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<journal-title><![CDATA[Revista Portuguesa de Medicina Geral e Familiar]]></journal-title>
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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Um caso de adenite por BCG]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Adenitis due to BCG vaccine: a case report]]></article-title>
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<self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S2182-51732014000500008&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_abstract&amp;pid=S2182-51732014000500008&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_pdf&amp;pid=S2182-51732014000500008&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><abstract abstract-type="short" xml:lang="pt"><p><![CDATA[Introdução: O Plano Nacional de Vacinação recomenda a vacina contra a tuberculose com o bacilo de Calmette e Guérin (BCG) em todos os recém-nascidos, excepto se existirem contra-indicações específicas. A sua principal complicação é a adenite (BCGite) e surge nos primeiros 6 meses após a vacinação. Descrição do Caso: Lactente de termo que, na consulta de vigilância dos 2 meses de idade, ao exame objectivo apresentava adenite axilar esquerda, sendo o restante exame objectivo normal. Feito o diagnóstico de BCGite, referenciou-se ao Serviço de Urgência para observação e orientação, onde foi recomendado tratamento conservador. Dadas as dimensões exuberantes da adenopatia, a presença de sinais inflamatórios e as queixas do lactente, a mãe praticamente todos os dias recorreu ao centro de saúde para nos mostrar a evolução da adenite e questionar se nada mais havia a fazer para além do analgésico. A adenite foi evoluindo e ao final de 3 semanas apresentava flutuação, acabando por drenar espontaneamente, com remissão dos sintomas. Actualmente, a criança com 18 meses de idade apresenta uma cicatriz na axila esquerda. Comentário: Dada a raridade destes casos pretendemos alertar os médicos de família para o carácter benigno da BCGite. A sua evolução é na maioria das vezes favorável e o tratamento é conservador. A referenciação só é necessária se houver complicações da adenite para avaliação de necessidade de punção ou excisão cirúrgica. Pode ser difícil tranquilizar os pais perante uma situação clínica tão exuberante e dolorosa, não havendo nenhum tratamento imediato para resolver a situação para além da atitude expectante.]]></p></abstract>
<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Introduction: The Portuguese national vaccination plan recommends the Bacillus Calmette-Guérin (BCG) vaccine against tuberculosis for all newborn babies, except if there are specific contraindications. The main complication of BCG vaccine is lymphadenitis that can occur within 6 months after vaccination. Case description: A two-month old infant born after a full-term pregnancy presented at a routine consultation with left axillary lymphadenitis. The rest of the physical examination was normal. A diagnosis of BCG lymphadenitis diagnosis was made and the patient was referred to the local emergency service for observation. Conservative treatment was recommended. Faced with large lymphadenopathy, signs of inflammation, and the baby’s distress, the mother made frequent visits to the health center to show the evolution of the adenitis and to ask whether anything else could be done, aside from the administration of the analgesics. The child presented again with fluctuation and spontaneous drainage of the lymph nodes after 3 weeks. Eventually all symptoms resolved. The child was seen at 18 months old of age with a healed scar in the left axilla. Commentary: This case demonstrates the benign nature of BCG lymphadenitis. The vast majority of cases require conservative treatment. Referral is necessary only if there are complications that might require aspiration or surgical drainage. It can be difficult to reassure parents when presented with such a striking condition and the recommended course of action is analgesia and patience, as symptoms resolve spontaneously.