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<journal-title><![CDATA[Revista Portuguesa de Medicina Geral e Familiar]]></journal-title>
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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[O que classificar nos registos clínicos com a Classificação Internacional de Cuidados Primários?]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[What should we code in health records with the International Classification of Primary Care?]]></article-title>
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<institution><![CDATA[,WONCA Comité Internacional de Classificações ]]></institution>
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<institution><![CDATA[,Universidade Nova de Lisboa NOVA Medical School/Faculdade de Ciências Médicas Departamento de Medicina Geral e Familiar]]></institution>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[In Portugal, family physicians use the International Classification of Primary Care (ICPC) for coding in their electronic health records. However, questions about the use of the classification in daily practice are common. This text aims to clarify what should be coded in health records. ICPC allows the coding of reasons for encounter, health problems, and the process of care. Users should avoid confusion of these terms with the headings “subjective”, “assessment” and “plan” in follow-up notes of the problem-oriented medical record. In daily practice, most users should limit themselves to the coding of health problems. Family physicians should focus on coding the main problems of the patient and maintaining a list of all problems.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Classificações]]></kwd>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Registo de Saúde Electrónico]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><b>PR&#193;TICA</b></p>       <p><font size="4"><b>O que classificar nos registos cl&#237;nicos com     a Classifica&#231;&#227;o Internacional de Cuidados Prim&#225;rios?</b></font></p>       <p><font size="3"><b>What     should we code in health records with the International Classification of   Primary Care?</b></font></p>       <p><b>Daniel Pinto*</b></p>       <p>*Membro do     Comit&#233; Internacional de Classifica&#231;&#245;es da WONCA, Departamento     de Medicina Geral e Familiar - NOVA Medical School/Faculdade de Ci&#234;ncias     M&#233;dicas, Universidade Nova de Lisboa</p>    <p><a href="#c0">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a> | <a href="#c0">Direcci&oacute;n para correspondencia</a> | <a href="#c0">Correspondence</a><a name="topc0"></a></p> <hr/>     <p>&nbsp;</p>        <p><b>RESUMO</b></p>       <p>Em Portugal,     a Classifica&#231;&#227;o Internacional de Cuidados Prim&#225;rios (ICPC) &#233; utilizada pelos     m&#233;dicos de fam&#237;lia para classificar os seus registos de sa&#250;de electr&#243;nicos.     Por&#233;m, s&#227;o frequentes as d&#250;vidas acerca da aplica&#231;&#227;o da classifica&#231;&#227;o no     dia-a-dia. Este texto procura esclarecer os utilizadores quanto ao que deve ser     classificado no registo cl&#237;nico.</p>       <p>A ICPC     permite classificar motivos de consulta, problemas de sa&#250;de e procedimentos,     devendo evitar-se a confus&#227;o com os campos subjectivo, avalia&#231;&#227;o e plano das     notas de seguimento do registo m&#233;dico orientado por problemas. Na pr&#225;tica     di&#225;ria, a maioria dos utilizadores deve limitar-se &#224; classifica&#231;&#227;o dos     problemas de sa&#250;de. A manuten&#231;&#227;o das listas de todos os problemas e de     problemas principais deve ser o principal foco de aten&#231;&#227;o dos m&#233;dicos de     fam&#237;lia no que se refere &#224; classifica&#231;&#227;o.</p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Palavras-chave:</b> Classifica&#231;&#245;es; Registo     M&#233;dico Orientado por Problemas; Registo de Sa&#250;de Electr&#243;nico; Cuidados de Sa&#250;de     Prim&#225;rios.</p><hr/>     <p>&nbsp;</p>       <p><b>ABSTRACT</b></p>       <p>In Portugal,     family physicians use the International Classification of Primary Care (ICPC)     for coding in their electronic health records. However, questions about the use     of the classification in daily practice are common. This text aims to clarify   what should be coded in health records.