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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Papel da glucosamina no alívio dos sintomas da osteoartrose: revisão baseada na evidência]]></article-title>
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<self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S2182-51732014000600006&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_abstract&amp;pid=S2182-51732014000600006&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_pdf&amp;pid=S2182-51732014000600006&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><abstract abstract-type="short" xml:lang="pt"><p><![CDATA[Objetivo: A osteoartrose (OA) é a principal causa de dor e incapacidade física em idosos. A glucosamina tem atraído grande interesse como fármaco específico na OA, quer para o alívio da dor quer para a melhoria da função articular, parecendo ser segura. Contudo, muitos estudos têm demonstrado diferentes níveis de eficácia, pelo que o seu uso permanece controverso. Assim, o objetivo deste trabalho foi rever a evidência disponível sobre a eficácia e segurança da glucosamina no alívio dos sintomas da OA. Fontes de dados: Cochrane Library, PubMed, National Guideline Clearinghouse, DARE, TRIP Database, Bandolier, Index Revistas Médicas Portuguesas. Métodos de revisão: Pesquisa de meta-análises (MA), revisões sistemáticas, ensaios clínicos aleatorizados e controlados (ECAC) e normas de orientação clínica (NOC), publicados entre 01/2009 e 12/2012, utilizando os termos MeSH osteoarthritis e glucosamine e correspondentes DeCS. Para atribuição dos níveis de evidência e forças de recomendação foi usada a escala Strenght of Recommendation Taxonomy (SORT), da American Family Physician. Resultados: Obtiveram-se 200 artigos, dos quais quatro cumpriam os critérios de inclusão: duas MA, um ECAC e uma NOC, perfazendo um total de 9.428 indivíduos estudados. Os três artigos demonstraram que o uso da glucosamina tem algum benefício no alívio da dor e na melhoria da função articular, mas que este benefício não é clinica nem estatisticamente significativo comparativamente ao placebo. Contudo, a glucosamina mostrou-se tão segura quanto o placebo. A NOC não recomenda o uso da glucosamina na OA. Conclusão: A evidência atual disponível indica que o benefício da glucosamina não é clinicamente significativo no alívio dos sintomas da OA, nomeadamente no alívio da dor e na melhoria da função articular (SOR A). Contudo, o seu uso é seguro (SOR A). Assim, a realização de estudos futuros que avaliem o custo/benefício da glucosamina no alívio dos sintomas constituirá uma mais-valia para encorajar ou desencorajar o seu uso, principalmente quando esta terapêutica é comparticipada pelo Serviço Nacional de Saúde.]]></p></abstract>
<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Objective: Osteoarthritis (OA) is a major cause of pain and disability in the elderly. Glucosamine has attracted interest as a drug for pain relief or improvement of joint function in OA. It appears to be safe. However, many studies have shown different levels of effectiveness, so its use remains controversial. The aim of this study was to review the evidence on the efficacy and safety of glucosamine in the relief of symptoms of OA. Data Sources: Cochrane Library, PubMed, National Guideline Clearinghouse, DARE, TRIP Database, Bandolier, Index of Portuguese Medical Journals. Methods: Meta-analyses (MA), systematic reviews, randomized controlled trials (RCT) and clinical guidelines (CG) published between 01/2009 and 12/2012 were selected, using the MeSH terms osteoarthritis and glucosamine and corresponding DeCS (Portuguese search terms). We used the Strength of Recommendation Taxonomy (SORT) scale of American Family Physician to assign levels of evidence and strength of recommendations. Results: From the 200 articles obtained, four met the inclusion criteria, including two MA, one RCT and one CG, representing 9428 patients studied. Three articles showed that use of glucosamine had some benefit in relieving pain and improving joint function, but this benefit is not statistically or clinically significant compared to placebo. Glucosamine was found to be as safe as placebo. The CG does not recommend the use of glucosamine in OA. Conclusion: The current available evidence suggests that benefits of glucosamine are not clinically significant in the relief of symptoms of OA, particularly in relieving pain and improving joint function (SOR A). However, it is safe (SOR A). Future studies evaluating the cost/benefit ratio of glucosamine for symptom relief may encourage or discourage its use, particularly with co-payment for treatment by the National Health Service.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Osteoartrose]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><b>REVIS&#213;ES</b></p>      <p><font size="4"><b>Papel da glucosamina no al&#237;vio dos sintomas     da osteoartrose: revis&#227;o baseada na evid&#234;ncia</b></font></p>       <p><font size="3"><b>Glucosamine   for relief of symptoms of osteoarthritis: an evidence-based review</b></font></p>       <p><b>Liliana Ferreira,<sup>1,2</sup> Eva Gomes<sup>2,3</sup></b></p>       <p><sup>1</sup>Unidade     de Sa&#250;de Familiar Novo Sentido - ACES Grande Porto VI - Porto     Oriental.