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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Rastreio de dislipidemias em crianças e adolescentes: a evidência que sustenta as recomendações]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Screening for dyslipidemias in children and adolescents: the evidence supporting the recommendations]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Recently, several medical societies have published clinical guidelines on screening for dyslipidemias in children and adolescents, including the Portuguese Directorate General of Health in June 2013. These recommendations have emerged in response to the increasing prevalence of overweight and obesity in childhood. Furthermore, studies have shown that the atherosclerotic process can begin in childhood and that children with dyslipidemias tend to maintain lipid profile disorders in adulthood. However, it is uncertain whether screening for dyslipidemias decreases cardiovascular risk, morbidity, and mortality. This article reviews the different screening strategies proposed by the main medical societies, and analyzes the evidence supporting these recommendations. Clinical guidelines on screening for dyslipidemias are not based on studies showing benefit in the reduction of cardiovascular risk, morbidity or mortality. The need to perform this screening should be considered for the individual patient.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><b>OPINI&#195;O E DEBATE</b></p>       <p><font size="4"><b>Rastreio de dislipidemias em crian&#231;as e     adolescentes - a evid&#234;ncia que sustenta as recomenda&#231;&#245;es</b></font></p>       <p><font size="3"><b>Screening     for dyslipidemias in children and adolescents -the evidence supporting   the recommendations</b></font></p>       <p><b>Marisa Loio*, Daniela de Andrade Maia*</b></p>       <p>*M&#233;dica     interna de Medicina Geral e Familiar, USF Santa Clara, ACES Grande Porto IV</p>         <p><a href="#c0">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a> | <a href="#c0">Direcci&oacute;n para correspondencia</a> | <a href="#c0">Correspondence</a><a name="topc0"></a></p> <hr/>     <p>&nbsp;</p>        <p><b>RESUMO</b></p>       <p>O rastreio     de dislipidemias em crian&#231;as e adolescentes tem sido recentemente tema de     orienta&#231;&#245;es cl&#237;nicas emitidas por diversas sociedades m&#233;dicas, incluindo a     Dire&#231;&#227;o-Geral da Sa&#250;de em junho de 2013.</p>       <p>Estas     recomenda&#231;&#245;es surgiram num contexto atual de aumento da preval&#234;ncia da     obesidade e excesso de peso em crian&#231;as. Al&#233;m disso, estudos demonstram que o     processo ateroscler&#243;tico pode ter in&#237;cio na inf&#226;ncia e que h&#225; uma tend&#234;ncia     para as crian&#231;as com dislipidemias manterem o perfil lip&#237;dico alterado em idade     adulta. Contudo, questiona-se se o rastreio de dislipidemias em crian&#231;as est&#225;     associado a diminui&#231;&#227;o do risco e da morbimortalidade cardiovasculares. </p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p>O presente     artigo visa rever as diferentes estrat&#233;gias de rastreio propostas pelas     principais sociedades m&#233;dicas e analisar a evid&#234;ncia que sustenta estas     recomenda&#231;&#245;es. </p>       <p>As normas de     orienta&#231;&#227;o que recomendam o rastreio de dislipidemias n&#227;o se baseiam em estudos     que comprovem o benef&#237;cio do mesmo na diminui&#231;&#227;o do risco e da morbimortalidade     cardiovasculares, pelo que a necessidade da realiza&#231;&#227;o do rastreio deve ser     ponderada individualmente.</p>       <p><b>Palavras-chave:</b> Dislipidemias;     Rastreio; Crian&#231;a; Adolescente.</p>     <hr/>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>ABSTRACT</b></p>       <p>Recently,     several medical societies have published clinical guidelines on screening for     dyslipidemias in children and adolescents, including the Portuguese Directorate     General of Health in June 2013. These recommendations have emerged in response     to the increasing prevalence of overweight and obesity in childhood.     