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<journal-title><![CDATA[Revista Portuguesa de Medicina Geral e Familiar]]></journal-title>
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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Fatores determinantes da qualidade de vida numa população de doentes com doença pulmonar obstrutiva crónica]]></article-title>
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<institution><![CDATA[,Unidade Local de Saúde de Matosinhos Unidade de Saúde Familiar Horizonte ]]></institution>
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<self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S2182-51732014000300004&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_abstract&amp;pid=S2182-51732014000300004&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_pdf&amp;pid=S2182-51732014000300004&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><abstract abstract-type="short" xml:lang="pt"><p><![CDATA[Objetivos: Analisar a relação entre a Qualidade de Vida (QdV) e os seguintes fatores: género, idade, índice de massa corporal, estado civil, situação profissional, volume expiratório forçado no 1.º segundo, ansiedade, depressão e dispneia numa população de indivíduos com Doença Pulmonar Obstrutiva Crónica (DPOC). Tipo de estudo: Observacional, analítico transversal. Local: Unidade de Saúde Familiar (USF) Manuel Rocha Peixoto e USF Gualtar, Braga, Portugal. População: Doentes com idade igual ou superior a 40 anos, diagnosticados com DPOC ou bronquite crónica, inscritos nas USF Gualtar e Manuel Rocha Peixoto. Métodos: Os dados sociodemográficos foram recolhidos através de um formulário, composto também pelas versões portuguesas do Hospital Anxiety and Depression Scale, Medical Research Council Dyspnea Questionnaire e COPD Specific Saint George’s Respiratory Questionnaire (SGRQ-C). O diagnóstico de DPOC foi confirmado através da realização de espirometria, determinando-se o volume expiratório forçado no 1.º segundo. Foi realizada uma análise bivariada entre as variáveis em estudo e a QdV. Posteriormente submeteram-se as variáveis estatisticamente significativas à regressão linear múltipla. Resultados: Sessenta e cinco doentes foram incluídos no estudo. Na análise bivariada, a depressão, ansiedade e dispneia relacionaram-se com todos os domínios do SGRQ-C. O género e a situação profissional também mostraram uma relação significativa nos domínios Atividade, Impacto e no valor total do SGRQ-C. Posteriormente, na análise com a regressão linear múltipla, o género e a ansiedade perderam a sua influência, revelando-se, como principais determinantes, a dispneia no domínio Sintomas e, no domínio Impacto, situação profissional e dispneia no domínio Atividade e, no valor Total do SGRQ-C, a situação profissional, depressão e dispneia. Conclusões: A situação profissional, a depressão e a dispneia deverão ser consideradas nas estratégias para melhorar a QdV nesta população de doentes com DPOC.]]></p></abstract>
<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Objectives: To test the association between quality of life (QoL) and gender, age, body mass index, marital status, employment status, forced expiratory volume in 1 second, anxiety, depression and dyspnoea in patients with chronic obstructive pulmonary disease (COPD). Type of study: Observational, cross-sectional study. Location: Manuel Rocha Peixoto Family Health Unit and Gualtar Family Health Unit, Braga, Portugal. Population: Patients over 40 years of age, diagnosed with COPD or chronic bronchitis, registered in the Gualtar and Manuel Rocha Peixoto Family Health Units. Methods: Demographic data were collected and the Portuguese versions of the Hospital Anxiety and Depression Scale, the Medical Research Council Dyspnoea Questionnaire and the COPD-specific Saint George’s Respiratory Questionnaire (SGRQ-C) were administered. The diagnosis of COPD was confirmed by spirometry, determining the forced expiratory volume in 1 second. A bivariate analysis of the study variables and QoL was performed. Statistically significant associations were tested by multiple linear regression. Results: Sixty-five patients were included in the study. In the bivariate analysis, depression, anxiety and dyspnoea were related to all domains of the SGRQ-C. Gender and employment status also showed a significant bivariate correlation with “Activity”, “Impact of disease” and the total SGRQ-C score. In the multiple linear regression analysis, gender and anxiety were not found to be significant predictors of outcomes. In the regression analysis, depression was a significant predictor for “Symptoms” and “Impact”, employment status and dyspnoea were significant predictors for “Activity” and employment status, depression and dyspnoea were significant predictors for the SGRQ-C score. Conclusion: Employment status, depression and dyspnoea should be considered in intervention strategies to improve QoL in patients with COPD.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Doença Pulmonar Obstrutiva Crónica]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Qualidade de Vida]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[Chronic Obstructive Pulmonary Disease]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[Quality of Life]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><b>ESTUDOS ORIGINAIS</b></p>       <p><font size="4"><b>Fatores determinantes da qualidade de vida numa popula&#231;&#227;o de doentes com doen&#231;a pulmonar obstrutiva cr&#243;nica</b></font></p>       <p><font size="3"><b>Determinants   of quality of life in patients with chronic obstructive pulmonary disease</b></font></p>       <p><b>Marlene Barros,* Fl&#225;vio Guimar&#227;es,** Jaime     Correia de Sousa***</b></p>       <p>*M&#233;dica     Interna do 1.&#186; ano de Medicina Geral e Familiar, USF do Minho, ACES C&#225;vado I</p>       <p>**M&#233;dico     Interno do 1.&#186; ano de Medicina Geral e Familiar, USF Santa Clara, ACES Grande     Porto IV</p>       <p>***Professor     Associado, Instituto de Ci&#234;ncias da Vida e da Sa&#250;de (ICVS), Escola de Ci&#234;ncias     da Sa&#250;de, Universidade do Minho e ICVS/3B&#180;s Laborat&#243;rio Associado; M&#233;dico de     Fam&#237;lia, Unidade de Sa&#250;de Familiar Horizonte, Unidade Local de Sa&#250;de de     Matosinhos</p>       <p>Trabalho     realizado na Unidade de Sa&#250;de Familiar Manuel Rocha Peixoto e Unidade de Sa&#250;de     Familiar Gualtar - ACES C&#225;vado I, Braga</p>         <p><a href="#c0">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a> | <a href="#c0">Direcci&oacute;n para correspondencia</a> | <a href="#c0">Correspondence</a><a name="topc0"></a></p> <hr/>     <p>&nbsp;</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>RESUMO</b></p>       <p><b>Objetivos:&nbsp;</b>Analisar a rela&#231;&#227;o     entre a Qualidade de Vida (QdV) e os seguintes fatores: g&#233;nero, idade, &#237;ndice     de massa corporal, estado civil, situa&#231;&#227;o profissional, volume expirat&#243;rio     for&#231;ado no 1.&#186; segundo, ansiedade, depress&#227;o e dispneia numa popula&#231;&#227;o de     indiv&#237;duos com Doen&#231;a Pulmonar Obstrutiva Cr&#243;nica (DPOC).</p>       <p><b>Tipo de estudo:</b> Observacional,     anal&#237;tico transversal.</p>       <p><b>Local:</b> Unidade de Sa&#250;de Familiar (USF)     Manuel Rocha Peixoto e USF Gualtar, Braga, Portugal.</p>       <p><b>Popula&#231;&#227;o:</b> Doentes com idade igual ou     superior a 40 anos, diagnosticados com DPOC ou bronquite cr&#243;nica, inscritos nas     USF Gualtar e Manuel Rocha Peixoto. </p>       <p><b>M&#233;todos:</b> Os     dados&nbsp;sociodemogr&#225;ficos&nbsp;foram recolhidos atrav&#233;s de um formul&#225;rio,     composto&nbsp;tamb&#233;m pelas vers&#245;es portuguesas do <i>Hospital Anxiety and Depression Scale, Medical Research Council Dyspnea     Questionnaire</i> e <i>COPD Specific Saint     George&#8217;s Respiratory Questionnaire</i> (SGRQ-C). O diagn&#243;stico de DPOC foi     confirmado atrav&#233;s da realiza&#231;&#227;o de espirometria, determinando-se o&nbsp;volume     expirat&#243;rio for&#231;ado no 1.&#186; segundo. Foi realizada uma an&#225;lise bivariada entre     as vari&#225;veis em estudo e a QdV. Posteriormente submeteram-se as vari&#225;veis     estatisticamente significativas &#224; regress&#227;o linear m&#250;ltipla.