<?xml version="1.0" encoding="ISO-8859-1"?><article xmlns:mml="http://www.w3.org/1998/Math/MathML" xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xmlns:xsi="http://www.w3.org/2001/XMLSchema-instance">
<front>
<journal-meta>
<journal-id>2182-5173</journal-id>
<journal-title><![CDATA[Revista Portuguesa de Medicina Geral e Familiar]]></journal-title>
<abbrev-journal-title><![CDATA[Rev Port Med Geral Fam]]></abbrev-journal-title>
<issn>2182-5173</issn>
<publisher>
<publisher-name><![CDATA[Associação Portuguesa de Medicina Geral e Familiar]]></publisher-name>
</publisher>
</journal-meta>
<article-meta>
<article-id>S2182-51732014000600005</article-id>
<title-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Prescrição de psicofármacos nos cuidados de saúde primários no Porto: estudo transversal]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Psychotropic medication prescribing in primary care in Porto: a cross-sectional study]]></article-title>
</title-group>
<contrib-group>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Lopes]]></surname>
<given-names><![CDATA[Rita]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A01"/>
</contrib>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Yaphe]]></surname>
<given-names><![CDATA[John]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A02"/>
<xref ref-type="aff" rid="A03"/>
</contrib>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Ribas]]></surname>
<given-names><![CDATA[Maria José]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A04"/>
<xref ref-type="aff" rid="A05"/>
</contrib>
</contrib-group>
<aff id="A01">
<institution><![CDATA[,ULS Matosinhos USF Horizonte ]]></institution>
<addr-line><![CDATA[Matosinhos ]]></addr-line>
</aff>
<aff id="A02">
<institution><![CDATA[,Universidade do Minho Escola de Ciências da Saúde Instituto de Ciências da Vida e da Saúde]]></institution>
<addr-line><![CDATA[ ]]></addr-line>
</aff>
<aff id="A03">
<institution><![CDATA[,ICVS/3B´s Laboratório Associado  ]]></institution>
<addr-line><![CDATA[ ]]></addr-line>
</aff>
<aff id="A04">
<institution><![CDATA[,ACeS Porto Ocidental Conselho Clínico e de Saúde ]]></institution>
<addr-line><![CDATA[Porto ]]></addr-line>
</aff>
<aff id="A05">
<institution><![CDATA[,USF Garcia de Orta  ]]></institution>
<addr-line><![CDATA[ ]]></addr-line>
</aff>
<pub-date pub-type="pub">
<day>00</day>
<month>12</month>
<year>2014</year>
</pub-date>
<pub-date pub-type="epub">
<day>00</day>
<month>12</month>
<year>2014</year>
</pub-date>
<volume>30</volume>
<numero>6</numero>
<fpage>368</fpage>
<lpage>376</lpage>
<copyright-statement/>
<copyright-year/>
<self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S2182-51732014000600005&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_abstract&amp;pid=S2182-51732014000600005&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_pdf&amp;pid=S2182-51732014000600005&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><abstract abstract-type="short" xml:lang="pt"><p><![CDATA[Objetivo: Caracterizar a prescrição de ansiolíticos e antidepressivos e analisar a associação com características do médico prescritor e da unidade de saúde. Tipo de estudo: Observacional, analítico, transversal. Local: Unidades de saúde (US) do Agrupamento de Centros de Saúde Porto Ocidental. População: Médicos de família. Métodos: Foram recolhidos dados no Sistema de Informação da Administração Regional de Saúde (SIARS©) que incluíam todas as prescrições efetuadas informaticamente em 2009. Foram analisadas variáveis relativas a cada médico (género, idade, número de utentes e número de unidades ponderadas) e a cada US (tipo e indicadores de morbilidade da população). Estudaram-se os fármacos mais prescritos de cada grupo, alprazolam e fluoxetina, utilizando indicadores preconizados de quantidade (dose diária definida por mil utentes por dia: DUD) e custo. Utilizaram-se medidas descritivas e os testes de qui-quadrado, não paramétrico de Kruskal-Wallis e correlação de Spearman. O erro alfa aceite como significativo foi de 5%. Resultados: Os perfis de prescrição de 95 médicos, de 12 US, revelam grande variabilidade (DUD alprazolam: média (M)=19,74, desvio padrão (DP)=9,29, mínimo (Mín)=5,12, máximo (Máx)=60,83; DUD fluoxetina: M=9,18, DP=4,39, Mín=0,71, Máx=28,37). Os médicos mais prescritores (acima do percentil 95) prescreveram cerca de 5 vezes mais alprazolam do que os menos prescritores (abaixo do percentil 5), o mesmo se verificando para a fluoxetina. A maioria (82%) prescreve sistematicamente embalagens de 60 comprimidos de alprazolam. Não foram encontradas associações importantes entre os padrões de prescrição e as características avaliadas dos médicos ou das US. Conclusões: Os resultados são comparáveis a outros estudos, reforçando o potencial do sistema de informação como ferramenta de reflexão acerca da prescrição. A variabilidade encontrada reforça a necessidade de uniformizar os padrões de prescrição entre médicos e de adaptar o sistema de informação à unidade padronizada internacionalmente, o número de DUD, de forma a permitir comparações e medidas de melhoria.]]></p></abstract>
<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Purpose: To characterize antidepressant and anxiolytic drug prescribing in primary care in Porto using a prescription registry and to analyze the variables that may be associated with psychotropic prescription. Study design: Cross-sectional Setting: Primary health care units, West Porto, Portugal. Participants: Family physicians. Methods: Data was collected using the SIARS© database, including all electronic prescriptions issued in primary care in 2009. Variables analyzed related to the physician (gender, age, number of patients and number of weighted patient units) and the health unit (type and population morbidity indicators, patients without a permanent doctor). The most frequently prescribed drugs in each group, fluoxetine and alprazolam, were studied by amount prescribed (defined daily dose per thousand patients per day - DUD) and costs. Descriptive analysis, qui-square, non-parametric Kruskal-Wallis tests and Spearman correlation were used. Significance level was set at p<0.05. Results: There were no associations found between prescription profiles and the personal characteristics of the doctor or characteristics of the health unit. The prescribing patterns of the 95 doctors from 12 health units showed considerable variability (for alprazolam DUD: mean=19.7, standard deviation (SD)=9.3, minimum=5.1, maximum=60.8; for fluoxetine DUD: mean=9.2, SD=4.4, minimum=0.7, maximum=28.4). High prescribers of alprazolam (above the 95th percentile), prescribed around 5 times more than lower prescribers (below the 5th percentile). The same was found regarding fluoxetine prescribing. Most doctors prescribed 60 tablets of alprazolam at a time. Conclusion: Results are comparable to other studies, reinforcing the potential of using the available SIARS© tool to study prescriptions. The observed variability highlights the necessity to adapt SIARS© to the internationally recognized unit, number of DUD, that will allow meaningful comparisons and quality development measures.]]></p></abstract>
<kwd-group>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Médico de Família]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Prescrição]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Psicofármaco]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[Family Physicians]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[Drug Prescriptions]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[Psychotropic Drugs]]></kwd>
</kwd-group>
</article-meta>
</front><body><![CDATA[ <p align="right"><b>ESTUDOS ORIGINAIS</b></p>       <p><font size="4"><b>Prescri&#231;&#227;o de psicof&#225;rmacos nos cuidados de     sa&#250;de prim&#225;rios no Porto: estudo transversal</b></font></p>      <p><font size="3"><b>Psychotropic   medication prescribing in primary care in Porto: a cross-sectional study</b></font></p>       <p><b>Rita Lopes,* John Yaphe,** Maria Jos&#233;     Ribas***</b></p>       <p>*M&#233;dica     Interna de Medicina Geral e Familiar - USF Horizonte, ULS Matosinhos</p>       <p>**Professor     Associado - Instituto de Ci&#234;ncias da Vida e da Sa&#250;de (ICVS), Escola de Ci&#234;ncias     da Sa&#250;de, Universidade do Minho e ICVS/3B&#180;s Laborat&#243;rio Associado.</p>       <p>***Presidente     do Conselho Cl&#237;nico e de Sa&#250;de do ACeS Porto Ocidental, M&#233;dica     Assistente Graduada de Medicina Geral e Familiar - USF Garcia de Orta</p>         <p><a href="#c0">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a> | <a href="#c0">Direcci&oacute;n para correspondencia</a> | <a href="#c0">Correspondence</a><a name="topc0"></a></p> <hr/>     <p>&nbsp;</p>        <p><b>RESUMO</b></p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Objetivo:</b> Caracterizar a prescri&#231;&#227;o de     ansiol&#237;ticos e antidepressivos e analisar a associa&#231;&#227;o com caracter&#237;sticas do     m&#233;dico prescritor e da unidade de sa&#250;de.</p>       <p><b>Tipo de estudo:</b> Observacional,     anal&#237;tico, transversal.