</p>       <p>ICPC allows     the coding of reasons for encounter, health problems, and the process of care.     Users should avoid confusion of these terms with the headings &#8220;subjective&#8221;,     &#8220;assessment&#8221; and &#8220;plan&#8221; in follow-up notes of the problem-oriented medical     record. In daily practice, most users should limit themselves to the coding of     health problems. Family physicians should focus on coding the main problems of     the patient and maintaining a list of all problems. </p>       <p><b>Keywords:</b> Classifications; Problem     Oriented Medical Record; Electronic Health Record; Primary Health Care.</p><hr/>     <p>&nbsp;</p>       <p>Em Portugal,     a Classifica&#231;&#227;o Internacional de Cuidados Prim&#225;rios (habitualmente conhecida     pela sua sigla em ingl&#234;s - ICPC) &#233; utilizada pelos m&#233;dicos de fam&#237;lia     para classificar os seus registos de sa&#250;de electr&#243;nicos. Por&#233;m, a maioria     destes n&#227;o recebeu treino formal na utiliza&#231;&#227;o da ICPC, o que naturalmente motiva     d&#250;vidas acerca da aplica&#231;&#227;o da classifica&#231;&#227;o no dia-a-dia. Este texto resulta     da experi&#234;ncia do autor como formador de m&#233;dicos de fam&#237;lia na utiliza&#231;&#227;o da     ICPC em Portugal e procura esclarecer os utilizadores quanto ao que deve ser     classificado no registo cl&#237;nico.</p>       <p><b>A     ICPC e o registo m&#233;dico orientado por problemas</b></p>       <p>Os sistemas     electr&#243;nicos em uso nos cuidados de sa&#250;de prim&#225;rios em Portugal seguem os     princ&#237;pios do registo m&#233;dico orientado por problemas,<sup>1-2</sup> do qual a     ICPC permite classificar a lista de problemas e as notas de seguimento - <a href="#f1">figura 1</a>.</p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>    <p align="center"><a name="f1"></a><img src="/img/revistas/rpmgf/v30n5/30n5a10f1.jpg"/></p>    
<p>&nbsp;</p>       <p>A ICPC     classifica motivos de consulta, problemas de sa&#250;de e procedimentos.<sup>3</sup> Os motivos de consulta s&#227;o definidos como as raz&#245;es que levam uma pessoa a     procurar cuidados de sa&#250;de. Estes podem ser sintomas ou queixas, doen&#231;as,     pedidos de observa&#231;&#227;o f&#237;sica ou exames complementares de diagn&#243;stico, pedidos     de tratamento ou medica&#231;&#227;o, desejo de conhecer os resultados de testes ou     raz&#245;es administrativas.<sup>3</sup> O(s) motivo(s) de consulta permitem avaliar     a perspectiva do utente, um importante componente do m&#233;todo cl&#237;nico centrado no     paciente.<sup>4</sup> Os problemas de sa&#250;de s&#227;o constitu&#237;dos pelos diagn&#243;sticos     efectuados pelo m&#233;dico, que podem ser sintomas, doen&#231;as ou situa&#231;&#245;es de sa&#250;de     que necessitam de alguma interven&#231;&#227;o m&#233;dica.<sup>3</sup> Os procedimentos     referem-se &#224;s interven&#231;&#245;es realizadas pelo m&#233;dico durante a consulta ou     interven&#231;&#245;es subsequentes solicitadas pelo m&#233;dico.<sup>3</sup></p>       <p>Ao contr&#225;rio     do que se tem vindo a generalizar entre n&#243;s,<sup>5-7</sup> a ICPC n&#227;o     classifica subjectivo (S), avalia&#231;&#227;o (A) e plano (P) - <a href="#f2">figura 2</a>. A     classifica&#231;&#227;o tamb&#233;m n&#227;o deve ser utilizada como um substituto do registo e     texto livre, uma vez que, ao classificar, est&#225; a abstrair-se aquilo que &#233; comum a um conjunto, perdendo informa&#231;&#227;o de detalhe sobre o indiv&#237;duo.</p>       <p>&nbsp;</p>    <p align="center"><a name="f2"></a><img src="/img/revistas/rpmgf/v30n5/30n5a10f2.jpg"/></p>    
<p>&nbsp;</p>       <p><b>Subjectivo <i>versus</i> motivos de consulta</b></p>       <p>No campo subjectivo     (S) do registo m&#233;dico orientado por problemas devem ser registadas muitas     outras informa&#231;&#245;es para al&#233;m do(s) motivo(s) de consulta (<a href="#f2">figura 2</a>). Por outro     lado, nem todos os sintomas referidos pelo utente durante a colheita da     hist&#243;ria cl&#237;nica constituem motivo de consulta. Por exemplo, se um utente se     dirige &#224; consulta referindo ter procurado o m&#233;dico por estar com gripe e     depois, questionado pelo m&#233;dico, descreve os seus sintomas de febre, tosse e     mialgias, apenas a gripe (R80 na ICPC) deve ser classificada como motivo de     consulta, mesmo que o m&#233;dico n&#227;o concorde com o diagn&#243;stico (o motivo de     consulta deve ser registado de acordo com a perspectiva do utente e n&#227;o do     m&#233;dico).