</p>       <p><b>Resultados:</b>&nbsp;Sessenta e     cinco&nbsp;doentes foram inclu&#237;dos no estudo. Na an&#225;lise bivariada, a     depress&#227;o, ansiedade e dispneia relacionaram-se com todos os dom&#237;nios do     SGRQ-C. O g&#233;nero&nbsp;e a situa&#231;&#227;o profissional tamb&#233;m mostraram     uma&nbsp;rela&#231;&#227;o significativa nos dom&#237;nios Atividade, Impacto e no valor total     do SGRQ-C. Posteriormente, na an&#225;lise com a regress&#227;o linear m&#250;ltipla, o g&#233;nero     e a ansiedade perderam a sua influ&#234;ncia, revelando-se, como principais     determinantes,&nbsp;a dispneia no dom&#237;nio Sintomas e, no dom&#237;nio Impacto,     situa&#231;&#227;o profissional&nbsp;e dispneia no dom&#237;nio&nbsp;Atividade e, no valor     Total do SGRQ-C, a situa&#231;&#227;o profissional, depress&#227;o e dispneia.</p>       <p><b>Conclus&#245;es:</b>&nbsp;A&nbsp;situa&#231;&#227;o     profissional, a&nbsp;depress&#227;o e&nbsp;a&nbsp;dispneia dever&#227;o ser consideradas     nas estrat&#233;gias para melhorar a&nbsp;QdV&nbsp;nesta popula&#231;&#227;o de&nbsp;doentes     com DPOC.</p>       <p><b>Palavras-chave:</b> Doen&#231;a Pulmonar     Obstrutiva Cr&#243;nica; Qualidade de Vida.</p>     <hr/>     <p>&nbsp;</p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>ABSTRACT</b></p>       <p><b>Objectives: </b>To test the association     between quality of life (QoL) and gender, age, body mass index, marital status,     employment status, forced expiratory volume in 1 second, anxiety, depression     and dyspnoea in patients with chronic obstructive pulmonary disease (COPD).</p>       <p><b>Type of study:</b> Observational,     cross-sectional study.</p>       <p><b>Location:</b> Manuel Rocha Peixoto Family     Health Unit and Gualtar Family Health Unit, Braga, Portugal.</p>       <p><b>Population:</b> Patients over 40 years of     age, diagnosed with COPD or chronic bronchitis, registered in the Gualtar and     Manuel Rocha Peixoto Family Health Units.</p>       <p><b>Methods:</b> Demographic data were     collected and the Portuguese versions of the Hospital Anxiety and Depression     Scale, the Medical Research Council Dyspnoea Questionnaire and the     COPD-specific Saint George&#8217;s Respiratory Questionnaire (SGRQ-C) were     administered.&nbsp;The diagnosis of COPD was confirmed by spirometry, determining     the forced expiratory volume in 1 second. A bivariate analysis of the study     variables and QoL was performed. Statistically significant associations were     tested by multiple linear regression.</p>       <p><b>Results:</b> Sixty-five patients were     included in the study. In the bivariate analysis, depression, anxiety and     dyspnoea were related to all domains of the SGRQ-C. Gender and employment     status also showed a significant bivariate correlation with &#8220;Activity&#8221;, &#8220;Impact     of disease&#8221; and the total SGRQ-C score.&nbsp;In the multiple linear regression     analysis, gender and anxiety were not found to be significant predictors of     outcomes. In the regression analysis, depression&nbsp;was a significant     predictor for &#8220;Symptoms&#8221; and &#8220;Impact&#8221;, employment status and dyspnoea were     significant predictors for &#8220;Activity&#8221; and employment status, depression and     dyspnoea were significant predictors for the SGRQ-C score.</p>       <p><b>Conclusion:</b> Employment status,     depression and dyspnoea should be considered in intervention strategies to     improve QoL in patients with COPD.</p>       <p><b>Keywords:</b> Chronic Obstructive Pulmonary     Disease; Quality of Life.</p>     <hr/>     <p>&nbsp;</p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Introdu&#231;&#227;o</b></p>       <p>A doen&#231;a     pulmonar obstrutiva cr&#243;nica (DPOC) &#233; uma causa importante de morbilidade     cr&#243;nica e mortalidade prematura, constituindo a 4.<sup>a</sup> causa de morte     em todo o mundo.<sup>1-9</sup> Apresenta-se como a 10.<sup>a</sup> causa de     incapacidade a n&#237;vel mundial e a 12.<sup>a</sup> causa de anos de vida &#250;til     perdidos ajustados &#224; idade <i>(DALYS).</i><sup>1,10-12</sup> Em Portugal, um estudo realizado no &#226;mbito da iniciativa <i>Burden of Obstructive Lung Disease</i> (BOLD),<sup>4-5</sup> na regi&#227;o     de Lisboa, determinou uma preval&#234;ncia de DPOC de 14,2% em indiv&#237;duos com idade     igual ou superior a 40 anos.<sup>13</sup></p>       <p>Para al&#233;m da     magnitude do problema, sob o ponto de vista cl&#237;nico, a DPOC determina     sofrimento a v&#225;rios n&#237;veis, quer seja f&#237;sico, ps&#237;quico ou social, levando assim     a uma diminui&#231;&#227;o da Qualidade de Vida (QdV) destes doentes.<sup>2</sup></p>       <p>A QdV &#233;     atualmente uma componente essencial dos cuidados de sa&#250;de pelo que se torna     importante avali&#225;-la.<sup>3,14</sup> No contexto das doen&#231;as pulmonares     cr&#243;nicas, os dados de QdV t&#234;m-se mostrado muito &#250;teis na avalia&#231;&#227;o do sucesso     de interven&#231;&#245;es terap&#234;uticas, sugerindo dire&#231;&#245;es a tomar na preven&#231;&#227;o dos danos     causados pela doen&#231;a.<sup>14-17</sup></p>       <p>Uma origem     multifatorial est&#225; provavelmente na base da diminui&#231;&#227;o da QdV destes     indiv&#237;duos.<sup>16-17</sup> A presen&#231;a de comorbilidades psiqui&#225;tricas tem sido     relacionada com o aumento da mortalidade e diminui&#231;&#227;o do estado funcional     destes indiv&#237;duos.<sup>3,9,14</sup> Concretamente, a ansiedade e depress&#227;o t&#234;m     sido muito reportadas como determinantes da QdV.<sup>18,21,24,26-27</sup> A     dispneia<sup>3,19-20,25-26</sup> e a intoler&#226;ncia ao exerc&#237;cio f&#237;sico<sup>16-17,24-25</sup> apresentam-se como duas das principais e mais comuns queixas dos doentes com     DPOC, pelo que &#233; importante perceber o seu efeito na QdV. O &#237;ndice de massa     corporal (IMC)<sup>16</sup> e a hipox&#233;mia<sup>21,26</sup> s&#227;o dois determinantes     que tamb&#233;m mostram rela&#231;&#227;o com a QdV destes doentes.</p>       <p>Outros     fatores, ainda que em menor escala ou com resultados controversos, t&#234;m sido     estudados, como: idade, condi&#231;&#245;es sociodemogr&#225;ficas e econ&#243;micas, estrat&#233;gias     de <i>coping</i> e n&#250;mero de ma&#231;os de     cigarros fumados ao longo dos anos.<sup>14-15,19,22-24,28</sup></p>       <p>Em Portugal     existem poucos estudos sobre DPOC e QdV, sendo importante conhecer o problema     em doentes seguidos nos cuidados de sa&#250;de prim&#225;rios.<sup>29-30</sup> O     conhecimento dos fatores que mais influenciam e determinam a QdV destes doentes     permite direcionar esfor&#231;os em op&#231;&#245;es de tratamento mais eficazes,     racionalizando-se tempo e custos e evitando-se as consequ&#234;ncias da morbilidade     desta doen&#231;a.</p>       <p>Assim, este     estudo teve como objetivos analisar a rela&#231;&#227;o entre a QdV e as seguintes     vari&#225;veis: g&#233;nero, idade, IMC, estado civil, situa&#231;&#227;o profissional, volume     expirat&#243;rio for&#231;ado no 1.&#186; segundo (FEV<sub>1</sub>), ansiedade, depress&#227;o e     dispneia numa popula&#231;&#227;o de indiv&#237;duos com DPOC.</p>       <p><b>M&#233;todos</b></p>       <p>Foi     realizado um estudo observacional descritivo, transversal e anal&#237;tico nas     Unidades de Sa&#250;de Familiar (USF) Gualtar e Manuel Rocha Peixoto, em Braga.</p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A popula&#231;&#227;o     estudada foi constitu&#237;da pelas pessoas inscritas nas USF acima referidas, com     idade igual ou superior a 40 anos, diagnosticados com DPOC ou bronquite cr&#243;nica     (que estavam classificados no processo cl&#237;nico pessoal respetivamente com o     c&#243;digo R95 ou R79, segundo a ICPC-2, <i>International     Classification of Primary Care 2nd edition</i>). Foram exclu&#237;dos os doentes     cujo contacto n&#227;o foi poss&#237;vel, por aus&#234;ncia de dados administrativos, e os     doentes sem dom&#237;nio da l&#237;ngua portuguesa, escrita ou falada.</p>       <p>Foram     enviados convites de participa&#231;&#227;o no estudo a todos os doentes com DPOC ou     bronquite cr&#243;nica das duas USF. Posteriormente, os que n&#227;o manifestaram     oposi&#231;&#227;o ao conte&#250;do da carta, num prazo de oito dias, foram contactados via     telefone e convidados a comparecer nas respetivas USF para uma entrevista.     