</p>       <p><sup>2</sup>M&#233;dica     interna de Medicina Geral e Familiar.</p>       <p><sup>3</sup>Unidade     de Sa&#250;de Familiar Nova Via - ACES Grande Porto VIII - Espinho/Gaia.</p>         <p><a href="#c0">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a> | <a href="#c0">Direcci&oacute;n para correspondencia</a> | <a href="#c0">Correspondence</a><a name="topc0"></a></p> <hr/>     <p>&nbsp;</p>        <p><b>RESUMO</b></p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Objetivo:</b> A osteoartrose (OA) &#233; a     principal causa de dor e incapacidade f&#237;sica em idosos. A glucosamina tem     atra&#237;do grande interesse como f&#225;rmaco espec&#237;fico na OA, quer para o al&#237;vio da     dor quer para a melhoria da fun&#231;&#227;o articular, parecendo ser segura. Contudo,     muitos estudos t&#234;m demonstrado diferentes n&#237;veis de efic&#225;cia, pelo que o seu     uso permanece controverso. Assim, o objetivo deste trabalho foi rever a evid&#234;ncia     dispon&#237;vel sobre a efic&#225;cia e seguran&#231;a da glucosamina no al&#237;vio dos sintomas     da OA.</p>       <p><b>Fontes de dados: </b><i>Cochrane Library, PubMed, National Guideline Clearinghouse, DARE, TRIP     Database, Bandolier,</i> Index Revistas M&#233;dicas Portuguesas.</p>       <p><b>M&#233;todos de revis&#227;o:</b> Pesquisa de     meta-an&#225;lises (MA), revis&#245;es sistem&#225;ticas, ensaios cl&#237;nicos aleatorizados e     controlados (ECAC) e normas de orienta&#231;&#227;o cl&#237;nica (NOC), publicados entre     01/2009 e 12/2012, utilizando os termos MeSH <i>osteoarthritis</i> e <i>glucosamine</i> e correspondentes DeCS. Para atribui&#231;&#227;o dos n&#237;veis de evid&#234;ncia e for&#231;as de     recomenda&#231;&#227;o foi usada a escala <i>Strenght     of Recommendation Taxonomy</i> (SORT), da <i>American     Family Physician.</i></p>       <p><b>Resultados:</b> Obtiveram-se 200 artigos,     dos quais quatro cumpriam os crit&#233;rios de inclus&#227;o: duas MA, um ECAC e uma NOC,     perfazendo um total de 9.428 indiv&#237;duos estudados. Os tr&#234;s artigos demonstraram     que o uso da glucosamina tem algum benef&#237;cio no al&#237;vio da dor e na melhoria da     fun&#231;&#227;o articular, mas que este benef&#237;cio n&#227;o &#233; clinica nem estatisticamente significativo     comparativamente ao placebo. Contudo, a glucosamina mostrou-se t&#227;o segura     quanto o placebo. A NOC n&#227;o recomenda o uso da glucosamina na OA.</p>       <p><b>Conclus&#227;o:</b> A evid&#234;ncia atual dispon&#237;vel     indica que o benef&#237;cio da glucosamina n&#227;o &#233; clinicamente significativo no     al&#237;vio dos sintomas da OA, nomeadamente no al&#237;vio da dor e na melhoria da     fun&#231;&#227;o articular (SOR A). Contudo, o seu uso &#233; seguro (SOR A). Assim, a     realiza&#231;&#227;o de estudos futuros que avaliem o custo/benef&#237;cio da glucosamina no     al&#237;vio dos sintomas constituir&#225; uma mais-valia para encorajar ou desencorajar o     seu uso, principalmente quando esta terap&#234;utica &#233; comparticipada pelo Servi&#231;o     Nacional de Sa&#250;de.</p>       <p><b>Palavras-chave:</b> Glucosamina;     Osteoartrose; Artralgia.</p>     <hr/>     <p>&nbsp;</p>       <p><b>ABSTRACT</b></p>       <p><b>Objective:</b> Osteoarthritis (OA) is a     major cause of pain and disability in the elderly. Glucosamine has attracted     interest as a drug for pain relief or improvement of joint function in OA. It     appears to be safe. However, many studies have shown different levels of     effectiveness, so its use remains controversial. The aim of this study was to     review the evidence on the efficacy and safety of glucosamine in the relief of   symptoms of OA.</p>       <p><b>Data Sources:</b> Cochrane Library, PubMed,     National Guideline Clearinghouse, DARE, TRIP Database, Bandolier, Index of     Portuguese Medical Journals.</p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Methods:</b> Meta-analyses (MA), systematic     reviews, randomized controlled trials (RCT) and clinical guidelines (CG)     published between 01/2009 and 12/2012 were selected, using the MeSH terms     osteoarthritis and glucosamine and corresponding DeCS (Portuguese search     terms). We used the Strength of Recommendation Taxonomy (SORT) scale of     American Family Physician to assign levels of evidence and strength of     recommendations.</p>       <p><b>Results:</b> From the 200 articles     obtained, four met the inclusion criteria, including two MA, one RCT and one     CG, representing 9428 patients studied. Three articles showed that use of     glucosamine had some benefit in relieving pain and improving joint function,     but this benefit is not statistically or clinically significant compared to     placebo. Glucosamine was found to be as safe as placebo. The CG does not     recommend the use of glucosamine in OA.