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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[A propósito do artigo «Suplementação de iodo na pré-concepção, gravidez e amamentação: a recomendação e a medicina baseada na inferência»]]></article-title>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><b>CARTA &#192; DIRECTORA</b></p>       <p><font size="4"><b>A prop&#243;sito do artigo &#171;Suplementa&#231;&#227;o de     iodo na pr&#233;-concep&#231;&#227;o, gravidez e amamenta&#231;&#227;o: a recomenda&#231;&#227;o e a medicina     baseada na infer&#234;ncia&#187;</b></font></p>     <p><font size="3"><b>Iodine     supplementation before conception and during pregnancy and lactation: recommendations and inference-based medicine</b></font></p>       <p><b>Edward Limbert* e Grupo de Estudos da     Tir&#243;ide da Sociedade Portuguesa de Endocrinologia, Diabetes e Metabolismo</b></p>       <p>*Chefe de     Servi&#231;o de Endocrinologia, Ex-professor convidado da Faculdade de Ci&#234;ncias     M&#233;dicas da UNL</p>         <p><a href="#c0">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a> | <a href="#c0">Direcci&oacute;n para correspondencia</a> | <a href="#c0">Correspondence</a><a name="topc0"></a></p> <hr/>     <p>&nbsp;</p>      <p>A prop&#243;sito     do artigo de revis&#227;o &#171;Suplementa&#231;&#227;o de iodo na pr&#233;-concep&#231;&#227;o, gravidez e     amamenta&#231;&#227;o: a recomenda&#231;&#227;o e a medicina baseada na infer&#234;ncia&#187;, recentemente     publicado na Revista Portuguesa de Medicina Geral e Familiar (2013;29:403-8),     comentamos:</p>       <p>O facto de     Colegas da Medicina Geral e Familiar elaborarem um artigo cr&#237;tico a uma     Orienta&#231;&#227;o T&#233;cnica (OT), da Dire&#231;&#227;o-Geral da Sa&#250;de (DGS), sobre um tema que     obviamente os envolve como atores da administra&#231;&#227;o da suplementa&#231;&#227;o iodada &#233;     merit&#243;rio e demonstra estudo e empenhamento.</p>       <p>A OT da DGS     sobre a suplementa&#231;&#227;o iodada na gr&#225;vida parte de estudos efetuados em Portugal     consideravelmente robustos, dado o elevado n&#250;mero e distribui&#231;&#227;o geogr&#225;fica das     gr&#225;vidas estudadas. Estudos levados a cabo por colegas da Universidade do Minho     confirmam para aquela regi&#227;o os resultados obtidos nos estudos da Sociedade     Portuguesa de Endocrinologia, Diabetes e Metabolismo (SPEDM). A OT tem tamb&#233;m     em conta as recomenda&#231;&#245;es de organiza&#231;&#245;es internacionais de reconhecida     credibilidade, nomeadamente da Organiza&#231;&#227;o Mundial de Sa&#250;de (OMS), do <i>International Council for Control of Iodine     Insufficiency&nbsp; Disorders</i> (ICCIDD) e da <i>United Nations Children&#8217;     Fund</i> (UNICEF).</p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Contestam os     autores que os dados que levam a DGS a recomendar a suplementa&#231;&#227;o iodada nas     gr&#225;vidas s&#227;o estudos observacionais. Faltam estudos robustos randomizados. Tais     estudos seriam extraordinariamente dispendiosos, poriam problemas &#233;ticos     complicados e, embora fossem obviamente importantes, nunca foram a nosso     conhecimento realizados, nem &#233; previs&#237;vel se alguma vez ser&#227;o concretizados.     Muitos desses estudos &#171;ideais&#187; dizem respeito a drogas destinadas a tratamentos     de doen&#231;as muito frequentes, como a diabetes e a hipertens&#227;o, que garantem um     grande mercado de consumo, da&#237; que surjam os meios para os realizar.</p>       <p>A     recomenda&#231;&#227;o da DGS tem em conta v&#225;rios estudos que evidenciam as consequ&#234;ncias     que podem advir para a m&#227;e e para o filho face a car&#234;ncias moderadas/ligeiras     no aporte do iodo na gravidez.