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<journal-id>2182-5173</journal-id>
<journal-title><![CDATA[Revista Portuguesa de Medicina Geral e Familiar]]></journal-title>
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<publisher-name><![CDATA[Associação Portuguesa de Medicina Geral e Familiar]]></publisher-name>
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<article-id>S2182-51732014000600010</article-id>
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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Psicoterapia e Medicina Geral e Familiar: o potencial da terapia cognitivo comportamental]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Psychotherapy in family medicine: the value of cognitive behavioral therapy]]></article-title>
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<institution><![CDATA[,ACES Gondomar Unidade de Saúde Familiar Nascente ]]></institution>
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<self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S2182-51732014000600010&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_abstract&amp;pid=S2182-51732014000600010&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_pdf&amp;pid=S2182-51732014000600010&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><abstract abstract-type="short" xml:lang="pt"><p><![CDATA[O aumento da prevalência das perturbações mentais, os seus custos e os efeitos da crise económica no agravamento deste problema reforçam a necessidade de intervenção psicológica. A Organização Mundial de Saúde (OMS) indica que cerca de metade de todo o sofrimento associado a situações de saúde-doença, no Ocidente, é devido a perturbação mental, sobretudo a depressão e a ansiedade. A investigação internacional demonstra a efetividade da intervenção psicológica. O benefício da intervenção psicológica verifica-se num conjunto de outras patologias, não necessariamente relacionadas com a perturbação mental, como doenças cardiovasculares, doenças oncológicas, artrite reumatóide, diabetes, dor crónica, entre outras. Os ganhos obtidos permitem uma redução do recurso aos serviços e de consumo de medicamentos, uma maior adesão à terapêutica e facilitação da mudança de comportamentos. A intervenção de natureza cognitiva-comportamental apresenta custos reduzidos e elevada taxa de recuperação. O enfoque, dado atualmente à saúde mental da população e a multiplicidade de patologias que advêm direta ou indiretamente desta problemática, despertou na autora o interesse em conhecer um tipo de psicoterapia que a pudesse ajudar a lidar com estas perturbações. Numa consulta de medicina geral e familiar o médico pode fazer uso de algumas técnicas, introduzindo a terapia cognitiva e comportamental, mas um conjunto estruturado de consultas com ordem temporal para a realização de psicoterapia é algo fundamental e paralelo à consulta médica, complementando-a. Sendo assim, a autora considera que a aplicabilidade destas técnicas de psicoterapia valoriza o médico, facilitando a abordagem da pessoa como um todo.]]></p></abstract>
<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[The increasing prevalence of mental disorders, their costs, and the effects of the current economic crisis reinforce the need for psychological intervention in medical care. The World Health Organization (WHO) has stated that half of all the suffering associated with health and disease in Western countries is due to mental disorders, particularly depression and anxiety. Research has demonstrated the effectiveness of psychological interventions. The benefits of psychological intervention can occur in conditions not necessarily related to mental disorders such as cardiovascular diseases, cancer, rheumatoid arthritis, diabetes, chronic pain, and others. These benefits cause a reduction in the use of medical services and the use of medication, and promote greater adherence to therapy, as well as behavioral change. Cognitive therapy has low costs and a high success rate. Interest in mental health and the conditions caused by mental distress motivated the author to explore different types of psychotherapy that could be effective in primary care. The family physician can make use of some of the techniques of cognitive therapy. However time devoted to psychotherapy in parallel to the usual medical consultation may complement it. Application of CBT techniques in psychotherapy enhances medical practice and contributes to the whole-person approach.