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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><b>CLUBE DE LEITURA</b></p>     <p><font size="4"><b>Rastreio do cancro colorretal: mais vale     tarde do que nunca?</b></font></p>      <p><font size="3"><b>Colorectal     cancer screening: better late than never?</b></font></p>       <p><b>&#194;ngela Neves</b></p>       <p>M&#233;dica     Interna de Medicina Geral e Familiar, USF Lagoa,     Unidade Local de Sa&#250;de de Matosinhos</p>  <hr/>     <p>&nbsp;</p>        <p>Van Hees F,     Habbema JD, Meester RG, Lansdorp-Vogelaar I, van Ballegooijen M, Zauber AG.     Should colorectal screening be considered in elderly persons without previous     screening? A cost-effectiveness analysis. Ann Intern Med. 2014;160(11):750-9.</p>       <p><b>Introdu&#231;&#227;o</b></p>       <p>A <i>U.S. Preventive Services Task Force</i> (USPSTF) recomenda o rastreio do cancro colorretal (CCR), com recurso &#224;     pesquisa de sangue oculto nas fezes (PSOF), sigmoidoscopia ou colonoscopia, aos     utentes com idades compreendidas entre os 50 e os 74 anos, n&#227;o sendo     recomendado o rastreio a pacientes com mais de 75 anos adequadamente     rastreados. Embora esta recomenda&#231;&#227;o da USPSTF n&#227;o contemple os utentes sem     rastreio pr&#233;vio suscitou na comunidade m&#233;dica a perce&#231;&#227;o de que n&#227;o se deveria     proceder ao rastreio do CCR a pacientes com mais de 75 anos. No entanto, e     porque estes utentes sem rastreio pr&#233;vio se encontram em maior risco para o CCR     comparativamente a idosos rastreados, a sua inclus&#227;o no rastreio do CCR poder&#225;     ser suscet&#237;vel de ser custo-efetiva at&#233; uma idade mais avan&#231;ada.</p>       <p><b>Objetivo</b></p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Determinar     at&#233; que idade o rastreio do CCR dever&#225; ser considerado em pessoas idosas sem     rastreio pr&#233;vio e qual o m&#233;todo de rastreio mais indicado para cada idade. </p>       <p><b>M&#233;todos </b></p>       <p>Foi     desenvolvido um modelo estoc&#225;stico de simula&#231;&#227;o da hist&#243;ria natural do CCR numa     grande popula&#231;&#227;o, calibrado para a idade, estadio, incid&#234;ncia espec&#237;fica e     localiza&#231;&#227;o do CCR, sendo utilizado para explicar e prever as tend&#234;ncias do     CCR, incid&#234;ncia e taxas de mortalidade, quantificar os efeitos e custos da     preven&#231;&#227;o prim&#225;ria e da triagem deste cancro e vigil&#226;ncia ap&#243;s polipectomia.     Para cada faixa et&#225;ria entre os 76-90 anos simulou-se uma coorte de 10 milh&#245;es     de pessoas idosas sem rastreio pr&#233;vio e sem comorbilidades ou com     comorbilidades moderadas ou graves.</p>       <p>Foram     classificados como tendo comorbilidades moderadas os utentes portadores de     &#250;lcera, doen&#231;a reumatol&#243;gica, doen&#231;a vascular perif&#233;rica, diabetes, paralisia,     doen&#231;a cerebrovascular ou hist&#243;ria de enfarte agudo do mioc&#225;rdio; como tendo     comorbilidades graves os portadores de doen&#231;a pulmonar obstrutiva cr&#243;nica,     insufici&#234;ncia card&#237;aca congestiva, doen&#231;a hep&#225;tica moderada ou grave,     insufici&#234;ncia renal cr&#243;nica, dem&#234;ncia, cirrose e hepatite cr&#243;nica ou s&#237;ndroma     da imunodefici&#234;ncia humana adquirida (SIDA); e sem comorbilidades todos os     pacientes que n&#227;o apresentavam nenhuma dessas condi&#231;&#245;es.</p>       <p><b>Resultados</b></p>       <p>Em pessoas     idosas sem rastreio pr&#233;vio e sem comorbilidades, o rastreio do CCR demonstrou     ser custo-efetivo at&#233; aos 86 anos, sendo a colonoscopia o m&#233;todo de rastreio     mais indicado at&#233; aos 83 anos, a sigmoidoscopia at&#233; aos 84 anos e a PSOF at&#233;     aos 85-86 anos. Em utentes n&#227;o rastreados e com comorbilidades moderadas, o     rastreio mostrou ser custo-efetivo at&#233; aos 83 anos (colonoscopia indicada at&#233;     aos 80 anos, sigmoidoscopia at&#233; aos 81 anos e PSOF at&#233; aos 82-83 anos). Em     pacientes n&#227;o rastreados com comorbilidades graves, o rastreio foi custo-efetivo     at&#233; aos 80 anos (colonoscopia indicada at&#233; aos 77 anos, sigmoidoscopia at&#233; aos     78 anos e PSOF at&#233; aos 79-80 anos).