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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Estenose arterial subclávia bilateral: mais do que uma descida da tensão arterial - Relato de caso]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Introduction: Chronic ischaemia of the upper extremities is rare, particularly when it is bilateral. Depending on the existence and location of collateral vessels, it may remain asymptomatic or it may present with symptomatic ischemia of the upper limbs and a high risk of coronary and cerebrovascular disease. Although the diagnosis is made by ultrasonography, the physical examination may reveal abnormalities, including differences in blood pressure values between both arms with unilateral occlusion. In this case report, blood pressure values were consistently low bilaterally, which led to an erroneous initial approach based on a presumed decrease in systemic blood pressure. Case description: The authors describe the case of a 77 year old female patient, with controlled hypertension and dyslipidaemia, who presented with brachial blood pressure (BP) measurements consistently lower than 90/60 mmHg, as well as complaints of fatigue with movements of the upper extremities. In the absence of other abnormalities, changes were made to the dose of her anti-hypertensive medication, without clinical improvement. After a few months without change in the clinical situation, the physical examination revealed a bilateral decrease in radial pulses and an increase in the ankle-brachial index, suggesting occlusive upper extremity arterial disease. This was confirmed by an arterial Doppler ultrasound, which revealed bilateral occlusion of the subclavian arteries. Comment: Blood pressure measurements were erroneously low because they were made at the brachial artery in a patient with a bilateral occlusion of the subclavian arteries. In these cases, the evaluation of BP based solely on brachial measurements may lead to an incorrect approach. It is important to integrate other signs and symptoms as well as a more complete physical examination when evaluating a possible diagnosis of this condition.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Doença Arterial Periférica]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><b>RELATOS DE CASOS</b></p>       <p><font size="4"><b>Estenose arterial subcl&#225;via bilateral: mais     do que uma descida da tens&#227;o arterial - Relato de caso</b></font></p>       <p><font size="3"><b>More than just a fall in blood pressure   - a case report of bilateral subclavian artery stenosis</b></font></p>     <p><b>In&#234;s Leite da Silva,* Elsa Martins**</b></p>       <p>*M&#233;dica     interna de Medicina Geral e Familiar, Unidade de     Sa&#250;de Familiar Santa Joana - ACeS Baixo Vouga - Aveiro -     Portugal </p>       <p>**Assistente     de Medicina Geral e Familiar, Unidade de     Sa&#250;de Familiar Santa Joana - ACeS Baixo Vouga - Aveiro -     Portugal</p>    <p><a href="#c0">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a> | <a href="#c0">Direcci&oacute;n para correspondencia</a> | <a href="#c0">Correspondence</a><a name="topc0"></a></p> <hr/>     <p>&nbsp;</p>        <p><b>RESUMO</b></p>       <p><b>Introdu&#231;&#227;o:</b> A isqu&#233;mia cr&#243;nica dos     membros superiores &#233; uma condi&#231;&#227;o rara, sobretudo se bilateral. Dependendo da     localiza&#231;&#227;o e rede de colaterais, pode permanecer paucissintom&#225;tica ou cursar     com isqu&#233;mia sintom&#225;tica dos membros superiores e risco acrescido de eventos     coron&#225;rios e cerebrovasculares. Apesar de o diagn&#243;stico ser imagiol&#243;gico, o     exame objectivo pode revelar altera&#231;&#245;es, nomeadamente diferen&#231;as nos valores     tensionais medidos nos dois bra&#231;os, numa oclus&#227;o unilateral. Neste caso     cl&#237;nico, os valores tensionais eram consistentemente baixos bilateralmente,     centrando a abordagem inicial na aparente descida tensional.