Infobase, Scottish Intercollegiate Guidelines, Evidence Based Medicine,     InfoPOEMs, TRIP Database, The Cochrane Library, DARE, Bandolier</i> e <i>Medline.</i></p>       <p><b>M&#233;todos de revis&#227;o:</b> Pesquisa de artigos     publicados entre janeiro de 2000 e maio de 2012, usando os termos <i>MeSH: xylitol</i> e <i>otitis media.</i> Para avalia&#231;&#227;o dos n&#237;veis de evid&#234;ncia e atribui&#231;&#227;o     de for&#231;as de recomenda&#231;&#227;o foi utilizada a escala <i>Strenght of Recommendation Taxonomy</i> (SORT).</p>       <p><b>Resultados:</b> Foram encontrados 106     artigos, dos quais tr&#234;s cumpriam os crit&#233;rios de inclus&#227;o. As duas metan&#225;lises     evidenciaram a efic&#225;cia do xilitol na redu&#231;&#227;o da ocorr&#234;ncia de OMA em crian&#231;as     (N&#237;vel de evid&#234;ncia 2); a revis&#227;o sistem&#225;tica concluiu haver evid&#234;ncia de baixa     qualidade para o uso profil&#225;tico de xilitol na OMA (N&#237;vel de evid&#234;ncia 2).</p>       <p><b>Conclus&#245;es:</b> A evid&#234;ncia dispon&#237;vel     suporta a efic&#225;cia do xilitol na preven&#231;&#227;o de OMA em crian&#231;as (SORT B). No     futuro ser&#227;o necess&#225;rios mais estudos, multic&#234;ntricos, com maior <i>follow-up,</i> que clarifiquem a dose mais     adequada de xilitol, os seus benef&#237;cios a longo prazo, a dura&#231;&#227;o da interven&#231;&#227;o     e a popula&#231;&#227;o-alvo. Sugere-se, ainda, o desenvolvimento de outras vias de     administra&#231;&#227;o que permitam a melhor ades&#227;o poss&#237;vel em todas as faixas et&#225;rias.</p>       <p><b>Palavras-chave: </b>Xilitol; Otite M&#233;dia     Aguda.</p> <hr/>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>ABSTRACT</b></p>       <p><b>Aim:</b> Acute otitis media (AOM) is a     common illness in children and accounts for a significant proportion of     antibiotic prescriptions. However antibiotic use is controversial since the     disease may be self-limiting and recurrent in childhood and excessive     antibiotic use may lead to increased bacterial resistance. Xylitol has     potential in preventing AOM. This review examines the evidence for the   effectiveness of xylitol in preventing AOM in children.</p>       <p><b>Data sources:</b> <i>National Guideline Clearinghouse, NHS Evidence, Canadian Medical     Association, Scottish Intercollegiate Guidelines, Evidence Based Medicine,     InfoPOEMs, TRIP, The Cochrane Library, DARE, Bandolier</i> and <i>Medline.</i></p>       <p><b>Review methods:</b> A search was performed     between January 2000 and May 2012, in Portuguese, English and Spanish, using <i>otitis media</i> and <i>xylitol</i> as MeSH terms. <i>The     Strength of Recommendation Taxonomy</i> (SORT) scale was used to assess level     of evidence and strength of recommendations.</p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Results:</b> Of the 106 articles found, 3     met the inclusion criteria. Two meta-analyses found evidence for the efficacy     of xylitol in reducing the occurrence of AOM in children (Level of Evidence 2).     A systematic review concluded that there was poor quality evidence for the use     of xylitol in preventing AOM (Level of Evidence 2).</p>       <p><b>Conclusions:</b> Current evidence shows the     efficacy of xylitol in preventing AOM in children (SORT B). Questions remain     regarding the dose of xylitol, its long-term benefits, the duration of treatment,     and the target population. Research on routes of administration providing     better adherence to treatment in all age groups is needed.