Foram feitas at&#233; tr&#234;s tentativas de contacto telef&#243;nico em diferentes per&#237;odos     do dia: manh&#227;, in&#237;cio e final da tarde. A recolha dos dados ocorreu durante o     m&#234;s de agosto de 2011 nas USF supracitadas. Os doentes assinaram os     consentimentos informados, assegurando a confidencialidade dos dados. </p>       <p>Cada doente     realizou uma espirometria com prova de broncodilata&#231;&#227;o, com o espir&#243;metro <i>MIR Spirobank G,</i> a fim de se confirmar o     diagn&#243;stico de DPOC e obter o valor de FEV<sub>1</sub>.<sup>1</sup> Foram ainda     exclu&#237;dos os doentes cujo resultado da espirometria n&#227;o confirmou o diagn&#243;stico     de DPOC. Foi, assim, constitu&#237;do o grupo de doentes inclu&#237;dos no estudo.</p>       <p>Os restantes     dados foram obtidos atrav&#233;s do autopreenchimento de um question&#225;rio composto     por quatro partes: <b><i>Sec&#231;&#227;o A</i></b> &#8211; Constitu&#237;da pelos seguintes dados     sociodemogr&#225;ficos: idade, g&#233;nero, peso e altura (para o c&#225;lculo do IMC), estado     civil e situa&#231;&#227;o profissional; e pelo FEV<sub>1</sub>; <b><i>Sec&#231;&#227;o B</i></b> &#8211; Composta     pela vers&#227;o portuguesa da <i>Hospital     Anxiety and Depression Scale</i> (HADS), uma escala de autopreenchimento que     foi desenvolvida por Zigmond e Snaith<sup>31</sup> e validada em Portugal por     Pais Ribeiro.<sup>32</sup> A HADS tem sido largamente usada em diversas     popula&#231;&#245;es, inclusive em doentes com DPOC,<sup>21,24,26,33-35</sup> estando o     seu uso recomendado pela Dire&#231;&#227;o-Geral de Sa&#250;de (DGS).<sup>36</sup> &#201; composta     por duas subescalas: uma mede a ansiedade e a outra a depress&#227;o. Cada uma tem 7     itens que s&#227;o respondidos numa escala de quatro pontos (0-inexistente, 3-muito     grave), tendo cada subescala uma pontua&#231;&#227;o m&#225;xima de 21 pontos; <b><i>Sec&#231;&#227;o     C</i></b> &#8211; Composta pela vers&#227;o portuguesa do <i>COPD-Specific Saint George&#8217;s Respiratory Questionnaire</i> (SGRQ-C),     desenvolvido a partir do <i>St. George&#8217;s     Respiratory Questionnaire</i> (SGRQ).<sup>37-39</sup> O SGRQ &#233; o instrumento <i>gold standard</i> na medi&#231;&#227;o da QdV em     doentes respirat&#243;rios cr&#243;nicos, mas n&#227;o &#233; espec&#237;fico para a DPOC.<sup>14-21,23-28</sup> O&nbsp;SGRQ-C&nbsp;&#233;&nbsp;uma vers&#227;o mais curta e cujos valores podem ser     facilmente convertidos em va-lores correspondentes da vers&#227;o original,     permitindo assim a compara&#231;&#227;o com estudos que a utilizem. J&#225; validado e     traduzido para portugu&#234;s,<sup>40</sup> o SGRQ-C foi desenvolvido utilizando     apenas dados sobre a DPOC. &#201;&nbsp;composto por tr&#234;s dom&#237;nios englobados em duas     partes:&nbsp;Parte 1&nbsp;(quest&#245;es 1-7), respeitante &#224; componente dos     Sintomas, aborda a frequ&#234;ncia dos sintomas respirat&#243;rios; e a Parte 2 (quest&#245;es     8-14), engloba as componentes Atividade e Impacto, aborda o estado atual do     paciente. O dom&#237;nio Atividade mede os dist&#250;rbios da atividade f&#237;sica di&#225;ria,     enquanto o dom&#237;nio Impacto abrange os dist&#250;rbios da fun&#231;&#227;o psicossocial. Cada     resposta tem uma pondera&#231;&#227;o que varia entre 0 e 100. Cada dom&#237;nio pode ser     calculado separadamente, bem como a pontua&#231;&#227;o Total. O resultado varia entre 0     e 100%, sendo que quanto maior o valor, pior a QdV. Foi desenhado para um     autopreenchimento supervisionado e a administra&#231;&#227;o por telefone tamb&#233;m se     encontra validada;<sup>41-42</sup> <b><i>Sec&#231;&#227;o D</i></b> &#8211; Composta pela vers&#227;o     portuguesa do <i>Medical Research Council     Dyspnea Questionnaire</i> (MRCDQ) numa escala de 5 graus, sendo os graus 0 e 1     os de menor sensa&#231;&#227;o de dispneia e o grau 4 o de maior.<sup>43</sup> Esta &#233; uma     escala que integra a revis&#227;o GOLD 2013 e o seu uso est&#225; aconselhado pela DGS,<sup>36</sup> sendo largamente usada em diversos estudos internacionais.<sup>20,26,33</sup> No caso de doentes analfabetos, o formul&#225;rio foi preenchido pelo investigador.</p>       <p>A an&#225;lise     estat&#237;stica dos dados foi feita com o programa IBM SPSS <i>Statistics</i> v.19, recorrendo-se ao Teste-<i>t</i> para amostras independentes e ao Teste do Qui-quadrado para     compara&#231;&#227;o de m&#233;dias e propor&#231;&#245;es e medindo-se a dimens&#227;o do efeito atrav&#233;s do     c&#225;lculo do <i>d de Cohen</i> e <i>odds ratio,</i> respetivamente. Para a     an&#225;lise bivariada entre as vari&#225;veis em estudo e a QdV utilizaram-se o Teste-<i>t</i> para amostras independentes e a     Correla&#231;&#227;o de Pearson. Posteriormente submeteram-se as vari&#225;veis com diferen&#231;as     estatisticamente significativas e significativamente correlacionadas &#224;     regress&#227;o linear m&#250;ltipla. O n&#237;vel de signific&#226;ncia adotado foi de 0,05.<sup>44-46</sup></p>       <p><b>Resultados</b></p>       <p>Observou-se     que 350 doentes estavam codificados com DPOC (R95) ou bronquite cr&#243;nica (R79),     constituindo a popula&#231;&#227;o do estudo. Desses, 55 (15,7%) preenchiam os crit&#233;rios     de exclus&#227;o, 125 (35,4%) recusaram o convite, 54 (15,4%) n&#227;o atenderam os     telefonemas e 15 (4,3%) faltaram ao encontro agendado. Dos 101 doentes     participantes no estudo, 36 foram posteriormente exclu&#237;dos devido &#224; n&#227;o     confirma&#231;&#227;o do diagn&#243;stico de DPOC na espirometria com prova de broncodilata&#231;&#227;o.     Como resultado, o grupo de doentes inclu&#237;dos no estudo foi de 65 pessoas (<a href="#f1">figura 1</a>).</p>       <p>&nbsp;</p>    <p align="center"><a name="f1"></a><img src="/img/revistas/rpmgf/v30n3/30n3a04f1.jpg"/></p>    
<p>&nbsp;</p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p>De forma a     avaliar a representatividade da amostra em estudo, analisou-se a rela&#231;&#227;o entre     os doentes participantes no estudo e os n&#227;o participantes, n&#227;o se verificando     diferen&#231;as estatisticamente significativas, relativamente ao g&#233;nero e &#224; idade (<i>p</i> = 0,053 e <i>p</i> = 0,106). No entanto, analisando a rela&#231;&#227;o entre os doentes     inclu&#237;dos no estudo e os exclu&#237;dos e n&#227;o participantes verificou-se existir uma     diferen&#231;a estatisticamente significativa para o g&#233;nero (<i>p</i> = 0,020; <i>d</i> = 1,969) (<a href="#t1">tabela I</a>).</p>       <p>&nbsp;</p>    <p align="center"><a name="t1"></a><img src="/img/revistas/rpmgf/v30n3/30n3a04t1.jpg"/></p>    
<p>&nbsp;</p>       <p>A dimens&#227;o     do efeito foi calculada como forma de complementar e melhorar o teste     estat&#237;stico, uma vez que o seu valor &#233; independente da dimens&#227;o amostral. Com     base nos crit&#233;rios de Cohen, verificou-se que, no presente estudo, todos os     resultados estatisticamente significativos foram associados a grandes dimens&#245;es     do efeito.</p>       <p><b>Caracteriza&#231;&#227;o sociodemogr&#225;fica e cl&#237;nica     da amostra</b></p>       <p>Os doentes     inclu&#237;dos no estudo est&#227;o caracterizados na <a href="#t2">tabela II</a>, de acordo com as     caracter&#237;sticas sociodemogr&#225;ficas e cl&#237;nicas. A amostra era constitu&#237;da por 45     elementos do g&#233;nero masculino (69,2%) e 20 elementos do g&#233;nero feminino     (30,8%), com m&#233;dia de idades de 67 &#177; 10,2anos e m&#233;dia de IMC de 27 &#177; 4,5Kg/m<sup>2</sup>.     80% dos doentes eram casados e 86,2% n&#227;o trabalhavam. </p>        <p>&nbsp;</p>    <p align="center"><a name="t2"></a><img src="/img/revistas/rpmgf/v30n3/30n3a04t2.jpg"/></p>    