</p>       <p><b>Local:</b> Unidades de sa&#250;de (US) do     Agrupamento de Centros de Sa&#250;de Porto Ocidental.</p>       <p><b>Popula&#231;&#227;o:</b> M&#233;dicos de fam&#237;lia.</p>       <p><b>M&#233;todos:</b> Foram recolhidos dados no     Sistema de Informa&#231;&#227;o da Administra&#231;&#227;o Regional de Sa&#250;de (SIARS&#169;) que inclu&#237;am     todas as prescri&#231;&#245;es efetuadas informaticamente&nbsp;em 2009. Foram analisadas     vari&#225;veis relativas a cada m&#233;dico (g&#233;nero, idade, n&#250;mero de utentes e n&#250;mero de     unidades ponderadas) e a cada US (tipo e indicadores de morbilidade da     popula&#231;&#227;o). Estudaram-se os f&#225;rmacos mais prescritos de cada grupo, alprazolam     e fluoxetina, utilizando indicadores preconizados de quantidade (dose di&#225;ria     definida por mil utentes por dia: DUD) e custo. Utilizaram-se medidas     descritivas e os testes de qui&#8208;quadrado, n&#227;o param&#233;trico de     Kruskal&#8208;Wallis e correla&#231;&#227;o de Spearman. O erro alfa aceite como     significativo foi de 5%.</p>       <p><b>Resultados:</b> Os perfis de prescri&#231;&#227;o de     95 m&#233;dicos, de 12 US, revelam grande variabilidade (DUD alprazolam: m&#233;dia     (M)=19,74, desvio padr&#227;o (DP)=9,29, m&#237;nimo (M&#237;n)=5,12, m&#225;ximo (M&#225;x)=60,83; DUD     fluoxetina: M=9,18, DP=4,39, M&#237;n=0,71, M&#225;x=28,37). Os m&#233;dicos mais prescritores     (acima do percentil 95) prescreveram cerca de 5 vezes mais alprazolam do que os     menos prescritores (abaixo do percentil 5), o mesmo se verificando para a     fluoxetina. A maioria (82%) prescreve sistematicamente embalagens de 60     comprimidos de alprazolam. N&#227;o foram encontradas associa&#231;&#245;es importantes entre     os padr&#245;es de prescri&#231;&#227;o e as caracter&#237;sticas avaliadas dos m&#233;dicos ou das US.</p>       <p><b>Conclus&#245;es:</b> Os resultados s&#227;o     compar&#225;veis a outros estudos, refor&#231;ando o potencial do sistema de informa&#231;&#227;o     como ferramenta de reflex&#227;o acerca da prescri&#231;&#227;o. A variabilidade encontrada     refor&#231;a a necessidade de uniformizar os padr&#245;es de prescri&#231;&#227;o entre m&#233;dicos e     de adaptar o sistema de informa&#231;&#227;o &#224; unidade padronizada internacionalmente, o     n&#250;mero de DUD, de forma a permitir compara&#231;&#245;es e medidas de melhoria.</p>       <p><b>Palavras-chave:</b> M&#233;dico de Fam&#237;lia;     Prescri&#231;&#227;o; Psicof&#225;rmaco.</p>     <hr/>     <p>&nbsp;</p>       <p><b>ABSTRACT</b></p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Purpose:</b> To characterize antidepressant     and anxiolytic drug prescribing in primary care in Porto using a prescription     registry and to analyze the variables that may be associated with psychotropic   prescription.</p>       <p><b>Study design:</b> Cross-sectional</p>       <p><b>Setting:</b> Primary health care units,     West Porto, Portugal.</p>       <p><b>Participants:</b> Family physicians.</p>       <p><b>Methods:</b> Data was collected using the     SIARS&#169; database, including all electronic prescriptions issued in primary care     in 2009. Variables analyzed related to the physician (gender, age, number of     patients and number of weighted patient units) and the health unit (type and     population morbidity indicators, patients without a permanent doctor). The most     frequently prescribed drugs in each group, fluoxetine and alprazolam, were     studied by amount prescribed (defined daily dose per thousand patients per day     - DUD) and costs. Descriptive analysis, qui-square, non-parametric     Kruskal-Wallis tests and Spearman correlation were used. Significance level was     set at p&lt;0.05.</p>       <p><b>Results:</b> There were no associations     found between prescription profiles and the personal characteristics of the     doctor or characteristics of the health unit. The prescribing patterns of the     95 doctors from 12 health units showed considerable variability (for alprazolam     DUD: mean=19.7, standard deviation (SD)=9.3, minimum=5.1, maximum=60.8; for     fluoxetine DUD: mean=9.2, SD=4.4, minimum=0.7, maximum=28.4). High prescribers     of alprazolam (above the 95th percentile), prescribed around 5 times more than     lower prescribers (below the 5th percentile). The same was found regarding     fluoxetine prescribing. Most doctors prescribed 60 tablets of alprazolam at a     time.</p>       <p><b>Conclusion:</b> Results are comparable to     other studies, reinforcing the potential of using the available SIARS&#169; tool to     study prescriptions. The observed variability highlights the necessity to adapt     SIARS&#169; to the internationally recognized unit, number of DUD, that will allow     meaningful comparisons and quality development measures.</p>       <p><b>Keywords:</b> Family Physicians; Drug     Prescriptions; Psychotropic Drugs.</p>     <hr/>     <p>&nbsp;</p>       <p><b>Introdu&#231;&#227;o</b></p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p>O padr&#227;o de     prescri&#231;&#227;o de psicof&#225;rmacos tem vindo a mudar. Questiona-se se o seu uso quase     exclusivo na doen&#231;a mental moderada a grave progrediu para um uso generalizado,     qui&#231;&#225; imponderado, sobre qualquer manifesta&#231;&#227;o de sofrimento ps&#237;quico.<sup>1</sup> Torna-se, pois, relevante estudar as condicionantes da prescri&#231;&#227;o destes     f&#225;rmacos.</p>       <p>A variabilidade     da prescri&#231;&#227;o m&#233;dica na &#225;rea da psicofarmacologia tem sido estudada em v&#225;rios     pa&#237;ses.<sup>2-6</sup> A sua adequa&#231;&#227;o tem sido repetidamente questionada e em     m&#250;ltiplos locais foram identificados problemas com impacto negativo na sa&#250;de     p&#250;blica, como: uso de benzodiazepinas como tratamento cr&#243;nico, prescri&#231;&#227;o     vari&#225;vel de sedativos consoante o tipo de organiza&#231;&#227;o da unidade de sa&#250;de,     prescri&#231;&#227;o excessiva de benzodiazepinas, deficiente diagn&#243;stico e tratamento da     depress&#227;o.<sup>2,7-11</sup></p>       <p>Em 2010,     Portugal foi reconhecido como o segundo pa&#237;s do mundo mais consumidor de     benzodiazepinas ansiol&#237;ticas.<sup>12</sup> Nos &#250;ltimos dez anos foram     realizados diferentes trabalhos de investiga&#231;&#227;o sobre a utiliza&#231;&#227;o de     medicamentos em Portugal que permitiram identificar um aumento gen&#233;rico do consumo     de medicamentos na &#225;rea da patologia mental (benzodiazepinas, antidepressivos e     neurol&#233;pticos). V&#225;rios fatores parecem justificar esta tend&#234;ncia: maior     acessibilidade dos doentes &#224;s terap&#234;uticas por maior comparticipa&#231;&#227;o no custo     das mesmas, desvio da prescri&#231;&#227;o para alternativas mais recentes e dispendiosas     sem benef&#237;cio cl&#237;nico evidente e excessiva prescri&#231;&#227;o (nomeadamente em rela&#231;&#227;o     &#224;s benzodiazepinas) com afastamento das metas estabelecidas no Plano Nacional     de Sa&#250;de 2004-2010.<sup>13</sup></p>       <p>Os m&#233;dicos     de fam&#237;lia s&#227;o os principais prescritores de psicof&#225;rmacos.<sup>2</sup> Pelo     disposto, torna-se relevante a caracteriza&#231;&#227;o da prescri&#231;&#227;o de psicof&#225;rmacos a     n&#237;vel dos cuidados de sa&#250;de prim&#225;rios (CSP), nomeadamente utilizando as     ferramentas inform&#225;ticas dispon&#237;veis. O sistema de prescri&#231;&#227;o eletr&#243;nica, em     uso crescente desde 2005 e atualmente generalizado, permite agora um acesso     facilitado &#224; prescri&#231;&#227;o m&#233;dica. O Sistema de Informa&#231;&#227;o da Administra&#231;&#227;o     Regional de Sa&#250;de (SIARS, Microstrategy 9) centraliza dados provenientes de v&#225;rios     sistemas de informa&#231;&#227;o, incluindo o Sistema de Apoio ao M&#233;dico (SAM) e o     Sistema de Informa&#231;&#227;o para as Unidades de Sa&#250;de (SINUS). Dada a recente cria&#231;&#227;o     dos Agrupamentos de Centros de Sa&#250;de (ACeS) e do uso do SIARS a este n&#237;vel, &#233;     importante compreender como pode ser analisada e utilizada a informa&#231;&#227;o que     disponibiliza para os profissionais e institui&#231;&#245;es envolvidas.</p>       <p>A maior     parte dos psicof&#225;rmacos prescritos pertence aos grupos do prontu&#225;rio     terap&#234;utico Antidepressivos (AD) e Ansiol&#237;ticos, Sedativos e Hipn&#243;ticos (ASH).<sup>2</sup> Um estudo portugu&#234;s identificou a fluoxetina e o alprazolam como os f&#225;rmacos     mais prescritos de cada um destes grupos.<sup>14</sup></p>       <p>A prescri&#231;&#227;o     &#233; influenciada n&#227;o s&#243; por fatores cl&#237;nicos, mas tamb&#233;m por fatores n&#227;o cl&#237;nicos     (caracter&#237;sticas intr&#237;nsecas do sistema de sa&#250;de e do m&#233;dico e caracter&#237;sticas     demogr&#225;ficas, sociais e econ&#243;micas da popula&#231;&#227;o).