</p>       <p><b>Key-words:</b> Xylitol; Acute Otitis Media.</p>   <hr/>     <p>&nbsp;</p>       <p><b>Introdu&#231;&#227;o</b></p>       <p>A OMA &#233; uma     patologia muito frequente na inf&#226;ncia, calculando-se que, entre as crian&#231;as com     idade inferior a 3 anos, 83% j&#225; tenham tido pelo menos um epis&#243;dio<sup>1</sup> e cerca de 20% tenham pelo menos uma OMA por ano.<sup>2</sup></p>       <p>Apesar de a     sua etiologia ser variada e incluir mais frequentemente causas v&#237;ricas, as     causas bacterianas geram uma maior preocupa&#231;&#227;o pela menor probabilidade de     evolu&#231;&#227;o espont&#226;nea favor&#225;vel.<sup>3</sup> A OMA bacteriana, se n&#227;o tratada     eficazmente, pode causar sequelas nomeadamente: otite m&#233;dia cr&#243;nica,     mastoidite, paralisia facial, labirintite e hipoacusia de condu&#231;&#227;o que poder&#227;o     condicionar, por sua vez, atrasos na linguagem, dificuldades de aprendizagem e     de intera&#231;&#227;o social, e, menos frequentemente, complica&#231;&#245;es graves como     meningite e abcesso cerebral.<sup>3,4</sup></p>       <p>Esta     entidade &#233; respons&#225;vel, nos pa&#237;ses desenvolvidos, por uma percentagem     significativa dos antibi&#243;ticos prescritos em ambulat&#243;rio.<sup>3</sup> Nos     Estados Unidos da Am&#233;rica &#233; a causa de metade das prescri&#231;&#245;es de antibi&#243;ticos     em crian&#231;as<sup>5</sup> e, como se sabe, esta sobreutiliza&#231;&#227;o de antibioterapia     leva ao progressivo aparecimento de estirpes bacterianas resistentes.<sup>3</sup> Al&#233;m disso, a OMA associa-se a custos elevados, n&#227;o s&#243; pela utiliza&#231;&#227;o de     antibi&#243;ticos, mas tamb&#233;m pelo n&#250;mero de consultas m&#233;dicas e pelo custo de     tratamentos mais agressivos como cirurgias invasivas e hospitaliza&#231;&#245;es para     tratamento das complica&#231;&#245;es.<sup>6</sup></p>       <p>Pelas raz&#245;es     mencionadas, justifica-se a necessidade de recurso a estrat&#233;gias preventivas da     OMA que sejam custo-efetivas, com efeitos positivos na qualidade de vida e com     poucos efeitos laterais. Nesse sentido, v&#225;rias abordagens s&#227;o j&#225; usadas, como a     adenoidectomia, a timpanostomia, a profilaxia antibi&#243;tica e o uso de     imunoestimulantes e da vacina antipneumoc&#243;cica que, apesar de tudo, t&#234;m uma     efic&#225;cia limitada.<sup>7-10</sup> Assim se entende a necessidade de se     explorarem outras formas profil&#225;ticas, entre as quais o uso de xilitol parece     ser promissor.</p>       <p>O xilitol &#233;     um polissacar&#237;deo, usado h&#225; muitos anos como ado&#231;ante por conter um ter&#231;o das     calorias da sacarose, preservando o mesmo sabor, tendo come&#231;ado por ser usado     em diab&#233;ticos,<sup>11</sup> e que existe naturalmente em vegetais e frutas     vermelhas como as ameixas, os morangos, as framboesas e as groselhas.<sup>12</sup> Mais tarde, foi tamb&#233;m adotado como ado&#231;ante nas pastilhas el&#225;sticas,     substituindo outros a&#231;&#250;cares, por ter um efeito anti-cariog&#233;nico demonstrado,<sup>13</sup> com a vantagem de ser, geralmente, bem tolerado e aceite pelas crian&#231;as e de     apresentar efeitos laterais m&#237;nimos, nomeadamente apenas um discreto     desconforto abdominal.