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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><b>EDITORIAL</b></p>       <p><font size="4"><b>A pertin&#234;ncia da Medicina Narrativa na     pr&#225;tica cl&#237;nica</b></font></p>       <p><b>Isabel Fernandes*</b></p>       <p>*Professora     Catedr&#225;tica da FLUL - Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa     Respons&#225;vel Cient&#237;fica pelo Projecto Medicina &amp; Narrativa -     (Con)textos e pr&#225;ticas interdisciplinares (Ref. PTDC/CPC-ELT/3719/2012), do     CEAUL/ULICES - Centro de Estudos Angl&#237;sticos da Universidade de Lisboa,     financiado pela FCT (Funda&#231;&#227;o para a Ci&#234;ncia e a Tecnologia).</p>      <p><a href="#c0">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a> | <a href="#c0">Direcci&oacute;n para correspondencia</a> | <a href="#c0">Correspondence</a><a name="topc0"></a></p> <hr/>     <p>&nbsp;</p>     <p>Quando, h&#225;     meses, recebi o convite da Directora desta revista, Dr. Paula Broeiro, para     abordar o tema da Medicina Narrativa (MN),* al&#233;m de me sentir muito honrada e     agradecida pela confian&#231;a em mim depositada, experimentei simultaneamente algum     constrangimento, pois o espa&#231;o atribu&#237;do a um editorial n&#227;o permite fazer jus     ao muito que h&#225; a dizer sobre o tema. Entendam, pois, os leitores o que se     segue como esbo&#231;o meramente introdut&#243;rio.</p>       <p>Falar da     novidade da abordagem narrativa nas pr&#225;ticas de sa&#250;de &#233; incorrecto e injusto.     Desde o c&#233;lebre tri&#226;ngulo hipocr&#225;tico - m&#233;dico/doen&#231;a/doente - que     a narrativa da doen&#231;a por parte do &#250;ltimo foi reconhecida como elemento     integrante do encontro cl&#237;nico. N&#227;o se trata, pois, de novidade. Contudo, ao     arrepio desta longa tradi&#231;&#227;o, a evolu&#231;&#227;o hist&#243;rica da pr&#225;tica m&#233;dica recente,     sobretudo a partir da Escola Cl&#237;nica de Paris (1789), acentuou o pendor     cientificizante, de cunho positivista e valorizador do regime dos factos que     marcou um novo modo de entender e praticar medicina, actuante at&#233; aos nossos     dias, em que o relato do doente foi perdendo terreno. Naquilo que pensadores     como Michel Foucault<sup>1</sup> caracterizam como um momento novo em termos     epistemol&#243;gicos,<sup>&#8224;</sup> passam a reconhecer-se apenas como factos cl&#237;nicos     os dados objectivos, encarados como os &#250;nicos fi&#225;veis. &#201; com factos que o     m&#233;dico lida e tudo o que o n&#227;o seja &#233; menosprezado. Valores religiosos ou     cren&#231;as de &#237;ndole cultural, por exemplo, s&#227;o desvalorizados. Tais aspectos, em     geral, n&#227;o se detectam pela observa&#231;&#227;o objectiva; s&#243; podem ser veiculados     oralmente - quando muito poder&#227;o emergir na anamnese, mas este &#233;     justamente o momento hoje menos valorizado do encontro cl&#237;nico. Para     ultrapassar esta deprecia&#231;&#227;o, &#233; necess&#225;rio rever o conceito de hist&#243;ria     cl&#237;nica, reconhecendo-o como um relato que vai ser decisivo para uma     delibera&#231;&#227;o. Ora, a delibera&#231;&#227;o n&#227;o serve para coisas demonstr&#225;veis, antes se     aplica &#224; incerteza, ao que n&#227;o &#233; totalmente racional - as decis&#245;es     pendentes. Tal requer implicar o doente, ouvi-lo e conceder-lhe autonomia     - esta &#233;, para Diego Gr&#225;cia, a &#8220;atitude &#233;tica&#8221; que deve caracterizar a     cl&#237;nica.