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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[E quando o outro médico errou? A arte de comunicar com o doente]]></article-title>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><b>CLUBE DE LEITURA</b></p>     <p><font size="4"><b>E quando o outro m&#233;dico errou? A arte de     comunicar com o doente</b></font></p>      <p><font size="3"><b>And     when the other doctor was wrong? The art of communicating with the patient</b></font></p>       <p><b>Maria Jo&#227;o   S&#225;*, Joana Neto**</b></p>       <p>*Interna de     Medicina Geral e Familiar, USF Lidador</p>       <p>**Interna de   Medicina Geral e Familiar, USF S. Jo&#227;o   de Sobrado</p> <hr/>     <p>&nbsp;</p>       <p>Gallagher     TH, Mello MM, Levinson W, Wynia MK, Sachdeva AK, Snyder Sulmasy L, et al.     Talking with patients about other clinicians' errors. N Engl J Med 2013 Oct 31;     369 (18): 1752-7.</p>       <p><b>Introdu&#231;&#227;o</b></p>       <p>O erro     m&#233;dico &#233; comum, expect&#225;vel e compreens&#237;vel. No entanto, conversar com os     doentes sobre este tema &#233; um dos maiores desafios que se coloca na pr&#225;tica m&#233;dica     di&#225;ria. Uma das particularidades reside no facto de que o m&#233;dico que comunica o     erro nem sempre ser respons&#225;vel por este, j&#225; que, atualmente, os cuidados de     sa&#250;de s&#227;o prestados por equipas multidisciplinares. Desta forma, conversar     sobre o erro m&#233;dico envolve situa&#231;&#245;es em que outros colegas s&#227;o, primariamente,     respons&#225;veis. As guidelines existentes oferecem pouca orienta&#231;&#227;o no que respeita &#224; comunica&#231;&#227;o do erro     cometido por outros, o que aumenta a incerteza sobre o que fazer.     Consequentemente os doentes recebem pouca informa&#231;&#227;o e perdem-se oportunidades     de construir uma rela&#231;&#227;o de confian&#231;a e evitar processos litigiosos.</p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>M&#233;todos</b></p>       <p>Os autores     reuniram um grupo de trabalho constitu&#237;do por peritos em seguran&#231;a dos doentes,     seguros de responsabilidade civil profissional, comunica&#231;&#227;o cl&#237;nica, bio&#233;tica e     pol&#237;ticas de sa&#250;de. Ap&#243;s a reuni&#227;o, um grupo de participantes elaborou um     manuscrito que completa as recomenda&#231;&#245;es existentes, para m&#233;dicos e     institui&#231;&#245;es, sobre como comunicar com os doentes sobre o erro de outros     colegas.</p>       <p><b>Resultados</b></p>       <p>Os motivos     que justificam a divulga&#231;&#227;o do erro m&#233;dico est&#227;o bem descritos. No entanto,     m&#250;ltiplas barreiras, incluindo o constrangimento, a falta de confian&#231;a nas     capacidades de comunica&#231;&#227;o e mensagens divergentes de institui&#231;&#245;es e     seguradoras, tornam a comunica&#231;&#227;o do erro um desafio.</p>       <p>Em primeiro     lugar, &#233; dif&#237;cil determinar exatamente o que sucedeu, quando o m&#233;dico que se     depara com o erro n&#227;o est&#225; diretamente envolvido. Muitas vezes h&#225; pouca     informa&#231;&#227;o ao dispor, pelo que a solu&#231;&#227;o passa sempre por conversar com o     colega envolvido, esclarecer se na verdade ocorreu algum erro e, apenas depois,     conversar com o doente. Existe uma relut&#226;ncia natural em arriscar uma reputa&#231;&#227;o     desfavor&#225;vel entre colegas, quebrar boas rela&#231;&#245;es entre e dentro de equipas de     trabalho ou ent&#227;o mesmo lesar o bom nome de uma institui&#231;&#227;o. Diferen&#231;as de     poder, de gradua&#231;&#227;o, de g&#233;nero ou ra&#231;a e a rela&#231;&#227;o pr&#233;via entre colegas, criam     din&#226;micas interpessoais muito complexas e dif&#237;ceis de gerir. Apesar das     institui&#231;&#245;es poderem ajudar a determinar o sucedido e planear a divulga&#231;&#227;o do     erro, alguns m&#233;dicos podem tamb&#233;m recear uma cascata imprevis&#237;vel de puni&#231;&#245;es     por parte da pr&#243;pria institui&#231;&#227;o.</p>       <p>O direito do     doente em receber informa&#231;&#227;o, honesta e partilhada com compaix&#227;o, &#233; soberano.     