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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Rastreio do aneurisma da aorta abdominal: revisão baseada na evidência]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Screening for abdominal aortic aneurysm: an evidence-based review]]></article-title>
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<self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S2182-51732014000500006&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_abstract&amp;pid=S2182-51732014000500006&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_pdf&amp;pid=S2182-51732014000500006&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><abstract abstract-type="short" xml:lang="pt"><p><![CDATA[Objetivo: Rever a evidência sobre a mortalidade e os efeitos laterais do rastreio do aneurisma da aorta abdominal (AAA) em adultos assintomáticos. Fontes de Dados: National Guideline Clearinghouse, Guidelines Finder, Canadian Medical Association Practice Guidelines, Cochrane, DARE, Bandolier, MEDLINE e Índex de Revistas Médicas Portuguesas. Métodos: Realizou-se uma pesquisa de meta-análises (MA), revisões sistemáticas (RS), ensaios clínicos aleatorizados e controlados (ECAC) e normas de orientação clínica (NOC), publicados entre 01/01/2003 e 23/03/2013, nas línguas portuguesa, espanhola, inglesa e francesa, utilizando os termos MeSH: abdominal aortic aneurysm e mass screening. Adotou-se a escala Oxford Centre for Evidence-Based Medicine (CEBM) para avaliação da qualidade dos estudos e atribuição dos níveis de evidência (NE). Resultados: Foram obtidos 337 artigos, tendo sido incluídas 2 MA, 1 RS e 7 NOC. A RS e as MA selecionadas demonstraram que o rastreio diminuía significativamente a mortalidade por AAA nos homens com idades entre os 65-75 anos, mas não nas mulheres. A diminuição da mortalidade por todas as causas foi observada numa MA, tendo sido estimado um número necessário para rastrear de 156, inferior a programas de rastreios oncológicos atualmente instituídos. O rastreio duplicou o número de cirurgias eletivas e diminuiu para cerca de metade o número de cirurgias de emergência por rotura de AAA. Conclusões: A evidência encontrada foi consistente e de boa qualidade, demonstrando a redução da mortalidade por AAA através do rastreio do AAA em homens assintomáticos com idades = 65 anos (NE1). O tratamento do AAA está associado a riscos significativos de morte operatória e complicações que poderão ser aceitáveis nos indivíduos de alto risco.]]></p></abstract>
<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Objective: Review the evidence of mortality and adverse effects of screening for abdominal aortic aneurysm (AAA) in asymptomatic adults. Data Sources: National Guideline Clearinghouse, Guidelines Finder, Canadian Medical Association Practice Guidelines, Cochrane, DARE, Bandolier, MEDLINE and Index of Portuguese Medical Journals. Methods: We conducted a search for meta-analyses (MA), systematic reviews (SR), randomized clinical trials (RCT) and clinical practice guidelines (CPG), published between 01/01/2003 and 03/23/2013 in the Portuguese, Spanish, English and French languages, using the MeSH terms abdominal aortic aneurysm and mass screening. We used the Oxford Centre for Evidence-Based Medicine (CEBM) scale for assessment of levels of evidence (LE). Results: Of 337 articles obtained, 10 met the inclusion criteria (2 MA, 1 SR and 7 CPG). The SR and the MA selected showed that screening for AAA significantly decreased mortality in men aged between 65-75 years old, but not in women. A reduction in all-cause mortality was observed in one MA, which estimated a number needed to screen of 156. This is lower than the number needed to screen in current cancer screening programs. Screening doubled the number of elective surgeries and decreased the number of emergency surgeries for ruptured AAA by half. Conclusions: Consistent, good quality evidence demonstrated a reduction in mortality from AAA by screening asymptomatic men aged = 65 years (LE1). The treatment of AAA is associated with significant risk of death and surgical complications, which may be acceptable in individuals at high risk.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Aneurisma da Aorta Abdominal]]></kwd>
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<kwd lng="en"><![CDATA[Side Effects]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><b>REVIS&#213;ES</b></p>       <p><font size="4"><b>Rastreio do aneurisma da aorta abdominal     - revis&#227;o baseada na evid&#234;ncia</b></font></p>       <p><font size="3"><b>Screening   for abdominal aortic aneurysm - an evidence-based review</b></font></p>       <p><b>V&#237;tor Portela Cardoso,* Paula Mendes**</b></p>       <p>*Interno de     Medicina Geral e Familiar. Mestrado Integrado em Medicina pela Escola de     Ci&#234;ncias da Sa&#250;de da Universidade do Minho. Unidade de Sa&#250;de Familiar Gualtar.</p>       <p>**Interna de     Medicina Geral e Familiar. Mestrado Integrado em Medicina pela Escola de     Ci&#234;ncias da Sa&#250;de da Universidade do Minho. Unidade de Sa&#250;de Familiar     Maxisa&#250;de.</p>    <p><a href="#c0">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a> | <a href="#c0">Direcci&oacute;n para correspondencia</a> | <a href="#c0">Correspondence</a><a name="topc0"></a></p> <hr/>     <p>&nbsp;</p>        <p><b>RESUMO</b></p>       <p><b>Objetivo:</b> Rever a evid&#234;ncia sobre a     mortalidade e os efeitos laterais do rastreio do aneurisma da aorta abdominal     (AAA) em adultos assintom&#225;ticos.</p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Fontes de Dados:</b> <i>National Guideline Clearinghouse, Guidelines Finder, Canadian Medical     Association Practice Guidelines, Cochrane, DARE, Bandolier, MEDLINE</i> e &#205;ndex     de Revistas M&#233;dicas Portuguesas.</p>       <p><b>M&#233;todos:</b> Realizou-se uma pesquisa de     meta-an&#225;lises (MA), revis&#245;es sistem&#225;ticas (RS), ensaios cl&#237;nicos aleatorizados     e controlados (ECAC) e normas de orienta&#231;&#227;o cl&#237;nica (NOC), publicados entre     01/01/2003 e 23/03/2013, nas l&#237;nguas portuguesa, espanhola, inglesa e francesa,     utilizando os termos MeSH: <i>abdominal     aortic aneurysm</i> e <i>mass screening.