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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Fibrilhação auricular num ACeS da Região Norte - sua prevalência e proporção de terapêuticas antitrombóticas]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Prevalence of atrial fibrillation and antithrombotic therapy in a group of primary health care clinics in the North of Portugal]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Objectives: To determine the prevalence of atrial fibrillation among patients in primary health care clinics in West Porto in May 2013, to assess the distribution of CHA2DS2VASc risk factors for thromboembolism, to study antithrombotic therapy and the sites where anticoagulation therapy is managed. Type of Study: Cross-sectional study. Setting: Primary Health Care Centres of West Porto. Population: Patients registered in the health units of West Porto. Methods: Data were collected from the electronic medical records using SIARS, MIM@UF and SAM software. The chi-squared statistic was used for comparison of proportions, with statistical significance set at the p < 0.05 level. Results: The authors identified 1628 people with atrial fibrillation. Of these 58% were female. They ranged in age from 29 to 104 years with a mean age of 76 ± 11 years. The prevalence of atrial fibrillation was 0.98%, with a prevalence of 1.77% in patients over 39 years. The CHA2DS2VASc score was greater than zero in 95% of patients, excluding cases where female gender was the only risk factor. The main risk factors were arterial hypertension (75%), age greater than 74 years (62%) and female gender. Anticoagulation therapy was prescribed to 68% of patients with 88% receiving vitamin K antagonists. Follow-up of anticoagulation was performed in clinical laboratories in 74% of cases. Conclusions: The prevalence of atrial fibrillation in this population was greater than that reported in a national study in 2006 (0.5%). However the prevalence in patients over 39 years of age was less than that found in a study conducted in 2010, using electrocardiographic diagnosis (2.5%). Identification of patients with atrial fibrillation is an important task in primary health care.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Fibrilhação auricular]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><b>ESTUDOS ORIGINAIS</b></p>     <p><font size="4"><b>Fibrilha&#231;&#227;o auricular num ACeS da Regi&#227;o     Norte - sua preval&#234;ncia e propor&#231;&#227;o de terap&#234;uticas antitromb&#243;ticas</b></font></p>       <p><font size="3"><b>Prevalence     of atrial fibrillation and antithrombotic therapy in a group of primary health   care clinics in the North of Portugal</b></font></p>       <p><b>Diana Oliveira,* Joana Coelho,** Manuel     Magalh&#227;es,** Mariana Oliveira*</b></p>       <p>*M&#233;dicas     internas de Medicina Geral e Familiar, UCSP Foz do Douro - ACeS Porto     Ocidental.</p>       <p>**M&#233;dicos     internos de Medicina Geral e Familiar, USF Porto Douro - ACeS Porto     Ocidental.</p>      <p><a href="#c0">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a> | <a href="#c0">Direcci&oacute;n para correspondencia</a> | <a href="#c0">Correspondence</a><a name="topc0"></a></p> <hr/>     <p>&nbsp;</p>      <p><b>RESUMO</b></p>       <p><b>Objetivos:</b> Determinar a preval&#234;ncia de     fibrilha&#231;&#227;o auricular (FA) no Agrupamento de Centros de Sa&#250;de (ACeS) Porto     Ocidental e em maio de 2013. Caracterizar a distribui&#231;&#227;o dos fatores de risco     CHA<sub>2</sub>DS<sub>2</sub>VASc para tromboembolismo, as terap&#234;uticas     antitromb&#243;ticas e os locais de controlo da hipocoagula&#231;&#227;o com antagonistas da     vitamina K.</p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Tipo de Estudo:</b> Observacional,     transversal e descritivo. </p>       <p><b>Local:</b> ACeS Porto Ocidental. </p>       <p><b>Popula&#231;&#227;o:</b> Utentes inscritos nas     Unidades Funcionais do ACeS.</p>       <p><b>M&#233;todos:</b> Colheita de dados atrav&#233;s dos     programas SIARS, MIM@UF e SAM. Registo e an&#225;lise de dados em <i>Microsoft Office Excel</i> 2011 e SPSS 20. O     teste qui-quadrado foi utilizado para comparar propor&#231;&#245;es, aceitando-se um     n&#237;vel de signific&#226;ncia de <i>p</i> &lt;     0,05.