<?xml version="1.0" encoding="ISO-8859-1"?><article xmlns:mml="http://www.w3.org/1998/Math/MathML" xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xmlns:xsi="http://www.w3.org/2001/XMLSchema-instance">
<front>
<journal-meta>
<journal-id>2182-5173</journal-id>
<journal-title><![CDATA[Revista Portuguesa de Medicina Geral e Familiar]]></journal-title>
<abbrev-journal-title><![CDATA[Rev Port Med Geral Fam]]></abbrev-journal-title>
<issn>2182-5173</issn>
<publisher>
<publisher-name><![CDATA[Associação Portuguesa de Medicina Geral e Familiar]]></publisher-name>
</publisher>
</journal-meta>
<article-meta>
<article-id>S2182-51732014000400010</article-id>
<title-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Impacto da adesão terapêutica nos custos dos cuidados de saúde]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Impact of therapeutic compliance on health care costs]]></article-title>
</title-group>
<contrib-group>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Ferreira]]></surname>
<given-names><![CDATA[Diana]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A01"/>
</contrib>
</contrib-group>
<aff id="A01">
<institution><![CDATA[,ACES Baixo Mondego UCSP da Mealhada ]]></institution>
<addr-line><![CDATA[ ]]></addr-line>
</aff>
<pub-date pub-type="pub">
<day>00</day>
<month>08</month>
<year>2014</year>
</pub-date>
<pub-date pub-type="epub">
<day>00</day>
<month>08</month>
<year>2014</year>
</pub-date>
<volume>30</volume>
<numero>4</numero>
<fpage>268</fpage>
<lpage>270</lpage>
<copyright-statement/>
<copyright-year/>
<self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S2182-51732014000400010&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_abstract&amp;pid=S2182-51732014000400010&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_pdf&amp;pid=S2182-51732014000400010&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri></article-meta>
</front><body><![CDATA[ <p align="right"><b>CLUBE DE LEITURA</b></p>     <p><font size="4"><b>Impacto da ades&#227;o terap&#234;utica nos custos     dos cuidados de sa&#250;de</b></font></p>       <p><font size="3"><b>Impact     of therapeutic compliance on health care costs</b></font></p>       <p><b>Diana   Ferreira</b></p>       <p>Interna de     Medicina Geral e Familiar, UCSP da     Mealhada, ACES Baixo Mondego</p>     <hr/>     <p>&nbsp;</p>       <p>Iuga AO,     McGuire MJ. Adherence and health care costs. Risk Manag Healthc Policy.     2014;7:35-44.</p>       <p><b>Introdu&#231;&#227;o</b></p>       <p>Em 2010, os custos     associados aos cuidados de sa&#250;de nos EUA ultrapassaram 2.700 bili&#245;es de     d&#243;lares, tendo sido respons&#225;veis por 17,9% do produto interno bruto (PIB).     Estima-se que, em 2020, esse valor atinja 20% do PIB. Cerca de 20 a 30% dos     gastos em sa&#250;de nos EUA foram considerados desperd&#237;cio, pelo que os     administradores das v&#225;rias unidades de sa&#250;de t&#234;m sido incentivados a reduzir     custos, reduzindo o desperd&#237;cio e melhorando a efic&#225;cia da assist&#234;ncia     prestada. A n&#227;o ades&#227;o &#224; terap&#234;utica medicamentosa est&#225; associada a piores     resultados, maior progress&#227;o da doen&#231;a e aumento dos custos na presta&#231;&#227;o de     cuidados de sa&#250;de. </p>       <p><b>Defini&#231;&#227;o e medi&#231;&#227;o de ades&#227;o &#224; medica&#231;&#227;o</b></p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Considera-se     que um doente adere &#224; terap&#234;utica quando toma os f&#225;rmacos prescritos pelo     profissional de sa&#250;de, nas doses e hor&#225;rios indicados pelo mesmo e acordados     previamente. A ades&#227;o pode ser medida de forma direta ou indireta. As