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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><b>CLUBE DE LEITURA</b></p>     <p><font size="4"><b>Uma vacina contra a Neisseria meningitidis sorogrupo B: lidar com a incerteza</b></font></p>     <p><font size="3"><b>Dealing     with uncertainty about the serogroup B Neisseria meningitidis vaccine</b></font></p>       <p><b>Marlene   Sousa</b>*</p>       <p>*M&#233;dica     Assistente de Medicina Geral e Familiar, USF Caravela     - Unidade Local de Sa&#250;de de Matosinhos</p>     <hr/>     <p>&nbsp;</p>        <p>Andrews SM,     Pollard AJ. A vaccine against serogroup B Neisseria meningitidis: dealing with     uncertainty. Lancet Infect Dis. 2014;14(5):426-34.</p>       <p><b>Introdu&#231;&#227;o</b></p>       <p>A <i>Neisseria meningitidis</i> (NM) causa     meningite bacteriana e septic&#233;mia. Esta doen&#231;a &#233; preocupante pela dificuldade     de reconhecimento precoce, in&#237;cio e escalada infecciosa r&#225;pida, taxa de     mortalidade e sequelas debilitantes.</p>       <p>A incid&#234;ncia     da doen&#231;a invasiva &#233; baixa e quando diagnosticada atempadamente &#233; trat&#225;vel. O     desafio consiste no diagn&#243;stico precoce. A vacina&#231;&#227;o tem potencial para reduzir     o impacto da doen&#231;a e as sequelas.</p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A bact&#233;ria     NM &#233; classificada em 12 sorogrupos. A doen&#231;a causada pelo sorogrupo C foi     praticamente erradicada nos pa&#237;ses em que a vacina foi inclu&#237;da nos planos de     vacina&#231;&#227;o, demonstrando efic&#225;cia na protec&#231;&#227;o individual e produ&#231;&#227;o de     imunidade de grupo. A maior parte dos casos de meningococemia nos pa&#237;ses     desenvolvidos &#233; agora causada pelo sorogrupo B. </p>       <p>Desde 2013     foi licenciada na Europa uma vacina contendo quatro componentes proteicos do     sorogrupo B (<i>Bexsero</i>&#174;, 4CMenB). Esta     demonstrou ser segura e imunog&#233;nica <i>in vitro,</i> mas n&#227;o h&#225; dados de efic&#225;cia em estudos cl&#237;nicos e n&#227;o h&#225; como demonstrar o     efeito de imunidade de grupo sem a incluir em programas de vacina&#231;&#227;o.</p>       <p>Este artigo     de revis&#227;o pretende resumir o processo de desenvolvimento da vacina, abordar     incertezas acerca do uso e real&#231;ar a necessidade de avalia&#231;&#227;o cuidadosa de     programas de vacina&#231;&#227;o.</p>       <p><b>M&#233;todos</b></p>       <p>Foi     efectuada pesquisa na <i>PubMed</i> e na <i>Web of Knowledge</i> com os termos &#8220;(<i>Neisseria meningitidis</i> OR <i>meningococcus</i> OR <i>meningococcal disease</i>) AND <i>vaccine</i> AND (<i>Serogroup B</i> OR <i>Serotype B</i>)&#8221;.</p>       <p>Foram     inclu&#237;dos artigos publicados em ingl&#234;s entre Novembro de 1999 e Dezembro de     2012, com particular aten&#231;&#227;o aos publicados ap&#243;s Janeiro de 2009. Outros     estudos foram identificados pelas listas de refer&#234;ncias bibliogr&#225;ficas dos     artigos seleccionados.</p>       <p><b>Resultados</b></p>       <p><b>&#8226; A vacina 4CMenB e seus componentes </b></p>       <p>A vacina     4CMenB foi desenvolvida atrav&#233;s de &#8220;vacinologia reversa&#8221;, ou seja, pela     pesquisa, no genoma da bact&#233;ria, de genes codificadores de prote&#237;nas, expressas     na superf&#237;cie ou excretadas pela mesma, acess&#237;veis aos anticorpos.