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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Rastreio do cancro prostático: o actual paradigma da medicina centrada na pessoa]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Prostate cancer screening in the light of person-centered medicine]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[For several years, there has been debate regarding the cost effectiveness of prostate cancer screening. In 2012 the U.S. Preventive Services Task Force (USPSTF) recommended against screening for prostate cancer, concluding that there is considerable evidence that this is not beneficial. The impact of the recommendations of USPSTF may be noted in the guidelines produced by other scientific societies. Clinicians need to know the evidence. The results of two randomized controlled trials, the Prostate, Lung, Colorectal and Ovarian Cancer Screening Trial (PLCO) and the European Randomized Study of Screening for Prostate Cancer (ERSPC), form the largest body of current evidence, although both have limitations. An analysis of the results of these trials shows a small reduction in prostate cancer deaths among men who were screened. The first trial showed no reduction in mortality [RR = 1.09 (0.87 to 1.36)], while the latter trial showed that the number of deaths from prostate cancer was 5 per 1000 men in the group without screening and 4 per 1000 men undergoing screening [RR = 0.79 (0.68 to 0.91)] after 11 years of follow up. There is evidence that 100 to 200 men per 1000 men screened will have a false-positive test. Most of these men will undergo prostate biopsy. A large proportion of patients with prostatic carcinomas detected by screening may be subjected to surgery, radiotherapy or androgen deprivation therapy. This article highlights the evidence against systematic screening. It proposes a holistic approach involving the individual in the discussion of the advantages and disadvantages of prostate cancer screening.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Detecção Precoce de Cancro]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Rastreio Universal]]></kwd>
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<kwd lng="en"><![CDATA[Early Detection of Cancer]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><b>OPINI&Atilde;O E DEBATE</b></p>       <p><font size="4"><b>Rastreio do cancro prost&aacute;tico: o actual     paradigma da medicina centrada na pessoa</b></font></p>     <p><font size="3"><b>Prostate cancer screening in the light of   person-centered medicine</b></font></p>       <p><b>Jos&eacute; Agostinho Santos*</b></p>       <p>*Assistente     de Medicina Geral e Familiar, USF Dunas, ULS &#8211; Matosinhos</p>      <p><a href="#c0">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a> | <a href="#c0">Direcci&oacute;n para correspondencia</a> | <a href="#c0">Correspondence</a><a name="topc0"></a></p> <hr/>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>RESUMO</b></p>       <p>Desde h&aacute;     alguns anos que o rastreio do cancro prost&aacute;tico atrav&eacute;s do Antig&eacute;nio Espec&iacute;fico     da Pr&oacute;stata (PSA) tem emergido, entre a literatura m&eacute;dica, pela discuss&atilde;o em     torno da sua raz&atilde;o efectividade/risco. A U.S. Preventive Services Task Force     (USPSTF) fez, em 2012, uma recomenda&ccedil;&atilde;o contra o rastreio do cancro da     pr&oacute;stata, concluindo que existe evid&ecirc;ncia consider&aacute;vel de que este n&atilde;o tem um     saldo positivo quanto a vantagens/desvantagens. O impacto das recomenda&ccedil;&otilde;es da     USPSTF poder&aacute; notar-se na maior aten&ccedil;&atilde;o disponibilizada pelo m&eacute;dico na     actualiza&ccedil;&atilde;o quanto &agrave;s normas produzidas pelas outras sociedades cient&iacute;ficas.     Parece ser muito relevante que o m&eacute;dico conhe&ccedil;a no que a evid&ecirc;ncia cient&iacute;fica     se traduz.</p>       <p>Os     resultados dos ensaios cl&iacute;nicos <i>Prostate,     Lung, Colorectal and Ovarian Cancer Screening Trial</i> (PLCO) e <i>European Randomized Study of Screening for     Prostate Cancer</i> (ERSPC) constituem a principal evid&ecirc;ncia, embora ambos     apresentem limita&ccedil;&otilde;es a apontar. De uma an&aacute;lise global destes estudos,     sobressai que o n&uacute;mero de homens que evitaram a morte por cancro prost&aacute;tico por     terem sido submetidos ao rastreio foi reduzido. O primeiro estudo n&atilde;o mostrou     qualquer redu&ccedil;&atilde;o da mortalidade [RR = 1,09 (0,87 &#8211; 1,36)], enquanto o     segundo mostrou que o n&uacute;mero de mortes por cancro prost&aacute;tico foi de 5 para 1000     homens no grupo sem rastreio e de 4 para 1000 homens nos submetidos a rastreio     [RR = 0,79 (0,68 &#8211; 0,91)], ap&oacute;s 11 anos de seguimento. H&aacute; evid&ecirc;ncia de     que 100 a 200 em 1000 homens rastreados ter&atilde;o um falso positivo, a maioria dos     quais ser&aacute; biop-sada. Entretanto, uma grande parte dos doentes com carcinomas     prost&aacute;ticos detectados por rastreio poder&aacute; ser submetida a cirurgia,     radioterapia ou terap&ecirc;utica de priva&ccedil;&atilde;o androg&eacute;nica.</p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Este artigo     pretende salientar os aspectos que n&atilde;o recomendam a solicita&ccedil;&atilde;o sistem&aacute;tica do     PSA e favorecem uma abordagem hol&iacute;stica que envolva a pessoa na pondera&ccedil;&atilde;o das     quest&otilde;es relativas ao rastreio e do saldo vantagens/desvantagens.</p>       <p><b>Palavras chave:</b> Detec&ccedil;&atilde;o Precoce de     Cancro; Rastreio Universal; Neoplasia Prost&aacute;tica.</p>   <hr/>     <p>&nbsp;</p>    <p><b>ABSTRACT</b></p>       <p>For several     years, there has been debate regarding the cost effectiveness of prostate     cancer screening. In 2012 the U.S. Preventive Services Task Force (USPSTF)     recommended against screening for prostate cancer, concluding that there is     considerable evidence that this is not beneficial. The impact of the     recommendations of USPSTF may be noted in the guidelines produced by other   scientific societies. Clinicians need to know the evidence.