<?xml version="1.0" encoding="ISO-8859-1"?><article xmlns:mml="http://www.w3.org/1998/Math/MathML" xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xmlns:xsi="http://www.w3.org/2001/XMLSchema-instance">
<front>
<journal-meta>
<journal-id>2182-5173</journal-id>
<journal-title><![CDATA[Revista Portuguesa de Medicina Geral e Familiar]]></journal-title>
<abbrev-journal-title><![CDATA[Rev Port Med Geral Fam]]></abbrev-journal-title>
<issn>2182-5173</issn>
<publisher>
<publisher-name><![CDATA[Associação Portuguesa de Medicina Geral e Familiar]]></publisher-name>
</publisher>
</journal-meta>
<article-meta>
<article-id>S2182-51732014000200004</article-id>
<title-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Perfil de prescrição de antimicrobianos para as infecções do tracto urinário nos cuidados de saúde primários]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Antimicrobial prescribing for urinary tract infection in primary health care]]></article-title>
</title-group>
<contrib-group>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Tavares]]></surname>
<given-names><![CDATA[Inês Vilas-Boas]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A01"/>
</contrib>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Sá]]></surname>
<given-names><![CDATA[Armando Brito de]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A02"/>
</contrib>
</contrib-group>
<aff id="A01">
<institution><![CDATA[,Centro Hospitalar de Lisboa Norte  ]]></institution>
<addr-line><![CDATA[Lisboa ]]></addr-line>
</aff>
<aff id="A02">
<institution><![CDATA[,Universidade de Lisboa Faculdade de Medicina Instituto de Medicina Preventiva]]></institution>
<addr-line><![CDATA[Lisboa ]]></addr-line>
</aff>
<pub-date pub-type="pub">
<day>00</day>
<month>04</month>
<year>2014</year>
</pub-date>
<pub-date pub-type="epub">
<day>00</day>
<month>04</month>
<year>2014</year>
</pub-date>
<volume>30</volume>
<numero>2</numero>
<fpage>85</fpage>
<lpage>100</lpage>
<copyright-statement/>
<copyright-year/>
<self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S2182-51732014000200004&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_abstract&amp;pid=S2182-51732014000200004&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_pdf&amp;pid=S2182-51732014000200004&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><abstract abstract-type="short" xml:lang="pt"><p><![CDATA[Objectivos: Avaliação do perfil de prescrição de antibióticos para as infecções do tracto urinário (ITU) na Medicina Geral e Familiar e sua concordância com a Norma da Direção-Geral da Saúde (DGS) «Terapêutica das infecções do aparelho urinário (comunidade)». Identificação dos microrganismos infectantes e determinação do seu perfil de sensibilidade. Tipo de estudo: Estudo transversal, descritivo e observacional. Local: Unidades de Saúde Familiar da Região de Lisboa e Vale do Tejo, Portugal. População: Indivíduos com idade igual ou superior a 18 anos com episódios de ITU identificados clínica e/ou laboratorialmente. Métodos: A informação foi recolhida a partir de uma folha de registo de dados por 38 médicos de Medicina Geral e Familiar entre Novembro de 2011 e Janeiro de 2012. Obteve-se uma amostra não aleatória de 104 episódios de ITU de indivíduos com idade igual ou superior a 18 anos. As variáveis estudadas foram as seguintes: sexo, idade, tipo de ITU, pedido de urocultura, antibioterapia baseada no resultado da urocultura, prescrição antibiótica, resultado da urocultura e sensibilidade aos antimicrobianos. Resultados: A cistite aguda não complicada em mulher não grávida foi o tipo de ITU mais frequente (81,7%). Em 72,1% das ITU foi pedida urocultura. Foi prescrito antibiótico em 93,3% das ITU, sendo a fosfomicina (38,1%) e a nitrofurantoína (21,6%) os antibióticos mais prescritos. Nos episódios de cistite aguda não complicada em mulher não grávida verificámos que em 64,2% o antibiótico prescrito esteve em concordância com a Norma. A urocultura foi positiva em 82,1% das situações em que este exame foi executado, tendo-se isolado Escherichia coli (E.coli) em 76,1% destes casos. Não se encontrou nenhum caso de resistência à fosfomicina e à nitrofurantoína. Conclusões: Na maioria dos episódios de ITU a prescrição de antibióticos foi adequada e concordante com a Norma. A E.coli foi o microrganismo mais frequentemente isolado, apresentando elevada susceptibilidade à fosfomicina e nitrofurantoína.]]></p></abstract>
<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Objectives: The objectives of this study were to assess the prescription of antibiotics for urinary tract infection (UTI) in general practice, the degree of agreement with the Directorate General for Health guidelines for treatment of urinary tract infections in the community, to identify the infecting microorganisms, and to determine their susceptibility to antibiotics. Type of study: Cross-sectional study. Location: Family Health Units of Lisbon and Vale do Tejo, Portugal. Population: Patients 18 years of age and older with a clinical and/or laboratory diagnosis of UTI Material and Methods: Thirty-eight family physicians collected data between November 2011 and January 2012. We obtained a non-random sample of 104 episodes of UTI in patients aged 18 years and older. Variables studied were gender, age, type of UTI, request for urine culture, choice of antibiotics based on urine culture results, antibiotic prescriptions, urine culture results and antimicrobial susceptibility. Results: Acute uncomplicated cystitis in non-pregnant women was the most common type of UTI (81,7%). Urine cultures were requested in 72,1% of cases. Antibiotics were prescribed in 93,3% of cases, with fosfomycin (38,1%) and nitrofurantoin (21,6%) the most common antibiotics prescribed. For acute uncomplicated cystitis in non-pregnant women we found that antibiotic prescription was in line with the guideline in 64,2% of cases. The urine culture was positive in 82,1% of cases and E. coli was isolated in 76,1% of these. No bacterial resistance to fosfomycin or nitrofurantoin was reported. Conclusions: In most episodes of UTI an appropriate prescription was chosen consistent with current guidelines. E. coli was the most prevalent microorganism isolated and showed a high susceptibility to fosfomycin and nitrofurantoin.]]></p></abstract>
<kwd-group>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Infecção do Tracto Urinário]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Antibióticos]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Resistência Antimicrobiana]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[Urinary Tract Infection]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[Antibiotics]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[Antimicrobial Resistance]]></kwd>
</kwd-group>
</article-meta>
</front><body><![CDATA[ <p align="right"><b>ESTUDOS ORIGINAIS</b></p>      <p><font size="4"><b>Perfil de prescri&ccedil;&atilde;o de antimicrobianos     para as infec&ccedil;&otilde;es do tracto urin&aacute;rio nos cuidados de sa&uacute;de prim&aacute;rios</b></font></p>       <p><font size="3"><b>Antimicrobial   prescribing for urinary tract infection in primary health care</b></font></p>       <p><b>In&ecirc;s Vilas-Boas Tavares,* Armando Brito de     S&aacute;**</b></p>       <p>*M&eacute;dica     interna do ano comum, Centro Hospitalar de Lisboa Norte.</p>       <p>**Professor     auxiliar convidado, Instituto de Medicina Preventiva, Faculdade de Medicina,     Universidade de Lisboa</p>       <p><a href="#c0">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a> | <a href="#c0">Direcci&oacute;n para correspondencia</a> | <a href="#c0">Correspondence</a><a name="topc0"></a></p> <hr/>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>RESUMO</b></p>       <p><b>Objectivos:</b> Avalia&ccedil;&atilde;o do perfil de     prescri&ccedil;&atilde;o de antibi&oacute;ticos para as infec&ccedil;&otilde;es do tracto urin&aacute;rio (ITU) na     Medicina Geral e Familiar e sua concord&acirc;ncia com a Norma da Dire&ccedil;&atilde;o-Geral da     Sa&uacute;de (DGS) &laquo;Terap&ecirc;utica das infec&ccedil;&otilde;es do aparelho urin&aacute;rio (comunidade)&raquo;.     Identifica&ccedil;&atilde;o dos microrganismos infectantes e determina&ccedil;&atilde;o do seu perfil de     sensibilidade.</p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Tipo de estudo:</b> Estudo transversal,     descritivo e observacional.</p>       <p><b>Local:</b> Unidades de Sa&uacute;de Familiar da     Regi&atilde;o de Lisboa e Vale do Tejo, Portugal.</p>       <p>Popula&ccedil;&atilde;o:     Indiv&iacute;duos com idade igual ou superior a 18 anos com epis&oacute;dios de ITU     identificados cl&iacute;nica e/ou laboratorialmente.</p>       <p><b>M&eacute;todos:</b> A informa&ccedil;&atilde;o foi recolhida a partir     de uma folha de registo de dados por 38 m&eacute;dicos de Medicina Geral e Familiar     entre Novembro de 2011 e Janeiro de 2012. Obteve-se uma amostra n&atilde;o aleat&oacute;ria     de 104 epis&oacute;dios de ITU de indiv&iacute;duos com idade igual ou superior a 18 anos. As     vari&aacute;veis estudadas foram as seguintes: sexo, idade, tipo de ITU, pedido de     urocultura, antibioterapia baseada no resultado da urocultura, prescri&ccedil;&atilde;o     antibi&oacute;tica, resultado da urocultura e sensibilidade aos antimicrobianos.</p>       <p><b>Resultados:</b> A cistite aguda n&atilde;o     complicada em mulher n&atilde;o gr&aacute;vida foi o tipo de ITU mais frequente (81,7%). Em     72,1% das ITU foi pedida urocultura. Foi prescrito antibi&oacute;tico em 93,3% das     ITU, sendo a fosfomicina (38,1%) e a nitrofuranto&iacute;na (21,6%) os antibi&oacute;ticos     mais prescritos. Nos epis&oacute;dios de cistite aguda n&atilde;o complicada em mulher n&atilde;o     gr&aacute;vida verific&aacute;mos que em 64,2% o antibi&oacute;tico prescrito esteve em concord&acirc;ncia     com a Norma. A urocultura foi positiva em 82,1% das situa&ccedil;&otilde;es em que este exame     foi executado, tendo-se isolado Escherichia coli <i>(E.coli)</i> em 76,1% destes casos. N&atilde;o se encontrou nenhum caso de     resist&ecirc;ncia &agrave; fosfomicina e &agrave; nitrofuranto&iacute;na.</p>       <p><b>Conclus&otilde;es:</b> Na maioria dos epis&oacute;dios de     ITU a prescri&ccedil;&atilde;o de antibi&oacute;ticos foi adequada e concordante com a Norma. A <i>E.coli</i> foi o microrganismo mais frequentemente     isolado, apresentando elevada susceptibilidade &agrave; fosfomicina e nitrofuranto&iacute;na.</p>       <p><b>Palavras-Chave:</b> Infec&ccedil;&atilde;o do Tracto     Urin&aacute;rio; Antibi&oacute;ticos; Resist&ecirc;ncia Antimicrobiana.</p>   <hr/>     <p>&nbsp;</p>    <p><b>ABSTRACT</b></p>       <p><b>Objectives:</b> The objectives of this     study were to assess the prescription of antibiotics for urinary tract     infection (UTI) in general practice, the degree of agreement with the     Directorate General for Health guidelines for treatment of urinary tract     infections in the community, to identify the infecting microorganisms, and to   determine their susceptibility to antibiotics.</p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Type of study:</b> Cross-sectional study.</p>       <p><b>Location: </b>Family Health Units of Lisbon     and Vale do Tejo, Portugal.</p>       <p><b>Population:</b> Patients 18 years of age     and older with a clinical and/or laboratory diagnosis of UTI</p>       <p><b>Material and Methods:</b> Thirty-eight     family physicians collected data between November 2011 and January 2012. We     obtained a non-random sample of 104 episodes of UTI in patients aged 18 years     and older. Variables studied were gender, age, type of UTI, request for urine     culture, choice of antibiotics based on urine culture results, antibiotic     prescriptions, urine culture results and antimicrobial susceptibility.</p>       <p><b>Results:</b> Acute uncomplicated cystitis     in non-pregnant women was the most common type of UTI (81,7%). Urine cultures     were requested in 72,1% of cases. Antibiotics were prescribed in 93,3% of     cases, with fosfomycin (38,1%) and nitrofurantoin (21,6%) the most common     antibiotics prescribed. For acute uncomplicated cystitis in non-pregnant women     we found that antibiotic prescription was in line with the guideline in 64,2%     of cases. The urine culture was positive in 82,1% of cases and E. coli was     isolated in 76,1% of these. No bacterial resistance to fosfomycin or     nitrofurantoin was reported.</p>       <p><b>Conclusions:</b> In most episodes of UTI an     appropriate prescription was chosen consistent with current guidelines. E. coli     was the most prevalent microorganism isolated and showed a high susceptibility to     fosfomycin and nitrofurantoin.