</i> Adotou-se a escala <i>Oxford Centre for     Evidence-Based Medicine</i> (CEBM) para avalia&#231;&#227;o da qualidade dos estudos e     atribui&#231;&#227;o dos n&#237;veis de evid&#234;ncia (NE).</p>       <p><b>Resultados:</b> Foram obtidos 337 artigos,     tendo sido inclu&#237;das 2 MA, 1 RS e 7 NOC. A RS e as MA selecionadas demonstraram     que o rastreio diminu&#237;a significativamente a mortalidade por AAA nos homens com     idades entre os 65-75 anos, mas n&#227;o nas mulheres. A diminui&#231;&#227;o da mortalidade     por todas as causas foi observada numa MA, tendo sido estimado um n&#250;mero     necess&#225;rio para rastrear de 156, inferior a programas de rastreios oncol&#243;gicos     atualmente institu&#237;dos. O rastreio duplicou o n&#250;mero de cirurgias eletivas e     diminuiu para cerca de metade o n&#250;mero de cirurgias de emerg&#234;ncia por rotura de     AAA.</p>       <p><b>Conclus&#245;es:</b> A evid&#234;ncia encontrada foi     consistente e de boa qualidade, demonstrando a redu&#231;&#227;o da mortalidade por AAA     atrav&#233;s do rastreio do AAA em homens assintom&#225;ticos com idades &#8805; 65 anos     (NE1). O tratamento do AAA est&#225; associado a riscos significativos de morte     operat&#243;ria e complica&#231;&#245;es que poder&#227;o ser aceit&#225;veis nos indiv&#237;duos de alto     risco. </p>       <p><b>Palavras-chave:</b> Aneurisma da Aorta     Abdominal; Rastreio; Mortalidade; Efeitos Laterais.</p><hr/>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>ABSTRACT</b></p>       <p><b>Objective:</b> Review the evidence of     mortality and adverse effects of screening for abdominal aortic aneurysm (AAA)   in asymptomatic adults.</p>       <p><b>Data Sources:</b> National Guideline     Clearinghouse, Guidelines Finder, Canadian Medical Association Practice     Guidelines, Cochrane, DARE, Bandolier, MEDLINE and Index of Portuguese Medical     Journals.</p>       <p><b>Methods:</b> We conducted a search for     meta-analyses (MA), systematic reviews (SR), randomized clinical trials (RCT)     and clinical practice guidelines (CPG), published between 01/01/2003 and     03/23/2013 in the Portuguese, Spanish, English and French languages, using the     MeSH terms abdominal aortic aneurysm and mass screening. We used the Oxford     Centre for Evidence-Based Medicine (CEBM) scale for assessment of levels of     evidence (LE).</p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Results:</b> Of 337 articles obtained, 10     met the inclusion criteria (2 MA, 1 SR and 7 CPG). The SR and the MA selected     showed that screening for AAA significantly decreased mortality in men aged     between 65-75 years old, but not in women. A reduction in all-cause mortality     was observed in one MA, which estimated a number needed to screen of 156. This     is lower than the number needed to screen in current cancer screening programs.     Screening doubled the number of elective surgeries and decreased the number of     emergency surgeries for ruptured AAA by half.</p>       <p><b>Conclusions:</b> Consistent, good quality     evidence demonstrated a reduction in mortality from AAA by screening asymptomatic     men aged &#8805; 65 years (LE1). The treatment of AAA is associated with     significant risk of death and surgical complications, which may be acceptable     in individuals at high risk.</p>       <p><b>Keywords:</b> Abdominal Aortic Aneurysm;     Mass Screening; Mortality, Side Effects.</p><hr/>     <p>&nbsp;</p>       <p><b>Introdu&#231;&#227;o </b></p>       <p>Um aneurisma     arterial &#233; definido como uma dilata&#231;&#227;o localizada maior ou igual a 50% do     di&#226;metro normal.<sup>1</sup> Como o di&#226;metro da art&#233;ria aorta infrarrenal &#233;     usualmente de 2cm, considera-se um AAA quando o di&#226;metro da aorta abdominal     infrarrenal &#233; maior ou igual a 3cm.<sup>2-5</sup></p>       <p>Os valores     da preval&#234;ncia de AAA foram resultado de estudos de rastreio em v&#225;rios pa&#237;ses e     variam entre 4-9% nos homens e 1% nas mulheres, aumentando com a idade.<sup>3,6-7</sup> Estima-se que, de todas as mortes em homens com mais de 65 anos, 1-2% sejam     causadas pela rotura de um AAA at&#233; ent&#227;o desconhecido.<sup>6</sup></p>       <p>S&#227;o fatores     de risco major para o AAA a idade avan&#231;ada, o sexo masculino, o tabagismo e a     hist&#243;ria familiar.<sup>1,4</sup> O risco de AAA &#233; 2-4 vezes superior nos     familiares de primeiro grau de parentesco do sexo masculino a pacientes com     AAA.<sup>1</sup> Nos familiares do sexo feminino os dados s&#227;o contradit&#243;rios.<sup>1,3</sup> Outros fatores de risco associados ao desenvolvimento de AAA parecem ser: a     hist&#243;ria de outros aneurismas vasculares, estaturas mais elevadas, doen&#231;a     arterial coron&#225;ria, doen&#231;a cerebrovascular, aterosclerose, hipercolesterolemia     e hipertens&#227;o arterial - apesar de a informa&#231;&#227;o dos estudos para alguns     destes fatores ser inconsistente.<sup>4</sup> A diabetes <i>mellitus,</i> os indiv&#237;duos do sexo feminino ou de ra&#231;a negra ou     asi&#225;tica est&#227;o associados a um menor risco de desenvolvimento de AAA.<sup>4,7</sup></p>       <p>O AAA     forma-se atrav&#233;s de mecanismos biol&#243;gicos complexos ainda n&#227;o totalmente     compreendidos, manifestados pela degenera&#231;&#227;o da parede do vaso.<sup>3</sup> A     hist&#243;ria natural dos aneurismas arteriais caracteriza-se pela expans&#227;o gradual     e/ou espor&#225;dica do seu di&#226;metro e pela acumula&#231;&#227;o de trombos murais causados     pelo fluxo sangu&#237;neo turbulento na periferia. Estas caracter&#237;sticas contribuem     para as tr&#234;s complica&#231;&#245;es mais comuns dos aneurismas: rotura, eventos     isqu&#233;micos trombo-emb&#243;licos e a compress&#227;o ou a eros&#227;o de estruturas     adjacentes, as quais s&#227;o habitualmente bastante espec&#237;ficas na sua localiza&#231;&#227;o.<sup>3</sup></p>       <p>Mais de 80%     dos AAA s&#227;o assintom&#225;ticos e frequentemente detetados como um achado ecogr&#225;fico     incidental.<sup>5</sup> Quando sintom&#225;ticos, a dor &#233; a queixa mais frequente e     geralmente situa-se no hipogastro ou na regi&#227;o dorsal/lombar.<sup>3</sup> &#201;     usualmente constante, com dura&#231;&#227;o de horas a dias e caracterizada como &#8220;a     roer&#8221;.