<sup>14</sup> Durante a investiga&#231;&#227;o das suas     potencialidades, tamb&#233;m se veio a demonstrar, <i>in vitro,</i> o seu efeito na diminui&#231;&#227;o do crescimento do <i>Streptococcus pneumoniae</i> e a inibi&#231;&#227;o da     sua ades&#227;o &#224;s c&#233;lulas da nasofaringe,<sup>15</sup> mostrando que poderia ser     uma subst&#226;ncia promissora na preven&#231;&#227;o da OMA ao ter este efeito naquele que &#233;     o seu principal agente bacteriano e que menor probabilidade tem de desaparecer     espontaneamente do ouvido m&#233;dio.<sup>3</sup></p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p>O objetivo     do nosso trabalho &#233; rever a evid&#234;ncia dispon&#237;vel sobre a efic&#225;cia do xilitol na     preven&#231;&#227;o da OMA em crian&#231;as.</p>       <p><b>M&#233;todos de revis&#227;o</b></p>       <p>Foi realizada     uma pesquisa de normas de orienta&#231;&#227;o cl&#237;nica, metan&#225;lises, revis&#245;es     sistem&#225;ticas e ensaios cl&#237;nicos aleatorizados e controlados (ECAC&#8217;s) nas bases     de dados <i>Medline, National Guideline     Clearinghouse, NHS Evidence, Canadian Medical Association, Scottish     Intercollegiate Guidelines, Evidence Based Medicine, InfoPOEMs, TRIP Database,     The Cochrane Library, DARE</i> e <i>Bandolier,</i> publicados entre janeiro de 2000 e maio de 2012, nas l&#237;nguas portuguesa,     inglesa e espanhola. Foram utilizados os termos <i>Mesh: xylitol</i> e <i>otitis media.</i></p>       <p>Como     crit&#233;rios de inclus&#227;o consideraram-se os artigos cuja popula&#231;&#227;o fosse     constitu&#237;da por crian&#231;as at&#233; aos 12 anos, e em que a interven&#231;&#227;o fosse o uso de     xilitol comparativamente ao uso de placebo ou a aus&#234;ncia de interven&#231;&#227;o. O     resultado medido foi a ocorr&#234;ncia da OMA.</p>       <p>Foram usados     como crit&#233;rios de exclus&#227;o: artigos duplicados, artigos de opini&#227;o, artigos de     revis&#227;o cl&#225;ssica de tema ou sum&#225;rios de sites, ensaios cl&#237;nicos inclu&#237;dos em     revis&#245;es sistem&#225;ticas mais recentes, discord&#226;ncia com o objetivo da revis&#227;o,     artigos em que a popula&#231;&#227;o inclu&#237;sse crian&#231;as n&#227;o saud&#225;veis (incluindo     malforma&#231;&#245;es craniofaciais, anomalias estruturais do ouvido m&#233;dio e patologia     aguda) ou medicadas com antibi&#243;ticos por qualquer motivo.</p>       <p>Para     avalia&#231;&#227;o dos n&#237;veis de evid&#234;ncia e atribui&#231;&#227;o de for&#231;as de recomenda&#231;&#227;o foi     utilizada a Escala SORT da <i>American     Academy of Family Physicians.</i><sup>16</sup></p>       <p><b>Resultados</b></p>       <p>Da pesquisa     realizada resultaram 106 artigos, tr&#234;s dos quais cumpriam os crit&#233;rios de     inclus&#227;o: duas revis&#245;es sistem&#225;ticas com metan&#225;lise e uma revis&#227;o sistem&#225;tica     sem metan&#225;lise, cujas carater&#237;sticas se resumem no <a href="#q1">Quadro I</a>.</p>     <p>&nbsp;</p>    <p align="center"><a name="q1"></a><img src="/img/revistas/rpmgf/v30n1/30n4a06q1.jpg"/></p>    