</p>       <p>The results     of two randomized controlled trials, the <i>Prostate,     Lung, Colorectal and Ovarian Cancer Screening Trial</i> (PLCO) and the <i>European Randomized Study of Screening for     Prostate Cancer</i> (ERSPC), form the largest body of current evidence,     although both have limitations. An analysis of the results of these trials     shows a small reduction in prostate cancer deaths among men who were screened.     The first trial showed no reduction in mortality [RR = 1.09 (0.87 to 1.36)],     while the latter trial showed that the number of deaths from prostate cancer     was 5 per 1000 men in the group without screening and 4 per 1000 men undergoing     screening [RR = 0.79 (0.68 to 0.91)] after 11 years of follow up. There is     evidence that 100 to 200 men per 1000 men screened will have a false-positive     test. Most of these men will undergo prostate biopsy. A large proportion of     patients with prostatic carcinomas detected by screening may be subjected to     surgery, radiotherapy or androgen deprivation therapy. This article highlights     the evidence against systematic screening. It proposes a holistic approach     involving the individual in the discussion of the advantages and disadvantages     of prostate cancer screening.</p>       <p><b>Keywords:</b> Early Detection of Cancer;     Mass Screening; Prostatic Neoplasms.</p>  <hr/>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>As     normas e as suas leituras</b></p>       <p>Desde h&aacute; alguns     anos que o rastreio do cancro prost&aacute;tico tem emergido, entre a literatura     m&eacute;dica, pela discuss&atilde;o em torno da sua raz&atilde;o efectividade/risco.<sup>1</sup> O     Antig&eacute;nio Espec&iacute;fico da Pr&oacute;stata (PSA) come&ccedil;ou a ser usado como m&eacute;todo de     rastreio nos anos 90. Por&eacute;m, desde que foram publicados na primeira d&eacute;cada do     s&eacute;culo XXI os resultados de ensaios cl&iacute;nicos aleatorizados e controlados (cuja     qualidade era superior &agrave; dos estudos observacionais), sabe-se que o rastreio     deste carcinoma atrav&eacute;s do PSA n&atilde;o tem o benef&iacute;cio que era anteriormente     considerado.<sup>1-5</sup> Esses mesmos ensaios cl&iacute;nicos, que merecer&atilde;o maior     detalhe abaixo, produziram novos resultados ap&oacute;s 11 anos de seguimento, cuja     publica&ccedil;&atilde;o ocorreu j&aacute; na segunda d&eacute;cada do s&eacute;culo XXI, trazendo uma maior     consist&ecirc;ncia e solidez &agrave;s recomenda&ccedil;&otilde;es elaboradas pelas sociedades     cient&iacute;ficas.<sup>6-7</sup></p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Uma dessas     sociedades foi a <i>U.S. Preventive Services     Task Force</i> (USPSTF) que, em 2012, fez uma recomenda&ccedil;&atilde;o contra o rastreio do     cancro da pr&oacute;stata, concluindo que existe certeza moderada-elevada de que o     rastreio atrav&eacute;s do PSA n&atilde;o tem saldo ben&eacute;fico ou que os riscos ultrapassam os     benef&iacute;cios. Esta recomenda&ccedil;&atilde;o sobressaiu pelo contraste estabelecido com as     suas normas de 2008 (em que n&atilde;o fazia uma recomenda&ccedil;&atilde;o nem a favor nem contra o     rastreio do cancro prost&aacute;tico), agitou a comunidade cient&iacute;fica e veio motivar     uma corrente de outras publica&ccedil;&otilde;es.<sup>4-5,8-9</sup></p>       <p>A <i>European Association of Urology</i> sugere     que, no caso de se iniciar o rastreio do cancro prost&aacute;tico atrav&eacute;s do PSA     s&eacute;rico, uma primeira colheita dever&aacute; ser realizada aos 40 anos, enquanto a <i>American Urological Association</i> prop&otilde;e     actualmente um in&iacute;cio aos 55 anos.<sup>3,10</sup> A Associa&ccedil;&atilde;o Europeia avan&ccedil;a     que, se o PSA for &#8804; 1 ng/mL, o risco de desenvolver cancro prost&aacute;tico &eacute;     baixo, pelo que uma nova medi&ccedil;&atilde;o poder&aacute; ser novamente solicitada ap&oacute;s 8 anos.<sup>10</sup> Todas as recomenda&ccedil;&otilde;es actuais para este rastreio integram o PSA s&eacute;rico, sendo     o toque rectal e a ecografia prost&aacute;tica inclu&iacute;das em algumas normas,<sup>3,10</sup> embora nenhuma destas duas t&eacute;cnicas tenham benef&iacute;cio comprovado quanto a     resultados orientados para o paciente.<sup>1,3</sup> A Direc&ccedil;&atilde;o-Geral da Sa&uacute;de     (DGS) redige, nas linhas da Norma de Orienta&ccedil;&atilde;o Cl&iacute;nica (NOC) emitida em 2012 e     actualizada em 2014, que o PSA s&eacute;rico n&atilde;o dever&aacute; ser solicitado no rastreio     populacional de cancro prost&aacute;tico, fundamentando que <i>&laquo;a utiliza&ccedil;&atilde;o do PSA no rastreio em indiv&iacute;duos assintom&aacute;ticos &eacute;     controversa e aguarda finaliza&ccedil;&atilde;o de estudos prospectivos randomisados que     evidenciem, inequivocamente, o balan&ccedil;o entre os benef&iacute;cios de um diagn&oacute;stico precoce     e os efeitos nefastos de falsos positivos&raquo;.</i> Escreve, contudo, que <i>&laquo;a detec&ccedil;&atilde;o precoce (rastreio oportun&iacute;stico)     s&oacute; deve ser facultada a homens que o solicitem, depois de devidamente     informados sobre os benef&iacute;cios e os riscos de sobrediagn&oacute;stico e hipertratamento,     atrav&eacute;s da determina&ccedil;&atilde;o do PSA total, com ou sem palpa&ccedil;&atilde;o da pr&oacute;stata&raquo;.</i><sup>11</sup></p>       <p>Nenhuma das     sociedades cient&iacute;ficas referidas acima (assim como a <i>American Cancer Society, American Society of Clinical Oncology,     American College of Physicians, American College of Preventive Medicine,</i> entre outras) recomenda, na vers&atilde;o mais recente das suas normas, o rastreio     sistem&aacute;tico e universal e sem considerar as suposi&ccedil;&otilde;es e d&uacute;vidas em seu torno.     N&atilde;o recomendam, portanto, o in&iacute;cio e desencadeamento do rastreio em que a     atitude cl&iacute;nica proactiva seria a primeira for&ccedil;a-motriz mas, pelo contr&aacute;rio,     alertam os cl&iacute;nicos para a neces-sidade de explana&ccedil;&atilde;o dos pr&oacute;s e contras     actuais, junto do seu paciente.