Furthermore, studies have shown that the atherosclerotic process can begin in     childhood and that children with dyslipidemias tend to maintain lipid profile     disorders in adulthood. However, it is uncertain whether screening for   dyslipidemias decreases cardiovascular risk, morbidity, and mortality. </p>       <p>This article     reviews the different screening strategies proposed by the main medical     societies, and analyzes the evidence supporting these recommendations.</p>       <p>Clinical     guidelines on screening for dyslipidemias are not based on studies showing     benefit in the reduction of cardiovascular risk, morbidity or mortality. The     need to perform this screening should be considered for the individual patient.</p>       <p><b>Keywords:</b> Dyslipidemias; Mass     Screening; Child; Adolescent.</p>     <hr/>     <p>&nbsp;</p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>A recomenda&#231;&#227;o da Dire&#231;&#227;o-Geral da Sa&#250;de</b></p>       <p>As     dislipidemias constituem fator de risco estabelecido para desenvolvimento da     doen&#231;a cardiovascular (CV), principal causa de morte em Portugal em adultos.     Existe cada vez mais evid&#234;ncia de que o processo ateroscler&#243;tico tem in&#237;cio em     idade pedi&#225;trica,<sup>1</sup> processo este que se desenvolve em rela&#231;&#227;o com a     presen&#231;a e intensidade de conhecidos fatores de risco CV, nomeadamente de     dislipidemias. Estes factos, associados ao aumento da preval&#234;ncia de obesidade     e excesso de peso na inf&#226;ncia,<sup>2-3</sup> t&#234;m conduzido ao desenvolvimento     recente de orienta&#231;&#245;es cl&#237;nicas relativamente ao rastreio de dislipidemias em     crian&#231;as e adolescentes.</p>       <p>Em junho de     2013, a Dire&#231;&#227;o-Geral da Sa&#250;de (DGS) emitiu a norma de orienta&#231;&#227;o cl&#237;nica     referente ao Programa Nacional de Sa&#250;de Infantil e Juvenil (PNSIJ), a qual     passou a fornecer recomenda&#231;&#245;es relativas ao rastreio de dislipidemias em idade     pedi&#225;trica.<sup>4</sup></p>       <p>A DGS     recomenda o rastreio de dislipidemias entre os 2 e os 4 anos de idade se     existirem antecedentes familiares (primeiro e segundo grau) de doen&#231;a CV     precoce ou perfil lip&#237;dico alterado.<sup>4</sup> &#201; considerada doen&#231;a CV     precoce a ocorr&#234;ncia de angor ou enfarte agudo do mioc&#225;rdio, acidente vascular     cerebral, doen&#231;a arterial perif&#233;rica e morte s&#250;bita antes dos 65 anos no g&#233;nero     feminino e antes dos 55 anos no g&#233;nero masculino.<sup>4</sup> A altera&#231;&#227;o do     perfil lip&#237;dico &#233; definida como: colesterol total (CT) superior a 240 mg/dl     e/ou colesterol LDL (LDL-c) superior a 130 mg/dl e/ou triglicer&#237;deos (TG)     superiores a 170 mg/dl e/ou colesterol HDL (HDL-c) inferior a 35 mg/dl.<sup>4</sup> &#201; tamb&#233;m preconizado o rastreio de qualquer crian&#231;a ou adolescente com     antecedentes pessoais de excesso de peso, obesidade, diabetes mellitus,     hipertens&#227;o arterial, doen&#231;as renais, doen&#231;as card&#237;acas, doen&#231;as hormonais e/ou     de metabolismo e, ainda, com terap&#234;uticas prolongadas com f&#225;rmacos     hiperlipidemiantes (corticoides, antidepressivos, anticonvulsivantes,     betabloqueadores, tuberculost&#225;ticos, contracetivos orais, derivados do &#225;cido     retin&#243;ico e antirretrovirais).<sup>4</sup> Quando n&#227;o est&#227;o presentes os     crit&#233;rios anteriores, a DGS recomenda que o rastreio seja realizado de forma     oportun&#237;stica (acima dos 2 anos de idade), ou seja, aquando da necessidade de     efetuar colheita de sangue com fins diagn&#243;sticos no per&#237;odo pr&#233;-operat&#243;rio ou     em vigil&#226;ncia de rotina.