</p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Descri&#231;&#227;o do caso:</b> Utente do sexo     feminino de 77 anos de idade, hipertensa controlada e com dislipid&#233;mia em que,     a partir de determinada altura, os valores tensionais medidos na art&#233;ria     braquial se apresentavam persistentemente inferiores a 90/60 mmHg. A     sintomatologia resumia-se a &#8220;cansa&#231;o&#8221; com movimentos amplos dos membros     superiores. Na aus&#234;ncia de outras altera&#231;&#245;es optou-se pela redu&#231;&#227;o subsequente     da medica&#231;&#227;o anti-hipertensora, sem melhoria dos valores tensionais ou da     cl&#237;nica. Ap&#243;s alguns meses, mantendo-se este quadro, foi constatada, no exame     objectivo, uma diminui&#231;&#227;o bilateral dos pulsos radiais e aumento do &#237;ndice     tornozelo-braquial, colocando a hip&#243;tese de patologia arterial dos membros     superiores, posteriormente confirmada por Eco-doppler arterial que evidenciou     oclus&#227;o arterial subcl&#225;via bilateral.</p>       <p><b>Coment&#225;rio:</b> Os valores tensionais     medidos na art&#233;ria braquial eram aqui erroneamente baixos, dada a oclus&#227;o     subcl&#225;via bilateral salientando-se que, nestes casos, a avalia&#231;&#227;o tensional     baseada numa s&#243; medi&#231;&#227;o na art&#233;ria braquial pode condicionar uma abordagem     errada. O caso evidencia ainda a import&#226;ncia da integra&#231;&#227;o de todos os sinais e     sintomas, bem como do exame objectivo no diagn&#243;stico.</p>       <p><b>Palavras-Chave:</b> Doen&#231;a Arterial     Perif&#233;rica; Membros Superiores; Avalia&#231;&#227;o da Tens&#227;o Arterial; Hipotens&#227;o.</p><hr/>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>ABSTRACT</b></p>       <p><b>Introduction:</b> Chronic ischaemia of the     upper extremities is rare, particularly when it is bilateral. Depending on the     existence and location of collateral vessels, it may remain asymptomatic or it     may present with symptomatic ischemia of the upper limbs and a high risk of     coronary and cerebrovascular disease. Although the diagnosis is made by ultrasonography,     the physical examination may reveal abnormalities, including differences in     blood pressure values between both arms with unilateral occlusion. In this case     report, blood pressure values were consistently low bilaterally, which led to     an erroneous initial approach based on a presumed decrease in systemic blood     pressure.</p>       <p><b>Case description:</b> The authors describe     the case of a 77 year old female patient, with controlled hypertension and     dyslipidaemia, who presented with brachial blood pressure (BP) measurements     consistently lower than 90/60 mmHg, as well as complaints of fatigue with     movements of the upper extremities. In the absence of other abnormalities,     changes were made to the dose of her anti-hypertensive medication, without     clinical improvement. After a few months without change in the clinical     situation, the physical examination revealed a bilateral decrease in radial     pulses and an increase in the ankle-brachial index, suggesting occlusive upper     extremity arterial disease. This was confirmed by an arterial Doppler     ultrasound, which revealed bilateral occlusion of the subclavian arteries.</p>       <p><b>Comment:</b> Blood pressure measurements     were erroneously low because they were made at the brachial artery in a patient     with a bilateral occlusion of the subclavian arteries. In these cases, the     evaluation of BP based solely on brachial measurements may lead to an incorrect     approach. It is important to integrate other signs and symptoms as well as a     more complete physical examination when evaluating a possible diagnosis of this     condition.</p>       <p><b>Keywords:</b> Peripheral Arterial Disease;     Upper Extremity; Blood Pressure Determination; Hypotension.