<sup>3</sup> J&#225; se o utente referir que vem &#224; consulta por sintomas de     febre, tosse e mialgias, s&#227;o estes que devem ser considerados como motivos de     consulta (respectivamente, A03, R05 e L18).</p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p>O motivo de     consulta obriga frequentemente a clarifica&#231;&#227;o adicional e a um acordo entre     m&#233;dico e utente. Por exemplo, se um utente refere vir &#224; consulta para &#8220;fazer     exames&#8221; ser&#225; necess&#225;rio clarificar que exames pretende (uma vez que existem     diferentes r&#250;bricas para an&#225;lises de sangue, da urina, das fezes, exames     radiol&#243;gicos, tra&#231;ados el&#233;ctricos, etc.) e qual o problema de sa&#250;de que     pretende avaliar (para que seja escolhido o cap&#237;tulo correcto). N&#227;o &#233; raro esta     clarifica&#231;&#227;o ser ignorada pelos m&#233;dicos que utilizam a ICPC, que tendem a     aplicar a sua pr&#243;pria interpreta&#231;&#227;o do que o utente pretende ou escolherem     imediatamente uma r&#250;brica do cap&#237;tulo geral e inespec&#237;fico, o que n&#227;o deve     acontecer na classifica&#231;&#227;o do motivo de consulta.</p>       <p>A ICPC n&#227;o     foi pensada como uma classifica&#231;&#227;o de sintomas e apresenta muitas     insufici&#234;ncias se utilizada com esse prop&#243;sito. Apesar disso, alguns     utilizadores poder&#227;o decidir utilizar a ICPC para classificar todos os sintomas     referidos pelos utentes durante uma consulta, por exemplo, no &#226;mbito de um     projecto de investiga&#231;&#227;o. As limita&#231;&#245;es da classifica&#231;&#227;o nesse contexto devem     ser reconhecidas e este uso n&#227;o deve ser confundido com a classifica&#231;&#227;o do     motivo de consulta. Por exemplo, a ICPC tem sido utilizada em alguma     investiga&#231;&#227;o sobre a hist&#243;ria natural das doen&#231;as e o valor preditivo de certos     sintomas, estudando a rela&#231;&#227;o entre os sintomas apresentados pelo utente (que     podem ou n&#227;o ser motivo de consulta) e o diagn&#243;stico final ou a prescri&#231;&#227;o     feita pelo m&#233;dico.<sup>8</sup></p>       <p>O motivo de     consulta n&#227;o pode ser presumido pelo m&#233;dico sem questionar o utente. Em     forma&#231;&#245;es sobre a ICPC realizadas pelo autor &#233; frequente os formandos     questionarem qual o motivo de consulta que devem utilizar para um determinado     tipo de consulta. Por exemplo, &#8220;Qual o motivo de consulta numa consulta de     seguimento da diabetes?&#8221; O <a href="#q1">quadro I</a> mostra alguns motivos de consulta poss&#237;veis     e ilustra a capacidade da ICPC para registar a perspectiva do utente, bem como     a impossibilidade de existirem motivos de consulta padronizados por tipo de     consulta. Isto significa tamb&#233;m que os sistemas de registo de sa&#250;de electr&#243;nico     n&#227;o devem tentar classificar automaticamente o motivo de consulta em fun&#231;&#227;o da utiliza&#231;&#227;o de determinadas funcionalidades pelo m&#233;dico.</p>       <p>&nbsp;</p>    <p align="center"><a name="q1"></a><img src="/img/revistas/rpmgf/v30n5/30n5a10q1.jpg"/></p>    
<p>&nbsp;</p>       <p>A     classifica&#231;&#227;o de motivos de consulta pode ainda ser &#250;til durante o treino de     m&#233;dicos em forma&#231;&#227;o no m&#233;todo cl&#237;nico centrado no paciente e nos v&#225;rios passos     da consulta, de forma a melhorar a avalia&#231;&#227;o dos sentimentos, ideias,     expectativas e receios e a estabelecer a agenda do utente.</p>       <p>Fora do     contexto de investiga&#231;&#227;o e de treino, a classifica&#231;&#227;o do motivo de consulta na     pr&#225;tica cl&#237;nica di&#225;ria &#233; pouco &#250;til, uma vez que frequentemente &#233; feita de     forma pouco fi&#225;vel,<sup>9</sup> n&#227;o permite conhecer a morbilidade da popula&#231;&#227;o     e n&#227;o dispomos actualmente de sistemas de informa&#231;&#227;o capazes de fazer a sua an&#225;lise.     Os utilizadores que pretendam classificar motivos de consulta devem faz&#234;-lo de     forma adequada, respeitando as regras definidas na ICPC, com um objectivo     definido e por um per&#237;odo de tempo que permita responder a esse objectivo. Nem     o m&#233;dico nem os sistemas de informa&#231;&#227;o devem presumir o motivo de consulta, que     ter&#225; sempre de corresponder ao que for indicado pelo utente.