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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Prevalência de alunos de escolas de Braga expostos ao fumo ambiental do tabaco em casa, antes e após a aplicação da lei antitabágica: estudo transversal]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Exposure of students to tobacco smoke at home before and after a new anti-smoking law: a cross-sectional study]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Aims: This study aims to assess the impact of the new Portuguese anti-smoking law of 2007 on the exposure to tobacco smoke at home. Study type: Three observational and cross-sectional studies Setting: Elementary schools in Braga, Portugal Population: 4th grade students in Braga Methods: Self-report questionnaires were distributed in the classrooms. Chi-square tests were used to compare categorical variables. Three observational studies were performed on similar samples at three different times. The first was conducted on 793 students in 2007 before passage of the law. The second was conducted on 513 students in 2010 and the third on 509 students in 2011, after passage of the law. Results: The proportion of children exposed to daily or occasional environmental tobacco smoke by at least one person who smokes at home decreased from 43.2% in 2007 to 19.9% in 2011 (p<0.001). Conclusions: Passage of the Portuguese anti-smoking law may be associated with a reduction in tobacco use in the home.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Poluição por Fumaça de Tabaco]]></kwd>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Exposição Ambiental]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><b>ESTUDOS ORIGINAIS</b></p>       <p><font size="4"><b>Preval&#234;ncia de alunos de escolas de Braga     expostos ao fumo ambiental do tabaco em casa, antes e ap&#243;s a aplica&#231;&#227;o da lei     antitab&#225;gica: estudo transversal</b></font></p>     <p><font size="3"><b>Exposure     of students to tobacco smoke at home before and after a new anti-smoking law: a   cross-sectional study</b></font></p>       <p><b>Jos&#233; Precioso,<sup>1</sup> Ana Carolina     Ara&#250;jo,<sup>1</sup> Jos&#233; Cunha Machado,<sup>2</sup> Catarina Samorinha,<sup>3</sup> Elisardo Beco&#241;a,<sup>4</sup> Henedina Antunes<sup>5</sup></b></p>       <p><sup>1</sup> Instituto de Educa&#231;&#227;o, Universidade do Minho, Braga, Portugal. </p>       <p><sup>2</sup> Instituto de Ci&#234;ncias Sociais, Universidade do Minho, Braga, Portugal. </p>       <p><sup>3</sup> Aluna de doutoramento em Sa&#250;de P&#250;blica, Faculdade de Medicina da Universidade     do Porto, Portugal.</p>       <p><sup>4</sup> Unidad de Tabaquismo, Universidad de Santiago de Compostela, Espa&#241;a. </p>       <p><sup>5</sup> Departamento Pedi&#225;trico, Hospital de Braga. Instituto de Investiga&#231;&#227;o em     Ci&#234;ncias da Vida e da Sa&#250;de, Escola de Ci&#234;ncias da Sa&#250;de, Universidade do Minho     ICVS/3B&#8217;s - Laborat&#243;rio Associado, Braga/Guimar&#227;es, Portugal.</p>         <p><a href="#c0">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a> | <a href="#c0">Direcci&oacute;n para correspondencia</a> | <a href="#c0">Correspondence</a><a name="topc0"></a></p><hr/>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>       <p><b>RESUMO</b></p>       <p><b>Objectivos:</b> Esta investiga&#231;&#227;o pretende     avaliar o impacto da lei antitab&#225;gica Portuguesa - Lei n.<sup>o</sup> 37/2007, de 14 de agosto - na exposi&#231;&#227;o das crian&#231;as ao Fumo Ambiental do     Tabaco em casa</p>       <p><b>Tipo de estudo:</b> Realizaram-se tr&#234;s     estudos observacionais, transversais e anal&#237;ticos </p>       <p><b>Local:</b> Escolas do 1.<sup>o</sup> ciclo     de Braga</p>       <p><b>Popula&#231;&#227;o:</b> Alunos do 4.<sup>o</sup> ano, do 1.<sup>o</sup> ciclo das escolas de Braga</p>       <p><b>M&#233;todos:</b> Foram utilizados question&#225;rios     de autopreenchimento, aplicados em contexto de sala de aula. Na an&#225;lise de     dados foi utilizado o qui-quadrado por se tratar de vari&#225;veis de categoria.     Utilizou-se a mesma metodologia em momentos diferentes, o primeiro em 2007     (antes da entrada em vigor da lei), o segundo em 2010 e o terceiro em 2011     (ambos ap&#243;s a entrada em vigor da lei).</p>       <p><b>Resultados:</b> Em 2007, a amostra era     constitu&#237;da por 793 alunos do 4.<sup>o</sup> ano e no segundo e terceiro     estudos participaram, respetivamente, 513 e 509 alunos do mesmo ano de     escolaridade de escolas de Braga - Portugal. FA preval&#234;ncia de crian&#231;as     expostas di&#225;ria ou ocasionalmente ao FAT, pelo facto de pelo menos um dos     conviventes fumar em casa, desceu de 43,2% em 2007 para 19,9% em 2011     (p&lt;0,001).</p>       <p><b>Conclus&#245;es:</b> A entrada em vigor da lei     antitab&#225;gica Portuguesa poder&#225; estar associada a uma diminui&#231;&#227;o do consumo de     tabaco no domic&#237;lio.</p>       <p><b>Palavras-chave:</b> Polui&#231;&#227;o por Fuma&#231;a de     Tabaco; Tabagismo; Exposi&#231;&#227;o Ambiental; Preven&#231;&#227;o e Controlo.