<sup>1,3,10</sup> Este processo de     esclarecimento seria a base para uma decis&atilde;o partilhada com o homem, algo que,     na opini&atilde;o do autor, apela certamente a compet&ecirc;ncias pr&oacute;prias do m&eacute;dico de     fam&iacute;lia, como os cuidados centrados na pessoa e a gest&atilde;o dos cuidados de sa&uacute;de     prim&aacute;rios, constituindo, por si s&oacute;, um paradigma da medicina centrada na     pessoa.<sup>12-13</sup> Este aconselhamento cl&iacute;nico desvenda, desde j&aacute;, um     poss&iacute;vel maior tempo de consulta, pela dispensa temporal na explora&ccedil;&atilde;o destas     diversas peculiaridades relativas ao conhecimento actual sobre o rastreio do     cancro prost&aacute;tico atrav&eacute;s do PSA, usando uma linguagem que se adapte ao meio     psicossocial &uacute;nico de cada homem.<sup>13-17</sup> </p>       <p>O contexto     da incerteza m&eacute;dica, que oscila entre &laquo;os poss&iacute;veis benef&iacute;cios&raquo; (enraizados     desde a introdu&ccedil;&atilde;o do PSA nos anos 90) e os &laquo;eventuais riscos&raquo;, parece aliar-se     a uma forte depend&ecirc;ncia sociocultural deste rastreio desde que foi institu&iacute;do,     trazida pelo paciente para dentro do gabinete m&eacute;dico.<sup>13-15</sup> &Eacute;     poss&iacute;vel, ent&atilde;o, que subsista alguma d&uacute;vida se tais normas ser&atilde;o suficientes     para abrandar uma atitude mais proactiva do m&eacute;dico na solicita&ccedil;&atilde;o do PSA,     atitude essa encorajada pelo desejo (ou consentimento desinformado?) do seu     paciente e pela press&atilde;o exterior e exigente quanto aos limites do tempo de     consulta.<sup>16-18</sup> N&atilde;o se questiona, portanto, se os cl&iacute;nicos conhecem     as normas desde a sua publica&ccedil;&atilde;o, real&ccedil;ando que a rela&ccedil;&atilde;o entre a pr&aacute;tica     particular do cl&iacute;nico e as NOC produzidas por entidades cient&iacute;ficas envolve um     processo complexo que vai desde o conhecimento &agrave; ades&atilde;o.<sup>19</sup></p>       <p>O impacto     das recomenda&ccedil;&otilde;es da USPSTF poder&aacute; notar-se, paradoxalmente, na maior aten&ccedil;&atilde;o     disponibilizada pelo m&eacute;dico na actualiza&ccedil;&atilde;o quanto &agrave;s NOC produzidas por outras     sociedades cient&iacute;ficas.<sup>16-17,20</sup> Segundo a opini&atilde;o do autor deste     artigo, o car&aacute;cter contra-recomendativo da publica&ccedil;&atilde;o da USPSTF quanto ao rastreio     do cancro prost&aacute;tico poder&aacute; incitar fortemente o cl&iacute;nico para uma compara&ccedil;&atilde;o     com o que outras sociedades de renome redigem nas linhas das suas normas e para     a procura de esclarecimento. Mesmo que o cl&iacute;nico considere que a evid&ecirc;ncia n&atilde;o     &eacute; suficiente para recomendar contra o rastreio, ele ir&aacute; tendencialmente ao     encontro da recomenda&ccedil;&atilde;o de uma decis&atilde;o caso a caso e de acordo com o desejo do     paciente informado, onde uma atitude cl&iacute;nica proactiva n&atilde;o &eacute; jamais     recomendada.<sup>16-18</sup></p>       <p>Sabe-se,     hoje, que o risco de diagn&oacute;stico de carcinoma prost&aacute;tico ronda os 15,9% mas que     o risco de morte por esta neoplasia &eacute; cerca de 3%.<sup>4,11,21</sup> Parece     ser, portanto, muito relevante que o cl&iacute;nico, em particular o m&eacute;dico de     fam&iacute;lia, conhe&ccedil;a no que essa evid&ecirc;ncia se traduz.</p>       <p><b>Rastreio     atrav&eacute;s do psa: a evid&ecirc;ncia que convida &agrave; reflex&atilde;o</b></p>       <p>O valor     s&eacute;rico do PSA &eacute; portador de um potencial para falsos positivos, uma vez que     poder&aacute; estar aumentado (globalmente &#8805; 4,0 ng/mL, embora a <i>American Urological Association</i> estabele&ccedil;a diferentes <i>cut-offs</i> de     acordo com a idade e a ra&ccedil;a) em diversas condi&ccedil;&otilde;es cl&iacute;nicas benignas como     hiperplasia benigna da pr&oacute;stata, prostatite, bi&oacute;psia prost&aacute;tica, ejacula&ccedil;&atilde;o,     treino de ciclismo ou exerc&iacute;cio f&iacute;sico vigoroso.<sup>1-3,10</sup></p>       <p>Por outro     lado, o cancro prost&aacute;tico constitui uma patologia muito frequente mas     igualmente oculta, em que a maioria dos casos nunca se apresentar&aacute; sob qualquer     quadro cl&iacute;nico na vida do homem. De facto, estudos de aut&oacute;psias revelaram que     aproximadamente um ter&ccedil;o dos homens com idade compreendida entre os 40 e os 60     anos tem um cancro prost&aacute;tico (histologicamente evidente e clinicamente sem     express&atilde;o), sendo que esse valor se eleva at&eacute; aos tr&ecirc;s quartos nos homens com     idades &#8805; 75 anos. Tamb&eacute;m revelaram que a maioria desses cancros consiste     em les&otilde;es circunscritas e com boa diferencia&ccedil;&atilde;o.<sup>2-4,11,21-22</sup></p>       <p>Sendo certo     e cientificamente comprovado que o rastreio do cancro prost&aacute;tico atrav&eacute;s do PSA     conduz &agrave; identifica&ccedil;&atilde;o de um grande n&uacute;mero desses tumores assintom&aacute;ticos, est&aacute;     tamb&eacute;m comprovado que uma grande percentagem desses carcinomas evolui a baixa     velocidade, pelo que permanecer&atilde;o assintom&aacute;ticos ao longo da vida dos homens     afectados que entretanto morrer&atilde;o de outras causas que n&atilde;o por esta neoplasia.<sup>1-4,11,21</sup> Este aspecto fez emergir o conceito de <i>sobrediagn&oacute;stico,</i> que consiste no evento de detec&ccedil;&atilde;o cl&iacute;nica de patologias que sem investiga&ccedil;&atilde;o     m&eacute;dica permaneceriam silenciosas e nunca derivariam num quadro sintom&aacute;tico ou     em morte. No caso particular do cancro da pr&oacute;stata, &eacute; calculado que esse     sobrediagn&oacute;stico se situe na ordem dos 17 a 50%, isto &eacute;, 17 a 50 dos 100 cancros     detectados devido ao rastreio nunca se tornariam sintom&aacute;ticos.