<sup>2</sup></p>       <p>Pretende-se     analisar a prescri&#231;&#227;o de psicof&#225;rmacos no ACeS Porto Ocidental, durante o ano     de 2009, destacando a de alprazolam e fluoxetina, utilizando o SIARS, estudando     as caracter&#237;sticas dispon&#237;veis no sistema acerca da unidade, do m&#233;dico ou dos     utentes que a possam influenciar.</p>       <p><b>M&#233;todos</b></p>       <p>Realizou-se     um estudo observacional, anal&#237;tico, transversal, sobre a prescri&#231;&#227;o de     psicof&#225;rmacos nas unidades de sa&#250;de (US) do ACeS Porto Ocidental, com foco em     dois grupos: antidepressivos e ansiol&#237;ticos, hipn&#243;ticos e sedativos. Da     popula&#231;&#227;o em estudo - todos os m&#233;dicos de fam&#237;lia do ACeS em atividade     profissional entre 1 de janeiro e 31 de dezembro de 2009 - foram     exclu&#237;dos os que se aposentaram ou que n&#227;o prescreviam eletronicamente (n=3).</p>       <p>A     operacionaliza&#231;&#227;o de cada vari&#225;vel resultou de um compromisso entre os dados     pass&#237;veis de obter no SIARS e os indicadores descritos na literatura, que     permitem a compara&#231;&#227;o com outros estudos nacionais e internacionais.<sup>15-18</sup></p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Caracteriza&#231;&#227;o da prescri&#231;&#227;o</b></p>       <p>As vari&#225;veis     que caracterizam a prescri&#231;&#227;o envolvem medidas de volume (n&#250;mero de embalagens,     n&#250;mero de comprimidos/c&#225;psulas, n&#250;mero de doses di&#225;rias definidas - DDD),     de custo e de qualidade (percentagem de embalagens de 60 comprimidos,     percentagem do n&#250;mero de DDD de fluoxetina n&#227;o gen&#233;ricas). Por simplifica&#231;&#227;o,     adiante utilizar-se-&#225; a denomina&#231;&#227;o &#8220;n&#250;mero de comprimidos&#8221;, mesmo que aplicada     a f&#225;rmacos comercializados sob a forma de c&#225;psulas.</p>       <p><b><i>Volume</i></b></p>       <p>As medidas     de volume utilizadas (n&#250;mero de embalagens, n&#250;mero de comprimidos, n&#250;mero de     DDD) est&#227;o descritas nas <i>Guidelines for     ATC Classification and DDD Assignment do WHO Collaborating Centre for Drug     Statistics Methodology.</i><sup>18</sup> O SIARS disponibiliza informa&#231;&#227;o     relativa ao n&#250;mero de embalagens prescrito. Atrav&#233;s da informa&#231;&#227;o sobre a     composi&#231;&#227;o de cada embalagem, &#233; poss&#237;vel determinar manualmente o n&#250;mero de     comprimidos prescrito. No entanto, a variedade existente de doses e tamanhos de     embalagens para cada subst&#226;ncia ativa limita o uso destas medidas na compara&#231;&#227;o     da prescri&#231;&#227;o. S&#243; ao n&#237;vel das subst&#226;ncias ativas mais prescritas (alprazolam e     fluoxetina) &#233; que foi obtida a medida recomendada pela Organiza&#231;&#227;o Mundial de     Sa&#250;de, o n&#250;mero de DDD prescrito.<sup>18</sup> A DDD representa a dose de     manuten&#231;&#227;o di&#225;ria m&#233;dia de adultos para a principal indica&#231;&#227;o da subst&#226;ncia     ativa, por via de administra&#231;&#227;o. A DDD descrita, para a via oral, para as     subst&#226;ncias ativas estudadas &#233; de 20mg para a fluoxetina e de 1mg para o     alprazolam. Atrav&#233;s do n&#250;mero de comprimidos e da dose de cada embalagem foi     poss&#237;vel calcular o n&#250;mero de DDD prescrito. Este par&#226;metro permite compara&#231;&#245;es     entre popula&#231;&#245;es, independentemente das diferen&#231;as de pre&#231;o, moeda, tamanhos de     embalagem e dosagens, que variam de pa&#237;s para pa&#237;s.</p>       <p>A medida     &#8220;n&#250;mero de DDD/1.000utentes/dia&#8221; (DUD) resulta de uma adapta&#231;&#227;o da medida     preconizada &#8220;n&#250;mero de DDD/1.000habitantes/dia&#8221; (DID).<sup>17</sup> &#201; obtida a     partir do n&#250;mero de DDD prescritas e do n&#250;mero de utentes de cada m&#233;dico,     segundo a f&#243;rmula:</p>       <p>DUD = n&#250;mero     de DDD/n&#250;mero de utentes x 1.000/365</p>       <p>Por exemplo,     um m&#233;dico que prescreva 12.410 DDD de alprazolam por ano (que podem     corresponder a 12.410 comprimidos de 1mg de alprazolam ou a 24.820 comprimidos     de 0,5mg de alprazolam, etc.), a uma lista de 1.700 utentes, prescreve 20 DUD.     Este n&#250;mero significa, em estimativa, que 20 em cada 1.000 utentes do m&#233;dico     estiveram em tratamento com alprazolam durante o ano. A DUD que prescreveu &#233;     ent&#227;o compar&#225;vel &#224; DUD prescrita por outros m&#233;dicos de Portugal e outros     pa&#237;ses.</p>       <p><b><i>Custo</i></b></p>       <p>As vari&#225;veis     de custo foram definidas de acordo com as recomenda&#231;&#245;es do projeto <i>EUROMEDSTAT (Statistics on Medicines in     Europe).</i><sup>17</sup> O SIARS disponibiliza dados sobre o Pre&#231;o de Venda ao     P&#250;blico (PVP) e sobre o custo para o SNS (Servi&#231;o Nacional de Sa&#250;de) de cada     embalagem prescrita. Estes dados foram trabalhados de acordo com o n&#250;mero de     DDD a que correspondem.</p>       <p><b><i>Poss&#237;veis     determinantes</i></b></p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Sabendo-se     que a prescri&#231;&#227;o m&#233;dica &#233; influenciada por fatores n&#227;o cl&#237;nicos, neste estudo     pretende-se analisar a rela&#231;&#227;o entre as caracter&#237;sticas da unidade de sa&#250;de,     m&#233;dico e popula&#231;&#227;o e a prescri&#231;&#227;o.</p>       <p>Espera-se     que a prescri&#231;&#227;o seja influenciada pelo n&#250;mero de utentes inscritos e pela     estrutura et&#225;ria da popula&#231;&#227;o, sendo que esta aumenta com o aumento da idade,     tendo em conta os utentes que efetivamente utilizaram os servi&#231;os em 2009     (atrav&#233;s da taxa de utiliza&#231;&#227;o de consultas de cada unidade).<sup>7,23</sup> O     n&#250;mero de Unidades Ponderadas (UP) da lista de um m&#233;dico pode ter implica&#231;&#245;es     na sua carga assistencial, qualidade de cuidados e prescri&#231;&#227;o. As patologias     inerentes &#224; prescri&#231;&#227;o dos dois subgrupos de psicof&#225;rmacos em estudo revelam-se     mais na popula&#231;&#227;o feminina, o que justificar&#225; uma eventual rela&#231;&#227;o entre o     n&#250;mero de utentes do sexo feminino de uma unidade e o n&#250;mero de prescri&#231;&#245;es.<sup>21</sup> Sabe-se tamb&#233;m que a depress&#227;o &#233; mais frequente em popula&#231;&#245;es com     comorbilidades, tendo sido analisados o n&#250;mero de diab&#233;ticos e o n&#250;mero de     pessoas isentas de taxas moderadoras por declara&#231;&#227;o m&#233;dica definitiva.<sup>7</sup> &#201; ainda reconhecido que a preval&#234;ncia de doen&#231;as psiqui&#225;tricas &#233; superior em     popula&#231;&#245;es com car&#234;ncias econ&#243;micas, motivo pelo qual foi avaliado o n&#250;mero de     doentes isentos de taxa moderadora por motivos econ&#243;micos.<sup>7</sup> Uma     unidade de sa&#250;de que tenha muitos utentes sem m&#233;dico de fam&#237;lia atribu&#237;do     poder&#225; prestar cuidados menos personalizados e cont&#237;nuos, o que poder&#225;     influenciar a prescri&#231;&#227;o.<sup>2</sup> A idade e o g&#233;nero dos prescritores t&#234;m     sido implicados nos comportamentos de prescri&#231;&#227;o.<sup>23</sup></p>       <p><b><i>Recolha     dos dados</i></b></p>       <p>Utilizaram-se     dados secund&#225;rios anonimizados retirados do SIARS, sob autoriza&#231;&#227;o da dire&#231;&#227;o     do ACeS. O programa permite que cada prescritor seja apresentado primariamente     por um c&#243;digo, sem o seu nome associado. A idade e o g&#233;nero de cada m&#233;dico foram     fornecidos pelo ACeS, a partir da lista de c&#243;digos de cada prescritor. Os dados     foram selecionados, compilados e trabalhados no programa Microsoft Office Excel     2007<sup>&#169;</sup>.</p>       <p><b><i>An&#225;lise     Estat&#237;stica</i></b></p>       <p>A an&#225;lise     estat&#237;stica foi realizada com recurso ao <i>software     EpiInfo</i><sup>TM</sup>, vers&#227;o 3.5.1. A an&#225;lise univari&#225;vel foi utilizada     para medidas descritivas (frequ&#234;ncia absoluta, frequ&#234;ncia relativa, m&#233;dia,     desvio-padr&#227;o (DP), m&#237;nimo (M&#237;n) e m&#225;ximo (M&#225;x)).</p>       <p>A an&#225;lise     bivari&#225;vel foi efetuada para testar as associa&#231;&#245;es entre vari&#225;veis de     diferentes tipos. Entre vari&#225;veis qualitativas nominais, como o g&#233;nero e o tipo     de unidade, foi utilizado o teste do qui-quadrado. Entre vari&#225;veis     quantitativas cont&#237;nuas e qualitativas, como o n&#250;mero de DDD e o tipo de     unidade, foi utilizado o teste n&#227;o param&#233;trico de Kruskal-Wallis, uma vez que o     pressuposto da normalidade n&#227;o estava cumprido para todas as vari&#225;veis     quantitativas. A rela&#231;&#227;o entre vari&#225;veis quantitativas foi testada atrav&#233;s da     correla&#231;&#227;o de Spearman. O n&#237;vel de signific&#226;ncia foi estabelecido em 0,05.</p>       <p>O protocolo     do estudo foi aprovado pela Comiss&#227;o de &#201;tica para a Sa&#250;de da Administra&#231;&#227;o     Regional de Sa&#250;de do Norte.