<sup>3</sup> A rotura caracteriza-se por um in&#237;cio abrupto de uma dor nas     costas e abdominal, sendo que a tr&#237;ade patognom&#243;nica de dor abdominal/dorsal,     massa abdominal puls&#225;til e hipotens&#227;o apenas ocorre em cerca de um ter&#231;o dos     casos.<sup>3</sup> A sintomatologia de uma rotura de aneurisma pode simular uma     c&#243;lica renal, diverticulite ou uma hemorragia gastrointestinal, levando assim a     erros de diagn&#243;stico que podem custar um tempo precioso.<sup>3</sup> Um exame     f&#237;sico completo deve incluir a palpa&#231;&#227;o do abd&#243;men e das art&#233;rias dos membros     inferiores na tentativa de detetar pulsos alargados que sugerem a presen&#231;a de     aneurismas.<sup>3</sup> A palpa&#231;&#227;o dos AAA &#233; segura e n&#227;o foi relatada como     precipitante de rotura.<sup>3</sup> Por&#233;m, a dete&#231;&#227;o de uma massa abdominal     puls&#225;til n&#227;o &#233; espec&#237;fica da presen&#231;a de um AAA, podendo esse achado     corresponder a uma aorta abdominal tortuosa ou &#224; transmiss&#227;o das pulsa&#231;&#245;es da     aorta a uma massa n&#227;o-vascular.<sup>1</sup></p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Apesar do     comportamento habitualmente silencioso do AAA, se n&#227;o tratado estima-se que um     em cada tr&#234;s AAA sofra uma rotura<sup>2</sup> - evento ao qual est&#225;     associado uma mortalidade de 50 a 80%.<sup>6</sup> Nos homens, quase todas as     mortes por rotura de AAA ocorrem acima dos 65 anos de idade e quase todas as     mortes relacionadas com o AAA ocorrem abaixo dos 80 anos.<sup>7</sup> Nas     mulheres, a maioria das mortes relacionadas com o AAA ocorre ap&#243;s os 80 anos.<sup>7</sup> A probabilidade de rotura de um AAA depende do seu tamanho, sendo este o fator     de risco independente mais importante.<sup>3-4,7-9</sup> Outros s&#227;o: sexo     feminino, tabagismo, hipertens&#227;o arterial, taxa de expans&#227;o do AAA e o pico de     stress da parede do AAA.<sup>4</sup> Nos 5 anos que se seguem ao diagn&#243;stico, a     rotura ocorre em aproximadamente 2% dos aneurismas com menos de 4cm e em cerca     de 25% naqueles maiores que 5cm. Assim, ap&#243;s o diagn&#243;stico de AAA, duas     abordagens s&#227;o pr&#225;tica corrente: cirurgia eletiva nos aneurismas de grandes     dimens&#245;es (&#8805; 5,5cm) ou vigil&#226;ncia ecogr&#225;fica regular naqueles com &lt;     5,5cm, orientando para a cirurgia caso o aneurisma cres&#231;a mais do que 1cm/ano     ou atinga os 5,5cm.<sup>3-4,8-9</sup></p>       <p>O benef&#237;cio     de se identificarem os AAA precocemente assenta na possibilidade de poderem ser     reparados cirurgicamente antes de ocorrer uma potencial complica&#231;&#227;o, diminuindo     assim a mortalidade por AAA.<sup>6,9</sup> A taxa de mortalidade ap&#243;s rotura de     um AAA atinge os 80%, o que &#233; muito superior &#224; taxa de mortalidade hospitalar     da cirurgia eletiva de repara&#231;&#227;o do AAA, que ronda os 4,2%.<sup>10</sup> A esta     cirurgia est&#225; ainda associada uma taxa de complica&#231;&#245;es de 32,5%, algumas     importantes como o enfarte agudo do mioc&#225;rdio.<sup>2</sup> O benef&#237;cio do     rastreio ser&#225;, assim, m&#225;ximo nos indiv&#237;duos com alto risco de desenvolver um     AAA suficientemente grande para ter indica&#231;&#227;o cir&#250;rgica.<sup>7</sup></p>       <p>A ecografia     abdominal &#233; o exame recomendado para o rastreio do AAA, uma vez que a     sensibilidade &#233; de 95% e a especificidade aproxima-se dos 100%, &#233; de f&#225;cil     acesso, n&#227;o invasivo, com um pre&#231;o relativamente baixo e in&#243;cuo de radia&#231;&#245;es ou     outros riscos.<sup>1-2,4,11</sup> Apresenta, ainda assim, desvantagens como o     facto de ser um exame operador dependente e poder ser limitado pelo bi&#243;tipo do     doente.<sup>4</sup> N&#227;o existem contraindica&#231;&#245;es absolutas para a realiza&#231;&#227;o de     ecografia abdominal; por&#233;m, na suspeita de dissec&#231;&#227;o ou rotura aneurism&#225;tica a     ecografia n&#227;o &#233; o exame de elei&#231;&#227;o.<sup>8</sup></p>       <p>Atualmente     s&#227;o v&#225;rias as organiza&#231;&#245;es cient&#237;ficas internacionais que recomendam o rastreio     do AAA atrav&#233;s da ecografia<sup>6,12-13</sup> e, em 2008, foi iniciado no Reino     Unido um programa de rastreio nacional com base nos procedimentos do ensaio     clinico MASS.<sup>14</sup> Paralelamente foram iniciados programas similares na     Su&#233;cia e nos Estados Unidos da Am&#233;rica <i>(Medicare).</i><sup>7,15</sup> Em Portugal, entre junho de 2011 e mar&#231;o de 2012, foi levado a cabo o primeiro     rastreio nacional do AAA, promovido pela Sociedade Portuguesa de Angiologia e     Cirurgia Vascular, destinado a homens com mais de 65 anos de idade e com     fatores de risco de AAA.<sup>16</sup></p>       <p>Atendendo a     estes factos, a quest&#227;o que se coloca neste trabalho &#233; se em adultos     assintom&#225;ticos o rastreio do AAA reduz a mortalidade por AAA e por todas as     causas, sem efeitos laterais valoriz&#225;veis.</p>       <p><b>M&#233;todos</b></p>       <p>Foi     realizada uma pesquisa de meta-an&#225;lises (MA), revis&#245;es sistem&#225;ticas (RS),     ensaios cl&#237;nicos aleatorizados e controlados (ECAC) e normas de orienta&#231;&#227;o     cl&#237;nica (NOC) nas fontes de dados: <i>National     Guideline Clearinghouse, Guidelines Finder, Canadian Medical Association     Practice Guidelines,</i> Dire&#231;&#227;o-Geral da Sa&#250;de, <i>Cochrane,</i> DARE, <i>Bandolier,</i> MEDLINE e &#205;ndex de Revistas M&#233;dicas Portuguesas, publicados entre 1 de janeiro     de 2003 e 23 de mar&#231;o de 2013, nas l&#237;nguas portuguesa, inglesa, francesa e     espanhola, utilizando os termos <i>MeSH:     abdominal aortic aneurysm</i> e <i>mass     screening;</i> ou os termos DeCS: aneurisma da aorta abdominal e rastreio.