</p>       <p><b>Conclusion:</b> The current available     evidence suggests that benefits of glucosamine are not clinically significant     in the relief of symptoms of OA, particularly in relieving pain and improving     joint function (SOR A). However, it is safe (SOR A). Future studies evaluating     the cost/benefit ratio of glucosamine for symptom relief may encourage or     discourage its use, particularly with co-payment for treatment by the National     Health Service.</p>       <p><b>Keywords:</b> Glucosamine; Osteoarthritis;     Arthralgia.</p>     <hr/>     <p>&nbsp;</p>       <p><b>Introdu&#231;&#227;o</b></p>       <p>A     osteoartrose (OA) &#233; uma doen&#231;a articular degenerativa progressiva, com sinais     inflamat&#243;rios m&#237;nimos e cujas manifesta&#231;&#245;es cl&#237;nicas incluem anomalias     estruturais e um conjunto de sintomas caracterizados por dor e limita&#231;&#227;o     funcional, com consequente redu&#231;&#227;o da qualidade de vida.<sup>1</sup></p>       <p>Os fatores     de risco para o seu desenvolvimento incluem a idade, sexo feminino, obesidade,     sobrecarga articular excessiva, trauma, les&#245;es periarticulares e alguns riscos     ocupacionais.<sup>2-3</sup> Alguns autores consideram ainda a presen&#231;a de     componentes gen&#233;ticos.<sup>3</sup></p>       <p>A     Organiza&#231;&#227;o Mundial de Sa&#250;de descreve a OA como a quarta principal causa de     incapacidade nas mulheres e a oitava entre os homens,<sup>3</sup> constituindo     a principal causa de dor e incapacidade f&#237;sica em idosos.<sup>4-5</sup></p>       <p>A sua     preval&#234;ncia aumenta com a idade, de aproximadamente 7,0% nos indiv&#237;duos entre     os 65 e os 70 anos a 11,2% entre aqueles com idade igual ou superior a 80 anos.<sup>6-7</sup></p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Existem     v&#225;rios instrumentos capazes de medir diferentes dimens&#245;es do estado de sa&#250;de     dos indiv&#237;duos com OA. Entre estes, h&#225; dois amplamente utilizados: o <i>Western Ontario and McMaster Universities     Osteoarthritis Index</i> (WOMAC)<sup>8-9</sup> e o &#237;ndice de Lequesne.<sup>10</sup> Ambos avaliam sintomas e incapacidade f&#237;sica.<sup>11</sup></p>       <p>No que     respeita ao tratamento, a OA &#233; um problema de sa&#250;de p&#250;blica para o qual h&#225;     poucas terap&#234;uticas eficazes.<sup>12</sup> O al&#237;vio da dor &#233;, de facto,     dominado pelo uso de analg&#233;sicos, anti-inflamat&#243;rios n&#227;o ester&#243;ides (AINE),     inibidores seletivos da cicloxigenase-2 (COX-2) e administra&#231;&#245;es     intra-articulares de &#225;cido hialur&#243;nico ou corticoster&#243;ides. No entanto, existem     dados consider&#225;veis relativos ao benef&#237;cio reduzido destas terap&#234;uticas, com     efeitos secund&#225;rios n&#227;o desprez&#237;veis de alguns deles,<sup>13-16</sup> pelo que     n&#227;o &#233; surpreendente a procura de abordagens alternativas para o controlo dos     sintomas da AO.<sup>17-21</sup></p>       <p>A     glucosamina tem atra&#237;do um grande interesse como um f&#225;rmaco espec&#237;fico para a     AO,<sup>22</sup> parecendo ser segura.<sup>23</sup> N&#227;o obstante, muitos     estudos t&#234;m demonstrado v&#225;rios n&#237;veis de efic&#225;cia do uso da glucosamina em     doentes com AO.<sup>24</sup></p>       <p>Com base em     dados publicados, em 2003, a <i>European     League Against Rheumatism</i> (EULAR)<sup>3,25</sup> e, em 2007, a <i>Osteoarthritis Research Society     International</i> (OARSI),<sup>26-27</sup> passaram a recomendar o uso de     sulfato de glucosamina como terap&#234;utica da OA da anca e do joelho, embora esta     &#250;ltima desaconselhasse a continuidade do mesmo quando ap&#243;s 6 meses de     tratamento n&#227;o se evidenciasse uma melhoria da sintomatologia.<sup>24</sup></p>       <p>No entanto,     mais recentemente observou-se uma altera&#231;&#227;o na evid&#234;ncia relatada pela OARSI,     ap&#243;s uma pesquisa cumulativa sistem&#225;tica realizada at&#233; janeiro de 2009.<sup>28</sup> Esta meta-an&#225;lise relata uma progressiva diminui&#231;&#227;o da efic&#225;cia da glucosamina,     nomeadamente no controlo da dor, quando a evid&#234;ncia dos estudos controlados     aleatorizados era cronologicamente avaliada, revelando a heterogeneidade de     resultados e a presen&#231;a do vi&#233;s de publica&#231;&#227;o,<sup>24</sup> o que veio alterar     a recomenda&#231;&#227;o da OARSI, que passou a preconizar que o uso da glucosamina no     al&#237;vio dos sintomas da OA deva ser ponderado caso a caso pelo m&#233;dico, tendo em     conta a evid&#234;ncia limitada da sua efic&#225;cia.<sup>28</sup></p>       <p>Com efeito,     o uso de glucosamina na abordagem terap&#234;utica da OA permanece controverso e o     seu mecanismo de a&#231;&#227;o espec&#237;fico no controlo da dor e na melhoria da fun&#231;&#227;o     articular permanecem incertos.