<sup>3-4,21</sup> Para os outros homens a quem o rastreio detectou tumores que se tornariam     futuramente sintom&aacute;ticos nas suas vidas, os mesmos estudos revelam que a     maioria (que s&atilde;o aqueles que apresentam n&iacute;veis s&eacute;ricos de PSA &lt;10 ng/mL)     tamb&eacute;m n&atilde;o retira grande benef&iacute;cio: se esses tumores fossem deixados intactos     at&eacute; &agrave; sua detec&ccedil;&atilde;o por in&iacute;cio dos sintomas e n&atilde;o por rastreio o resultado para     a dura&ccedil;&atilde;o das suas vidas seria semelhante.<sup>4,21</sup> Trata-se de um dado     revelado por investiga&ccedil;&atilde;o recente que comparou indiv&iacute;duos submetidos a     prostatectomia com os que mant&ecirc;m apenas vigil&acirc;ncia: ap&oacute;s anos de seguimento, os     &iacute;ndices de mortalidade s&atilde;o iguais (excepto no subgrupo dos homens     prostatectomizados e com valores de PSA &gt; 10 ng/mL no rastreio, em que h&aacute;     uma redu&ccedil;&atilde;o de 7% de mortalidade por carcinoma prost&aacute;tico comparativamente ao     grupo sob vigil&acirc;ncia).<sup>4</sup></p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A     assimila&ccedil;&atilde;o do conceito de sobrediagn&oacute;stico parece, portanto, ser de grande     import&acirc;ncia numa abordagem hol&iacute;stica de cada pessoa &uacute;nica, dotada dos seus     valores individuais, das suas prioridades na vida e das suas expectativas. Este     &eacute;, ent&atilde;o, distante do significado de <i>falso     positivo,</i> pois este implica a suspeita inicial de um diagn&oacute;stico que,     posteriormente, n&atilde;o &eacute; confirmado.<sup>3-4,21</sup> Ambos os conceitos encerram,     no entanto, as duas maiores quest&otilde;es que surgem no momento em que o m&eacute;dico e o     seu paciente discutem um in&iacute;cio do rastreio (abordagem pr&eacute;-rastreio). Quando     este &eacute; iniciado, os estudos mais recentes conferem-nos dados relevantes quanto     aos seus benef&iacute;cios e riscos.</p>       <p>Quanto aos     benef&iacute;cios do desencadeamento do rastreio do cancro prost&aacute;tico atrav&eacute;s do valor     s&eacute;rico do PSA, existe evid&ecirc;ncia de que o procedimento cl&iacute;nico conduz &agrave;     identifica&ccedil;&atilde;o de uma percentagem consider&aacute;vel de carcinomas prost&aacute;ticos     assintom&aacute;ticos. Os resultados que conferem maior consist&ecirc;ncia a esta evid&ecirc;ncia     actual s&atilde;o os dos dois ensaios cl&iacute;nicos aleatorizados e controlados, o <i>Prostate, Lung, Colorectal and Ovarian     Cancer Screening Trial</i> (PLCO), com inclus&atilde;o de 76 685 homens com idades     entre 55 e 74 anos; PSA anual durante 6 anos e toque rectal anual durante 4     anos <i>versus</i> cuidados habituais no     contexto da consulta generalista; desenvolvido nos EUA, onde o uso do PSA era     j&aacute; disseminado na pr&aacute;tica cl&iacute;nica antes do in&iacute;cio do estudo, pelo que a taxa de     contamina&ccedil;&atilde;o no grupo controlo com pelo menos um valor s&eacute;rico de PSA atingiu     40% no primeiro ano de estudo e o <i>European     Randomized Study of Screening for Prostate Cancer</i> (ERSPC), com 182 160     homens inclu&iacute;dos com idades entre 50 e 74 anos; diferentes esquemas de rastreio     de acordo com o pa&iacute;s, desde PSA bianual at&eacute; PSA quadrienal ou de 7 em 7 anos;     desenvolvido em sete pa&iacute;ses europeus onde o uso do PSA n&atilde;o se encontrava t&atilde;o     disseminado, pelo que a taxa de contamina&ccedil;&atilde;o entre os controlos foi estimada em     15%.<sup>1-4,8</sup> Estes dois grandes ensaios forneceram dados que mereceram     uma atenta interpreta&ccedil;&atilde;o (inclusivamente, em duas meta-an&aacute;lises publicadas em     2010 e 2011),<sup>23-24</sup> sendo o mais significativo aquele revelador de     que foi baixo o n&uacute;mero de homens que evitaram a morte por cancro prost&aacute;tico     ap&oacute;s terem sido submetidos ao rastreio.<sup>6-7</sup> O ensaio americano n&atilde;o     mostrou redu&ccedil;&atilde;o da mortalidade [RR = 1,09 (0,87 &#8211; 1,36)],<sup>4,6</sup> enquanto que o europeu estabeleceu um ligeiro diferencial quanto ao n&uacute;mero de     mortes por cancro prost&aacute;tico ap&oacute;s 11-13 anos de seguimento: 5 para 1000 homens     no grupo sem rastreio e 4 para 1000 homens nos submetidos a rastreio [RR = 0,79     (0,68 &#8211; 0,91)].<sup>4,7</sup> Uma breve refer&ecirc;ncia dever&aacute; ser feita ao <i>G&ouml;teborg trial,</i> de menor dimens&atilde;o, com     mais limita&ccedil;&otilde;es metodol&oacute;gicas e em que 60% dos pacientes entraram no ERSPC:     ap&oacute;s 14 anos de seguimento obteve-se como resultado um RR = 0,56 (0,39 &#8211;     0,82).<sup>25</sup></p>       <p>A assimetria     de resultados entre os dois estudos &eacute; justificada pelas peculiaridades de cada     um deles, algumas delas constituindo limita&ccedil;&otilde;es metodol&oacute;gicas: a referida taxa     de contamina&ccedil;&atilde;o no grupo controlo do PLCO poder&aacute; ter reduzido as diferen&ccedil;as com     o grupo de interven&ccedil;&atilde;o em termos de resultados finais nesse ensaio; tamb&eacute;m o     facto dos pacientes do grupo de interven&ccedil;&atilde;o do ERSPC diagnosticados com     carcinoma prost&aacute;tico terem sido orientados e tratados em centros de     referencia&ccedil;&atilde;o terci&aacute;ria (ao contr&aacute;rio dos controlos com esse diagn&oacute;stico, que     foram abordados nos cuidados de sa&uacute;de hospitalares habituais) dever&aacute; ser     considerado.<sup>1-4,8,13</sup> Outros prov&aacute;veis factores geradores dessa     diverg&ecirc;ncia s&atilde;o a menor periodicidade estabelecida para o rastreio e a maior     percentagem de homens diagnosticados submetidos a prostatectomia radical no bra&ccedil;o     do grupo de interven&ccedil;&atilde;o no ensaio americano assim como o facto de, no ERSPC, o     benef&iacute;cio para a mortalidade espec&iacute;fica ter ocorrido de forma estatisticamente     significativa gra&ccedil;as aos resultados de centros que usaram limiares de PSA     inferiores ou iguais a 3.0 &micro;g/L.<sup>1,5,26</sup></p>       <p>Estes     ensaios ainda decorrem actualmente, aguardando-se os dados correspondentes a um     seguimento superior ao tempo de lat&ecirc;ncia definido para este rastreio (15 anos)     e que ser&atilde;o os mais definidores quanto ao valor do mesmo na redu&ccedil;&atilde;o da mortalidade     espec&iacute;fica por carcinoma prost&aacute;tico.