<sup>1</sup> Referimos nomeadamente o     aparecimento de b&#243;cio na m&#227;e pela estimula&#231;&#227;o intensa a que a sua tir&#243;ide &#233;     sujeita quando o aporte iodado n&#227;o &#233; suficiente e a potenciais altera&#231;&#245;es     cognitivas no filho. Embora a generalidade destes estudos seja concordante, h&#225;     um pequeno n&#250;mero que n&#227;o encontra diferen&#231;as no comportamento cognitivo das     crian&#231;as conforme o aporte iodado materno.<sup>1</sup> Esta &#233; outra raz&#227;o de     desconfian&#231;a na OT referida pelos autores.</p>       <p>&#8226; As     conclus&#245;es dissonantes podem ser explicadas sem dificuldade: diferente     metodologia seguida na avalia&#231;&#227;o das crian&#231;as, diferen&#231;as no grupo et&#225;rio em     que &#233; feita a avalia&#231;&#227;o e tamb&#233;m pelo n&#250;mero de casos avaliados que pode n&#227;o     ter permitido alcan&#231;ar significado estat&#237;stico.</p>       <p>Estes     estudos integram uma recente exaustiva meta-an&#225;lise na qual os autores lamentam     a inexist&#234;ncia de estudos randomizados. Referem, no entanto: <i>&#171;estudos recentes<sup>2-3</sup> vieram     mostrar que a car&#234;ncia iodada na gravidez aumentava os Odds de crian&#231;as com QI     baixos. Consequentemente concordamos que enquanto aguardamos os resultados dos     estudos em curso sobre a suplementa&#231;&#227;o iodada na gravidez, as mulheres gr&#225;vidas     e a amamentar devem receber suplementos de iodo.</i> </p>       <p>Um estudo do     Reino Unido, apontado pelos autores,2 engloba 1040 mulheres gr&#225;vidas e faz a     avalia&#231;&#227;o psicol&#243;gica nos seus filhos; conclui que um d&#233;fice ligeiro/moderado     de iodo no 1.<sup>o</sup> trimestre da gravidez &#233; prejudicial para a &#171;<i>performance</i> cognitiva&#187; das crian&#231;as aos     8 anos de idade. Trata-se inegavelmente dum estudo robusto, se bem que     observacional. Acresce que tem em conta 21 fatores potencialmente confundidores,     facto que inegavelmente o valoriza. Relativamente a este estudo &#233; comentado no     trabalho que possivelmente outros fatores confundidores importantes n&#227;o foram     tidos em conta. Consideramos claramente esta afirma&#231;&#227;o um excesso de zelo     cr&#237;tico tendencioso. </p>       <p>&#201; tamb&#233;m     referido no trabalho que se comenta que nem todas as organiza&#231;&#245;es     internacionais fazem a recomenda&#231;&#227;o da suplementa&#231;&#227;o iodada na gravidez, o que     &#233; verdade. &#201; de esclarecer, no entanto, que praticamente todos os estudos no     presente &#226;mbito foram realizados por tiroidologistas e que a <i>American Thyroid Association,</i> a <i>European Thyroid Association</i> e a <i>Endocrine Society,</i><sup>1</sup> sociedades que refletem a opini&#227;o dos profissionais que vivem estes problemas,     consideram necess&#225;ria a suplementa&#231;&#227;o. Tamb&#233;m a OMS, o ICCIDD e a UNICEF<sup>1</sup> aconselham a suplementa&#231;&#227;o quando os n&#237;veis de aporte de iodo na gr&#225;vida s&#227;o,     como os nossos, moderadamente deficit&#225;rios.</p>       <p>Os autores     do trabalho que comentamos dizem que a OT da DGS &#233; &#171;Medicina baseada na     infer&#234;ncia&#187;. O nome &#233; interessante, n&#227;o fora o seu car&#225;ter depreciativo. Esta     infer&#234;ncia, como lhe chamam, &#233;, no entanto, um racioc&#237;nio dedutivo leg&#237;timo     baseado nos conhecimentos da fisiologia e fisiopatologia aplicado em     numeros&#237;ssimas situa&#231;&#245;es m&#233;dicas, muitas delas posteriormente confirmadas em     estudos robustos randomizados.