<sup>24</sup></p>       <p>Assim, o     objetivo deste trabalho foi rever a evid&#234;ncia dispon&#237;vel sobre o uso da     glucosamina em doentes com OA, no que respeita &#224; efic&#225;cia no al&#237;vio da dor e     melhoria da fun&#231;&#227;o articular, bem como &#224; seguran&#231;a relativamente aos efeitos     secund&#225;rios, quando comparada com o placebo.</p>       <p><b>M&#233;todos</b></p>       <p>Foi     realizada uma pesquisa bibliogr&#225;fica em janeiro de 2013, em duplicado pelas     duas autoras (com uma taxa de concord&#226;ncia de 100%), utilizando os termos MeSH <i>osteoarthritis</i> e <i>glucosamine.</i> Pesquisaram-se meta-an&#225;lises (MA), revis&#245;es     sistem&#225;ticas, ensaios cl&#237;nicos aleatorizados e controlados (ECAC) e normas de     orienta&#231;&#227;o cl&#237;nica (NOC) nas bases de dados da Cochrane Library, PubMed,     National Guideline Clearinghouse, DARE, TRIP Database, Bandolier, Index     Revistas M&#233;dicas Portuguesas, publicadas entre janeiro de 2009 e dezembro de     2012, em ingl&#234;s e portugu&#234;s (l&#237;nguas dominadas pelas autoras). Procedeu-se &#224;     an&#225;lise de refer&#234;ncias cruzadas dos artigos. Para a atribui&#231;&#227;o dos n&#237;veis de     evid&#234;ncia e for&#231;as de recomenda&#231;&#227;o foi usada a escala <i>Strenght of Recommendation Taxonomy</i> (SORT), da <i>American Family Physician.</i><sup>29</sup></p>       <p>A popula&#231;&#227;o     em estudo incluiu todos os adultos com idade igual ou superior a 18 anos com     diagn&#243;stico de OA prim&#225;ria ou secund&#225;ria em qualquer articula&#231;&#227;o, incluindo o     esqueleto axial e perif&#233;rico. Foi exclu&#237;da a popula&#231;&#227;o em idade pedi&#225;trica     devido &#224; incid&#234;ncia muito baixa desta patologia neste grupo et&#225;rio. A     interven&#231;&#227;o avaliada consistiu no uso de glucosamina em compara&#231;&#227;o com o     placebo. Como <i>outcomes</i>/resultados de     efic&#225;cia definiram-se o al&#237;vio da dor e a melhoria da fun&#231;&#227;o articular; como <i>outcome</i>/resultado de seguran&#231;a     definiu-se a incid&#234;ncia de efeitos adversos. </p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Resultados</b></p>       <p>Foram     encontrados 200 artigos, dos quais quatro cumpriam os crit&#233;rios de inclus&#227;o:     duas MA, um ECAC e uma NOC, perfazendo um total de 9.428 indiv&#237;duos estudados.     Os restantes artigos foram exclu&#237;dos por n&#227;o cumprirem os crit&#233;rios de     inclus&#227;o, por divergirem do objetivo do trabalho ou por serem artigos repetidos     ou estarem inclu&#237;dos nas MA.</p>       <p>A descri&#231;&#227;o     dos artigos inclu&#237;dos encontra-se resumida no <a href="#q1">Quadro I</a>.</p>       <p>&nbsp;</p>    <p align="center"><a name="q1"></a><img src="/img/revistas/rpmgf/v30n6/30n6a06q1.jpg"/></p>    
<p>&nbsp;</p>       <p>A MA de <i>Wandel et al,</i><sup>30</sup> publicada em     2010 (NE 1), teve como objetivo principal determinar a efic&#225;cia do uso da     glucosamina e da condroitina, isoladamente ou em associa&#231;&#227;o, no al&#237;vio da dor     na OA da anca ou do joelho. Os autores avaliaram 10 ECAC, todos com amostras     superiores a 200 doentes com OA da anca ou do joelho, perfazendo um total de     3.803 doentes. Contudo, apenas 6 destes ECAC compararam a glucosamina com o     placebo, perfazendo 1.309 doentes; houve ainda um bra&#231;o de um s&#233;timo estudo que     tamb&#233;m fez esta mesma compara&#231;&#227;o, totalizando, assim, 7 estudos, perfazendo uma     amostra total de 1.939 doentes. A intensidade da dor constituiu o <i>outcome</i> prim&#225;rio. Os autores conclu&#237;ram     que, comparativamente ao placebo, a glucosamina n&#227;o tem efic&#225;cia clinicamente     relevante no al&#237;vio da dor, embora em alguns estudos a diminui&#231;&#227;o da     intensidade da dor se tenha mostrado estatisticamente significativa. Os autores     salientam ainda que os ensaios cl&#237;nicos independentes das ind&#250;strias     farmac&#234;uticas demonstraram menor efic&#225;cia que os financiados por estas &#250;ltimas.     N&#227;o obstante a aus&#234;ncia de efic&#225;cia clinicamente relevante, atendendo &#224;     seguran&#231;a que estes suplementos t&#234;m vindo a mostrar, os autores afirmam n&#227;o     haver contraindica&#231;&#227;o &#224; sua utiliza&#231;&#227;o pelos doentes enquanto estes os     considerarem ben&#233;ficos e o seu custo seja suportado pelos pr&#243;prios. Contudo,     ressalvam que estes n&#227;o dever&#227;o ser financiados pelos sistemas de sa&#250;de, uma     vez que n&#227;o existe evid&#234;ncia cient&#237;fica que encoraje o seu uso e que novas     prescri&#231;&#245;es destes suplementos a doentes que n&#227;o receberam tratamento pr&#233;vio     devem ser desencorajadas.