</p>     <hr/>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><b>ABSTRACT</b></p>       <p><b>Aims:</b> This study aims to assess the     impact of the new Portuguese anti-smoking law of 2007 on the exposure to   tobacco smoke at home.</p>       <p><b>Study type:</b> Three observational and     cross-sectional studies</p>       <p><b>Setting:</b> Elementary schools in Braga,     Portugal</p>       <p><b>Population:</b> 4th grade students in Braga</p>       <p><b>Methods:</b> Self-report questionnaires     were distributed in the classrooms. Chi-square tests were used to compare     categorical variables. Three observational studies were performed on similar     samples at three different times. The first was conducted on 793 students in     2007 before passage of the law. The second was conducted on 513 students in     2010 and the third on 509 students in 2011, after passage of the law. </p>       <p><b>Results:</b> The proportion of children     exposed to daily or occasional environmental tobacco smoke by at least one     person who smokes at home decreased from 43.2% in 2007 to 19.9% in 2011 (<i>p</i>&lt;0.001). </p>       <p><b>Conclusions:</b> Passage of the Portuguese     anti-smoking law may be associated with a reduction in tobacco use in the home.</p>       <p><b>Keywords:</b> Tobacco Smoke Pollution;     Smoking; Environmental Exposure; Prevention &amp; Control.</p>     <hr/>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>       <p><b>Introdu&#231;&#227;o</b></p>       <p>A exposi&#231;&#227;o     das crian&#231;as ao Fumo Ambiental de Tabaco (FAT) est&#225; associada a diversos     problemas de sa&#250;de, como tosse, pieira, dispneia, maior risco de infe&#231;&#245;es     agudas das vias a&#233;reas inferiores (bronquiolite e pneumonia), infe&#231;&#245;es     respirat&#243;rias de repeti&#231;&#227;o, bem como indu&#231;&#227;o e exacerba&#231;&#227;o de asma.<sup>1</sup></p>       <p>Al&#233;m das     graves consequ&#234;ncias em termos de sa&#250;de deste tipo de exposi&#231;&#227;o, existe uma     elevada preval&#234;ncia de crian&#231;as expostas ao FAT.<sup>2</sup> Segundo a OMS, em     2009 cerca de 40% das crian&#231;as existentes no mundo (700 milh&#245;es) estavam     expostas ao FAT nas suas casas.<sup>2</sup> Um estudo realizado em Portugal no     ano letivo de 2002-2003, numa amostra de 1.141 alunos de 12-15 anos de idade,     revelou que 38% dos alunos estavam expostos di&#225;ria ou ocasionalmente ao FAT     originado pelo fumo dos seus familiares mais pr&#243;ximos (pai, m&#227;e ou irm&#227;os).<sup>3-4</sup> No ano de 2007 constatou-se que, numa amostra de 795 alunos entre os 7 e os 13     anos de idade, 42,2% dos alunos estavam expostos ao FAT, di&#225;ria ou     ocasionalmente, pelo facto de pelo menos um dos conviventes fumar dentro de     casa.<sup>5</sup></p>       <p>A 1 de     janeiro de 2008 entrou em vigor, em Portugal, a lei de controlo do tabagismo n.<sup>o</sup> 37/2007, de 14 de agosto, que regulamenta aspetos t&#227;o diferentes como a     sensibiliza&#231;&#227;o e educa&#231;&#227;o para a sa&#250;de, a proibi&#231;&#227;o da publicidade a produtos     de tabaco, a proibi&#231;&#227;o da venda de tabaco a menores e a proibi&#231;&#227;o de fumar em     v&#225;rios locais p&#250;blicos.<sup>6</sup> Esta lei tem como principal finalidade a     preven&#231;&#227;o do tabagismo e a prote&#231;&#227;o da exposi&#231;&#227;o involunt&#225;ria ao fumo de     tabaco. Neste sentido, a lei contempla a proibi&#231;&#227;o do consumo de tabaco nos     locais de trabalho e recintos p&#250;blicos fechados. No entanto, trata-se de uma     lei de proibi&#231;&#227;o parcial, uma vez que admite exce&#231;&#245;es, como a permiss&#227;o de     fumar em alguns locais de restaura&#231;&#227;o e similares. No que se refere ao setor da     restaura&#231;&#227;o, a legisla&#231;&#227;o portuguesa estabelece, no seu artigo 4.<sup>o</sup>,     a proibi&#231;&#227;o de fumar nos estabelecimentos de restaura&#231;&#227;o ou de bebidas,     incluindo os que possuam salas ou espa&#231;os destinados a dan&#231;a. No entanto,     refere que &#8220;pode ser permitido fumar em &#225;reas expressamente previstas para o     efeito desde que obede&#231;am aos requisitos seguintes: <i>a)</i> Estejam devidamente sinalizadas, com afixa&#231;&#227;o de d&#237;sticos em     locais vis&#237;veis; <i>b)</i> Sejam separadas     fisicamente das restantes instala&#231;&#245;es ou disponham de dispositivo de     ventila&#231;&#227;o, ou qualquer outro, desde que aut&#243;nomo, que evite que o fumo se     espalhe &#224;s &#225;reas cont&#237;guas; <i>c)</i> Seja garantida     a ventila&#231;&#227;o direta para o exterior atrav&#233;s de sistema de extra&#231;&#227;o de ar que     proteja dos efeitos do fumo os trabalhadores e os clientes n&#227;o fumadores&#8221;.<sup>6</sup></p>       <p>Perante a     proibi&#231;&#227;o do fumo do tabaco na maioria dos espa&#231;os p&#250;blicos torna-se pertinente     verificar se este impedimento se associa a uma altera&#231;&#227;o do comportamento de     fumar em locais privados, nomeadamente nos domic&#237;lios. Os partid&#225;rios da lei     invocam que esta pode ter um efeito positivo na cessa&#231;&#227;o do consumo de tabaco     dos adultos. Admite-se tamb&#233;m que a sua aplica&#231;&#227;o podia servir para     sensibilizar os pais para n&#227;o fumarem em casa. Os oponentes da legisla&#231;&#227;o     antifumo argumentam que uma consequ&#234;ncia imediata da proibi&#231;&#227;o de fumar nos     locais de trabalho e na maioria dos locais p&#250;blicos seria o aumento da     preval&#234;ncia do consumo de tabaco em casa.