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Terapia Cognitiva Comportamental]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Medicina Geral e Familiar]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[Cognitive Behavioral Therapy]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[Family Practice]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><b>OPINI&#195;O E DEBATE</b></p>       <p><font size="4"><b>Psicoterapia e Medicina Geral e Familiar     - o potencial da terapia cognitivo comportamental</b></font></p>       <p><font size="3"><b>Psychotherapy in family medicine: the value of cognitive behavioral therapy</b></font></p>       <p><b>S&#237;lvia Carvalho*</b></p>       <p>*M&#233;dica     interna de Medicina Geral e Familiar, P&#243;s-gradua&#231;&#227;o     em Terapias Cognitivo Comportamentais no Instituto CRIAP - Psicologia e     Forma&#231;&#227;o Avan&#231;ada, Unidade de     Sa&#250;de Familiar Nascente - ACES Gondomar</p>         <p><a href="#c0">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a> | <a href="#c0">Direcci&oacute;n para correspondencia</a> | <a href="#c0">Correspondence</a><a name="topc0"></a></p> <hr/>     <p>&nbsp;</p>        <p><b>RESUMO</b></p>       <p>O aumento da     preval&#234;ncia das perturba&#231;&#245;es mentais, os seus custos e os efeitos da crise     econ&#243;mica no agravamento deste problema refor&#231;am a necessidade de interven&#231;&#227;o     psicol&#243;gica. A Organiza&#231;&#227;o Mundial de Sa&#250;de (OMS) indica que cerca de metade de     todo o sofrimento associado a situa&#231;&#245;es de sa&#250;de-doen&#231;a, no Ocidente, &#233; devido     a perturba&#231;&#227;o mental, sobretudo a depress&#227;o e a ansiedade. A investiga&#231;&#227;o     internacional demonstra a efetividade da interven&#231;&#227;o psicol&#243;gica. O benef&#237;cio     da interven&#231;&#227;o psicol&#243;gica verifica-se num conjunto de outras patologias, n&#227;o     necessariamente relacionadas com a perturba&#231;&#227;o mental, como doen&#231;as     cardiovasculares, doen&#231;as oncol&#243;gicas, artrite reumat&#243;ide, diabetes, dor     cr&#243;nica, entre outras. Os ganhos obtidos permitem uma redu&#231;&#227;o do recurso aos     servi&#231;os e de consumo de medicamentos, uma maior ades&#227;o &#224; terap&#234;utica e     facilita&#231;&#227;o da mudan&#231;a de comportamentos. A interven&#231;&#227;o de natureza     cognitiva-comportamental apresenta custos reduzidos e elevada taxa de     recupera&#231;&#227;o. O enfoque, dado atualmente &#224; sa&#250;de mental da popula&#231;&#227;o e a     multiplicidade de patologias que adv&#234;m direta ou indiretamente desta     problem&#225;tica, despertou na autora o interesse em conhecer um tipo de psicoterapia     que a pudesse ajudar a lidar com estas perturba&#231;&#245;es. Numa consulta de medicina     geral e familiar o m&#233;dico pode fazer uso de algumas t&#233;cnicas, introduzindo a     terapia cognitiva e comportamental, mas um conjunto estruturado de consultas     com ordem temporal para a realiza&#231;&#227;o de psicoterapia &#233; algo fundamental e     paralelo &#224; consulta m&#233;dica, complementando-a. Sendo assim, a autora considera     que a aplicabilidade destas t&#233;cnicas de psicoterapia valoriza o m&#233;dico,     facilitando a abordagem da pessoa como um todo.</p>       <p><b>Palavras-chave:</b> Terapia Cognitiva     Comportamental; Medicina Geral e Familiar.</p>     <hr/>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><b>ABSTRACT</b></p>       <p>The     increasing prevalence of mental disorders, their costs, and the effects of the     current economic crisis reinforce the need for psychological intervention in     medical care. The World Health Organization (WHO) has stated that half of all     the suffering associated with health and disease in Western countries is due to     mental disorders, particularly depression and anxiety. Research has     demonstrated the effectiveness of psychological interventions. The benefits of     psychological intervention can occur in conditions not necessarily related to     mental disorders such as cardiovascular diseases, cancer, rheumatoid arthritis,     diabetes, chronic pain, and others. These benefits cause a reduction in the use     of medical services and the use of medication, and promote greater adherence to     therapy, as well as behavioral change. Cognitive therapy has low costs and a     high success rate. Interest in mental health and the conditions caused by     mental distress motivated the author to explore different types of     psychotherapy that could be effective in primary care. The family physician can     make use of some of the techniques of cognitive therapy. However time devoted     to psychotherapy in parallel to the usual medical consultation may complement     it. Application of CBT techniques in psychotherapy enhances medical practice   and contributes to the whole-person approach.