<p>&nbsp;</p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p>No que     respeita &#224; sensa&#231;&#227;o de dispneia, 33 doentes (50,8%) encontram-se entre os graus     de menor gravidade (graus 0 e 1), enquanto 32 doentes (49,2%) se encontram nos     graus 2 ou superiores. A m&#233;dia de FEV<sub>1</sub> obtido foi de 74 &#177; 21,2% do     previsto. Quanto &#224; depress&#227;o e ansiedade, a m&#233;dia das respostas obtidas foi de     7 &#177; 4,3 e 8 &#177; 4,2, respetivamente.</p>       <p>No SGRQ-C,     53 &#177; 19,9% foi a m&#233;dia obtida no dom&#237;nio Sintomas, 52 &#177; 24,1% no dom&#237;nio Atividade,     36 &#177; 24,1% no dom&#237;nio Impacto e 44 &#177; 20,9% foi a m&#233;dia do valor Total.</p>       <p><b>Identifica&#231;&#227;o dos determinantes da QdV</b></p>       <p>Na an&#225;lise     da rela&#231;&#227;o bivariada entre as vari&#225;veis estudadas e a QdV procedeu-se ao teste-<i>t</i> para amostras independentes (<a href="#t3">tabela     III</a>) e a correla&#231;&#245;es de Pearson (<a href="#t7">tabelaVII</a>). Posteriormente, as vari&#225;veis mais     relacionadas com o resultado foram inclu&#237;das na regress&#227;o linear m&#250;ltipla,     identificando-se assim as que melhor predizem os diferentes dom&#237;nios da QdV (<a href="#t8">tabela VIII</a>).</p>        <p>&nbsp;</p>    <p align="center"><a name="t3"></a><img src="/img/revistas/rpmgf/v30n3/30n3a04t3.jpg"/></p>    
<p>&nbsp;</p>       <p>&nbsp;</p>    <p align="center"><a name="t7"></a><img src="/img/revistas/rpmgf/v30n3/30n3a04t7.jpg"/></p>    
<p>&nbsp;</p>        ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>    <p align="center"><a name="t8"></a><img src="/img/revistas/rpmgf/v30n3/30n3a04t8.jpg"/></p>    
<p>&nbsp;</p>       <p>De acordo     com as <a href="#t3">tabelas     III</a> e <a href="#t7">VII</a>, verifica-se que, no dom&#237;nio Sintomas, as vari&#225;veis que     se relacionaram de forma significativa foram a dispneia, depress&#227;o e ansiedade,     tendo sido estas as vari&#225;veis avaliadas na regress&#227;o linear m&#250;ltipla (<a href="#t8">tabela     VIII</a>). Na avalia&#231;&#227;o simult&#226;nea das vari&#225;veis, a depress&#227;o e a ansiedade perderam a     sua influ&#234;ncia, ficando apenas a dispneia (<i>p</i> &lt;0,001; &#946; = 0,317) como significativamente influente neste dom&#237;nio de     QdV, explicando 32,7% da sua variabilidade.</p>       <p>Quanto aos     dom&#237;nios Atividade, Impacto e valor Total do SGRQ-C foram as vari&#225;veis     independentes g&#233;nero, situa&#231;&#227;o profissional, dispneia, depress&#227;o e ansiedade     que se relacionaram significativamente, mas de forma isolada, com a QdV. No     entanto, quando se avaliou a influ&#234;ncia destes fatores em simult&#226;neo,     verificou-se que, no dom&#237;nio Atividade, as vari&#225;veis situa&#231;&#227;o profissional (<i>p</i> = 0,007; &#946; = 0,263) e dispneia (<i>p</i> &lt;0,001; &#946; = 0,433) foram os     melhores preditores, explicando 53,1% da variabilidade deste dom&#237;nio.</p>       <p>No dom&#237;nio     Impacto, 53,1% da variabilidade &#233; explicada apenas pela dispneia (<i>p</i> &lt;0,001; &#946;= 0,443).</p>       <p>A situa&#231;&#227;o     profissional (<i>p</i> = 0,021; &#946; =     0,204), a depress&#227;o (<i>p</i> = 0,026;     &#946; = 0,259) e a dispneia (<i>p</i> &lt;0,001; &#946; = 0,480) mostraram tamb&#233;m a sua influ&#234;ncia no valor Total do     SGRQ-C, devendo-se a estes fatores 60,7% da sua variabilidade.</p>       <p>Ap&#243;s a     convers&#227;o dos valores do SGRQ-C para serem compar&#225;veis com os valores do SGRQ<sup>40</sup> verificaram-se os mesmos resultados.</p>       <p><b>Discuss&#227;o</b></p>       <p>Os     resultados deste estudo demonstraram que a situa&#231;&#227;o profissional, a depress&#227;o     e&nbsp;a dispneia foram os principais fatores determinantes da QdV nesta     popula&#231;&#227;o de&nbsp;doentes com DPOC.</p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Os doentes     inclu&#237;dos no estudo eram maioritariamente do sexo masculino (69,2%) e a m&#233;dia     de idades foi de 67 anos. Estes dados s&#227;o apoiados pelo relat&#243;rio do     observat&#243;rio nacional para as doen&#231;as respirat&#243;rias, de 2009, que refere que a     preval&#234;ncia de DPOC em Portugal, apesar de subestimada, &#233; superior nos homens e     em idades mais avan&#231;adas.<sup>10</sup></p>       <p>As mulheres     demonstraram valores mais elevados no SGRQ-C, com uma diferen&#231;a     estatisticamente significativa relativamente aos homens na maioria dos dom&#237;nios     e no valor Total, implicando pior QdV. Apesar de a diferen&#231;a estat&#237;stica n&#227;o se     ter verificado no dom&#237;nio Sintomas, as mulheres tiveram mais cinco pontos do     que os homens, sendo que quatro pontos &#233; o limiar para se considerar esta     diferen&#231;a clinicamente significativa.<sup>41</sup> Este resultado &#233; semelhante     ao obtido por De Torres et al<sup>46</sup> num estudo realizado com 53 homens e     53 mulheres, onde se concluiu que as mulheres obtiveram piores resultados em     todos os dom&#237;nios e no valor total do SGRQ. No entanto, os estudos de Ketelaars     et al<sup>15</sup> e de Stahl et al,<sup>28</sup> usando o mesmo question&#225;rio,     n&#227;o encontraram diferen&#231;as estaticamente significativas para o g&#233;nero. Um     estudo realizado por Ferrer et al,<sup>42</sup> no &#226;mbito do projeto IBERPOC <i>(Epidemiological Study of Chronic     Obstructive Pulmonary Disease in Spain),</i> n&#227;o demonstrou diferen&#231;as     estatisticamente significativas no SGRQ entre homens e mulheres com DPOC, com     exce&#231;&#227;o do dom&#237;nio Sintomas.</p>       <p>Estes     autores avaliaram tamb&#233;m as diferen&#231;as entre g&#233;nero numa popula&#231;&#227;o saud&#225;vel e     conclu&#237;ram que as mulheres apresentavam menos sintomas respirat&#243;rios, mas     piores &#237;ndices de atividade, indicando que as diferen&#231;as no valor do SGRQ s&#227;o     parcialmente independentes da doen&#231;a respirat&#243;ria. No presente estudo, apesar     de verificada a diferen&#231;a por g&#233;nero, este perdeu influ&#234;ncia ao ser avaliado     simultaneamente com outros fatores. Tamb&#233;m Renwick e Connolly,<sup>23</sup> num     estudo efetuado com 190 doentes, submeteram o g&#233;nero &#224; avalia&#231;&#227;o simult&#226;nea com     outros preditores, n&#227;o se verificando a influ&#234;ncia deste sobre a QdV. Face a     estes resultados, pensa-se que, na amostra em estudo, as diferen&#231;as observadas     podem n&#227;o ter sido verdadeiramente devidas ao g&#233;nero mas a outros preditores,     como a depress&#227;o, identificados na literatura como mais frequentes no g&#233;nero     feminino.<sup>27,42</sup></p>       <p>Neste estudo     foram ainda avaliados outros dados sociodemogr&#225;ficos, como a idade, o estado     civil e a situa&#231;&#227;o profissional. Destes, apenas a situa&#231;&#227;o profissional mostrou     influenciar os dom&#237;nios Atividade e valor Total, ainda que em menor escala     quando comparada com a depress&#227;o e/ou a dispneia, tamb&#233;m preditores destes     dom&#237;nios. Sendo a m&#233;dia de idades dos doentes inclu&#237;dos no estudo de 67 anos, a     maioria (86,6%) n&#227;o trabalhava, encontrando-se possivelmente reformada.</p>       <p>Ketelaars et     al<sup>15</sup> estudaram os determinantes da QdV em 126 pacientes dos 40 aos     80 anos com DPOC grave. Conclu&#237;ram que a idade n&#227;o se correlacionava com a QdV,     provavelmente porque esses pacientes se ajustariam &#224;s perdas psicossociais e,     como eram na maioria idosos, teriam desenvolvido novas atitudes e adequado o     seu estilo de vida &#224;s limita&#231;&#245;es decorrentes da doen&#231;a, encarando-as como     consequ&#234;ncia natural da idade. Este facto &#233; apoiado pelos resultados do     presente estudo, onde tamb&#233;m n&#227;o se obteve qualquer rela&#231;&#227;o entre a idade e a     QdV. Contudo, Stahl et al<sup>28</sup> demonstraram, num estudo feito na Su&#233;cia     com 168 indiv&#237;duos com DPOC, que a QdV diminu&#237;a com o aumento da idade. Ferrari     et al,<sup>47</sup> num estudo com 60 homens e 30 mulheres, procuraram     identificar os principais preditores da QdV de acordo com o g&#233;nero e     verificaram que a idade era determinante em ambos os g&#233;neros. Verifica-se,     assim, que os dados sociodemogr&#225;ficos n&#227;o t&#234;m obtido resultados consensuais,     sendo necess&#225;rios estudos que contemplem a uniformiza&#231;&#227;o das metodologias e     popula&#231;&#245;es para que se apure a sua verdadeira influ&#234;ncia na QdV.