</p>       <p><b>Resultados</b></p>       <p>A popula&#231;&#227;o     de prescritores em estudo &#233; composta por 95 m&#233;dicos de fam&#237;lia, com idade     mediana de 55 anos, sendo 72% do g&#233;nero feminino. Cerca de 70% trabalham em     oito Unidades de Cuidados de Sa&#250;de Personalizados (UCSP) e os restantes em     quatro Unidades de Sa&#250;de Familiar (USF), sendo respons&#225;veis por 193.795     utentes. O n&#250;mero m&#233;dio de utentes por m&#233;dico &#233; de 1.684 e varia entre 1.102 e     2.167.</p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p>As unidades     de sa&#250;de s&#227;o distintas na dimens&#227;o (dois a 13 m&#233;dicos por unidade), na     percentagem de utentes sem m&#233;dico (0 a 36%), na taxa de utiliza&#231;&#227;o (37% a 66%)     e na percentagem de consultas pelo pr&#243;prio m&#233;dico (67% a 92%). Cada unidade tem     tamb&#233;m diferente percentagem de utentes com diabetes e com isen&#231;&#227;o, indicadores     de morbilidade populacional.</p>       <p>Em 2009, os     psicof&#225;rmacos corresponderam a 14,3% das embalagens e a 8,4% dos custos totais     de f&#225;rmacos prescritos no ACeS.</p>       <p>No grupo dos     antidepressivos (21% das embalagens e 51% dos custos), os inibidores seletivos     da recapta&#231;&#227;o da serotonina representam 59% da prescri&#231;&#227;o e a fluoxetina &#233; o     f&#225;rmaco mais prescrito (cerca de 20% de todos os AD).</p>       <p>No grupo dos     ansiol&#237;ticos, sedativos e hipn&#243;ticos (74% das embalagens e 33% dos custos), as     benzodiazepinas comp&#245;em 90% da prescri&#231;&#227;o, sendo o alprazolam o f&#225;rmaco mais     prescrito (cerca de 24% de todos os ASH).</p>       <p>A DUD m&#233;dia     de alprazolam prescrita foi de 19,74 DDD/1.000utentes/dia. O grupo dos mais     prescritores (acima do percentil 95) prescreve cerca de 4,6 vezes mais do que     os menos prescritores (abaixo do percentil 5). A raz&#227;o entre o maior e o menor     prescritor &#233; de 12. Todos os m&#233;dicos prescrevem predominantemente embalagens de     60 comprimidos de alprazolam (M&#237;n 57%, M&#233;dia 83%, DP 10%) e alguns n&#227;o     prescrevem embalagens nem de 20 nem de 40 comprimidos. </p>       <p>Ao agrupar a     prescri&#231;&#227;o de alprazolam por US na qual trabalha cada prescritor verifica-se     uma variabilidade intra-unidade de sa&#250;de, demonstrada pelo efeito gr&#225;fico em     escada (<a href="#f1">Figura 1</a>). A raz&#227;o entre a unidade de sa&#250;de mais prescritora e a menos     prescritora &#233; de 2,3.</p>       <p>&nbsp;</p>    <p align="center"><a name="q1"></a><img src="/img/revistas/rpmgf/v30n6/30n6a05q1.jpg"/></p>    
<p>&nbsp;</p>       <p>&nbsp;</p>    ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="center"><a name="q2"></a><img src="/img/revistas/rpmgf/v30n6/30n6a05q2.jpg"/></p>    
<p>&nbsp;</p>       <p>&nbsp;</p>    <p align="center"><a name="f1"></a><img src="/img/revistas/rpmgf/v30n6/30n6a05f1.jpg"/></p>    
<p>&nbsp;</p>       <p>A prescri&#231;&#227;o     m&#233;dia de fluoxetina foi de 9,18 DUD. Os mais prescritores prescrevem cerca de     4,7 vezes mais do que os menos prescritores. Alguns m&#233;dicos s&#243; prescrevem     gen&#233;ricos, mas em m&#233;dia 27% do n&#250;mero de DDD de fluoxetina prov&#234;m de     medicamentos n&#227;o gen&#233;ricos, o que faz variar o pre&#231;o di&#225;rio do tratamento de     0,28&#8364; at&#233; 0,42&#8364; consoante a escolha do m&#233;dico/pedido do utente (<a href="#q3">Quadro III</a>).     Verifica-se o mesmo efeito em escada na prescri&#231;&#227;o de fluoxetina, dentro de     cada unidade (<a href="#f2">Figura 2</a>). A raz&#227;o entre a unidade mais prescritora e a menos     prescritora &#233; de 2,2. </p>       <p>&nbsp;</p>    <p align="center"><a name="q3"></a><img src="/img/revistas/rpmgf/v30n6/30n6a05q3.jpg"/></p>    
<p>&nbsp;</p>       <p>&nbsp;</p>    ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="center"><a name="f2"></a><img src="/img/revistas/rpmgf/v30n6/30n6a05f2.jpg"/></p>    
<p>&nbsp;</p>       <p>A correla&#231;&#227;o     de Spearman foi aplicada para determinar as rela&#231;&#245;es entre a prescri&#231;&#227;o de     psicof&#225;rmacos e o tamanho da lista, a sua pondera&#231;&#227;o, a percentagem de     mulheres. </p>       <p>Na an&#225;lise     de Spearman verificou-se uma associa&#231;&#227;o fraca mas significativa entre o n&#250;mero     de DDD de fluoxetina prescritas e o n&#250;mero de unidades ponderadas (<i>rs</i>=0,218, <i>p</i>=0,034) e o n&#250;mero de utentes mulheres (<i>rs</i>=0,232, <i>p</i>=0,018) da     lista. No entanto, o n&#250;mero di&#225;rio de DDD/1.000 utentes n&#227;o manteve esta     associa&#231;&#227;o significativa com o n&#250;mero de utentes de cada lista.</p>       <p>O n&#250;mero de     DDD e o n&#250;mero di&#225;rio de DDD/1.000 utentes de alprazolam prescritas n&#227;o     demonstrou associa&#231;&#245;es significativas.</p>       <p>A rela&#231;&#227;o     entre a prescri&#231;&#227;o de alprazolam e a prescri&#231;&#227;o de fluoxetina tamb&#233;m foi     testada com a correla&#231;&#227;o de Spearman. Verificou-se uma rela&#231;&#227;o positiva entre     as duas vari&#225;veis que foi estatisticamente significativa (<i>rs</i>=0,500, <i>p</i>=0,01).</p>       <p><b>Discuss&#227;o</b></p>       <p>Este estudo     de prescri&#231;&#227;o de psicof&#225;rmacos nos cuidados de sa&#250;de prim&#225;rios, realizado numa     &#225;rea urbana de Portugal, revela grande variabilidade na prescri&#231;&#227;o de     alprazolam e fluoxetina entre m&#233;dicos de fam&#237;lia e entre unidades de sa&#250;de. A     an&#225;lise das caracter&#237;sticas dos m&#233;dicos prescritores, utentes e US n&#227;o permitiu     compreender o que condiciona estas diferen&#231;as.</p>       <p>O estudo     revela ainda que os psicof&#225;rmacos mais prescritos s&#227;o a fluoxetina e o     alprazolam, resultados que coincidem com os descritos na literatura nacional.<sup>13</sup> Na literatura internacional analisada verifica-se que os AD mais prescritos     tamb&#233;m pertencem ao grupo dos inibidores seletivos da recapta&#231;&#227;o da serotonina     e s&#227;o a sertralina (Austr&#225;lia, Litu&#226;nia), paroxetina (Canad&#225;, Espanha) e a     fluoxetina (Chile).<sup>3,5-6,24</sup> Noutros pa&#237;ses, as benzodiazepinas mais     prescritas s&#227;o o diazepam (S&#233;rvia e Montenegro, Austr&#225;lia) e o lorazepam     (Canad&#225;).<sup>25-26</sup></p>       <p>Pouco se     pode inferir acerca da qualidade da prescri&#231;&#227;o a n&#237;vel populacional sem     informa&#231;&#245;es sobre o motivo da prescri&#231;&#227;o e a preval&#234;ncia da(s) doen&#231;a(s)     associada(s).<sup>15</sup> A codifica&#231;&#227;o de diagn&#243;sticos no SAM n&#227;o ocorre     ainda de modo uniforme, pelo que n&#227;o se pode relacionar a prescri&#231;&#227;o de     f&#225;rmacos com a preval&#234;ncia de patologias baseada na codifica&#231;&#227;o.</p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A DUD m&#233;dia     de alprazolam prescrita no ACeS em 2009 (19,74) aproxima-se da DID dispensada a     n&#237;vel nacional em 2001 (20,52), apesar dos diferentes denominadores     populacionais.<sup>10</sup> Isto parece indicar que a metodologia de utiliza&#231;&#227;o     do SIARS definida neste estudo para a obten&#231;&#227;o das DUD &#233; apropriada.</p>       <p>Apesar de     semelhante &#224; DID nacional, esta DUD m&#233;dia &#233; de question&#225;vel adequa&#231;&#227;o cl&#237;nica.     Por um lado, porque Portugal foi alertado, j&#225; em 2004, pelo <i>International Narcotics Control Board</i> para a necessidade de rever o sistema de controlo de distribui&#231;&#227;o bem como as     pr&#225;ticas de prescri&#231;&#227;o de benzodiazepinas ansiol&#237;ticas, dado que mundialmente     era j&#225; um dos maiores consumidores destas (93,66 DID).<sup>9,12</sup> Desde     ent&#227;o, a tend&#234;ncia identificada agravou-se e os dados mais recentes, do relat&#243;rio     de 2013, demonstram uma utiliza&#231;&#227;o de 117,98 DID de benzodiazepinas     ansiol&#237;ticas. Por outro, porque este estudo demonstra que a prescri&#231;&#227;o de     embalagens de 60 comprimidos &#233; predominante, o que pode indicar uma prescri&#231;&#227;o     destes f&#225;rmacos tendencialmente para per&#237;odos de tempo mais longos do que o     m&#225;ximo agora recomendado pela Norma.<sup>19-22</sup></p>       <p>No SIARS     est&#227;o tamb&#233;m dispon&#237;veis dados acerca das embalagens dispensadas nas farm&#225;cias,     prescritas pelos m&#233;dicos do ACeS em 2009, que demonstram ainda maior percentagem     de embalagens de 60 comprimidos adquiridas. A prescri&#231;&#227;o de embalagens de 40     comprimidos, muitas com Autoriza&#231;&#227;o de Introdu&#231;&#227;o no Mercado mas ainda n&#227;o     dispon&#237;veis neste, induz ao fornecimento de embalagens de 60 comprimidos, de     acordo com as regras de substitui&#231;&#227;o de f&#225;rmacos. </p>       <p>N&#227;o foram     encontrados estudos portugueses publicados relativamente ao n&#250;mero de DDD de     fluoxetina prescrito/dispensado. Dos dados internacionais dispon&#237;veis, um     estudo australiano de 2005 reporta 6,08 DID de fluoxetina dispensadas, de um     total de 51,50 DID de antidepressivos prescritos.