</p>       <p><b>Keywords:</b> Cognitive Behavioral Therapy;     Family Practice.</p>     <hr/>     <p>&nbsp;</p>       <p>O aumento da     preval&#234;ncia das perturba&#231;&#245;es mentais, os seus custos e os efeitos da crise     econ&#243;mica no agravamento deste problema refor&#231;am a necessidade de interven&#231;&#227;o     psicol&#243;gica. A Organiza&#231;&#227;o Mundial de Sa&#250;de (OMS) indica que cerca de metade de     todo o sofrimento associado a situa&#231;&#245;es de sa&#250;de-doen&#231;a, no Ocidente, &#233; devido     a perturba&#231;&#227;o mental, sobretudo a depress&#227;o e a ansiedade.<sup>1</sup> A     investiga&#231;&#227;o internacional demonstra a efetividade da interven&#231;&#227;o psicol&#243;gica.     Para al&#233;m do al&#237;vio do sofrimento que a perturba&#231;&#227;o mental acarreta, este tipo     de interven&#231;&#245;es minimiza um conjunto de consequ&#234;ncias sociais e econ&#243;micas. O     aumento da preval&#234;ncia da perturba&#231;&#227;o mental na Europa e em Portugal s&#227;o     preocupantes. Em 2008, a Uni&#227;o Europeia estimava que cerca de 50 milh&#245;es de     pessoas (cerca de 11% da popula&#231;&#227;o) tinham algum tipo de perturba&#231;&#227;o mental.<sup>1-3</sup> Em Portugal, relativamente &#224; preval&#234;ncia ao longo da vida, um em cada cinco     cidad&#227;os experienciou uma perturba&#231;&#227;o mental (23%).<sup>1-3</sup> Assim,     Portugal apresenta uma preval&#234;ncia de perturba&#231;&#245;es mentais acima da m&#233;dia     europeia. Este problema assume particular relev&#226;ncia em contexto de crise     econ&#243;mica. Um relat&#243;rio recente da OMS sugere que os problemas a n&#237;vel de sa&#250;de     mental possam ser agravados pela crise econ&#243;mica, nomeadamente a exist&#234;ncia de     maior mortalidade, aumento da taxa de suic&#237;dio e do abuso cr&#243;nico de &#225;lcool.</p>       <p>O benef&#237;cio     da interven&#231;&#227;o psicol&#243;gica verifica-se num conjunto de outras patologias, n&#227;o     necessariamente relacionadas com a perturba&#231;&#227;o mental, como doen&#231;as     cardiovasculares, doen&#231;as oncol&#243;gicas, artrite reumat&#243;ide, diabetes, dor     cr&#243;nica, entre outras. Os ganhos obtidos permitem uma redu&#231;&#227;o do recurso aos     servi&#231;os e de consumo de medicamentos, uma maior ades&#227;o &#224; terap&#234;utica e     facilita&#231;&#227;o da mudan&#231;a de comportamentos. A interven&#231;&#227;o de natureza     cognitiva-comportamental apresenta custos reduzidos e elevada taxa de     recupera&#231;&#227;o.<sup>4-6</sup></p>       <p>Um estudo     realizado em Portugal sobre a efetividade da psicoterapia permitiu concluir que     28% da amostra estudada recorreu a profissionais de ajuda, nomeadamente ao     m&#233;dico de fam&#237;lia (39,1%), seguindo-se o psiquiatra (29,6%) e m&#233;dicos de outras     especialidades (27,7%).<sup>7</sup> Os resultados encontrados colocam uma     percentagem bastante consider&#225;vel de pacientes a recorrer ao m&#233;dico de fam&#237;lia     (MF) e permitem verificar que a maioria dos consumidores afirma ter melhorado e     estar satisfeita com a interven&#231;&#227;o psicol&#243;gica desenvolvida, quando esta     pressup&#245;e terapia verbal. A interven&#231;&#227;o baseada em psicof&#225;rmacos est&#225; associada     a piores &#237;ndices de melhoria percebida e de satisfa&#231;&#227;o. A melhoria do estado     emocional geral &#233; encontrada em 80% dos casos seguidos por psic&#243;logos. Este     valor &#233; semelhante ao obtido por psiquiatras. A melhoria do estado emocional &#233;     menos referida quando o apoio &#233; fornecido pelo MF (50,4%). Este resultado &#233;     compreens&#237;vel, tendo em conta o tempo que os MF disp&#245;em para cada paciente, n&#227;o     sendo este por si s&#243; o &#250;nico fator que justifica este descontentamento.     