<sup>7</sup> No entanto, um estudo     realizado na Esc&#243;cia evidenciou a inexist&#234;ncia de associa&#231;&#227;o entre a proibi&#231;&#227;o     de fumar em locais p&#250;blicos e o fumo ambiental de tabaco no domic&#237;lio.<sup>8-9</sup></p>       <p>Em Portugal     n&#227;o existem estudos publicados sobre a exist&#234;ncia de uma poss&#237;vel associa&#231;&#227;o     entre a entrada em vigor da lei n.<sup>o</sup> 37/2007, de 14 de agosto, e o     comportamento dos fumadores nos seus domic&#237;lios.</p>       <p>Por esse     motivo, realizou-se este estudo que tem como objetivos: a) determinar o consumo     de tabaco dos pais de alunos do 4.<sup>o</sup> ano de escolaridade, antes e     ap&#243;s a lei antitab&#225;gica; b) determinar a preval&#234;ncia de crian&#231;as do 4.<sup>o</sup> ano de escolaridade expostas ao fumo ambiental de tabaco nos domic&#237;lios, antes     e ap&#243;s a lei antitab&#225;gica.</p>       <p><b>Metodologia</b></p>       <p><b>Tipo de estudo</b></p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Efetuaram-se     tr&#234;s estudos observacionais, transversais e anal&#237;ticos em tr&#234;s momentos     diferentes, utilizando a mesma metodologia: o primeiro no ano de 2007 (antes da     entrada em vigor da lei),<sup>10</sup> o segundo e terceiro, respetivamente, em     2010 e 2011 (ap&#243;s a entrada em vigor da lei).<sup>11</sup></p>       <p><b>Amostra</b></p>       <p><b>Estudo antes da aplica&#231;&#227;o da lei (2007)</b></p>       <p>A amostra     deste estudo abrangeu 795 alunos do 4.<sup>o</sup> ano de escolaridade (de uma     popula&#231;&#227;o de cerca de 2.000 alunos), pertencentes a 32 escolas do 1.<sup>o</sup> ciclo do ensino b&#225;sico (de um total de 65 escolas) integradas em 5 agrupamentos     de escolas do concelho de Braga, no ano letivo de 2007/2008.<sup>5,10</sup> As     32 escolas que integraram o estudo foram selecionadas aleatoriamente de uma     lista fornecida pelo Gabinete de Estat&#237;stica e Planeamento da Educa&#231;&#227;o do     Minist&#233;rio da Educa&#231;&#227;o. Os alunos que preencheram o question&#225;rio foram todos os     que trouxeram autoriza&#231;&#227;o dos pais para o efeito, o que, no caso, correspondeu     a 100% dos alunos da turma.</p>       <p><b>Estudo ap&#243;s a aplica&#231;&#227;o da lei (2010)</b></p>       <p>Neste estudo     participaram 513 alunos do 4.<sup>o</sup> ano de escolaridade (de uma popula&#231;&#227;o     de cerca de 2.112 alunos), pertencentes a 20 escolas do 1.<sup>o</sup> ciclo do     ensino b&#225;sico integradas em 10 agrupamentos de escolas do concelho de Braga, no     ano letivo de 2010/2011.<sup>11</sup> As escolas que integraram o estudo foram     selecionadas aleatoriamente, informaticamente, a partir de uma lista fornecida     pelo Gabinete de Estat&#237;stica e Planeamento da Educa&#231;&#227;o do Minist&#233;rio da     Educa&#231;&#227;o. Participaram todas as que aceitaram participar no estudo. Uma taxa de     resposta superior a 75% foi registada.</p>       <p><b>Estudo ap&#243;s a aplica&#231;&#227;o da lei (2011)</b></p>       <p>Participaram     509 alunos do 4.<sup>o</sup> ano de escolaridade (de uma popula&#231;&#227;o de     aproximadamente 2.100 alunos), pertencentes a 20 escolas do 1.<sup>o</sup> ciclo do ensino b&#225;sico integradas em 8 agrupamentos de escolas do concelho de     Braga, no ano letivo de 2011/2012. As escolas que integraram o estudo foram     selecionadas aleatoriamente, participando apenas as que demonstraram interesse.     Uma taxa de resposta superior a 75% foi registada.</p>       <p><b>Recolha de dados</b></p>       <p><b>Estudo efetuado antes de aplica&#231;&#227;o da lei     (2007)</b></p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Ap&#243;s     autoriza&#231;&#227;o da Dire&#231;&#227;o Regional da Educa&#231;&#227;o do Norte - delega&#231;&#227;o de     Braga, os alunos participantes preencheram o question&#225;rio de autorrelato em     contexto de sala de aula. </p>       <p><b>Estudos efetuados ap&#243;s a aplica&#231;&#227;o da lei     (2010 e 2011)</b></p>       <p>Mediante a     autoriza&#231;&#227;o da Dire&#231;&#227;o-Geral de Inova&#231;&#227;o e de Desenvolvimento Curricular     (DGIDC) para a aplica&#231;&#227;o do question&#225;rio e posterior autoriza&#231;&#227;o dos Diretores     dos Agrupamentos selecionados, foram contactados os professores coordenadores     dos estabelecimentos de ensino e fornecidas indica&#231;&#245;es sobre o processo de     aplica&#231;&#227;o do question&#225;rio. Os alunos que tinham autoriza&#231;&#227;o dos encarregados de     educa&#231;&#227;o preencheram o question&#225;rio de autorrelato em contexto de sala de aula. </p>       <p><b>Instrumento</b></p>       <p>No estudo     efetuado antes da aplica&#231;&#227;o da lei (2007) foi utilizado o question&#225;rio     constru&#237;do por Precioso, Calheiros e Macedo;<sup>3-4</sup> nos estudos     realizados ap&#243;s a aplica&#231;&#227;o da lei (2010 e 2011) foi aplicado um question&#225;rio     constru&#237;do e validado para a avalia&#231;&#227;o da exposi&#231;&#227;o ao fumo ambiental de tabaco     em crian&#231;as desta faixa et&#225;ria por Precioso e colaboradores.