</p>       <p><b>Key-words:</b> Urinary Tract Infection;     Antibiotics; Antimicrobial Resistance.</p>  <hr/>     <p>&nbsp;</p>       <p><b>Introdu&ccedil;&atilde;o</b></p>       <p>Aresist&ecirc;ncia     aos antibi&oacute;ticos &eacute; um problema de sa&uacute;de p&uacute;blica que continua a aumentar na     Europa.<sup>1</sup> O uso desnecess&aacute;rio ou prolongado de antibi&oacute;ticos &eacute; o     principal factor respons&aacute;vel pela crescente emerg&ecirc;ncia de microrganismos     resistentes que num futuro poder&aacute; p&ocirc;r em causa a sua efic&aacute;cia e utilidade.<sup>2</sup> As estrat&eacute;gias com maior impacto para a conten&ccedil;&atilde;o das resist&ecirc;ncias aos     antimicrobianos s&atilde;o as que se baseiam no uso racional e adequado de     antibi&oacute;ticos, na preven&ccedil;&atilde;o e controlo da infec&ccedil;&atilde;o e em programas de vigil&acirc;ncia     que avaliem a susceptibilidade dos microrganismos.<sup>3</sup> A n&iacute;vel     internacional t&ecirc;m sido criadas v&aacute;rias iniciativas com a inten&ccedil;&atilde;o de limitar o     aparecimento de resist&ecirc;ncias, nomeadamente os projectos European Surveillance     of Antimicrobial Consumption (ESAC) e o European Antimicrobial Resistence     Surveillance System (EARSS), que em conjunto permitem avaliar as tend&ecirc;ncias     actuais de utiliza&ccedil;&atilde;o de antimicrobianos e estudar a emerg&ecirc;ncia das     resist&ecirc;ncias na Europa.<sup>4-5</sup></p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p>De acordo     com os &uacute;ltimos dados internacionais publicados em 2010 pelo ESAC, h&aacute; grandes     diferen&ccedil;as quanto aos padr&otilde;es de utiliza&ccedil;&atilde;o de antibi&oacute;ticos entre os pa&iacute;ses     europeus.<sup>4</sup> A classe das penicilinas continua a ser o grupo de     antibi&oacute;ticos mais prescrito em todos os pa&iacute;ses da Uni&atilde;o Europeia.<sup>1</sup> Em Portugal tem-se verificado uma diminui&ccedil;&atilde;o do consumo de antibi&oacute;ticos.<sup>4</sup> Um estudo publicado na revista Lancet em 2001 referia que Portugal era o pa&iacute;s     da Uni&atilde;o Europeia com maior uso de quinolonas.<sup>6</sup> Dados mais recentes,     por&eacute;m, revelam taxas de uso superiores em It&aacute;lia, Chipre e Gr&eacute;cia.<sup>5</sup></p>       <p>Os m&eacute;dicos     de fam&iacute;lia s&atilde;o respons&aacute;veis por aproximadamente 80% das prescri&ccedil;&otilde;es de     antibi&oacute;ticos.<sup>7</sup> As infec&ccedil;&otilde;es do tracto urin&aacute;rio (ITU) representam uma     causa comum de prescri&ccedil;&atilde;o de antibi&oacute;ticos em medicina geral e familiar.<sup>8-9</sup> Em Portugal, a ITU &eacute; a segunda patologia infecciosa mais prevalente na     comunidade, logo ap&oacute;s a infec&ccedil;&atilde;o do tracto respirat&oacute;rio.<sup>10</sup></p>       <p>As ITU ocorrem     muito mais frequentemente em mulheres.<sup>11</sup> Estima-se que uma em cada     tr&ecirc;s mulheres ter&aacute; uma ITU at&eacute; aos 24 anos<sup>12</sup> e que 40-50% das     mulheres adultas tenham pelo menos uma ITU em determinada altura da vida.<sup>11</sup></p>       <p>A     institui&ccedil;&atilde;o precoce de tratamento &eacute; a forma mais eficaz de diminuir a     morbilidade e a mortalidade associadas &agrave;s ITU, diminuindo a gravidade da     infec&ccedil;&atilde;o e a probabilidade de dissemina&ccedil;&atilde;o &agrave;s vias urin&aacute;rias superiores.<sup>13</sup></p>       <p>O     diagn&oacute;stico de ITU baseia-se na hist&oacute;ria cl&iacute;nica e na sintomatologia do doente     mas s&oacute; &eacute; confirmado por urocultura. Apesar de tudo, na maioria dos casos o     exame cultural da urina n&atilde;o &eacute; necess&aacute;rio.<sup>14</sup> O uso de terap&ecirc;utica     emp&iacute;rica est&aacute; recomendado nas ITU n&atilde;o complicadas.<sup>15-17</sup></p>       <p>A <i>Escherichia coli (E. coli)</i> &eacute; o     microrganismo que mais frequentemente causa ITU na comunidade.<sup>1</sup></p>       <p>Com o     aumento progressivo das resist&ecirc;ncias antimicrobianas a n&iacute;vel mundial, a escolha     da terap&ecirc;utica emp&iacute;rica das ITU tem provado ser um desafio constante.<sup>18</sup></p>       <p>O     conhecimento da realidade epidemiol&oacute;gica e dos padr&otilde;es de susceptibilidade     antimicrobiana dos microrganismos das diferentes zonas geogr&aacute;ficas permite uma     escolha mais adequada da terap&ecirc;utica emp&iacute;rica e a limita&ccedil;&atilde;o da dissemina&ccedil;&atilde;o das     estirpes resistentes.<sup>17</sup></p>       <p>Ao longo do     tempo t&ecirc;m surgido v&aacute;rios estudos que confirmam um aumento da resist&ecirc;ncia aos     antimicrobianos comummente usados para tratar as ITU e a variabilidade     geogr&aacute;fica destes valores.<sup>19-21</sup> O estudo ECO•SENS, realizado em     1999/2000, foi o primeiro programa de vigil&acirc;ncia internacional a analisar a     preval&ecirc;ncia e a susceptibilidade dos patog&eacute;nios urin&aacute;rios aos antibi&oacute;ticos.     Este estudo tamb&eacute;m observou que o consumo de antibi&oacute;ticos era maior no sul da     Europa, nomeadamente em Portugal e Espanha.<sup>3,22</sup></p>       <p>Os n&iacute;veis de     resist&ecirc;ncia &agrave; amoxicilina e ao trimetroprim-sulfametoxazol reportados na Europa     e Am&eacute;rica do Norte s&atilde;o geralmente superiores a 20%, enquanto que a resist&ecirc;ncia     &agrave;s fluroquinolonas, cefalosporinas e amoxicilina com &aacute;cido clavul&acirc;nico &eacute; na     maioria dos locais inferior a 10%. Por&eacute;m, parece haver uma tend&ecirc;ncia para a resist&ecirc;ncia     &agrave;s fluroquinolonas aumentar. A nitrofuranto&iacute;na e a fosfomicina apresentam boas     percentagens de susceptibilidade.<sup>3,17,22</sup></p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Em Portugal,     os estudos existentes sobre ITU realizados na comunidade verificaram altas     taxas de resist&ecirc;ncia da <i>E. coli</i> &agrave;s penicilinas,     &agrave;s quinolonas e ao trimetropim-sulfametoxazol.<sup>23-24</sup> Quanto &agrave;s     cefalosporinas, os estudos apresentam dados discrepantes.<sup>23,24</sup></p>       <p>No sentido     de tentar optimizar a abordagem das ITU, nomeadamente o seu tratamento, t&ecirc;m-se     reunido esfor&ccedil;os para criar recomenda&ccedil;&otilde;es cl&iacute;nicas.<sup>25</sup></p>       <p>V&aacute;rios     estudos t&ecirc;m apontado que as orienta&ccedil;&otilde;es s&atilde;o dif&iacute;ceis de implementar pelos     cl&iacute;nicos gerais.<sup>8-9,26</sup> Uma menor ades&atilde;o &agrave;s recomenda&ccedil;&otilde;es pode     acarretar mais custos em sa&uacute;de.<sup>27</sup></p>       <p>Com este     prop&oacute;sito, em Agosto de 2011, a Direc&ccedil;&atilde;o-Geral da Sa&uacute;de divulgou uma Norma     intitulada &laquo;Terap&ecirc;utica de infec&ccedil;&otilde;es do aparelho urin&aacute;rio (comunidade)&raquo; em que     apresenta as linhas gerais de abordagem das ITU na comunidade, nomeadamente em     rela&ccedil;&atilde;o &agrave; terap&ecirc;utica.<sup>28</sup></p>       <p>O presente     estudo teve os seguintes objectivos:</p>       <p>• Determinar     que antibi&oacute;ticos s&atilde;o prescritos em situa&ccedil;&otilde;es de infec&ccedil;&atilde;o do tracto urin&aacute;rio     identificadas cl&iacute;nica e/ou laboratorialmente em utentes seguidos em consultas     de Medicina Geral e Familiar;</p>       <p>• Avaliar o     grau de concord&acirc;ncia entre as prescri&ccedil;&otilde;es efectuadas e a Norma da     Direc&ccedil;&atilde;o-Geral da Sa&uacute;de &#8211; n&uacute;mero 015/2011 de 30 de Agosto de 2011:     Terap&ecirc;utica das infec&ccedil;&otilde;es do aparelho urin&aacute;rio (comunidade);<sup>28</sup></p>       <p>•     Identificar os microrganismos infectantes nas situa&ccedil;&otilde;es em que foi efectuada     urocultura;</p>       <p>• Determinar     o perfil de sensibilidade aos antibi&oacute;ticos dos microrganismos identificados.</p>       <p><b>Material     e M&eacute;todos</b></p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Realizou-se     um estudo transversal, descritivo e observacional.</p>       <p>O estudo     envolveu a participa&ccedil;&atilde;o de 38 m&eacute;dicos de Medicina Geral e Familiar de cinco     Unidades de Sa&uacute;de da Regi&atilde;o de Lisboa e Vale do Tejo (USF Rodrigues Migu&eacute;is,     USF Parque, USF Tejo, USF Parque da Cidade e UCSP Benfica). Estes m&eacute;dicos foram     escolhidos por um crit&eacute;rio de conveni&ecirc;ncia.</p>       <p>A amostra     foi obtida por m&eacute;todo n&atilde;o aleat&oacute;rio, durante o per&iacute;odo de tempo compreendido     entre Novembro de 2011 e Janeiro de 2012, sendo constitu&iacute;da por todos os     indiv&iacute;duos com idade igual ou superior a 18 anos com epis&oacute;dios de ITU     identificados cl&iacute;nica e/ou laboratorialmente que frequentaram as consultas de     medicina geral e familiar dos m&eacute;dicos participantes no estudo.</p>       <p>Ap&oacute;s     solicitada a sua participa&ccedil;&atilde;o no estudo, a recolha de dados foi feita pelos     m&eacute;dicos em folhas de registo de uma forma an&oacute;nima e confidencial.</p>       <p>A folha de     registo de dados (<a href="#a1">Anexo 1</a><a name="topa1"></a>) foi desenvolvida especificamente para este estudo,     contendo sete perguntas fechadas com v&aacute;rias op&ccedil;&otilde;es de resposta e uma pergunta     aberta. Um grupo de perguntas tinha como objectivo caracterizar as vari&aacute;veis     demogr&aacute;ficas da amostra. O outro conjunto de perguntas incidia sobre as vari&aacute;veis cl&iacute;nicas espec&iacute;ficas do estudo.</p>       <p>Foram     estudadas as seguintes vari&aacute;veis:</p>       <p>&#8211; Sexo (feminino, masculino);</p>       <p>&#8211; Idade (anos completos);</p>       <p>&#8211; Tipo de infec&ccedil;&atilde;o urin&aacute;ria     (cistite aguda n&atilde;o complicada em mulher n&atilde;o gr&aacute;vida, cistite aguda n&atilde;o     complicada em mulher gr&aacute;vida, pielonefrite &#8211; casos ligeiros a moderados,     bacteri&uacute;ria assintom&aacute;tica em gr&aacute;vidas, bacteri&uacute;ria assintom&aacute;tica em candidatos     a ressec&ccedil;&atilde;o trans-uretral da pr&oacute;stata (RTU-P), outros);</p>       <p>&#8211; Pedido de urocultura (sim, n&atilde;o);</p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&#8211; Antibioterapia baseada no resultado     da urocultura (sim, n&atilde;o);</p>       <p>&#8211; Primeiro antibi&oacute;tico prescrito;</p>       <p>&#8211; Resultado da urocultura     (negativa, microrganismo isolado);</p>       <p>&#8211; Resultado do antibiograma.</p>       <p>Foi     solicitado aos m&eacute;dicos participantes no estudo que preenchessem uma folha de     registo de dados por cada epis&oacute;dio de ITU identificado. O preenchimento dos     dados poderia ser efectuado em diferentes circunst&acirc;ncias: numa s&oacute; consulta,     quando o epis&oacute;dio fosse resolvido (terap&ecirc;utica emp&iacute;rica sem outro tipo de     interven&ccedil;&atilde;o); em duas ou mais consultas (in&iacute;cio de sintomatologia e regresso     para mostrar resultado do antibiograma); retrospectivamente (situa&ccedil;&otilde;es em que o     doente traz urocultura).</p>       <p>A folha de     registo de dados foi testada durante uma semana, tendo sido reformuladas duas     perguntas.</p>       <p>As respostas     obtidas foram codificadas e registadas numa matriz inserida em suporte     inform&aacute;tico e o tratamento estat&iacute;stico dos resultados foi processado no     programa inform&aacute;tico <i>Microsoft Office     Excel 2007.</i></p>       <p>O estudo foi     aprovado pela Direc&ccedil;&atilde;o Executiva do Agrupamento de Centros de Sa&uacute;de de Lisboa     Norte.</p>       <p><b>Resultados</b></p>       <p>Durante o     per&iacute;odo em estudo obtiveram-se 107 relatos de epis&oacute;dios de ITU. Do total de     folhas de registo preenchidas tr&ecirc;s foram exclu&iacute;das por n&atilde;o existirem registos     referentes ao tipo de infec&ccedil;&atilde;o urin&aacute;ria. A amostra final foi de 104 epis&oacute;dios     de ITU.</p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Sexo e idade</b></p>       <p>A     caracteriza&ccedil;&atilde;o demogr&aacute;fica da amostra por grupo et&aacute;rio e sexo encontra-se na <a href="#f1">Figura 1</a>.</p>       <p>&nbsp;</p>    <p align="center"><a name="f1"></a><img src="/img/revistas/rpmgf/v30n2/30n2a04f1.jpg"/></p>    