</p>       <p><b>Resultados: </b>Identificaram-se 1.628     utentes com FA, 58% do g&#233;nero feminino; com idade entre 29 e 104 anos sendo a     m&#233;dia de 76 &#177; 11. A preval&#234;ncia global de FA foi de 0,98% e de 1,77% nos     utentes acima dos 39 anos. Verificou-se que 95% dos utentes tinha CHA<sub>2</sub>DS<sub>2</sub>VASc <i>score</i> superior a 0 (excluindo os     casos apenas associados ao g&#233;nero feminino). Os fatores de risco mais     frequentes foram a hipertens&#227;o arterial (75%), a idade superior a 74 anos (62%)     e o g&#233;nero feminino. A hipocoagula&#231;&#227;o foi prescrita em 68% e destes 88%     corresponderam a antagonistas da vitamina K. O controlo laboratorial ocorreu em     74% dos casos.</p>       <p><b>Conclus&#245;es</b>:     A preval&#234;ncia global de FA foi superior &#224; referida num estudo nacional de 2006     (0,5%). Contudo, a preval&#234;ncia acima dos 39 anos foi inferior &#224; encontrada num     estudo de 2010, baseado na realiza&#231;&#227;o de eletrocardiogramas (2,5%). O     conhecimento da popula&#231;&#227;o com FA &#233; importante na otimiza&#231;&#227;o de recursos essenciais     a uma adequada presta&#231;&#227;o de cuidados.</p>       <p><b>Palavras-chave:</b> Fibrilha&#231;&#227;o auricular;     Preval&#234;ncia; <i>Score</i> CHA<sub>2</sub>DS<sub>2</sub>VASc;     Hipocoagula&#231;&#227;o.</p>  <hr/>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>ABSTRACT</b></p>       <p><b>Objectives:</b> To determine the prevalence     of atrial fibrillation among patients in primary health care clinics in West     Porto in May 2013, to assess the distribution of CHA<sub>2</sub>DS<sub>2</sub>VASc     risk factors for thromboembolism, to study antithrombotic therapy and the sites   where anticoagulation therapy is managed.</p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Type of Study:</b> Cross-sectional study. </p>       <p><b>Setting:</b> Primary Health Care Centres of     West Porto.</p>       <p><b>Population:</b> Patients registered in the     health units of West Porto.</p>       <p><b>Methods:</b> Data were collected from the     electronic medical records using SIARS, MIM@UF and SAM software. The     chi-squared statistic was used for comparison of proportions, with statistical     significance set at the <i>p</i> &lt; 0.05     level. </p>       <p><b>Results:</b> The authors identified 1628     people with atrial fibrillation. Of these 58% were female. They ranged in age     from 29 to 104 years with a mean age of 76 &#177; 11 years. The prevalence of atrial     fibrillation was 0.98%, with a prevalence of 1.77% in patients over 39 years.     The CHA<sub>2</sub>DS<sub>2</sub>VASc score was greater than zero in 95% of     patients, excluding cases where female gender was the only risk factor. The     main risk factors were arterial hypertension (75%), age greater than 74 years     (62%) and female gender. Anticoagulation therapy was prescribed to 68% of     patients with 88% receiving vitamin K antagonists. Follow-up of anticoagulation     was performed in clinical laboratories in 74% of cases.</p>       <p><b>Conclusions:</b> The prevalence of atrial     fibrillation in this population was greater than that reported in a national     study in 2006 (0.5%). However the prevalence in patients over 39 years of age     was less than that found in a study conducted in 2010, using     electrocardiographic diagnosis (2.5%). Identification of patients with atrial     fibrillation is an important task in primary health care.</p>       <p><b>Keywords:</b> Atrial Fibrillation;     Prevalence; CHA<sub>2</sub>DS<sub>2</sub>VASc Score; Anticoagulation.</p>  <hr/>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Introdu&#231;&#227;o</b></p>       <p>A     fibrilha&#231;&#227;o auricular (FA) caracteriza-se por um ritmo irregular, geralmente     r&#225;pido, constituindo a disritmia sustentada mais frequente e ocorrendo em 1,5 a     2% da popula&#231;&#227;o geral nos pa&#237;ses desenvolvidos.<sup>1</sup> A preval&#234;ncia de FA     aumenta com a idade<sup>2-3</sup> e, nos Estados Unidos da Am&#233;rica, ocorre em     0,1% das pessoas com menos de 55 anos de idade, 3,8% das com pelo menos 60 anos     e atinge 10% das com idade igual ou superior a 80 anos.