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[BCG Vaccine]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><b>ARTIGOS BREVES</b></p>       <p><font size="4"><b>Um caso de adenite por BCG</b></font></p>       <p><font size="3"><b>Adenitis   due to BCG vaccine: a case report</b></font></p>       <p><b>Marta Sousa Tavares,* In&#234;s Figueiredo**</b></p>       <p>*M&#233;dica     Interna de Medicina Geral e Familiar, UCSP Anadia III</p>       <p>**M&#233;dica     Assistente de Medicina Geral e Familiar, USF Alpha, V&#225;lega</p>    <p><a href="#c0">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a> | <a href="#c0">Direcci&oacute;n para correspondencia</a> | <a href="#c0">Correspondence</a><a name="topc0"></a></p> <hr/>     <p>&nbsp;</p>        <p><b>RESUMO</b></p>       <p><b>Introdu&#231;&#227;o:</b> O Plano Nacional de Vacina&#231;&#227;o     recomenda a vacina contra a tuberculose com o bacilo de Calmette e Gu&#233;rin (BCG)     em todos os rec&#233;m-nascidos, excepto se existirem contra-indica&#231;&#245;es espec&#237;ficas.     A sua principal complica&#231;&#227;o &#233; a adenite (BCGite) e surge nos primeiros 6 meses     ap&#243;s a vacina&#231;&#227;o.</p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Descri&#231;&#227;o do Caso:</b> Lactente de termo     que, na consulta de vigil&#226;ncia dos 2 meses de idade, ao exame objectivo     apresentava adenite axilar esquerda, sendo o restante exame objectivo normal.     Feito o diagn&#243;stico de BCGite, referenciou-se ao Servi&#231;o de Urg&#234;ncia para     observa&#231;&#227;o e orienta&#231;&#227;o, onde foi recomendado tratamento conservador. Dadas as     dimens&#245;es exuberantes da adenopatia, a presen&#231;a de sinais inflamat&#243;rios e as     queixas do lactente, a m&#227;e praticamente todos os dias recorreu ao centro de     sa&#250;de para nos mostrar a evolu&#231;&#227;o da adenite e questionar se nada mais havia a     fazer para al&#233;m do analg&#233;sico. A adenite foi evoluindo e ao final de 3 semanas     apresentava flutua&#231;&#227;o, acabando por drenar espontaneamente, com remiss&#227;o dos     sintomas. Actualmente, a crian&#231;a com 18 meses de idade apresenta uma cicatriz     na axila esquerda.</p>       <p><b>Coment&#225;rio:</b> Dada a raridade destes     casos pretendemos alertar os m&#233;dicos de fam&#237;lia para o car&#225;cter benigno da     BCGite. A sua evolu&#231;&#227;o &#233; na maioria das vezes favor&#225;vel e o tratamento &#233; conservador.     A referencia&#231;&#227;o s&#243; &#233; necess&#225;ria se houver complica&#231;&#245;es da adenite para     avalia&#231;&#227;o de necessidade de pun&#231;&#227;o ou excis&#227;o cir&#250;rgica. Pode ser dif&#237;cil     tranquilizar os pais perante uma situa&#231;&#227;o cl&#237;nica t&#227;o exuberante e dolorosa,     n&#227;o havendo nenhum tratamento imediato para resolver a situa&#231;&#227;o para al&#233;m da     atitude expectante. </p>       <p><b>Termos MeSH:</b> BCG Vaccine;     Lymphadenitis.</p><hr/>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>ABSTRACT</b></p>       <p><b>Introduction:</b> The Portuguese national     vaccination plan recommends the Bacillus Calmette&#8211;Gu&#233;rin (BCG) vaccine     against tuberculosis for all newborn babies, except if there are specific     contraindications. The main complication of BCG vaccine is lymphadenitis that   can occur within 6 months after vaccination.</p>       <p><b>Case description:</b> A two-month old infant     born after a full-term pregnancy presented at a routine consultation with left     axillary lymphadenitis. The rest of the physical examination was normal. A     diagnosis of BCG lymphadenitis diagnosis was made and the patient was referred     to the local emergency service for observation. Conservative treatment was     recommended. Faced with large lymphadenopathy, signs of inflammation, and the     baby&#8217;s distress, the mother made frequent visits to the health center to show     the evolution of the adenitis and to ask whether anything else could be done,     aside from the administration of the analgesics. The child presented again with     fluctuation and spontaneous drainage of the lymph nodes after 3 weeks.     