</p><hr/>     <p>&nbsp;</p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Introdu&#231;&#227;o</b></p>       <p>A doen&#231;a     vascular perif&#233;rica, associada &#224; elevada preval&#234;ncia de doen&#231;a cardiovascular,     &#233; um diagn&#243;stico frequente na pr&#225;tica cl&#237;nica do m&#233;dico de fam&#237;lia. A avalia&#231;&#227;o     de doen&#231;a vascular perif&#233;rica nos membros inferiores acaba por ser realizada de     forma mais sistem&#225;tica. J&#225; a patologia arterial dos membros superiores &#233; menos     frequente e por isso menos avaliada. &#201; mais comumente secund&#225;ria a oclus&#227;o     arterial subcl&#225;via, sobretudo &#224; esquerda, sendo a oclus&#227;o bilateral uma     condi&#231;&#227;o rara.<sup>1-3</sup></p>       <p>Dependendo     da localiza&#231;&#227;o e da rede de vasos colaterais, pode permanecer paucissintom&#225;tica     ou cursar com isqu&#233;mia sintom&#225;tica dos membros superiores (com claudica&#231;&#227;o ou     fadiga muscular, dor em repouso e gangrena digital), bem como risco acrescido     de eventos coron&#225;rios e cerebrovasculares.<sup>2-5</sup></p>       <p>O     diagn&#243;stico definitivo &#233; imagiol&#243;gico, efectuado por Eco-doppler, mas a     suspei&#231;&#227;o cl&#237;nica de isqu&#233;mia dos membros superiores baseia-se na hist&#243;ria e no     exame objectivo, sendo a manifesta&#231;&#227;o mais comum a diferen&#231;a de valores     tensionais entre os dois membros superiores.<sup>5-6</sup> Uma diferen&#231;a igual     ou superior a 10 mmHg leva a suspeitar de estenose subcl&#225;via unilateral, mesmo     em doentes assintom&#225;ticos.<sup>3-5,7</sup> Neste sentido, as orienta&#231;&#245;es     actuais recomendam uma avalia&#231;&#227;o da tens&#227;o arterial em ambos os membros     superiores numa primeira avalia&#231;&#227;o, seguida de medi&#231;&#227;o sistem&#225;tica no membro em     que foram detectados valores mais elevados.<sup>7-9</sup> No presente caso     cl&#237;nico, os valores tensionais eram consistentemente baixos bilateralmente,     centrando-se a abordagem inicial na procura de uma etiologia justificando a     aparente descida da tens&#227;o arterial. Desta forma, um gesto frequente na pr&#225;tica     do m&#233;dico de fam&#237;lia como a medi&#231;&#227;o tensional deve ser integrado num exame     objectivo atento que, neste caso, inclu&#237;a ainda a avalia&#231;&#227;o tensional nos     membros inferiores, bem como todos os dados da hist&#243;ria cl&#237;nica.</p>       <p>Assim, o     presente caso evidencia uma situa&#231;&#227;o frequente na pr&#225;tica cl&#237;nica do m&#233;dico de     fam&#237;lia, uma descida dos valores tensionais, que acaba por se revelar numa     patologia rara: a oclus&#227;o arterial subcl&#225;via bilateral. </p>       <p><b>Descri&#231;&#227;o     do caso</b></p>       <p>O caso     reporta-se a uma utente de 77 anos de ra&#231;a caucasiana, reformada da profiss&#227;o     de enfermeira. No que respeita &#224; caracteriza&#231;&#227;o familiar, vi&#250;va, pertencendo a     uma fam&#237;lia unit&#225;ria. Com antecedentes pessoais de hipertens&#227;o controlada com     tr&#234;s classes de anti-hipertensores (associa&#231;&#227;o de irbesartan 300mg com     hidroclorotiazida 12,5mg, nebivolol 5mg e indapamida 1,25mg) e dislipid&#233;mia     medicada com sinvastatina 20mg. Sem antecedentes familiares relevantes.