<sup>3</sup> Num estudo     espanhol de 2004 foram dispensadas 6,88 DID de fluoxetina e 43,5 DID de     antidepressivos.<sup>24</sup></p>       <p>Uma DUD     m&#233;dia de fluoxetina prescrita de 9,18 DDD/1.000utentes/dia pode exprimir, com     algumas reservas, que quase 1% dos utentes de cada m&#233;dico tomam 1 c&#225;psula de     fluoxetina de 20mg por dia ao longo do ano.<sup>10,16</sup> Assumindo a     preval&#234;ncia de depress&#227;o descrita para a Europa de 5%, em conjunto com o facto     de a fluoxetina corresponder a cerca de 1/5 das embalagens de todos os AD     prescritos, &#233; poss&#237;vel que esta DUD m&#233;dia seja adequada, n&#227;o indiciando sub nem     sobre tratamento da depress&#227;o.</p>       <p>As     associa&#231;&#245;es significativas verificadas entre o n&#250;mero de DDD de fluoxetina e o     n&#250;mero de utentes, de unidades ponderadas e de mulheres eram expect&#225;veis: os     m&#233;dicos com maiores listas ter&#227;o mais utentes em tratamento. J&#225; o n&#250;mero di&#225;rio     de DDD/1.000 utentes de fluoxetina prescritas n&#227;o manteve esta associa&#231;&#227;o     significativa, o que indicaria uma maior tend&#234;ncia de prescri&#231;&#227;o dos m&#233;dicos     com mais utentes.</p>       <p>Uma     limita&#231;&#227;o deste estudo consiste na n&#227;o avalia&#231;&#227;o de outros motivos que possam     alterar a prescri&#231;&#227;o por aus&#234;ncia programada do m&#233;dico, podendo a DUD de     alprazolam e fluoxetina de alguns prescritores estar subestimada ou     sobrestimada. Isto poder&#225; ser resolvido pela realiza&#231;&#227;o de uma an&#225;lise da     assiduidade concomitante, capaz de identificar prescritores sujeitos a     circunst&#226;ncias excecionais.</p>       <p>A avalia&#231;&#227;o     da prescri&#231;&#227;o e n&#227;o da fatura&#231;&#227;o dos f&#225;rmacos pode sobrestimar a real     utiliza&#231;&#227;o dos mesmos pelos utentes, n&#227;o sendo poss&#237;vel contabilizar com o     SIARS, por exemplo, receitas duplicadas ou n&#227;o ades&#227;o ao tratamento. No     entanto, a avalia&#231;&#227;o da prescri&#231;&#227;o &#233; um melhor indicador das decis&#245;es dos     prescritores. Poder&#225; ter interesse caracterizar tanto a prescri&#231;&#227;o como a     fatura&#231;&#227;o em estudos subsequentes.</p>       <p>As     caracter&#237;sticas das listas estudadas foram insuficientes para justificar a     diversidade de prescri&#231;&#227;o de alprazolam e fluoxetina entre m&#233;dicos da mesma     unidade de sa&#250;de, o que salienta a import&#226;ncia da caracteriza&#231;&#227;o de vari&#225;veis     intr&#237;nsecas aos valores, cren&#231;as, atitudes, experi&#234;ncia e conhecimento dos     m&#233;dicos. Estudos posteriores dever&#227;o tamb&#233;m ter em conta esta dimens&#227;o.<sup>2</sup></p>       <p>Os estudos     farmacoepidemiol&#243;gicos est&#227;o a adquirir cada vez maior dimens&#227;o e import&#226;ncia     em v&#225;rios pa&#237;ses, consequ&#234;ncia da evolu&#231;&#227;o e integra&#231;&#227;o de bases de dados.<sup>27</sup> O potencial do SIARS para caracterizar, compreender e fundamentar interven&#231;&#245;es     sobre a prescri&#231;&#227;o m&#233;dica deve continuar a ser explorado e melhorado. A     necessidade de introdu&#231;&#227;o manual do n&#250;mero de DDD correspondente a cada dose e     nome comercial da subst&#226;ncia ativa, j&#225; que Portugal &#233; um dos pa&#237;ses da Europa     com elevada raz&#227;o n&#250;mero de nomes comerciais/n&#250;mero de subst&#226;ncias ativas     (11,67; m&#237;nimo europeu de 2,68), n&#227;o permitiu o estudo de mais f&#225;rmacos neste     estudo. Seria ideal reestruturar o SIARS de forma a possibilitar o acesso &#224;s     prescri&#231;&#245;es em n&#250;mero de DDD e n&#227;o s&#243; ao n&#250;mero de embalagens.</p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&#201; pertinente     continuar a trabalhar os dados existentes para expandir esta an&#225;lise &#224;s     restantes subst&#226;ncias ativas das classes mais prescritas, o que poder&#225;     fortalecer a discuss&#227;o da adequa&#231;&#227;o da prescri&#231;&#227;o e permitir uma interven&#231;&#227;o     junto dos prescritores. Por exemplo, &#233; considerado sinal de prescri&#231;&#227;o inadequada     o uso de muitas benzodiazepinas diferentes para justificar 90% do n&#250;mero de DDD     prescritas, doravante designada por DU 90%.<sup>16</sup> Neste estudo, esta     medida adaptada de modo grosseiro (baseada no n&#250;mero de comprimidos prescritos     e n&#227;o no n&#250;mero de DDD) permite concluir que s&#227;o necess&#225;rias oito     benzodiazepinas diferentes para justificar a prescri&#231;&#227;o de 90% dos comprimidos.     Esta diversidade de prescri&#231;&#227;o de benzodiazepinas para atingir a DU 90% &#233;     sobrepon&#237;vel &#224; do Canad&#225;, onde tamb&#233;m oito foram necess&#225;rias. J&#225; na Austr&#225;lia,     a DU 90% &#233; atingida com quatro benzodiazepinas, talvez devido ao reembolso de     somente cinco tipos de benzodiazepinas.<sup>25</sup> Noutros pa&#237;ses, como a     Inglaterra, onde se utilizam formul&#225;rios de prescri&#231;&#227;o, este par&#226;metro &#233; tamb&#233;m     mais baixo.</p>       <p>Concluindo,     este estudo utiliza uma metodologia que explora o potencial do SIARS como     ferramenta de reflex&#227;o acerca da prescri&#231;&#227;o m&#233;dica, agora acess&#237;vel &#224; maioria     dos m&#233;dicos de fam&#237;lia. A variabilidade encontrada intra e inter-unidades de     sa&#250;de de uma mesma &#225;rea geogr&#225;fica refor&#231;a a necessidade de adaptar o SIARS &#224;     unidade padronizada internacionalmente, o n&#250;mero de DDD, de forma a permitir     compara&#231;&#245;es consequentes e identificar eventuais necessidades de forma&#231;&#227;o.</p>       <p>O consumo de     benzodiazepinas em Portugal tem aumentado e mant&#233;m-se dos mais elevados a n&#237;vel     mundial, sendo provavelmente a sua prescri&#231;&#227;o excessiva e inapropriada.</p>       <p>&nbsp;</p>       <p><b>REFER&#202;NCIAS     BIBLIOGR&#193;FICAS</b></p>       <!-- ref --><p>1. Sim MG,     Khong E, Wain TD. The prescribing dilemma of benzodiazepines. Aust Fam     Physician. 2007;36(11):923-6.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000108&pid=S2182-5173201400060000500001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>2.     Linden&nbsp;M,&nbsp;Lecrubier&nbsp;Y,&nbsp;Bellantuono&nbsp;C, Benkert O,     Kisely S, Simon G. The prescribing of psychotropic drugs by primary care     physicians: an international collaborative study.&nbsp;J Clin Psychopharmacol.     1999;19(2):132-40.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000110&pid=S2182-5173201400060000500002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>3. Smith AJ,     Sketris I, Cooke C, Gardner D, Kisely S, Tett SE. A comparison of     antidepressant use in Nova Scotia, Canada and Australia. Pharmacoepidemiol Drug     Saf. 2008;17(7):697-706.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000112&pid=S2182-5173201400060000500003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>4. Smith A,     Sketris I, Cooke C, Gardner D, Kisely S, Tett S. A comparison of     benzodiazepines and related drug use in Nova Scotia, Canada and Australia. Can     J Psychiat. 2008;53(8):545-52.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000114&pid=S2182-5173201400060000500004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <p>5.     Kadu&#353;evi&#269;ius E, Miku&#269;ionyt&#279; E, Ma&#269;iulaitis R,     Milvidait&#279; I, Sveikata A. Trends in the consumption of antidepressant     drugs in Lithuania in 2002-2004. Medicina (Kaunas). 2006;42(12):1020-9.</p>       <!-- ref --><p>6. Jiron M,     Machado M, Ruiz I.&nbsp;Consumo de antidepresivos en Chile entre 1992 y 2004     (Consumption of antidepressants in Chile from 1992 to 2004). Rev Med Chile. 2008;136(9):1147-54.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000117&pid=S2182-5173201400060000500006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref -->     Spanish</p>       <!-- ref --><p>7. Sartorius     N, Baghai TC, Baldwin DS, Barrett B, Brand U, Fleischhacker W, et al.     Antidepressant medications and other treatments of depressive disorders: a CINP     Task Force report based on a review of evidence. Int J Neuropsychopharmacol.     2007;10 Suppl 1:S1-207.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000119&pid=S2182-5173201400060000500007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>8. Furtado     C, Teixeira I. Utiliza&#231;&#227;o de benzodiazepinas em Portugal continental     (1999-2003) (Benzodiazepine&#8217;s utilization in Continental Portugal (1999.2003)).     Acta Med Port. 2006;19(3):239-46.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000121&pid=S2182-5173201400060000500008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> Portuguese</p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>9.     