<sup>10-11</sup></p>       <p>Todos os     question&#225;rios eram multi-itens e constitu&#237;dos maioritariamente por quest&#245;es de     resposta fechada. As vari&#225;veis de interesse foram avaliadas da mesma forma nos     tr&#234;s estudos:</p>       <p><b>- Dados demogr&#225;ficos:</b></p>       <p>&#8226; Idade:     Vari&#225;vel quantitativa, definida em anos.</p>       <p>&#8226; Sexo:     Vari&#225;vel qualitativa nominal (masculino ou feminino).</p>       <p><b>- Consumo de tabaco pelos pais:</b></p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&#8226; Vari&#225;vel     qualitativa nominal obtida atrav&#233;s da resposta &#224; quest&#227;o &#8220;Alguma das seguintes     pessoas fuma?&#8221; (relativa ao pai, m&#227;e, irm&#227;/o, outra pessoa), podendo obter-se     as seguintes categorias de resposta: &#8220;n&#227;o&#8221; (n&#227;o fumadores); &#8220;sim&#8221; (fumadores),     &#8220;n&#227;o sei&#8221; e &#8220;n&#227;o tenho&#8221; (para efeitos de an&#225;lise exclu&#237;ram-se estas duas     &#250;ltimas categorias).</p>       <p><b>- Exposi&#231;&#227;o das crian&#231;as ao FAT no     domic&#237;lio:</b></p>       <p>&#8226; Consumo de     tabaco na casa onde as crian&#231;as habitam com a m&#227;e, pai, irm&#227;os ou outros     conviventes e obtido pela resposta &#224; quest&#227;o &#8220;Alguma das seguintes pessoas fuma     dentro da casa onde vives?&#8221; Vari&#225;vel qualitativa nominal, podendo ter uma das     seguintes categorias: &#8220;n&#227;o&#8221; (n&#227;o exposto ao FAT); &#8220;por vezes&#8221; (exposto     ocasionalmente ao FAT); &#8220;todos os dias&#8221; (exposto diariamente ao FAT) e &#8220;n&#227;o     tenho&#8221; (casos exclu&#237;dos da an&#225;lise).</p>       <p><b>An&#225;lise de dados e tratamento estat&#237;stico</b></p>       <p>Os dados     recolhidos foram introduzidos e tratados atrav&#233;s do programa de an&#225;lise     estat&#237;stica <i>Statistical Package of Social     Sciences</i> (vers&#227;o 15.0 para Windows no estudo efetuado antes da entrada da lei     e vers&#227;o 18.0 para Windows nos estudos realizados ap&#243;s a entrada da lei). Foram     utilizadas frequ&#234;ncias, tabelas de conting&#234;ncia e testes de qui-quadrado para     comparar a preval&#234;ncia da exposi&#231;&#227;o ao FAT, bem como a preval&#234;ncia do consumo     de tabaco entre as tr&#234;s amostras. Considerou-se uma probabilidade de erro tipo     I (a) de 0,05 em todas as an&#225;lises inferenciais, pelo que se considerou existir     signific&#226;ncia estat&#237;stica para valores de <i>p</i>&lt;0,05.</p>       <p><b>Considera&#231;&#245;es &#233;ticas</b></p>       <p>Foi obtida     uma autoriza&#231;&#227;o escrita para participa&#231;&#227;o no estudo, assinada pelos     encarregados de educa&#231;&#227;o de todos os alunos menores de 18 anos. Os estudos     realizados em 2010 e 2011 foram aprovados pela Dire&#231;&#227;o-Geral para a Inova&#231;&#227;o e     Desenvolvimento Curricular (DGIDC), exig&#234;ncia em vigor em Portugal. Os     question&#225;rios foram preenchidos anonimamente.</p>       <p><b>Resultados </b></p>       <p><b>Carateriza&#231;&#227;o demogr&#225;fica da amostra</b></p>       <p>Em 2007     (antes da aplica&#231;&#227;o da lei) 51,4% dos 795 alunos que preencheram o question&#225;rio     eram do sexo masculino e 48,6% eram do sexo feminino (<a href="#q1">Quadro I</a>). A m&#233;dia de     idades foi de 9,1 anos (Desvio Padr&#227;o (DP)) = 0,7 anos, m&#237;nimo = 7 e m&#225;ximo =     13). Em 2010 (p&#243;s-entrada em vigor da lei), dos 513 alunos participantes 50,3%     eram do sexo masculino e 49,7% eram do sexo feminino, sendo a m&#233;dia de idades     de 9,2 anos (DP = 0,5 anos, m&#237;nimo = 8 e m&#225;ximo = 11). No estudo realizado em     2011 (p&#243;s-entrada em vigor da lei) 50,6% dos 509 participantes eram do sexo     masculino e 49,4% do sexo feminino. A m&#233;dia de idades foi de 9,0 anos (DP = 0,4     anos, m&#237;nimo = 8 e m&#225;ximo = 11). N&#227;o existem diferen&#231;as significativas nas     caracter&#237;sticas demogr&#225;ficas das tr&#234;s amostras.</p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>    <p align="center"><a name="q1"></a><img src="/img/revistas/rpmgf/v30n4/30n4a05q1.jpg"/></p>    
<p>&nbsp;</p>       <p><b>Consumo de tabaco na amostra total</b></p>       <p>Antes da     entrada em vigor da lei de controlo do tabagismo (2007), 15,5% dos alunos     percecionavam que a m&#227;e fumava, 37,0% que o pai era fumador e 8,1% que ambos os     pais eram fumadores (<a href="#q2">Quadro II</a>). Depois da entrada em vigor da lei de controlo     do tabagismo constata-se que, em 2010, 17,6% dos alunos da amostra     percecionavam que a m&#227;e fumava, 38,3% que o pai era fumador e 11,3% que ambos     os pais eram fumadores. Em 2011 16,5% dos alunos percecionavam que a m&#227;e     fumava, 36,5% que o pai era fumador e 10,6% percecionavam que ambos os pais     fumavam. Embora tenha ocorrido um ligeiro aumento na preval&#234;ncia de pais e de     m&#227;es fumadores/as, declarada pelos participantes, de 2007 para 2010 e uma     ligeira diminui&#231;&#227;o na preval&#234;ncia de pais e de m&#227;es fumadores/as, declarada     pelos participantes, de 2010 para 2011, n&#227;o existem diferen&#231;as estatisticamente     significativas entre os tr&#234;s momentos relativamente &#224; preval&#234;ncia de m&#227;es     (p=0,611) e pais fumadores (p=0,843).</p>       <p>&nbsp;</p>    <p align="center"><a name="q2"></a><img src="/img/revistas/rpmgf/v30n4/30n4a05q2.jpg"/></p>    