</p>       <p><b>Avalia&#231;&#227;o <i>versus</i> problemas</b></p>       <p>No campo     avalia&#231;&#227;o (A) do registo m&#233;dico orientado por problemas deve ser registada a     aprecia&#231;&#227;o do m&#233;dico quanto aos problemas de sa&#250;de do utente. A ICPC permite     classificar aqueles problemas para os quais existe uma razo&#225;vel certeza     diagn&#243;stica. Contudo, a classifica&#231;&#227;o do problema &#233; frequentemente insuficiente     para documentar de forma adequada o problema de sa&#250;de do indiv&#237;duo. A avalia&#231;&#227;o     deve conter informa&#231;&#227;o adicional, como o lado do corpo afectado nos problemas     que podem ocorrer bilateralmente (e.g., &#171;(L89 - Osteoartrose da anca)     direita&#187;), o problema espec&#237;fico nas r&#250;bricas da ICPC que agrupam v&#225;rias doen&#231;as     (e.g., &#171;(L99 Doen&#231;a do aparelho m&#250;sculo-esquel&#233;tico, outra) artrite     psori&#225;tica&#187;), a gravidade da doen&#231;a, o grau de controlo ou a progress&#227;o. Podem     tamb&#233;m ser registadas na avalia&#231;&#227;o as hip&#243;teses do diagn&#243;stico diferencial, mas     estas n&#227;o devem ser classificadas. Quando existem d&#250;vidas acerca do     diagn&#243;stico, deve(m) ser classificado(s) apenas o(s) sintoma(s) utilizando a     componente 1 (sintomas e queixas) em vez da componente 7 (diagn&#243;sticos e     doen&#231;as), por exemplo, &#171;(A04 - debilidade / cansa&#231;o geral) anemia?&#187;</p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Apenas devem     ser registados em cada consulta os problemas que s&#227;o efectivamente abordados e     n&#227;o todos os problemas de sa&#250;de do utente. Por exemplo, numa pessoa com     diabetes e hipertens&#227;o que vem a uma consulta de doen&#231;a aguda por infec&#231;&#227;o     respirat&#243;ria alta, apenas o problema (R74 - Infec&#231;&#227;o aguda do aparelho     respirat&#243;rio superior) deve ser classificado na avalia&#231;&#227;o, a n&#227;o ser que o     m&#233;dico aborde algum dos outros problemas (e.g., para passar receitas de um     medicamento para a diabetes ou para medir a press&#227;o arterial).</p>       <p>A     classifica&#231;&#227;o dos problemas de sa&#250;de abordados em cada consulta e na lista de     problemas &#233; &#250;til para o m&#233;dico estudar a sua lista de utentes e actividade na     consulta, facilita a comunica&#231;&#227;o entre m&#233;dicos, &#233; utilizada nos esquemas de pagamento     de desempenho, permite &#224;s autoridades de sa&#250;de conhecer o padr&#227;o de morbilidade     de uma popula&#231;&#227;o e identificar surtos de doen&#231;as infecciosas, pode ser     utilizada para comunicar informa&#231;&#245;es cl&#237;nicas de forma independente de     barreiras lingu&#237;sticas e &#233; frequentemente utilizada em investiga&#231;&#227;o. Assim, os     m&#233;dicos dever&#227;o procurar em cada consulta classificar os problemas de sa&#250;de     identificados.</p>       <p><b>Plano <i>versus</i> procedimentos</b></p>       <p>Os     procedimentos da ICPC s&#227;o registados nos campos objectivo (O) e plano (P) das     notas de seguimento do registo m&#233;dico orientado por problemas. A realiza&#231;&#227;o do     exame objectivo &#233; um procedimento que pode ser classificado com a ICPC, mas &#233;     frequentemente esquecido por n&#227;o ser registado no campo plano, onde a maioria     dos sistemas electr&#243;nicos permite a classifica&#231;&#227;o de procedimentos. Note-se,     por&#233;m, que a ICPC n&#227;o classifica os resultados do exame objectivo, nomeadamente     achados anormais, apenas o acto da sua execu&#231;&#227;o. Estes resultados devem ser     registados em texto livre no campo objectivo ou em campos espec&#237;ficos de cada     sistema inform&#225;tico. </p>       <p>A maior     parte da informa&#231;&#227;o registada no plano pode ser classificada com a ICPC (<a href="#f2">figura 2</a>). No entanto, a classifica&#231;&#227;o n&#227;o deve substituir o registo em texto livre do     plano acordado com o utente, sob pena de este se tornar indecifr&#225;vel na consulta seguinte ou para outros m&#233;dicos, perdendo assim a sua utilidade.