</p>       <p>Atrav&#233;s     desta t&#233;cnica foram identificadas v&#225;rias prote&#237;nas, tr&#234;s inclu&#237;das na vacina     (fHbp - prote&#237;na expressa na superf&#237;cie bacteriana, NadA - prote&#237;na     meningoc&#243;cica com papel na ades&#227;o e NHBA - prote&#237;na exposta na superf&#237;cie     com propriedades de liga&#231;&#227;o &#224; heparina) e um quarto componente (composto pela     fus&#227;o de duas prote&#237;nas recombinantes com as prote&#237;nas fHBP e NHBA, combinadas     com ves&#237;culas de membrana externa) que funciona como esqueleto da vacina. </p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Esta     composi&#231;&#227;o parece causar maior reactividade &#224; imuniza&#231;&#227;o, com maiores taxas de     febre quando &#233; administrada com outras vacinas.</p>       <p><b><i>&#8226;     Estimativa de protec&#231;&#227;o imunit&#225;ria e cobertura vacinal </i></b></p>       <p>A estimativa     de protec&#231;&#227;o desta vacina &#233; dif&#237;cil de obter pela sua complexidade, pelos     multi-componentes e pela baixa incid&#234;ncia da doen&#231;a pelo sorogrupo B, que     dificulta a realiza&#231;&#227;o de ensaios cl&#237;nicos.</p>       <p>Para estimar     essa protec&#231;&#227;o foi usado um m&#233;todo de avalia&#231;&#227;o <i>in vitro</i> (SBA <i>assay</i>). No     teste SBA, a actividade bactericida &#233; medida pelo efeito que os anticorpos do     soro de indiv&#237;duos imunizados tem no processo de elimina&#231;&#227;o, mediado pelo     complemento, dos meningococos na presen&#231;a de complemento ex&#243;geno de soro     humano. O uso de soro humano para a obten&#231;&#227;o de complemento compromete a reprodutibilidade,     reduzindo a validade das compara&#231;&#245;es. N&#227;o &#233; claro que um teste SBA para uma     determinada estirpe possa predizer imunidade ap&#243;s a vacina&#231;&#227;o contra o     sorogrupo B. A express&#227;o de prote&#237;nas de superf&#237;cie da bact&#233;ria varia entre     estirpes e diferentes condi&#231;&#245;es de cultura, dificultando a predi&#231;&#227;o da     actividade bactericida.</p>       <p>Outro m&#233;todo     de previs&#227;o de imunidade <i>(Meningococcal     Antigen Typing System - MATS)</i> foi desenvolvido para providenciar um     teste que combine a informa&#231;&#227;o sobre a capacidade bactericida <i>in vitro</i> do soro de imunizados com a     medi&#231;&#227;o de actividade de anticorpos funcionais, permitindo estabelecer o     patamar a partir do qual a protec&#231;&#227;o &#233; previs&#237;vel. Para este m&#233;todo de     avalia&#231;&#227;o h&#225; dados contradit&#243;rios, com alguns estudos a apontar para uma     sobrestima&#231;&#227;o de efic&#225;cia e outros que falam de subestima&#231;&#227;o.</p>       <p>Apesar das     controv&#233;rsias estes dois testes, s&#227;o os &#250;nicos dispon&#237;veis para a avalia&#231;&#227;o da     efic&#225;cia.</p>       <p><b><i>&#8226;     Efeito potencial </i></b></p>       <p>O facto de a     previs&#227;o de cobertura e efic&#225;cia da 4CMenB ser baseada em dados <i>in vitro</i> dificulta recomenda&#231;&#245;es para     implementa&#231;&#227;o em larga escala.</p>       <p>Em Julho de     2013, o comit&#233; sobre vacina&#231;&#227;o e imuniza&#231;&#227;o do Reino Unido n&#227;o recomendava a     imuniza&#231;&#227;o baseado na falta de dados de custo-efectividade da vacina. Isso     mudou em Outubro de 2013 quando o mesmo comit&#233; reviu a recomenda&#231;&#227;o, sugerindo     a realiza&#231;&#227;o de mais estudos. Assim, foi avaliado o custo-efectividade com base     num modelo de predi&#231;&#227;o que incluiu v&#225;rios esquemas de vacina&#231;&#227;o e a     possibilidade de obten&#231;&#227;o de imunidade de grupo. Na aus&#234;ncia de imunidade de     grupo, a vacina&#231;&#227;o com 4CMenB aos dois, tr&#234;s, quatro e 12 meses preveniria 27%     dos casos de doen&#231;a e seria custo-efectiva para nove libras. Com produ&#231;&#227;o de     imunidade de grupo, o mesmo esquema de vacina&#231;&#227;o associado a um refor&#231;o no     in&#237;cio da adolesc&#234;ncia poderia prevenir at&#233; 71% dos casos ap&#243;s 10 anos e ser     custo-efectivo para 17 libras. Contudo, um refinamento do modelo mostrou que &#233;     improv&#225;vel a vacina ser custo-efectiva a qualquer pre&#231;o. No entanto, numa     an&#225;lise final em Fevereiro de 2014 o comit&#233; referido reviu a recomenda&#231;&#227;o e     considerou-a custo-efectiva se o pre&#231;o for baixo.