</p>       <p>Os crit&#233;rios     de inclus&#227;o dos artigos consistiram numa popula&#231;&#227;o adulta, assintom&#225;tica, cuja     interven&#231;&#227;o fosse o rastreio do AAA, comparativamente a n&#227;o rastrear. Os     resultados avaliados foram a mortalidade por todas as causas e a mortalidade     relacionada com o AAA. Os resultados secund&#225;rios foram os efeitos laterais do     rastreio. N&#227;o foram avaliados os resultados orientados para a qualidade de vida     ou a rela&#231;&#227;o custo-efetividade. Foram exclu&#237;dos os estudos que tivessem tido     como alvo crian&#231;as, indiv&#237;duos sujeitos anteriormente a repara&#231;&#227;o de um AAA ou     com doen&#231;as graves/terminais.</p>       <p>Foi adotada     a escala <i>&#8220;Oxford Centre for     Evidence-Based Medicine</i> (OCEBM) 2011&#8221; para avalia&#231;&#227;o da qualidade dos     estudos e atribui&#231;&#227;o dos n&#237;veis de evid&#234;ncia (NE).<sup>17</sup></p>       <p><b>Resultados</b></p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Obtiveram-se     337 artigos tendo sido selecionadas 1 RS,<sup>9</sup> 2 MA<sup>18-19</sup> e 7     NOC,<sup>3-5,7,22-24</sup> ap&#243;s exclus&#227;o dos artigos que n&#227;o cumpriam os     crit&#233;rios de inclus&#227;o, os artigos repetidos e os estudos originais que foram     alvo de an&#225;lise nas RS ou MA inclu&#237;das na presente revis&#227;o.</p>       <p>As RS e MA     selecionadas inclu&#237;am os mesmos 4 ECAC. Tratou-se de ECAC n&#227;o cegos que     avaliaram o rastreio do AAA de base populacional. Dois tiveram lugar no Reino     Unido (Chichester e MASS), um na Dinamarca (Viborg) e um na Austr&#225;lia (Western     Australia). Os participantes foram distribu&#237;dos aleatoriamente por computador     para receber o convite do rastreio, ou n&#227;o, e as informa&#231;&#245;es sobre a     mortalidade foram colhidas a partir da combina&#231;&#227;o de dados hospitalares e     registos nacionais. O seguimento variou entre 3,5-15 anos, n&#227;o tendo sido     reportada uma perda significativa no seguimento em nenhum ECAC. Apesar destes     ensaios terem sido realizados em diferentes pa&#237;ses e com diferentes coortes de     pacientes, os resultados n&#227;o tiveram grande diverg&#234;ncia.<sup>18</sup> A <i>United States Preventive Services Task Force</i> (USPSTF) classificou como <i>Good</i> o     estudo MASS e como <i>Fair</i> os restantes     3 ECAC.7</p>       <p>A RS     selecionada tem a chancela da <i>Cochrane</i> (<a href="#q1">quadro I</a>) e demonstrou que o rastreio diminu&#237;a significativamente a     mortalidade por AAA nos homens, mas n&#227;o nas mulheres.<sup>9</sup> Cosford <i>et al</i> demonstraram que a redu&#231;&#227;o da     mortalidade por AAA se devia essencialmente &#224; diminui&#231;&#227;o na incid&#234;ncia de     roturas aneurism&#225;ticas verificada nos homens (<i>OR</i>=0,45; <i>IC</i>95%     0,21-0,99), o que n&#227;o aconteceu nas mulheres.<sup>9</sup> N&#227;o foi detetado um     efeito significativo na redu&#231;&#227;o da mortalidade para todas as causas.<sup>9</sup> Uma RS da USPSTF (Fleming <i>et al</i>),     publicada anteriormente, tinha j&#225; obtido resultados sobrepon&#237;veis.<sup>2</sup> O tabagismo associou-se a um aumento de 3-5 vezes na preval&#234;ncia de AAA e no     aumento do risco da mortalidade relacionada com AAA.<sup>2</sup> Estimaram     ainda que, se se rastreassem apenas esses homens, a redu&#231;&#227;o da mortalidade para     o AAA seria 89% daquela obtida no rastreio de todos os homens com idades entre     os 65 e 74 anos.<sup>2</sup></p>       <p>&nbsp;</p>    <p align="center"><a name="q1"></a><img src="/img/revistas/rpmgf/v30n5/30n5a06q1.jpg"/></p>    
<p>&nbsp;</p>       <p>A RS da     Cochrane n&#227;o refere malef&#237;cios f&#237;sicos associados ao rastreio atrav&#233;s de     ecografia.<sup>9</sup> Por&#233;m, ocorreu um aumento significativo das cirurgias     eletivas a AAA nos homens (<i>OR</i>=2,03, <i>IC</i>95% 1,59-2,59), procedimento que se     associou a uma morbi-mortalidade significativa, com uma taxa de mortalidade de     4,2% e uma taxa de complica&#231;&#245;es de 32,4% (enfarte agudo do mioc&#225;rdio,     insufici&#234;ncia respirat&#243;ria e renal e altera&#231;&#245;es do estado funcional dos     indiv&#237;duos).<sup>2,9</sup> O risco de morte e complica&#231;&#245;es neste contexto     aumentava com a idade.<sup>2,9</sup></p>       <p>Takagi <i>et al</i> publicaram, em 2010, uma MA     (<a href="#q2">quadro II</a>) que incluiu apenas os dados do seguimento a longo prazo (acima dos     10 anos) dos 4 ECAC descritos.<sup>18</sup> A fim de maximizar a homogeneidade     do estudo, a MA deste grupo incluiu unicamente os indiv&#237;duos do sexo masculino,     excluindo o &#250;nico ECAC que analisou mulheres (Chichester). Os autores     demonstraram o efeito na redu&#231;&#227;o da mortalidade relacionada com AAA de 4 em     1.000 homens com idades &#8805; 65 anos, atribuindo-lhe um n&#250;mero necess&#225;rio     para rastrear (NNR) de 238.<sup>18</sup> No que diz respeito ao efeito do     rastreio em diminuir a mortalidade por todas as causas afirmavam que, apesar de     verificarem uma forte tend&#234;ncia, o rastreio a longo prazo n&#227;o diminu&#237;a     significativamente esta mortalidade (NNR = 217).<sup>18</sup> Ap&#243;s a publica&#231;&#227;o     do artigo final do ECAC MASS, em outubro de 2012,<sup>14</sup> Takagi et al     atualizaram a sua MA (<a href="#q2">quadro II</a>), que apenas analisou a mortalidade por todas     as causas. Conclu&#237;ram que o rastreio diminu&#237;a significativamente essa     mortalidade em 2,7% (<i>OR</i>=0,973; <i>IC</i>95% 0,95-0,997) em homens com idades     &#8805; 65 anos, atribuindo-lhe um NNR de 156.<sup>19</sup> Esta conclus&#227;o j&#225;     tinha sido obtida numa MA anterior (Lindholt et al);<sup>10</sup> por&#233;m, os     seus resultados foram muito contestados, tendo v&#225;rios investigadores apontado     erros n&#227;o s&#243; a esta MA, como tamb&#233;m a alguns aspetos da RS da Cochrane, uma vez     que nestas revis&#245;es foram inclu&#237;dos dados relativos &#224;s mortes de um ECAC     (Western Australia) n&#227;o ajustados para a idade.<sup>18,20</sup></p>       <p>&nbsp;</p>    <p align="center"><a name="q2"></a><img src="/img/revistas/rpmgf/v30n5/30n5a06q2.jpg"/></p>    
]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>       <p>Foram ainda     inclu&#237;das 7 NOC, a maioria realizadas no norte da Am&#233;rica (<a href="#q3">quadro III</a>). Ferket <i>et al</i> realizaram uma an&#225;lise qualitativa     de muitas das NOC inclu&#237;das nesta revis&#227;o, tendo sido aquelas com pontua&#231;&#245;es de     rigor mais elevadas a da USPSTF (79%), da <i>American     College of Cardiology/American Heart Association</i> (ACC/AHA) (63%) e a do <i>National Screening Committee</i> (NSC)     (41%).<sup>21</sup> </p>       <p>&nbsp;</p>    <p align="center"><a name="q3"></a><img src="/img/revistas/rpmgf/v30n5/30n5a06q3.jpg"/></p>    