<sup>4</sup></p>       <p>A maioria     das crian&#231;as com dislipidemias apresenta uma forma idiop&#225;tica (polig&#233;nica,     associada a fatores de risco ou multifatorial), enquanto uma minoria apresenta     a forma monog&#233;nica, como a hipercolesterol&#233;mia familiar ou secund&#225;ria a outras     causas espec&#237;ficas que alteram o metabolismo das lipoproteinas.<sup>5</sup> As     formas secund&#225;rias est&#227;o associadas a uma grande variedade de condi&#231;&#245;es,     nomeadamente f&#225;rmacos, dist&#250;rbios end&#243;crinos (hipotiroidismo, diabetes     mellitus), infe&#231;&#245;es, doen&#231;as renais, inflamat&#243;rias cr&#243;nicas, hep&#225;ticas, entre     outras.<sup>1</sup></p>       <p>&#192; luz do     conhecimento atual, segundo v&#225;rios estudos de coorte, parece haver uma     tend&#234;ncia para manter o mesmo padr&#227;o de valores de CT e LDL-c desde a inf&#226;ncia     at&#233; &#224; idade adulta, sendo que cerca de 50% das crian&#231;as que t&#234;m n&#237;veis de     l&#237;pidos acima do percentil 75 na inf&#226;ncia ter&#227;o n&#237;veis de l&#237;pidos tamb&#233;m     elevados na idade adulta.<sup>1</sup> Al&#233;m disso, v&#225;rios estudos patol&#243;gicos de     aut&#243;psia realizados em crian&#231;as, adolescentes e jovens adultos mostraram uma     correla&#231;&#227;o significativa entre os n&#237;veis de l&#237;pidos e a deposi&#231;&#227;o de gordura     arterial, o aparecimento de les&#245;es precoces de aterosclerose (estrias     lip&#237;dicas), bem como a sua subsequente progress&#227;o com a idade.<sup>1,5</sup> Tamb&#233;m segundo estudos de imagem n&#227;o-invasivos, n&#237;veis anormais de l&#237;pidos na     inf&#226;ncia associam-se a altera&#231;&#245;es da parede arterial consideradas precursoras     de aterosclerose avan&#231;ada.<sup>1</sup> No entanto, apesar destes dados e de     algumas das atuais recomenda&#231;&#245;es das principais sociedades m&#233;dicas no que diz     respeito ao rastreio de dislipidemias em idade pedi&#225;trica, na pr&#225;tica cl&#237;nica     questiona-se se este procedimento est&#225; associado &#224; diminui&#231;&#227;o do risco e da     morbimortalidade CV. </p>       <p><b>Recomenda&#231;&#245;es internacionais</b></p>       <p>As     orienta&#231;&#245;es para o rastreio de dislipidemias em idade pedi&#225;trica diferem entre     as v&#225;rias sociedades m&#233;dicas, nomeadamente em rela&#231;&#227;o &#224; indica&#231;&#227;o para     realiza&#231;&#227;o de rastreio, &#224; idade alvo e aos m&#233;todos de rastreio.</p>       <p>A <i>United States Preventive Services Task Force</i> (USPSTF) e o <i>Institute for Clinical     Systems Improvements</i> (ICSI) n&#227;o recomendam a favor ou contra o rastreio em     idade pedi&#225;trica<sup>6-7</sup> e a <i>Royal     Australian College of General Practitioners</i> (RACGP) apenas recomenda o     rastreio nos adultos.<sup>8</sup></p>       <p>Por outro     lado, o <i>National Heart, Lung, and Blood     Institute</i> (NHLBI) e a <i>American     Academy of Pediatrics</i> (AAP) recomendam o rastreio universal em determinadas     faixas et&#225;rias (9-11 anos; 17-21 anos) por considerarem que n&#227;o existe um     marcador pessoal ou familiar que comprovadamente permita a sele&#231;&#227;o de crian&#231;as     com risco aumentado de dislipidemias.<sup>1,9</sup></p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Tal como a     DGS, a <i>American College of Obstetricians     and Gynecologists</i> (ACOG), a <i>American     Association of Clinical Endocrinologists</i> (AACE) e a <i>American Heart Association</i> (AHA) assumem uma posi&#231;&#227;o interm&#233;dia,     recomendando o rastreio de dislipidemias apenas em crian&#231;as com fatores de     risco.