</p>       <p><b>Discuss&#227;o</b></p>       <p>O rastreio     do CCR em pacientes sem rastreio pr&#233;vio continua a ser ben&#233;fico para al&#233;m dos     75 anos, demonstrando-se custo-efetivo at&#233; aos 86 anos em idosos sem     comorbilidades (at&#233; aos 83 anos para os portadores de comorbilidades moderadas     e 80 anos para aqueles com comorbilidades graves), sendo a colonoscopia     indicada como m&#233;todo de rastreio na maioria das idades. O rastreio permanece     ben&#233;fico at&#233; uma idade mais avan&#231;ada em utentes sem comorbilidades     comparativamente aos que se apresentem com comorbilidades, dado que a sua     expectativa de vida mais favor&#225;vel aumenta a probabilidade do rastreio impedir     o CCR, aumentando assim a sua efic&#225;cia e simultaneamente reduzindo os custos     com os cuidados dirigidos a este cancro. A incid&#234;ncia de CCR aumenta com a     idade, por&#233;m a rela&#231;&#227;o custo-efic&#225;cia do rastreio declina com o acr&#233;scimo dos     anos, pois com o aumento da idade acresce o risco de outras causas de morte, o     que reduz a probabilidade de o rastreio evitar as mortes por CCR, al&#233;m de que o     risco de danos induzidos pelo rastreio como complica&#231;&#245;es inerentes &#224; realiza&#231;&#227;o     da colonoscopia e, mais importante, o sobrediagn&#243;stico e tratamento excessivo     de CCR aumentam com a idade, ao mesmo tempo que o sobretratamento do CCR induz     um aumento dos custos &#224; medida que a idade aumenta.</p>       <p><b>COMENT&#193;RIO</b></p>       <p>As recentes     estimativas da Ag&#234;ncia Internacional de Investiga&#231;&#227;o do Cancro apontam o cancro     colorretal como sendo o cancro mais comum na Europa com 432.000 novos casos     relatados anualmente e a segunda maior causa de morte com 212.000 mortes     relatadas em 2008.<sup>1</sup> Em Portugal, o CCR apresenta igualmente uma     elevada incid&#234;ncia e mortalidade, com uma taxa de incid&#234;ncia em propens&#227;o     crescente com o decorrer dos anos e, enquanto a mortalidade por tumores     malignos do reto tem vindo a apresentar alguma estabilidade, j&#225; a mortalidade     por cancro do c&#243;lon manifesta uma tend&#234;ncia crescente, tendo-se registado em     2011 cerca de 2.668 &#243;bitos por cancro do c&#243;lon e 881 por cancro do reto no     nosso pa&#237;s.<sup>2</sup></p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A     sobreviv&#234;ncia global dos pacientes com CCR aos 5 anos aproxima-se dos 50%;     por&#233;m, esta poder&#225; facilmente superar os 90% no caso de um diagn&#243;stico precoce.<sup>3</sup> Assim se compreende a import&#226;ncia do rastreio do CCR na redu&#231;&#227;o da mortalidade     atrav&#233;s da sua dete&#231;&#227;o precoce e na redu&#231;&#227;o da sua incid&#234;ncia por meio da     dete&#231;&#227;o e excis&#227;o endosc&#243;pica de les&#245;es pr&#233;-malignas.<sup>4</sup></p>       <p>A <i>European Guidelines for Quality Assurance in     Colorectal Cancer Screening and Diagnosis</i> recomenda o rastreio     oportun&#237;stico do CCR aos utentes assintom&#225;ticos com idades compreendidas entre     os 50 e os 74 anos,<sup>5</sup> n&#227;o fazendo qualquer men&#231;&#227;o que designe ou     explicite o procedimento a adotar em pacientes com mais de 75 anos mas sem     rastreio pr&#233;vio.</p>       <p>Nesse     sentido, o artigo exposto revela-se de grande pertin&#234;ncia para a pr&#225;tica     cl&#237;nica da Medicina Geral e Familiar j&#225; que, n&#227;o raramente, os M&#233;dicos de     Fam&#237;lia se deparam com utentes que n&#227;o foram inclu&#237;dos no rastreio do CCR.</p>       <p>Diferentes     estudos demonstram o decl&#237;nio da efic&#225;cia e o aumento do risco de complica&#231;&#245;es     do rastreio do CCR com o aumento da idade.