</p>       <p>Tratava-se     de uma utente seguida em consulta de hipertens&#227;o com a sua m&#233;dica de fam&#237;lia em     que, numa destas consultas, a utente referia desde h&#225; uma semana valores de     tens&#227;o arterial sempre inferiores a 100/90 mmHg e &#8220;cansa&#231;o&#8221; com movimentos     amplos dos membros superiores, sem outras queixas. Ao exame objectivo, a &#250;nica     altera&#231;&#227;o eram os valores tensionais (80/50 mmHg). Optou-se por manter a     avalia&#231;&#227;o tensional no ambulat&#243;rio e ajustar a medica&#231;&#227;o anti-hipertensora,     reduzindo a dose de irbesartan para metade. Contudo, este quadro manteve-se nas     semanas seguintes com subsequentes ajustes na medica&#231;&#227;o anti-hipertensora     visando eliminar um potencial efeito iatrog&#233;nico na descida dos valores     tensionais, terminando medicada com nebivolol 5mg e irbesartan 150mg. Foram,     ent&#227;o, realizados exames complementares de diagn&#243;stico (ecocardiograma,     electrocardiograma e estudo anal&#237;tico com hemograma, glic&#233;mia, avalia&#231;&#227;o da     fun&#231;&#227;o renal e fun&#231;&#227;o tiroideia, ionograma, velocidade de sedimenta&#231;&#227;o e     prote&#237;na C reactiva). O estudo anal&#237;tico e o electrocardiograma n&#227;o revelaram     altera&#231;&#245;es. O ecocardiograma apresentava algumas altera&#231;&#245;es, nomeadamente um     alargamento ligeiro da aur&#237;cula esquerda e patologia valvular degenerativa     (fibroesclerose na v&#225;lvula a&#243;rtica, mantendo normal amplitude de abertura     sist&#243;lica e v&#225;lvula mitral com incipiente doen&#231;a fibrocalcificante a n&#237;vel do anel,     com envolvimento dos folhetos, mantendo normal amplitude de excurs&#227;o     diast&#243;lica). Assim, as altera&#231;&#245;es encontradas nos exames complementares de     diagn&#243;stico n&#227;o justificavam o contexto cl&#237;nico. </p>       <p>Cerca de     dois meses ap&#243;s o in&#237;cio do quadro voltou &#224; consulta, verificando-se ao exame     objectivo uma enorme dificuldade em obter valores tensionais nos membros     superiores, bem como uma diminui&#231;&#227;o bilateral da amplitude dos pulsos radiais e     um &#237;ndice tornozelo-braquial (ITB) de 2,7. Tais altera&#231;&#245;es levantaram a hip&#243;tese     de patologia arterial dos membros superiores. Discutida esta hip&#243;tese de     diagn&#243;stico com a doente, com a necessidade de realiza&#231;&#227;o de exames     complementares de diagn&#243;stico adicionais, esta optou por recorrer a consulta de     cirurgia vascular no privado.</p>       <p>Volvidos     cinco meses ap&#243;s o in&#237;cio do quadro voltou &#224; consulta com a sua m&#233;dica de     fam&#237;lia, com informa&#231;&#227;o cl&#237;nica do cirurgi&#227;o vascular e resultado de     Eco-doppler arterial dos membros superiores e carot&#237;deo, evidenciando isqu&#233;mia     de todo o territ&#243;rio arterial dos membros superiores com oclus&#227;o arterial     subcl&#225;via bilateral, a jusante da emerg&#234;ncia das art&#233;rias vertebrais, sem     mensura&#231;&#227;o do grau de oclus&#227;o. Estava medicada com pentoxifilina 400mg bid, com     indica&#231;&#227;o para manuten&#231;&#227;o do controlo cl&#237;nico com medi&#231;&#227;o dos valores     tensionais nos membros inferiores por ser este o valor mais pr&#243;ximo do real.     Face &#224; necessidade de esclarecimento etiol&#243;gico e eventual interven&#231;&#227;o     terap&#234;utica foi referenciada para a consulta de cirurgia vascular do hospital     de refer&#234;ncia.</p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Um ano     depois teve alta desta consulta, trazendo informa&#231;&#227;o cl&#237;nica daquele     seguimento, confirmando o diagn&#243;stico de oclus&#227;o arterial subcl&#225;via bilateral.     Cerca de um ano ap&#243;s o epis&#243;dio agudo encontrava-se com boa revasculariza&#231;&#227;o e     paucissintom&#225;tica, ficando em aberto a etiopatologia: degenerativa em     conson&#226;ncia com a idade e ateromatose ou dissec&#231;&#227;o cr&#243;nica no contexto de     hipertens&#227;o? O esclarecimento etiol&#243;gico exigiria exames angiogr&#225;ficos     invasivos cujo risco ultrapassaria eventuais benef&#237;cios, dado n&#227;o existir     indica&#231;&#227;o para tratamento invasivo face ao quadro paucissintom&#225;tico, idade da     doente e risco inerente &#224; correc&#231;&#227;o anat&#243;mica, optando-se pelo tratamento     