</p>       <p>A mais     recente MA da Cochrane, de <i>Towheed et al,</i><sup>31</sup> publicada em 2009 (NE 2), teve como principal objetivo avaliar a efic&#225;cia,     sintom&#225;tica e estrutural, e a seguran&#231;a da glucosamina no tratamento     farmacol&#243;gico da OA. Esta revis&#227;o incluiu 25 estudos, perfazendo um total de     4.963 doentes com idade igual ou superior a 18 anos e diagn&#243;stico prim&#225;rio ou secund&#225;rio     de OA (22 dos quais avaliaram apenas a OA do joelho e/ou anca e apenas 3     avaliaram a OA em qualquer articula&#231;&#227;o). Uma an&#225;lise restrita aos estudos com     adequada oculta&#231;&#227;o de aloca&#231;&#227;o n&#227;o conseguiu mostrar qualquer benef&#237;cio da     glucosamina no al&#237;vio da dor, avaliada por diversas escalas, incluindo a escala     WOMAC, nem na fun&#231;&#227;o articular. Contudo, verificou-se uma efic&#225;cia superior da     glucosamina em rela&#231;&#227;o ao placebo quando utilizado o &#237;ndice de Lequesne (desvio     padr&#227;o (DP) -0,54; intervalo de confian&#231;a (IC) de 95% (-0,96 a -0,12)).     Globalmente, os 25 ECAC favoreceram o uso de glucosamina, observando-se 22% de     benef&#237;cio no al&#237;vio da dor relativamente &#224; linha de base (DP -0,47; IC de 95%     -0,72 a -0,23), bem como uma melhoria de 11% na fun&#231;&#227;o articular usando o     &#237;ndice de Lequesne (DP -0,47; IC de 95% -0,82 a -0,12). No entanto, os     resultados n&#227;o foram uniformemente positivos nem estatisticamente     significativos. De facto, apesar da an&#225;lise global dos ensaios cl&#237;nicos     controlados por placebo evidenciar moderada efic&#225;cia da glucosamina no al&#237;vio     da dor e na fun&#231;&#227;o articular, estes mostram grande heterogeneidade,     nomeadamente no que se refere ao desenho e &#224; qualidade dos mesmos, &#224; prepara&#231;&#227;o     da glucosamina e &#224; dose utilizada. &#201; importante referir ainda que a efic&#225;cia     moderada da glucosamina no al&#237;vio da dor e na fun&#231;&#227;o articular est&#225; na     depend&#234;ncia dos resultados dos ensaios cl&#237;nicos realizados com sulfato de     glucosamina, dado que outras prepara&#231;&#245;es n&#227;o mostraram qualquer efeito no     al&#237;vio dos sintomas da OA. Os autores deste estudo referem ainda que os estudos     que usaram prepara&#231;&#245;es do laborat&#243;rio Rotta demonstraram que a glucosamina     tinha efeitos positivos em termos de dor e fun&#231;&#227;o articular, ao contr&#225;rio dos     estudos que usaram preparados n&#227;o-Rotta de glucosamina que n&#227;o demonstraram     benef&#237;cio deste f&#225;rmaco em termos de dor ou fun&#231;&#227;o articular. Quanto &#224;     seguran&#231;a da glucosamina, esta mostrou-se t&#227;o segura quanto o placebo.</p>       <p>O ECAC     duplamente cego de <i>Sawitzke et al,</i><sup>32</sup> publicado em 2010 (NE 1), foi desenhado com o objetivo de avaliar a efic&#225;cia e     seguran&#231;a dos suplementos de glucosamina e sulfato de condroitina, isoladamente     ou em combina&#231;&#227;o, comparativamente ao placebo, no al&#237;vio da dor nos doentes com     OA do joelho. Uma amostra de 662 doentes, com pelo menos 40 anos de idade e     evid&#234;ncia cl&#237;nica (dor h&#225; pelo menos 6 meses) e radiol&#243;gica de OA do joelho,     foi aleatorizada em cinco grupos: ao grupo 1 foi administrada glucosamina, na     dose de 500mg, tr&#234;s vezes por dia; ao grupo 2 foi administrado sulfato de     condroitina (SC), na dose de 400mg, tr&#234;s vezes por dia; ao grupo 3 foi     administrada a associa&#231;&#227;o de glucosamina mais SC; ao grupo 4 foi administrada     uma dose di&#225;ria &#250;nica de 200mg de celecoxib e ao grupo 5 foi administrado um     placebo durante um per&#237;odo de 24 meses. Os autores definiram como <i>outcome</i>/resultado prim&#225;rio a redu&#231;&#227;o de     20% da dor, com base na escala WOMAC, ao longo dos 24 meses e, como <i>outcomes</i>/resultados secund&#225;rios, a     melhoria da dor e da fun&#231;&#227;o articular com base nos crit&#233;rios de OARSI. Passados     dois anos, nenhum tratamento alcan&#231;ou diferen&#231;as clinicamente importantes na     dor ou na fun&#231;&#227;o articular, com base na escala WOMAC, quando comparado com o     placebo, apesar de se observar algum benef&#237;cio com o uso de glucosamina,     principalmente no que se refere aos <i>outcomes</i>/resultados     secund&#225;rios do estudo. Registaram-se efeitos adversos semelhantes entre os     diversos tratamentos, com raros efeitos adversos graves.</p>       <p>A NOC do     Col&#233;gio Americano de Reumatologia, publicada em 2012,<sup>33</sup> recomenda     &#8220;condicionalmente&#8221; que nos doentes com OA do joelho e/ou da anca n&#227;o seja usada     a glucosamina. N&#227;o h&#225; qualquer refer&#234;ncia ao uso da glucosamina noutro tipo de     OA.</p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Conclus&#227;o</b></p>       <p>Relativamente     &#224; efic&#225;cia, a evid&#234;ncia atual dispon&#237;vel indica que o benef&#237;cio da glucosamina     no al&#237;vio dos sintomas da OA, nomeadamente no al&#237;vio da dor e na melhoria da     fun&#231;&#227;o articular, n&#227;o &#233; cl&#237;nica nem estatisticamente significativo     comparativamente ao placebo (SOR A). </p>       <p>No que     respeita &#224; seguran&#231;a, a glucosamina mostrou-se t&#227;o segura quanto o placebo     relativamente &#224; ocorr&#234;ncia de efeitos adversos (SOR A).