</p>       <p>Quanto ao     IMC, neste estudo, n&#227;o se verificou qualquer rela&#231;&#227;o com a QdV. O mesmo foi     verificado por Tsukino et al,<sup>22</sup> quando avaliaram a rela&#231;&#227;o entre o     peso corporal e a QdV (avaliada com o <i>Nottingham     Health Profile</i> e <i>Chronic Respiratory     Questionnaire</i>) em 132 doentes. Por outro lado, Dourado et al<sup>16</sup> avaliaram 21 doentes com DPOC moderada a grave e verificaram a exist&#234;ncia de     correla&#231;&#245;es negativas entre o IMC e os dom&#237;nios Impacto e Sintomas e valor     Total do SGRQ. </p>       <p>Os mesmos     autores avaliaram tamb&#233;m o FEV<sub>1</sub> e conclu&#237;ram que, apesar de     negativamente correlacionado com o dom&#237;nio Impacto e valor Total do SGRQ, n&#227;o     se demonstrou determinante para a QdV na avalia&#231;&#227;o simult&#226;nea com outros     fatores. O FEV<sub>1</sub> foi usado neste estudo como vari&#225;vel independente     cont&#237;nua e n&#227;o demonstrou qualquer efeito estatisticamente significativo na     QdV. Este &#233; tamb&#233;m um fator bastante avaliado nos mais diversos estudos,     verificando-se resultados controversos. Okubadejo et al<sup>21</sup>, num     estudo efetuado a 41 indiv&#237;duos com DPOC e utilizando o SGRQ, n&#227;o encontraram     correla&#231;&#227;o significativa entre o FEV<sub>1</sub> e a QdV. Estes resultados s&#227;o     ainda apoiados pelos estudos de Ketelaars et al,<sup>15</sup> Engstr&#246;m et al<sup>24</sup> e Sant&#8217;Anna et al.<sup>25</sup> Renwick e Connolly avaliaram a influ&#234;ncia do     FEV<sub>1</sub> na QdV de 190 doentes, usando o SGRQ, e verificaram uma     correla&#231;&#227;o significativa na an&#225;lise bivariada mas uma correla&#231;&#227;o fraca na     regress&#227;o linear m&#250;ltipla.<sup>23</sup></p>       <p>No entanto,     existem estudos que categorizam o FEV<sub>1</sub> comparando a QdV nos diferentes     estadios da DPOC.<sup>1</sup> Stahl e os seus colegas verificaram que a     severidade da DPOC (e indiretamente o FEV<sub>1</sub>) influenciou os valores     do SGRQ, com diferen&#231;a estatisticamente significativa para o valor Total.<sup>28</sup> Num estudo de coorte espanhol, Ferrer et al demonstraram que os valores do SGRQ     aumentavam com o aumento do est&#225;dio da DPOC em doentes com e sem     comorbilidades.<sup>19</sup> Tamb&#233;m os estudos efetuados por Hajiro e a sua     equipa apoiam estes resultados.<sup>20,26</sup></p>       <p>Verificamos,     ent&#227;o, que na maioria dos estudos em que o FEV<sub>1</sub> &#233; utilizado como     vari&#225;vel quantitativa cont&#237;nua, a rela&#231;&#227;o com a QdV &#233; fraca ou ausente, como     verificado no presente trabalho. No entanto, quando avaliam a gravidade da     doen&#231;a, e indiretamente o FEV<sub>1</sub>, este relaciona-se com a QdV. &#201;,     assim, necess&#225;rio ter cuidado ao tentar predizer a QdV com base nos resultados     espirom&#233;tricos.</p>       <p>Quanto &#224;     sensa&#231;&#227;o de dispneia, avaliada no presente estudo com o MRCDQ, mostrou-se como     o preditor mais forte em todos os dom&#237;nios do SGRQ-C. Hajiro et al<sup>20</sup> conclu&#237;ram, num estudo realizado em 1999, que a sensa&#231;&#227;o de dispneia, avaliada     pelo MRCDQ, &#233; uma determinante para a QdV mais importante do que a gravidade da     doen&#231;a. Os mesmos autores, em 2001, estudaram 218 indiv&#237;duos com DPOC est&#225;vel e     demonstraram a forte influ&#234;ncia da dispneia em todos os dom&#237;nios do SGRQ.<sup>26</sup> Estas conclus&#245;es s&#227;o ainda apoiadas pelo estudo feito por Sant&#8217;Anna et al<sup>25</sup> em 69 indiv&#237;duos com DPOC, onde se demonstrou a correla&#231;&#227;o significativa entre     a dispneia e a QdV. Tamb&#233;m Ferrari e os seus colaboradores utilizaram o MRCDQ     para avaliarem a dispneia e verificaram a sua forte influ&#234;ncia na QdV em ambos     os g&#233;neros.<sup>47</sup></p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A dispneia     tem vindo, assim, a ser consensualmente confirmada como determinante da QdV e,     sendo tamb&#233;m um importante fator de progn&#243;stico, deve ser considerada na     avalia&#231;&#227;o da QdV destes doentes.</p>       <p>As     comorbilidades psiqui&#225;tricas t&#234;m sido fortemente reportadas como determinantes     da QdV. No presente trabalho, tanto a depress&#227;o como a ansiedade demonstraram     forte rela&#231;&#227;o com o SGRQ-C quando avaliadas separadamente. No entanto, apenas a     depress&#227;o, na avalia&#231;&#227;o pela regress&#227;o linear m&#250;ltipla, manteve a sua     influ&#234;ncia no valor Total do SGRQ-C, revelando-se, a par da dispneia e da     situa&#231;&#227;o profissional, como uma determinante para a QdV. Este resultado &#233; apoiado     por Engstr&#246;m et al<sup>24</sup> que, num estudo efetuado com 68 doentes,     confirmou, na an&#225;lise bivariada, a correla&#231;&#227;o entre a ansiedade e depress&#227;o e o     SGRQ, mas na an&#225;lise de regress&#227;o m&#250;ltipla apenas a depress&#227;o se mostrou como     preditiva da QdV. Ng et al,<sup>34</sup> num estudo de coorte com 376 doentes,     demonstraram, atrav&#233;s da an&#225;lise multivariada, a forte associa&#231;&#227;o entre a     depress&#227;o e o SGRQ, independentemente da severidade da DPOC, comorbilidades e     vari&#225;veis socioecon&#243;micas, psicossociais e comportamentais. Hajiro et al<sup>26</sup> avaliaram tamb&#233;m a influ&#234;ncia dos sintomas psicol&#243;gicos na QdV, confirmando a     import&#226;ncia da depress&#227;o e ansiedade no bem-estar dos doentes. Num estudo     realizado em 2006, Di Marco et al<sup>27</sup> documentaram uma correla&#231;&#227;o     estatisticamente significativa entre a ansiedade e depress&#227;o e o SGRQ. Outros     estudos, usando as mesmas escalas de medida, apoiam estes resultados, como &#233; o     caso da investiga&#231;&#227;o realizada por Okubadejo et al.<sup>24</sup></p>       <p>Outras     vari&#225;veis poderiam ter sido testadas, nomeadamente a da classe social ou o do     teste de caminhada de 6 minutos. No entanto, e tendo em conta o n&#250;mero de     doentes que compunham a amostra, procurou-se, por um lado, testar vari&#225;veis j&#225;     citadas na literatura como potenciais determinantes para a QdV e, por outro,     n&#227;o incluir vari&#225;veis que fossem obtidas de forma invasiva ou agressiva para os     participantes e que limitasse a sua participa&#231;&#227;o ou que n&#227;o fossem pass&#237;veis de     serem medidas devido a fatores externos aos investigadores. A classe social &#233;     exemplo de uma vari&#225;vel que, apesar de ser facilmente obtida, n&#227;o foi inclu&#237;da     pois tem vindo a ser negada como determinante da QdV.<sup>15,28</sup> Por outro     lado, aconselha-se a inclus&#227;o do teste de caminhada de 6 minutos em futuras     investiga&#231;&#245;es, pois tem sido frequentemente apontado como determinante da QdV     em diversos estudos.<sup>15-16,24-25</sup></p>       <p>Este estudo     apresenta algumas limita&#231;&#245;es. Apesar da baixa taxa de participa&#231;&#227;o (28,9%), os     101 doentes n&#227;o demonstraram diferen&#231;as estatisticamente significativas     relativamente &#224; restante popula&#231;&#227;o quanto ao g&#233;nero e idade. No entanto, ap&#243;s a     exclus&#227;o de 36 pessoas, por n&#227;o confirma&#231;&#227;o do diagn&#243;stico de DPOC,     verificou-se diferen&#231;a estat&#237;stica no g&#233;nero (<a href="#t1">tabela I</a>). Isto pode ser     explicado pela exclus&#227;o maioritariamente de mulheres, onde n&#227;o se confirmou o     diagn&#243;stico, relativamente &#224; popula&#231;&#227;o masculina onde a DPOC &#233; mais frequente.     O principal motivo da n&#227;o participa&#231;&#227;o no estudo foi a recusa direta dos     doentes, facto que pode ser parcialmente explicado devido &#224; necessidade de     desloca&#231;&#227;o &#224; USF. A impossibilidade de contactar algumas pessoas constituiu o     segundo motivo de n&#227;o participa&#231;&#227;o no estudo e incluiu os que apresentavam     dados de contacto incompletos, errados ou desatualizados, bem como aqueles que     n&#227;o responderam &#224;s tr&#234;s tentativas de contacto telef&#243;nico. A sele&#231;&#227;o dos     utentes com base nos registos dos m&#233;dicos assistentes e a utiliza&#231;&#227;o de uma amostra por conveni&#234;ncia constituem tamb&#233;m vieses de sele&#231;&#227;o.</p>       <p>A aus&#234;ncia     de valida&#231;&#227;o para a popula&#231;&#227;o portuguesa dos question&#225;rios SGRQ e MRCDQ     apresenta-se como outra limita&#231;&#227;o, condicionando a sua aplica&#231;&#227;o e infer&#234;ncia     dos resultados na popula&#231;&#227;o em estudo. No entanto, utilizaram-se tradu&#231;&#245;es     oficiais de ambos para minimizar essa limita&#231;&#227;o.