<sup>6-7</sup> Por&#233;m, em nenhum deles     s&#227;o considerados os custos associados ao sobrediagn&#243;stico e sobretratamento     desta neoplasia, que ser&#227;o certamente os principais efeitos adversos deste     rastreio a pessoas idosas e cujo risco aumenta em simult&#226;neo com o aumento da     idade. Assim, o artigo apresentado marca a diferen&#231;a ao atender n&#227;o apenas &#224;     efic&#225;cia do rastreio ao longo das diferentes idades e pelos diferentes m&#233;todos     de diagn&#243;stico, mas tamb&#233;m aos custos associados &#224;s complica&#231;&#245;es decorrentes do     rastreio, sobrediagn&#243;stico e tratamento excessivo desta patologia.</p>     <p>Posto isto,     poder-se-&#225; considerar vantajoso, em idosos sem rastreio pr&#233;vio e devidamente     selecionados, o rastreio do CCR em idades para al&#233;m dos 75 anos, por&#233;m, sem     nunca perder o censo cr&#237;tico e sem descurar as boas pr&#225;ticas m&#233;dicas, n&#227;o v&#225; a     busca incessante pela doen&#231;a causar dano maior.</p>       <p>&nbsp;</p>       <p><b>REFER&#202;NCIAS BIBLIOGR&#193;FICAS</b></p>       <!-- ref --><p>1. Ferlay J,     Shin HR, Bray F. Cancer incidence and mortality worldwide. Lyon: International     Agency for Research on Cancer; 2010. Available from: <a href="http://globocan.iarc.fr" target="_blank">http://globocan.iarc.fr</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000030&pid=S2182-5173201400050001300001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>2. Miranda     N, Nogueira PJ, Silva AJ, Rosa MV, Alves MI, Afonso D, et al. Doen&#231;as     oncol&#243;gicas em n&#250;meros, 2013: programa nacional para as doen&#231;as oncol&#243;gicas.     Lisboa: Dire&#231;&#227;o-Geral da Sa&#250;de; 2013. Available from: <a href="http://www.dgs.pt/estatisticas-de-saude/estatisticas-de     saude/publicacoes/portugal-doencas-oncologicas-em-numeros-2013.aspx" target="_blank">http://www.dgs.pt/estatisticas-de-saude/estatisticas-de     saude/publicacoes/portugal-doencas-oncologicas-em-numeros-2013.aspx</a>     .    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000031&pid=S2182-5173201400050001300002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> Portuguese </p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>3. Gatta G,     Capocaccia R, Sant M, Bell CM, Coebergh JW, Damhuis RA, et al. Understanding     variation in survival for colorectal cancer in Europe: a EUROCARE high resolution     study. Gut. 2000;47(4):533-8.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000033&pid=S2182-5173201400050001300003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>       <!-- ref --><p>4. Rex DK,     Johnson DA, Anderson JC, Schoenfeld PS, Burke CA, Inadomi JM. American College     of Gastroenterology guidelines for colorectal cancer screening 2009. Am J     Gastroenterol. 2009;104(3):739-50.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000035&pid=S2182-5173201400050001300004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>       <!-- ref --><p>5. Segnan N,     Patnick J, von Karsa L, editors. European guidelines for quality assurance in     colorectal cancer screening and diagnosis. Luxembourg: Publications Office of     the European Union; 2010.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000037&pid=S2182-5173201400050001300005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> ISBN 9789279164354</p>     <!-- ref --><p>6. Ko CW,     Sonnenberg A. Comparing risks and benefits of colorectal cancer screening in     elderly patients. Gastroenterology. 2005;129(4):1163-70.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000039&pid=S2182-5173201400050001300006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>7. Lin OS,     Kozarek RA, Schembre DB, Ayub K, Gluck M, Drennan F, et al. Screening     colonoscopy in very elderly patients: prevalence of neoplasia and estimated     impact on life expectancy. JAMA. 2006;295(20):2357-65.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000041&pid=S2182-5173201400050001300007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>       <p><b>Conflitos de interesse</b></p>       <p>A autora     declara n&#227;o ter conflito de interesses.</p>       <p><i>Artigo escrito ao abrigo do novo acordo     ortogr&#225;fico.</i></p>      ]]></body><back>
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