</p>       <p>Os     utilizadores da ICPC devem notar que nas rubricas de procedimentos n&#227;o est&#227;o     dispon&#237;veis as sec&#231;&#245;es &#8220;crit&#233;rios&#8221;, &#8220;inclui&#8221;, &#8220;exclui&#8221;, &#8220;considere&#8221; e &#8220;notas&#8221;.     N&#227;o existe tamb&#233;m correspond&#234;ncia com a Classifica&#231;&#227;o Internacional de Doen&#231;as,     que n&#227;o cont&#233;m informa&#231;&#227;o sobre procedimentos. Uma vez que s&#227;o definidas apenas     pelo t&#237;tulo, as r&#250;bricas de procedimentos apresentam maior dificuldade na     utiliza&#231;&#227;o e podem levar a entendimentos diferentes. O Comit&#233; Internacional de     Classifica&#231;&#245;es da WONCA est&#225; a preparar recomenda&#231;&#245;es sobre o que deve ser     inclu&#237;do em cada rubrica de procedimentos. Por&#233;m, mesmo entre os peritos     existem diverg&#234;ncias acerca do que deve ser classificado com cada uma das     rubricas de procedimentos. At&#233; que seja atingido um consenso que permita     publicar essas recomenda&#231;&#245;es, n&#227;o se recomenda a classifica&#231;&#227;o de procedimentos     por rotina na pr&#225;tica cl&#237;nica, pelo que a classifica&#231;&#227;o de procedimentos tamb&#233;m     n&#227;o deve ser exigida como crit&#233;rio de qualidade ou auditoria. Esse mesmo     entendimento foi partilhado pela Administra&#231;&#227;o Central do Sistema de Sa&#250;de numa     circular informativa de Junho de 2014.<sup>10</sup></p>       <p><b>Listas     de problemas</b></p>       <p>A ICPC pode     ser utilizada para classificar problemas de sa&#250;de na lista de problemas, da     mesma forma que no campo avalia&#231;&#227;o das notas de seguimento. Tal como na     avalia&#231;&#227;o, deve ser poss&#237;vel adicionar notas com informa&#231;&#227;o adicional que     permita caracterizar o problema espec&#237;fico de cada indiv&#237;duo. Os sistemas     inform&#225;ticos devem possuir duas listas de problemas: uma contendo a informa&#231;&#227;o     sobre todos os epis&#243;dios de cuidados gerados e outra apenas com os problemas     principais. Estas listas podem tomar designa&#231;&#245;es diferentes consoante o sistema     de registo de sa&#250;de electr&#243;nico, mantendo-se o mesmo conceito de distin&#231;&#227;o     entre os problemas de sa&#250;de principais e os restantes. N&#227;o devem ser     introduzidos na lista de problemas principais os problemas agudos que n&#227;o t&#234;m     consequ&#234;ncias para a gest&#227;o futura do utente, sob pena de introdu&#231;&#227;o de &#8220;ru&#237;do&#8221;     que dificultar&#225;, no futuro, a gest&#227;o dos problemas de sa&#250;de do utente.</p>       <p>Para     obten&#231;&#227;o de informa&#231;&#227;o de qualidade acerca da morbilidade da popula&#231;&#227;o &#233;     necess&#225;rio que os m&#233;dicos de fam&#237;lia fa&#231;am uma boa utiliza&#231;&#227;o da no&#231;&#227;o de     epis&#243;dio de cuidados. Na ICPC, um epis&#243;dio &#233; um problema de sa&#250;de que se inicia     no primeiro contacto do utente com o profissional de sa&#250;de e termina no &#250;ltimo     contacto acerca desse problema.<sup>3</sup> Os sistemas de registo electr&#243;nico     utilizados actualmente em Portugal j&#225; integram a no&#231;&#227;o de epis&#243;dio de cuidados,     mas nenhum faz o encerramento autom&#225;tico de epis&#243;dios, obrigando &#224; interven&#231;&#227;o     do utilizador. Contudo, a maioria dos m&#233;dicos n&#227;o utiliza esta funcionalidade,     perpetuando epis&#243;dios j&#225; terminados. Isto causa dois tipos de problemas. O     primeiro &#233; que as listas de problemas (todos os problemas e problemas     principais) ficam, ap&#243;s alguns anos de utiliza&#231;&#227;o, &#8220;polu&#237;das&#8221; com uma s&#233;rie de     problemas de sa&#250;de pouco importantes, impedindo o m&#233;dico de identificar     rapidamente os problemas de sa&#250;de principais que afectam o utente que est&#225; &#224;     sua frente. Por exemplo, ser&#225; dif&#237;cil identificar a ocorr&#234;ncia de um acidente     vascular cerebral ocorrido h&#225; 5 anos no meio de 20 registos de epis&#243;dios de dor     osteoarticular e infec&#231;&#245;es agudas. O segundo problema &#233; diminuir a precis&#227;o na     avalia&#231;&#227;o da morbilidade. &#201; poss&#237;vel contar o n&#250;mero de epis&#243;dios de um     determinado problema de sa&#250;de. A contagem por epis&#243;dios &#233; mais &#250;til do que a de     consultas em que uma determinada rubrica da