duas     principais medidas indiretas de ades&#227;o s&#227;o a taxa de posse de medicamentos (<i>medication possession ratio</i> &#8211; MPR)     e a propor&#231;&#227;o de dias cobertos (<i>proportion     of days covered </i>&#8211; PDC). Ambas as medidas dependem diretamente dos     registos de pedidos nas farm&#225;cias, pelo que n&#227;o t&#234;m em considera&#231;&#227;o o uso de     amostras gratuitas e s&#227;o insens&#237;veis &#224;s mudan&#231;as de terap&#234;utica. As medidas     diretas incluem a observa&#231;&#227;o direta da toma de medica&#231;&#227;o na pr&#243;pria unidade de     sa&#250;de e a pesquisa do f&#225;rmaco atrav&#233;s de amostras de sangue e/ou urina.</p>       <p><b>Otimizando os gastos e os resultados</b></p>       <p>A n&#227;o ades&#227;o     medicamentosa varia consoante a doen&#231;a, caracter&#237;sticas do doente e cobertura     de seguro, com taxas de 25 a 50%. As consequ&#234;ncias adversas da maioria das     doen&#231;as cr&#243;nicas surgem apenas ao final de alguns anos, pelo que se pensa que a     despesa adicional para aumentar a ades&#227;o &#224; medica&#231;&#227;o pode n&#227;o ser     economicamente atraente para os contribuintes. Em contraste, aumentar a ades&#227;o     em doen&#231;as ligeiras poder&#225; n&#227;o significar uma diminui&#231;&#227;o de custos. Se o custo     da medica&#231;&#227;o &#233; relativamente alto, enquanto a taxa de refer&#234;ncia de     hospitaliza&#231;&#245;es e desloca&#231;&#245;es aos servi&#231;os de emerg&#234;ncia &#233; baixa, os custos     totais de sa&#250;de podem aumentar com o aumento da ades&#227;o. </p>       <p><b>Ades&#227;o &#224; medica&#231;&#227;o e custos de cuidados de     sa&#250;de</b></p>       <p>A baixa     ades&#227;o medicamentosa origina piores resultados, aumento da utiliza&#231;&#227;o de     cuidados de sa&#250;de com consequente aumento de custos associados e de     co-pagamentos para o doente. Assim, existe alguma press&#227;o financeira atrav&#233;s da     imposi&#231;&#227;o de co-pagamentos mais elevados. Para al&#233;m dos fatores diretamente     relacionados com a n&#227;o ades&#227;o medicamentosa existem outros bastante importantes,     como a redu&#231;&#227;o da produtividade, absentismo e aumento da incapacidade dos     empregadores/sociedade. Estima-se que os custos da diminui&#231;&#227;o da produtividade     relacionada com a sa&#250;de s&#227;o 2 a 3 vezes superiores aos custos diretos de     cuidados de sa&#250;de, sendo os benef&#237;cios resultantes da maior ades&#227;o ainda     maiores quando observados sob uma perspetiva social.</p>       <p>Durante a     &#250;ltima d&#233;cada, o impacto de ades&#227;o foi avaliado em associa&#231;&#227;o com numerosas     doen&#231;as cr&#243;nicas. Aproximadamente 50% dos pacientes com doen&#231;as cardiovasculares     apresentam baixa ades&#227;o medicamentosa; no entanto, ainda pouco se sabe sobre a     associa&#231;&#227;o entre a ades&#227;o &#224; medica&#231;&#227;o e os custos de cuidados de sa&#250;de     associados em doentes com patologia cardiovascular. Relativamente &#224; Doen&#231;a     Pulmonar Obstrutiva Cr&#243;nica (DPOC), Depress&#227;o e Diabetes, v&#225;rios estudos foram     realizados e observou-se que a baixa ades&#227;o &#224; terap&#234;utica est&#225; associada a     maiores custos totais em sa&#250;de. Contrariamente a estas patologias, no caso     espec&#237;fico da Asma constatou-se que a melhor ades&#227;o &#224; terap&#234;utica em doentes     com asma leve est&#225; associada a maiores custos totais de sa&#250;de, sendo de referir     que nos casos mais graves esta tend&#234;ncia se inverte. Quanto ao VIH/SIDA,     estudos demonstraram que a maior ades&#227;o &#224; medica&#231;&#227;o antirretroviral foi     associada &#224; menor utiliza&#231;&#227;o de cuidados de sa&#250;de; no entanto, devido aos     custos elevados da medica&#231;&#227;o aumentaram tamb&#233;m os custos m&#233;dicos totais.