<sup>&#8225;</sup></p>       <p>Jo&#227;o Lobo     Antunes,<sup>2</sup> em obra recente, manifesta a sua admira&#231;&#227;o com os     extraordin&#225;rios progressos alcan&#231;ados pela medicina, sobretudo ao longo da     segunda metade do s&#233;c. XX. Mas, simultaneamente, teme que se tenha     desincentivado a escuta do relato do doente (o m&#233;dico interrompe-o, em m&#233;dia,     ao fim de 18 segundos), que se desvalorize a observa&#231;&#227;o f&#237;sica em favor dos     meios auxiliares de diagn&#243;stico e assim se perca de vista a singularidade de     cada caso cl&#237;nico, que tendencialmente passa a ser encarado como mera     ilustra&#231;&#227;o dum caso tipificado e enquadrado por dados estat&#237;sticos.<sup>2:29-30</sup> Por a&#237; se confunde a singularidade biol&#243;gica do doente (sem d&#250;vida crucial) com     a, n&#227;o menos importante, individualidade deste, a qual, segundo o autor, deve     continuar a estar tamb&#233;m no cerne da aten&#231;&#227;o do cl&#237;nico.</p>       <p>Por reac&#231;&#227;o     a este quadro, tem-se desenvolvido a MN que procura combater as tend&#234;ncias     atr&#225;s descritas, ao mesmo tempo que ultrapassa a medicina hipocr&#225;tica e a     positivista pela ag&#234;ncia que concede ao doente. Mas quando surgiu e o que traz     de novo a MN? </p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Ainda que     tenha havido manifesta&#231;&#245;es de insatisfa&#231;&#227;o e mal-estar perante este estado de     coisas, j&#225; na d&#233;cada de 50 do s&#233;culo passado<sup>&#167;</sup> e, sobretudo nas     d&#233;cadas de 80 e 90 do mesmo s&#233;culo, que se fizeram notar de forma mais decidida     publica&#231;&#245;es e iniciativas conducentes a um movimento que hoje se manifesta a     n&#237;vel mundial, mas muito em particular no mundo anglo-sax&#243;nico. Refiro-me ao     aparecimento de programas como o da Universidade de Columbia - Program in     Narrative Medicine (fundado em 2000) e publica&#231;&#245;es como as de Richard Zaner     (1988),<sup>4</sup> de Rita Charon (1995)<sup>5</sup> ou de Brian Hurwitz     (1998).<sup>6</sup></p>       <p>Para     legitimar esta nova tend&#234;ncia, alegou-se que ela visava corrigir o quadro     anterior em que se procedia como se os m&#233;dicos fossem treinados para tratar     qualquer situa&#231;&#227;o m&#233;dica como mero problema a ser resolvido, mas sem ter em     conta os aspectos psicol&#243;gicos e contextuais do doente (hist&#243;ria de vida,     cren&#231;as, medos, dilemas). Impunha-se um redireccionar da aten&#231;&#227;o da doen&#231;a para     o doente e uma reconsidera&#231;&#227;o da rela&#231;&#227;o m&#233;dico/doente que revalorizasse a     singularidade e o contexto espec&#237;fico de cada caso. Assim, a NM ou NBM     (Narrative-based Medicine), como tamb&#233;m foi chamada, surgia pouco depois do     momento em que se institucionalizava a EBM (Evidence-based Medicine), no in&#237;cio     dos anos 80 do s&#233;c. XX, sendo esta &#250;ltima respons&#225;vel por consubstanciar um     modelo &#8220;duro&#8221; de ci&#234;ncia m&#233;dica.<sup>|</sup></p>       <p>Se Charon     chama a aten&#231;&#227;o para a dimens&#227;o relacional e hermen&#234;utica que define a MN, ao     encar&#225;-la como uma medicina &#8220;praticada com a compet&#234;ncia narrativa para     reconhecer, interpretar e ser levado a agir pela situa&#231;&#227;o cr&#237;tica dos outros&#8221;<sup>8:83</sup> (tradu&#231;&#227;o minha), j&#225; Hurwitz torna expl&#237;cito um outro prop&#243;sito ao encarar a MN     como: &#8220;uma pr&#225;tica e uma atitude intelectual que permite aos m&#233;dicos olhar para     l&#225; dos mecanismos biol&#243;gicos no cerne das abordagens convencionais &#224; pr&#225;tica     m&#233;dica, e abarcar dom&#237;nios de pensamento e modos de dizer que se focalizam na     linguagem e na representa&#231;&#227;o, nas emo&#231;&#245;es e nas rela&#231;&#245;es que iluminam a pr&#225;tica     dos cuidados de sa&#250;de&#8221;<sup>3:73</sup> (tradu&#231;&#227;o minha). Tal como este autor     sublinha, n&#227;o se trata de prescindir dos avan&#231;os da ci&#234;ncia m&#233;dica, mas apenas     de reconhecer que ela s&#243; por si n&#227;o ser&#225; capaz de fornecer bases s&#243;lidas que     preparem o m&#233;dico para a complexidade dum genu&#237;no e prof&#237;cuo encontro com o seu     doente.</p>       <p>Nesta &#243;ptica     assume particular import&#226;ncia a narrativa, n&#227;o apenas por estar no cerne do     interc&#226;mbio lingu&#237;stico entre m&#233;dico e doente, mas por poder ser ainda vista     como instrumento formativo capaz de fornecer instrumentos interpretativos     indispens&#225;veis e promover uma atitude mais atenta e perspicaz aos modos de     dizer (e de calar) do doente.</p>       <p>Apan&#225;gio     desta nova &#225;rea &#233; ainda o facto de ela n&#227;o prescindir duma dimens&#227;o multidisciplinar,     congregando, pela primeira vez na hist&#243;ria da medicina, os saberes de     disciplinas human&#237;sticas como a filosofia, os estudos liter&#225;rios, a lingu&#237;stica     e a &#233;tica, por exemplo, para as suas interven&#231;&#245;es, quer no plano formativo     (forma&#231;&#227;o de estudantes e forma&#231;&#227;o cont&#237;nua) quer ainda no plano profil&#225;tico     (por exemplo, na preven&#231;&#227;o do <i>burnout</i> m&#233;dico).</p>       <p>Conforme     defende Charon, em obra de refer&#234;ncia nesta nova &#225;rea: &#8220;o treino narrativo ao     n&#237;vel da leitura e da escrita contribui para a efic&#225;cia cl&#237;nica&#8221;<sup>9:107</sup> (tradu&#231;&#227;o minha). </p>       <p>* O texto     aqui apresentado resulta de investiga&#231;&#227;o desenvolvida no &#226;mbito do projecto     Medicina &amp; Narrativa - (Con)textos e pr&#225;ticas interdisciplinares     (Ref. PTDC/CPC-ELT/3719/2012), do CEAUL/ULICES - Centro de Estudos     Angl&#237;sticos da Universidade de Lisboa, financiado pela FCT (Funda&#231;&#227;o para a     Ci&#234;ncia e a Tecnologia), pelo qual a autora &#233; respons&#225;vel cient&#237;fica.</p>       <p><sup>&#8224;</sup> Cf. Michel Foucault, Naissance de la clinique, onde o autor mostra como, nos     s&#233;culos XVII e XVIII, se deu a consolida&#231;&#227;o da anatomia patol&#243;gica como base     epistemol&#243;gica da medicina moderna (cient&#237;fica), ilustrando assim a profunda     altera&#231;&#227;o que designa de &#8220;mudan&#231;a de episteme.&#8221;</p>       <p><sup>&#8225;</sup> Neste passo baseio-me no conte&#250;do duma confer&#234;ncia proferida em Lisboa por     Diego Gracia, em 29 de Mar&#231;o de 2011, no Centro de Sa&#250;de de Sete-Rios, no     &#226;mbito do ciclo de palestras e programa de forma&#231;&#227;o promovidos pelo projecto     Narrativa &amp; Medicina, do CEAUL/ULICES.</p>       <p><sup>&#167;</sup> Na d&#233;cada de 50 do s&#233;c., XX, o aparecimento dos Grupos Balint sinalizava a     exist&#234;ncia dum mal-estar e da necessidade de o colmatar: reconhecendo que a     consulta m&#233;dica &#233;, no essencial, um acto de rela&#231;&#227;o, visavam amparar o cl&#237;nico,     fazendo-o partilhar inter pares os dilemas e dificuldades da sua rela&#231;&#227;o com o     doente concreto, visando criar uma rela&#231;&#227;o de confian&#231;a entre ambos. Contudo e     curiosamente, como assinala Brian Hurwitz, na obra de Michael Balint, The     doctor, his patient and the illness (1957), n&#227;o h&#225; qualquer refer&#234;ncia &#224;     narrativa. Cf. Hurtwitz 2011:75.3</p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p><sup>|</sup> Sobre a rela&#231;&#227;o entre a NBM e a EBM veja-se, por exemplo, o meu artigo &#171;O     elefante verde ou a import&#226;ncia da Medicina Narrativa na pr&#225;tica cl&#237;nica&#187;     (2014).