<p>&nbsp;</p>       <p>Provavelmente     neste sentido, v&#225;rias organiza&#231;&#245;es adotaram as recomenda&#231;&#245;es da USPSTF, entre     as quais a <i>American College of Preventive     Medicine</i> (ACPM), a <i>American Academy     of Family Physicians</i> (AAFP) e a <i>University     of Medicine and Health Sciences</i> (UMHS).<sup>6,12-13</sup></p>       <p>Apenas duas     NOC inclu&#237;das foram desenvolvidas com base numa revis&#227;o sistem&#225;tica (ACC e     USPSTF).<sup>3,7</sup> As restantes foram desenvolvidas a partir de uma sele&#231;&#227;o     n&#227;o sistem&#225;tica de revis&#245;es sistem&#225;ticas j&#225; realizadas ou de uma pesquisa     prim&#225;ria. A ecografia abdominal foi unanimemente recomendada como m&#233;todo de     rastreio, sendo que apenas uma NOC (ACC/AHA)<sup>3</sup> incluiu o exame f&#237;sico     como ferramenta de rastreio em associa&#231;&#227;o &#224; ecografia.</p>       <p>Parece     existir um consenso entre as NOC a favor do rastreio ecogr&#225;fico &#250;nico nos     homens idosos, a maioria recomendando como idade de in&#237;cio do rastreio os 65     anos. Inversamente, n&#227;o houve unanimidade sobre se uma hist&#243;ria de tabagismo     deva ou n&#227;o estar presente, com a NOC da ACC/AHA a recomendar o rastreio em     homens que j&#225; fumaram (definido como qualquer h&#225;bito tab&#225;gico ativo ou passivo)     e a NOC da USPSTF a exigir nas suas recomenda&#231;&#245;es o consumo de pelo menos 100     cigarros ao longo da vida.<sup>3,7</sup></p>       <p>Relativamente     &#224; hist&#243;ria familiar, apesar de a USPSTF n&#227;o emitir recomenda&#231;&#245;es relativamente     a este fator de risco, ele &#233; reconhecido mas considerado de menor impacto     comparativamente &#224; idade, o sexo e os h&#225;bitos tab&#225;gicos.<sup>7</sup> A USPSTF     enfatiza a import&#226;ncia do m&#233;dico individualizar os cuidados para cada     consulente, avaliando os seus fatores de risco, inclusive hist&#243;ria familiar, e     os potenciais benef&#237;cios a obter com o rastreio.<sup>7</sup></p>       <p>Na abordagem     dos AAA de pequenas dimens&#245;es n&#227;o houve concord&#226;ncia entre as NOC ou n&#227;o eram     emitidas recomenda&#231;&#245;es. &#192; exce&#231;&#227;o da USPSTF, todas as NOC continham     recomenda&#231;&#245;es acerca dos intervalos de vigil&#226;ncia para aneurismas com di&#226;metros     inferiores &#224; indica&#231;&#227;o para cirurgia eletiva (5,5cm). A <i>Society for Vascular Surgery</i> (SVS) e a <i>German Society for Vascular Surgery</i> (GSVS) emitiram recomenda&#231;&#245;es     concordantes: em AAA com &lt; 3cm n&#227;o recomendavam mais exames; AAA entre     3-4cm, ecografia anual; AAA entre 4-4,5cm, ecografia semestral e AAA &gt; 4,5cm     sugeriam a referencia&#231;&#227;o ao especialista vascular.<sup>5,22</sup></p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Conclus&#245;es </b></p>       <p>Do processo     de pesquisa, os autores consideram ter obtido artigos robustos de encontro aos     objetivos deste trabalho.</p>       <p>A RS e as MA     inclu&#237;ram ECAC de boa qualidade, com resultados congruentes entre si e     orientados para o paciente. Assim, o corpo de evid&#234;ncia encontrado foi robusto     em benef&#237;cio do rastreio do AAA em homens assintom&#225;ticos com idades superiores     ou iguais a 65 anos, uma vez que demonstrou reduzir a mortalidade por AAA (NE     1) e por todas as causas (NE 2). Esta conclus&#227;o vai naturalmente de encontro &#224;s     NOC elaboradas por entidades americanas e europeias.</p>       <p>No que     concerne ao efeito do rastreio do AAA na mortalidade por todas as causas, a     evid&#234;ncia mais recente traduz um efeito favor&#225;vel, mas ainda ficam algumas     quest&#245;es por responder. Todos os ensaios demonstraram redu&#231;&#245;es pequenas ou n&#227;o     significativas da mortalidade por todas as causas com o rastreio, inclusive o     ensaio MASS, considerado o mais importante. Ap&#243;s a publica&#231;&#227;o deste ECAC,<sup>14</sup> a equipa de Takagi <i>et al</i> actualizou a     sua MA,<sup>19</sup> concluindo que o rastreio ao AAA diminu&#237;a     significativamente a longo prazo a mortalidade por todas as causas em homens     com idades superiores ou iguais a 65 anos. Uma vez que a mortalidade atribu&#237;da     ao AAA assoma um pequeno contributo (2%) para todas as mortes nos homens     idosos, ser&#225; prov&#225;vel que a diminui&#231;&#227;o da mortalidade por AAA poder&#225; n&#227;o     contribuir diretamente para a redu&#231;&#227;o da mortalidade por todas as causas. Os     investigadores Mastracci e Cin&#224; defendem a hip&#243;tese de que este resultado     poder&#225; ser devido &#224; redu&#231;&#227;o de fatores de risco cardiovasculares associados ao     estilo de vida a que os participantes do rastreio estiveram sujeitos.<sup>24</sup></p>       <p>Os artigos     selecionados permitem concluir que o rastreio populacional do AAA &#233; marcadamente     eficiente, comparando os NNR estimados com os de outros programas de rastreio     j&#225; estabelecidos. Por exemplo, acerca do rastreio do cancro da mama atrav&#233;s de     mamografia, uma RS da <i>Cochrane</i> em     2011 mostrou uma redu&#231;&#227;o significativa da mortalidade por cancro da mama, sem     redu&#231;&#227;o significativa da mortalidade por todas as causas ap&#243;s 13 anos.<sup>25</sup> Assim, em 2.000 mulheres convidadas para o rastreio ao longo de 10 anos, uma     teve a sua vida prolongada, 10 foram diagnosticadas com cancro da mama apenas     porque realizaram o rastreio, tendo sido tratadas desnecessariamente e mais de     200 experienciaram um stress psicol&#243;gico importante relacionado com os falsos     positivos.<sup>25</sup> Uma outra RS da <i>Cochrane</i> indicou que o rastreio do cancro colorrectal diminu&#237;a em 16% o risco relativo     de mortalidade, num seguimento entre os 8 e 18 anos (1,5/1.000; NNR 671), sem     diferen&#231;as na mortalidade por todas as causas.