Atualmente &#233; necess&#225;rio desenvolver mais estudos de custo-efetividade adaptados     &#224; realidade portuguesa, de modo a demonstrar a efetividade das interven&#231;&#245;es     psicol&#243;gicas na redu&#231;&#227;o dos gastos na sa&#250;de em Portugal.</p>       <p>O enfoque     dado atualmente &#224; sa&#250;de mental da popula&#231;&#227;o e a multiplicidade de patologias     que adv&#234;m direta ou indiretamente desta problem&#225;tica despertou na autora o     interesse em conhecer um tipo de psicoterapia que a pudesse ajudar a lidar com     estas perturba&#231;&#245;es.</p>       <p>A terapia     cognitiva, tamb&#233;m conhecida como terapia cognitiva comportamental (TCC), &#233; um     tipo espec&#237;fico de psicoterapia que enfatiza a import&#226;ncia dos processos     cognitivos na compreens&#227;o e no tratamento de diversos transtornos mentais.     Desenvolvida por Aaron Beck no final dos anos 1950, esta tornou-se uma das     psicoterapias mais investigadas empiricamente e com mais evid&#234;ncias cient&#237;ficas     de efic&#225;cia.<sup>8</sup> As interven&#231;&#245;es psicol&#243;gicas breves nos centros de     sa&#250;de permitem melhorar o funcionamento psicol&#243;gico e reduzir em 50% o n&#250;mero     de consultas m&#233;dicas.<sup>9-10</sup> A TCC &#233; t&#227;o efetiva no tratamento da     depress&#227;o e da ansiedade como a medica&#231;&#227;o, sendo preferida pela maioria dos     doentes.<sup>11</sup> An&#225;lises de custo-efetividade parecem apontar que a TCC     seja t&#227;o efetiva, a curto prazo, como a terap&#234;utica farmacol&#243;gica para a     depress&#227;o, ansiedade generalizada e outras perturba&#231;&#245;es mentais (fobias e     stress p&#243;s-traum&#225;tico).<sup>11</sup> O NICE emitiu <i>guidelines</i> que estabelecem a TCC como op&#231;&#227;o no tratamento da     depress&#227;o e ansiedade. Estas <i>guidelines</i> baseiam-se num conjunto de ensaios cl&#237;nicos que indicam que a TCC &#233; t&#227;o efetiva     como tratamento farmacol&#243;gico, a curto prazo, apresentando efeitos mais     dur&#225;veis a longo prazo.<sup>12</sup></p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p>O princ&#237;pio     b&#225;sico da terapia cognitiva pode ser resumido da seguinte forma: as respostas     emocionais e comportamentais, bem como a nossa motiva&#231;&#227;o, n&#227;o s&#227;o influenciadas     diretamente por situa&#231;&#245;es, mas pela forma como processamos essas situa&#231;&#245;es, por     outras palavras, pelas interpreta&#231;&#245;es que fazemos dessas situa&#231;&#245;es ou pelo     significado que lhes atribu&#237;mos. As interpreta&#231;&#245;es, representa&#231;&#245;es ou atribui&#231;&#245;es     de significado, por sua vez, refletem-se em pensamentos autom&#225;ticos. Estes     pensamentos autom&#225;ticos, pr&#233;-conscientes, refletem-se na ativa&#231;&#227;o de estruturas     b&#225;sicas inconscientes: os esquemas e as cren&#231;as. Um exemplo simples para     ilustrar este princ&#237;pio &#233; o seguinte: suponhamos que nos encontramos     casualmente com um amigo que n&#227;o nos cumprimenta. Se pensarmos &#8220;Ele n&#227;o quer     mais ser meu amigo&#8221;, a emo&#231;&#227;o ser&#225; tristeza e o comportamento ser&#225;     possivelmente afastarmo-nos do amigo. Se, por&#233;m, pensarmos &#8220;Oh, ser&#225; que ele     est&#225; aborrecido comigo?&#8221;, a emo&#231;&#227;o ser&#225; apreens&#227;o e o comportamento ser&#225;     procurar o amigo e perguntar o que se passa. Ou ainda, se pensarmos &#8220;Quem ele     pensa que &#233; para n&#227;o me cumprimentar?&#8221;, a emo&#231;&#227;o poderia ser raiva e o     comportamento confrontar o amigo. Por&#233;m, diante da mesma situa&#231;&#227;o, podemos     ainda pensar &#8220;N&#227;o me cumprimentou... penso que n&#227;o me viu&#8221;; e, nesse caso, as     emo&#231;&#245;es e comportamentos seguiriam inalterados. Como podemos verificar, a mesma     situa&#231;&#227;o desencadeou v&#225;rias interpreta&#231;&#245;es e comportamentos.</p>       <p>Como em     qualquer forma de psicoterapia, a TCC come&#231;a a avalia&#231;&#227;o atrav&#233;s de uma     anamnese completa e de um exame do estado mental do paciente. Na TCC, a     avalia&#231;&#227;o e a realiza&#231;&#227;o da conceptualiza&#231;&#227;o &#233; baseada num modelo amplo de     tratamento. A conceptualiza&#231;&#227;o cognitiva, formula&#231;&#227;o de caso e enquadramento     cognitivo funcionam como um mapa que orienta o trabalho a ser realizado com o     paciente.