</p>       <p>Mant&#234;m-se     quest&#245;es sobre a magnitude do efeito da vacina contra as estirpes circulantes e     os efeitos sobre os portadores da bact&#233;ria e a obten&#231;&#227;o de imunidade de grupo. </p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A informa&#231;&#227;o     definitiva sobre o custo-efectividade desta vacina n&#227;o pode ser obtida sem     implementa&#231;&#227;o de programas de imuniza&#231;&#227;o. </p>       <p><b>Conclus&#227;o</b></p>       <p>O     desenvolvimento da vacina 4CMenB foi um importante progresso. A recomenda&#231;&#227;o     para a vacina&#231;&#227;o com a 4CMenB em esquema de quatro doses permitir&#225; clarificar     quest&#245;es sobre efic&#225;cia e custo-efectividade da vacina. Assim, &#233; necess&#225;rio     estabelecer programas de vigil&#226;ncia rigorosa ap&#243;s implementa&#231;&#227;o da vacina&#231;&#227;o     para examinar os efeitos imediatos e a longo prazo da vacina nos grupos-alvo e     na popula&#231;&#227;o geral. Um programa de avalia&#231;&#227;o p&#243;s-implementa&#231;&#227;o ajudar&#225; a     eliminar as incertezas do impacto da vacina.</p>       <p><b>COMENT&#193;RIO</b></p>       <p>A doen&#231;a     meningocc&#243;cica (DM) invasiva &#233; uma infec&#231;&#227;o grave causada pela <i>Neisseria meningitidis.</i> Os sorogrupos B     e C s&#227;o os mais comuns na Europa. A mortalidade varia entre 5% e 14% e as     sequelas neurol&#243;gicas, perda de audi&#231;&#227;o, altera&#231;&#245;es cognitivas, cicatrizes e     amputa&#231;&#245;es podem atingir 11 a 19% dos sobreviventes.<sup>1</sup></p>       <p>Com a     vacina&#231;&#227;o contra o sorogrupo C, a incid&#234;ncia de DM em Portugal diminuiu para     0,8 casos/100.000 habitantes em 2011. Nesse ano registaram-se 65 casos de DM. O     sorogrupo B tornou-se predominante, correspondendo a 72% dos casos isolados.<sup>2</sup></p>       <p>A vacina     4CMenB est&#225; dispon&#237;vel para a preven&#231;&#227;o de doen&#231;a invasiva pelo sorogrupo B. A     taxa de cobertura vacinal estimada para a Europa foi de 78%, variando entre 67%     e 89%.<sup>3</sup> N&#227;o h&#225; dados de cobertura para Portugal.</p>       <p>Em ensaios     cl&#237;nicos, a vacina foi considerada imunog&#233;nica, segura e capaz de induzir     mem&#243;ria imunol&#243;gica. No entanto, o meningococo B possui uma grande diversidade     gen&#233;tica pelo que a vacina n&#227;o &#233; 100% eficaz, a dura&#231;&#227;o da imunidade &#233;     desconhecida, a efectividade ainda n&#227;o foi avaliada e a sua utiliza&#231;&#227;o fora dos     ensaios cl&#237;nicos &#233; limitada.</p>       <p>O esquema     recomendado preconiza imuniza&#231;&#227;o de crian&#231;as a partir dos dois meses, com tr&#234;s     doses separadas de um m&#234;s e uma dose de refor&#231;o entre os 12 e 23 meses. Os     efeitos laterais s&#227;o febre, sonol&#234;ncia, diarreia, v&#243;mitos, erup&#231;&#227;o cut&#226;nea, dor     local, mialgias e artralgias. A frequ&#234;ncia de efeitos secund&#225;rios &#233; maior     quando administrada em simult&#226;neo com outras vacinas.