</p>       <p><b>Determinantes da ades&#227;o do doente</b></p>       <p>A fim de     melhorar a ades&#227;o &#224; medica&#231;&#227;o &#233; fundamental os cl&#237;nicos entenderem o que motiva     os doentes a abandonarem a medica&#231;&#227;o. Os determinantes da ades&#227;o &#224; medica&#231;&#227;o     podem estar diretamente relacionados com o doente (demogr&#225;ficos,     socioculturais, comportamentais), com o prestador de cuidados de sa&#250;de (rela&#231;&#227;o     m&#233;dico-doente, comunica&#231;&#227;o e concord&#226;ncia cultural) ou com fatores externos     (doen&#231;a, medica&#231;&#227;o e sistema de sa&#250;de). Estudos revelaram que a raz&#227;o apontada     como mais frequente para a n&#227;o ades&#227;o &#224; medica&#231;&#227;o &#233; o esquecimento, seguida das     rea&#231;&#245;es adversas, custos e da perce&#231;&#227;o de que a medica&#231;&#227;o teria pouca efic&#225;cia     sobre a sua patologia. Uma rela&#231;&#227;o m&#233;dico-doente eficaz aumenta o envolvimento     do doente na tomada de decis&#227;o e, consequentemente, aumenta a ades&#227;o.</p>       <p><b>Estrat&#233;gias que visam aumentar a ades&#227;o do     doente</b></p>       <p>As     estrat&#233;gias que podem ser utilizadas para aumentar a ades&#227;o &#224; medica&#231;&#227;o     prescrita baseiam-se fundamentalmente na abordagem dos fatores determinantes da     ades&#227;o mencionados anteriormente. Existe uma rela&#231;&#227;o linear entre a magnitude     da partilha de custos do doente e o n&#237;vel de ades&#227;o, sendo que essa rela&#231;&#227;o     mant&#233;m-se baixa em doentes com rendimentos mais altos, resultando em redu&#231;&#245;es     globais dos cuidados de sa&#250;de menos claras.</p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Caminho a percorrer</b></p>       <p>&#201; necess&#225;rio     trabalho adicional para elucidar acerca dos custos e impacto dos esfor&#231;os para     melhorar a ades&#227;o dos doentes, dado que muitos estudos nesta &#225;rea s&#227;o     observacionais retrospetivos, sendo complicado verificar a causalidade entre as     mudan&#231;as na ades&#227;o &#224; medica&#231;&#227;o e os efeitos correspondentes sobre os custos dos     cuidados de sa&#250;de. A prescri&#231;&#227;o eletr&#243;nica constitui outra interven&#231;&#227;o     importante, sendo cada vez mais utilizada na pr&#225;tica cl&#237;nica.</p>       <p><b>Conclus&#227;o</b></p>       <p>A n&#227;o ades&#227;o     &#224; medica&#231;&#227;o fornece um contributo importante para os gastos de sa&#250;de evit&#225;veis     nos EUA. Apesar de o impacto da ades&#227;o na evolu&#231;&#227;o da doen&#231;a ser mais     pronunciado em algumas doen&#231;as do que noutras, todas as partes interessadas     concordam que o aumento da ades&#227;o ir&#225; melhorar os resultados em sa&#250;de e     economizar bili&#245;es de d&#243;lares. Em &#250;ltima an&#225;lise, a colabora&#231;&#227;o entre os     doentes, contribuintes, pol&#237;ticos e prestadores de servi&#231;os e a reestrutura&#231;&#227;o     de sistemas de trabalho em equipa, utilizando medicamentos de custo inferior e     mantendo o alvo nas doen&#231;as associadas a maiores custos de sa&#250;de, ser&#225; fulcral     para conseguir melhor ades&#227;o e, consequentemente, otimizar gastos.