<p>&nbsp;</p>       <p><b>Consumo de tabaco no domic&#237;lio, na amostra     total</b></p>       <p>Observando o     <a href="#q3">quadro III</a> ou a <a href="#f1">figura 1</a> verificamos que, antes da entrada em vigor da nova lei     (2007), 43,2% dos participantes estavam expostos ao FAT no domic&#237;lio, di&#225;ria     (14,6%) ou ocasionalmente (28,6) devido ao consumo de tabaco em casa de pelo     menos um dos elementos do agregado familiar. Ap&#243;s a entrada em vigor da lei, em     2010, a percentagem de crian&#231;as expostas ao consumo de tabaco em casa por pelo     menos um dos elementos do agregado familiar baixou para os 27,2% (12,3%     expostos diariamente e 14,9% ocasionalmente) e, em 2011, diminuiu para 19,9%     (5,6% expostos diariamente e 14,3% expostos ocasionalmente). As diferen&#231;as     entre a preval&#234;ncia de crian&#231;as expostas di&#225;ria ou ocasionalmente ao FAT em     2007, 2010 e 2011, pelo facto de pelo menos um dos conviventes fumar em casa,     s&#227;o estatisticamente significativas (<i>p</i>&lt;0,001),     sendo que na exposi&#231;&#227;o ocasional a diminui&#231;&#227;o foi maior do ano 2007 para o ano     2010 e na exposi&#231;&#227;o di&#225;ria a diminui&#231;&#227;o foi mais acentuada do ano 2010 para o     ano 2011.</p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>    <p align="center"><a name="q3"></a><img src="/img/revistas/rpmgf/v30n4/30n4a05q3.jpg"/></p>    
<p>&nbsp;</p>       <p>&nbsp;</p>    <p align="center"><a name="f1"></a><img src="/img/revistas/rpmgf/v30n4/30n4a05f1.jpg"/></p>    
<p>&nbsp;</p>       <p>&nbsp;</p>    <p align="center"><a name="f2"></a><img src="/img/revistas/rpmgf/v30n4/30n4a05f2.jpg"/></p>    
<p>&nbsp;</p>       <p>Analisando o     consumo de tabaco no domic&#237;lio dos pais e das m&#227;es, relativamente &#224; amostra     total, verificamos que, antes da entrada em vigor da nova lei, 5,1% dos alunos     declarou que a m&#227;e fumava diariamente em casa e 5,8% referiu que o fazia     ocasionalmente, ou seja, 10,9% dos alunos percecionava que a m&#227;e fumava, di&#225;ria     ou ocasionalmente, no domic&#237;lio. Ap&#243;s a entrada em vigor da nova lei     verificou-se que a percentagem de alunos que declarava que a m&#227;e fuma     diariamente em casa baixou para 3,7% em 2010 e voltou a diminuir para 2,0% em     2011. A percentagem de m&#227;es que fumavam ocasionalmente aumentou para 6,6% em     2010 e diminuiu para 5,8% em 2011. Estas diferen&#231;as n&#227;o s&#227;o estatisticamente     significativas (<i>p</i>=0,068).     Relativamente aos pais, em 2007, 9,2% dos participantes referiu que o pai     fumava diariamente em casa e 16,4% ocasionalmente. No estudo efetuado em 2010,     8,6% dos alunos afirmaram que os pais fumavam diariamente no domic&#237;lio e 10,5%     ocasionalmente. Verific&#225;mos que a diminui&#231;&#227;o do consumo de tabaco no domic&#237;lio,     pelo pai, de 2007 para 2010, foi mais acentuada em rela&#231;&#227;o ao consumo     ocasional. Em 2011 verificamos uma diminui&#231;&#227;o no consumo di&#225;rio de tabaco, por     parte do pai (4,5%) e uma estabiliza&#231;&#227;o no consumo ocasional (10,1%),     considerando os dados de 2010. Estas diferen&#231;as s&#227;o estatisticamente     significativas (<i>p</i>&lt;0,001). </p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Consumo de tabaco no domic&#237;lio entre pais     fumadores</b></p>       <p>Analisando     apenas os dados dos participantes cujos pais e m&#227;es s&#227;o fumadores (<a href="#q4">quadro IV</a>),     constata-se que, antes da entrada em vigor da nova lei, 67,0% dos filhos de     m&#227;es fumadoras declararam que a m&#227;e fumava em casa (32,2% diariamente e 34,8%     ocasionalmente). Em 2010, 63,3% dos filhos de m&#227;es fumadoras percecionavam que     a m&#227;e fumava dentro de casa (22,8% diariamente e 40,5% ocasionalmente) e, em     2011, 47,7% dos filhos de m&#227;es fumadoras percecionavam que a m&#227;e fumava dentro     de casa (12,5% diariamente e 35,2% ocasionalmente). Verific&#225;mos uma diminui&#231;&#227;o     do consumo di&#225;rio de tabaco no domic&#237;lio, pela m&#227;e, de 2007 para 2010, assim     como de 2010 para 2011 (<i>p</i>=,087). </p>       <p>&nbsp;</p>    <p align="center"><a name="q4"></a><img src="/img/revistas/rpmgf/v30n4/30n4a05q4.jpg"/></p>    