<sup>39,43</sup> Al&#233;m disso,     tanto o SGRQ como o MRCDQ s&#227;o recomendados pela DGS na avalia&#231;&#227;o de sintomas e     QdV em doentes com DPOC.<sup>36</sup> No que respeita ao SGRQ, indicado como     instrumento <i>gold standard</i> na medi&#231;&#227;o     da QdV em doentes respirat&#243;rios cr&#243;nicos, procurou-se utilizar um instrumento     ainda mais espec&#237;fico, aplicando-se a vers&#227;o desenvolvida para indiv&#237;duos com     DPOC.<sup>40-41</sup></p>       <p>A     espirometria foi o m&#233;todo usado na confirma&#231;&#227;o do diagn&#243;stico de DPOC. Segundo     o GOLD, a DPOC &#233; confirmada quando a raz&#227;o entre o FEV<sub>1</sub> e a     capacidade vital for&#231;ada &#233; inferior a 0.7 p&#243;s-broncodilata&#231;&#227;o,     independentemente da idade,<sup>1</sup> tendo sido este o crit&#233;rio utilizado     neste estudo. No entanto, n&#227;o s&#227;o considerados os limites inferiores da     normalidade para a idade e que variam entre adultos jovens e idosos. Num estudo     realizado por G&#252;der et al<sup>47</sup> concluiu-se que os crit&#233;rios GOLD sobre     diagnosticam a DPOC na popula&#231;&#227;o idosa, enquanto os limites inferiores da     normalidade identificam um menor n&#250;mero de casos. Estes autores prop&#245;em, assim,     a incorpora&#231;&#227;o dos limites inferiores da normalidade para um diagn&#243;stico mais     preciso de DPOC.</p>       <p>A n&#227;o     inclus&#227;o de comorbilidades, nomeadamente cardiovasculares, diabetes,     osteoporose, anemia ou disfun&#231;&#227;o m&#250;sculoesquel&#233;tica, que afetam principalmente     doentes em est&#225;dio avan&#231;ado e cuja influ&#234;ncia na QdV foi j&#225; reportada,<sup>19</sup> pode tamb&#233;m influenciar os resultados. No entanto, o facto de os doentes terem     que se deslocar &#224;s USF para a recolha dos dados acabou por incluir na amostra     aqueles com doen&#231;a mais est&#225;vel.</p>       <p>A dimens&#227;o     amostral desta investiga&#231;&#227;o limitou o n&#250;mero de vari&#225;veis a incluir no modelo     de regress&#227;o linear m&#250;ltipla, pelo que, &#224; semelhan&#231;a de outros estudos, se     optou por utilizar previamente uma an&#225;lise bivariada.<sup>15-16,23</sup> No     entanto, &#233; necess&#225;rio ter em conta que, por vezes, vari&#225;veis com correla&#231;&#227;o     bivariada n&#227;o significativa adquirem signific&#226;ncia em modelos de regress&#227;o     m&#250;ltipla, sendo que o inverso foi verificado neste estudo (o g&#233;nero e a     ansiedade perderam a signific&#226;ncia demonstrada anteriormente). Por outro lado,     as dimens&#245;es do efeito calculadas (d de Cohen, correla&#231;&#227;o e <i>odds ratio</i>) refletem a magnitude do     resultado obtido com o teste estat&#237;stico, independentemente do tamanho da     amostra. Estas medidas ajudam, assim, a determinar se foi encontrado um efeito     clinicamente significativo, ajudam a determinar o tamanho da amostra em estudos     futuros e facilitam a compara&#231;&#227;o entre investiga&#231;&#245;es cient&#237;ficas.<sup>44</sup></p>       <p>Os vieses     descritos limitam a extrapola&#231;&#227;o dos resultados obtidos. Al&#233;m disso, o estudo     foi realizado numa popula&#231;&#227;o de uma zona geogr&#225;fica espec&#237;fica de Portugal pelo     que n&#227;o &#233; poss&#237;vel generalizar os resultados &#224; popula&#231;&#227;o portuguesa.</p>       <p>Em     conclus&#227;o, verificou-se, atrav&#233;s dos resultados deste estudo, que a depress&#227;o,     a situa&#231;&#227;o profissional e a dispneia explicam cerca de 60% da variabilidade do     valor Total do SGRQ-C. Este estudo demonstrou, assim, que estas vari&#225;veis     dever&#227;o ser consideradas nas estrat&#233;gias para melhorar a&nbsp;QdV&nbsp;nesta     popula&#231;&#227;o de&nbsp;doentes com DPOC e que existem outras vari&#225;veis que     influenciam a QdV, explicando os restantes 40%&nbsp;de variabilidade.</p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p>No futuro     recomenda-se a realiza&#231;&#227;o de estudos que validem os instrumentos de medida e a     realiza&#231;&#227;o de investiga&#231;&#245;es com uniformiza&#231;&#227;o das popula&#231;&#245;es, de t&#233;cnicas de     medi&#231;&#227;o e de tratamento de dados para que se possa determinar a influ&#234;ncia de     novos fatores, e de outros ainda controversos, no sentido de se encontrar o     melhor modelo a predizer a QdV nos doentes com DPOC.</p>       <p>&nbsp;</p>     <p><b>REFER&#202;NCIAS BIBLIOGR&#193;FICAS</b></p>      <!-- ref --><p>1. Global     Initiative for Chronic Obstructive Lung Disease. Global strategy for the     diagnosis, management, and prevention of chronic obstructive pulmonary disease:     update 2013. GOLDCOPD; 2013 (cited 2013 May 2). Available from:     <a href="http://www.goldcopd.org" target="_blank">http://www.goldcopd.org</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000106&pid=S2182-5173201400030000400001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>2. Mannino     DM. COPD: epidemiology, prevalence, morbidity and mortality, and disease     heterogeneity. Chest. 2002;121(5 Suppl):121S-126S.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000107&pid=S2182-5173201400030000400002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>3. Belfer     MH, Reardon JZ. Improving exercise tolerance and quality of life in patients     with chronic obstructive pulmonary disease. J Am Osteopath Assoc. 2009;109(5):268-78.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000109&pid=S2182-5173201400030000400003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>4. Buist AS,     Vollmer WM, Sullivan SD, Weiss KB, Lee TA, Menezes AM, et al. The Burden of     Obstructive Lung Disease Initiative (BOLD): rationale and design. COPD.     2005;2(2):277-83.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000111&pid=S2182-5173201400030000400004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>5. Buist AS,     McBurnie MA, Vollmer WM, Gillespie S, Burney P, Mannino DM, et al.     International variation in the prevalence of COPD (The BOLD Study): a     population-based prevalence study. Lancet. 2007;370(9589):741-50.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000113&pid=S2182-5173201400030000400005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>6. Cardoso     J, Ferreira JR, Almeida J, Santos JM, Rodrigues F, Matos MJ. Prevalence of     chronic obstructive pulmonary disease (COPD) in Portugal. Am J Respir Crit Care     Med. 2003;167:A110.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000115&pid=S2182-5173201400030000400006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>7. World     Health Organization. World health statistics 2008. Geneva: WHO; 2009 (cited     2011 May 4). Available from: <a href="http://www.who.int/gho/ncd/mortality_morbidity/chronic_respiratory_diseases/en/index.html" target="_blank">http://www.who.int/gho/ncd/mortality_morbidity/chronic_respiratory_diseases/en/index.html</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000117&pid=S2182-5173201400030000400007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>8. Rabe KF,     Hurd S, Anzueto A, Barnes PJ, Buist SA, Calverley P, et al. Global strategy for     the diagnosis, management, and prevention of chronic obstructive pulmonary     disease: GOLD executive summary. Am J Respir Crit Care Med. 2007;176(6):532-55.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000118&pid=S2182-5173201400030000400008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>9.     Putman-Casdorph H, McCrone S. Chronic obstructive pulmonary disease, anxiety,     and depression: state of the science. Hearth Lung. 2009;38(1):34-47.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000120&pid=S2182-5173201400030000400009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>10. Teles de     Ara&#250;jo, A. Relat&#243;rios do Observat&#243;rio Nacional das Doen&#231;as Respirat&#243;rias de     2007 a 2009. Lisboa: Observat&#243;rio Nacional das Doen&#231;as Respirat&#243;rias; 2010     (cited 2011 May 2). Available from: <a href="http://www.ondr.org/relatorios_ondr.html" target="_blank">http://www.ondr.org/relatorios_ondr.html</a>. Portuguese&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000122&pid=S2182-5173201400030000400010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>11. Lopez     AD, Shibuya K, Rao C, Mathers CD, Hansell AL, Held LS, et al. Chronic obstructive     pulmonary disease: current burden and future projections. Eur Respir J.     2006;27(2):397-412.