conservador. Assim, face ao risco cardiovascular global muito alto, tratando-se     de uma doente hipertensa com doen&#231;a arterial perif&#233;rica, foi delineado um plano     para preven&#231;&#227;o secund&#225;ria. Este plano passou por:</p>       <p>&#8226; Associa&#231;&#227;o     de &#225;cido acetilsalic&#237;lico 150mg id;</p>       <p>&#8226;     Optimiza&#231;&#227;o do controlo tensional com novo ajuste gradual da medica&#231;&#227;o     anti-hipertensora, acabando por se reintroduzir a associa&#231;&#227;o de irbesartan     300mg com hidroclorotiazida 12,5mg e mantendo nebivolol 5mg;</p>       <p>&#8226;     Relativamente ao controlo lip&#237;dico apresentava um valor de colesterol LDL de     66mg/dl, pelo que se manteve a terap&#234;utica com sinvastatina 20mg;</p>       <p>&#8226; Discuss&#227;o     de poss&#237;veis modifica&#231;&#245;es no estilo de vida, nomeadamente pela pr&#225;tica regular     e continuada de exerc&#237;cio f&#237;sico (optando pela realiza&#231;&#227;o de caminhadas di&#225;rias     de cerca de 30 minutos), bem como pela adop&#231;&#227;o de uma dieta variada, nutricionalmente     equilibrada, pobre em gorduras e enriquecida em fibras, com aumento do consumo     de fruta, vegetais, legumes, nozes, peixe, cereais e p&#227;o integrais.</p>       <p>Actualmente,     a doente mant&#233;m-se paucissintom&#225;tica sem limita&#231;&#227;o nas suas actividades de vida     di&#225;ria, mantendo vigil&#226;ncia com medi&#231;&#227;o dos valores tensionais nos membros     inferiores, estando medicada com pentoxifilina 400mg bid, &#225;cido     acetilsalis&#237;lico 150mg id, sinvastatina 20mg id e terap&#234;utica anti-hipertensora     entretanto optimizada, com bom controlo tensional e dos valores da ficha     lip&#237;dica.</p>       <p><b>Coment&#225;rio</b></p>       <p>Numa     primeira abordagem, o quadro cl&#237;nico simulava um caso de hipertens&#227;o em que     subitamente os valores tensionais se tornaram inferiores a 90/60 mmHg, de forma     persistente, sem rela&#231;&#227;o com o ortostatismo ou as refei&#231;&#245;es e sem sintomas de     hipotens&#227;o. N&#227;o existe um valor consensual a partir do qual se possa considerar     a tens&#227;o arterial &#8220;demasiado baixa&#8221;. Alguns autores referem, como limiar,     valores inferiores a 90/60 mmHg.<sup>3</sup> A <i>American Heart Association</i> define &#8220;hipotens&#227;o&#8221; pela exist&#234;ncia de     sintomas associados ou descida abrupta dos valores tensionais (superior a 20     mmHg).<sup>10</sup></p>       <p>Neste caso     cl&#237;nico, face &#224; descida mantida dos valores tensionais, exclu&#237;das outras causas     identific&#225;veis para esta, foi-se reduzindo a medica&#231;&#227;o anti-hipertensora     procurando debelar um eventual efeito iatrog&#233;nico, sem sucesso. </p>       <p>Um exame     objectivo mais atento acabou por ser a chave para a suspei&#231;&#227;o do diagn&#243;stico,     revelando diminui&#231;&#227;o da amplitude dos pulsos radiais e dificuldade na medi&#231;&#227;o     dos valores tensionais na art&#233;ria braquial bilateralmente, mantendo-se estes     valores elevados nos membros inferiores com um &#237;ndice tornozelo-braquial     elevado. Tais achados orientaram o racioc&#237;nio para a hip&#243;tese de patologia     arterial dos membros superiores. Havia ainda outros dados a favor na hist&#243;ria     cl&#237;nica: factores de risco cardiovascular (idade, dislipid&#233;mia, hipertens&#227;o) e     sintomatologia sugestiva de claudica&#231;&#227;o nos membros superiores (definida pela     utente como &#8220;cansa&#231;o&#8221; com a mobiliza&#231;&#227;o ampla destes).