<p>&nbsp;</p>       <p>Relativamente     aos pais, antes da entrada em vigor da nova lei, 68,7% dos alunos filhos de     pais fumadores percecionava que o pai fumava em casa (25,0% diariamente e 43,7%     ocasionalmente). Em 2010, 52,9% dos alunos filhos de pais fumadores     percecionava que o pai fumava em casa (23,8% diariamente e 29,1%     ocasionalmente) e, em 2011, 40,8% dos alunos filhos de pais fumadores     percecionava que o pai era fumador no domic&#237;lio (12,5% diariamente e 28,3%     ocasionalmente). Relativamente ao pai verific&#225;mos diminui&#231;&#227;o do consumo     ocasional de tabaco no domic&#237;lio, de 2007 para 2010, e do consumo di&#225;rio de     tabaco no domic&#237;lio de 2010 para 2011. Estas diferen&#231;as s&#227;o estatisticamente     significativas (<i>p</i>&lt;0,001).</p>       <p><b>Discuss&#227;o</b></p>       <p>O presente     estudo pretendeu descrever dados sobre a preval&#234;ncia da exposi&#231;&#227;o ao fumo     ambiental do tabaco em casa de alunos de escolas de Braga, bem como a     preval&#234;ncia do consumo de tabaco entre os pais destas crian&#231;as antes e ap&#243;s a     aplica&#231;&#227;o da lei de controlo da exposi&#231;&#227;o involunt&#225;ria ao fumo passivo.     Considerando os dados deste estudo podemos inferir que a entrada em vigor da     lei portuguesa de controlo do tabagismo n&#227;o parece ter promovido a cessa&#231;&#227;o do     tabagismo ativo nos adultos, o que foi tamb&#233;m relatado noutros estudos,<sup>12</sup> mas poder&#225; ter contribu&#237;do para que os pais fumassem menos em casa. A     implementa&#231;&#227;o desta lei poder&#225; estar associada a uma diminui&#231;&#227;o do consumo de     tabaco no domic&#237;lio por parte dos conviventes mais pr&#243;ximos das crian&#231;as (pai,     m&#227;e, irm&#227;o ou outro). Verificamos que, de 2007 (antes da entrada em vigor da     lei) para 2010 (ap&#243;s entrada em vigor da lei), a preval&#234;ncia de crian&#231;as     expostas ao FAT, pelo facto de um dos conviventes fumar, diminuiu 16% e, entre     2010 e 2011, essa diminui&#231;&#227;o foi de 7,3%.</p>       <p>Considerando     apenas os participantes filhos de fumadores observamos uma altera&#231;&#227;o     estatisticamente significativa do comportamento de fumar, quer por parte das     m&#227;es quer por parte dos pais. Verificou-se uma diminui&#231;&#227;o marginalmente     significativa do consumo di&#225;rio de tabaco em casa, pela m&#227;e, de 2007 para 2010     e de 2010 para 2011. Observou-se tamb&#233;m uma redu&#231;&#227;o significativa do consumo     ocasional de tabaco em casa, pelo pai, de 2007 para 2010 e do consumo di&#225;rio,     de 2010 para 2011. Estes factos parecem sugerir uma maior preocupa&#231;&#227;o, por     parte dos pais, em evitar fumar dentro de casa.</p>       <p>Este estudo     parece, assim, mostrar uma diminui&#231;&#227;o do consumo de tabaco em casa, no concelho     de Braga, tal como acontece no pa&#237;s e na Europa, de acordo com os dados     reportados pelo Eurobar&#243;metro.<sup>13-14</sup> Segundo os mesmos, em 2006, 78%     dos europeus permitia que se fumasse em casa (somente em alguns compartimentos     da casa e/ou em qualquer lugar), tendo esse valor descido para 39% em 2009; em     Portugal, 71% dos portugueses participantes no estudo afirmava que era     permitido fumar em casa (somente em alguns compartimentos da casa e/ou em     qualquer lugar), tendo esse valor descido para os 34% em 2009. Tamb&#233;m um estudo     realizado na Esc&#243;cia<sup>11</sup> constatou que a lei escocesa estava associada     a uma redu&#231;&#227;o da exposi&#231;&#227;o de crian&#231;as ao FAT no domic&#237;lio, especialmente em     casas onde j&#225; existia uma exposi&#231;&#227;o reduzida.<sup>12</sup> Parece, assim, que     tem havido uma tend&#234;ncia de descida do consumo de tabaco em casa, em geral, e     que, em Portugal, se fuma menos em casa do que na m&#233;dia dos pa&#237;ses europeus,     provavelmente devido &#224; menor preval&#234;ncia de fumadores registada e, quem sabe?,     devido ao impacto da lei de controlo do tabagismo na maior consciencializa&#231;&#227;o     dos malef&#237;cios da exposi&#231;&#227;o ao FAT.<sup>13-14</sup></p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p>No entanto,     algumas limita&#231;&#245;es neste estudo impedem a generaliza&#231;&#227;o dos resultados a todo o     pa&#237;s. Em primeiro lugar, o facto de n&#227;o se tratar de um verdadeiro estudo     longitudinal, com amostras emparelhadas, mas de estudos independentes que     avaliaram as mesmas vari&#225;veis, coloca-o mais pr&#243;ximo de um estudo ecol&#243;gico,     n&#227;o permitindo concluir sobre a rela&#231;&#227;o causal entre a aplica&#231;&#227;o da lei e a     exposi&#231;&#227;o ao fumo passivo nos domic&#237;lios. Contudo, este tipo de estudos s&#227;o os     mais vi&#225;veis para avaliar este tipo de exposi&#231;&#227;o (efeito de programas     interventivos na comunidade, implementa&#231;&#227;o de legisla&#231;&#227;o, entre outros), uma     vez que &#233; dif&#237;cil obter dados individuais de toda a popula&#231;&#227;o, sendo muito     comum usar como unidade de avalia&#231;&#227;o um grupo de indiv&#237;duos.<sup>15</sup> Al&#233;m     disso, o facto de as vari&#225;veis em estudo terem sido avaliadas da mesma forma     diminui alguns dos vieses nos resultados e possibilita a compara&#231;&#227;o dos mesmos.</p>       <p>Em segundo     lugar, o facto de esta amostra ser constitu&#237;da por crian&#231;as permite-nos obter     dados sobre a exposi&#231;&#227;o involunt&#225;ria nesta faixa et&#225;ria, que era o nosso foco,     mas n&#227;o permite uma generaliza&#231;&#227;o dos dados para a restante popula&#231;&#227;o.