ICPC foi utilizada. Por exemplo, se     quisermos saber quantos enfartes do mioc&#225;rdio ocorreram em Portugal em 2013,     poder&#237;amos contar o n&#250;mero de epis&#243;dios classificados com &#8220;K75 - Enfarte     agudo do mioc&#225;rdio&#8221;. Se cont&#225;ssemos o n&#250;mero de consultas classificadas com     &#8220;K75 - Enfarte agudo do mioc&#225;rdio&#8221; poder&#237;amos estar a contar o mesmo     enfarte duas ou mais vezes se, por exemplo, um utente vier a uma primeira     consulta solicitar a emiss&#227;o de certificado de incapacidade para o trabalho e,     12 dias depois, voltar para renovar essa incapacidade. No entanto, se o m&#233;dico     n&#227;o encerrar o epis&#243;dio de enfarte ap&#243;s 28 dias, tal como definido na ICPC para     esta rubrica, um segundo enfarte que ocorra alguns anos depois do primeiro ser&#225;     agrupado pelo sistema de registo electr&#243;nico no epis&#243;dio inicial, levando &#224;     contagem de apenas um epis&#243;dio de enfarte em vez de dois.</p>       <p>Idealmente,     a capacidade dos sistemas inform&#225;ticos para alterar o t&#237;tulo de um epis&#243;dio de     cuidados tamb&#233;m deve ser aproveitada para melhorar a precis&#227;o da avalia&#231;&#227;o da     morbilidade. Quando um problema de sa&#250;de tiver sido inicialmente classificado     como um sintoma e entretanto tiver sido poss&#237;vel chegar a um diagn&#243;stico de     doen&#231;a, os utilizadores devem evitar criar dois epis&#243;dios separados, mas antes     alterar o t&#237;tulo inicial para reflectir o diagn&#243;stico final, mantendo o     agrupamento no mesmo epis&#243;dio. Por exemplo, numa pessoa que apresenta queixas     de dis&#250;ria e n&#227;o existe certeza acerca do diagn&#243;stico de infec&#231;&#227;o urin&#225;ria, o     epis&#243;dio deve ser classificado como &#8220;U01 - Dis&#250;ria/mic&#231;&#227;o dolorosa&#8221; na     primeira consulta. Se, alguns dias depois, a pessoa volta com o resultado de um     exame bacteriol&#243;gico mostrando infec&#231;&#227;o por <i>E.     coli,</i> esse epis&#243;dio deve ter o t&#237;tulo alterado para &#8220;U71 -     Cistite/outra infec&#231;&#227;o urin&#225;ria&#8221; em vez de ser encerrado o epis&#243;dio inicial de     dis&#250;ria e criado um novo epis&#243;dio de cistite. O mesmo &#233; aplic&#225;vel aos casos em     que existe altera&#231;&#227;o do r&#243;tulo diagn&#243;stico, por exemplo, quando ocorre um     enfarte: o epis&#243;dio de (K86 - Hipertens&#227;o sem complica&#231;&#245;es) deve ter o     t&#237;tulo alterado para (K87 - Hipertens&#227;o com complica&#231;&#245;es).</p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Assim, a     manuten&#231;&#227;o das listas de problemas (todos os problemas e problemas principais),     com introdu&#231;&#227;o de novos problemas, encerramento de epis&#243;dios passados,     altera&#231;&#227;o do t&#237;tulo do epis&#243;dio sempre que necess&#225;rio e remo&#231;&#227;o de problemas     pouco relevantes da lista de problemas principais, deve ser o principal foco de     aten&#231;&#227;o do m&#233;dico na utiliza&#231;&#227;o da ICPC. Os sistemas de registo de sa&#250;de     electr&#243;nico podem e devem facilitar este processo informando os utilizadores     acerca de epis&#243;dios que devem ser desactivados e facilitando a altera&#231;&#227;o de     t&#237;tulo.</p>       <p>A ICPC pode     tamb&#233;m ser utilizada para classificar os problemas identificados nos     antecedentes familiares, apesar de tal se afigurar de menor utilidade pr&#225;tica     na gest&#227;o do utente e avalia&#231;&#227;o da morbilidade na popula&#231;&#227;o.</p>       <p><b>Valida&#231;&#227;o     da informa&#231;&#227;o e treino na ICPC</b></p>       <p>A utiliza&#231;&#227;o     de grandes bases de dados com registos de milhares ou milh&#245;es de consultas e     cidad&#227;os pode ser tentadora para investigadores e gestores. Contudo, sem     valida&#231;&#227;o da informa&#231;&#227;o introduzida pelos m&#233;dicos, as conclus&#245;es resultantes     dessas an&#225;lises ser&#227;o sempre de fiabilidade duvidosa. At&#233; ao momento n&#227;o &#233;     conhecido nenhum estudo que valide a informa&#231;&#227;o que est&#225; a ser introduzida nos     sistemas de registo de sa&#250;de electr&#243;nico em Portugal, ao contr&#225;rio do que tem     sido feito em bases de dados de outros pa&#237;ses.