International Narcotic Control Board. Report of the INCB for 2004. New York:     United Nations; 2004.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000123&pid=S2182-5173201400060000500009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>10. Ant&#243;nio     A, Rem&#237;sio E. Evolu&#231;&#227;o do consumo de benzodiazepinas em Portugal de 1995 a     2001. Lisboa: Observat&#243;rio do Medicamento e dos Produtos de Sa&#250;de, INFARMED;     2002.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000125&pid=S2182-5173201400060000500010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>11.     Ribeirinho M, Monteiro C, Oliveira R. Benzodiazepines&#8217;s utilization and     forecast in Portugal Mainland. Lisbon: INFARMED; 2009 (cited 2014 Dec 7).     Available from:     <a href="http://www.infarmed.pt/portal/page/portal/INFARMED/MONITORIZACAO_DO_MERCADO/OBSERVATORIO/INTRODUCAO_DE_FICHEIROS/ISPE_OMPS_BZDs.pdf" target="_blank">http://www.infarmed.pt/portal/page/portal/INFARMED/MONITORIZACAO_DO_MERCADO/OBSERVATORIO/INTRODUCAO_DE_FICHEIROS/ISPE_OMPS_BZDs.pdf</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000127&pid=S2182-5173201400060000500011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>12.     International Narcotic Control Board. Psychotropic substances: report for 2011.     New York: United Nations; 2012.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000128&pid=S2182-5173201400060000500012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>13. Vaz AF,     Pinto CG, Louren&#231;o A, Monteiro E, Barros H, Vale, MC, et al. Pol&#237;tica do     medicamento, dispositivos m&#233;dicos e avalia&#231;&#227;o de tecnologias em sa&#250;de: plano     nacional de sa&#250;de 2011-2016. Lisboa: Alto Comissariado da Sa&#250;de; 2010 (cited     2014 Dec 7). Available from: <a href="http://pns.dgs.pt/files/2010/11/PM1.pdf" target="_blank">http://pns.dgs.pt/files/2010/11/PM1.pdf</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000130&pid=S2182-5173201400060000500013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>14. Falc&#227;o     IM, Monsanto A, Nunes B, Marau J, Falc&#227;o JM. Prescri&#231;&#227;o de psicof&#225;rmacos em     medicina geral e familiar: um estudo na rede de m&#233;dicos-sentinela. Rev Port     Clin Geral. 2007;23(1):17-30.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000131&pid=S2182-5173201400060000500014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> Portuguese</p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>15. de Vries     CS, Tromp TF, Blijleven W, de Jong-van den Berg LT. Prescription data as a tool     in pharmacotherapy audit (I). Pharm World Sci. 1999;21(2):80-4.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000133&pid=S2182-5173201400060000500015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>16.     EURO-MED-STAT. The library of European Union pharmaceutical indicators:     expenditure and utilisation indicators. Brussels: EURO-MED-STAT; 2004 (cited     2014 Dec 7). Available from: <a href="http://ec.europa.eu/health/ph_projects/2001/monitoring/fp_monitoring_2001_frep_12_3_en.pdf" target="_blank">http://ec.europa.eu/health/ph_projects/2001/monitoring/fp_monitoring_2001_frep_12_3_en.pdf</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000135&pid=S2182-5173201400060000500016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>17.     EURO-MED-STAT. The library of European Union pharmaceutical indicators: price     indicators. Brussels: EURO-MED-STATS; 2004 (cited 2014 Dec 7). Available from:     <a href="http://ec.europa.eu/health/ph_projects/2001/monitoring/fp_monitoring_2001_frep_12_2_en.pdf" target="_blank">http://ec.europa.eu/health/ph_projects/2001/monitoring/fp_monitoring_2001_frep_12_2_en.pdf</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000136&pid=S2182-5173201400060000500017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>18. WHO     Collaborating Centre for Drug Statistics Methodology. Anatomical therapeutic     chemical (ATC) classification index including defined daily doses (DDD) for     plain substances. Geneva: WHO; 2004 (cited 2014 Dec 7). Available from:     <a href="http://www.whocc.no/atcddd/" target="_blank">http://www.whocc.no/atcddd/</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000137&pid=S2182-5173201400060000500018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>19. World     Health Organization. Programme on substance abuse: rational use of     benzodiazepines. Copenhagen: WHO; 1996.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000138&pid=S2182-5173201400060000500019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>20. Longo     LP, Johnson B. Addiction: part I. Benzodiazepines: side effects, abuse risk and     alternatives. Am Fam Physician. 2000;61(7):2121-8.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000140&pid=S2182-5173201400060000500020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>21. Longo     LP, Parran T, Johnson B, Kinsey W. Addiction: part II. Identification and     management of the drug-seeking patient. Am Fam Physician. 2000;61(8):2401-8.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000142&pid=S2182-5173201400060000500021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>22. Nelson     J, Chouinard G. Guidelines for the clinical use of benzodiazepines:     pharmacokinetics, dependency, rebound and withdrawal. Can J ClinPharmacol.     1999;6(2):69-83.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000144&pid=S2182-5173201400060000500022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>23. Orzella     L, Chini F, Giorgi Rossi P, Borgia P. Physician and patient characteristics     associated with prescriptions and cost of drugs in the Lazio region of Italy.     Health Policy. 2010;95(2-3):236-44.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000146&pid=S2182-5173201400060000500023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>24. Ubeda A,     Cardo E, Sell&#233;s N, Broseta R, Trillo JL, Fern&#225;ndez-Llim&#243;s F. Antidepressant     utilization in primary care in a Spanish region: impact of generic and     reference-based pricing policy (2000-2004). Soc Psychiatry Psychiatr Epidemiol.     2007;42(3):181-8.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000148&pid=S2182-5173201400060000500024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>25. Smith     AJ, Sketris I, Cooke C, Gardner D, Kisely S, Tett SE. A comparison of     benzodiazepine and related drug use in Nova Scotia and Australia. Can J Psychiatry.     2008;53(8):545-52.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000150&pid=S2182-5173201400060000500025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>26. Divac N,     Tosevski DL, Babic D, Djuric D, Prostran M, Samardzic R. Trends in consumption     of psychiatric drugs in Serbia and Montenegro 2000-2004.     Pharmacoepidemiol Drug Saf. 2006;15(11):835-8.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000152&pid=S2182-5173201400060000500026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>27. Furu K,     Wettermark B, Andersen M, Martikainen JE, Almarsdottir AB, S&#246;rensen HT. The     Nordic Countries as a cohort for pharmacoepidemiological research. Basic Clin     Pharmacol Toxicol. 2010;106(2):86-94.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000154&pid=S2182-5173201400060000500027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <p>&nbsp;</p>     <p><a href="#topc0">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a> | <a href="#topc0">Direcci&oacute;n para correspondencia</a> | <a href="#topc0">Correspondence</a><a name="c0"></a></p>        <p><a href="mailto:yonahyaphe@hotmail.com">yonahyaphe@hotmail.com</a></p>       <p>&nbsp;</p>       <p><b>Agradecimentos</b></p>       <p>Ao Patr&#237;cio     Costa e Pedro Teixeira pelo seu apoio estat&#237;stico. </p>       <p><b>Conflito   de interesses</b></p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Inexistentes.     John Yaphe &#233; membro do corpo editorial da RPMGF, mas n&#227;o participou em qualquer     decis&#227;o editorial sobre este artigo.</p>       <p>&nbsp;</p>       <p><b>Recebido em 05-04-2014</b></p>       <p><b>Aceite para publica&#231;&#227;o em 02-10-2014</b></p>      ]]></body><back>
<ref-list>
<ref id="B1">
<label>1</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Sim]]></surname>
<given-names><![CDATA[MG]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Khong]]></surname>
<given-names><![CDATA[E]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Wain]]></surname>
<given-names><![CDATA[TD]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[The prescribing dilemma of benzodiazepines]]></article-title>
<source><![CDATA[Aust Fam Physician]]></source>
<year>2007</year>
<volume>36</volume>
<numero>11</numero>
<issue>11</issue>
<page-range>923-6</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B2">
<label>2</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Linden]]></surname>
<given-names><![CDATA[M]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Lecrubier]]></surname>
