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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><b>CARTA &#192; DIRECTORA</b></p>       <p><font size="4"><b>Suplementa&#231;&#227;o de iodo na pr&#233;-concep&#231;&#227;o,     gravidez e amamenta&#231;&#227;o: a recomenda&#231;&#227;o e a medicina baseada na infer&#234;ncia</b></font></p>       <p><font size="3"><b>Iodine     supplementation before conception and during pregnancy and lactation:     recommendations and inference-based medicine</b></font></p>       <p><b>Jos&#233; Agostinho Santos*, </b><b>Filipa Silva**</b></p>       <p>*Assistente     de Medicina Geral e Familiar, USF Dunas, Lavra, ULS - Matosinhos </p>       <p>**Assistente     de Medicina Geral e Familiar, USF Nova Lousada - ACeS T&#226;mega III -     Vale Sousa Norte</p>         <p><a href="#c0">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a> | <a href="#c0">Direcci&oacute;n para correspondencia</a> | <a href="#c0">Correspondence</a><a name="topc0"></a></p> <hr/>     <p>&nbsp;</p>      <p><b>Resposta     dos autores do artigo </b></p>       <p>Na edi&#231;&#227;o de     Maio/Junho 2014 da RPMGF foi publicada uma Carta &#224; Directora, da autoria do     Prof. Edward Limbert e do Grupo de Estudos da Tir&#243;ide da Sociedade Portuguesa     de Endocrinologia, Diabetes e Metabolismo,<sup>1</sup> que aborda algumas     quest&#245;es relativas ao nosso artigo &#8220;Suplementa&#231;&#227;o de iodo na pr&#233;-concep&#231;&#227;o,     gravidez e amamenta&#231;&#227;o: a recomenda&#231;&#227;o e a Medicina baseada na infer&#234;ncia&#8221;.<sup>2</sup></p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Estamos     gratos por tal iniciar uma disseca&#231;&#227;o de alguns aspectos que, neste debate     confluente de perspectivas e nesta partilha de conhecimentos, parece conferir     maior solidez tanto ao artigo, do qual somos autores, como &#224; Orienta&#231;&#227;o T&#233;cnica     (OT) n.<sup>o</sup> 011/2013, da DGS.<sup>3</sup></p>       <p>Globalmente     parece-nos que o Prof. Limbert e a sua equipa reconhecem algumas das quest&#245;es     levantadas no artigo como pertinentes, dando respostas e dados que n&#227;o est&#227;o     inclu&#237;dos na OT e que s&#227;o &#250;teis para uma an&#225;lise cr&#237;tica. Assim, gostar&#237;amos de     acrescentar alguns pontos aos focos criados nessa carta:</p>       <p>1. Eleva-se     primeiramente a resposta &#224; quest&#227;o mais central do nosso artigo: a aus&#234;ncia de     ensaios cl&#237;nicos aleatorizados/randomizados e controlados que comprovem que a     suplementa&#231;&#227;o de iodo na pr&#233;-concep&#231;&#227;o, gravidez e amamenta&#231;&#227;o tragam     benef&#237;cios em resultados orientados para o paciente. Nessa carta pode ler-se     que estudos robustos randomizados <i>&#8220;seriam     extraordinariamente dispendiosos, poriam problemas &#233;ticos complicados e, embora     fossem obviamente importantes, nunca foram a nosso conhecimento realizados, nem     &#233; previs&#237;vel se alguma vez ser&#227;o concretizados&#8221;.</i> Os autores gostariam,     ent&#227;o, de responder que muitos dos estudos envolvendo a suplementa&#231;&#227;o de iodo     nesta fase da vida da mulher t&#234;m, como base, ensaios cl&#237;nicos aleatorizados e     controlados e eles mesmo s&#227;o refer&#234;ncias bibliogr&#225;ficas da OT. Ademais,     destacamos esse facto ao fazer refer&#234;ncia ao aclamado estudo de Zimmermann e     Delange que se debru&#231;a sobre seis ensaios cl&#237;nicos.<sup>4</sup> Por&#233;m, estes     seis ensaios cl&#237;nicos mediram&nbsp;<i>disease-oriented-outcomes</i>&nbsp;e     n&#227;o&nbsp;<i>patient-oriented-outcomes.</i> Portanto, o aspecto por n&#243;s salientado no artigo &#233; a escassez de ensaios     cl&#237;nicos aleatorizados e controlados que liguem suplementa&#231;&#227;o de iodo e     melhores&nbsp;outcomes&nbsp;que interessam aos pacientes de regi&#245;es como     Portugal e que seriam, de facto, adicionadores de evid&#234;ncia robusta sobre este     tema. A nosso ver, este &#233; um ponto incontorn&#225;vel neste momento.