<p>&nbsp;</p>       <p>A m&eacute;dia de     idades foi de 62,6 anos (desvio padr&atilde;o 17,9 anos), sendo a mediana de 66,5 e a     moda de 65, com idades compreendidas entre os 23 anos e os 95 anos.</p>       <p>Os     indiv&iacute;duos com idade igual ou superior a 65 anos constitu&iacute;ram 57,7% do total de     epis&oacute;dios de ITU. Noventa e cinco epis&oacute;dios de ITU ocorreram no sexo feminino     (91,3%) e nove no sexo masculino (8,7%). As mulheres apresentaram maior n&uacute;mero     de epis&oacute;dios de ITU em todos os grupos et&aacute;rios.</p>       <p><b>Tipo de ITU</b></p>       <p>A distribui&ccedil;&atilde;o por tipo de ITU est&aacute; representada na <a href="#f2">Figura 2</a>.</p>       <p>&nbsp;</p>    ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="center"><a name="f2"></a><img src="/img/revistas/rpmgf/v30n2/30n2a04f2.jpg"/></p>    
<p>&nbsp;</p>       <p>A <i>Cistite Aguda N&atilde;o Complicada em Mulher N&atilde;o     Gr&aacute;vida</i> constituiu a grande maioria das situa&ccedil;&otilde;es identificadas (81,7%).</p>       <p>Os epis&oacute;dios     classificados como Outros ocorreram em nove homens e sete mulheres, incluindo     situa&ccedil;&otilde;es de cistite aguda em homem (cinco casos), ITU em homem algaliado (um     caso), ITU em homem (um caso), ITU em homem p&oacute;s-orquidectomia (um caso), ITU em     homem a fazer quimioterapia (um caso), bacteri&uacute;ria assintom&aacute;tica em mulher n&atilde;o     gr&aacute;vida (cinco casos), nitritos positivos no sedimento urin&aacute;rio em mulher (um     caso) e lombalgia com Combur positivo em mulher (um caso).</p>       <p>O <a href="#q1">Quadro I</a> mostra a distribui&ccedil;&atilde;o das ITU por sexo e tipo de ITU.</p>       <p>&nbsp;</p>    <p align="center"><a name="q1"></a><img src="/img/revistas/rpmgf/v30n2/30n2a04q1.jpg"/></p>    
<p>&nbsp;</p>       <p>Comparando a     distribui&ccedil;&atilde;o do tipo de ITU por grupo et&aacute;rio (<a href="#f3">Figura 3</a>), verificou-se um maior     n&uacute;mero de epis&oacute;dios de <i>Cistite Aguda N&atilde;o     Complicada em Mulher N&atilde;o Gr&aacute;vida</i> no grupo et&aacute;rio dos mais de 65 anos     inclusive (46 casos). O &uacute;nico epis&oacute;dio de <i>Pielonefrite     ligeira-moderada</i> relatado ocorreu tamb&eacute;m neste grupo et&aacute;rio.</p>     <p>&nbsp;</p>    ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="center"><a name="f3"></a><img src="/img/revistas/rpmgf/v30n2/30n2a04f3.jpg"/></p>    
<p>&nbsp;</p>       <p><b>Pedido de urocultura</b></p>       <p>Foi pedida     urocultura em 75 epis&oacute;dios de ITU (72,1%), dos quais 67 foram realizados em     mulheres (89,3%) e oito em homens (10,7%).</p>       <p>Em rela&ccedil;&atilde;o     &agrave;s mulheres, 58 pedidos de urocultura corresponderam a epis&oacute;dios de <i>Cistite Aguda N&atilde;o Complicada em Mulher N&atilde;o     Gr&aacute;vida,</i> sete a epis&oacute;dios <i>Outros,</i> um a <i>Cistite Aguda N&atilde;o Complicada em     Mulher Gr&aacute;vida</i> e um a <i>Pielonefrite     ligeira-moderada.</i> Quanto aos homens, todos os oito pedidos de urocultura     pertenciam a ITU classificadas como <i>Outros.</i></p>       <p>Observa-se     que, nos casos em que n&atilde;o foi pedido o exame, 28 eram mulheres, dos quais um     epis&oacute;dio era de <i>Cistite Aguda N&atilde;o     Complicada em Mulher Gr&aacute;vida</i> e os restantes 27 epis&oacute;dios correspondiam a <i>Cistite Aguda N&atilde;o Complicada em Mulher N&atilde;o     Gr&aacute;vida.</i> O pedido de urocultura n&atilde;o foi realizado num homem, correspondendo     a um epis&oacute;dio de ITU classificada como <i>Outros</i> (<a href="#q2">Quadro II</a>).</p>       <p>&nbsp;</p>    <p align="center"><a name="q2"></a><img src="/img/revistas/rpmgf/v30n2/30n2a04q2.jpg"/></p>    
<p>&nbsp;</p>       <p>Foram     analisadas os pedidos de urocultura e confrontados com as situa&ccedil;&otilde;es em que a     Norma aconselha a sua realiza&ccedil;&atilde;o (<a href="#f4">Figura 4</a>). A urocultura pr&eacute;via &agrave;     antibioterapia est&aacute; indicada na gr&aacute;vida, na idade pedi&aacute;trica, no homem, nas ITU     complicadas ou recidivantes na mulher adulta e na pielonefrite.<sup>28</sup> Nos casos em que n&atilde;o foi pedida urocultura, esta n&atilde;o concord&acirc;ncia com a Norma     verificou-se para um epis&oacute;dio de <i>Cistite     Aguda N&atilde;o Complicada em Mulher Gr&aacute;vida</i> e um epis&oacute;dio de ITU em homem.     Quando foi pedida urocultura verificou-se que em pelo menos 58 epis&oacute;dios de <i>Cistite Aguda N&atilde;o Complicada em Mulher N&atilde;o     Gr&aacute;vida</i> n&atilde;o houve concord&acirc;ncia com as recomenda&ccedil;&otilde;es.</p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>    <p align="center"><a name="f4"></a><img src="/img/revistas/rpmgf/v30n2/30n2a04f4.jpg"/></p>    
<p>&nbsp;</p>       <p><b>Antibioterapia</b></p>       <p>A escolha do     antibi&oacute;tico n&atilde;o foi baseada no resultado da urocultura em 74 casos (71,2%).</p>       <p>A prescri&ccedil;&atilde;o     de antibi&oacute;tico foi registada em 97 epis&oacute;dios de ITU (93,3%). Em sete epis&oacute;dios     o antibi&oacute;tico n&atilde;o constava no registo (6,7%).</p>       <p>A <a href="#f5">Figura 5</a> apresenta as frequ&ecirc;ncias absolutas com que cada princ&iacute;pio activo foi prescrito.</p>       <p>&nbsp;</p>    <p align="center"><a name="f5"></a><img src="/img/revistas/rpmgf/v30n2/30n2a04f5.jpg"/></p>    
<p>&nbsp;</p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A     fosfomicina (38,1%) e a nitrofuranto&iacute;na (21,6%) foram os antibi&oacute;ticos mais     prescritos. Em 15,5% epis&oacute;dios foram prescritas penicilinas, as quinolonas     representam 14,4% e as cefalosporinas 3,1% da amostra. Em 7,2% dos epis&oacute;dios de     ITU a escolha incidiu sobre o trimetropim-sulfametoxazol.</p>       <p>Analisando     as prescri&ccedil;&otilde;es de antibi&oacute;ticos respeitantes &agrave; <i>Cistite Aguda N&atilde;o Complicada em Mulher N&atilde;o Gr&aacute;vida</i> (<a href="#f6">Figura 6</a>),     verifica-se que o antibi&oacute;tico mais prescrito foi a fosfomicina (40,7%) seguindo-se a nitrofuranto&iacute;na (23,5%).</p>      <p>&nbsp;</p>    <p align="center"><a name="f6"></a><img src="/img/revistas/rpmgf/v30n2/30n2a04f6.jpg"/></p>    
<p>&nbsp;</p>       <p>A terap&ecirc;utica     escolhida pelos cl&iacute;nicos para os epis&oacute;dios de <i>Cistite Aguda N&atilde;o Complicada em Mulher N&atilde;o Gr&aacute;vida</i> foi comparada com as recomenda&ccedil;&otilde;es sugeridas pela Norma e est&aacute; representada na <a href="#f7">Figura 7</a>.</p>       <p>&nbsp;</p>    <p align="center"><a name="f7"></a><img src="/img/revistas/rpmgf/v30n2/30n2a04f7.jpg"/></p>    
<p>&nbsp;</p>       <p>Em 52 destes     epis&oacute;dios (64,2%) o antibi&oacute;tico prescrito como terap&ecirc;utica de primeira linha     esteve em concord&acirc;ncia com a Norma (nitrofuranto&iacute;na ou fosfomicina).<sup>28</sup> A amoxicilina com &aacute;cido clavul&acirc;nico foi prescrita em oito epis&oacute;dios (9,9%). Em     21 casos (25,9%) foram prescritos outros antibi&oacute;ticos que n&atilde;o est&atilde;o     contemplados na Norma como primeira linha.</p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Nos dois     epis&oacute;dios registados como <i>Cistite Aguda     N&atilde;o Complicada em Mulher Gr&aacute;vida</i> o antibi&oacute;tico prescrito foi a fosfomicina,     o que est&aacute; de acordo com a Norma.</p>       <p>Relativamente     ao &uacute;nico epis&oacute;dio de Pielonefrite, o antibi&oacute;tico institu&iacute;do foi o     trimetropim-sulfametoxazol, o que n&atilde;o &eacute; concordante com a Norma.</p>       <p><b>Resultado da urocultura</b></p>       <p>Nas situa&ccedil;&otilde;es     em que foi pedida urocultura (n=75), n&atilde;o houve registo do resultado em 19 casos     (25,3%). Obteve-se o resultado da urocultura em 56 casos (74,7%), dos quais em     dez a urocultura foi negativa (17,9%) e em 46 a urocultura foi positiva     (82,1%).</p>       <p>A distribui&ccedil;&atilde;o por resultado da urocultura e por sexo est&aacute; representada na <a href="#f8">Figura 8</a>.</p>       <p>&nbsp;</p>    <p align="center"><a name="f8"></a><img src="/img/revistas/rpmgf/v30n2/30n2a04f8.jpg"/></p>    
<p>&nbsp;</p>       <p>Nos exames     bacteriol&oacute;gicos positivos foram identificadas seis estirpes diferentes, sendo a <i>E.coli</i> o micror-ganismo mais     frequente, tendo sido isolada em 35 casos, o que corresponde a 76,1% do total     de uroculturas positivas. Seguiram-se o <i>Proteus     mirabilis</i> com quatro isolamentos (8,7%), a <i>Klebsiella pneumoniae</i> com tr&ecirc;s casos (6,5%) e uma <i>Pseudomonas aeruginosa</i> (2,3%). As     bact&eacute;rias Gram positivas representam 4,3%, verificando-se um caso de <i>Staphylococcus aureus</i> e um caso de <i>Streptococcus viridans.</i> Num caso foi     isolado agente etiol&oacute;gico mas este n&atilde;o foi especificado na folha de registo.</p>       <p>Das 46     uroculturas positivas, 42 eram provenientes do sexo feminino (91,3%) e quatro     do sexo masculino (8,7%).</p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p>No <a href="#q3">Quadro III</a> s&atilde;o representadas as prescri&ccedil;&otilde;es de antibi&oacute;tico por pedido e resultado da     urocultura. Nos 29 epis&oacute;dios em que n&atilde;o foi feito o pedido de urocultura, foi     prescrito antibi&oacute;tico. Dos 75 casos em que foi pedida urocultura, em 68 casos     houve prescri&ccedil;&atilde;o de antibi&oacute;tico, desconhecendo-se o antibi&oacute;tico em sete     situa&ccedil;&otilde;es. Nos casos em que foi prescrito antibi&oacute;tico (n=97), em 68 casos foi pedida urocultura, e dos quais em 42 casos foi isolado agente microbiol&oacute;gico.</p>       <p>&nbsp;</p>    <p align="center"><a name="q3"></a><img src="/img/revistas/rpmgf/v30n2/30n2a04q3.jpg"/></p>    
<p>&nbsp;</p>       <p><b>Perfil de susceptibilidade aos     antimicrobianos</b></p>       <p>Apesar de     terem sido documentadas 46 uroculturas positivas, s&oacute; h&aacute; dados relativos a 43     antibiogramas.</p>       <p>Nestes casos     em que houve confirma&ccedil;&atilde;o microbiol&oacute;gica, a susceptibilidade antimicrobiana foi comparada com a terap&ecirc;utica prescrita (<a href="#q4">Quadro IV</a>).</p>       <p>&nbsp;</p>    <p align="center"><a name="q4"></a><img src="/img/revistas/rpmgf/v30n2/30n2a04q4.jpg"/></p>    
<p>&nbsp;</p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Em 23     antibiogramas o agente isolado era sens&iacute;vel ao antibi&oacute;tico prescrito. Houve     registo de seis casos de microrganismos resistentes ao antibi&oacute;tico escolhido.     N&atilde;o houve registo do resultado do antibiograma em 14 casos.</p>       <p>Em 33     antibiogramas, o microrganismo isolado foi a <i>E. coli.</i> Pelo facto do n&uacute;mero de antibiogramas registados ser     diminuto e com o objectivo de optimizar os resultados, optou-se apenas por     valorizar os antibiogramas em que o agente isolado foi a <i>E.coli</i> nas situa&ccedil;&otilde;es de <i>Cistite     Aguda N&atilde;o Complicada em Mulher N&atilde;o Gr&aacute;vida, </i>o que corresponde a 24     epis&oacute;dios. Nestes casos, em 15 epis&oacute;dios o antibiograma mostrou que antibi&oacute;tico     prescrito era sens&iacute;vel e em um caso o antibi&oacute;tico era resistente.</p>       <p>Oito     resultados do antibiograma n&atilde;o foram registados. No <a href="#q5">Quadro V</a> foi analisado o     padr&atilde;o de sensibilidade da <i>E. coli</i> para os epis&oacute;dios de <i>Cistite Aguda N&atilde;o     Complicada em Mulher N&atilde;o Gr&aacute;vida.</i> Os antibi&oacute;ticos para os quais surgiram     mais resist&ecirc;ncias foram o trimetroprim-sulfametoxazol e a amoxicilina, tendo     sido reportados sete e cinco casos, respectivamente. Verificaram-se tr&ecirc;s casos     de resist&ecirc;ncias &agrave; ampicilina e dois casos &agrave; amoxicilina com &aacute;cido clavul&acirc;nico.</p>       <p>N&atilde;o se     encontrou nenhuma resist&ecirc;ncia para a fosfomicina ou para nitrofuranto&iacute;na.</p>       <p>&nbsp;</p>    <p align="center"><a name="q5"></a><img src="/img/revistas/rpmgf/v30n2/30n2a04q5.jpg"/></p>    