<sup>4,10-12</sup> Os fatores de risco considerados pelas sociedades     m&#233;dicas supracitadas diferem entre si. Parece reunir maior consenso a sele&#231;&#227;o de     crian&#231;as e adolescentes com hist&#243;ria familiar de dislipidemias ou doen&#231;a CV     precoce (considerada antes dos 55 anos no sexo masculino e antes dos 65 anos no     sexo feminino); hist&#243;ria familiar desconhecida; crian&#231;as com outros fatores de     risco, nomeadamente obesidade, diabetes mellitus ou hipertens&#227;o arterial.     Tamb&#233;m o intervalo et&#225;rio preferencial para a determina&#231;&#227;o do perfil lip&#237;dico     n&#227;o &#233; uniforme. A DGS &#233; aquela que recomenda o intervalo mais estreito (2-4     anos) para a realiza&#231;&#227;o do rastreio, n&#227;o tendo sido encontrada qualquer     evid&#234;ncia que fundamente esta recomenda&#231;&#227;o.<sup>4</sup> A DGS &#233; a &#250;nica a     recomendar o rastreio oportunista a partir dos 2 anos de idade.<sup>4</sup></p>       <p><b>Em     que se baseiam estas recomenda&#231;&#245;es?</b></p>       <p>As normas de     orienta&#231;&#227;o que recomendam o rastreio de dislipidemias n&#227;o se baseiam em estudos     que comprovem o benef&#237;cio do mesmo na diminui&#231;&#227;o do risco e da morbimortalidade     CV. Consistem em consensos de peritos, baseados no facto de a altera&#231;&#227;o do     perfil lip&#237;dico em idade pedi&#225;trica conduzir ao aparecimento de les&#245;es de     aterosclerose nas paredes vasculares<sup>1,5</sup> e de existir uma tend&#234;ncia     para as crian&#231;as com dislipidemias manterem o perfil lip&#237;dico alterado na idade     adulta.<sup>1</sup> Assim, as recomenda&#231;&#245;es a favor do rastreio de     dislipidemias em idade pedi&#225;trica s&#227;o constru&#237;das a partir destas evid&#234;ncias e     inferem que a dete&#231;&#227;o e interven&#231;&#227;o precoces poder&#227;o alterar o progn&#243;stico em     termos de risco e morbimortalidade CV. </p>       <p>Haney et al<sup>5</sup> procuraram avaliar o benef&#237;cio do rastreio de dislipidemias em crian&#231;as e     adolescentes no atraso do aparecimento ou na redu&#231;&#227;o da incid&#234;ncia de eventos     coron&#225;rios na idade adulta. Apesar de se tratar de uma revis&#227;o sistem&#225;tica de     boa qualidade, utilizando uma pesquisa criteriosa e seguindo a metodologia     espec&#237;fica utilizada pela USPSTF nas suas revis&#245;es, n&#227;o foram encontrados     quaisquer estudos que avaliassem o efeito do rastreio de dislipidemias em idade     pedi&#225;trica nos n&#237;veis lip&#237;dicos em idade adulta ou na morbimortalidade de causa     CV.<sup>5</sup> </p>       <p>Ap&#243;s     realiza&#231;&#227;o de uma pesquisa nas principais bases de dados cient&#237;ficas,     constata-se que n&#227;o existem estudos que avaliem o benef&#237;cio do rastreio em     melhorar os marcadores de risco CV <i>(disease-oriented-outcomes)</i> ou em protelar ou diminuir a incid&#234;ncia de doen&#231;a CV na idade adulta <i>(patient-oriented-outcomes).</i> Neste contexto,     permanece a d&#250;vida se a realiza&#231;&#227;o do rastreio em idade pedi&#225;trica tem impacto     na diminui&#231;&#227;o do risco e da morbimortalidade CV.</p>       <p>Para al&#233;m da     aus&#234;ncia de evid&#234;ncia relativamente ao benef&#237;cio do rastreio, tamb&#233;m n&#227;o     existem estudos que avaliem o efeito do tratamento em crian&#231;as com dislipidemia     idiop&#225;tica e secund&#225;ria (maioria dos casos). Apenas em crian&#231;as com     dislipidemia monog&#233;nica, a interven&#231;&#227;o diet&#233;tica/farmacol&#243;gica parece melhorar     o perfil lip&#237;dico e os marcadores imagiol&#243;gicos de aterosclerose.<sup>1</sup></p>       <p><b>Potenciais     riscos do rastreio</b></p>       <p>A decis&#227;o de     submeter ou n&#227;o as crian&#231;as e adolescentes a rastreio deve ter em considera&#231;&#227;o     o balan&#231;o entre os potenciais benef&#237;cios e danos inerentes a este procedimento.     