</p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Assim, a     aparente diminui&#231;&#227;o dos valores tensionais era afinal uma diminui&#231;&#227;o do fluxo     sangu&#237;neo nos membros superiores por oclus&#227;o arterial subcl&#225;via bilateral. A     avalia&#231;&#227;o inicial da tens&#227;o arterial, segundo as orienta&#231;&#245;es actuais, deve ser     efectuada em ambos os membros superiores para identificar eventuais diferen&#231;as     devidas a doen&#231;a vascular perif&#233;rica para, nesse caso, utilizar como valor de     refer&#234;ncia o mais elevado. Tal aplica-se num caso de oclus&#227;o unilateral;<sup>7-9</sup> neste caso, sendo a oclus&#227;o bilateral era igualmente insuficiente. Os valores     tensionais medidos nos membros inferiores seriam os mais pr&#243;ximos dos reais     valores sist&#233;micos que, ali&#225;s, se mantinham elevados.</p>       <p>A principal     etiologia da estenose arterial subcl&#225;via &#233; ateroscler&#243;tica. Outras causas     incluem arterite, radia&#231;&#227;o, s&#237;ndromas de compress&#227;o, displasia fibromuscular e     neurofibromatose.<sup>2</sup> Relativamente &#224; abordagem, ainda pouco se conhece     acerca da hist&#243;ria natural da estenose subcl&#225;via, mas o progn&#243;stico &#233;     geralmente benigno. Assim, doentes assintom&#225;ticos n&#227;o t&#234;m indica&#231;&#227;o para     tratamento invasivo.<sup>5</sup> Contudo, qualquer oclus&#227;o arterial subcl&#225;via     sintom&#225;tica deve ser investigada e tratada. O controlo dos factores de risco     ateroscler&#243;tico deve sempre fazer parte desta abordagem, mesmo em doentes     assintom&#225;ticos.<sup>5-6</sup></p>       <p>Concluindo,     o presente caso alerta para o diagn&#243;stico de uma condi&#231;&#227;o pouco frequente: a     doen&#231;a arterial dos membros superiores. A quest&#227;o inicial foi interpretar a     descida dos valores tensionais medidos na art&#233;ria braquial, salientando que     nestes casos a pr&#225;tica generalizada de avaliar a tens&#227;o arterial com base numa     &#250;nica medi&#231;&#227;o na art&#233;ria braquial pode condicionar abordagens incorrectas.</p>     <p>Sublinha-se,     ainda, a import&#226;ncia do exame objectivo no diagn&#243;stico, aliado &#224; valoriza&#231;&#227;o do     quadro cl&#237;nico global, bem como a um elevado &#237;ndice de suspei&#231;&#227;o, especialmente     importante em patologias menos frequentes como a que aqui se apresenta. Em     s&#237;ntese, salienta-se aquele que &#233; o nosso maior desafio: procurar as causas     subjacentes a um determinado quadro cl&#237;nico ao inv&#233;s de cair na tenta&#231;&#227;o de     considerar e tratar queixas isoladas, como uma aparente &#8220;descida da tens&#227;o     arterial&#8221;, para evitar a protela&#231;&#227;o do diagn&#243;stico e a iatrogenia m&#233;dica e     psicol&#243;gica de exames ou atitudes terap&#234;uticas desnecess&#225;rias.</p>     <p>&nbsp;</p>       <p><b>REFER&#202;NCIAS     BIBLIOGR&#193;FICAS</b></p>       <!-- ref --><p>1. Jahangiri     B, Al-Shammeri O, Veinot JP, Matzinger F, Haddad H. An unusual case of     hypertensive diastolic heart failure with bilateral subclavian artery stenosis.     Can J Cardiol. 2009;25(2):111-2.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000049&pid=S2182-5173201400050000700001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>       <!-- ref --><p>2. Ochoa VM,     Yeghiazarians Y. Subclavian artery stenosis: a review for the vascular medicine     practitioner. Vasc Med. 2011;16(1):29-34.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000051&pid=S2182-5173201400050000700002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>3. Shadman     R, Criqui MH, Bundens WP, Fronek A, Denenberg JO, Gamst AC, et al. Subclavian     artery stenosis: prevalence, risk factors, and association with cardiovascular     diseases. J Am Coll Cardiol. 2004;44(3):618-23.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000053&pid=S2182-5173201400050000700003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>       <!-- ref --><p>4. McDermot     MM. The magnitude of the problem of peripheral arterial disease: epidemiology     and clinical significance. Cleve Clin J Med. 2006;73 Suppl 4:S2-7.