<p>&nbsp;</p>       <p><b>Discuss&atilde;o</b></p>       <p>Este estudo     baseou-se na an&aacute;lise de uma amostra de 104 epis&oacute;dios de ITU, identificados     cl&iacute;nica e laboratorialmente por 38 m&eacute;dicos de Medicina Geral e Familiar,     durante o per&iacute;odo de tr&ecirc;s meses.</p>       <p><b>Sexo e Idade</b></p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A elevada     preval&ecirc;ncia de ITU encontrada na popula&ccedil;&atilde;o feminina (91,3%) est&aacute; em     concord&acirc;ncia com a bibliografia.<sup>14</sup> Esta situa&ccedil;&atilde;o &eacute; explicada pelas     caracter&iacute;sticas anat&oacute;micas do sexo feminino.<sup>23</sup></p>       <p>Mais de metade     das ITU ocorreu em indiv&iacute;duos com mais de 65 anos (57,6%). Efectivamente, os     idosos apresentam m&uacute;ltiplos factores que favorecem o aparecimento de ITU,<sup>29</sup> como altera&ccedil;&otilde;es funcionais e anat&oacute;micas do tracto urin&aacute;rio, incontin&ecirc;ncia     urin&aacute;ria, exposi&ccedil;&atilde;o frequente a cateteres uretrais e outras co-morbilidades.<sup>30</sup> Por outro lado, Hooton refere que as ITU parecem ser mais frequentes em     mulheres pr&eacute;-menopausa e que o in&iacute;cio da actividade sexual, o uso de     espermicidas, ITU recorrente e antibioterapia recente s&atilde;o factores de risco     importantes para o desenvolvimento de ITU.<sup>11</sup></p>       <p><b>Tipo de ITU</b></p>       <p><i>As Infectious Disease Society of America and     the European Society for Microbiology and Infectious Diseases</i> (IDSA), nas     &uacute;ltimas orienta&ccedil;&otilde;es t&eacute;cnicas de 2010, definem como ITU n&atilde;o complicada a ITU que     ocorre numa mulher pr&eacute;-menopausa, n&atilde;o gr&aacute;vida e sem altera&ccedil;&otilde;es do tracto     urin&aacute;rio ou co-morbilidades. Contudo, ressalva que mulheres p&oacute;s-menopausa ou     com diabetes controlada sem nefropatia poder&atilde;o incluir-se nesta nomenclatura.<sup>25</sup></p>       <p>Um estudo     realizado na Holanda em 2010 refere que a maioria das ITU que surgem ao n&iacute;vel     dos cuidados de sa&uacute;de prim&aacute;rios &eacute; n&atilde;o complicada, nomeadamente cistite aguda em     mulheres adultas n&atilde;o gr&aacute;vidas.<sup>26</sup> Neste estudo, 81,7% de todos os     epis&oacute;dios de ITU documentados correspondiam a epis&oacute;dios de <i>Cistite Aguda N&atilde;o Complicada em Mulher N&atilde;o Gr&aacute;vida.</i></p>       <p>Apenas houve     refer&ecirc;ncia a um epis&oacute;dio de pielonefrite n&atilde;o complicada numa mulher com mais de     65 anos. Em m&eacute;dia, por 28 casos de cistite aguda ocorre um epis&oacute;dio de     pielonefrite.<sup>31</sup> Czaja <i>et al.</i> verificaram que a incid&ecirc;ncia de pielonefrite era maior em mulheres jovens.<sup>32</sup></p>       <p>&Eacute; frequente     o aparecimento de ITU durante a gravidez.<sup>33</sup> No presente estudo     apenas foram identificados dois epis&oacute;dios de <i>Cistite Aguda N&atilde;o Complicada na Gr&aacute;vida</i> e n&atilde;o houve registo de     nenhum epis&oacute;dio de <i>Bacteri&uacute;ria     Assintom&aacute;tica em Gr&aacute;vida.</i> A identifica&ccedil;&atilde;o destas situa&ccedil;&otilde;es &eacute; importante,     pois a presen&ccedil;a de bacteri&uacute;ria aumenta o risco de pielonefrite, de parto     pr&eacute;-termo e de rec&eacute;m-nascidos de baixo peso.<sup>34</sup></p>       <p>A pesquisa de     bacteri&uacute;ria assintom&aacute;tica e o seu tratamento s&oacute; est&aacute; recomendado em gr&aacute;vidas     (Grau de Evid&ecirc;ncia (GE): A-I) e candidatos a RTU-P (GE: A-I) ou a outro     procedimento urol&oacute;gico (GE: A-III).<sup>34</sup></p>       <p>A     bacteri&uacute;ria assintom&aacute;tica tamb&eacute;m &eacute; um achado laboratorial comum em idosos, mas     a sua pesquisa e tratamento n&atilde;o est&aacute; recomendado nestas situa&ccedil;&otilde;es (GE: A-II).<sup>34</sup></p>       <p>Foram     identificados nove ITU no sexo masculino, cinco dos quais foram cistites. A     Norma da DGS &eacute; pouco expl&iacute;cita quanto &agrave; abordagem das ITU no sexo masculino; contudo     as ITU nos homens s&atilde;o raras e s&atilde;o geralmente classificadas como ITU     complicadas.<sup>11</sup></p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Pedido de urocultura</b></p>       <p>Foi feito o     pedido de urocultura em 72,1% dos epis&oacute;dios de ITU encontrados.</p>       <p>Nos casos em     que foi pedida urocultura, em pelo menos 77,3% este pedido n&atilde;o esteve em     concord&acirc;ncia com a Norma.</p>       <p>A urocultura     &eacute; um exame importante para confirmar a presen&ccedil;a de bacteri&uacute;ria, identificar o     agente etiol&oacute;gico e determinar a susceptibilidade aos diferentes     antimicrobianos.<sup>18</sup> Contudo, a urocultura n&atilde;o &eacute; necess&aacute;ria na maioria     dos casos de ITU n&atilde;o complicada.<sup>14,16,35</sup></p>       <p>H&aacute; estudos     que admitem que a melhor op&ccedil;&atilde;o custo-benef&iacute;cio &eacute; tratar todos os indiv&iacute;duos     sintom&aacute;ticos, sem a realiza&ccedil;&atilde;o de outros procedimentos, por&eacute;m estes estudos n&atilde;o     tiveram em considera&ccedil;&atilde;o o aumento das resist&ecirc;ncias aos antibi&oacute;ticos que da&iacute;     pode advir.<sup>36-37</sup></p>       <p>O elevado     n&uacute;mero de uroculturas pedidas poder-se-&aacute; explicar pela adop&ccedil;&atilde;o de medidas que     garantam uma escolha mais adequada, caso se verifique persist&ecirc;ncia da     sintomatologia. O question&aacute;rio era omisso quanto &agrave; situa&ccedil;&atilde;o de     recidiva/recorr&ecirc;ncia das ITU, o que pode justificar o excessivo pedido de     uroculturas.</p>       <p><b>Antibioterapia</b></p>       <p>Em 71,2% dos     epis&oacute;dios de ITU o tratamento foi emp&iacute;rico, pr&eacute;vio ao resultado da urocultura.     Esta situa&ccedil;&atilde;o, por um lado, reflecte um pedido excessivo de uroculturas, mas,     por outro lado, est&aacute; descrito que a institui&ccedil;&atilde;o precoce do tratamento     antimicrobiano &eacute; a forma mais eficaz de diminuir a morbilidade e mortalidade     associadas as ITU.<sup>13</sup></p>       <p>Na maioria     das ITU identificadas foi prescrito antibi&oacute;tico (93,3%). A fosfomicina e a     nitrofuranto&iacute;na foram os antibi&oacute;ticos mais prescritos.</p>       <p>Nas     situa&ccedil;&otilde;es de <i>Cistite Aguda N&atilde;o Complicada     em Mulher N&atilde;o Gr&aacute;vida,</i> mais de metade da terap&ecirc;utica prescrita (64,2%)     esteve em concord&acirc;ncia com a Norma. Nos restantes epis&oacute;dios o antibi&oacute;tico     escolhido aparentemente n&atilde;o foi o mais adequado. Contudo, poder&atilde;o ter existido     outros motivos cl&iacute;nicos que justificaram essa escolha.</p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Apesar das     terap&ecirc;uticas de primeira linha n&atilde;o serem as mesmas em todos os pa&iacute;ses, h&aacute;     estudos que mostram percentagens menores de prescri&ccedil;&atilde;o dos antibi&oacute;ticos de     primeira linha, 17,5% e 37% num estudo espanhol e irland&ecirc;s, respectivamente.<sup>9,38</sup></p>       <p>Foi     prescrita nitrofuranto&iacute;na em 23,5%. A elevada efic&aacute;cia da nitrofuranto&iacute;na na <i>Cistite Aguda N&atilde;o Complicada em Mulher N&atilde;o     Gr&aacute;vida</i> e o facto de haver poucas resist&ecirc;ncias &agrave; <i>E. coli</i> e poucos efeitos adversos faz deste f&aacute;rmaco uma op&ccedil;&atilde;o     adequada para estas situa&ccedil;&otilde;es (GE: A-I).<sup>25</sup></p>       <p>A     fosfomicina foi utilizada em 40,7% epis&oacute;dios de cistite aguda n&atilde;o complicada em     mulher n&atilde;o gr&aacute;vida. Apesar de se verificarem taxas de erradica&ccedil;&atilde;o bacteriana     inferiores a outros antibi&oacute;ticos, &eacute; considerada um f&aacute;rmaco de primeira linha na     cistite aguda n&atilde;o complicada (GE: A-I).<sup>25</sup> Tamb&eacute;m parecem existir     elevadas percentagens de susceptibilidade &agrave; fosfomicina.<sup>25</sup></p>       <p>No tocante &agrave;     posologia, a nitrofuranto&iacute;na dever&aacute; ser administrada de seis em seis horas     durante cinco a sete dias e o tratamento com fosfomicina consta apenas de uma     &uacute;nica administra&ccedil;&atilde;o, o que &eacute; altamente vantajoso.<sup>28</sup></p>       <p>Os     beta-lact&acirc;micos foram usados em 14,8% na <i>Cistite     Aguda N&atilde;o Complicada em Mulher N&atilde;o Gr&aacute;vida.</i> Embora sejam frequentemente     usados, alguns autores mostraram que estes f&aacute;rmacos tendem a ser menos eficazes     e como tal n&atilde;o devem ser usados como terap&ecirc;utica de primeira linha na cistite.<sup>25</sup> A Norma admite o uso de amoxicilina com &aacute;cido clavul&acirc;nico se os antibi&oacute;ticos de     primeira linha n&atilde;o estiverem dispon&iacute;veis ou caso o seu uso esteja     contraindicado (GE: B-I).<sup>28</sup></p>       <p>Em 6,2% das     situa&ccedil;&otilde;es foi prescrito trimetroprim-sulfametoxazol, antibi&oacute;tico muito eficaz     no tratamento de cistite aguda n&atilde;o complicada. Contudo, a Sociedade Europeia de     Urologia n&atilde;o aconselha o uso de trimetropim-sulfametoxazol como terap&ecirc;utica de     primeira linha, a menos que as resist&ecirc;ncias locais da <i>E. coli</i> sejam inferiores a 20%.<sup>33</sup> O estudo ECO•SENS     mostra que em Portugal a resist&ecirc;ncia da <i>E.     coli</i> ao trimetropim-sulfametoxazol &eacute; superior a 20%.<sup>22</sup></p>       <p>As     fluroquinolonas foram prescritas em 14,8% dos casos. Apesar de poderem ser     eficazes, o seu uso deve ser reservado para segunda linha e para o tratamento     de infec&ccedil;&otilde;es complicadas ou nosocomiais, j&aacute; que se tem verificado um aumento     das resist&ecirc;ncias nos pa&iacute;ses onde o seu uso &eacute; mais difundido.<sup>25</sup> Portugal apresenta uma elevada taxa de uso de quinolonas,<sup>4</sup> facto que     poder&aacute; explicar as altas percentagens de resist&ecirc;ncia registadas por outros     autores.<sup>23-24</sup></p>       <p>Relativamente     ao &uacute;nico epis&oacute;dio de pielonefrite, o antibi&oacute;tico institu&iacute;do foi o     trimetropim-sulfametoxazol. As orienta&ccedil;&otilde;es internacionais prev&ecirc;em o uso deste     antibi&oacute;tico como f&aacute;rmaco de primeira linha na pielonefrite apenas se a bact&eacute;ria     for sens&iacute;vel.<sup>25</sup> O antibi&oacute;tico recomendado pela Norma para os     epis&oacute;dios de pielonefrite ligeira a moderada &eacute; o ceftriaxone, seguido de     cefuroxima-axetil.</p>       <p>Nos dois     epis&oacute;dios de <i>Cistite Aguda N&atilde;o Complicada     em Mulher Gr&aacute;vida,</i> foi prescrita fosfomicina, o que est&aacute; em conson&acirc;ncia com     o que a Norma prop&otilde;e. Todas as situa&ccedil;&otilde;es de bacteri&uacute;ria assintom&aacute;tica ou de     cistite identificadas em gr&aacute;vidas devem ser tratadas com fosfomicina ou com     amoxicilina com &aacute;cido clavul&acirc;nico (GE: A-III).<sup>28</sup></p>       <p>A escolha da     terap&ecirc;utica antimicrobiana, para al&eacute;m da efic&aacute;cia e do padr&atilde;o de     susceptibilidade dos micror-ganismos, deve ter em considera&ccedil;&atilde;o a toler&acirc;ncia, os     efeitos adversos, os custos, a disponibilidade dos f&aacute;rmacos e ainda as alergias     e ades&atilde;o dos indiv&iacute;duos.<sup>33,25</sup></p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Resultado da urocultura</b></p>       <p>A urocultura     foi positiva em 82,1% das situa&ccedil;&otilde;es em que se obteve um resultado. Esta     situa&ccedil;&atilde;o poder&aacute; estar relacionada com o facto da maioria dos epis&oacute;dios de ITU     identificados apresentarem sinais e sintomas muito sugestivos. A capacidade de     diagn&oacute;stico com base na sintomatologia apresenta uma sensibilidade vari&aacute;vel.<sup>39-40</sup> Quanto maior o n&uacute;mero de sintomas encontrados maior a probabilidade da     urocultura ser positiva.<sup>15</sup></p>       <p>A     distribui&ccedil;&atilde;o percentual dos agentes etiol&oacute;gicos para ITU da comunidade foi     semelhante ao verificado por outros autores portugueses e estrangeiros.<sup>3,17,20,22-24</sup></p>       <p>Como     esperado, a <i>E. coli</i> foi o     microrganismo mais frequentemente isolado nos exames culturais (76,1%). A <i>E. coli</i> &eacute; respons&aacute;vel por 75-95% dos     epis&oacute;dios de ITU n&atilde;o complicada.<sup>17</sup></p>       <p>Em rela&ccedil;&atilde;o     &agrave;s outras enterobact&eacute;rias, Martins <i>et al</i> verificaram uma preval&ecirc;ncia ligeiramente diferente para o <i>Proteus mirabilis</i> e a <i>Klebsiella     pneumoniae.</i><sup>23</sup> A import&acirc;ncia do <i>Proteus mirabilis</i> e da <i>Klebsiella     pneumoniae</i> na patog&eacute;nese das ITU n&atilde;o deve ser subestimada, j&aacute; que em     Portugal as suas preval&ecirc;ncias parecem ser maiores do que no resto da Europa.