N&#227;o cabe aos doentes nem &#224;s suas fam&#237;lias carregar o fardo de procurar     informa&#231;&#227;o sobre os problemas sucedidos. Como profissionais, os m&#233;dicos devem     ser capazes de colocar as necessidades dos seus doentes acima das suas.</p>       <p>Antes de     conversar com o doente sobre o erro m&#233;dico, &#233; fundamental recolher o m&#225;ximo de     informa&#231;&#227;o poss&#237;vel. Os m&#233;dicos devem melhorar a sua capacidade de discutir     entre si quest&#245;es relativas &#224; qualidade e adotar estrat&#233;gias que minimizem uma     postura defensiva. Este compromisso &#233; fundamental para a auto-regula&#231;&#227;o, que     est&#225; na base do profissionalismo m&#233;dico. Uma abordagem proativa da discuss&#227;o do     erro m&#233;dico, curiosa mas n&#227;o acusat&#243;ria, deve ter em conta que o profissional     que n&#227;o est&#225; diretamente envolvido n&#227;o tem a informa&#231;&#227;o completa. O objetivo     desta discuss&#227;o passa por estabelecer concretamente o que aconteceu. Se os     colegas determinarem que n&#227;o houve erro, o processo termina aqui; se concordam     que na verdade existiu erro m&#233;dico, devem discutir o que deve ser comunicado &#224;     institui&#231;&#227;o que representam e ao doente; se discordam sobre o que aconteceu,     devem recorrer &#224; pr&#243;pria institui&#231;&#227;o ou a organiza&#231;&#245;es profissionais.</p>       <p>As     recomenda&#231;&#245;es sobre quem deve comunicar o erro apontam para o m&#233;dico com uma     rela&#231;&#227;o de maior longevidade com o doente, que mais conhecimento tem sobre a     situa&#231;&#227;o em causa e com mais experi&#234;ncia em casos similares. Recomenda-se ainda     que os m&#233;dicos envolvidos devam estar presentes, evitando assim mensagens     divergentes, e assegurando que a informa&#231;&#227;o &#233; transmitida com clareza.     Demonstra-se, com transpar&#234;ncia, a responsabilidade partilhada.</p>       <p>Muito embora     o di&#225;logo entre os profissionais deva ser o primeiro passo do processo, as     institui&#231;&#245;es assumem um papel final na responsabilidade em assegurar uma     comunica&#231;&#227;o de qualidade. Particularmente quando o erro m&#233;dico condiciona     consequ&#234;ncias graves e prejudiciais para o doente, quando existem diversos     profissionais ou institui&#231;&#245;es envolvidas, a comunica&#231;&#227;o entre os profissionais     falha ou n&#227;o se estabelece consenso ou existem conflitos de interesse, as     institui&#231;&#245;es assumem um papel determinante, garantindo uma revis&#227;o cuidada de     todo o processo. Diversas institui&#231;&#245;es disp&#245;em j&#225; de programas de treino em     comunicar com os doentes sobre o erro m&#233;dico, assim como de um &#8220;disclosure coach&#8221;, facilitador e     orientador de todo o processo.</p>       <p><b>Conclus&#245;es</b></p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Perante um     erro m&#233;dico que envolve outro colega, a conce&#231;&#227;o de profissionalismo dever&#225;     levar-nos ao encontro e n&#227;o a evitar os profissionais envolvidos. Muito embora     procurar compreender o sucedido e assegurar um di&#225;logo aberto com o doente em     causa desafie as tradicionais normas &#171;entre colegas&#187;, a comunica&#231;&#227;o     transparente do erro m&#233;dico &#233; uma responsabilidade profissional partilhada.     Apenas uma abordagem coletiva poder&#225; satisfazer plenamente as necessidades dos     doentes e das suas fam&#237;lias.</p>       <p><b>COMENT&#193;RIO</b></p>       <p>Falar com os     doentes sobre o erro m&#233;dico, cometido pelo pr&#243;prio ou por um colega, &#233; um     assunto delicado e ainda pouco abordado na pr&#225;tica de muitos m&#233;dicos. Embora a     tem&#225;tica da seguran&#231;a do doente (patient     safety) seja j&#225; lecionada nas faculdades de medicina lusitanas, e     ambicionada por associa&#231;&#245;es de doentes, h&#225; ainda uma grande dist&#226;ncia a     percorrer na pr&#225;tica m&#233;dica em Portugal. Pelo contr&#225;rio, nos EUA este tema deu     j&#225; os primeiros passos em 1999 com a publica&#231;&#227;o de To Err is Human: Building a Safer Health System.