Eventually all symptoms resolved. The child was seen at 18 months old of age     with a healed scar in the left axilla.</p>       <p><b>Commentary:</b> This case demonstrates the     benign nature of BCG lymphadenitis. The vast majority of cases require     conservative treatment. Referral is necessary only if there are complications     that might require aspiration or surgical drainage. It can be difficult to     reassure parents when presented with such a striking condition and the     recommended course of action is analgesia and patience, as symptoms resolve     spontaneously.</p>       <p><b>MeSH terms:</b> BCG Vaccine; Lymphadenitis.</p><hr/>     <p>&nbsp;</p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Introdu&#231;&#227;o</b></p>       <p>O Plano     Nacional de Vacina&#231;&#227;o recomenda a vacina contra a tuberculose com o bacilo de     Calmette e Gu&#233;rin (BCG) em todos os rec&#233;m-nascidos, excepto se existirem     contra-indica&#231;&#245;es espec&#237;ficas.<sup>1</sup></p>       <p>As     complica&#231;&#245;es da BCG s&#227;o raras (&lt;1:1000 vacinados).<sup>2</sup> Uma das     complica&#231;&#245;es mais comuns da BCG &#233; a adenite (BCGite), definida como o aumento     de tamanho de um g&#226;nglio linf&#225;tico axilar, supraclavicular ou cervical     (&#8805;2 cm), ipsilateral ao local de inocula&#231;&#227;o da BCG, dentro dos 6 meses     ap&#243;s a vacina&#231;&#227;o BCG.<sup>2-5</sup></p>       <p>Os factores     de risco para a adenite p&#243;s-vacinal dependem da idade de vacina&#231;&#227;o, da resposta     imunol&#243;gica, da via de administra&#231;&#227;o, da t&#233;cnica utilizada, da estirpe e da     dose.<sup>1,3-4</sup></p>       <p>Duas formas     de apresenta&#231;&#227;o da BCGite podem ser reconhecidas na sua evolu&#231;&#227;o natural. A     BCGite n&#227;o-supurativa ocorre mais precocemente e normalmente resolve-se     espontaneamente dentro de poucas semanas, sem quaisquer sequelas. Em alguns     casos, o g&#226;nglio afectado aumenta progressivamente de tamanho e desenvolve     supura&#231;&#227;o, edema e eritema da pele subjacente. A BCGite supurativa pode     desenvolver-se ap&#243;s 2-4 meses da vacina&#231;&#227;o da BCG e persiste por v&#225;rios meses.<sup>1-2,5</sup></p>       <p>O     diagn&#243;stico desta patologia &#233; cl&#237;nico. Perante uma crian&#231;a previamente     saud&#225;vel, filha de m&#227;e seronegativa para o HIV e com boa progress&#227;o     estato-ponderal, o achado de adenite loco-regional ipsilateral ao local de     inocula&#231;&#227;o da BCG, sem outra causa identific&#225;vel e na aus&#234;ncia de febre e/ou     sintomas constitucionais, &#233; suficiente para o diagn&#243;stico. Os exames     complementares de diagn&#243;stico n&#227;o est&#227;o indicados de forma rotineira.<sup>2-4</sup></p>       <p>O tratamento     da adenite por BCG ainda se mant&#233;m controverso e n&#227;o &#233; consensual. Alguns     estudos, pelo car&#225;cter benigno da evolu&#231;&#227;o da BCGite n&#227;o-supurativa, sugerem um     tratamento conservador, enquanto na BCGite supurativa aconselham a aspira&#231;&#227;o     por agulha fina de forma a encurtar o tempo de resolu&#231;&#227;o e prevenir     complica&#231;&#245;es como a forma&#231;&#227;o de locas. A excis&#227;o cir&#250;rgica apenas est&#225; indicada     nas situa&#231;&#245;es de abcessos multiloculados.<sup>3-6</sup> Outros autores defendem     uma atitude expectante perante uma BCGite supurativa, na aus&#234;ncia de doen&#231;a     disseminada.