</p>       <p><b>COMENT&#193;RIO</b></p>       <p>A falta de     ades&#227;o ocorre quando o comportamento do paciente n&#227;o est&#225; de acordo com as     recomenda&#231;&#245;es do m&#233;dico, n&#227;o se referindo esta defini&#231;&#227;o apenas a desvios na     aplica&#231;&#227;o do regime terap&#234;utico tal como foi prescrito, mas tamb&#233;m ao facto de     n&#227;o seguir as indica&#231;&#245;es relativas a altera&#231;&#245;es nos h&#225;bitos de sa&#250;de e estilos     de vida no sentido de adotar pr&#225;ticas saud&#225;veis, bem como n&#227;o comparecer a     consultas m&#233;dicas previamente marcadas ou n&#227;o realizar exames complementares de     diagn&#243;stico.<sup>1</sup></p>       <p>Segundo a     Organiza&#231;&#227;o Mundial de Sa&#250;de, 50% da popula&#231;&#227;o residente nos pa&#237;ses     desenvolvidos n&#227;o cumpre a prescri&#231;&#227;o m&#233;dica at&#233; ao fim. Destes, 6 a 20% dos     doentes n&#227;o chegam sequer a levantar o receitu&#225;rio e 30 a 50% n&#227;o respeitam o     esquema de tratamento.<sup>2</sup></p>       <p>Em rela&#231;&#227;o a     Portugal, um recente estudo<sup>1</sup> demonstrou que o comportamento da     popula&#231;&#227;o portuguesa perante a ades&#227;o &#224; terap&#234;utica atinge tamb&#233;m n&#237;veis muito     preocupantes, sendo que cerca de 50% dos portugueses refere o esquecimento como     a principal causa de abandono de uma medica&#231;&#227;o. A falta de ades&#227;o terap&#234;utica     origina n&#227;o s&#243; pesados preju&#237;zos para a sa&#250;de e qualidade de vida do doente     como tamb&#233;m provoca o desperd&#237;cio dos escassos recursos dos sistemas de sa&#250;de.     As principais fontes de desperd&#237;cio na sa&#250;de dizem respeito ao abandono da     terap&#234;utica e ao consumo incorreto de medica&#231;&#227;o.<sup>1</sup> Este desinteresse     por parte dos doentes tem como consequ&#234;ncia o agravamento do seu quadro cl&#237;nico     e o aumento dos custos associados ao seu tratamento pela utiliza&#231;&#227;o de novos     medicamentos mais dispendiosos, mais exames complementares, consultas e     hospitaliza&#231;&#245;es. Os custos diretos da falta de controlo da terap&#234;utica de uma     doen&#231;a s&#227;o tr&#234;s a quatro vezes superiores aos de um bom controlo. Os custos     indiretos, como a diminui&#231;&#227;o da produtividade, reforma antecipada e morte,     apresentam uma dimens&#227;o id&#234;ntica.<sup>3</sup></p>       <p>Concluindo,     e mantendo o enfoque quer no artigo alvo de discuss&#227;o quer na literatura     existente, existem alguns pontos a considerar:</p>       <p>&#8226; A ades&#227;o     ao tratamento &#233; o elo fundamental entre processo e resultados nos cuidados de     sa&#250;de.<sup>4</sup></p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&#8226; A fraca     ades&#227;o persiste porque as interven&#231;&#245;es relacionadas com a promo&#231;&#227;o da ades&#227;o     n&#227;o est&#227;o implementadas na pr&#225;tica de forma consistente. Cl&#237;nicos referem falta     de tempo, de conhecimento, de incentivos e de <i>feedback</i> enquanto barreiras ao desempenho; portanto, n&#227;o se trata     apenas de um problema atribu&#237;vel ao doente.<sup>2</sup></p>     <p>&#8226; O     investimento em programas com vista a aumentar a ades&#227;o ao tratamento     permitir&#225;, a longo prazo, atenuar o crescimento dos custos em sa&#250;de e,     consequentemente, melhorar os seus indicadores, contribuindo para uma melhor     qualidade de vida e ganhos em sa&#250;de.</p>       <p>&nbsp;</p>       <p><b>REFER&#202;NCIAS BIBLIOGR&#193;FICAS</b></p>       <!-- ref --><p>1. Cabral     MV, Silva PA. A ades&#227;o &#224; terap&#234;utica em Portugal: atitudes e comportamentos da     popula&#231;&#227;o portuguesa perante as prescri&#231;&#245;es m&#233;dicas. Lisboa: APIFARMA; 2010.