<sup>3</sup></p>       <p>Apesar da <i>Pseudomonas aeruginosa</i> ter sido isolada     em apenas um caso, a sua import&acirc;ncia n&atilde;o deve ser menosprezada, dado que v&aacute;rios     estudos mostram a sua emerg&ecirc;ncia na comunidade nos &uacute;ltimos anos, embora na     maioria das vezes se comporte como um microrganismo nosocomial.<sup>13,30,41</sup></p>       <p><b>Perfil de susceptibilidade aos     antimicrobianos</b></p>       <p>Do total de     antibiogramas registados, apenas em seis epis&oacute;dios o microrganismo era     resistente ao antibi&oacute;tico prescrito. V&aacute;rios estudos mostram que nem sempre os     resultados cl&iacute;nicos est&atilde;o em conson&acirc;ncia com os resultados do antibiograma e     que pode haver cura cl&iacute;nica e microbiol&oacute;gica mesmo utilizando um antibi&oacute;tico     que se revelou resistente no antibiograma.<sup>14</sup></p>       <p>A <i>E. coli</i> mostrou sensibilidade vari&aacute;vel     aos diferentes antimicrobianos. Neste estudo n&atilde;o se encontrou nenhum caso de     resist&ecirc;ncia &agrave; fosfomicina ou &agrave; nitrofuranto&iacute;na. Na maioria dos pa&iacute;ses, os microrganismos     respons&aacute;veis por cistite aguda n&atilde;o complicada em mulheres t&ecirc;m-se mantido     suscept&iacute;veis a estes antibi&oacute;ticos, apesar de se verificarem padr&otilde;es de     susceptibilidade vari&aacute;veis.<sup>17</sup> O estudo ECO•SENS mostrou a exist&ecirc;ncia     de uma baixa incid&ecirc;ncia de resist&ecirc;ncias &agrave; fosfomicina e &agrave; nitrofuranto&iacute;na,     apesar de serem f&aacute;rmacos muito usados e h&aacute; bastante tempo em v&aacute;rios pa&iacute;ses.     Isto parece estar relacionado com o facto de estes antibi&oacute;ticos serem quase de     uso exclusivo nas ITU.<sup>3,22</sup></p>       <p>No nosso     estudo verificaram-se percentagens baixas de susceptibilidade da <i>E. coli</i> &agrave; amoxicilina (61,5%) e &agrave;     ampicilina (25,0%). A resist&ecirc;ncia &agrave;s penicilinas correlaciona-se com a alta     preval&ecirc;ncia de beta-lactamases,<sup>5</sup> por este motivo o seu uso n&atilde;o est&aacute;     recomendado como terap&ecirc;utica de primeira linha. Apesar disso h&aacute; locais em que a     sua prescri&ccedil;&atilde;o pode ser considerada, tendo em conta o padr&atilde;o local de     resist&ecirc;ncias.<sup>14</sup> Para a amoxicilina com &aacute;cido clavul&acirc;nico     obtiveram-se n&iacute;veis de susceptibilidade superiores (84,2%) e compar&aacute;veis a     outros estudos.<sup>23-24</sup></p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p>O     trimetropim-sulfametoxazol foi o antibi&oacute;tico para o qual foram registados mais     casos de resist&ecirc;ncias, apresentando uma sensibilidade de 61,1%. O padr&atilde;o de     resist&ecirc;ncia do trimetropim-sulfametoxazol &eacute; muito vari&aacute;vel de pa&iacute;s para pa&iacute;s e     dentro da mesma regi&atilde;o. O mesmo estudo ECO•SENS mostra que Portugal &eacute; o pa&iacute;s da     Europa com maiores taxas de resist&ecirc;ncia a este antibi&oacute;tico (26,7%), por     oposi&ccedil;&atilde;o &agrave; Finl&acirc;ndia (4,9%).<sup>3,22</sup> Na maioria dos pa&iacute;ses europeus a     percentagem de resist&ecirc;ncias &eacute; superior a 20%, pelo que o seu uso &eacute;     desaconselhado como terap&ecirc;utica emp&iacute;rica.<sup>25</sup> Estudos portugueses no     &acirc;mbito das ITU da comunidade mostram percentagens de susceptibilidade     superiores ao nosso estudo.<sup>23-24</sup></p>       <p>A     percentagem de susceptibilidade &agrave; ciprofloxacina e norfloxacina foi     respectivamente 91,7% e 94,1%, o que n&atilde;o est&aacute; em conson&acirc;ncia com estudos     maiores que t&ecirc;m mostrado que, em Portugal, a resist&ecirc;ncia &agrave; ciprofloxacina &eacute;     mais alta do que na maioria dos pa&iacute;ses europeus.<sup>22</sup> Os padr&otilde;es de     resist&ecirc;ncia da E. coli &agrave;s fluroquinolonas s&atilde;o muito vari&aacute;veis, mas tem-se     constatado um aumento progressivo das resist&ecirc;ncias.<sup>17</sup> Assim, o seu     uso como terap&ecirc;utica emp&iacute;rica s&oacute; dever&aacute; ser recomendado se as taxas de     resist&ecirc;ncias locais forem inferiores a 10%.<sup>25</sup></p>       <p>Os     resultados apresentados neste trabalho devem ser interpretados com prud&ecirc;ncia,     dado n&atilde;o serem representativos da popula&ccedil;&atilde;o em geral. Pode-se considerar como     limita&ccedil;&atilde;o a este estudo o pequeno n&uacute;mero de epis&oacute;dios de ITU recolhidos. Seria     desej&aacute;vel que as uroculturas e os antibiogramas tivessem sido realizados no     mesmo laborat&oacute;rio e para os mesmos antibi&oacute;ticos, para poder haver uma maior     fiabilidade dos resultados.</p>       <p>O     aparecimento de microrganismos resistentes aos antibi&oacute;ticos mais frequentemente     usados nas ITU &eacute; um facto, da&iacute; que a realiza&ccedil;&atilde;o de estudos sobre os padr&otilde;es de     sensibilidade aos antimicrobianos tenha a maior import&acirc;ncia para produzir as     recomenda&ccedil;&otilde;es mais adequadas ao tempo e lugar. &Eacute; essencial conhecer a realidade     da terap&ecirc;utica para ITU na comunidade para se poder melhorar a pr&aacute;tica cl&iacute;nica.</p>       <p>&nbsp;</p>     <p><b>REFER&#202;NCIAS BIBLIOGR&#193;FICAS</b></p>      <!-- ref --><p>1. European     Centre for Disease Prevention and Control. Annual epidemiological report:     reporting on 2009 surveillance data and 2010 epidemic intelligence data. ECDC;     2011 [cited 2014 Feb 20]. Available from: <a href="http://ecdc.europa.eu/en/publications/Publications/1111_SUR_Annual_Epidemiological_Report_on_Communicable_Diseases_in_Europe.pdf" target="_blank">http://ecdc.europa.eu/en/     publications/Publications/1111_SUR_Annual_Epidemiological_ Report_on_Communicable_Diseases_in_Europe.pdf</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000199&pid=S2182-5173201400020000400001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>2.     Direc&ccedil;&atilde;o-Geral da Sa&uacute;de. Orienta&ccedil;&atilde;o da Direc&ccedil;&atilde;o-Geral da Sa&uacute;de n&ordm; 029/2011 de     05/08/2011 (atualiza&ccedil;&atilde;o de 24/08/2011): princ&iacute;pios gerais de anti-bioterapia.     Lisboa: DGS; 2011 [cited 2014 Feb 23]. Available from: <a href="http://www.dgs.pt" target="_blank">http://www.dgs.pt</a>. Portuguese&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000200&pid=S2182-5173201400020000400002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>3. Kahlmeter     G. Prevalence and antimicrobial susceptibility of pathogens in uncomplicated     cystitis in Europe. The ECO.SENS study. Int J Antimicrob Agents. 2003;22 Suppl     2:49-52.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000201&pid=S2182-5173201400020000400003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>4. European     Surveillance of Antimicrobial Consumption. Final management report 2009-2010.     ESAC; 2011 [cited 2014 Feb 23]. Available from: <a href="http://www.esac.ua.ac.be/main.aspx?c=*ESAC2&n=50031" target="_blank">http://www.esac.ua.ac. be/main.aspx?c=*ESAC2&n=50031</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000203&pid=S2182-5173201400020000400004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>5. European     Centre for Disease Prevention and Control. Antimicrobial resistance     surveillance in Europe: annual report of the European Antimicrobial Resistance     Surveillance Network (EARS-Net). ECDC; 2010 [cited 2014 Feb 23]. Available from: <a href="http://ecdc.europa.eu/en/publications/Publications/1111_SUR_AMR_data.pdf" target="_blank">http://ecdc.europa.eu/en/publications/Publications/1111_SUR_AMR_data.pdf</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000204&pid=S2182-5173201400020000400005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>6. Cars O,     M&ouml;lstad S, Melander A. Variation in antibiotic use in the European Union.     Lancet. 2001;357(9271):1851-3.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000205&pid=S2182-5173201400020000400006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>7. Butler     CC, Dunstan F, Heginbothom M, Mason B, Roberts Z, Hillier S, et al. Containing     antibiotic resistance: decreased antibiotic-resistant coliform urinary tract     infections with reduction in antibiotic prescribing by general practices. Br J     Gen Pract. 2007;57(543):785-92.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000207&pid=S2182-5173201400020000400007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>8.     Hummers-Pradier E, Ohse AM, Koch M, Heizmann WR, Kochen MM. Management of     urinary tract infections in female general practice patients. Fam Pract.     2005;22(1):71-7.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000209&pid=S2182-5173201400020000400008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>9. Llor C,     Rabanaque G, L&oacute;pez A, Cots JM. The adherence of GPs to guidelines for the     diagnosis and treatment of lower urinary tract infections in women is poor. Fam     Pract. 2011;28(3):294-9.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000211&pid=S2182-5173201400020000400009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>10. Programa     Nacional de Controlo de Infec&ccedil;&atilde;o. Inqu&eacute;rito nacional de preval&ecirc;ncia de infec&ccedil;&atilde;o     nosocomial. Lisboa: Instituto Nacional de Sa&uacute;de Dr. Ricardo Jorge; 2009.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000213&pid=S2182-5173201400020000400010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>11. Hooton     TM. Pathogenesis of urinary tract infections: an update. J Antimicrob     Chemother. 2000; 46 Suppl 1:1-7.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000215&pid=S2182-5173201400020000400011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>       <!-- ref --><p>12. Foxman     B, Barlow R, d’Arcy H, Gillespie B, Sobel JD. Urinary tract infection: self-reported     incidence and associated costs. Ann Epidemiol. 2000;10(8):509-15.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000217&pid=S2182-5173201400020000400012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>13. Andreu     A, Al&oacute;s JI, Gobernado M, Marco F, de la Rosa M, Garc&iacute;a-Rodr&iacute;guez JA. Etiolog&iacute;a     y sensibilidad a los antimicrobianos de los uropat&oacute;genos causantes de la     infecci&oacute;n urinaria baja adquirida en la comunidad: estudio nacional     multic&eacute;ntrico. Enferm Infecc Microbiol Clin. 2005;23(1):4-9.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000219&pid=S2182-5173201400020000400013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> Spanish</p>       <!-- ref --><p>14.     Hummers-Pradier E, Kochen MM. Urinary tract infections in adult general     practice patients. Br J Gen Pract. 2002;52(482):752-61.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000221&pid=S2182-5173201400020000400014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>15. McIsaac     WJ, Low DE, Biringer A, Pimlott N, Evans M, Glazier R. The impact of empirical     management of acute cystitis on unnecessary antibiotic use. Arch Intern Med.     2002;162(5):600-5.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000223&pid=S2182-5173201400020000400015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>16. Stamm     WE, Hooton TM. Management of urinary tract infections in adults. N Engl J Med.     1993;329(18):1328-34.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000225&pid=S2182-5173201400020000400016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>17. Naber     KG, Schito G, Botto H, Palou J, Mazzei T. Surveillance study in Europe and     Brazil on clinical aspects and Antimicrobial Resistance Epidemiology in Females     with Cystitis (ARESC): implications for empiric therapy. Eur Urol.     2008;54(5):1164-75.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000227&pid=S2182-5173201400020000400017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>18. Hooton     TM. Uncomplicated urinary tract infection. N Engl J Med. 2012;366(11):1028-37.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000229&pid=S2182-5173201400020000400018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>19.     Winstanley TG, Limb DI, Eggington R, Hancock F. A 10 year survey of the     antimicrobial susceptibility of urinary tract isolates in the UK: the Microbe     Base project. J Antimicrob Chemother. 1997;40(4):591-4.