<sup>4</sup> O estudo     FAMA, realizado em adultos portugueses com idade igual ou superior a 40 anos e     publicado em 2010, revelou uma preval&#234;ncia nacional neste grupo et&#225;rio de 2,5%.<sup>3</sup> Com o aumento da esperan&#231;a m&#233;dia de vida, estima-se uma duplica&#231;&#227;o da     preval&#234;ncia de FA na popula&#231;&#227;o geral nas pr&#243;ximas d&#233;cadas.<sup>2,5-6</sup> A     preval&#234;ncia &#233; frequentemente referida como mais elevada nos indiv&#237;duos do     g&#233;nero masculino,<sup>2</sup> todavia os resultados do estudo FAMA n&#227;o     revelaram diferen&#231;as estatisticamente significativas entre os dois g&#233;neros.     Ap&#243;s ajustamento para a idade, verificou-se uma preval&#234;ncia superior nos homens     com idade compreendida entre os 70 e os 79 anos e nas mulheres com pelo menos     80 anos.<sup>3</sup></p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A FA est&#225;     intimamente associada a outras doen&#231;as cardiovasculares, como insufici&#234;ncia     card&#237;aca, doen&#231;a coron&#225;ria, doen&#231;a valvular card&#237;aca, diabetes mellitus e     hipertens&#227;o arterial (HTA).</p>       <p>O mecanismo     de a&#231;&#227;o pelo qual os fatores de risco cardiovascular predisp&#245;em &#224; ocorr&#234;ncia de     FA permanece em investiga&#231;&#227;o. N&#237;veis elevados de catecolaminas, <i>stress</i> hemodin&#226;mico ou metab&#243;lico,     isquemia ou inflama&#231;&#227;o auricular e ativa&#231;&#227;o da cascata neuro-humoral podem     promover o desenvolvimento desta patologia.<sup>4</sup></p>       <p>A FA aumenta     cinco vezes o risco de acidente vascular cerebral (AVC)1 e um em cada cinco destes     eventos &#233; atribu&#237;do a esta disritmia. Quando associados &#224; FA, os AVCs     isqu&#233;micos s&#227;o frequentemente fatais e os doentes que sobrevivem t&#234;m maior     incapacidade e maior probabilidade de recorr&#234;ncia do que nos restantes casos.<sup>2</sup></p>       <p>A abordagem     de doentes com FA visa reduzir a sintomatologia e as complica&#231;&#245;es graves desta     disritmia, assentando no controlo de ritmo ou frequ&#234;ncia e na preven&#231;&#227;o de     eventos tromboemb&#243;licos. A determina&#231;&#227;o do risco de ocorr&#234;ncia destes eventos &#233;     essencial &#224; decis&#227;o terap&#234;utica farmacol&#243;gica, tendo-se baseado durante anos no <i>score</i> CHADS<sub>2</sub>, entretanto substitu&#237;do pelo     score CHA<sub>2</sub>DS<sub>2</sub>VASc, que se encontra discriminado no <a href="#q1">Quadro I</a>.<sup>1-2</sup></p>       <p>&nbsp;</p>    <p align="center"><a name="q1"></a><img src="/img/revistas/rpmgf/v30n5/30n5a04q1.jpg"/></p>    
<p>&nbsp;</p>       <p>De acordo     com as recomenda&#231;&#245;es atuais da Sociedade Europeia de Cardiologia, a preven&#231;&#227;o     farmacol&#243;gica de eventos tromboemb&#243;licos est&#225; indicada em doentes com <i>score</i> igual ou superior a 1, excluindo     mulheres sem outros fatores de risco. Est&#225; recomendada a hipocoagula&#231;&#227;o oral (<i>International Normalized Ratio</i> (INR)     alvo entre 2 e 3), devendo esta ser substitu&#237;da por antiagrega&#231;&#227;o plaquet&#225;ria     apenas em doentes que recusem a hipocoagula&#231;&#227;o (associa&#231;&#227;o de &#225;cido     acetilsalic&#237;lico (AAS) e clopidogrel, reservando-se a monoterapia com AAS para     situa&#231;&#245;es de intoler&#226;ncia &#224; terap&#234;utica dupla ou de risco hemorr&#225;gico elevado).     Naqueles com <i>score</i> 0 n&#227;o dever&#225; ser     institu&#237;da terap&#234;utica anticoagulante ou antiagregante.