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000055&pid=S2182-5173201400050000700004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>       <p>5. Mohler     III ER. Overview of upper extremity peripheral artery disease. 2013 Aug 21     (revised 2014 Aug; cited 2014 Jun 28). In UpToDate. Wolters Kluwer; 2014.     Available from: <a href="http://www.uptodate.com/online" target="_blank">http://www.uptodate.com/online</a></p>       <p>6. European     Stroke Organisation, Tendera M, Aboyans V, Bartelink ML, Baumgartner I, Cl&#233;ment     D, et al. ESC Guidelines on the diagnosis and treatment of peripheral artery     diseases: document covering atherosclerotic disease of extracranial carotid and     vertebral, mesenteric, renal, upper and lower extremity arteries: the Task     Force on the Diagnosis and Treatment of Peripheral Artery Diseases of the     European Society of Cardiology (ESC). Eur Heart J. 2011;32(22):2851-906.</p>       <!-- ref --><p>7. Pickering     TG, Hall JE, Appel LJ, Falkner BE, Graves J, Hill MN et al. Recommendations for     blood pressure measurement in humans and experimental animals - Part 1:     blood pressure measurement in humans: a statement for professionals from the     Subcommittee of Professional and Public Education of the American Heart     Association Council on High Blood Pressure Research. Circulation.     2005;111(5):697-716.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000059&pid=S2182-5173201400050000700007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>8. Mancia G,     Laurent S, Agabiti-Rosei E, Ambrosioni E, Burnier M, Caulfield MJ, et al.     Reappraisal of European guidelines on hypertension management: a European     Society of Hypertension Task Force document. J Hypertens. 2009;27(11):2121-58.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000061&pid=S2182-5173201400050000700008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>9.     Direc&#231;&#227;o-Geral da Sa&#250;de. Hipertens&#227;o arterial: defini&#231;&#227;o e classifica&#231;&#227;o     - Norma da Direc&#231;&#227;o-Geral da Sa&#250;de n&#186; 20/2011, de 28/09/2011 (actualizada     em 19/03/2013). Lisboa: DGS; 2013. Portuguese</p>     <!-- ref --><p>10. American     Heart Association. Your high blood pressure questions answered: low blood     pressure. AHA; 2014 (revised 2014 Apr 8; cited 2014 Mar 10). Available from:     <a href="http://www.heart.org/HEARTORG/Conditions/HighBloodPressure/AboutHighBloodPressure/Low-Blood-Pressure_UCM_301785_Article.jsp" target="_blank">http://www.heart.org/HEARTORG/Conditions/HighBloodPressure/AboutHighBloodPressure/Low-Blood-Pressure_UCM_301785_Article.jsp</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000064&pid=S2182-5173201400050000700010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>&nbsp;</p>     <p><a href="#topc0">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a> | <a href="#topc0">Direcci&oacute;n para correspondencia</a> | <a href="#topc0">Correspondence</a><a name="c0"></a></p>        <p>In&#234;s Alves     Leal Leite da Silva</p>     <p>Rua do Lila     n.&#186; 5 AB, 3810-427 Aveiro</p>       <p>E-mail: <a href="mailto:ines.leite.silva@gmail.com">ines.leite.silva@gmail.com</a></p>     <p>&nbsp;  </p>       <p><b>Agradecimentos</b></p>       <p>As autoras     agradecem o contributo de Ivo Reis (interno de Medicina Geral e Familiar na USF     BRIOSA), Carla Bastos (M&#233;dica de Fam&#237;lia na USF Alpha) e Yolanda Oliveira     (interna de Medicina Geral e Familiar na USF Santa Joana) pelo seu contributo     na revis&#227;o cr&#237;tica do artigo.</p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Conflitos     de interesse</b></p>       <p>As autoras     declaram n&#227;o ter conflito de interesses.</p>     <p>&nbsp;</p>       <p><b>Recebido em 04-07-2014</b></p>       <p><b>Aceite para publica&#231;&#227;o em 05-09-2014</b></p>      ]]></body><back>
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