<given-names><![CDATA[Y]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Bellantuono]]></surname>
<given-names><![CDATA[C]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Benkert]]></surname>
<given-names><![CDATA[O]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Kisely]]></surname>
<given-names><![CDATA[S]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Simon]]></surname>
<given-names><![CDATA[G]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[The prescribing of psychotropic drugs by primary care physicians: an international collaborative study]]></article-title>
<source><![CDATA[J Clin Psychopharmacol]]></source>
<year>1999</year>
<volume>19</volume>
<numero>2</numero>
<issue>2</issue>
<page-range>132-40</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B3">
<label>3</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Smith]]></surname>
<given-names><![CDATA[AJ]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Sketris]]></surname>
<given-names><![CDATA[I]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Cooke]]></surname>
<given-names><![CDATA[C]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Gardner]]></surname>
<given-names><![CDATA[D]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Kisely]]></surname>
<given-names><![CDATA[S]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Tett]]></surname>
<given-names><![CDATA[SE]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[A comparison of antidepressant use in Nova Scotia, Canada and Australia]]></article-title>
<source><![CDATA[Pharmacoepidemiol Drug Saf]]></source>
<year>2008</year>
<volume>17</volume>
<numero>7</numero>
<issue>7</issue>
<page-range>697-706</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B4">
<label>4</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Smith]]></surname>
<given-names><![CDATA[A]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Sketris]]></surname>
<given-names><![CDATA[I]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Cooke]]></surname>
<given-names><![CDATA[C]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Gardner]]></surname>
<given-names><![CDATA[D]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Kisely]]></surname>
<given-names><![CDATA[S]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Tett]]></surname>
<given-names><![CDATA[S]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[A comparison of benzodiazepines and related drug use in Nova Scotia, Canada and Australia]]></article-title>
<source><![CDATA[Can J Psychiat]]></source>
<year>2008</year>
<volume>53</volume>
<numero>8</numero>
<issue>8</issue>
<page-range>545-52</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B5">
<label>5</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Kaduševicius]]></surname>
<given-names><![CDATA[E]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Mikucionyte]]></surname>
<given-names><![CDATA[E]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Maciulaitis]]></surname>
<given-names><![CDATA[R]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Milvidaite]]></surname>
<given-names><![CDATA[I]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Sveikata]]></surname>
<given-names><![CDATA[A]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Trends in the consumption of antidepressant drugs in Lithuania in 2002-2004]]></article-title>
<source><![CDATA[Medicina (Kaunas)]]></source>
<year>2006</year>
<volume>42</volume>
<numero>12</numero>
<issue>12</issue>
<page-range>1020-9</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B6">
<label>6</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Jiron]]></surname>
<given-names><![CDATA[M]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Machado]]></surname>
<given-names><![CDATA[M]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Ruiz]]></surname>
<given-names><![CDATA[I]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="es"><![CDATA[Consumo de antidepresivos en Chile entre 1992 y 2004]]></article-title>
<source><![CDATA[Rev Med Chile]]></source>
<year>2008</year>
<volume>136</volume>
<numero>9</numero>
<issue>9</issue>
<page-range>1147-54</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B7">
<label>7</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Sartorius]]></surname>
<given-names><![CDATA[N]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Baghai]]></surname>
<given-names><![CDATA[TC]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Baldwin]]></surname>
<given-names><![CDATA[DS]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Barrett]]></surname>
<given-names><![CDATA[B]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Brand]]></surname>
<given-names><![CDATA[U]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Fleischhacker]]></surname>
<given-names><![CDATA[W]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Antidepressant medications and other treatments of depressive disorders: a CINP Task Force report based on a review of evidence]]></article-title>
<source><![CDATA[Int J Neuropsychopharmacol]]></source>
<year>2007</year>
<volume>10</volume>
<numero>^s1</numero>
<issue>^s1</issue>
<supplement>1</supplement>
<page-range>S1-207</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B8">
<label>8</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Furtado]]></surname>
<given-names><![CDATA[C]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Teixeira]]></surname>
<given-names><![CDATA[I]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Utilização de benzodiazepinas em Portugal continental (1999-2003)]]></article-title>
<source><![CDATA[Acta Med Port]]></source>
<year>2006</year>
<volume>19</volume>
<numero>3</numero>
<issue>3</issue>
<page-range>239-46</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B9">
<label>9</label><nlm-citation citation-type="book">
<collab>International Narcotic Control Board</collab>
<source><![CDATA[Report of the INCB for 2004]]></source>
<year>2004</year>
<publisher-loc><![CDATA[New York ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[United Nations]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B10">
<label>10</label><nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[António]]></surname>
<given-names><![CDATA[A]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Remísio]]></surname>
<given-names><![CDATA[E]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Evolução do consumo de benzodiazepinas em Portugal de 1995 a 2001]]></source>
<year>2002</year>
<publisher-loc><![CDATA[Lisboa ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Observatório do Medicamento e dos Produtos de Saúde, INFARMED]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B11">
<label>11</label><nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Ribeirinho]]></surname>
<given-names><![CDATA[M]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Monteiro]]></surname>
<given-names><![CDATA[C]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Oliveira]]></surname>
<given-names><![CDATA[R]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Benzodiazepines’s utilization and forecast in Portugal Mainland]]></source>
<year>2009</year>
<publisher-loc><![CDATA[Lisbon ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[INFARMED]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B12">
<label>12</label><nlm-citation citation-type="book">
<collab>International Narcotic Control Board</collab>
<source><![CDATA[Psychotropic substances: report for 2011]]></source>
<year>2012</year>
<publisher-loc><![CDATA[New York ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[United Nations]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B13">
<label>13</label><nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Vaz]]></surname>
<given-names><![CDATA[AF]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Pinto]]></surname>
<given-names><![CDATA[CG]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Lourenço]]></surname>
<given-names><![CDATA[A]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Monteiro]]></surname>
<given-names><![CDATA[E]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Barros]]></surname>
<given-names><![CDATA[H]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Vale]]></surname>
<given-names><![CDATA[MC]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Política do medicamento, dispositivos médicos e avaliação de tecnologias em saúde: plano nacional de saúde 2011-2016]]></source>
<year>2010</year>
<publisher-loc><![CDATA[Lisboa ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Alto Comissariado da Saúde]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B14">
<label>14</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Falcão]]></surname>
<given-names><![CDATA[IM]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Monsanto]]></surname>
<given-names><![CDATA[A]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Nunes]]></surname>
<given-names><![CDATA[B]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Marau]]></surname>
<given-names><![CDATA[J]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Falcão]]></surname>