</p>       <p>Por &#250;ltimo,     a dificuldade inerente a este tipo de estudos em controlar as vari&#225;veis de     confundimento como, por exemplo, o aumento do pre&#231;o do tabaco e as dificuldades     econ&#243;micas crescentes, entre outras, que poder&#227;o ter levado, por si s&#243;, a um     menor consumo desta subst&#226;ncia. </p>     <p>Contudo, n&#227;o     obstante as limita&#231;&#245;es, este estudo permite obter um padr&#227;o acerca de como a     exposi&#231;&#227;o ao FAT evoluiu entre 2007 e 2011 entre os alunos do 4.<sup>o</sup> ano de escolaridade em escolas do concelho de Braga. Podemos inferir que a     entrada em vigor da lei portuguesa de controlo do tabagismo poder&#225; ter     aumentado o conhecimento sobre os riscos da exposi&#231;&#227;o ao fumo passivo e, eventualmente,     a diminui&#231;&#227;o do consumo de tabaco, pelos pais, em casa. Os dados sugerem a     confirma&#231;&#227;o da hip&#243;tese de que, no concelho de Braga, tal como em outros     estudos, a lei n&#227;o teve impacto na preval&#234;ncia de fumadores.<sup>16</sup></p>       <p>A exist&#234;ncia     de uma lei de controlo da exposi&#231;&#227;o ao fumo passivo, em locais p&#250;blicos, n&#227;o     garante a n&#227;o exposi&#231;&#227;o involunt&#225;ria em locais privados. &#201; assim indispens&#225;vel,     a n&#237;vel da preven&#231;&#227;o prim&#225;ria, continuar o trabalho de consciencializa&#231;&#227;o para     os efeitos nocivos do fumo passivo para a sa&#250;de, em especial das crian&#231;as.     Estudos futuros, a n&#237;vel nacional, s&#227;o necess&#225;rios para continuar a avalia&#231;&#227;o     da implementa&#231;&#227;o da lei de controlo da exposi&#231;&#227;o ao fumo passivo em locais     privados, como o autom&#243;vel, e usando biomarcadores, se poss&#237;vel, para medi&#231;&#227;o     da cotinina ou nicotina no indiv&#237;duo exposto.</p>     <p>&nbsp;</p>       <p><b>REFER&#202;NCIAS     BIBLIOGR&#193;FICAS</b></p>       <!-- ref --><p>1. U.S.     Department of Health and Human Services. 2006 Surgeon general&#8217;s report: the     health consequences of involuntary exposure to tobacco smoke. Atlanta: Centers     for Disease Control and Prevention; 2007 (cited 2007 Jul 12). Available from:     <a href="http://www.cdc.gov/tobacco/data_statistics/sgr/sgr_2006/index.htm" target="_blank">http://www.cdc.gov/tobacco/data_statistics/sgr/sgr_2006/index.htm</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000110&pid=S2182-5173201400040000500001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>2. World     Health Organization. WHO report on the global tobacco epidemic, 2009:     implementing smoke-free environments. Geneva: WHO; 2009.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000111&pid=S2182-5173201400040000500002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> ISBN 9789241563918</p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>3. Precioso     J, Calheiros J, Macedo M. Exposici&#243;n de ni&#241;os a la contaminaci&#243;n ambiental por     humo del tabaco en el domicilio: un estudio transversal en Portugal. Prev     Tabaquismo. 2005;7(3):85-90.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000113&pid=S2182-5173201400040000500003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> Spanish</p>       <!-- ref --><p>4. Precioso     J, Calheiros J, Macedo M. Exposure of Portuguese school aged children to     environmental tobacco smoke. Epidemiology. 2006;17(6 Suppl):S265-6.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000115&pid=S2182-5173201400040000500004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>       <!-- ref --><p>5. Precioso     J, Samorinha C, Calheiros J, Macedo M, Antunes H, Campos H. Exposi&#231;&#227;o das     crian&#231;as ao fumo ambiental do tabaco (FAT): avalia&#231;&#227;o de uma interven&#231;&#227;o     preventiva (Second hand smoke (SHS) exposure in children: an evaluation of a     preventative measure). Rev Port Pneumol. 2010;16(1):57-72.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000117&pid=S2182-5173201400040000500005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> Portuguese</p>       <p>6. Lei n&#186;     37/2007, de 14 de agosto. Di&#225;rio da Rep&#250;blica. 1&#170; s&#233;rie(156). </p>       <!-- ref --><p>7. Harrison     R, Duffy S. The unwelcome guest: how Scotland invited the tobacco industry to     smoke outside. Edinburgh: ASH Scotland; 2005 (cited 2011 Feb 15). Available     from: <a href="http://www.ashscotland.org.uk/media/2747/The%20Unwelcome%20Guest.pdf" target="_blank">http://www.ashscotland.org.uk/media/2747/The%20Unwelcome%20Guest.pdf</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000120&pid=S2182-5173201400040000500006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>8. Callinan     JE, Clarke A, Doherty K, Kelleher C. Legislative smoking bans for reducing     secondhand smoke exposure, smoking prevalence and tobacco consumption. Cochrane     Database Syst Rev. 2010 Apr 14;(4):CD005992. doi:     10.1002/14651858.CD005992.pub2.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000121&pid=S2182-5173201400040000500007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref -->&nbsp; </p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>9. Royal     College of Physicians. Passive smoking and children: a report by the Tobacco     Advisory Group. London: RCP; 2010.