<sup>2</sup> A terap&#234;utica farmacol&#243;gica com anti-tuberculost&#225;ticos     e/ou antibi&#243;ticos n&#227;o est&#225; indicada, uma vez que a medica&#231;&#227;o n&#227;o altera o curso     da adenite e pode levar a reac&#231;&#245;es adversas medicamentosas.<sup>2-6</sup></p>       <p>Apesar de     raras, as complica&#231;&#245;es da BCGite existem e s&#227;o um desafio para o m&#233;dico de     fam&#237;lia. O caso que se segue retrata um caso de BCGite no qual o desafio para o     m&#233;dico de fam&#237;lia esteve na dificuldade em tranquilizar a m&#227;e da crian&#231;a acerca     da benignidade da patologia.</p>       <p><b>Descri&#231;&#227;o do caso</b></p>       <p>Relatamos o     caso de uma lactente de termo, caucasiana, nascida de parto eut&#243;cico, com Apgar     9/10. Apresentava um peso &#224; nascen&#231;a de 2,960 Kg e 48,5 cm de estatura.     Encontra-se inserida numa fam&#237;lia nuclear na fase II do ciclo de Duvall, da     classe m&#233;dia alta segundo o &#237;ndice de Graffar.</p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Na consulta     de vigil&#226;ncia dos 2 meses, ao exame objectivo, a lactente apresentava-se um     pouco irritada e queixosa. Apresentava uma adenite axilar esquerda com     dimens&#245;es 4,1 cm x 2,3 cm (<a href="#f1">figura 1</a>), sendo o restante exame f&#237;sico normal.     Colocou-se como hip&#243;tese de diagn&#243;stico estarmos perante uma adenite por BCG     (BCGite) e referenciou-se ao Servi&#231;o de Urg&#234;ncia (SU) para observa&#231;&#227;o e     orienta&#231;&#227;o. No SU confirmou-se o diagn&#243;stico de BCGite supurativa e foi     recomendado tratamento conservador. Foi medicada com paracetamol para al&#237;vio da     dor, indica&#231;&#227;o de refor&#231;o da hidrata&#231;&#227;o cut&#226;nea e aguardar pela drenagem     espont&#226;nea. </p>       <p>&nbsp;</p>    <p align="center"><a name="f1"></a><img src="/img/revistas/rpmgf/v30n5/30n5a08f1.jpg"/></p>    
<p>&nbsp;</p>       <p>Dado a     crian&#231;a se manter queixosa e irritada, a m&#227;e, preocupada e ansiosa com a     situa&#231;&#227;o cl&#237;nica da filha, recorreu novamente &#224; nossa consulta e questionou se     n&#227;o haveria algo mais a fazer para al&#233;m do paracetamol. Foi explicado &#224; m&#227;e que     teria de aguardar pela drenagem espont&#226;nea da adenite e que, quando ocorresse,     a dor iria aliviar e o quadro resolver-se-ia naturalmente. Entretanto,     refor&#231;amos a ideia de que deveria manter o paracetamol e hidratar a pele. Dado     a m&#227;e se encontrar bastante ansiosa, foi incentivada a recorrer &#224; consulta     sempre que necess&#225;rio para observarmos a crian&#231;a, de forma a garantir que a     adenite estaria a seguir o seu curso natural de resolu&#231;&#227;o ou detectar alguma     complica&#231;&#227;o com necessidade de referencia&#231;&#227;o. Como tal, a m&#227;e recorreu ao     Centro de Sa&#250;de uma m&#233;dia de 3 vezes por semana, o que a tranquilizava.</p>       <p>Finalmente,     ap&#243;s 3 semanas do in&#237;cio do quadro cl&#237;nico, a adenite drenou espontaneamente,     com al&#237;vio sintom&#225;tico, ficando a m&#227;e mais tranquila (<a href="#f2">figura 2</a>). A drenagem da     adenite durou cerca de 7 semanas. </p>       <p>&nbsp;</p>    <p align="center"><a name="f2"></a><img src="/img/revistas/rpmgf/v30n5/30n5a08f2.jpg"/></p>    
<p>&nbsp;</p>       <p>Actualmente,     a menina, com 18 meses de idade, apresenta uma cicatriz quel&#243;ide subaxilar     esquerda (<a href="#f3">figura 3</a>).</p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>    <p align="center"><a name="f3"></a><img src="/img/revistas/rpmgf/v30n5/30n5a08f3.jpg"/></p>    