</p>       <p>2.     Relativamente aos resultados envolvendo as consequ&#234;ncias materno-infantis das     car&#234;ncias no aporte de iodo, na carta l&#234;-se <i>&#8220;As     conclus&#245;es dissonantes podem ser explicadas sem dificuldade: diferente     metodologia seguida na avalia&#231;&#227;o das crian&#231;as, &nbsp;diferen&#231;as no grupo et&#225;rio     em que &#233; feita a avalia&#231;&#227;o&nbsp;e tamb&#233;m pelo&nbsp; n&#250;mero de casos avaliados     que pode n&#227;o&nbsp;ter&nbsp;permitido alcan&#231;ar significado estat&#237;stico&#8221;.</i> Aqui concordamos totalmente e, no nosso artigo, nada foi escrito em sentido     contr&#225;rio. O facto de se falar dos estudos realizados, abordando os seus pr&#243;s e     contras (e os resultados a favor e contra), n&#227;o &#233; nada mais do que uma revis&#227;o     cr&#237;tica da literatura.</p>       <p>3.     Relativamente &#224; conclus&#227;o dos autores da meta-an&#225;lise, comentada tanto pelo     Prof. Limbert na sua carta como por n&#243;s no nosso artigo, fizemos tamb&#233;m uma     discuss&#227;o cr&#237;tica da evid&#234;ncia existente de modo a decalcar os limites do     conhecimento actual, n&#227;o tendo feito, de modo algum, qualquer     contra-recomenda&#231;&#227;o para a suplementa&#231;&#227;o de iodo nestes grupos-alvo.</p>       <p>4. Quanto ao     estudo epidemiol&#243;gico no Reino Unido,<sup>6</sup> o Prof. Limbert escreve <i>&#8220;Trata-se inegavelmente dum estudo robusto,     se bem que observacional. Acresce que tem em conta 21 factores potencialmente     confundidores, facto que inegavelmente o valoriza. Relativamente a este estudo     &#233; comentado no trabalho que possivelmente outros factores confundidores     importantes n&#227;o foram tidos em conta. Consideramos claramente esta afirma&#231;&#227;o um     excesso de zelo cr&#237;tico tendencioso&#8221;.</i> Consideramos que a an&#225;lise cr&#237;tica     detalhada do artigo n&#227;o resulta em &#8220;um excesso de zelo cr&#237;tico tendencioso&#8221;.     Pens&#225;vamos ter salientado notoriamente que a principal limita&#231;&#227;o apontada ao     estudo era n&#227;o estabelecer uma associa&#231;&#227;o que seria relevante, isto &#233;, entre     suplementa&#231;&#227;o de iodo e morbilidade. O ponto dos 21 factores foi um aspecto     adicional, como est&#225; claro no nosso texto.</p>       <p>5. Quanto a <i>&#8220;&#201; tamb&#233;m referido&nbsp;no&nbsp;trabalho que     se comenta que nem todas as organiza&#231;&#245;es internacionais&nbsp; fazem a     recomenda&#231;&#227;o da suplementa&#231;&#227;o iodada na gravidez, o que &#233; verdade. &#201; de     esclarecer, no entanto, que praticamente todos os estudos no presente &#226;mbito     foram realizados por tiroidologistas e que&nbsp;a American Thyroid Association,     a European Thyroid Association e a Endocrine Society,&nbsp;sociedades que     reflectem a opini&#227;o dos profissionais que vivem estes problemas, consideram     necess&#225;ria a suplementa&#231;&#227;o&#8221;.</i> Este ponto focado pelo Prof. Limbert vai ao     encontro do que foi escrito por n&#243;s, salientando claramente o factor &#8220;opini&#227;o     de peritos&#8221;.</p>     <p>6. Quanto &#224;s     limita&#231;&#245;es apontadas por n&#243;s aos estudos portugueses, o Prof. Limbert escreve <i>&#8220;O facto das colheitas de urinas n&#227;o terem     sido feitas nos Centros de Sa&#250;de no primeiro trimestre da gravidez &#233; outro     ponto fraco apontado. Teria sido melhor.&#8221;</i> Concorda e posteriormente explana     as raz&#245;es. Este aspecto, apontado por n&#243;s, foi, portanto, contemplado pelos     autores do estudo portugu&#234;s (embora n&#227;o tenha sido exequ&#237;vel).