<sup>1,27</sup> Contudo, &eacute; nestes     resultados de 11 anos de <i>follow-up</i> em     pa&iacute;ses europeus que a USPSTF se baseia ao salientar que o benef&iacute;cio do rastreio     atrav&eacute;s do PSA assenta na evic&ccedil;&atilde;o de 1 morte por cancro prost&aacute;tico por cada     1000 homens rastreados e que, portanto, cerca de 1000 homens ter&atilde;o que ser     convidados a rastreio e ter&aacute; que ser feito o diagn&oacute;stico de carcinoma     prost&aacute;tico a 37 homens para que seja evitada 1 morte por esta neoplasia.<sup>4</sup></p>       <p>Uma     sub-an&aacute;lise do ERSPC recentemente publicada demonstrou, entretanto, uma     diminui&ccedil;&atilde;o de 30% no risco de desenvolver met&aacute;stases no grupo da interven&ccedil;&atilde;o.     Este dado poder&aacute; assumir particular relev&acirc;ncia na interpreta&ccedil;&atilde;o dos resultados     globais deste ensaio cl&iacute;nico aos 11 anos de seguimento, especulando-se que, com     o decorrer do estudo, se acentuem as diferen&ccedil;as na mortalidade espec&iacute;fica da     doen&ccedil;a e na qualidade de vida dos homens entre os dois grupos. Os pr&oacute;ximos anos     revelar&atilde;o dados que permitir&atilde;o an&aacute;lises objectivas e n&atilde;o meramente especulativas.<sup>27</sup></p>       <p>Relativamente     aos riscos inerentes a este rastreio, foi j&aacute; evidenciado potencial para falsos     positivos retido na medi&ccedil;&atilde;o do PSA, que resultam em dano psicol&oacute;gico para os     homens que iniciam neste ponto uma eleva&ccedil;&atilde;o do seu estado basal de ansiedade     dominada pela poss&iacute;vel confirma&ccedil;&atilde;o de um tumor maligno.<sup>3-4,21</sup> Estes     homens s&atilde;o submetidos a um maior n&uacute;mero de exames complementares do que os que     n&atilde;o obt&ecirc;m falsos positivos. A literatura indica que cerca de 15 a 20% dos     homens rastreados ao longo de 10 anos ter&atilde;o um valor que resultar&aacute; em bi&oacute;psia     para um diagn&oacute;stico diferencial, dependente do valor-limite do PSA usado ou do     intervalo entre medi&ccedil;&otilde;es.<sup>4</sup> Por sua vez, 33% dos pacientes biopsados     vivenciam dor, febre, hemorragia (hemat&uacute;ria, hematospermia) ou dificuldade     urin&aacute;ria e 0,5 &#8211; 1% necessitam de hospitaliza&ccedil;&atilde;o p&oacute;s-bi&oacute;psia.<sup>3-4</sup></p>       <p>De uma     an&aacute;lise global, a USPSTF real&ccedil;a que existe evid&ecirc;ncia de que 100 a 200 em 1000     homens rastreados ter&atilde;o um valor falso positivo do PSA e que a maioria destes     ser&aacute; biopsada, algo que traz consequentes les&otilde;es psicol&oacute;gicas e org&acirc;nicas em     parte deles.<sup>4</sup> Esta sociedade tamb&eacute;m evidencia que 90% dos homens     americanos com tumores detectados por rastreio ser&atilde;o submetidos a cirurgia,     radioterapia ou terap&ecirc;utica de priva&ccedil;&atilde;o androg&eacute;nica.<sup>3-4,8,21</sup> Estas     s&atilde;o op&ccedil;&otilde;es terap&ecirc;uticas que apresentam, por sua vez, um elevado custo para     parte dos homens tratados: 10 a 70 dos 1000 submetidos a prostatectomia ter&atilde;o     complica&ccedil;&otilde;es graves. Estima-se que 200 a 300 dos 1000 homens tratados com     cirurgia ou radioterapia sofrer&atilde;o de incontin&ecirc;ncia urin&aacute;ria e disfun&ccedil;&atilde;o     er&eacute;ctil. J&aacute; a terap&ecirc;utica de priva&ccedil;&atilde;o androg&eacute;nica resulta em disfun&ccedil;&atilde;o er&eacute;ctil     em 400 dos 1000 homens tratados. A USPSTF calcula que cerca de 29 em cada 1000     homens rastreados ter&atilde;o disfun&ccedil;&atilde;o er&eacute;ctil e 18 ter&atilde;o incontin&ecirc;ncia urin&aacute;ria     depois do tratamento para cancro prost&aacute;tico.<sup>4,28</sup></p>       <p>Assim, a     partir de um balan&ccedil;o cr&iacute;tico entre as vantagens e desvantagens, esta mesma     sociedade cient&iacute;fica tornou p&uacute;blica, em Julho de 2012, a recomenda&ccedil;&atilde;o contra o     rastreio do cancro da pr&oacute;stata atrav&eacute;s do PSA, considerando que <i>&laquo;os benef&iacute;cios em termos de mortalidade s&atilde;o     reduzidos a potencialmente nenhuns e que os riscos s&atilde;o moderados a     substanciais&raquo;, </i>salientando que n&atilde;o existe igualmente evid&ecirc;ncia que suporte     um rastreio espec&iacute;fico e dirigido aos homens dos 55 aos 69 anos de idade com     risco aumentado (ra&ccedil;a negra, hist&oacute;ria familiar de carcinoma prost&aacute;tico) nem um     rastreio segundo um m&eacute;todo alternativo ao PSA.<sup>3-4,11</sup></p>       <p>Este saldo     final negativo poderia colidir com os resultados de alguns estudos     observacionais que t&ecirc;m documentado que a taxa de mortalidade por cancro     prost&aacute;tico nos EUA tem vindo a decrescer lentamente desde os anos 90, altura da     introdu&ccedil;&atilde;o do PSA s&eacute;rico como m&eacute;todo de rastreio.<sup>1,4,8,21</sup> A taxa de     mortalidade espec&iacute;fica tem mostrado uma invers&atilde;o tamb&eacute;m em Portugal, com uma     diminui&ccedil;&atilde;o de 3,1% por ano entre 1998 e 2006.<sup>28</sup> Os autores da USPSTF     salientam, por&eacute;m, que essa redu&ccedil;&atilde;o da mortalidade no continente americano n&atilde;o     poder&aacute; dever-se ao m&eacute;todo de rastreio, pois a emerg&ecirc;ncia do benef&iacute;cio com a     introdu&ccedil;&atilde;o deste m&eacute;todo apenas se evidenciaria ap&oacute;s 10 a 15 anos da seu uso.     Trata-se de um aspecto que tem suporte nos resultados do ERSPC cujo benef&iacute;cio     notado na mortalidade apenas se verificou ap&oacute;s 8 anos de seguimento.<sup>4,7-8,28-29</sup> Bastos e colegas chegaram a conclus&otilde;es semelhantes quanto ao decl&iacute;nio da taxa     em Portugal, que se verificou concomitantemente com a introdu&ccedil;&atilde;o do PSA no     final do s&eacute;culo XX. Fica a d&uacute;vida, ent&atilde;o, se esta redu&ccedil;&atilde;o n&atilde;o poder&aacute; estar     relacionada em parte com o tratamento (poss&iacute;vel factor de confundimento), que,     embora possa condicionar redu&ccedil;&atilde;o de mortalidade, n&atilde;o objectiva necessariamente     um aumento da qualidade de vida para aquele paciente.