<sup>2</sup></p>       <p>Os encargos     do Servi&#231;o Nacional de Sa&#250;de com o tratamento da FA e das suas complica&#231;&#245;es, a     morbimortalidade desta patologia e a previs&#227;o do aumento da sua preval&#234;ncia     tornam necess&#225;rio conhecer a popula&#231;&#227;o por ela atingida no ACeS Porto     Ocidental, de modo a otimizar os recursos pessoais, t&#233;cnicos e econ&#243;micos     indispens&#225;veis &#224; adequada presta&#231;&#227;o de cuidados a estes doentes. Assim, os     objetivos principais deste trabalho foram determinar, neste ACeS e em maio de     2013, a preval&#234;ncia de FA, a propor&#231;&#227;o dos diferentes riscos tromboemb&#243;licos     (de acordo com o <i>score</i> CHA<sub>2</sub>DS<sub>2</sub>VASc     - riscos vari&#225;veis entre 0 e 9), a propor&#231;&#227;o de diferentes fatores de     risco considerados no <i>score</i> (insufici&#234;ncia card&#237;aca, HTA, diabetes mellitus, acidente isqu&#233;mico transit&#243;rio     (AIT) ou AVC, enfarte agudo do mioc&#225;rdio (EAM) ou doen&#231;a arterial perif&#233;rica,     idade compreendida entre 65 e 74 anos e idade igual ou superior a 75 anos), a     propor&#231;&#227;o dos diferentes tipos de terap&#234;utica antitromb&#243;tica institu&#237;da     (nenhuma, antiagrega&#231;&#227;o plaquet&#225;ria ou hipocoagula&#231;&#227;o) e a propor&#231;&#227;o de doentes     hipocoagulados com antagonistas da vitamina K controlados a n&#237;vel laboratorial     e hospitalar. Secundariamente, pretendeu-se caracterizar a popula&#231;&#227;o com FA     quanto ao g&#233;nero e &#224; idade e verificar a exist&#234;ncia de diferen&#231;as     estatisticamente significativas entre a preval&#234;ncia nos dois g&#233;neros.</p>       <p><b>M&#233;todos</b></p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Com parecer     favor&#225;vel da Comiss&#227;o de &#201;tica da Administra&#231;&#227;o Regional de Sa&#250;de do Norte e     colabora&#231;&#227;o da Presidente do Conselho Cl&#237;nico do ACeS Porto Ocidental foi     efetuado um estudo observacional, transversal e descritivo, durante o per&#237;odo     de mar&#231;o a outubro de 2013.</p>       <p>O estudo foi     realizado no ACeS Porto Ocidental, incluindo toda a popula&#231;&#227;o inscrita nas suas     Unidades de Sa&#250;de Familiar (USF) e Unidades de Cuidados de Sa&#250;de Personalizados     (UCSP), em maio de 2013.</p>       <p>Foram     definidas as seguintes vari&#225;veis de estudo:</p>       <p>&#8226; Idade (em     anos) dos utentes com FA;</p>       <p>&#8226; Unidade     Funcional do ACeS, codificada de forma num&#233;rica, de modo a garantir o     anonimato;</p>       <p>&#8226;     Insufici&#234;ncia card&#237;aca (c&#243;digo K77 da <i>International     Classification of Primary Care, Second Edition</i> (ICPC-2) presente ou     ausente);</p>       <p>&#8226; HTA     (c&#243;digo K86 ou K87 da ICPC-2 presente ou ausente);</p>       <p>&#8226; Diabetes     mellitus (c&#243;digo T89 ou T90 da ICPC-2 presente ou ausente);</p>       <p>&#8226; AIT e/ou     AVC (c&#243;digo K89 ou K90 da ICPC-2 presente ou ausente);</p>       <p>&#8226; EAM e/ou     doen&#231;a arterial perif&#233;rica (c&#243;digo K75 ou K92 da ICPC-2 presente ou ausente);</p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&#8226; G&#233;nero     (masculino ou feminino);</p>       <p>&#8226; CHA<sub>2</sub>DS<sub>2</sub>VASc     (pontua&#231;&#227;o do <i>score,</i> de 0 a 9);</p>       <p>&#8226; Tratamento     antitromb&#243;tico (nenhum, antiagrega&#231;&#227;o plaquet&#225;ria ou hipocoagula&#231;&#227;o     (acenocumarol, varfarina ou outros));</p>       <p>&#8226; Local de     controlo de hipocoagula&#231;&#227;o (laborat&#243;rio ou hospital).</p>       <p>Foi obtido o     n&#250;mero de utentes inscritos nas USF e UCSP do ACeS atrav&#233;s do programa Sistema     de Informa&#231;&#227;o da Administra&#231;&#227;o Regional de Sa&#250;de (SIARS) e foram identificados     os utentes com FA mediante o programa M&#243;dulo de Informa&#231;&#227;o e Monitoriza&#231;&#227;o das     Unidades Funcionais (MIM@UF) - identifica&#231;&#227;o restrita aos utentes com     codifica&#231;&#227;o K78 da ICPC-2 no processo cl&#237;nico Sistema de Apoio ao M&#233;dico (SAM).     Os dados relativos ao g&#233;nero e &#224; idade dos utentes foram colhidos do programa     MIM@UF e a restante informa&#231;&#227;o necess&#225;ria &#224; realiza&#231;&#227;o do trabalho adveio da     consulta individual dos processos cl&#237;nicos SAM dos utentes identificados com     FA.</p>       <p>A an&#225;lise     estat&#237;stica foi realizada atrav&#233;s dos programas <i>Microsoft Office Excel</i> 2011 e SPSS vers&#227;o 20. O teste de     qui-quadrado foi usado para avaliar a associa&#231;&#227;o entre vari&#225;veis categ&#243;ricas.     