]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>       <p>Segundo a     metan&#225;lise da <i>Cochrane</i> de <i>Azarpazhooh et al,</i><sup>6</sup> que     incluiu tr&#234;s ECAC&#8217;s<sup>17,18,19</sup> que compararam o uso do xilitol com o     controlo em crian&#231;as saud&#225;veis, o xilitol mostrou efeito na preven&#231;&#227;o da     ocorr&#234;ncia de OMA (RR 0,75; IC 95%: 0,65-0,88). De acordo com uma suban&#225;lise     deste artigo, as pastilhas el&#225;sticas poder&#227;o ser uma forma mais eficaz de     administra&#231;&#227;o em crian&#231;as que as possam mascar.</p>       <p><i>Danhauer et al,</i> na sua metan&#225;lise,<sup>20</sup> inclu&#237;ram dois ECAC&#8217;s<sup>17,18</sup> que consideraram ser homog&#233;neos e que     demonstraram uma efic&#225;cia estatisticamente significativa do xilitol na redu&#231;&#227;o     da OMA comparativamente ao placebo (RR 0,68; IC 95%: 0,57-0,83).</p>       <p>A revis&#227;o     sistem&#225;tica elaborada por <i>Damoiseaux et     al</i><sup>21</sup> em 2011 englobou tr&#234;s ECAC&#8217;s, com uma amostra de 1826     crian&#231;as entre os 6 meses e os 7 anos. Verificou-se que estes tr&#234;s ECAC&#8217;s s&#227;o     comuns a todos artigos de revis&#227;o encontrados, pelo que se proceder&#225; a uma     descri&#231;&#227;o mais detalhada dos mesmos.</p>       <p>O estudo de <i>Uhari et al,</i> 1996,<sup>17</sup> tratou-se de um ensaio cl&#237;nico duplamente cego e aleatorizado, que teve lugar     em crian&#231;as de uma regi&#227;o da Finl&#226;ndia, entre os 2 e os 5 anos. Este comparou a     utiliza&#231;&#227;o de duas pastilhas el&#225;sticas, cinco vezes ao dia, com xilitol 8,4     g/dia (n=157), com pastilhas el&#225;sticas placebo (n=149), ap&#243;s refei&#231;&#245;es, quanto     &#224; ocorr&#234;ncia de OMA ao longo de 2 meses. Os resultados respeitantes aos 306     participantes mostraram uma redu&#231;&#227;o do risco absoluto (RRA) de OMA     estatisticamente significativa (0,087; IC 95%: 0,004-0,17), com o uso de     xilitol. N&#227;o foram relatados efeitos laterais.</p>       <p>Um segundo     ECAC de <i>Uhari et al,</i> 1998,<sup>18</sup> envolveu 857 crian&#231;as da mesma regi&#227;o do estudo anteriormente descrito, entre     os 6 meses e os 7 anos. A distribui&#231;&#227;o foi realizada segundo dois grupos: as     capazes e as n&#227;o capazes de mascar pastilha el&#225;stica. Dentro do primeiro, as     crian&#231;as foram aleatorizadas para um de tr&#234;s ramos: pastilha el&#225;stica com     xilitol, duas pastilhas, 5 vezes ao dia, equivalendo a 8,4 g de xilitol (n=179)     ou pastilha el&#225;stica de controlo (n=178) ou losangos com xilitol, 3 pe&#231;as, 5     vezes ao dia, numa dose de 10 g/dia (n=176). No segundo, as crian&#231;as foram     distribu&#237;das aleatoriamente para receber: xarope de xilitol 400 g/L, 5 mL, 5     vezes por dia, perfazendo 10 g de xilitol por dia (n=159) ou xarope de controlo     (n=165). A administra&#231;&#227;o era feita sempre ap&#243;s uma refei&#231;&#227;o e o ensaio decorreu     ao longo de 3 meses. A dupla oculta&#231;&#227;o verificou-se em rela&#231;&#227;o &#224;s crian&#231;as que     recebiam pastilhas el&#225;sticas e &#224;s que recebiam xarope. Em rela&#231;&#227;o aos     resultados, as desist&#234;ncias foram superiores nos ramos do xarope de xilitol e     dos losangos, onde tamb&#233;m foram reportadas mais queixas de desconforto     abdominal, tendo sido realizada uma an&#225;lise <i>intention-to-treat.</i> Assim, a an&#225;lise pastilhas de xilitol <i>vs.</i> pastilhas de controlo mostrou que as primeiras se associavam a uma redu&#231;&#227;o     estatisticamente significativa da ocorr&#234;ncia de OMA de 0,65 epis&#243;dios/pessoas-ano     (IC95%: 0,14-1,16, p=0,012). O mesmo n&#227;o aconteceu com o uso de losangos, que     n&#227;o foi eficaz. Por outro lado, observou-se uma diferen&#231;a na incid&#234;ncia de 1,02     epis&#243;dios/pessoas-ano entre aquelas que receberam xarope de controlo e as que     receberam xarope de xilitol, a favor deste &#250;ltimo (IC95%: 0,29-1,75, p=0,006).     