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000123&pid=S2182-5173201400030000400011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>12. Murray     CJ, Lopez AD. Alternative projections of mortality and disability by cause     1990-2020: Global Burden of Disease Study. Lancet. 1997;349(9064):1498-504.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000125&pid=S2182-5173201400030000400012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <p>13. B&#225;rbara     C, Rodrigues F, Dias H, Cardoso J, Almeida J, Matos MJ, et al. Preval&#234;ncia da     doen&#231;a pulmonar obstrutiva cr&#243;nica em Lisboa, Portugal: estudo Burden of     Obstructive Lung Disease (Chronic obstructive pulmonary diseas3):96-1e prevalence in     Lisbon, Portugal: The Burden of Obstructive Lung Disease Study). Rev Port     Pneumol. 2013;19(05. Available from:     <a href="http://dx.doi.org/10.1016/j.rppneu.2012.11.004" target="_blank">http://dx.doi.org/10.1016/j.rppneu.2012.11.004</a>. Portuguese</p>       <!-- ref --><p>14.     Ramos-Cerqueira AT, Crepaldi AL. Qualidade de vida em doen&#231;as pulmonares     cr&#243;nicas: aspectos conceituais e metodol&#243;gicos (Quality of life in chronic     pulmonar diseases: conceptual and methodological aspects) J Pneumol.     2000;26(4):207-13. Portuguese&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000128&pid=S2182-5173201400030000400014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>15.     Ketelaars CA, Schl&#246;sser MA, Mostert R, Huyer Abu-Saad H, Halfens RJ, Wouters     EF. Determinants of health-related quality of life in patients with chronic     obstructive pulmonary disease. Thorax. 1996;51(1):39-43.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000129&pid=S2182-5173201400030000400015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>16. Dourado     VZ, Antunes LC, Carvalho LR, Godoy I. Influ&#234;ncia das caracter&#237;sticas gerais na     qualidade de vida de pacientes com doen&#231;a pulmonar obstrutiva cr&#243;nica     (Influence of general clinical parameters on the quality of life of chronic     obstructive pulmonary disease patient). J Bras Pneumol. 2004;30(3):207--14.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000131&pid=S2182-5173201400030000400016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref -->     Portuguese</p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>17. Curtis     JR, Deyo RA, Hudson LD. Pulmonary rehabilitation in chronic respiratory     insufficiency. 7: Health-related quality of life among patients with chronic     obstructive pulmonar disease. Thorax. 1994;49(2):162-70.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000133&pid=S2182-5173201400030000400017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>18. Maurer     J, Rebbapragada V, Borson S, Goldstein R, Kunik ME, Yohannes AM, et al. Anxiety     and depression in COPD: current understanding, unanswered questions, and     research needs. Chest. 2008;134(4 Suppl):43S-56S.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000135&pid=S2182-5173201400030000400018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>19. Ferrer     M, Alonso J, Morera J, Marrades RM, Khalaf A, Aguar MC, et al. Chronic     obstructive pulmonary disease stage and health-related quality of life. Ann     Intern Med. 1997;127(12):1072-9.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000137&pid=S2182-5173201400030000400019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>20. Hajiro     T, Nishimura K, Tsukino M, Ikeda A, Oga T, Izumi T. A comparison of the level     of dyspnea vs disease severity in indicating the health-related quality of life     of patients with COPD. Chest. 1999;116(6):1632-7.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000139&pid=S2182-5173201400030000400020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>21.     Okubadejo AA, Jones PW, Wedzicha JA. Quality of life in patients with chronic     obstructive pulmonary disease and severe hypoxemia. Thorax. 1996;51(1):44-7.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000141&pid=S2182-5173201400030000400021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>22. Tsukino     M, Nishimura K, Ikeda A, Koyama H, Mishima M, Izumi T. Physiologic factors that     determine the health-related quality of life in patients with COPD. Chest.     1996;110(4):896-903.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000143&pid=S2182-5173201400030000400022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>23. Renwick     DS, Connolly MJ. Impact of obstructive airways disease on quality of life in     older adults. Thorax. 1996;51(5):520-5.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000145&pid=S2182-5173201400030000400023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>24. Engstr&#246;m     CP, Persson LO, Larsson S, Sullivan M. Health-related quality of life in COPD:     why both disease-specific and generic measures should be used. Eur Respir J.     2001;18(1):69-76.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000147&pid=S2182-5173201400030000400024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>25.     Sant&#8217;Anna CA, Stelmach R, Zanetti Feltrin MI, Filho WJ, Chiba T, Cukier A.     Evaluation of health-related quality of life in low-income patients with COPD     receiving long-term oxygen therapy. Chest. 2003;123(1):136-41.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000149&pid=S2182-5173201400030000400025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>26. Hajiro     T, Nishimura K, Tsukino M, Ikeda A, Oga T. Stages of disease severity and     factors that affect the health status of patients with chronic obstructive     pulmonary disease. Respir Med. 2000;94(9):841-6.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000151&pid=S2182-5173201400030000400026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>27. Di Marco     F, Verga M, Reggente M, Maria Casanova F, Santus P, Blasi F, et al. Anxiety and     depression in COPD patients: the roles of gender and disease severity. Respir     Med. 2006;100(10):1767-74.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000153&pid=S2182-5173201400030000400027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>28. St&#228;hl E,     Lindberg A, Jansson SA, R&#246;nmark E, Svensson K, Andersson F, et al.     Health-related quality of life is related to COPD disease severity. Health Qual     Life Outcomes. 2005;3:56.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000155&pid=S2182-5173201400030000400028&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>29.     Dire&#231;&#227;o-Geral da Sa&#250;de. Orienta&#231;&#245;es t&#233;cnicas sobre diagn&#243;stico e controlo da     doen&#231;a pulmonar obstrutiva cr&#243;nica (DPOC): circular informativa n&#186; 9/DSPCS, de     27/02/2007. Lisboa: DGS; 2007 (cited 2011 May 30). Available from:     <a href="http://www.dgs.pt" target="_blank">http://www.dgs.pt</a>. Portuguese&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000157&pid=S2182-5173201400030000400029&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>30. Esteves     M, Viana RA. Avalia&#231;&#227;o da qualidade de vida relacionada com a sa&#250;de na doen&#231;a     pulmonar obstrutiva cr&#243;nica. Rev Fac Ci&#234;nc Sa&#250;de. 2010;(7):466-75.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000158&pid=S2182-5173201400030000400030&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> Portuguese</p>       <!-- ref --><p>31. Zigmond     AS, Snaith RP. The Hospital Anxiety and Depression Scale. Acta Psychiatr Scand.     1983;67(6):361-70.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000160&pid=S2182-5173201400030000400031&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>32.     Pais-Ribeiro J, Silva I, Ferreira T, Martins A, Meneses R, Baltar M. Validation     study of a Portuguese version of the Hospital Anxiety and Depression Scale.     Psychol Health Med. 2007;12(2):225-37.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000162&pid=S2182-5173201400030000400032&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>33. Cleland     J, Lee AJ, Hall S. Associations of depression and anxiety with gender, age, health-related     quality of life and symptoms in primary care COPD patients. Fam Pract.     