Na an&#225;lise estat&#237;stica foi considerado significado estat&#237;stico quando <i>p</i> &lt; 0,05.</p>       <p><b>Resultados</b></p>       <p>Em maio de     2013 foram identificados 159.702 utentes inscritos nas USF e UCSP do ACeS Porto     Ocidental, 1.628 dos quais com diagn&#243;stico de FA. Foram exclu&#237;dos do estudo 66     utentes com diagn&#243;stico de FA por: cardiovers&#227;o pr&#233;via resultando em ritmo     sinusal (22), o n&#250;mero de utente obtido atrav&#233;s do programa MIM@UF n&#227;o ser     aceite no SAM (9), transfer&#234;ncia de Unidade Funcional (9), aparente erro de     codifica&#231;&#227;o diagn&#243;stica (2) e falecimento (24). Foram, assim, inclu&#237;dos no     estudo 1.562 indiv&#237;duos, tendo sido determinada uma preval&#234;ncia de FA de 0,98%     (IC 95% = 0,93 - 1,03). Em utentes com pelo menos 40 anos de idade foi     determinada uma preval&#234;ncia de 1,77% (IC 95% = 1,68 - 1,86).</p>       <p>Cinquenta e     oito por cento dos utentes inclu&#237;dos no estudo s&#227;o do g&#233;nero feminino. A idade     dos utentes est&#225; compreendida entre os 29 e os 104 anos (m&#233;dia de 76 &#177; 11     anos). </p>       <p>Foi determinada     uma preval&#234;ncia de FA de 1,03% no g&#233;nero feminino (IC 95% = 0,97 - 1,10%)     e de 0,91% no g&#233;nero masculino (IC 95% = 0,84 - 0,98%) (<i>p</i> = 0,012).</p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p>O <a href="#q2">Quadro II</a>     revela a propor&#231;&#227;o dos diferentes riscos tromboemb&#243;licos (de acordo com o <i>score</i> CHA<sub>2</sub>DS<sub>2</sub>VASc),     verificando-se que 97% dos utentes com FA tinha <i>score</i> igual ou superior a 1, tendo a maioria <i>score</i> de 3 e 4. Excluindo as mulheres sem outros fatores de risco,     95% dos utentes com FA tinha indica&#231;&#227;o para hipocoagula&#231;&#227;o.</p>      <p>&nbsp;</p>    <p align="center"><a name="q2"></a><img src="/img/revistas/rpmgf/v30n5/30n5a04q2.jpg"/></p>    
<p>&nbsp;</p>       <p>O <a href="#q3">Quadro III</a>     revela a propor&#231;&#227;o dos diferentes fatores de risco considerados no <i>score</i> CHA<sub>2</sub>DS<sub>2</sub>VASc,     constatando-se predom&#237;nio de HTA (75%), idade igual ou superior a 75 anos (62%)     e g&#233;nero feminino (58%).</p>       <p>&nbsp;</p>    <p align="center"><a name="q3"></a><img src="/img/revistas/rpmgf/v30n5/30n5a04q3.jpg"/></p>    
<p>&nbsp;</p>       <p>A maioria     dos utentes com FA encontrava-se hipocoagulada (68%), sobretudo com     acenocumarol ou varfarina (<a href="#q4">Quadro IV</a>). Entre os doentes com FA, 16% estavam     medicados com antiagregante plaquet&#225;rio, 3% n&#227;o realizavam terap&#234;utica     antitromb&#243;tica e em 13% dos casos a terap&#234;utica era desconhecida.</p>        <p>&nbsp;</p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="center"><a name="q4"></a><img src="/img/revistas/rpmgf/v30n5/30n5a04q4.jpg"/></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>O local de controlo dos doentes hipoacoagulados com antagonistas da vitamina    K foi em 74% dos casos um laborat&#243;rio de an&#225;lises cl&#237;nicas. Em    12% dos casos, os doentes realizavam o controlo de INR em ambiente hospitalar,    desconhecendo-se o local de vigil&#226;ncia em 14% destes utentes.</p>       <p><b>Discuss&#227;o</b></p>       <p>A     preval&#234;ncia de FA determinada em adultos com pelo menos 40 anos de idade     (1,77%) foi inferior &#224; obtida pelo estudo FAMA (2,5%). No ACeS Porto Ocidental,     a preval&#234;ncia de FA de 0,98% poder&#225; ser inferior &#224; real. Poss&#237;veis     justifica&#231;&#245;es s&#227;o a discrep&#226;ncia que se tem verificado entre o n&#250;mero de     utentes inscritos nas USF e UCSP obtido por diferentes programas inform&#225;ticos     (Sistema Inform&#225;tico de Unidades de Sa&#250;de (SINUS), SIARS e MIM@UF), assim como     o facto de a totalidade dos inscritos no ACeS Porto Ocidental ter sido obtida     atrav&#233;s do SIARS e os utentes com FA terem sido identificados atrav&#233;s do     MIM@UF, com inclus&#227;o daqueles registados no SAM com o c&#243;digo K78 da ICPC-2 e     exclu&#237;dos os submetidos a cardiovers&#227;o sem evid&#234;ncia de manterem FA. Poder&#225;     existir tamb&#233;m um eventual subdiagn&#243;stico de FA, como apontado no estudo FAMA,     no qual a popula&#231;&#227;o selecionada foi submetida a eletrocardiograma, com     consequente identifica&#231;&#227;o de casos sem diagn&#243;stico pr&#233;vio e ainda uma eventual     subcodifica&#231;&#227;o de casos de FA diagnosticados.