Deste modo, este estudo concluiu que, nas crian&#231;as que n&#227;o s&#227;o capazes de     mascar pastilhas el&#225;sticas, o xarope de xilitol &#233; uma forma eficaz de preven&#231;&#227;o     da OMA, sendo que, nas restantes, as pastilhas el&#225;sticas com xilitol tamb&#233;m o     s&#227;o.</p>       <p>Por &#250;ltimo,     um outro estudo,<sup>19</sup> com dupla oculta&#231;&#227;o e uma dura&#231;&#227;o de 3 meses,     compreendeu 663 crian&#231;as entre os 7 meses e os 7 anos, que foram aleatorizadas     para um de dois grupos: o que recebeu produto com xilitol numa dose di&#225;ria de     9,6 g &#8211; 2 pastilhas el&#225;sticas ou 8 mL de xarope de xilitol 400 g/L     (n=332) e o de controlo (n=331), recebendo a interven&#231;&#227;o dividida em 3 doses     di&#225;rias, ap&#243;s refei&#231;&#245;es. Nas crian&#231;as que n&#227;o eram capazes de mascar pastilha     el&#225;stica, optou-se por fazer a administra&#231;&#227;o sob a forma de xarope. O ensaio     verificou n&#227;o haver diferen&#231;as estatisticamente significativas entre os dois     grupos em rela&#231;&#227;o &#224; incid&#234;ncia de OMA, ou seja, que a posologia do xilitol em 3     doses di&#225;rias n&#227;o &#233; eficaz. N&#227;o foram relatados efeitos laterais.</p>       <p><b>Conclus&#245;es</b></p>       <p>Considera-se,     assim, que existe evid&#234;ncia do benef&#237;cio do uso de xilitol na preven&#231;&#227;o da OMA     em crian&#231;as saud&#225;veis, que deriva de duas metan&#225;lises e uma revis&#227;o sistem&#225;tica     com n&#237;vel de evid&#234;ncia 2, uma vez que os ensaios cl&#237;nicos em que se basearam     apresentam alguns resultados inconsistentes. Por este motivo, foi atribu&#237;da uma     for&#231;a de recomenda&#231;&#227;o B.</p>       <p>Contudo,     deve-se ter em considera&#231;&#227;o a exist&#234;ncia de algumas limita&#231;&#245;es dos estudos,     pois estes apresentam amostras pequenas, da mesma &#225;rea geogr&#225;fica, com idade     m&#233;dia dos participantes superior ao pico de incid&#234;ncia da OMA (6-12 meses),<sup>22</sup> seguidas por curtos intervalos de tempo (2-3 meses) e utilizadas como base das     tr&#234;s revis&#245;es. O curto per&#237;odo de seguimento n&#227;o permite antever efeitos a     longo prazo ou a dura&#231;&#227;o-alvo da utiliza&#231;&#227;o de xilitol para obten&#231;&#227;o dos     efeitos pretendidos. Al&#233;m disso, utilizaram-se diferentes dosagens e vias de     administra&#231;&#227;o, nem todas com a mesma efic&#225;cia. O xilitol, atrav&#233;s de pastilhas     el&#225;sticas ou xarope, &#233; fornecido, de forma eficaz, cinco vezes ao dia, o que,     apesar da elevada ades&#227;o nos estudos, pode dificultar a sua implementa&#231;&#227;o,     sendo necess&#225;rio avaliar novas formula&#231;&#245;es. Nenhum dos estudos fez uma     suban&#225;lise das crian&#231;as com fatores de risco poss&#237;veis para a ocorr&#234;ncia de     OMA, como o consumo de tabaco pelos pais, o uso de chupeta, a exist&#234;ncia de     familiares com maior suscetibilidade a OMA e o estado de portador para     pneumococos. Da mesma forma, n&#227;o fizeram suban&#225;lises em grupos de crian&#231;as com     fatores de prote&#231;&#227;o para a mesma, como a amamenta&#231;&#227;o ou o recurso pr&#233;vio a     outras formas de profilaxia da OMA.