<sup>11</sup> Ser&#225; &#250;til     investigar se, de facto, a maioria dos m&#233;dicos utiliza a ICPC para classificar     motivos de consulta, problemas e procedimentos ou tenta classificar as     componentes das notas de seguimento (SOAP); a correspond&#234;ncia entre as rubricas     da ICPC escolhidas pelos m&#233;dicos e os verdadeiros motivos de consulta,     problemas e procedimentos; qu&#227;o completo &#233; o registo (se todos ou apenas alguns     motivos de consulta, problemas e procedimentos s&#227;o registados); se os m&#233;dicos     utilizam adequadamente as listas de problemas e fazem a gest&#227;o de epis&#243;dios;     etc.</p>       <p>O treino dos     m&#233;dicos poder&#225; melhorar a sua capacidade para utilizar a ICPC.<sup>9</sup> Por&#233;m, a implementa&#231;&#227;o de programas de treino em larga escala &#233; um desafio que     exige recursos financeiros, disponibilidade de formadores, aloca&#231;&#227;o de tempo     dos m&#233;dicos para forma&#231;&#227;o, padroniza&#231;&#227;o para assegurar que todos utilizam a     classifica&#231;&#227;o de forma semelhante e recertifica&#231;&#227;o para garantir que os     conhecimentos s&#227;o mantidos ao longo do tempo. A forma&#231;&#227;o &#224; dist&#226;ncia fazendo     uso de tecnologias multim&#233;dia amig&#225;veis para o utilizador poder&#225; ser uma     solu&#231;&#227;o para formar um grande n&#250;mero de m&#233;dicos de fam&#237;lia com recursos relativamente     reduzidos.</p>       <p><b>Conclus&#245;es</b></p>       <p>Os m&#233;dicos     de fam&#237;lia n&#227;o devem confundir a classifica&#231;&#227;o de motivos de consulta,     problemas e procedimentos com os registos de subjectivo, avalia&#231;&#227;o e plano nas     notas de seguimento. A classifica&#231;&#227;o deve ser feita prioritariamente para os     problemas de sa&#250;de (no campo avalia&#231;&#227;o das notas de seguimento e na lista de     problemas), sendo a classifica&#231;&#227;o de motivos de consulta e procedimentos &#250;til     sobretudo em contexto de investiga&#231;&#227;o ou treino. A manuten&#231;&#227;o das listas de     problemas e de epis&#243;dios deve ser o principal foco de aten&#231;&#227;o dos m&#233;dicos que     utilizam a ICPC. </p>       <p>Estudos de     valida&#231;&#227;o da informa&#231;&#227;o recolhida nos sistemas de registo de sa&#250;de electr&#243;nico     devem ser conduzidos para que estas bases de dados possam ser utilizadas para     investiga&#231;&#227;o e tomada de decis&#227;o. O treino dos m&#233;dicos na utiliza&#231;&#227;o da ICPC     poder&#225; melhorar a qualidade destes registos.</p>       <p>&nbsp;</p>       <p><b>REFER&#202;NCIAS     BIBLIOGR&#193;FICAS</b></p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>1. Weed LL.     Medical records that guide and teach. N Engl J Med. 1968;278 (11):593-600.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000063&pid=S2182-5173201400050001000001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>       <!-- ref --><p>2. Weed LL.     Medical records, medical education, and patient care: the Problem-Oriented     Medical Record as a basic tool. Cleveland (OH): Press of Case Western Reserve     University; 1970.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000065&pid=S2182-5173201400050001000002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>       <p>3. Comit&#233; de     Classifica&#231;&#245;es da Organiza&#231;&#227;o Mundial de Ordens Nacionais, Academias e     Associa&#231;&#245;es Acad&#233;micas de Cl&#237;nicos Gerais/M&#233;dicos de Fam&#237;lia (WONCA).     Classifica&#231;&#227;o Internacional de Cuidados de Sa&#250;de Prim&#225;rios. 2&#170; ed. Lisboa:     Administra&#231;&#227;o Central do Sistema de Sa&#250;de; Associa&#231;&#227;o Portuguesa dos M&#233;dicos de     Cl&#237;nica Geral; 2011.</p>       <!-- ref --><p>4. Stewart     M, Brown JB, Weston WW, McWhinney IR, McWilliam CL, Freeman TR.     Patient-centered medicine: transforming the clinical method. 2nd ed. Oxon:     Radcliffe Medical Press; 2003.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000068&pid=S2182-5173201400050001000004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> ISBN 0803956894</p>       <!-- ref --><p>5. Braga R.     Os registos cl&#237;nicos e a codifica&#231;&#227;o. Rev Port Med Geral Fam. 2012;28(3):155-6.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000070&pid=S2182-5173201400050001000005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>6. Melo M. O     uso da ICPC nos registos cl&#237;nicos em medicina geral e familiar. Rev Port Med     Geral Fam. 2012;28(4):245-6.