</p>       <p>No entanto,     a preval&#234;ncia de FA determinada na popula&#231;&#227;o inscrita no ACeS Porto Ocidental     foi superior &#224; referida num estudo portugu&#234;s publicado em 2006 na Revista     Portuguesa de Cl&#237;nica Geral, realizado por M&#233;dicos Sentinela dos Cuidados de     Sa&#250;de Prim&#225;rios (0,5%).<sup>8</sup></p>       <p>Contrariamente     ao estudo FAMA, o presente estudo revelou diferen&#231;as estatisticamente     significativas entre a preval&#234;ncia de FA nos dois g&#233;neros. Embora a preval&#234;ncia     seja referida frequentemente como mais elevada no g&#233;nero masculino, este estudo     revelou o oposto, o que poder&#225; ser consequ&#234;ncia da maior utiliza&#231;&#227;o dos     cuidados de sa&#250;de prim&#225;rios por utentes do g&#233;nero feminino, j&#225; que dados     divulgados pelo Boletim Estat&#237;stico da Administra&#231;&#227;o Regional de Sa&#250;de de     Lisboa e Vale do Tejo apontam para um predom&#237;nio da procura de cuidados de     sa&#250;de, a partir dos 15 anos, pelo g&#233;nero feminino.<sup>9</sup></p>       <p>De acordo     com o <i>score</i> CHA<sub>2</sub>DS<sub>2</sub>VASc,     95% dos doentes com FA do ACeS tinha indica&#231;&#227;o para hipocoagula&#231;&#227;o. Por&#233;m,     apenas 68% dos mesmos se encontrava hipocoagulado. Dado a &#250;ltima publica&#231;&#227;o da     Sociedade Europeia de Cardiologia relativa &#224; FA recomendar que a avalia&#231;&#227;o do     risco hemorr&#225;gico n&#227;o conduz, por si s&#243;, &#224; exclus&#227;o do tratamento     hipocoagulante, mas &#224; corre&#231;&#227;o de fatores de risco hemorr&#225;gico, torna-se     importante rever o motivo pelo qual 32% dos utentes com FA n&#227;o estava a fazer     este tratamento. S&#227;o apontadas diversas raz&#245;es para a subutiliza&#231;&#227;o de     hipocoagula&#231;&#227;o,<sup>10-14</sup> entre as quais, receio de hemorragias ou     experi&#234;ncias pr&#233;vias de ocorr&#234;ncia de eventos hemorr&#225;gicos pela parte dos     m&#233;dicos e baixos n&#237;veis de in&#237;cio de tratamento, exist&#234;ncia de uma margem     terap&#234;utica estreita que obriga a monitoriza&#231;&#227;o do INR e baixa ades&#227;o do     doente. Em rela&#231;&#227;o ao presente estudo, devem ser consideradas uma eventual     justifica&#231;&#227;o cl&#237;nica para a n&#227;o institui&#231;&#227;o de hipocoagula&#231;&#227;o ou uma escassez     na difus&#227;o das altera&#231;&#245;es propostas pela Sociedade Europeia de Cardiologia, em     2012. Al&#233;m disso, em alguns casos, o <i>score</i> poder&#225; estar sobrestimado pelo facto dos autores do presente estudo terem     inclu&#237;do como fator de risco CHA<sub>2</sub>DS<sub>2</sub>VASc a presen&#231;a de     codifica&#231;&#227;o K77 da ICPC-2 (alusiva &#224; insufici&#234;ncia card&#237;aca), apesar de o <i>score</i> considerar que esta entidade     cl&#237;nica apenas constitui fator de risco perante disfun&#231;&#227;o sist&#243;lica ventricular     esquerda moderada a grave. Em alguns casos, o score poder&#225; estar subestimado,     dado o estudo n&#227;o ter inclu&#237;do todos os fatores de risco CHA<sub>2</sub>DS<sub>2</sub>VASc,     mas apenas aqueles pass&#237;veis de estarem acess&#237;veis no SAM. Uma das maiores     limita&#231;&#245;es deste estudo foi o subregisto nos processos cl&#237;nicos.</p>       <p>Oitenta e     oito por cento dos doentes hipocoagulados por FA estavam medicados com f&#225;rmacos     antagonistas da vitamina K, que implicam o controlo de INR, realizado a n&#237;vel     laboratorial em 74% dos casos. </p>       <p>O presente     trabalho incluiu n&#227;o s&#243; os doentes com FA, mas tamb&#233;m aqueles com <i>flutter</i> auricular, dado estarem     codificados com K78 da ICPC-2. Esta &#250;ltima arritmia muitas vezes padece ou     alterna com a FA e apresenta um risco semelhante de AVC e id&#234;ntica terap&#234;utica     profil&#225;tica.