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Desta forma,     no futuro ser&#227;o necess&#225;rios novos estudos, multic&#234;ntricos, com mais     participantes e um <i>follow-up</i> mais     longo, que clarifiquem: vias de administra&#231;&#227;o em crian&#231;as mais pequenas e que     n&#227;o podem mascar pastilhas el&#225;sticas; doses mais convenientes, eventualmente     mais baixas, ou fornecidas com uma frequ&#234;ncia mais c&#243;moda; a dura&#231;&#227;o-alvo da     administra&#231;&#227;o do xilitol; os efeitos profil&#225;ticos do xilitol em crian&#231;as com     maior risco de OMA; o papel do xilitol na preven&#231;&#227;o de determinadas     complica&#231;&#245;es da OMA; a diferen&#231;a do benef&#237;cio do xilitol usado isoladamente ou     como parte de uma estrat&#233;gia multifatorial de preven&#231;&#227;o da OMA; e, por fim, os     efeitos laterais exatos do xilitol nas doses recomendadas. &#201; de referir, ainda,     que a introdu&#231;&#227;o de uma medida deste g&#233;nero requer tamb&#233;m a aceita&#231;&#227;o e     conhecimento de m&#233;dicos, pais e cuidadores que lidam diariamente com a crian&#231;a.</p>     <p>Esta revis&#227;o     conclui que h&#225; evid&#234;ncia de que o xilitol reduz o risco de ocorr&#234;ncia de OMA em     crian&#231;as entre os 6 meses e os 7 anos, se fornecido atrav&#233;s de pastilhas     el&#225;sticas, mascadas at&#233; n&#227;o ter sabor ou durante 5 minutos, na quantidade de     8,4 g/dia (duas pastilhas el&#225;sticas, cinco vezes por dia), ou xarope na     concentra&#231;&#227;o 400 g/L, 10 g/dia, cinco vezes por dia, ap&#243;s as refei&#231;&#245;es ou <i>snacks.</i> Esta estrat&#233;gia revela-se     promissora, sobretudo em &#225;reas com acesso limitado a cuidados de sa&#250;de. No     entanto, torna-se limitada a sua aplica&#231;&#227;o em crian&#231;as mais jovens, uma vez que     o xarope de xilitol n&#227;o se encontra comercializado em Portugal. S&#227;o tamb&#233;m     necess&#225;rios novos estudos antes de se difundir a aplica&#231;&#227;o desta medida.</p>     <p>&nbsp;</p>       <p><b>REFER&#202;NCIAS     BIBLIOGR&#193;FICAS</b></p>       <!-- ref --><p>1. Teele DW,     Klein JO, Rosner B. Epidemiology of otitis media during the first seven years     of life in children in greater Boston: a prospective, cohort study. J Infect     Dis 1989 Jul; 160 (1): 83-94.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000057&pid=S2182-5173201400010000600001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>2. Carvalho IP,     Silva MC, orgs. Urg&#234;ncia Pedi&#225;trica Integrada do Porto: Orienta&#231;&#245;es cl&#237;nicas -     Ambulat&#243;rio em idade pedi&#225;trica. Porto: ARS Norte; 2008. p. 83-5.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000059&pid=S2182-5173201400010000600002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>3. Sassetti     L, coord. Urg&#234;ncias no ambulat&#243;rio em Idade Pedi&#225;trica, volume II. Orienta&#231;&#245;es     T&#233;cnicas 14. Lisboa: Dire&#231;&#227;o-Geral de Sa&#250;de; 2005. p. 11-3.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000061&pid=S2182-5173201400010000600003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>4. Rosenfeld     RM, Goldsmith AJ, Tetlus L, Balzano A. Quality of life for children with otitis     media. Arch Otolaryngol Head Neck Surg 1997 Oct; 123 (10): 1049-54.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000063&pid=S2182-5173201400010000600004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>5. American     Academy of Pediatrics Subcommittee on Management of Acute Otitis Media.     Clinical practice guideline: diagnosis and management of acute otitis media.     Pediatrics 2004 May; 113 (5): 1451-65.