<sup>26</sup> Relativamente ao     controverso rastreio do cancro da pr&#243;stata, o NNR estimado ronda os 1.245 aos 9     anos.<sup>27</sup> O rastreio do AAA, num seguimento de 10 a 15 anos, reduziu a     mortalidade relacionada com o AAA e a mortalidade por todas as causas com um     NNR estimado em 238 (4/1.000) e 156, respetivamente.<sup>5,14,18-19,28</sup></p>       <p>A ecografia     foi usada nos ECAC e nos programas de rastreio realizados, revelando deter as     caracter&#237;sticas de um exame de rastreio ideal, sendo simples, seguro,     confi&#225;vel, v&#225;lido e bem aceite pela popula&#231;&#227;o em geral.<sup>5,24</sup> Apesar     de existirem consensos quanto aos intervalos de reavalia&#231;&#227;o de um AAA em     vigil&#226;ncia, baseados nos ensaios cl&#237;nicos, aguarda-se evid&#234;ncia cient&#237;fica que     indique os intervalos &#243;timos, seguros e custo-eficazes.<sup>4</sup> Na verdade,     a hist&#243;ria natural do AAA, a sua forma&#231;&#227;o e expans&#227;o n&#227;o est&#227;o completamente     compreendidas. A patog&#233;nese &#233; complexa e multifatorial, sendo necess&#225;rios mais     estudos.</p>       <p>&#192; luz da     evid&#234;ncia atual n&#227;o parece haver evid&#234;ncia para apoiar o rastreio do AAA em     mulheres, uma vez que este n&#227;o demonstrou diminuir a mortalidade (NE 3). H&#225; que     considerar, por&#233;m, que apenas um ECAC foi realizado em mulheres (Chichester) e     que, atendendo &#224; baixa preval&#234;ncia de AAA neste sexo, este ensaio pode n&#227;o ter     tido o poder suficiente para detetar qualquer benef&#237;cio do rastreio.     Adicionalmente, o tabagismo, como o principal fator de risco para AAA, tem vindo     a aumentar nas mulheres, desconhecendo-se a incid&#234;ncia futura de AAA em     mulheres fumadoras. Desta forma, seria pertinente a realiza&#231;&#227;o de estudos     acerca do benef&#237;cio do rastreio em mulheres fumadoras.</p>       <p>A hist&#243;ria     familiar de AAA aumenta o risco de AAA em cerca de duas vezes.<sup>1,4</sup> O     rastreio de indiv&#237;duos com hist&#243;ria familiar de AAA poder&#225; ser aconselh&#225;vel (NE     3), desconhecendo-se a idade a partir da qual o rastreio ser&#225; mais vantajoso.</p>       <p>Todos os     ECAC rastrearam indiv&#237;duos aos 65 ou mais anos, como sendo a idade na qual a     preval&#234;ncia de AAA &#233; elevada o suficiente para haver benef&#237;cio no rastreio,     tendo em conta o baixo risco de rotura numa idade anterior e os custos de     repetir o rastreio mais tarde. Nenhum estudo avaliou, por&#233;m, a idade &#243;tima na     qual o benef&#237;cio &#233; maior em termos de vidas salvas e de custo-benef&#237;cio. </p>       <p>Um dos     aspetos a refletir nos rastreios &#233; a sustentabilidade do seu benef&#237;cio ao longo     dos anos. Isto pode ser amea&#231;ado se, por exemplo, indiv&#237;duos com idades &#8805;     65 anos, que tiveram um rastreio negativo, vierem a sofrer uma rotura de um AAA     posteriormente. A RS da USPSTF, que incluiu ECAC com um seguimento at&#233; aos 5     anos, concluiu que um rastreio ao AAA negativo aos 65 anos virtualmente exclu&#237;a     o risco de uma rotura de AAA, uma vez que a morte por essa complica&#231;&#227;o seria     posteriormente rara, com uma taxa de incid&#234;ncia estimada para um novo AAA de     cerca de 0-4% em 10 anos.<sup>2,7</sup> Por&#233;m, numa an&#225;lise a longo prazo, dois     dos quatro ECAC inclu&#237;dos nas RS e MA verificaram um aumento das roturas de AAA     a partir dos 8 anos de seguimento nos homens que tinham tido um rastreio     negativo (especialmente nos indiv&#237;duos com di&#226;metros da aorta no limite     superior do valor diagn&#243;stico), com uma taxa de cerca de uma rotura     aneurism&#225;tica em 1.000 por ano.<sup>14</sup> Esta taxa mantinha-se at&#233; aos 13     anos de seguimento e, ainda que sendo baixa em termos absolutos, foi suficiente     para diminuir o benef&#237;cio do rastreio a longo-prazo. Os autores do ECAC MASS     conclu&#237;ram que estes eventos n&#227;o produziam uma diminui&#231;&#227;o significativa no     benef&#237;cio do rastreio em reduzir a mortalidade por AAA.<sup>14</sup> De     qualquer forma, a evic&#231;&#227;o destes eventos poder&#225; passar pela repeti&#231;&#227;o do     rastreio ao fim de 10 anos a todos os homens com di&#226;metros da aorta abdominal     normais ou integrar aqueles com di&#226;metros no limite superior da normalidade em     programas da vigil&#226;ncia.</p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Relativamente     aos efeitos laterais do rastreio, o efeito nocivo provavelmente mais importante     &#233; o risco de mortalidade associado &#224; interven&#231;&#227;o cir&#250;rgica e/ou de     complica&#231;&#245;es. Houve duas vezes mais cirurgias eletivas a AAA no grupo convidado     para rastreio do que no controle; no entanto, o n&#250;mero de cirurgias de     emerg&#234;ncia reduziu para metade.<sup>2,9-10,14</sup> N&#227;o se identificaram     diferen&#231;as nas taxas de mortalidades associadas a estes procedimentos entre o     grupo rastreado e o de controlo.<sup>14</sup></p>       <p>A     mortalidade associada &#224; cirurgia de repara&#231;&#227;o eletiva (4,2%), apesar de ser     bastante inferior &#224;quela associada a uma rotura de AAA (34,1%), n&#227;o &#233;     insignificante.<sup>2,9,14</sup> Assim, ao reparar um aneurisma, um paciente &#233;     exposto a um risco importante quando o seu AAA (mesmo se grande) poderia n&#227;o     ser a causa da sua morte. O balan&#231;o entre o risco de rotura e os riscos da     cirurgia eletiva (morte e outras complica&#231;&#245;es) &#233; dif&#237;cil de julgar em     indiv&#237;duos assintom&#225;ticos. Por outro lado, ser&#227;o diagnosticados pequenos     aneurismas a muitos indiv&#237;duos saud&#225;veis aos quais a cirurgia n&#227;o est&#225;     recomendada nem existe um tratamento efetivo na redu&#231;&#227;o ou interrup&#231;&#227;o do     crescimento do AAA, o que poder&#225; gerar sentimentos de ansiedade.