<sup>1,4,21</sup></p>       <p>A <i>American Urological Association</i> recomenda, portanto, que este rastreio seja considerado em homens com 55 a 69     anos, com mais de 10 anos de esperan&ccedil;a de vida e que, ap&oacute;s terem sido     devidamente informados dos riscos e benef&iacute;cios conhecidos actualmente, queiram     submeter-se ao rastreio.<sup>3</sup> Algo semelhante recomenda a <i>European Association of Urology,</i><sup>10</sup> embora para idade de in&iacute;cio inferior (40 anos), enquanto a <i>American Cancer Society</i> sobe a idade de in&iacute;cio para 50 anos,     exceptuando os 45 anos para indiv&iacute;duos de ra&ccedil;a negra e antecedentes familiares     de neoplasia maligna prost&aacute;tica.<sup>30</sup></p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Algumas     formas que se pensam ser favorecedoras de redu&ccedil;&atilde;o dos danos para o paciente     incluem aumento do <i>cut-off</i> do PSA     para decis&atilde;o para bi&oacute;psia, integra&ccedil;&atilde;o dos valores s&eacute;ricos do PSA livre, da     densidade do PSA ou da velocidade do mesmo. Estas formas carecem tamb&eacute;m de     estudos que provem que, de facto, aumentam o benef&iacute;cio/risco ao reduzir o     denominador.<sup>3-4</sup> A NOC da DGS destaca que <i>a rela&ccedil;&atilde;o PSA livre/PSA total &eacute; usada para apoio &agrave; decis&atilde;o de bi&oacute;psia     quando o valor do PSA total se situa entre 4 &#8211; 10 ng/mL e com palpa&ccedil;&atilde;o     negativa.</i><sup>11</sup></p>       <p><b>Conclus&otilde;es</b></p>       <p>O rastreio     sistem&aacute;tico do cancro prost&aacute;tico a homens em idades-alvo atrav&eacute;s do PSA s&eacute;rico     n&atilde;o disp&otilde;e de evid&ecirc;ncia cient&iacute;fica robusta que suporte uma recomenda&ccedil;&atilde;o a seu     favor. O objectivo prim&aacute;rio do m&eacute;todo de rastreio baseado no PSA &eacute; identificar     e tratar homens cuja detec&ccedil;&atilde;o e terap&ecirc;utica reduzir&atilde;o a sua morbilidade e     mortalidade. Estudos revelam que o n&uacute;mero de homens que experimentam este     benef&iacute;cio &eacute; muito diminuto, alertando para o facto de que o rastreio poder&aacute;     trazer mais preju&iacute;zo (morbilidade) do que benef&iacute;cio (redu&ccedil;&atilde;o de morbilidade e     mortalidade). Nenhum dos ensaios cl&iacute;nicos em torno do rastreio ou do tratamento     dos carcinomas prost&aacute;ticos detectados a partir de um rastreio positivo     demonstrou uma redu&ccedil;&atilde;o da taxa de mortalidade por todas as causas ap&oacute;s 11 anos     de seguimento. O ensaio cl&iacute;nico europeu ERSPC mostrou uma redu&ccedil;&atilde;o da     mortalidade espec&iacute;fica por cancro prost&aacute;tico, aguardando-se a publica&ccedil;&atilde;o de     novos dados ap&oacute;s um maior tempo de seguimento que cubra com seguran&ccedil;a o tempo     de lat&ecirc;ncia estimado.</p>       <p>A aus&ecirc;ncia     de um benef&iacute;cio que ultrapasse os riscos com o rastreio do cancro da pr&oacute;stata     atrav&eacute;s do PSA foi, assim, assumida pela USPSTF, lan&ccedil;ando uma &laquo;pedra no     charco&raquo;. Tal efeito n&atilde;o se deve ao facto de ter conduzido a altera&ccedil;&otilde;es     imediatas nas atitudes cl&iacute;nicas da maioria dos m&eacute;dicos, mas sim ao facto de     relembrar, de forma talvez mais acutilante, que a solicita&ccedil;&atilde;o do PSA s&eacute;rico     carrega o potencial para iniciar uma cadeia diagn&oacute;stica que poder&aacute; ser danosa     para o paciente. <i>Carlsson</i> e colegas     estabelecem cr&iacute;ticas &agrave;s an&aacute;lises estat&iacute;sticas e discuss&atilde;o da USPSTF, por&eacute;m     debru&ccedil;am-se sobre este aspecto, escrevendo que &eacute; razo&aacute;vel recomendar contra a     pr&aacute;tica cl&iacute;nica actual, que constitui rastreio baseado no PSA e tratamentos     subsequentes aos diagn&oacute;sticos nos EUA, em que um ter&ccedil;o dos homens com idade     superior a 70 anos e 15% dos homens idosos com outras neoplasias (e, portanto,     com esperan&ccedil;a de vida reduzida) s&atilde;o submetidos ao rastreio com PSA.<sup>8</sup></p>       <p>Desta     an&aacute;lise geral de todas as premissas e evid&ecirc;ncias em torno do rastreio, o M&eacute;dico     de Fam&iacute;lia poder&aacute; resgatar os aspectos que n&atilde;o recomendam a solicita&ccedil;&atilde;o do PSA     de forma sistem&aacute;tica mas que favorecem uma abordagem hol&iacute;stica que envolva a     pessoa na pondera&ccedil;&atilde;o das quest&otilde;es relativas ao rastreio e do saldo     vantagens/desvantagens. Essa abordagem englobar&aacute; a considera&ccedil;&atilde;o de uma poss&iacute;vel     redu&ccedil;&atilde;o da taxa de mortalidade espec&iacute;fica e de um aumento da taxa de danos,     abrindo campo para uma decis&atilde;o partilhada entre o m&eacute;dico e o utente. Tal apela     a uma medicina centrada na pessoa (particularmente, nas suas prefer&ecirc;ncias,     expectativas e d&uacute;vidas), algo que exigir&aacute; um maior tempo dispendido nesta     decis&atilde;o partilhada. Todavia, poder-se-&aacute; pensar que os custos associados a este     tempo alargado de consulta poder&atilde;o ser largamente compensados pela poupan&ccedil;a     conseguida na preven&ccedil;&atilde;o quatern&aacute;ria em que tal poder&aacute; derivar. Definida como um     conjunto de actividades que visam a evic&ccedil;&atilde;o de procedimentos m&eacute;dicos     excessivos, a preven&ccedil;&atilde;o quatern&aacute;ria pass&iacute;vel de ser concretizada a este n&iacute;vel     faz emergir a seguinte quest&atilde;o: ser&aacute; este rastreio um procedimento m&eacute;dico     excessivo? Na opini&atilde;o do autor deste artigo, o potencial para uma preven&ccedil;&atilde;o     quatern&aacute;ria est&aacute; evidente na neutraliza&ccedil;&atilde;o parcial das solicita&ccedil;&otilde;es do PSA sem     discuss&atilde;o pr&eacute;via com o utente e a atribui&ccedil;&atilde;o do adjectivo &laquo;excessivo&raquo; a este     rastreio variar&aacute; de acordo com as caracter&iacute;sticas biol&oacute;gicas e psicossociais do     homem que se senta no gabinete m&eacute;dico. Trata-se de factores inerentes &agrave; pessoa     a ter em conta antes dessa atribui&ccedil;&atilde;o, que n&atilde;o correr&atilde;o o risco de ser     esquecidos caso haja uma medicina centrada na pessoa &uacute;nica que cada homem     representa.