<sup>3</sup></p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Para al&#233;m     das referidas limita&#231;&#245;es do trabalho, acrescenta-se o facto de o programa SIARS     n&#227;o ter disponibilizado o n&#250;mero de utentes inscritos em maio de 2013 numa das     Unidades estudadas, pelo que foi utilizado o n&#250;mero de utentes alusivo a     fevereiro do mesmo ano. </p>     <p>Os dados     utilizados na realiza&#231;&#227;o deste trabalho foram obtidos atrav&#233;s de programas     inform&#225;ticos. Para fins de investiga&#231;&#227;o em Cuidados de Sa&#250;de Prim&#225;rios &#233;     necess&#225;rio que os dados administrativos que s&#227;o disponibilizados aos     profissionais de sa&#250;de sejam fi&#225;veis, devendo ser dada maior aten&#231;&#227;o &#224;     necessidade de melhoria da qualidade dos mesmos. No sentido de assegurar um     m&#225;ximo de fiabilidade das estat&#237;sticas inferidas, esta dever&#225; ser investigada     noutros estudos.</p>       <p>N&#227;o obstante     as limita&#231;&#245;es, este estudo permite caracterizar a popula&#231;&#227;o de utentes com FA     no ACeS Porto Ocidental, o que ainda n&#227;o tinha sido efetuado. Sendo a FA a     disritmia mais frequente e estimando-se um aumento da sua preval&#234;ncia na     popula&#231;&#227;o geral nas pr&#243;ximas d&#233;cadas, estudos que permitam conhecer as popula&#231;&#245;es     por ela atingidas revelam-se importantes e poder&#227;o auxiliar na otimiza&#231;&#227;o de     recursos fundamentais a uma presta&#231;&#227;o de cuidados adequada. </p>       <p>&nbsp;</p>       <p><b>REFER&#202;NCIAS BIBLIOGR&#193;FICAS</b></p>       <!-- ref --><p>1. Camm AJ,     Kirchhof P, Lip GY, Schotten U, Savelieva I, Ernst S, et al. Guidelines for the     management of atrial fibrillation: the Task Force for the Management of Atrial     Fibrillation of the European Society of Cardiology. Eur Heart J.     2010;31(19):2369-429.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000088&pid=S2182-5173201400050000400001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>       <!-- ref --><p>2. Camm AJ,     Lip GY, De Caterina R, Savelieva I, Atar D, Hohnloser SH, et al. 2012 focused     update of the ESC Guidelines for the management of atrial fibrillation: an     update of the 2010 ESC Guidelines for the management of atrial fibrillation.     Developed with the special contribution of the European Heart Rhythm     Association. Eur Heart J. 2012;33(21):2719-47.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000090&pid=S2182-5173201400050000400002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>3. Bonhorst     D, Mendes M, Adrag&#227;o P, Sousa J, Primo J, Leiria E, et al. Preval&#234;ncia de     fibrilha&#231;&#227;o auricular na popula&#231;&#227;o portuguesa com 40 anos ou mais: estudo FAMA     (Prevalence of atrial&nbsp; fibrillation     in the Portuguese population aged 40 and over: the FAMA study). Rev Port     Cardiol. 2010;29(3):331-50.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000092&pid=S2182-5173201400050000400003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> Portuguese</p>       <!-- ref --><p>4. Rosenthal     L. Atrial fibrillation (homepage). Medscape; 2014 (revised 2013 Mar 5; cited     2014 Jan 8). Available from:<a href="http://emedicine.medscape.com/article/151066-overview" target="_blank">http://emedicine.medscape.com/article/151066-overview</a>     &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000094&pid=S2182-5173201400050000400004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>5. Stewart     S, Hart C, Hole D, McMurray J. Population prevalence, incidence, and predictors     of atrial fibrillation in the Renfrew/Paisley study. Heart. 2001;86(5):516-21.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000095&pid=S2182-5173201400050000400005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>6. Go AS,     Hylek EM, Phillips KA, Chang Y, Henault LE, Selby JV, et al. Prevalence of     diagnosed atrial fibrillation in adults: national implications for rhythm     management and stroke prevention: the AnTicoagulation and Risk Factors in     Atrial Fibrillation (ATRIA) Study. JAMA. 2001;285(18):2370-5.