<sup>1</sup> A     Organiza&#231;&#227;o Mundial de Sa&#250;de criou em 2004 a World Alliance for Patient Safety e, em 2009, a Classifica&#231;&#227;o     Internacional sobre Seguran&#231;a do Doente (CIDS) para uniformizar os conceitos     nesta &#225;rea.<sup>2</sup> Tamb&#233;m no Reino Unido se tem trabalhado esta tem&#225;tica,     refor&#231;ando-se a import&#226;ncia de uma atitude transparente e aberta, caracterizada     pelo encorajamento em admitir o erro m&#233;dico, pela consci&#234;ncia de existir o     risco de falhas, pela constante melhoria dos sistemas que o minimizam, e pela     comunica&#231;&#227;o clara com os doentes ou seus familiares.<sup>3</sup></p>       <p>Inicialmente     debatido entre patologistas cl&#237;nicos e cirurgi&#245;es, este assunto remete, cada     vez mais, para o &#226;mbito das especialidades m&#233;dicas e, em particular, da     Medicina Geral e Familiar, onde o m&#233;dico de fam&#237;lia &#233; tamb&#233;m o provedor do     doente.<sup>4,5</sup> Parece consensual que dever&#225; ser o m&#233;dico que tem a     rela&#231;&#227;o mais s&#243;lida e duradoura com o doente a transmitir a informa&#231;&#227;o do erro     m&#233;dico, muito embora esta seja frequentemente uma situa&#231;&#227;o complexa,     considerando a sua natureza diversa. Para al&#233;m disso, muitas vezes a     comunica&#231;&#227;o entre m&#233;dicos &#233; escassa e a informa&#231;&#227;o sobre o sucedido incompleta,     colocando alguns problemas na comunica&#231;&#227;o com o doente.</p>       <p>Com a implementa&#231;&#227;o     de sistemas de Acredita&#231;&#227;o,<sup>6</sup> a cultura do erro m&#233;dico, ou melhor, da     divulga&#231;&#227;o do erro m&#233;dico, assume maior import&#226;ncia. Tamb&#233;m a publica&#231;&#227;o da     Norma da Dire&#231;&#227;o-Geral da Sa&#250;de sobre o Sistema Nacional de Notifica&#231;&#227;o de     Incidentes e Eventos Adversos,<sup>7</sup> bem como a cria&#231;&#227;o da plataforma do     Sistema Nacional de Notifica&#231;&#227;o de Incidentes e de Eventos Adversos<sup>8</sup>,     est&#227;o a contribuir para esta consciencializa&#231;&#227;o. Mesmo assim, h&#225; que encontrar,     a n&#237;vel das Unidades de Sa&#250;de, mecanismos intr&#237;nsecos para detetar e corrigir     estes erros.<sup>5</sup> Criada em 2010, a Associa&#231;&#227;o para a Seguran&#231;a dos     Doentes promove a&#231;&#245;es de forma&#231;&#227;o neste &#226;mbito.<sup>9</sup> No entanto, o erro     m&#233;dico ocorrer&#225; sempre e, como tal, h&#225; que saber como agir &#233;tica e     clinicamente.</p>     <p>S&#227;o v&#225;rias     as vantagens enumeradas pelos doentes para a divulga&#231;&#227;o do erro m&#233;dico. Al&#233;m do     respeito pela autonomia do doente, promove a decis&#227;o partilhada e informada     entre m&#233;dico e doente, &#233; valorizado o facto do m&#233;dico se expor pela verdade,     comunicando o erro de uma forma transparente, levando &#224; satisfa&#231;&#227;o do utente e     refor&#231;ando a confian&#231;a na honestidade e integridade do profissional. Esta     comunica&#231;&#227;o tamb&#233;m aumenta a probabilidade do doente n&#227;o fazer queixa formal do     m&#233;dico.<sup>10</sup></p>     <p>Com vista &#224;     solidifica&#231;&#227;o de uma pol&#237;tica de seguran&#231;a do doente &#233; fundamental a mudan&#231;a de     uma &#171;cultura de culpa&#187; para uma &#171;cultura de aprendizagem&#187;. Assim, a comunica&#231;&#227;o     aberta do erro m&#233;dico entre colegas e superiores hier&#225;rquicos dever&#225; ser feita     numa perspetiva de melhoria constante, n&#227;o devendo ser alimentados sentimentos     de receio, medo ou culpa (por parte de colegas ou doentes).<sup>4</sup> Paralelamente, a correta utiliza&#231;&#227;o dos diferentes termos erro m&#233;dico e evento adverso (ou resultado inesperado) elimina o     cunho punitivo e de culpabilidade atribu&#237;do a muitas das situa&#231;&#245;es da pr&#225;tica     cl&#237;nica di&#225;ria. Em boa verdade, o erro m&#233;dico corresponde a uma &#171;falha na     execu&#231;&#227;o de uma a&#231;&#227;o planeada de acordo com o desejado ou o desenvolvimento     incorreto de um plano&#187;, ao passo que o evento adverso &#233; &#171;um incidente que resulta     em dano para o doente&#187;.<sup>11</sup> Este &#250;ltimo termo parece ser mais positivo     e seguro, promovendo mais facilmente uma cultura de seguran&#231;a.