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000231&pid=S2182-5173201400020000400019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>20. Andreu     A, Planells I, Grupo Cooperativo Espa&ntilde;ol para el Estudio de la Sensibilidad     Antimicrobiana de los Pat&oacute;genos Urinarios. Etiolog&iacute;a de la infecci&oacute;n urinaria     baja adquirida en la comunidade y resistencia de Escherichia coli a los     antimicrobianos de primera l&iacute;nea: estudio nacional multic&eacute;ntrico. Med Clin     (Barc). 2008;130(13):481-6.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000233&pid=S2182-5173201400020000400020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> Spanish</p>       <!-- ref --><p>21. Gupta K,     Sahm DF, Mayfield D, Stamm WE. Antimicrobial resistance among uropathogens that     cause community-acquired urinary tract infections in women: a nationwide     analysis. Clin Infect Dis. 2001;33(1):89-94.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000235&pid=S2182-5173201400020000400021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>22.     Kahlmeter G. An international survey of the antimicrobial susceptibility of     pathogens. J Antimicrob Chemother. 2003;51(1):69-76.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000237&pid=S2182-5173201400020000400022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>23. Martins     F, Vitorino J, Abreu A. Avalia&ccedil;&atilde;o do perfil de suscetibilidade aos     antimicrobianos de microrganismos isolados em urinas na Regi&atilde;o do Vale do Sousa     e T&acirc;mega. Acta Med Port. 2010;23(4):641-6.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000239&pid=S2182-5173201400020000400023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> Portuguese.</p>       <!-- ref --><p>24. Correia     C, Costa E, Peres A, Alves M, Pombo G, Estevinho L. Etiologia das infe&ccedil;&otilde;es do     tracto urin&aacute;rio e sua suscetibilidade aos antimicrobianos. Acta Med Port.     2007;20(6):543-50.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000241&pid=S2182-5173201400020000400024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> Portuguese.</p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>25. Gupta K,     Hooton TM, Naber KG, Wullt B, Colgan R, Miller LG, et al. International     clinical practice guidelines for the treatment of acute uncomplicated cystitis     and pyelonephritis in women: a 2010 update by the Infectious Disease Society of     America and the European Society for Microbiology and Infectious Diseases. Clin     Infect Dis. 2011;52(5):e103-20.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000243&pid=S2182-5173201400020000400025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>26.     Lugtenberg M, Burgers JS, Zegers-van Schaick JM, Westert GP. Guidelines on     uncomplicated urinary tract infections are difficult to follow: perceived     barriers and suggested interventions. BMC Fam Pract. 2010;11:51.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000245&pid=S2182-5173201400020000400026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>27. Kahan     NR, Chinitz DP, Waitman DA, Kahan E. Empiric treatment of uncomplicated UTI in     women: wasting money when more is not better. J Clin Pharm Ther.     2004;29(5):437-41.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000247&pid=S2182-5173201400020000400027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>28.     Direc&ccedil;&atilde;o-Geral da Sa&uacute;de. Terap&ecirc;utica das infec&ccedil;&otilde;es do aparelho urin&aacute;rio     (comunidade). Norma n&ordm; 026/2011, de 30/08/2011. Lisboa: DGS; 2013 [cited 2014 Feb 2]. Available from: <a href="http://www.dgs.pt" target="_blank">http://www.dgs.pt</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000249&pid=S2182-5173201400020000400028&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>29. Foxman     B. Epidemiology of urinary tract infections: incidence, morbidity, and economic     costs. Am J Med. 2002;113 Suppl 1A:5S-13S.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000250&pid=S2182-5173201400020000400029&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>30. Ochoa     Sangrador C, Eiros Bouza JM, Mendez CP, Inglada Galiana L. Etiolog&iacute;a de las     infecciones del tracto urinario y sensibilidad de los uropat&oacute;genos a los     antimicrobianos. Rev Esp Quimioterap. 2005;18(2):124-35.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000252&pid=S2182-5173201400020000400030&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> Spanish.</p>       <!-- ref --><p>31. Ik&auml;heimo     R, Siitonen A, Heiskanen T, K&auml;rkk&auml;inen U, Kuosmanen P, Lipponen P, et al.     Recurrence of urinary tract infection in a primary care setting: analysis of a     1-year follow-up of 179 women. Clin Infect Dis. 1996;22(1):91-9.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000254&pid=S2182-5173201400020000400031&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>32. Czaja     CA, Scholes D, Hooton TM, Stamm WE. Population-based epidemiologic analysis of     acute pyelonephritis. Clin Infect Dis. 2007;45(3):273-80.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000256&pid=S2182-5173201400020000400032&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>33. Grabe M,     Bishop MC, Bjerklund-Johansen TE, Botto H, &Ccedil;ek M, Lobel B, et al. Guidelines on     urological infections. Arnhem: European Association of Urology; 2009.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000258&pid=S2182-5173201400020000400033&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>34. Nicolle     LE, Bradley S, Colgan R, Rice JC, Schaeffer A, Hooton TM. Infectious iseases     Society of America guidelines for the diagnosis and treatment of asymptomatic     bacteriuria in adults. Clin Infect Dis. 2005;40(5):643-54.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000260&pid=S2182-5173201400020000400034&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>35. Wilson     ML, Gaido L. Laboratory diagnosis of urinary tract infections in adult     patients. Clin Infect Dis. 2004;38(8):1150-8.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000262&pid=S2182-5173201400020000400035&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>36. Barry     HC, Ebell MH, Hickner J. Evaluation of suspected urinary tract infection in     ambulatory women: a cost-utility analysis of office-based strategies. J Fam     Pract. 1997;4(1):49-60.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000264&pid=S2182-5173201400020000400036&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>37. Fenwick     EA, Briggs AH, Hawke CI. Management of urinary tract infection in general     practice: a cost-effectiveness analysis. Br J Gen Pract. 2000;50(457):635-9.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000266&pid=S2182-5173201400020000400037&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>38. Vellinga     A, Cormican M, Hanahoe B, Bennett K, Murphy AW. Antimicrobial management and     appropriateness of treatment of urinary tract infection in general practice in     Ireland. BMC Fam Pract. 2011;12(1):108.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000268&pid=S2182-5173201400020000400038&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>39. Bent S,     Nallamothu BK, Simel DL, Fihn SD, Saint S. Does this woman have an acute     uncomplicated urinary tract infection? JAMA. 2002;287(20):2701-10.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000270&pid=S2182-5173201400020000400039&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>40.     Schmiemann G, Kniehl E, Gebhardt K, Matejczyk MM, Hummers-Pradier E. The     diagnosis of urinary tract infection: a systematic review. Dtsch Arztebl Int.     2010;107 (21):361-7.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000272&pid=S2182-5173201400020000400040&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>41.     Rodrigu&eacute;z L&oacute;pez FC, Franco-Alvarez de Luna F, Gordillo Urbano RM, Ibarra     Gonz&aacute;lez A, Casal Rom&aacute;n M. Microorganismos aislados de muestras de orina     procedentes de la comunidad y padr&oacute;n de sensibilidad en un per&iacute;odo de 12 a&ntilde;os.     Rev Esp Quimioterap. 2005;18 (2):159-67.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000274&pid=S2182-5173201400020000400041&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <p>&nbsp;</p>     <p><a href="#topc0">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a> | <a href="#topc0">Direcci&oacute;n para correspondencia</a> | <a href="#topc0">Correspondence</a><a name="c0"></a></p>      <p>In&ecirc;s     Vilas-Boas Tavares</p>       <p>Rua Sam     Levy, n&ordm; 1, edif&iacute;cio O, r/c esq</p>       <p>1400-391     Lisboa</p>       <p><a href="mailto:inesvbtavares@gmail.com">inesvbtavares@gmail.com</a></p>            <p>&nbsp;</p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Agradecimentos</b></p>       <p>Os autores     agradecem aos m&eacute;dicos de medicina geral e familiar cuja participa&ccedil;&atilde;o foi     indispens&aacute;vel na recolha de dados.</p>     <p><b>Conflitos     de interesse</b></p>       <p>In&ecirc;s     Vilas-Boas Tavares declara n&atilde;o possuir qualquer tipo de conflitos de interesse.     Armando Brito de S&aacute; &eacute; co-autor da &quot;Norma da Direc&ccedil;&atilde;o-Geral da Sa&uacute;de n&ordm;     015/2011, de 30 de Agosto de 2011, “Terap&ecirc;utica das infec&ccedil;&otilde;es do aparelho     urin&aacute;rio (comunidade)&quot;, em foco no presente estudo.</p>     <p>&nbsp;</p>       <p><b>Recebido em 09-04-2013</b></p>       <p><b>Aceite para publica&ccedil;&atilde;o em 23-02-2014</b></p>       <p>&nbsp;</p>   <a href="#topa1"> Anexo 1</a><a name="a1"></a>     <p align="center"><a name="a1"></a><img src="/img/revistas/rpmgf/v30n2/30n2a04a1.jpg"/></p>      
 ]]></body><back>
<ref-list>
<ref id="B1">
<label>1</label><nlm-citation citation-type="book">
<collab>European Centre for Disease Prevention and Control</collab>
<source><![CDATA[Annual epidemiological report: reporting on 2009 surveillance data and 2010 epidemic intelligence data]]></source>
<year>2011</year>
<publisher-name><![CDATA[ECDC]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B2">
<label>2</label><nlm-citation citation-type="book">
<collab>Direcção-Geral da Saúde</collab>
<source><![CDATA[Orientação da Direcção-Geral da Saúde nº 029/2011 de 05/08/2011 (atualização de 24/08/2011): princípios gerais de anti-bioterapia]]></source>
<year>2011</year>
<publisher-loc><![CDATA[Lisboa ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[DGS]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B3">
<label>3</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Kahlmeter]]></surname>
<given-names><![CDATA[G]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Prevalence and antimicrobial susceptibility of pathogens in uncomplicated cystitis in Europe: The ECO.SENS study]]></article-title>
<source><![CDATA[Int J Antimicrob Agents]]></source>
<year>2003</year>
<volume>22</volume>
<numero>^s2</numero>
<issue>^s2</issue>
<supplement>2</supplement>
<page-range>49-52</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B4">
<label>4</label><nlm-citation citation-type="book">
<collab>European Surveillance of Antimicrobial Consumption</collab>
<source><![CDATA[Final management report 2009-2010]]></source>
<year>2011</year>
<publisher-name><![CDATA[ESAC]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B5">
<label>5</label><nlm-citation citation-type="book">
<collab>European Centre for Disease Prevention and Control</collab>
<source><![CDATA[Antimicrobial resistance surveillance in Europe: annual report of the European Antimicrobial Resistance Surveillance Network (EARS-Net)]]></source>
<year>2010</year>
<publisher-name><![CDATA[ECDC]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B6">
<label>6</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Cars]]></surname>
<given-names><![CDATA[O]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Mölstad]]></surname>
<given-names><![CDATA[S]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Melander]]></surname>
<given-names><![CDATA[A]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Variation in antibiotic use in the European Union]]></article-title>
<source><![CDATA[Lancet]]></source>
<year>2001</year>
<volume>357</volume>
<numero>9271</numero>
<issue>9271</issue>
<page-range>1851-3</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B7">
<label>7</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Butler]]></surname>
<given-names><![CDATA[CC]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Dunstan]]></surname>
<given-names><![CDATA[F]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Heginbothom]]></surname>
<given-names><![CDATA[M]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Mason]]></surname>
<given-names><![CDATA[B]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Roberts]]></surname>