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000065&pid=S2182-5173201400010000600005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>6.     Azarpazhooh A, Limeback H, Lawrence HP, Shah PS. Xylitol for preventing acute     otitis media in children up to 12 years of age (Review). Cochrane Database Syst     Rev 2011 Nov 9; (11): CD007095.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000067&pid=S2182-5173201400010000600006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>7. Arason     VA, Kristinsson KG, Sigurdsson JA, Stef&#225;nsd&#243;ttir G, M&#246;lstad S, Gudmundsson S.     Do antimicrobials increase the carriage rate of penicillin resistant     pneumococci in children? Cross sectional prevalence study. BMJ 1996 Aug 17; 313     (7054): 387-91.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000069&pid=S2182-5173201400010000600007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>8. Paradise     JL, Bluestone CD, Colborn DK, Bernard BS, Smith CG, Rockette HE, et al.     Adenoidectomy and adenotonsillectomy for recurrent acute otitis media: parallel     randomized trials in children not previously treated with tympanostomy tubes.     JAMA 1999 Sep 8; 282 (10): 945-53.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000071&pid=S2182-5173201400010000600008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>9. Eskola J,     Kilpi T, Palmu A, Jokinen J, Haapakoski J, Herva E, et al. Efficacy of a     pneumococcal conjugate vaccine against acute otitis media. N Engl J Med 2001     Feb 8; 344 (6): 403-9.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000073&pid=S2182-5173201400010000600009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>10. Williams     RL, Chalmers TC, Stange KC, Chalmers FT, Bowlin SJ. Use of antibiotics in     preventing recurrent acute otitis media and in treating otitis media with     effusion. A meta-analytic attempt to resolve the brouhaha. JAMA 1993 Sep 15;     270 (11): 1344-51.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000075&pid=S2182-5173201400010000600010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>11. Milgrom     P, Rothen M, Milgrom L. Developing public health interventions with xylitol for     the US and US-associated territories and states. Suom Hammaslaakarilehti 2006     May 15; 13 (10-11): 2-11.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000077&pid=S2182-5173201400010000600011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>12. M&#228;kinen     KK, S&#246;derling E. A quantitative study of mannitol, sorbitol, xylitol, and     xylose in wild berries and commercial fruits. J Food Sci 1980 Mar; 45 (2):     367-71.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000079&pid=S2182-5173201400010000600012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>13.     Hildebrandt G, Lee IK. Xylitol containing oral products for preventing dental     caries (protocol). Cochrane Database Syst Rev 2004; (1): CD004620.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000081&pid=S2182-5173201400010000600013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>14. Akerblom     HK, Koivukangas T, Puukka R, Mononen M. The tolerance of increasing amounts of     dietary xylitol in children. Int J Vitam Nutr Res Suppl 1982; 22: 53-66.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000083&pid=S2182-5173201400010000600014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>15.     Kontiokari R, Uhari M, Koskela M. Effect of xylitol on growth of nasopharyngeal     bacteria in vitro. Antimicrob Chemother 1995 Aug; 39 (8): 1820-3.