2007;24(3):217-23.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000164&pid=S2182-5173201400030000400033&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>34. Ng TP,     Niti M, Tan WC, Cao Z, Ong KC, Eng P. Depressive symptoms and chronic     obstructive pulmonary disease: effect on mortality, hospital readmission,     symptom burden, functional status, and quality of life. Arch Intern Med.     2007;167(1):60-7.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000166&pid=S2182-5173201400030000400034&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>35. Snaith     RP. The Hospital Anxiety and Depression Scale. Health Qual Life Outcomes.     2003;1:29.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000168&pid=S2182-5173201400030000400035&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>36.     Dire&#231;&#227;o-Geral da Sa&#250;de. Orienta&#231;&#245;es t&#233;cnicas sobre reabilita&#231;&#227;o respirat&#243;ria na     doen&#231;a pulmonar obstrutiva cr&#243;nica (DPOC): circular informativa n&#186; 40/DSPCD, de     27/10/2009. Lisboa: DGS; 2009 (cited 2011 May 30). Available from: <a href="http://www.dgs.pt/?cr=14938" target="_blank">http://www.dgs.pt/?cr=14938</a>. Portuguese&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000170&pid=S2182-5173201400030000400036&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>37. Jones     PW, Quirk FH, Baveystock CM, Littlejohns P. A self-complete measure of health     status for chronic airflow limitation: the St. George&#8217;s Respiratory     Questionnaire. Am Rev Respir Dis. 1992;145(6):1321-7.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000171&pid=S2182-5173201400030000400037&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>38. Jones     PW, Forde Y. St George&#8217;s Respiratory Questionnaire: manual, version 2.2.     London: St. George&#8217;s University of London; 2009 (cited 2011 May 3). Available     from: <a href="http://www.healthstatus.sgul.ac.uk/SGRQ_download/SGRQ%20Manual%20June%202009.pdf" target="_blank">http://www.healthstatus.sgul.ac.uk/SGRQ_download/SGRQ%20Manual%20June%202009.pdf</a> &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000173&pid=S2182-5173201400030000400038&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>39. Souza     TC, Jardim JR, Jones P. Valida&#231;&#227;o do question&#225;rio do Hospital Saint George na     doen&#231;a respirat&#243;ria (SGRQ) em pacientes portadores de doen&#231;a pulmonar     obstrutiva cr&#244;nica no Brasil (Validation of the Saint George&#8217;s Respiratory     Questionnaire in patients with chronic obstructive pulmonar disease in Brasil).     J Pneumol. 2000;26(3):119-25. Portuguese&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000174&pid=S2182-5173201400030000400039&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>40. Meguro     M, Barley EA, Spencer S, Jones PW. Development and validation of an improved,     COPD-specific version of the St. George Respiratory Questionnaire. Chest.     2007;132(2):456-63.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000175&pid=S2182-5173201400030000400040&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>41. Jones     PW, Forde Y. St George&#8217;s Respiratory Questionnaire for COPD Patients (SGRQ-C):     manual, version 1.1. London: St. George&#8217;s University of London; 2008 (cited     2011 May 20). Available from: <a href="http://www.healthstatus.sgul.ac.uk/SGRQ_download/SGRQ-C%20Manual%202008.pdf" target="_blank">http://www.healthstatus.sgul.ac.uk/SGRQ_download/SGRQ-C%20Manual%202008.pdf</a> &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000177&pid=S2182-5173201400030000400041&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>42. Ferrer     M, Villasante C, Alonso J, Sobradillo V, Gabriel R, Vilagut G, et al.     Interpretation of quality of life scores from the St. George&#8217;s Respiratory     Questionnaire. Eur Respir J. 2002;19(3):405-13.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000178&pid=S2182-5173201400030000400042&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>43. Kovelis     D, Segretti NO, Probst VS, Lareau SC, Brunetto AF, Pitta F. Valida&#231;&#227;o do     Modified Pulmonary Functional Status and Dyspnea Questionnaire e da escala do     Medical Research Council para o uso em pacientes com doen&#231;a pulmonar obstrutiva     cr&#244;nica no Brasil (Validation of the Modified Pulmonary Functional Status and     Dyspnea Questionnaire and the Medical Research Council scale for use in Brazil     patients with chronic obstructive pulmonary disease). J Bras Pneumol.     2008;34(12):1008-18. Portuguese&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000180&pid=S2182-5173201400030000400043&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>44. Aarts S,     van den Akker JM, Winkens B. The importance of effect sizes. Eur J Gen Pract.     2014;20(1):61-4.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000181&pid=S2182-5173201400030000400044&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>45. Cohen J.     Statistical power analysis for the behavioral sciences. 2nd ed. Hillsdale, NJ:     Routledge; 1988. ISBN 9780805802832&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000183&pid=S2182-5173201400030000400045&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>46. Kline     RB. Principles and practice of structural equations modeling. 2nd ed. London:     Guilford Press; 2005.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000184&pid=S2182-5173201400030000400046&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>47. G&#252;der G,     Brenner S, Angermann CE, Ertl G, Held M, Sachs AP, et al. GOLD or lower limit     of normal definition? A comparison with expert-based diagnosis of chronic     obstructive pulmonary disease in a prospective cohort-study. Respir Res.     2012;13(1):13.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000186&pid=S2182-5173201400030000400047&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>48. De     Torres JP, Casanova C, Hern&#225;ndez C, Abreu J, Aguirre-Jaime A, Celli BR. Gender     and COPD in patients attending a pulmonary clinic. Chest. 2005;128(4):2012-6.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000188&pid=S2182-5173201400030000400048&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>49. Ferrari     R, Tanni SE, Lucheta PA, Faganello MM, Amaral RA, Godoy I. Preditores do estado     de sa&#250;de em pacientes com DPOC de acordo com o g&#234;nero (Gender differences in     predictors of health status in patients with COPD). J Bras Pneumol.     2010;36(1):37-43. Portuguese&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000190&pid=S2182-5173201400030000400049&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>&nbsp;</p>     <p><a href="#topc0">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a> | <a href="#topc0">Direcci&oacute;n para correspondencia</a> | <a href="#topc0">Correspondence</a><a name="c0"></a></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Marlene     Barros</p>       <p>Rua das     Rosas, n&#186; 3 R/C, Palmeira 4700-737 Braga, Portugal </p>       <p>E-mail:<a href="mailto:anamarlene.39@gmail.com">anamarlene.39@gmail.com</a>         <p>&nbsp;</p>       <p><b>Agradecimentos</b></p>       <p>Os autores     agradecem &#224; USF Gualtar, na pessoa de sua coordenadora,Dr.&#170; M&#225;rcia Os&#243;rio     Millet, e &#224; USF Manuel Rocha Peixoto, na pessoa de sua coordenadora, Dr.&#170; Maria     Jo&#227;o Botelho, toda a colabora&#231;&#227;o prestada na recolha e fornecimento dos dados;     ao Dr. Lu&#237;s Silva, por toda a ajuda na elabora&#231;&#227;o do trabalho; ao Professor     Patr&#237;cio Costa, pelo apoio e orienta&#231;&#227;o no trabalho estat&#237;stico; ao Dr. Manuel     Montenegro, pela revis&#227;o das refer&#234;ncias bibliogr&#225;ficas; e tamb&#233;m ao Jos&#233;     Miguel Lopes Moreira, &#224; S&#237;lvia Castro e &#224; t&#233;cnica cardiopulmonar Raquel Barros,     por tornarem poss&#237;vel a realiza&#231;&#227;o das espirometrias.</p>       <p><b>Conflito   de Interesses</b></p>       <p>Os autores     declaram n&#227;o ter conflitos de interesses.</p>       <p>&nbsp;</p>       <p><b>Recebido em 25-10-2013</b></p>       ]]></body>
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