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000072&pid=S2182-5173201400050001000006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>7. Pinto D.     Classificar motivos de consulta e procedimentos com a ICPC na pr&#225;tica cl&#237;nica?     Rev Port Med Geral Fam 2012;28(4):247-8.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000074&pid=S2182-5173201400050001000007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>8. Soler JK,     Okkes I, Oskam S, Van Boven K, Zivotic P, Jevtic M, et al. The interpretation     of the reasons for encounter 'cough' and 'sadness' in four international family     medicine populations. Inform Prim Care. 2012;20(1):25-39.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000076&pid=S2182-5173201400050001000008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <p>9. Pinto D,     Corte-Real S. Codifica&#231;&#227;o com a Classifica&#231;&#227;o Internacional de Cuidados     Prim&#225;rios (ICPC) por internos de medicina geral e familiar (Coding with the     International Classification of Primary Care by family medicine residents). Rev     Port Clin Geral. 2010;26(4):370-82. Portuguese</p>       <!-- ref --><p>10.     Administra&#231;&#227;o Central do Sistema de Sa&#250;de. Recomenda&#231;&#245;es para a utiliza&#231;&#227;o da     Classifica&#231;&#227;o Internacional de Cuidados de Sa&#250;de Prim&#225;rios (ICPC) na pr&#225;tica     cl&#237;nica di&#225;ria em Unidades do SNS: circular normativa n.&#186; 20/2014/DPS/ACSS.     Lisboa: ACSS; 2014 (cited 2014 Aug 27). Available from: <a href="http://www.acss.min-saude.pt/Portals/0/cn20.pdf" target="_blank">http://www.acss.min-saude.pt/Portals/0/cn20.pdf</a>     .    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000079&pid=S2182-5173201400050001000010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> Portuguese</p>       <!-- ref --><p>11. Herrett     E, Thomas SL, Schoonen WM, Smeeth L, Hall AJ. Validation and validity of     diagnoses in the General Practice Research Database: a systematic review. Br J     Clin Pharmacol. 2010;69(1):4-14.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000081&pid=S2182-5173201400050001000011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>       <p>&nbsp;</p>     <p><a href="#topc0">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a> | <a href="#topc0">Direcci&oacute;n para correspondencia</a> | <a href="#topc0">Correspondence</a><a name="c0"></a></p>      <p>Daniel Pinto</p>       <p>Departamento     de Medicina Geral e Familiar - Faculdade de Ci&#234;ncias M&#233;dicas (UNL)</p>       <p>Campo     M&#225;rtires da P&#225;tria, 130</p>       <p>1169-056     Lisboa</p>     <p>E-mail: <a href="mailto:daniel.pinto@fcm.unl.pt">daniel.pinto@fcm.unl.pt</a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Conflitos   de interesses</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>O autor tem     realizado ac&#231;&#245;es de forma&#231;&#227;o sobre a utiliza&#231;&#227;o da ICPC remuneradas e n&#227;o     remuneradas para diversos organismos do Servi&#231;o Nacional de Sa&#250;de.</p>       <p><b>Financiamento</b></p>       <p>Este     trabalho n&#227;o recebeu financiamento externo.</p>     <p>&nbsp;</p>       <p><b>Recebido em 08-06-2014</b></p>       <p><b>Aceite para publica&#231;&#227;o em 28-09-2014</b></p>      ]]></body><back>
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<label>1</label><nlm-citation citation-type="journal">
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<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Medical records that guide and teach]]></article-title>
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<year>1968</year>
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<issue>11</issue>
<page-range>593-600</page-range></nlm-citation>
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<label>2</label><nlm-citation citation-type="book">
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<source><![CDATA[Medical records, medical education, and patient care: the Problem-Oriented Medical Record as a basic tool]]></source>
<year>1970</year>
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<publisher-name><![CDATA[Press of Case Western Reserve University]]></publisher-name>
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