<sup>4</sup>  </p>     <p>&nbsp;</p>       <p><b>REFER&#202;NCIAS BIBLIOGR&#193;FICAS</b></p>       <!-- ref --><p>1. Kohn LT,     Corrigan JM, Donaldson MS, eds.; Committee on Quality Health Care in America,     Institute of Medicine. To Err Is Human: Building a Safer Health System.     Washington, DC: National Academies Press; 2000.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000032&pid=S2182-5173201400010001200001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>2.     Organiza&#231;&#227;o Mundial de Sa&#250;de. Relat&#243;rio T&#233;cnico Final sobre a Estrutura     Concetual da Classifica&#231;&#227;o Internacional de Seguran&#231;a do Doente v.1.1. Genebra:     OMS; 2009.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000034&pid=S2182-5173201400010001200002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>3. Seven     steps to patient safety. Dispon&#237;vel em:     <a href="http://www.nrls.npsa.nhs.uk/resources/collections/seven-steps-to-patient-safety/" target="_blank">http://www.nrls.npsa.nhs.uk/resources/collections/seven-steps-to-patient-safety/</a>     (acedido em 28/01/2014).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000036&pid=S2182-5173201400010001200003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>4. Yaphe J.     A new approach to medical error and adverse outcomes: a persistent need for a     change in the culture in Portugal. Rev Port Med Geral Fam 2012 Nov-Dez; 28 (6):     400-1.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000038&pid=S2182-5173201400010001200004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>5. Ribas MJ.     Eventos adversos em Cuidados de Sa&#250;de Prim&#225;rios: promover uma cultura de     seguran&#231;a. Rev Port Clin Geral 2010 Nov-Dez; 26 (6): 585-9.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000040&pid=S2182-5173201400010001200005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>6.     Departamento da Qualidade de Sa&#250;de. Manual de Acredita&#231;&#227;o das Unidades de     Sa&#250;de. Lisboa: Dire&#231;&#227;o-Geral da Sa&#250;de; 2011.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000042&pid=S2182-5173201400010001200006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>7. Norma de     Orienta&#231;&#227;o Cl&#237;nica n&#186; 08/2013, de 15/05/2013 - Sistema Nacional de Notifica&#231;&#227;o     de Incidentes e Eventos Adversos. Lisboa: Dire&#231;&#227;o-Geral da Sa&#250;de; 2013.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000044&pid=S2182-5173201400010001200007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>8. Sistema     Nacional de Notifica&#231;&#227;o de Incidentes e de Eventos Adversos. Dispon&#237;vel em:     <a href="http://seguranca.dgs.pt/SNNIEA/" target="_blank">http://seguranca.dgs.pt/SNNIEA/</a> (acedido em 28/01/2014).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000046&pid=S2182-5173201400010001200008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>9.     Associa&#231;&#227;o para a Seguran&#231;a do Doente. Dispon&#237;vel em: <a href="http://apasd.ufp.pt/" target="_blank">http://apasd.ufp.pt/</a>     (acedido em 28/01/2014).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000048&pid=S2182-5173201400010001200009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>10. Kachalia     A, Shojania KG, Hofer TP, Piotrowski M, Saint S. Does full disclosure of     medical errors affect malpractice liability? The jury is still out. Jt Comm J     Qual Saf 2003 Oct; 29 (10): 503-11.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000050&pid=S2182-5173201400010001200010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>11. Norma de     Orienta&#231;&#227;o Cl&#237;nica n&#186; 17/2012, de 19/12/2012 - Taxonomia para notifica&#231;&#227;o     de incidentes e eventos adversos. Lisboa: Dire&#231;&#227;o-Geral da Sa&#250;de; 2012.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000052&pid=S2182-5173201400010001200011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>&nbsp;</p>       <p><b>Conflitos de interesse</b></p>       <p>O autor     declara n&#227;o ter conflito de interesses.</p>       <p>Artigo escrito ao abrigo do novo acordo     ortogr&#225;fico.</p>      ]]></body><back>
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