</p>       <p>Assim, sem     benef&iacute;cio comprovado, a integra&ccedil;&atilde;o no rastreio do cancro prost&aacute;tico eleva a     necessidade de uma reflex&atilde;o conjunta no seio da rela&ccedil;&atilde;o m&eacute;dico-pessoa. A     relev&acirc;ncia deste ponto assenta na plataforma que ambos constroem no sentido de     criar uma decis&atilde;o partilhada, algo que s&oacute; cimentar&aacute; a rela&ccedil;&atilde;o e que relembra os     n&uacute;meros mais relevantes: a) <i>benef&iacute;cio:</i> 1 morte por cancro da pr&oacute;stata evitada por cada 1000 homens rastreados durante     uma d&eacute;cada; b) <i>falsos positivos:</i> por     cada 1000 homens rastreados, 100 a 200 ter&atilde;o falsos positivos; c) <i>dano:</i> por cada 1000 homens rastreados,     29 ter&atilde;o disfun&ccedil;&atilde;o er&eacute;ctil e 18 ter&atilde;o incontin&ecirc;ncia urin&aacute;ria depois do     tratamento para o carcinoma. N&atilde;o deixa, contudo, de ser curioso que Richard     Albin, o investigador que primeiro descobriu o PSA, tenha escrito numa     comunica&ccedil;&atilde;o em 2010 ao jornal <i>New York     Times</i> que acredita actualmente que o uso desta mol&eacute;cula para rastreio do     cancro prost&aacute;tico constitua um &laquo;desastre em sa&uacute;de p&uacute;blica&raquo;.<sup>31</sup> A     controv&eacute;rsia continua.</p>     <p>&nbsp;</p>       <p><b>REFER&Ecirc;NCIAS BIBLIOGR&Aacute;FICAS</b></p>       <!-- ref --><p>1. Croswell     JM, Kramer BS, Crawford D. Screening for prostate cancer with PSA testing:     current status and future directions. Oncology (Willinston Park).     2011;25(6):452-60, 463.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000051&pid=S2182-5173201400020000800001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>2. Brett T.     Prostate specific antigen. Aust Fam Physician. 2011;40(7):497-500.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000053&pid=S2182-5173201400020000800002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>3. Carter     HB, Albertsen PC, Barry MJ, Etzioni R, Freedland SJ, Greene KJ, et al. Early     Detection of Prostate Cancer: AUA Guideline. J Urol. 2013;190(2):419-26.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000055&pid=S2182-5173201400020000800003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>4. Moyer VA.     Screening for prostate cancer: U.S. Preventive Services Task Force     recommendation statement. Ann Intern Med. 2012;157(2):120-34.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000057&pid=S2182-5173201400020000800004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>5. U.S.     Preventive Services Task Force. Screening for prostate cancer: U.S. Preventive     Services Task Force Recommendation statement. Ann Intern Med.     2008;149(3):185-91.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000059&pid=S2182-5173201400020000800005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>6. Andriole     GL, Crawford ED, Grubb RL 3rd, Buys SS, Chia D, Church TR, et al. Prostate     cancer screening in the randomized Prostate, Lung, Colorectal, and Ovarian Cancer     Screening Trial: mortality results after 13 years of follow-up. J Natl Cancer     Inst. 2012;104(2):125-32.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000061&pid=S2182-5173201400020000800006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>7. Schr&ouml;der     FH, Hugosson J, Roobol MJ, Tammela TL, Ciatto S, Nelen V, et al.     Prostate-cancer mortality at 11 years of follow-up. N Eng J Med. 2012;366(11):981-90.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000063&pid=S2182-5173201400020000800007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>8. Carlsson     S, Vickers AJ, Roobol M, Eastham J, Scardino P, Lilja H, et al. Prostate cancer     screening: facts, statistics and interpretation in response to the US     Preventive Services Task Force Review. J Clin Oncol. 2012;30(21):2581-4.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000065&pid=S2182-5173201400020000800008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>9. Bull M,     Schr&ouml;der FH. Screening for prostate cancer &#8211; the controversy continues,     but can it be resolved? Acta Oncol. 2011;50(Suppl 1):4-11.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000067&pid=S2182-5173201400020000800009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>10.     Heidenreich A, Bastian PJ, Bellmunt J, Bolla M, Joniau S, Mason MD, et al.     Guidelines on Prostate Cancer. Arnhem: European Association of Urology; 2010.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000069&pid=S2182-5173201400020000800010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>11.     Direc&ccedil;&atilde;o-Geral da Sa&uacute;de. Prescri&ccedil;&atilde;o e determina&ccedil;&atilde;o do antig&eacute;nio espec&iacute;fico da     pr&oacute;stata &#8211; PSA. Lisboa: DGS; 2014.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000071&pid=S2182-5173201400020000800011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>12. Wonca     Europa. A defini&ccedil;&atilde;o europeia de Medicina Geral de Familiar. Wonca Europa; 2002.     p. 6-14.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000073&pid=S2182-5173201400020000800012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>13. Barratt     AL, Stockler MR. Screening for prostate cancer: explaining new trial results     and their implications to patients. Med J Aust. 2009;191(4):226-9.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000075&pid=S2182-5173201400020000800013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>14. Kim SP,     Karnes RJ. An Editorial Response to the USPSTF Prostate cancer screening: the     case for patient-centered shared decision-making. J Mens Health. 2012;9(1):5-8.