</p>       <p>O facto de     os estudos serem globalmente heterog&#233;neos, nomeadamente no que se refere ao     desenho e &#224; qualidade dos mesmos, &#224; prepara&#231;&#227;o da glucosamina e &#224; dose,     constituiu uma das principais limita&#231;&#245;es desta revis&#227;o. Outra das limita&#231;&#245;es     foi o facto dos ensaios cl&#237;nicos dependentes das ind&#250;strias farmac&#234;uticas     demonstrarem uma efic&#225;cia consistentemente superior relativamente aos ensaios     cl&#237;nicos independentes das ind&#250;strias farmac&#234;uticas, adivinhando-se, por isso, um     vi&#233;s de publica&#231;&#227;o. Por &#250;ltimo, uma vez que era objetivo desta revis&#227;o avaliar     o benef&#237;cio da glucosamina no al&#237;vio sintom&#225;tico e melhoria da fun&#231;&#227;o articular     na OA de qualquer articula&#231;&#227;o do esqueleto axial e perif&#233;rico, o facto da     maioria dos estudos avaliarem apenas o seu benef&#237;cio na OA da anca e/ou joelho     tamb&#233;m constituiu uma limita&#231;&#227;o.</p>       <p>Futuramente     ser&#225; imprescind&#237;vel a realiza&#231;&#227;o de mais estudos, independentes das ind&#250;strias     farmac&#234;uticas, com amostras de grandes dimens&#245;es, homog&#233;neos e de boa qualidade,     que avaliem o custo/benef&#237;cio da glucosamina no al&#237;vio dos sintomas da OA, com     o intuito de encorajar ou desencorajar o seu uso. Com efeito, tal necessidade     requer particular aten&#231;&#227;o se tivermos presente que esta terap&#234;utica &#233;     comparticipada pelo Sistema Nacional de Sa&#250;de, cujas normas de orienta&#231;&#227;o     defendem que para a mesma/semelhante efic&#225;cia e seguran&#231;a, na aus&#234;ncia de     contraindica&#231;&#245;es, a nossa linha de prescri&#231;&#227;o seja a do menor custo. Neste     sentido, futuros estudos de an&#225;lise de custo-benef&#237;cio poderiam revelar-se uma     mais-valia nesta mat&#233;ria.</p>     <p>&nbsp;</p>       <p><b>REFER&#202;NCIAS BIBLIOGR&#193;FICAS</b></p>       <!-- ref --><p>1. Rovati     LC, Girolami F, Persiani S. Crystalline glucosamine sulfate in the management     of knee osteoarthritis: efficacy, safety, and pharmacokinetic properties. Ther     Adv Musculoskelet Dis. 2012;4(3):167-80.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000060&pid=S2182-5173201400060000600001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>2. Dawson J,     Juszczak E, Thorogood M, Marks SA, Dodd C, Fitzpatrick R. An investigation of     risk factors for symptomatic osteoarthritis of the Knee in women using a life     course approach. J Epidemiol Community Health. 2003;57(10):823-30.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000062&pid=S2182-5173201400060000600002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>3. Jordan     KM, Arden NK, Doherty M, Bannwarth B, Bijlsma JW, Dieppe P, et al. EULAR     recommendations 2003: an evidence based approach to the management of knee     osteoarthritis: Report of a Task Force of the Standing Committee for     International Clinical Studies Including Therapeutic Trials (ESCISIT). Ann     Rheum Dis. 2003;62(12):1145-55.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000064&pid=S2182-5173201400060000600003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>4. Rabenda     V, Manette C, Lemmens R, Mariani AM, Struvay N, Reginster JY. Prevalence and     impact of osteoarthritis and osteoporosis on health-related quality of life among     active subjects. Aging Clin Exp Res. 2007;19(1):55-60.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000066&pid=S2182-5173201400060000600004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>5. Jinks C,     Jordan K, Croft P. Osteoarthritis as a public health problem: the impact of     developing knee pain on physical function in adults living in the community     (KNEST 3). Rheumatology (Oxford). 2007;46(5):877-81.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000068&pid=S2182-5173201400060000600005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>6. Faucher     M, Poiraudeau S, Lefevre-Colau MM, Rannou F, Fermanian J, Revel M.     Algo-functional assessment of knee osteoarthritis: comparison of the     test-retest reliability and construct validity of the WOMAC and Lequesne     indexes. Osteoarthritis Cartilage. 2002;10(8):602-10.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000070&pid=S2182-5173201400060000600006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>7. Faucher     M, Poiraudeau S, Lefevre-Colau MM, Rannou F, Fermanian J, Revel M. Assessment     of the test-retest reliability and construct validity of a modified Lequesne     index in knee osteoarthritis. Joint Bone Spine. 2003;70(6):521-5.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000072&pid=S2182-5173201400060000600007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>8. Lequesne     MG, M&#233;ry C, Samson M, Marty M. Comparison between the WOMAC and the Lequesne     indices in patients with knee and hip osteoarthritis. Osteoarthritis Cartilage.     