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000085&pid=S2182-5173201400010000600015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>16. Ebell     MH, Siwek J, Weiss BD, Woolf SH, Susman J, Ewigman B, et al. Strength of     Recommendation Taxonomy (SORT): a patient-centered approach to grading evidence     in the medical literature. Am Fam Physician 2004 Feb 1; 69 (3): 548-56.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000087&pid=S2182-5173201400010000600016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>17. Uhari M,     Kontiokari T, Koskela M. Niemel&#228; M. Xylitol chewing gum in prevention of acute     otitis media: double blind randomised trial. BMJ 1996 Nov 9; 313 (7066):     1180-4.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000089&pid=S2182-5173201400010000600017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>18. Uhari M,     Kontiokari T, Niemel&#228; M. A novel use of xylitol sugar in preventing acute     otitis media. Pediatrics 1998 Oct; 102 (4 Pt 1) :879-84.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000091&pid=S2182-5173201400010000600018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>19.     Hautalahti O, Renko M, Tapiainen T, Kontiokari T, Pokka T, Uhari M. Failure of     xylitol given three times a day for preventing acute otitis media. Pediatr     Infect Dis J 2007 May; 26 (5): 423-7.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000093&pid=S2182-5173201400010000600019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>20. Danhauer     JL, Johnson CE, Corbin NE, Bruccheri KG. Xylitol as a prophylaxis for acute     otitis media: systematic review. Int J Audiol 2010 Oct; 49 (10): 754-61.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000095&pid=S2182-5173201400010000600020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>21.     Damoiseaux RA, Rovers MM. AOM in children. Clin Evid (Online) 2011 May 10;     2011. pii 0301.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000097&pid=S2182-5173201400010000600021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>22. Advisory     Committee on Immunization Practices. Preventing pneumococcal disease among     infants and young children. Recommendations of the Advisory Committee on     Immunization Practices (ACIP). MMWR Recomm Rep 2000 Oct 6; 49 (RR-9): 1-35.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000099&pid=S2182-5173201400010000600022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a href="#topc0">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a> | <a href="#topc0">Direcci&oacute;n para correspondencia</a> | <a href="#topc0">Correspondence</a><a name="c0"></a></p>        ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Margarida     Moreira</p>     <p>Rua da     Praia, n.&#186; 186 - Fieiro &#8211; Agu&#231;adoura, 4495-031 P&#243;voa de Varzim</p>       <p><a href="mailto:mmargmoreira@gmail.com">mmargmoreira@gmail.com</a></p>          <p>&nbsp;</p>       <p><b>Agradecimentos</b></p>       <p>&#192; Dra. Carla     Morna pela disponibilidade mostrada sempre.</p>     <p><b>Conflitos     de interesse</b></p>       <p>Os autores     declaram n&#227;o ter conflito de interesses.</p>     <p><i>Artigo escrito ao abrigo do novo acordo ortogr&#225;fico.</i></p>     <p>&nbsp;</p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Recebido em 15-04-2013</b></p>       <p><b>Aceite para publica&#231;&#227;o em 17-12-2013</b></p>      ]]></body><back>
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