<given-names><![CDATA[JM]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Prescrição de psicofármacos em medicina geral e familiar: um estudo na rede de médicos-sentinela]]></article-title>
<source><![CDATA[Rev Port Clin Geral]]></source>
<year>2007</year>
<volume>23</volume>
<numero>1</numero>
<issue>1</issue>
<page-range>17-30</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B15">
<label>15</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[de Vries]]></surname>
<given-names><![CDATA[CS]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Tromp]]></surname>
<given-names><![CDATA[TF]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Blijleven]]></surname>
<given-names><![CDATA[W]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[de Jong-van den Berg]]></surname>
<given-names><![CDATA[LT]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Prescription data as a tool in pharmacotherapy audit (I)]]></article-title>
<source><![CDATA[Pharm World Sci]]></source>
<year>1999</year>
<volume>21</volume>
<numero>2</numero>
<issue>2</issue>
<page-range>80-4</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B16">
<label>16</label><nlm-citation citation-type="book">
<collab>EURO-MED-STAT</collab>
<source><![CDATA[The library of European Union pharmaceutical indicators: expenditure and utilisation indicators]]></source>
<year>2004</year>
<publisher-loc><![CDATA[Brussels ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[EURO-MED-STAT]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B17">
<label>17</label><nlm-citation citation-type="book">
<collab>EURO-MED-STAT</collab>
<source><![CDATA[The library of European Union pharmaceutical indicators: price indicators]]></source>
<year>2004</year>
<publisher-loc><![CDATA[Brussels ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[EURO-MED-STATS]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B18">
<label>18</label><nlm-citation citation-type="book">
<collab>WHO^dCollaborating Centre for Drug Statistics Methodology</collab>
<source><![CDATA[Anatomical therapeutic chemical (ATC) classification index including defined daily doses (DDD) for plain substances]]></source>
<year>2004</year>
<publisher-loc><![CDATA[Geneva ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[WHO]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B19">
<label>19</label><nlm-citation citation-type="book">
<collab>World Health Organization</collab>
<source><![CDATA[Programme on substance abuse: rational use of benzodiazepines]]></source>
<year>1996</year>
<publisher-loc><![CDATA[Copenhagen ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[WHO]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B20">
<label>20</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Longo]]></surname>
<given-names><![CDATA[LP]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Johnson]]></surname>
<given-names><![CDATA[B]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Addiction: part I. Benzodiazepines: side effects, abuse risk and alternatives]]></article-title>
<source><![CDATA[Am Fam Physician]]></source>
<year>2000</year>
<volume>61</volume>
<numero>7</numero>
<issue>7</issue>
<page-range>2121-8</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B21">
<label>21</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Longo]]></surname>
<given-names><![CDATA[LP]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Parran]]></surname>
<given-names><![CDATA[T]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Johnson]]></surname>
<given-names><![CDATA[B]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Kinsey]]></surname>
<given-names><![CDATA[W]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Addiction: part II. Identification and management of the drug-seeking patient]]></article-title>
<source><![CDATA[Am Fam Physician]]></source>
<year>2000</year>
<volume>61</volume>
<numero>8</numero>
<issue>8</issue>
<page-range>2401-8</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B22">
<label>22</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Nelson]]></surname>
<given-names><![CDATA[J]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Chouinard]]></surname>
<given-names><![CDATA[G]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Guidelines for the clinical use of benzodiazepines: pharmacokinetics, dependency, rebound and withdrawal]]></article-title>
<source><![CDATA[Can J ClinPharmacol]]></source>
<year>1999</year>
<volume>6</volume>
<numero>2</numero>
<issue>2</issue>
<page-range>69-83</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B23">
<label>23</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Orzella]]></surname>
<given-names><![CDATA[L]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Chini]]></surname>
<given-names><![CDATA[F]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Giorgi Rossi]]></surname>
<given-names><![CDATA[P]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Borgia]]></surname>
<given-names><![CDATA[P]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Physician and patient characteristics associated with prescriptions and cost of drugs in the Lazio region of Italy]]></article-title>
<source><![CDATA[Health Policy]]></source>
<year>2010</year>
<volume>95</volume>
<numero>2-3</numero>
<issue>2-3</issue>
<page-range>236-44</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B24">
<label>24</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Ubeda]]></surname>
<given-names><![CDATA[A]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Cardo]]></surname>
<given-names><![CDATA[E]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Sellés]]></surname>
<given-names><![CDATA[N]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Broseta]]></surname>
<given-names><![CDATA[R]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Trillo]]></surname>
<given-names><![CDATA[JL]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Fernández-Llimós]]></surname>
<given-names><![CDATA[F]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Antidepressant utilization in primary care in a Spanish region: impact of generic and reference-based pricing policy (2000-2004)]]></article-title>
<source><![CDATA[Soc Psychiatry Psychiatr Epidemiol]]></source>
<year>2007</year>
<volume>42</volume>
<numero>3</numero>
<issue>3</issue>
<page-range>181-8</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B25">
<label>25</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Smith]]></surname>
<given-names><![CDATA[AJ]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Sketris]]></surname>
<given-names><![CDATA[I]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Cooke]]></surname>
<given-names><![CDATA[C]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Gardner]]></surname>
<given-names><![CDATA[D]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Kisely]]></surname>
<given-names><![CDATA[S]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Tett]]></surname>
<given-names><![CDATA[SE]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[A comparison of benzodiazepine and related drug use in Nova Scotia and Australia]]></article-title>
<source><![CDATA[Can J Psychiatry]]></source>
<year>2008</year>
<volume>53</volume>
<numero>8</numero>
<issue>8</issue>
<page-range>545-52</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B26">
<label>26</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Divac]]></surname>
<given-names><![CDATA[N]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Tosevski]]></surname>
<given-names><![CDATA[DL]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Babic]]></surname>
<given-names><![CDATA[D]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Djuric]]></surname>
<given-names><![CDATA[D]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Prostran]]></surname>
<given-names><![CDATA[M]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Samardzic]]></surname>
<given-names><![CDATA[R]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Trends in consumption of psychiatric drugs in Serbia and Montenegro 2000-2004]]></article-title>
<source><![CDATA[Pharmacoepidemiol Drug Saf]]></source>
<year>2006</year>
<volume>15</volume>
<numero>11</numero>
<issue>11</issue>
<page-range>835-8</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B27">
<label>27</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Furu]]></surname>
<given-names><![CDATA[K]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Wettermark]]></surname>
<given-names><![CDATA[B]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Andersen]]></surname>
<given-names><![CDATA[M]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Martikainen]]></surname>
<given-names><![CDATA[JE]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Almarsdottir]]></surname>
<given-names><![CDATA[AB]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Sörensen]]></surname>
<given-names><![CDATA[HT]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[The Nordic Countries as a cohort for pharmacoepidemiological research]]></article-title>
<source><![CDATA[Basic Clin Pharmacol Toxicol]]></source>
<year>2010</year>
<volume>106</volume>
<numero>2</numero>
<issue>2</issue>
<page-range>86-94</page-range></nlm-citation>
</ref>
</ref-list>
</back>
</article>