<sup>7</sup></p>       <p>&nbsp;</p>     <p><b>REFER&#202;NCIAS BIBLIOGR&#193;FICAS</b></p>      <!-- ref --><p>1. Foucault     M. Naissance de la clinique. 8e ed. Paris: PUF; 2009. ISBN 9782130578659&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000026&pid=S2182-5173201400050000300001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>2. Lobo     Antunes J. A nova medicina. Lisboa: Funda&#231;&#227;o Francisco Manuel dos Santos; 2012.     ISBN 9789898424433&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000027&pid=S2182-5173201400050000300002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>3. Hurtwitz     B. Narrative (in) medicine. In Spinozzi P, Hurtwitz B, editors. Discourses and     narrations in the biosciences. G&#246;ttingen: Vandenhoeck &amp; Ruprecht Unipress;     2011. p. 73-87.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000028&pid=S2182-5173201400050000300003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>4. Zaner RM.     Ethics and the clinical encounter. Englewood Cliffs, New Jersey: Prentice Hall;     1988. ISBN 9780132905459&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000030&pid=S2182-5173201400050000300004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>5. Charon R,     Banks JT, Connelly JE, Hawkins AH, Hunter KM, Jones AH, et al. Literature and     medicine: contributions to clinical practice. Ann Intern Med.     1995;122(8):599-606.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000031&pid=S2182-5173201400050000300005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>6. Hurwitz     B, Greenhalgh T. Narrative-based medicine: dialogue and discourse in clinical     practice. London: BMJ Books; 1998. ISBN 0727912232&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000033&pid=S2182-5173201400050000300006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>7. Fernandes     I. O elefante verde ou a import&#226;ncia da medicina narrativa na pr&#225;tica cl&#237;nica.     Rev Ordem M&#233;dicos. 2014;(153):76-81.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000034&pid=S2182-5173201400050000300007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> Portuguese</p>       <!-- ref --><p>8. Charon R.     Narrative medicine: form, function, and ethics. Ann Intern Med.     2001;134(1):83-7.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000036&pid=S2182-5173201400050000300008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>9. Charon R.     Narrative medicine: honoring the stories of illness. Oxford: Oxford University     Press; 2006. ISBN 9780195340228&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000038&pid=S2182-5173201400050000300009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>&nbsp;</p>     <p><a href="#topc0">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a> | <a href="#topc0">Direcci&oacute;n para correspondencia</a> | <a href="#topc0">Correspondence</a><a name="c0"></a></p>        <p><a href="mailto:narrativmedicin@gmail.com">narrativmedicin@gmail.com</a></p>       <p>&nbsp;</p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Conflitos de Interesse</b></p>       <p>A autora     declara n&#227;o ter conflitos de interesse.</p>      ]]></body><back>
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