<given-names><![CDATA[Z]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Hillier]]></surname>
<given-names><![CDATA[S]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Containing antibiotic resistance: decreased antibiotic-resistant coliform urinary tract infections with reduction in antibiotic prescribing by general practices]]></article-title>
<source><![CDATA[Br J Gen Pract]]></source>
<year>2007</year>
<volume>57</volume>
<numero>543</numero>
<issue>543</issue>
<page-range>785-92</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B8">
<label>8</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Hummers-Pradier]]></surname>
<given-names><![CDATA[E]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Ohse]]></surname>
<given-names><![CDATA[AM]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Koch]]></surname>
<given-names><![CDATA[M]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Heizmann]]></surname>
<given-names><![CDATA[WR]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Kochen]]></surname>
<given-names><![CDATA[MM]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Management of urinary tract infections in female general practice patients]]></article-title>
<source><![CDATA[Fam Pract]]></source>
<year>2005</year>
<volume>22</volume>
<numero>1</numero>
<issue>1</issue>
<page-range>71-7</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B9">
<label>9</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Llor]]></surname>
<given-names><![CDATA[C]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Rabanaque]]></surname>
<given-names><![CDATA[G]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[López]]></surname>
<given-names><![CDATA[A]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Cots]]></surname>
<given-names><![CDATA[JM]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[The adherence of GPs to guidelines for the diagnosis and treatment of lower urinary tract infections in women is poor]]></article-title>
<source><![CDATA[Fam Pract]]></source>
<year>2011</year>
<volume>28</volume>
<numero>3</numero>
<issue>3</issue>
<page-range>294-9</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B10">
<label>10</label><nlm-citation citation-type="book">
<collab>Programa Nacional de Controlo de Infecção</collab>
<source><![CDATA[Inquérito nacional de prevalência de infecção nosocomial]]></source>
<year>2009</year>
<publisher-loc><![CDATA[Lisboa ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B11">
<label>11</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Hooton]]></surname>
<given-names><![CDATA[TM]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Pathogenesis of urinary tract infections: an update]]></article-title>
<source><![CDATA[J Antimicrob Chemother]]></source>
<year>2000</year>
<volume>46</volume>
<numero>^s1</numero>
<issue>^s1</issue>
<supplement>1</supplement>
<page-range>1-7</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B12">
<label>12</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Foxman]]></surname>
<given-names><![CDATA[B]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Barlow]]></surname>
<given-names><![CDATA[R]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[d'Arcy]]></surname>
<given-names><![CDATA[H]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Gillespie]]></surname>
<given-names><![CDATA[B]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Sobel]]></surname>
<given-names><![CDATA[JD]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Urinary tract infection: self-reported incidence and associated costs]]></article-title>
<source><![CDATA[Ann Epidemiol]]></source>
<year>2000</year>
<volume>10</volume>
<numero>8</numero>
<issue>8</issue>
<page-range>509-15</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B13">
<label>13</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Andreu]]></surname>
<given-names><![CDATA[A]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Alós]]></surname>
<given-names><![CDATA[JI]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Gobernado]]></surname>
<given-names><![CDATA[M]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Marco]]></surname>
<given-names><![CDATA[F]]></given-names>
</name>
</person-group>
<collab>de la Rosa M.García-Rodríguez JA</collab>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Etiología y sensibilidad a los antimicrobianos de los uropatógenos causantes de la infección urinaria baja adquirida en la comunidad: estudio nacional multicéntrico]]></article-title>
<source><![CDATA[Enferm Infecc Microbiol Clin]]></source>
<year>2005</year>
<volume>23</volume>
<numero>1</numero>
<issue>1</issue>
<page-range>4-9</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B14">
<label>14</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Hummers-Pradier]]></surname>
<given-names><![CDATA[E]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Kochen]]></surname>
<given-names><![CDATA[MM]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Urinary tract infections in adult general practice patients]]></article-title>
<source><![CDATA[Br J Gen Pract]]></source>
<year>2002</year>
<volume>52</volume>
<numero>482</numero>
<issue>482</issue>
<page-range>752-61</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B15">
<label>15</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[McIsaac]]></surname>
<given-names><![CDATA[WJ]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Low]]></surname>
<given-names><![CDATA[DE]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Biringer]]></surname>
<given-names><![CDATA[A]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Pimlott]]></surname>
<given-names><![CDATA[N]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Evans]]></surname>
<given-names><![CDATA[M]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Glazier]]></surname>
<given-names><![CDATA[R]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[The impact of empirical management of acute cystitis on unnecessary antibiotic use]]></article-title>
<source><![CDATA[Arch Intern Med]]></source>
<year>2002</year>
<volume>162</volume>
<numero>5</numero>
<issue>5</issue>
<page-range>600-5</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B16">
<label>16</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Stamm]]></surname>
<given-names><![CDATA[WE]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Hooton]]></surname>
<given-names><![CDATA[TM]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Management of urinary tract infections in adults]]></article-title>
<source><![CDATA[N Engl J Med]]></source>
<year>1993</year>
<volume>329</volume>
<numero>18</numero>
<issue>18</issue>
<page-range>1328-34</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B17">
<label>17</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Naber]]></surname>
<given-names><![CDATA[KG]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Schito]]></surname>
<given-names><![CDATA[G]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Botto]]></surname>
<given-names><![CDATA[H]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Palou]]></surname>
<given-names><![CDATA[J]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Mazzei]]></surname>
<given-names><![CDATA[T]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Surveillance study in Europe and Brazil on clinical aspects and Antimicrobial Resistance Epidemiology in Females with Cystitis (ARESC): implications for empiric therapy]]></article-title>
<source><![CDATA[Eur Urol]]></source>
<year>2008</year>
<volume>54</volume>
<numero>5</numero>
<issue>5</issue>
<page-range>1164-75</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B18">
<label>18</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Hooton]]></surname>
<given-names><![CDATA[TM]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Uncomplicated urinary tract infection]]></article-title>
<source><![CDATA[N Engl J Med]]></source>
<year>2012</year>
<volume>366</volume>
<numero>11</numero>
<issue>11</issue>
<page-range>1028-37</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B19">
<label>19</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Winstanley]]></surname>
<given-names><![CDATA[TG]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Limb]]></surname>
<given-names><![CDATA[DI]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Eggington]]></surname>
<given-names><![CDATA[R]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Hancock]]></surname>
<given-names><![CDATA[F]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[A 10 year survey of the antimicrobial susceptibility of urinary tract isolates in the UK: the Microbe Base project]]></article-title>
<source><![CDATA[J Antimicrob Chemother]]></source>
<year>1997</year>
<volume>40</volume>
<numero>4</numero>
<issue>4</issue>
<page-range>591-4</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B20">
<label>20</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Andreu]]></surname>
<given-names><![CDATA[A]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Planells]]></surname>
<given-names><![CDATA[I]]></given-names>
</name>
</person-group>
<collab>Grupo Cooperativo Español para el Estudio de la Sensibilidad Antimicrobiana de los Patógenos Urinarios</collab>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Etiología de la infección urinaria baja adquirida en la comunidade y resistencia de Escherichia coli a los antimicrobianos de primera línea: estudio nacional multicéntrico]]></article-title>
<source><![CDATA[Med Clin (Barc)]]></source>
<year>2008</year>
<volume>130</volume>
<numero>13</numero>
<issue>13</issue>
<page-range>481-6</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B21">
<label>21</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Gupta]]></surname>
<given-names><![CDATA[K]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Sahm]]></surname>
<given-names><![CDATA[DF]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Mayfield]]></surname>
<given-names><![CDATA[D]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Stamm]]></surname>
<given-names><![CDATA[WE]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Antimicrobial resistance among uropathogens that cause community-acquired urinary tract infections in women: a nationwide analysis]]></article-title>
<source><![CDATA[Clin Infect Dis]]></source>
<year>2001</year>
<volume>33</volume>
<numero>1</numero>
<issue>1</issue>
<page-range>89-94</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B22">
<label>22</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Kahlmeter]]></surname>
<given-names><![CDATA[G]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[An international survey of the antimicrobial susceptibility of pathogens]]></article-title>
<source><![CDATA[J Antimicrob Chemother]]></source>
<year>2003</year>
<volume>51</volume>
<numero>1</numero>
<issue>1</issue>
<page-range>69-76</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B23">
<label>23</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Martins]]></surname>
<given-names><![CDATA[F]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Vitorino]]></surname>
<given-names><![CDATA[J]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Abreu]]></surname>
<given-names><![CDATA[A]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Avaliação do perfil de suscetibilidade aos antimicrobianos de microrganismos isolados em urinas na Região do Vale do Sousa e Tâmega]]></article-title>
<source><![CDATA[Acta Med Port]]></source>
<year>2010</year>
<volume>23</volume>
<numero>4</numero>
<issue>4</issue>
<page-range>641-6</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B24">
<label>24</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Correia]]></surname>
<given-names><![CDATA[C]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Costa]]></surname>
<given-names><![CDATA[E]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Peres]]></surname>
<given-names><![CDATA[A]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Alves]]></surname>
<given-names><![CDATA[M]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Pombo]]></surname>
<given-names><![CDATA[G]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Estevinho]]></surname>
<given-names><![CDATA[L]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Etiologia das infeções do tracto urinário e sua suscetibilidade aos antimicrobianos]]></article-title>
<source><![CDATA[Acta Med Port]]></source>
<year>2007</year>
<volume>20</volume>
<numero>6</numero>
<issue>6</issue>
<page-range>543-50</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B25">
<label>25</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Gupta]]></surname>
<given-names><![CDATA[K]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Hooton]]></surname>