<sup>9</sup> Estes indiv&#237;duos poder&#227;o viver com o peso de um diagn&#243;stico potencialmente     fatal e estar sujeitos a uma vigil&#226;ncia peri&#243;dica, o que poder&#225; afetar     negativamente a sua qualidade de vida. </p>       <p>O rastreio     pode ainda causar uma sobrecarga ao n&#237;vel dos servi&#231;os de cirurgia vascular, os     quais para tornar o rastreio seguro dever&#227;o proporcionar tratamentos de     repara&#231;&#227;o cir&#250;rgica com baixas taxas de mortalidade. </p>       <p>Dado que     todos os ensaios cl&#237;nicos decorreram fora de Portugal, a possibilidade de     generalizar os resultados para a popula&#231;&#227;o portuguesa n&#227;o &#233; clara. </p>     <p>Apesar da     melhor evid&#234;ncia exposta neste trabalho, na recomenda&#231;&#227;o deste rastreio h&#225; que     considerar v&#225;rias quest&#245;es. Os indiv&#237;duos alvo ter&#227;o que ser suficientemente     semelhantes &#224;queles dos ECAC. Por outro lado, o rastreio deve claramente trazer     um benef&#237;cio clinico relevante que ultrapasse os danos e dever-se-&#225; questionar     se existir&#225; outro melhor. H&#225; que considerar a aceitabilidade e os valores dos     pacientes tendo em conta os poss&#237;veis riscos inerentes ao rastreio e ao     tratamento. N&#227;o interessar&#225; a um paciente saber, por exemplo, os     benef&#237;cios/malef&#237;cios do rastreio do AAA se este se negar a ser sujeito a uma     interven&#231;&#227;o cir&#250;rgica. Estas posi&#231;&#245;es carecem de uma tomada de decis&#245;es     partilhada entre o doente e o m&#233;dico. Ser&#225; ainda necess&#225;rio aprofundar a     an&#225;lise sobre a qualidade de vida, complica&#231;&#245;es cir&#250;rgicas, expectativa de vida     e rela&#231;&#227;o custo-efetividade, cujos dados existentes parecem ser insuficientes.<sup>9</sup></p>       <p>&nbsp;</p>       <p><b>REFER&#202;NCIAS BIBLIOGR&#193;FICAS</b></p>       <p>1.     Desjardins B, Rybicki FJ, Dill KE, Flamm SD, Francois CJ, Gerhard-Herman MD, et     al. ACR Appropriateness Criteria&#174; pulsatile abdominal mass, suspected abdominal     aortic aneurysm. Reston (VA): American College of Radiology; 2012.</p>       <!-- ref --><p>2. Fleming     C, Whitlock EP, Beil TL, Lederle FA. Screening for abdominal aortic aneurysm: a     best-evidence systematic review for the U.S. Preventive Services Task Force.     Ann Intern Med. 2005;142(3):203-11.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000081&pid=S2182-5173201400050000600002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>3. Hirsch     AT, Haskal ZJ, Hertzer NR, Bakal CW, Creager MA, Halperin JL, et al. ACC/AHA     2005 guidelines for the management of patients with peripheral arterial disease     (lower extremity, renal, mesenteric, and abdominal aortic): a collaborative     report. Bethesda (MD): American College of Cardiology Foundation; 2005.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000083&pid=S2182-5173201400050000600003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>4. Moll FL,     Powell JT, Fraedrich G, Verzini F, Haulon S, Waltham M, et al. Management of     abdominal aortic aneurysms clinical practice guidelines of the European Society     for Vascular Surgery (ESVS). Eur J Vasc Endovasc Surg. 2011;41 Suppl 1:S1-S58.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000085&pid=S2182-5173201400050000600004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>       <!-- ref --><p>5. Eckstein     HH, B&#246;ckler D, Flessenk&#228;mper I, Schmitz-Rixen T, Debus S, Lang W.     Ultrasonographic screening for the detection of abdominal aortic aneurysms.     Dtsch Arztebl Int. 2009;106(41):657-63.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000087&pid=S2182-5173201400050000600005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <p>6. Lim LS,     Haq N, Mahmood S, Hoeksema L, ACPM Prevention Practice Committee, American     College of Preventive Medicine. Atherosclerotic cardiovascular disease     screening in adults: American College of Preventive Medicine position statement     on preventive practice. Am J Prev Med. 2011&#894;40(3):381.e1-10. </p>       <!-- ref --><p>7. U.S.     Preventive Services Task Force. Screening for abdominal aortic aneurysm:     recommendation statement. Ann Intern Med. 2005;142(3):198-202.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000090&pid=S2182-5173201400050000600007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>8. American     College of Radiology, American Institute of Ultrasound in Medicine, Society of     Radiologists in Ultrasound. ACR-AIUM-SRU practice guideline for the performance     of diagnostic and screening ultrasound of the abdominal aorta in adults. Reston     (VA): American College of Radiology; 2010.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000092&pid=S2182-5173201400050000600008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>9. Cosford     PA, Leng GC. Screening for abdominal aortic aneurysm. Cochrane Database Syst     Rev. 2007;(2):CD002945.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000094&pid=S2182-5173201400050000600009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>       <!-- ref --><p>10. Lindholt     JS, Norman P. Screening for abdominal aortic aneurysm reduces overall mortality     in men: a meta-analysis of the mid- and long-term effects of screening for     abdominal aortic aneurysms. Eur J Vasc Endovasc Surg. 2008;36(2):167-71.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000096&pid=S2182-5173201400050000600010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>11. Canadian     Association Radiologists. Diagnostic imaging referral guidelines, section E:     cardiovascular. Vancouver: CAR; 2013. Available from:<a href="http://www.car.ca/uploads/standards%20guidelines/car-referralguidelines-e-en-20121011.pdf" target="_blank">www.car.ca/uploads/standards%20guidelines/car-referralguidelines-e-en-20121011.pdf</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000098&pid=S2182-5173201400050000600011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>12. American     Academy of Family Physicians. Summary of recommendations for clinical     preventive services. Leawood (KS): AAFP; 2012.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000099&pid=S2182-5173201400050000600012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>13.     University of Michigan Health System. Adult clinical preventive care. Ann Arbor     (MI): UMHS; 2011.