</p>       <p>Outro aspeto     da OT focado pelos autores consiste no poss&#237;vel efeito t&#243;xico do iodo     administrado na suplementa&#231;&#227;o quer para a m&#227;e, quer para o feto. &#201; o ponto mais     fraco das suas argumenta&#231;&#245;es. O iodo (sob a forma de iodeto de pot&#225;ssio, forma     mais comum da sua utiliza&#231;&#227;o) pode levar a disfun&#231;&#245;es tiroideias. No entanto,     tal s&#243; sucede quando as doses ingeridas s&#227;o muito superiores &#224;s indicadas na OT     (150-200&#181;g/dia), superiores a 800&#181;g/dia. Acresce que nenhum dos estudos de     suplementa&#231;&#227;o na gr&#225;vida registou efeitos indesej&#225;veis.<sup>1</sup> Rep&#245;e-se um     oligoelemento em d&#233;fice nos valores adequados.</p>       <p>&#8226; O facto     das colheitas de urinas n&#227;o terem sido feitas nos centros de sa&#250;de no primeiro     trimestre da gravidez &#233; outro ponto fraco apontado. Teria sido melhor. No     entanto, o pequeno n&#250;mero de gr&#225;vidas seguidas em cada Centro obrigaria a     pesadas infraestruturas. E como obter uma amostragem das gr&#225;vidas em vigil&#226;ncia     privada? Foi assim necess&#225;rio recorrer &#224;s maternidades. Acresce que o estudo     estat&#237;stico das iodurias, por trimestre de gravidez, n&#227;o apresentou diferen&#231;as     significativas.</p>       <p>&#8226; Julgamos     ter comentado os aspetos mais relevantes&nbsp; que levaram os autores a p&#244;r em causa a bondade da OT. Congratulamo-nos     por terem levantado criticamente problemas que levaram &#224; sua discuss&#227;o.     Esperamos ter contribu&#237;do o para seu esclarecimento.</p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&#8226; A     suplementa&#231;&#227;o iodada na gravidez, conforme aconselha a DGS, &#233;, segundo o estado     atual do conhecimento m&#233;dico, uma medida in&#243;cua e ben&#233;fica para as gr&#225;vidas e     respetivos filhos. Os nossos colegas de Medicina Geral e Familiar s&#227;o dos     principais autores na sua concretiza&#231;&#227;o. A sua interven&#231;&#227;o para que o sal     iodado seja cada vez mais usado por toda a popula&#231;&#227;o &#233; tamb&#233;m fundamental.</p>       <p>&nbsp;</p>       <p><b>REFER&#202;NCIAS BIBLIOGR&#193;FICAS</b></p>       <!-- ref --><p>1. Taylor     PN, Okosieme OE, Dayan CM, Lazarus JH. Therapy of endocrine disease: impact of     iodine supplementation in mild to moderate iodine deficiency: systematic review     and meta-analysis. Eur J Endocrinol. 2013;170(1):R1-R15.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000026&pid=S2182-5173201400030001000001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>2. Bath SC,     Steer CD, Golding J, Emmett P, Rayman MP. Effect of inadequate iodine status in     UK pregnant women on cognitive outcomes of their children: results from the     Avon Longitudinal Study of Parents and Children (ALSPC). Lancet.     2013;382(9889):331-7.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000028&pid=S2182-5173201400030001000002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>3. Hynes KL,     Otahal P, Hay I, Burgess JR. Mild iodine deficiency during pregnancy is     associated with reduced educational outcomes: 9-year follow-up of the     gestational iodine cohort. J Clin Endocrinol Metab. 2013;98(5):1954-62.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000030&pid=S2182-5173201400030001000003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><a href="#topc0">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a> | <a href="#topc0">Direcci&oacute;n para correspondencia</a> | <a href="#topc0">Correspondence</a><a name="c0"></a></p>      <p>E-mail: <a href="mailto:elimbert@ipolisboa.min-saude.pt">elimbert@ipolisboa.min-saude.pt</a></p>          <p>&nbsp;</p>       <p><b>Conflito de interesses</b></p>       <p>O autor foi     co-autor da Orienta&#231;&#227;o T&#233;cnica n.&#186; 011/2013 e declara n&#227;o ter conflito de     interesses.</p>      ]]></body><back>
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