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000097&pid=S2182-5173201400050000400006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>7. Lip GY,     Frison L, Halperin JL, Lane DA. Identifying patients at high risk for stroke     despite anticoagulation: a comparison of contemporary stroke risk     stratification schemes in an anticoagulated atrial fibrillation cohort. Stroke.     2010;41(12):2731-8.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000099&pid=S2182-5173201400050000400007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>8. Ascen&#231;&#227;o     P. Fibrilha&#231;&#227;o auricular e preven&#231;&#227;o do tromboembolismo: estudo numa popula&#231;&#227;o     de utentes de Centros de Sa&#250;de. Rev Port Clin Geral 2006;22(1):13-24.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000101&pid=S2182-5173201400050000400008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref -->     Portuguese</p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>9.     Administra&#231;&#227;o Regional de Sa&#250;de de Lisboa e Vale do Tejo. Boletim estat&#237;stico:     Janeiro-Setembro 2013, Cuidados de Sa&#250;de Prim&#225;rios (CSP) (homepage).     Lisboa: ARSLVT (cited 2014 Jun 5). Available from:<a href="http://www.arslvt.min-saude.pt/nucleoestudosplaneamento/Documents/Boletins%20Estat%C3%ADsticos/Boletim%20CSP_3%C2%BATrimestre%202013_10_2013_vf.pdf" target="_blank">http://www.arslvt.min-saude.pt/nucleoestudosplaneamento/Documents/Boletins%20Estat%C3%ADsticos/Boletim%20CSP_3%C2%BATrimestre%202013_10_2013_vf.pdf</a> Portuguese&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000103&pid=S2182-5173201400050000400009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>10. Ogilvie     IM, Newton N, Welner SA, Cowell W, Lip GY. Underuse of oral anticoagulants in     atrial fibrillation: a systematic review. Am J Med. 2010;123(7):638-45.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000104&pid=S2182-5173201400050000400010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>11.     Gattellari M, Worthington J, Zwar N, Middleton S. Barriers to the use of     anticoagulation for nonvalvular atrial fibrillation: a representative survey of     Australian family physicians. Stroke. 2008;39(1):227-30.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000106&pid=S2182-5173201400050000400011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>12. Anderson     N, Fuller R, Dudley N. &#8216;Rules of thumb&#8217; or reflective practice? Understanding     senior physicians&#8217; decision-making about anti-thrombotic usage in atrial fibrillation.     QJM. 2007;100(5):263-9.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000108&pid=S2182-5173201400050000400012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>13. Gandolfo     C, Balestrino M, Burrone A, Del Sette M, Finocchi C. Stroke due to atrial     fibrillation and the attitude to prescribing anticoagulant prevention in Italy:     a prospective study of a consecutive stroke population admitted to a     comprehensive stroke unit. J Neurol. 2008;255(6):796-802.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000110&pid=S2182-5173201400050000400013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>14. Reynolds     MR, Shah J, Essebag V, Olshansky B, Friedman PA, Hadjis T, et al. Patterns and     predictors of warfarin use in patients with new-onset atrial fibrillation from     the FRACTAL Registry. Am J Cardiol. 2006;97(4):538-43.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000112&pid=S2182-5173201400050000400014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <p>&nbsp;</p>     <p><a href="#topc0">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a> | <a href="#topc0">Direcci&oacute;n para correspondencia</a> | <a href="#topc0">Correspondence</a><a name="c0"></a></p>        <p>Mariana     Filipa Fraga de Oliveira</p>       <p>R. Professor     Egas Moniz, n&#186; 1475 </p>     <p>4510-119     Jovim-Gondomar</p>       <p>E-mail: <a href="mailto:mariana.ffo@gmail.com">mariana.ffo@gmail.com</a></p>          <p>&nbsp;</p>       <p><b>Conflitos   de interesse</b></p>       <p>Os autores     declaram n&#227;o ter conflito de interesses.</p>       ]]></body>
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