<sup>15</sup> O terapeuta, atrav&#233;s da conceptualiza&#231;&#227;o, visa obter a     estrutura para a compreens&#227;o de cada paciente segundo a sua subjetividade, o     que o auxilia na escolha de estrat&#233;gias terap&#234;uticas que s&#227;o utilizadas ao     longo do tratamento.<sup>14-15</sup> Este tratamento exige v&#225;rias sess&#245;es,     sendo incompat&#237;vel com a pr&#225;tica di&#225;ria de um MF; no entanto, alguns conceitos     da TCC podem aplicar-se &#224; consulta e ao papel do MF. A TCC poder&#225; ser uma     forma&#231;&#227;o complementar &#224; pr&#225;tica cl&#237;nica di&#225;ria, mas exigir&#225; ao m&#233;dico um espa&#231;o     e um tempo diferentes para a aplica&#231;&#227;o espec&#237;fica destas t&#233;cnicas. No processo     de terapia &#233; importante que os doentes se consciencializem que esta &#233; um     complemento &#224; consulta m&#233;dica, com abordagens espec&#237;ficas, embora com o mesmo     objetivo final. O m&#233;dico que possui esta forma&#231;&#227;o complementar tem uma     mais-valia na sua aprendizagem como m&#233;dico, pois enriquece e estreita a rela&#231;&#227;o     m&#233;dico-doente, desenvolve uma maior acur&#225;cia diagn&#243;stica, identificando as     expectativas, significados, motiva&#231;&#245;es e sentimentos expressos pelo utente, de     forma a responder da melhor forma poss&#237;vel &#224;s necessidades destes mesmos     utentes. A comunica&#231;&#227;o com o utente &#233; uma das compet&#234;ncias essenciais de     qualquer m&#233;dico, mas muito particularmente do MF. A especialidade de Medicina     Geral e Familiar (MGF) &#233; caracterizada, segundo a defini&#231;&#227;o europeia, por seis     compet&#234;ncias nucleares, entre as quais se salienta o cuidado centrado na     pessoa, uma abordagem do indiv&#237;duo com as suas cren&#231;as, medos, expectativas e     necessidades.<sup>16</sup> O ato cl&#237;nico por excel&#234;ncia &#233; concretiz&#225;vel na     rela&#231;&#227;o terap&#234;utica, da qual a entrevista &#233; ferramenta essencial. As atividades     preventivas s&#227;o, em si, essencialmente uma tarefa comunicacional e que     constituem uma parte fundamental da atividade do MF. </p>     <p>Relativamente     &#224; psicoterapia apreendida pela autora, esta concedeu uma bagagem vasta de     formas a abordar e ajudar os pacientes. Por vezes usamos as palavras &#8220;pensar&#8221; e     &#8220;sentir&#8221; como sin&#243;nimos e na verdade n&#227;o somos conscientes dos pensamentos     autom&#225;ticos que acompanham os sentimentos. Com um simples exerc&#237;cio na consulta     de MGF os pacientes treinam, identificam e distinguem entre pensamentos e     sentimentos. Podem tamb&#233;m analisar-se as experi&#234;ncias perturbadoras e     associadas a uma mudan&#231;a no humor e na liga&#231;&#227;o destes com as suas respostas     comportamentais. Por exemplo, se n&#227;o age como gostaria de agir, poder&#227;o existir     pensamentos ou cren&#231;as auto desmoralizantes, cr&#237;ticas ou perfecionismos que     paralisam a a&#231;&#227;o: se estamos a exigir demasiada perfei&#231;&#227;o de um comportamento,     isto pode criar tanta tens&#227;o que o mais certo &#233; uma paralisa&#231;&#227;o devido ao medo     de falhar, como se esta &#8220;falha&#8221; fosse uma cat&#225;strofe. O objetivo final &#233;     desenvolver habilidades mentais para modificar processos cognitivos habituais     mas, como acontece em qualquer habilidade, &#233; preciso tempo e pr&#225;tica, sendo     extremamente importante a adequa&#231;&#227;o da interven&#231;&#227;o a cada paciente. Numa consulta     de MGF, o m&#233;dico pode fazer uso de algumas t&#233;cnicas, introduzindo a TCC, mas um     conjunto estruturado de consultas com ordem temporal para a realiza&#231;&#227;o de     psicoterapia &#233; algo fundamental e paralelo &#224; consulta m&#233;dica. Sendo assim, a     autora considera que a aplicabilidade destas t&#233;cnicas de psicoterapia valoriza     o m&#233;dico, facilitando a abordagem da pessoa como um todo.</p>       <p>&nbsp;</p>       <p><b>REFER&#202;NCIAS     BIBLIOGR&#193;FICAS</b></p>       <!-- ref --><p>1. World     Health Organization International Consortium in Psychiatric Epidemiology.     