<given-names><![CDATA[TM]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Naber]]></surname>
<given-names><![CDATA[KG]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Wullt]]></surname>
<given-names><![CDATA[B]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Colgan]]></surname>
<given-names><![CDATA[R]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Miller]]></surname>
<given-names><![CDATA[LG]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[International clinical practice guidelines for the treatment of acute uncomplicated cystitis and pyelonephritis in women: a 2010 update by the Infectious Disease Society of America and the European Society for Microbiology and Infectious Diseases]]></article-title>
<source><![CDATA[Clin Infect Dis]]></source>
<year>2011</year>
<volume>52</volume>
<numero>5</numero>
<issue>5</issue>
<page-range>e103-20</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B26">
<label>26</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Lugtenberg]]></surname>
<given-names><![CDATA[M]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Burgers]]></surname>
<given-names><![CDATA[JS]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Zegers-van Schaick]]></surname>
<given-names><![CDATA[JM]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Westert]]></surname>
<given-names><![CDATA[GP]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Guidelines on uncomplicated urinary tract infections are difficult to follow: perceived barriers and suggested interventions]]></article-title>
<source><![CDATA[BMC Fam Pract]]></source>
<year>2010</year>
<volume>11</volume>
<page-range>51</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B27">
<label>27</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Kahan]]></surname>
<given-names><![CDATA[NR]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Chinitz]]></surname>
<given-names><![CDATA[DP]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Waitman]]></surname>
<given-names><![CDATA[DA]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Kahan]]></surname>
<given-names><![CDATA[E]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Empiric treatment of uncomplicated UTI in women: wasting money when more is not better]]></article-title>
<source><![CDATA[J Clin Pharm Ther]]></source>
<year>2004</year>
<volume>29</volume>
<numero>5</numero>
<issue>5</issue>
<page-range>437-41</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B28">
<label>28</label><nlm-citation citation-type="book">
<collab>Direcção-Geral da Saúde</collab>
<source><![CDATA[Terapêutica das infecções do aparelho urinário (comunidade): Norma nº 026/2011, de 30/08/2011]]></source>
<year>2013</year>
<publisher-loc><![CDATA[Lisboa ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[DGS]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B29">
<label>29</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Foxman]]></surname>
<given-names><![CDATA[B]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Epidemiology of urinary tract infections: incidence, morbidity, and economic costs]]></article-title>
<source><![CDATA[Am J Med]]></source>
<year>2002</year>
<volume>113</volume>
<numero>^s1A</numero>
<issue>^s1A</issue>
<supplement>1A</supplement>
<page-range>5S-13S</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B30">
<label>30</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Ochoa Sangrador]]></surname>
<given-names><![CDATA[C]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Eiros Bouza]]></surname>
<given-names><![CDATA[JM]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Mendez]]></surname>
<given-names><![CDATA[CP]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Inglada Galiana]]></surname>
<given-names><![CDATA[L]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Etiología de las infecciones del tracto urinario y sensibilidad de los uropatógenos a los antimicrobianos]]></article-title>
<source><![CDATA[Rev Esp Quimioterap]]></source>
<year>2005</year>
<volume>18</volume>
<numero>2</numero>
<issue>2</issue>
<page-range>124-35</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B31">
<label>31</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Ikäheimo]]></surname>
<given-names><![CDATA[R]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Siitonen]]></surname>
<given-names><![CDATA[A]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Heiskanen]]></surname>
<given-names><![CDATA[T]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Kärkkäinen]]></surname>
<given-names><![CDATA[U]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Kuosmanen]]></surname>
<given-names><![CDATA[P]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Lipponen]]></surname>
<given-names><![CDATA[P]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Recurrence of urinary tract infection in a primary care setting: analysis of a 1-year follow-up of 179 women]]></article-title>
<source><![CDATA[Clin Infect Dis]]></source>
<year>1996</year>
<volume>22</volume>
<numero>1</numero>
<issue>1</issue>
<page-range>91-9</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B32">
<label>32</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Czaja]]></surname>
<given-names><![CDATA[CA]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Scholes]]></surname>
<given-names><![CDATA[D]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Hooton]]></surname>
<given-names><![CDATA[TM]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Stamm]]></surname>
<given-names><![CDATA[WE]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Population-based epidemiologic analysis of acute pyelonephritis]]></article-title>
<source><![CDATA[Clin Infect Dis]]></source>
<year>2007</year>
<volume>45</volume>
<numero>3</numero>
<issue>3</issue>
<page-range>273-80</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B33">
<label>33</label><nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Grabe]]></surname>
<given-names><![CDATA[M]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Bishop]]></surname>
<given-names><![CDATA[MC]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Bjerklund-Johansen]]></surname>
<given-names><![CDATA[TE]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Botto]]></surname>
<given-names><![CDATA[H]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Çek]]></surname>
<given-names><![CDATA[M]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Lobel]]></surname>
<given-names><![CDATA[B]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Guidelines on urological infections]]></source>
<year>2009</year>
<publisher-loc><![CDATA[Arnhem ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[European Association of Urology]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B34">
<label>34</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Nicolle]]></surname>
<given-names><![CDATA[LE]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Bradley]]></surname>
<given-names><![CDATA[S]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Colgan]]></surname>
<given-names><![CDATA[R]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Rice]]></surname>
<given-names><![CDATA[JC]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Schaeffer]]></surname>
<given-names><![CDATA[A]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Hooton]]></surname>
<given-names><![CDATA[TM]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Infectious iseases Society of America guidelines for the diagnosis and treatment of asymptomatic bacteriuria in adults]]></article-title>
<source><![CDATA[Clin Infect Dis]]></source>
<year>2005</year>
<volume>40</volume>
<numero>5</numero>
<issue>5</issue>
<page-range>643-54</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B35">
<label>35</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Wilson]]></surname>
<given-names><![CDATA[ML]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Gaido]]></surname>
<given-names><![CDATA[L]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Laboratory diagnosis of urinary tract infections in adult patients]]></article-title>
<source><![CDATA[Clin Infect Dis]]></source>
<year>2004</year>
<volume>38</volume>
<numero>8</numero>
<issue>8</issue>
<page-range>1150-8</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B36">
<label>36</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Barry]]></surname>
<given-names><![CDATA[HC]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Ebell]]></surname>
<given-names><![CDATA[MH]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Hickner]]></surname>
<given-names><![CDATA[J]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Evaluation of suspected urinary tract infection in ambulatory women: a cost-utility analysis of office-based strategies]]></article-title>
<source><![CDATA[J Fam Pract]]></source>
<year>1997</year>
<volume>4</volume>
<numero>1</numero>
<issue>1</issue>
<page-range>49-60</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B37">
<label>37</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Fenwick]]></surname>
<given-names><![CDATA[EA]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Briggs]]></surname>
<given-names><![CDATA[AH]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Hawke]]></surname>
<given-names><![CDATA[CI]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Management of urinary tract infection in general practice: a cost-effectiveness analysis]]></article-title>
<source><![CDATA[Br J Gen Pract]]></source>
<year>2000</year>
<volume>50</volume>
<numero>457</numero>
<issue>457</issue>
<page-range>635-9</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B38">
<label>38</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Vellinga]]></surname>
<given-names><![CDATA[A]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Cormican]]></surname>
<given-names><![CDATA[M]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Hanahoe]]></surname>
<given-names><![CDATA[B]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Bennett]]></surname>
<given-names><![CDATA[K]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Murphy]]></surname>
<given-names><![CDATA[AW]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Antimicrobial management and appropriateness of treatment of urinary tract infection in general practice in Ireland]]></article-title>
<source><![CDATA[BMC Fam Pract]]></source>
<year>2011</year>
<volume>12</volume>
<numero>1</numero>
<issue>1</issue>
<page-range>108</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B39">
<label>39</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Bent]]></surname>
<given-names><![CDATA[S]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Nallamothu]]></surname>
<given-names><![CDATA[BK]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Simel]]></surname>
<given-names><![CDATA[DL]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Fihn]]></surname>
<given-names><![CDATA[SD]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Saint]]></surname>
<given-names><![CDATA[S]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Does this woman have an acute uncomplicated urinary tract infection?]]></article-title>
<source><![CDATA[JAMA]]></source>
<year>2002</year>
<volume>287</volume>
<numero>20</numero>
<issue>20</issue>
<page-range>2701-10</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B40">
<label>40</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Schmiemann]]></surname>
<given-names><![CDATA[G]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Kniehl]]></surname>
<given-names><![CDATA[E]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Gebhardt]]></surname>
<given-names><![CDATA[K]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Matejczyk]]></surname>
<given-names><![CDATA[MM]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Hummers-Pradier]]></surname>
<given-names><![CDATA[E]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[The diagnosis of urinary tract infection: a systematic review]]></article-title>
<source><![CDATA[Dtsch Arztebl Int]]></source>
<year>2010</year>
<volume>107</volume>
<numero>21</numero>
<issue>21</issue>
<page-range>361-7</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B41">
<label>41</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Rodriguéz López]]></surname>
<given-names><![CDATA[FC]]></given-names>
</name>
</person-group>
<collab>Franco-Alvarez de Luna F.Gordillo Urbano RM.Ibarra González A.Casal Román M</collab>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Microorganismos aislados de muestras de orina procedentes de la comunidad y padrón de sensibilidad en un período de 12 años]]></article-title>
<source><![CDATA[Rev Esp Quimioterap]]></source>
<year>2005</year>
<volume>18</volume>
<numero>2</numero>
<issue>2</issue>
<page-range>159-67</page-range></nlm-citation>
</ref>
</ref-list>
</back>
</article>