Apesar de n&#227;o existirem estudos que o comprovem,<sup>5</sup> o rastreio de     dislipidemias em idade pedi&#225;trica pode ser um fator de ansiedade nas crian&#231;as e     familiares, quer relacionado com o procedimento em si (picada de agulha,     necessidade de jejum), quer associado a um resultado anormal. Al&#233;m disso, a     presen&#231;a de um resultado normal pode ser um perpetuador de comportamentos de     estilo de vida desadequados. Outra quest&#227;o a ter em considera&#231;&#227;o, quando o     rastreio for positivo para dislipidemias, &#233; a rela&#231;&#227;o benef&#237;cio/risco do     tratamento farmacol&#243;gico em idade pedi&#225;trica. Atualmente existem estudos que     demonstram que as estatinas s&#227;o efetivas e habitualmente bem toleradas. No     entanto, h&#225; relatos de efeitos adversos associados ao tratamento e s&#227;o     necess&#225;rios estudos que comprovem a sua seguran&#231;a a longo prazo, principalmente     nas crian&#231;as com hipercolesterolemia prim&#225;ria que ir&#227;o realizar tratamento     farmacol&#243;gico ao longo da vida.<sup>13</sup></p>       <p><b>Discuss&#227;o</b></p>       <p>Recentemente     v&#225;rias sociedades m&#233;dicas elaboraram orienta&#231;&#245;es cl&#237;nicas relativas ao rastreio     de dislipidemias em crian&#231;as e adolescentes. Segundo uma perspetiva de     preven&#231;&#227;o quatern&#225;ria, o m&#233;dico de fam&#237;lia &#233; confrontado com a d&#250;vida se o     benef&#237;cio supera os riscos inerentes a esta interven&#231;&#227;o. De facto, trata-se de     um procedimento invasivo com potenciais implica&#231;&#245;es futuras no bem-estar da     crian&#231;a e da fam&#237;lia.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A pesquisa     em bases de dados cient&#237;ficas permite concluir que n&#227;o existe evid&#234;ncia do     benef&#237;cio do rastreio de dislipidemias em crian&#231;as e adolescentes na diminui&#231;&#227;o     do risco e da morbimortalidade CV.</p>       <p>&#201; importante     a realiza&#231;&#227;o de estudos metodologicamente robustos e orientados para o doente     que avaliem os potenciais benef&#237;cios/riscos do rastreio e subsequente     interven&#231;&#227;o terap&#234;utica, de forma a permitir uma pr&#225;tica cl&#237;nica mais     alicer&#231;ada na evid&#234;ncia cient&#237;fica. Neste contexto, considera-se tamb&#233;m     pertinente a revis&#227;o das orienta&#231;&#245;es que constam no atual PNSIJ da DGS. </p>     <p>&nbsp;</p>       <p><b>REFER&#202;NCIAS BIBLIOGR&#193;FICAS</b></p>       <!-- ref --><p>1. National     Heart, Lung, and Blood Institute. Expert Panel on integrated guidelines for     cardiovascular health and risk reduction in children and adolescents. U.S.     Department of Health and Human Services; 2011.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000047&pid=S2182-5173201400040000900001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>2. Ogden CL,     Carroll MD, Kit BK, Flegal KM. Prevalence of obesity and trends in body mass     index among US children and adolescents, 1999-2010. JAMA. 2012;307(5):483-90.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000049&pid=S2182-5173201400040000900002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>3. National Center     for Health Statistics. Health, United States, 2011: with special features on     socioeconomic status and health. Hyattsville, MD: U.S. Department of Health and     Human Services; 2012.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000051&pid=S2182-5173201400040000900003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>4.     Dire&#231;&#227;o-Geral da Sa&#250;de. Programa nacional de sa&#250;de infantil e juvenil. Lisboa:     DGS; 2013.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000053&pid=S2182-5173201400040000900004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>5. Haney EM,     Huffman LH, Bougatsos C, Freeman M, Fu R, Steiner RD, et al. Screening for     lipid disorders in children and adolescents: systematic evidence review for the     US Preventive Services Task Force. Rockville, MD: Agency for Healthcare     Research and Quality; 2007.