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000123&pid=S2182-5173201400040000500008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref -->&nbsp; </p>       <!-- ref --><p>10. Precioso     J, Samorinha C, Ara&#250;jo C, Macedo M, Antunes H. Exposici&#243;n de ni&#241;os al humo     ambiental del tabaco (FAT): un estudio efectuado con alumnos de 4&#186; curso de     escolaridad de Braga. Prev Tabaquismo. 2011;13(3):112-6.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000125&pid=S2182-5173201400040000500009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref -->&nbsp;Spanish</p>       <!-- ref --><p>11. Precioso     J, Ara&#250;jo AC, Samorinha C, Machado J, Beco&#241;a E, Ravara SB, et al. Exposi&#231;&#227;o das     crian&#231;as ao fumo ambiental do tabaco em casa e no     carro.&nbsp;Millenium.&nbsp;2012;42:7-25.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000127&pid=S2182-5173201400040000500010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> Portuguese</p>       <!-- ref --><p>12. Akhtar     PC, Currie DB, Currie CE, Haw SJ. Changes in child exposure to environmental     tobacco smoke (CHETS) study after implementation of smoke-free legislation in     Scotland: national cross sectional survey. BMJ. 2007;335(7619):545.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000129&pid=S2182-5173201400040000500011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>13. European     Commission. Annual report 2007 on the European community&#8217;s development policy     and the implementation of external assistance in 2006. Luxembourg: Publications     Office of the European Union; 2007.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000131&pid=S2182-5173201400040000500012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> ISBN 9789279063329</p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>14. European     Commission. Annual report 2010 on the European community&#8217;s development policy     and the implementation of external assistance in 2009. Luxembourg: Publications     Office of the European Union; 2010.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000133&pid=S2182-5173201400040000500013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> ISBN 9789279163081</p>       <!-- ref --><p>15. Rothman     KJ, Greenland S, Lash TL. Modern epidemiology. 3rd ed. Philadelphia: Lippincott     Williams &amp; Wilkins; 2008.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000135&pid=S2182-5173201400040000500014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> ISBN 9781451190052</p>     <!-- ref --><p>16. Grupo de     Trabajo sobre Tabaquismo de la Sociedad Espa&#241;ola de Epidemiolog&#237;a. Evaluaci&#243;n     del impacto de la Ley de medidas sanit&#225;rias frente al tabaquismo. Barcelona:     Ministerio de Sanidad y Politica Social; 2009 (cited 2012 Jan 18). ISBN     9788493733933. Available from: <a href="http://www.seepidemiologia.es/monografia.pdf" target="_blank">http://www.seepidemiologia.es/monografia.pdf</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000137&pid=S2182-5173201400040000500015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>&nbsp;</p>     <p><a href="#topc0">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a> | <a href="#topc0">Direcci&oacute;n para correspondencia</a> | <a href="#topc0">Correspondence</a><a name="c0"></a></p>        <p>Jos&#233;     Precioso</p>       <p>Instituto de     Educa&#231;&#227;o</p>       <p>Universidade     do Minho</p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Campus de     Gualtar</p>     <p>4710-057     Braga, Portugal</p>       <p>E-mail: <a href="mailto:precioso@ie.uminho.pt">precioso@ie.uminho.pt</a></p>       <p>&nbsp;</p>       <p><b>Conflitos   de interesse</b></p>       <p>As autores     declaram n&#227;o ter conflito de interesses.</p>     <p><b>Fontes     de financiamento:</b></p>       <p>Esta     investiga&#231;&#227;o foi financiada por Fundos FEDER atrav&#233;s do Programa Operacional     Factores de Competitividade - COMPETE e por Fundos Nacionais atrav&#233;s da     FCT - Funda&#231;&#227;o para a Ci&#234;ncia e a Tecnologia no &#226;mbito do projeto     FCOMP-01-0124-FEDER-009117.</p>     <p>&nbsp;</p>       <p><b>Recebido em 26-12-2013</b></p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Aceite para publica&#231;&#227;o em 27-07-2014</b></p>      ]]></body><back>
<ref-list>
<ref id="B1">
<label>1</label><nlm-citation citation-type="book">
<collab>U.S. Department of Health and Human Services</collab>
<source><![CDATA[2006 Surgeon general s report: the health consequences of involuntary exposure to tobacco smoke]]></source>
<year>2007</year>
<publisher-loc><![CDATA[Atlanta ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Centers for Disease Control and Prevention]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B2">
<label>2</label><nlm-citation citation-type="book">
<collab>World Health Organization</collab>
<source><![CDATA[WHO report on the global tobacco epidemic, 2009: implementing smoke-free environments]]></source>
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