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000037&pid=S2182-5173201400040001000001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>2. World     Health Organization. Adherence to long-term therapies: evidence for action.     Geneva: WHO; 2003.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000039&pid=S2182-5173201400040001000002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> ISBN 9241545992</p>     <!-- ref --><p>3. Bugalho     A, Carneiro AV. Interven&#231;&#245;es para aumentar a ades&#227;o terap&#234;utica em patologias     cr&#243;nicas. Lisboa: Centro de Estudos de Medicina Baseada na Evid&#234;ncia &#8211;     Faculdade de Medicina de Lisboa; 2004.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000041&pid=S2182-5173201400040001000003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>4. Vermeire     E, Hearnshaw H, Van Royen P, Denekens J. Patient adherence to treatment: three     decades of research &#8211; A comprehensive review. J Clin Pharm Ther.     2001;26(5):331-42.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000043&pid=S2182-5173201400040001000004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <p>&nbsp;</p>       <p><b>Conflitos de interesse</b></p>       <p>A autora     declara n&#227;o ter conflito de interesses.</p>       <p><i>Artigo escrito ao abrigo do novo acordo     ortogr&#225;fico.</i></p>      ]]></body><back>
<ref-list>
<ref id="B1">
<label>1</label><nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Cabral]]></surname>
<given-names><![CDATA[MV]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Silva]]></surname>
<given-names><![CDATA[PA]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[A adesão à terapêutica em Portugal: atitudes e comportamentos da população portuguesa perante as prescrições médicas]]></source>
<year>2010</year>
<publisher-loc><![CDATA[Lisboa ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[APIFARMA]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B2">
<label>2</label><nlm-citation citation-type="book">
<collab>World Health Organization</collab>
<source><![CDATA[Adherence to long-term therapies: evidence for action]]></source>
<year>2003</year>
<publisher-loc><![CDATA[Geneva ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[WHO]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B3">
<label>3</label><nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Bugalho]]></surname>
<given-names><![CDATA[A]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Carneiro]]></surname>
<given-names><![CDATA[AV]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Intervenções para aumentar a adesão terapêutica em patologias crónicas]]></source>
<year>2004</year>
<publisher-loc><![CDATA[Lisboa ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Centro de Estudos de Medicina Baseada na Evidência - Faculdade de Medicina de Lisboa]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B4">
<label>4</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Vermeire]]></surname>
<given-names><![CDATA[E]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Hearnshaw]]></surname>
<given-names><![CDATA[H]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Van Royen]]></surname>
<given-names><![CDATA[P]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Denekens]]></surname>
<given-names><![CDATA[J]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Patient adherence to treatment: three decades of research - A comprehensive review]]></article-title>
<source><![CDATA[J Clin Pharm Ther]]></source>
<year>2001</year>
<volume>26</volume>
<numero>5</numero>
<issue>5</issue>
<page-range>331-42</page-range></nlm-citation>
</ref>
</ref-list>
</back>
</article>