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000055&pid=S2182-5173201400040000900005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>6. US     Preventive Services Task Force. Screening for lipid disorders in children: US     Preventive Services Task Force Recommendation Statement. Pediatrics.     2007;120(1):189-99.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000057&pid=S2182-5173201400040000900006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>7. Wilkinson     J, Bass C, Diem S, Gravley A, Harvey L, Maciosek M, et al. Preventive services     for children and adolescents. Bloomington (MN): Ins-titute for Clinical Systems     Improvement; 2012.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000059&pid=S2182-5173201400040000900007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>8. Royal     Australian College of General Practitioners. Guidelines for preventive     activities in general practice. 8th ed. East Melbourne: Royal Australian     College of General Practitioners; 2012.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000061&pid=S2182-5173201400040000900008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>9. Expert     Panel on Integrated Guidelines for Cardiovascular Health and Risk Reduction in     Children and Adolescents, National Heart, Lung, and Blood Institute. Expert     Panel on integrated guidelines for cardiovascular health and risk reduction in     children and adolescents: summary report. Pediatrics. 2011;128 Suppl 5:S213-56.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000063&pid=S2182-5173201400040000900009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>10. American     College of Obstetricians and Gynecologists. Guidelines for adolescent health     care. 2nd ed. American College of Obstetricians and Gynecologists Committee on     Adolescent Health Care; 2011.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000065&pid=S2182-5173201400040000900010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>11.     Jellinger PS, Smith DA, Mehta AE, Ganda O, Handelsman Y, Rodbard HW. American     Association of Clinical Endocrinologists guidelines for management of     dyslipidemia and prevention of atherosclerosis. Endocr Pract. 2012;18 Suppl     1:1-78.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000067&pid=S2182-5173201400040000900011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>12.     McCrindle BW, Urbina EM, Dennison BA, Jacobson MS, Steinberger J, Rocchini AP,     et al. Drug therapy of high-risk lipid abnormalities in children and     adolescents: a scientific statement from the American Heart Association     Atherosclerosis, Hypertension, and Obesity in Youth Committee, Council of     Cardiovascular Disease in the Young, with the Council on Cardiovascular     Nursing. Circulation. 2007;115(14):1948-67.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000069&pid=S2182-5173201400040000900012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>13.     Braamskamp MJ, Wijburg FA, Wiegman A. Drug therapy of hyper-cholesterolaemia     in children and adolescents. Drugs. 2012;72(6):759-72.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000071&pid=S2182-5173201400040000900013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><a href="#topc0">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a> | <a href="#topc0">Direcci&oacute;n para correspondencia</a> | <a href="#topc0">Correspondence</a><a name="c0"></a></p>        <p>Marisa Loio     Rainho Rodrigues</p>       <p>Rua Prof. Carlos     Alberto Mota Pinto, n.&#186; 91</p>     <p>3100-492     Pombal</p>     <p>E-mail: <a href="mailto:mloio.rodrigues@gmail.com">mloio.rodrigues@gmail.com</a></p>       <p>&nbsp;</p>       <p><b>Conflitos de interesse</b></p>       <p>As autoras     declaram n&#227;o ter conflitos de interesse.</p>       <p>&nbsp;</p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Recebido em 07-02-2014</b></p>       <p><b>Aceite para publica&#231;&#227;o em 20-07-2014</b></p>      ]]></body><back>
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