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Evolu&#231;&#227;o dos indicadores PNS 2004-2010. Lisboa:     Minist&#233;rio da Sa&#250;de; 2010.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000032&pid=S2182-5173201400060001000003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>       <!-- ref --><p>4. Layard R,     Clark D, Knapp M, Mayraz G. Cost-benefit analysis of psychological therapy.     London: Centre for Economic Performance, London School of Economics and     Political Science; 2007. ISBN 9780853280941&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000034&pid=S2182-5173201400060001000004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>5. Layard R.     The depression report: a new deal for depression and anxiety disorders. London:     Centre for Economic Performance, London School of Economics and Political     Science; 2006.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000035&pid=S2182-5173201400060001000005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>6. Layard R.     The case for psychological treatment centres. BMJ. 2006;332(7548):1030-2.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000037&pid=S2182-5173201400060001000006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>7.     Branco-Vasco A, Santos O, Silva F. Psicoterapeuta sim! 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Clark     DM. Implementing the NICE guidelines for depression and anxiety: the IAPT     experience. Int Rev Psychiatry. 2011;23(4):318-27.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000046&pid=S2182-5173201400060001000011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>12. National     Institute for Clinical Excellence. National clinical practice guidelines:     depression. London: NICE; 2005.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000048&pid=S2182-5173201400060001000012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>13. Beck AT,     Rush AJ, Shaw BF, Emery G. Terapia cognitiva da depress&#227;o. Porto Alegre:     Artmed; 1997. ISBN 9788573072488&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000050&pid=S2182-5173201400060001000013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>14. Kuyken     W, Fothergill CD, Musa M, Chadwick P. The reliability and quality of cognitive     case formulation. Behav Res Ther. 2005;43(9):1187-201.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000051&pid=S2182-5173201400060001000014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>15. Persons     JB, Roberts NA, Zalecki CA, Brechwald WA. Naturalistic outcome of case     formulation-driven cognitive-behavior therapy for anxious depressed     outpatients. Behav Res Ther. 2006;44(7):1041-51.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000053&pid=S2182-5173201400060001000015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>16. Allen J,     Gay B, Crebolder H, Heyrman J, Svab I, Ram P, et al. A defini&#231;&#227;o europeia de     medicina geral e familiar: cl&#237;nica geral/medicina familiar. EURACT; 2002.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000055&pid=S2182-5173201400060001000016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <p>&nbsp;</p>     <p><a href="#topc0">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a> | <a href="#topc0">Direcci&oacute;n para correspondencia</a> | <a href="#topc0">Correspondence</a><a name="c0"></a></p>        <p>S&#237;lvia     Mariana Fonseca Carvalho</p>       <p>Unidade de     Sa&#250;de Familiar Nascente</p>       <p>Rua Actor     M&#225;rio Viegas S/N Piso 1</p>     <p>4435-076 Rio     Tinto</p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p>E-mail: <a href="mailto:silviamarianacarvalho@gmail.com">silviamarianacarvalho@gmail.com</a></p>       <p>&nbsp;</p>       <p><b>Agradecimentos</b></p>       <p>A autora     agradece aos profissionais do Instituto CRIAP e o apoio da sua orientadora de     forma&#231;&#227;o e da Coordena&#231;&#227;o do Internato de Medicina Geral e Familiar da Zona     Norte, sem os quais a realiza&#231;&#227;o deste est&#225;gio n&#227;o teria sido poss&#237;vel.</p>       <p><b>Conflito de interesses</b></p>       <p>A autora     declara n&#227;o ter conflito de interesses.</p>       <p>&nbsp;</p>       <p><b>Recebido em 06-08-2014</b></p>       <p><b>Aceite para publica&#231;&#227;o em 29-11-2014</b></p>      ]]></body><back>
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