<p>&nbsp;</p>       <p><b>Coment&#225;rio</b></p>     <p>Dada a     raridade destes casos pretendemos alertar os m&#233;dicos de fam&#237;lia para o car&#225;cter     benigno da BCGite. Apesar de neste caso a crian&#231;a apresentar uma adenite     supurativa, para a qual alguns autores aconselham a pun&#231;&#227;o aspirativa de forma     a encurtar o tempo de resolu&#231;&#227;o e prevenir complica&#231;&#245;es, optou-se por um     tratamento conservador, como &#233; defendido por outros autores e por aguardar pela     drenagem espont&#226;nea, tendo tido um bom resultado pois, ao fim de 10 semanas do     in&#237;cio do quadro cl&#237;nico, ocorreu resolu&#231;&#227;o completa sem complica&#231;&#245;es. Em     alguns casos, em que &#233; realizada a pun&#231;&#227;o aspirativa para drenagem, &#233;     necess&#225;ria mais do que uma aspira&#231;&#227;o, o que condiciona um prolongamento do     quadro cl&#237;nico e aumenta o risco de complica&#231;&#245;es.<sup>4</sup></p>       <p>Dado o     tratamento da BCGite ser ainda controverso, pela experi&#234;ncia deste caso     cl&#237;nico, os autores recomendam que, perante um lactente que apresente BCGite,     quer seja n&#227;o-supurativa como supurativa, com boa evolu&#231;&#227;o, o tratamento dever&#225;     ser conservador, n&#227;o havendo necessidade de referencia&#231;&#227;o. Deve ser explicado     aos pais que apesar do seu aspecto exuberante, com sinais inflamat&#243;rios e dor,     est&#225; indicado apenas refor&#231;o da hidrata&#231;&#227;o cut&#226;nea e analgesia para al&#237;vio das     dores.</p>     <p>&nbsp;</p>       <p><b>REFER&#202;NCIAS     BIBLIOGR&#193;FICAS</b></p>       <!-- ref --><p>1.     Direc&#231;&#227;o-Geral da Sa&#250;de. Programa nacional de vacina&#231;&#227;o: circular normativa n&#186;     040/2011, de 21/12/2011. Lisboa: DGS.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000051&pid=S2182-5173201400050000800001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p>2.     Constatant C, Figueiredo A, Brito MJ. Adenite do bacilo Calmette-Gu&#233;rin:     protocolo diagn&#243;stico e terap&#234;utico (Bacille Calmette-Gu&#233;rin adenitis:     diagnostic and therapeutic guidelines). Acta Med Port. 2011;24(S2):263-8.     Portuguese</p>       <!-- ref --><p>3.     Govindarajan KK, Chai FY. BCG adenitis: need for increased awareness. Malays J     Med Sci. 2011;18(2):66-9.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000054&pid=S2182-5173201400050000800003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>4. Goraya J,     Virdi V. Bacille Calmette-Gu&#233;rin lymphadenitis. Postgrad Med J.     2002;78(920):327-9.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000056&pid=S2182-5173201400050000800004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>       <!-- ref --><p>5. Singla A,     Singh S, Goraya JS, Radhika S, Sharma M. The natural course of nonsuppurative     Calmette-Gu&#233;rin bacillus lymphadenitis. Pediatr Infect Dis J. 2002;21(5):446-8.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000058&pid=S2182-5173201400050000800005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>6. Ali S,     Almoudaris M. BCG lymphadenitis. Arch Dis Child. 2004;89(9):812.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000060&pid=S2182-5173201400050000800006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>       <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><a href="#topc0">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a> | <a href="#topc0">Direcci&oacute;n para correspondencia</a> | <a href="#topc0">Correspondence</a><a name="c0"></a></p>        <p>Marta     Rafaela Sousa Tavares</p>       <p>Rua das     Fontainhas, n&#186; 146</p>     <p>3880-283     Ovar</p>      <p>E-mail: <a href="mailto:martarafatavares@hotmail.com">martarafatavares@hotmail.com</a></p>      <p>&nbsp;  </p>      <p><b>Conflitos   de interesse</b></p>       <p>Os autores     declaram n&#227;o possuir qualquer tipo de conflitos de interesse.</p>     <p>&nbsp;</p>       <p><b>Recebido em 28-01-2014</b></p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Aceite para publica&#231;&#227;o em 17-09-2014</b></p>      ]]></body><back>
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