1998;6(6):441-2.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000074&pid=S2182-5173201400060000600008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>9. Bellamy     N, Buchanan WW, Goldsmith CH, Campbell J, Stitt LW. Validation study of WOMAC:     a health status instrument for measuring clinically important patient relevant     outcomes to antirheumatic drug therapy in patients with osteoarthritis of the     hip or knee. J Rheumatol. 1988;15(12):1833-40.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000076&pid=S2182-5173201400060000600009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>10. Lequesne     MG. The algofunctional indices for hip and knee osteoarthritis. J Rheumatol.     1997;24(4):779-81.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000078&pid=S2182-5173201400060000600010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>11.     Fernandes MI. Tradu&#231;&#227;o e valida&#231;&#227;o do question&#225;rio de qualidade de vida     espec&#237;fico para osteoartrose WOMAC (Western Ontario McMaster Universities) para     a l&#237;ngua portuguesa (Dissertation). S&#227;o Paulo: Escola Paulista de Medicina,     Universidade Federal de S&#227;o Paulo; 2003.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000080&pid=S2182-5173201400060000600011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>12. Bijlsma     JW, Knahr K. Strategies for the prevention and management of osteoarthritis of     the hip and knee. Best Pract Res Clin Rheumatol. 2007;21(1):59-76.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000082&pid=S2182-5173201400060000600012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>13. Eccles     M, Freemantle N, Mason J. North of England evidence-based guideline development     project: summary guideline for non-steroidal anti-inflammatory drugs versus     basic analgesia in treating the pain of degenerative arthritis. The North of     England Non-Steroidal Anti-Inflammatory Drug Guideline Development Group. BMJ.     1998;317(7157):526-30.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000084&pid=S2182-5173201400060000600013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>14. Wieland     HA, Michaelis M, Kirschbaum BJ, Rudolphi KA. Osteoarthritis: an untreatable     disease? Nat Rev Drug Discov. 2005;4(4):331-44.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000086&pid=S2182-5173201400060000600014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>15. Rashad     S, Revell P, Hemingway A, Low F, Rainsford K, Walker F. Effect of non-steroidal     anti-inflammatory drugs on the course of osteoarthritis. Lancet.     1989;2(8662):519-22.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000088&pid=S2182-5173201400060000600015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>16. Adams     ME, Lussier AJ, Peyron JG. A risk-benefit assessment of injections of     hyaluronan and its derivatives in the treatment of osteoarthritis of the knee.     Drug Saf. 2000;23(2):115-30.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000090&pid=S2182-5173201400060000600016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>17.     Eisenberg DM, Davis RB, Ettner SL, Appel S, Wilkey S, Van Rompay M, et al.     Trends in alternative medicine use in the United States, 1990-1997: results of     a follow-up national survey. JAMA. 1998;280(18):1569-75.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000092&pid=S2182-5173201400060000600017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>18. Rao JK,     Mihaliak K, Kroenke K, Bradley J, Tiemey WM, Weinberger M. Use of complementary     therapies for arthritis among patients of rheumatologists. Ann Intern Med.     1999;131(6):409-16.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000094&pid=S2182-5173201400060000600018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>19. Astin     JA. Why patients use alternative medicine: results of a national study. JAMA.     1998;279(19):1548-53.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000096&pid=S2182-5173201400060000600019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>20. Bellamy     N, Buchanan WW. Outcome measurement in osteoarthritis clinical trials: the case     for standardisation. Clin Rheumatol. 1984;3(3):293-303.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000098&pid=S2182-5173201400060000600020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>21. Lequesne     M, Brandt K, Bellamy N, Moskowitz R, Menkes CJ, Pelletier JP, et al. Guidelines     for testing slow acting drugs in osteoarthritis. 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Anderson     JW, Nicolosi RJ, Borzelleca JF. Glucosamine effects in humans: a review of     effects on glucose metabolism, side effects, safety considerations and     efficacy. Food Chem Toxicol. 2005;43(2):187-201.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000104&pid=S2182-5173201400060000600023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>24. Henrotin     Y, Mobasheri A, Marty M. Is there any scientific evidence for the use of     glucosamine in the management of human osteoarthritis? Arthritis Res Ther.     2012;14(1):201.