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000077&pid=S2182-5173201400020000800014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>15. Sheridan     SL, Harris RP, Woolf SH. Shared Decision Making About Screening and     Chemoprevention: a suggested approach from the U.S. Preventive Services Task     Force. Am J Prev Med. 2004;26(1):56-66.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000079&pid=S2182-5173201400020000800015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>16. Pollack     CE, Noronha G, Green GE, Bhavsar NA, Carter HB. Primary care providers’     response to the US Preventive Services Task Force draft recommendations on     screening for prostate cancer. Arch Intern Med. 2012;172(8):668-70.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000081&pid=S2182-5173201400020000800016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>17. Walsh     PC. Re: Primary Care Providers’ Response to the US Preventive Services Task     Force Draft Recommendations on Screening for Prostate Cancer. J Urol.     2012;188(4):1182.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000083&pid=S2182-5173201400020000800017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>18. Prasad     SM, Drazer MW, Huo D, Hu JC, Eggener SE. 2008 US Preventive Services Task Force     recommendations and prostate cancer screening rates. JAMA. 2012;307(16):1692-4.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000085&pid=S2182-5173201400020000800018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>19. Pathman     DE, Konrad TR, Freed GL, Freeman VA, Koch GG. The awareness-to-adherence model     of the steps to clinical guideline compliance. The case of pediatric vaccine     recommendations. Med Care. 1996;34(9):873-89.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000087&pid=S2182-5173201400020000800019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>20. American     Urological Association. AUA responds to new recommendations on prostate cancer     screening [press release]. Linthicum, MD: AUA; 2011.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000089&pid=S2182-5173201400020000800020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>21. Welch     HG, Black WC. Overdiagnosis in cancer. J Natl Cancer Inst. 2010;102(9):605-13.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000091&pid=S2182-5173201400020000800021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>22. Silva     FC. Rastreio do cancro da pr&oacute;stata. Acta Urol. 2005;22(3):11-3.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000093&pid=S2182-5173201400020000800022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>23.     Djulbegovic M, Beyth RJ, Neuberger MM, Stoffs TL, Vieweg J, Djulbegovic B, et     al. Screening for prostate cancer: systematic review and meta-analysis of     randomised controlled trials. BMJ. 2010;341:c4543.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000095&pid=S2182-5173201400020000800023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>24. Ilic D,     O’Connor D, Green S, Wilt TJ. Screening for prostate cancer: an updated     Cochrane systematic review. BJU Int. 2011;107(6):882-91.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000097&pid=S2182-5173201400020000800024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>25. Hugosson     J, Carlsson S, Aus G, Bergdahl S, Khatami A, Lodding P, et al. Mortality     results from the G&ouml;teborg randomised population-based-prostate-cancer screening     trial. Lancet Oncol. 2010;11(8):725-32.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000099&pid=S2182-5173201400020000800025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>26. Santos     JA. Hiperplasia Prost&aacute;tica Benigna e PSA: o efeito domin&oacute;. Rev Bras Med Fam     Comunidade. 2012;7(25):259-64.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000101&pid=S2182-5173201400020000800026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>27. Schr&ouml;der     FH, Hugosson J, Carlsson S, Tammela T, M&auml;&auml;tt&auml;nen L, Auvinen A, et al. Screening     for prostate cancer decreases the risk of developing metastatic disease:     findings from the European Randomized Study of Screening for Prostate Cancer     (ERSPC). Eur Urol. 2012;62(5):745-52.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000103&pid=S2182-5173201400020000800027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <p>28. Bastos     J, Botelho F, Pina F, Lunet N. Evolu&ccedil;&atilde;o da mortalidade por cancro da pr&oacute;stata     em Portugal (1980 &#8211; 2006). Acta Med Port. 2011;24(4):</p>       <p>499-504.</p>       <!-- ref --><p>29. T&ouml;rnblom     M, Eriksson H, Franz&eacute;n S, Gustafsson O, Lilja H, Norming U, et al. Lead time     associated with screening for prostate cancer. Int J Cancer. 2004;108(1):122-9.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000107&pid=S2182-5173201400020000800029&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>30. Wolf AM,     Wender RC, Etzioni RB, Thompson IM, D’Amico AV, Volk RJ, et al. American Cancer     Society guideline for the early detection of prostate cancer: update 2010. CA     Cancer J Clin. 2010;60(2):70-98.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000109&pid=S2182-5173201400020000800030&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>31. Albin     RJ. The great prostate mistake. New York Times, 2010.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000111&pid=S2182-5173201400020000800031&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><a href="#topc0">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a> | <a href="#topc0">Direcci&oacute;n para correspondencia</a> | <a href="#topc0">Correspondence</a><a name="c0"></a></p>      <p>Jos&eacute;     Agostinho Santos</p>       <p>Rua Hern&acirc;ni     Torres, 73, 4&ordm; Dir</p>       <p>4200 - 320 Porto</p>     <p><a href="mailto:zeagostinho@hotmail.com">zeagostinho@hotmail.com</a></p>            <p>&nbsp;</p>       <p><b>Conflitos   de interesse</b></p>       <p>O autor &eacute;     editor da RPMGF.</p>       <p>&nbsp;</p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Recebido em 31-07-2013</b></p>       <p><b>Aceite para publica&ccedil;&atilde;o em 01-04-2014</b></p>      ]]></body><back>
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