</p>       <p>Os autores     esperam ter dado, assim, as respostas que favore&#231;am o pensamento cr&#237;tico, as     decis&#245;es partilhadas com as pacientes e que estejam ao n&#237;vel da relev&#226;ncia da     carta redigida pela Prof. Limbert e sua equipa. Somente acrescentam que     existir&#225;, talvez, um tom menos objectivo na carta em <i>&#8220;Os autores do trabalho que comentamos dizem que a OT da DGS &#233; Medicina     baseada na infer&#234;ncia.&nbsp;O nome &#233; interessante, n&#227;o fora o seu car&#225;ter     depreciativo&#8221;</i> e em <i>&#8220;Julgamos ter     comentado os aspetos mais relevantes&nbsp; que levaram os autores a p&#244;r em     causa a bondade da OT&#8221;.</i> Acreditamos que n&#227;o somos depreciativos no termo     &#8220;medicina baseada na infer&#234;ncia&#8221;, apenas constitui uma constata&#231;&#227;o. Ademais, em     toda a primeira parte do nosso artigo, intitulada &#8220;A recomenda&#231;&#227;o da Direc&#231;&#227;o     Geral de Sa&#250;de&#8221;, evidenciamos as raz&#245;es pelas quais os autores da OT a     elaboraram, mostrando que tal se deve a convic&#231;&#245;es cl&#237;nicas que naturalmente     nascem do &#237;mpeto de fazer o melhor pelos pacientes. Recusamos que tenhamos, de     todo, colocado em causa a &#8220;bondade&#8221; dos princ&#237;pios que regem a elabora&#231;&#227;o desta     Orienta&#231;&#227;o T&#233;cnica.</p>       <p>&nbsp;</p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>REFER&#202;NCIAS     BIBLIOGR&#193;FICAS</b></p>       <p>1. Lambert     E, Grupo de Estudos da Tir&#243;ide da Sociedade Portuguesa de Endocrinologia,     Diabetes e Metabolismo. A prop&#243;sito do artigo &#8220;Suplementa&#231;&#227;o de iodo na     pr&#233;-concep&#231;&#227;o, gravidez e amamenta&#231;&#227;o: a recomenda&#231;&#227;o e a medicina baseada na     infer&#234;ncia&#8221; (Iodine supplementation before conception and during pregnancy and     lactation: recommendations and inference-based medicine). Rev Port Med Geral     Fam. 2014;30(3):203-4. Portuguese</p>       <p>2. Silva F,     Santos JA. Suplementa&#231;&#227;o de iodo na pr&#233;-concep&#231;&#227;o, gravidez e amamenta&#231;&#227;o: a     recomenda&#231;&#227;o ea medicina baseada na infer&#234;ncia (Iodine supplementation before     conception and during pregnancy and lactation: recommendations and     inference-based medicine). Rev Port Med Geral Fam. 2013;29(6):403-8. Portuguese</p>       <!-- ref --><p>3.     Direc&#231;&#227;o-Geral da Sa&#250;de. Aporte de iodo em mulheres na preconce&#231;&#227;o, gravidez e     amamenta&#231;&#227;o: orienta&#231;&#227;o n&#186; 011/2013, de 26/08/2013. Lisboa: DGS; 2013.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000026&pid=S2182-5173201400050001100003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>4.     Zimmermann M, Delange F. Iodine supplementation of pregnant women in Europe: a     review and recommendations. Eur J Clin Nutr. 2004;58(7):979-84.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000028&pid=S2182-5173201400050001100004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>5. Bath SC,     Steer CD, Golding J, Emmett P, Rayman MP. Effect of inadequate iodine status in     UK pregnant women on cognitive outcomes in their children: results from the     Avon Longitudinal Study of Parents and Children (ALSPAC). Lancet.     2013;382(9889):331-7.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000030&pid=S2182-5173201400050001100005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><a href="#topc0">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a> | <a href="#topc0">Direcci&oacute;n para correspondencia</a> | <a href="#topc0">Correspondence</a><a name="c0"></a></p>      <p>Jos&#233;     Agostinho Santos</p>     <p>Rua da Cruz,     603, 4455-116 Lavra</p>       <p>E-mail: <a href="mailto:zeagostinho@hotmail.com">zeagostinho@hotmail.com</a></p>       <p>&nbsp;</p>       <p><b>Conflito de interesses</b></p>       <p>O autor Jos&#233;     Agostinho Santos &#233; editor - Clube de Leitura da RPMGF, mas declara n&#227;o     ter conflitos de interesses.</p>      ]]></body><back>
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