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000106&pid=S2182-5173201400060000600024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>25. Zhang W,     Doherty M, Arden N, Bannwarth B, Bijlsma J, Gunther KP, et al. EULAR evidence     based recommendations for the management of hip osteoarthritis: report of a     task force of the EULAR Standing Committee for International Clinical Studies     Including Therapeutics (ESCISIT). Ann Rheum Dis. 2005;64(5):669-81.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000108&pid=S2182-5173201400060000600025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>26. Zhang W,     Moskowitz RW, Nuki G, Abramson S, Altman RD, Arden N, et al. OARSI     recommendations for the management of hip and knee osteoarthritis, part I:     critical appraisal of existing treatment guidelines and systematic review of     current research evidence. Osteoarthritis Cartilage. 2007;15(9):981-1000.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000110&pid=S2182-5173201400060000600026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>27. Zhang W,     Moskowitz RW, Nuki G, Abramson S, Altman RD, Arden N, et al. OARSI     recommendations for the management of hip and knee osteoarthritis, part II:     OARSI evidence-based, expert consensus guidelines. Osteoarthritis Cartilage.     2008;16(2):137-62.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000112&pid=S2182-5173201400060000600027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>28. Zhang W,     Nuki G, Moskowitz RW, Abramson S, Altman RD, Arden NK, et al. OARSI     recommendations for the management of hip and knee osteoarthritis: part III:     changes in evidence following systematic cumulative update of research     published through January 2009. Osteoarthritis Cartilage. 2010;18(4):476-99.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000114&pid=S2182-5173201400060000600028&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>29. Ebell     MH, Siwek J, Weiss BD, Woolf SH, Susman J, Ewigman B, et al. Strength of recommendation     taxonomy (SORT): a patient-centered approach to grading evidence in the medical     literature. Am Fam Physician. 2004;69(3):548-56.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000116&pid=S2182-5173201400060000600029&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>30. Wandel     S, J&#252;ni P, Tendal B, N&#252;esch E, Villiger PM, Welton NJ, et al. Effects of     glucosamine, chondroitin, or placebo in patients with osteoarthritis of hip or     knee: network meta-analysis. BMJ. 2010;341:e4675.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000118&pid=S2182-5173201400060000600030&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>       <!-- ref --><p>31. Towheed     TE, Maxwell L, Anastassiades TP, Shea B, Houpt J, Welch V, et al. Glucosamine     therapy for treating osteoarthritis. Cochrane Database Syst Rev. 2009;(2):CD002946.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000120&pid=S2182-5173201400060000600031&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>32. Sawitzke     AD, Shi H, Finco MF,&nbsp; Dunlop DD,     Harris CL, Singer NG, et al. Clinical efficacy and safety of glucosamine,     chondroitin sulphate, their combination, celecoxib or placebo taken to treat     osteoarthritis of the knee: 2-year results from GAIT. Ann Rheum Dis.     2010;69(8):1459-64.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000122&pid=S2182-5173201400060000600032&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>33. Hochberg     MC, Altman RD, April KT, Benkhalti M, Guyatt G, McGowan J, et al. American     College of Rheumatology 2012 recommendations for the use of nonpharmacologic     and pharmacologic therapies in osteoarthritis of the hand, hip, and knee.     Arthritis Care Res. 2012;64(4):465-74.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000124&pid=S2182-5173201400060000600033&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <p>&nbsp;</p>     <p><a href="#topc0">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a> | <a href="#topc0">Direcci&oacute;n para correspondencia</a> | <a href="#topc0">Correspondence</a><a name="c0"></a></p>        <p>Liliana     Ferreira</p>       <p>Travessa     Moinhos, n&#186; 35, 4410-140 S&#227;o F&#233;lix da Marinha</p>       <p>E-mail: <a href="mailto:liliana.almeida.ferreira@gmail.com">liliana.almeida.ferreira@gmail.com</a></p>       <p>&nbsp;</p>       <p><b>Conflitos de interesses</b></p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Os autores     declaram n&#227;o ter conflito de interesses.</p>     <p><b>Finaciamento</b></p>       <p>O trabalho     relatado neste manuscrito n&#227;o foi objeto de qualquer tipo de financiamento     externo.</p>     <p>&nbsp;</p>       <p><b>Recebido em 01-04-2014</b></p>       <p><b>Aceite para publica&#231;&#227;o em 04-11-2014</b></p>      ]]></body><back>
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