<sup>4</sup></p>       <p>Os estudos     de custo-efectividade s&#227;o escassos. H&#225; maior benef&#237;cio da vacina&#231;&#227;o em &#225;reas de     elevada incid&#234;ncia e em surtos. Na Europa, pela baixa incid&#234;ncia da DM, esse     benef&#237;cio &#233; menor.<sup>4</sup> Um estudo holand&#234;s reviu o custo-efectividade da     vacina&#231;&#227;o e concluiu pela aus&#234;ncia de benef&#237;cio dada a baixa incid&#234;ncia de DM e     os elevados custos da vacina.<sup>5</sup></p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A vacina &#233;     segura e poder&#225; ser administrada para protec&#231;&#227;o contra doen&#231;a invasiva.     Contudo, a d&#250;vida mant&#233;m-se sobre a percentagem de estirpes circulantes em     Portugal cobertas pela vacina e sobre a sua efectividade. Os custos de     vacina&#231;&#227;o s&#227;o elevados e &#233; improv&#225;vel que esta seja custo-efectiva nos pre&#231;os     praticados.</p>     <p>Muitas     quest&#245;es s&#243; ser&#227;o respondidas ap&#243;s implementa&#231;&#227;o da vacina&#231;&#227;o em larga escala e     subsequentes programas de monitoriza&#231;&#227;o.</p>       <p>&nbsp;</p>       <p><b>REFER&#202;NCIAS BIBLIOGR&#193;FICAS</b></p>       <!-- ref --><p>1. Cavaco A,     Gouveia C, Rodrigues F, Prata F, Varandas L, Comiss&#227;o de Vacinas. Recomenda&#231;&#245;es     sobre vacinas: actualiza&#231;&#227;o 2014. Lisboa: Sociedade de Infecciologia     Pedi&#225;trica, Sociedade Portuguesa de Pediatria; 2014. Available from: <a href="http://www.spp.pt/UserFiles/file/Comissao_de_Vacinas/RECOMENDACOES_SOBRE_VACINAS_EXTRA_PNV_2014%20_1_%20FINAL.pdf" target="_blank">http://www.spp.pt/UserFiles/file/Comissao_de_Vacinas/RECOMENDACOES_SOBRE_VACINAS_EXTRA_PNV_2014%20_1_%20FINAL.pdf</a>   &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000047&pid=S2182-5173201400060001200001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>2. Sim&#245;es     MJ. Epidemiologia de base laboratorial da doen&#231;a meningoc&#243;cica invasiva em     Portugal. Observa&#231;&#245;es: boletim epidemiol&#243;gico. 2013;2(4):6-8. Available from: <a href="http://repositorio.insa.pt/handle/10400.18/1567" target="_blank">http://repositorio.insa.pt/handle/10400.18/1567</a> &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000048&pid=S2182-5173201400060001200002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>3. Gill CJ.     Novel assessment of a novel meningitis B vaccine. Lancet Infect Dis.     2013;13(5):381-2.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000049&pid=S2182-5173201400060001200003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>4. Committee     for Medicinal Products for Human Use. Assessment report: Bexsero, meningococcal     group B vaccine (rDNA, component, adsorbed). London: European Medicines Agency;     2012. Available from: <a href="http://www.ema.europa.eu/docs/en_GB/document_library/EPAR_-_Public_assessment_report/human/002333/WC500137883.pdf" target="_blank">http://www.ema.europa.eu/docs/en_GB/document_library/EPAR_-_Public_assessment_report/human/002333/WC500137883.pdf</a>    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000051&pid=S2182-5173201400060001200004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>5. Pouwels     KB, Hak E, van der Ende A, Christensen H, van den Dobbelsteen GP, Postma MJ.     Cost-effectiveness of vaccination against meningococcal B among Dutch infants:     crucial impact of changes in incidence. Hum Vaccin Immunother.     2013;9(5):1129-38.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000052&pid=S2182-5173201400060001200005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <p>&nbsp;</p>       <p><b>Conflitos de interesse</b></p>       <p>A autora     declara n&#227;o ter conflito de interesses.</p>      ]]></body><back>
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