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000101&pid=S2182-5173201400050000600013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>14. Thompson     SG, Ashton HA, Gao L, Buxton MJ, Scott RA, Multicentre Aneurysm Screening Study     (MASS) Group. Final follow-up of the Multicentre Aneurysm Screening Study     (MASS) randomized trial of abdominal aortic aneurysm screening. Br J Surg.     2012;99(12):1649-56.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000103&pid=S2182-5173201400050000600014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <p>15. SBU,     Swedenborg J. Screening for abdominal aortic aneurysm. Stockholm: Swedish     Council on Health Technology Assessment; 2008. Available from:<a href="http://www.sbu.se/upload/Publikationer/Content0/3/Screening_Abdominal_Aortic_Aneurysm_200804.pdf" target="_blank">www.sbu.se/upload/Publikationer/Content0/3/Screening_Abdominal_Aortic_Aneurysm_200804.pdf</a>      </p>       <!-- ref --><p>16.     Sociedade Portuguesa de Angiologia e Cirurgia Vascular. Aorta &#233; vida (website).     Lisboa: C&#237;rculo M&#233;dico; 2009. Available from: <a href="http://www.aortaevida.com" target="_blank">www.aortaevida.com</a> &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000106&pid=S2182-5173201400050000600016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>17. OCEBM     Levels of Evidence Working Group. The Oxford 2011 levels of evidence. Oxford     Centre for Evidence-Based Medicine; 2011. Available from:<a href="http://www.cebm.net/index.aspx?o=5653" target="_blank">www.cebm.net/index.aspx?o=5653</a>      &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000107&pid=S2182-5173201400050000600017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>18. Takagi     H, Goto SN, Matsui M, Manabe H, Umemoto T. A further meta-analysis of     population- based screening for abdominal aortic aneurysm. J Vasc Surg.     2010;52(4):1103-8.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000108&pid=S2182-5173201400050000600018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>19. Takagi     H, Niwa M, Mizuno Y, Goto SN, Umemoto T. The Last Judgment upon abdominal     aortic aneurysm screening. Int J Cardiol. 2013;167(5):2331-2.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000110&pid=S2182-5173201400050000600019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>       <!-- ref --><p>20. Dabare     D, Lo TT, McCormack DJ, Kung VW. What is the role of screening in the     management of abdominal aortic aneurysms? Interact Cardiovasc Thorac Surg.     2012;14(4):399-405.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000112&pid=S2182-5173201400050000600020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>       <!-- ref --><p>21. Ferket     BS, Grootenboer N, Colkesen EB, Visser JJ, van Sambeek MR, Spronk S, et al.     Systematic review of guidelines on abdominal aortic aneurysm screening. J Vasc     Surg. 2012;55(5):1296-304.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000114&pid=S2182-5173201400050000600021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>22. Kent KC,     Zwolak RM, Jaff MR, Hollenbeck ST, Thompson RW, Schermerhorn ML, et al.     Screening for abdominal aortic aneurysm: a consensus statement. J Vasc Surg.     2004;39(1):267-9.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000116&pid=S2182-5173201400050000600022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>23. National     Screening Committee. Abdominal aortic aneurysm screening. NSC; 2007. Available     from:<a href="http://aaa.screening.nhs.uk/screening" target="_blank">http://aaa.screening.nhs.uk/screening</a>  &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000118&pid=S2182-5173201400050000600023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>24.     Mastracci TM, Cin&#224; CS, Canadian Society for Vascular Surgery. Screening for     abdominal aortic aneurysm in Canada: review and position statement of the     Canadian Society for Vascular Surgery. J Vasc Surg. 2007;45(6):1268-76.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000119&pid=S2182-5173201400050000600024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>       <!-- ref --><p>25. G&#248;tzsche     PC, Nielsen M. Screening for breast cancer with mammography. Cochrane Database     Syst Rev. 2011;(1):CD001877.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000121&pid=S2182-5173201400050000600025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>26. Hewitson     P, Glasziou P, Irwig L, Towler B, Watson E. Screening for colorectal cancer     using the faecal occult blood test, Hemoccult. Cochrane Database Syst Rev.     2007;(1):CD001216.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000123&pid=S2182-5173201400050000600026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>       <!-- ref --><p>27. Loeb S,     Vonesh EF, Metter EJ, Carter HB, Gann PH, Catalona WJ. What is the true number     needed to screen and treat to save a life with prostate-specific antigen     testing? J Clin Oncol. 2011;29(4):464-7.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000125&pid=S2182-5173201400050000600027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>28. Cornuz     J, Sidoti Pinto C, Tevaerai H, Egger M. Risk factors for asymptomatic abdominal     aortic aneurysm. Eur J Public Health. 2004;14(4):343-9.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000127&pid=S2182-5173201400050000600028&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <p>&nbsp;</p>     <p><a href="#topc0">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a> | <a href="#topc0">Direcci&oacute;n para correspondencia</a> | <a href="#topc0">Correspondence</a><a name="c0"></a></p>        <p>V&#237;tor Bruno     Portela Lopes Cardoso</p>     <p>Rua Jo&#227;o     Gomes Leite n.&#186; 37, Real. 4700-276 Braga</p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p>E-mail: <a href="mailto:muxmail@gmail.com">muxmail@gmail.com</a></p>       <p>&nbsp;  </p>       <p><b>Agradecimentos</b></p>       <p>Os autores     gostariam de agradecer &#224; Dra. Magda Cardoso e &#224; Dra. Cl&#225;udia Melo pela revis&#227;o     cr&#237;tica do artigo.</p>       <p><b>Conflitos de interesses</b></p>       <p>Os autores     declaram n&#227;o possuir conflitos de interesse.</p>     <p>&nbsp;</p>       <p><b>Recebido em 20/09/2013</b></p>       <p><b>Aceite para publica&#231;&#227;o em 20/08/2014</b></p>      ]]></body><back>
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