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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><b>CLUBE DE LEITURA</b></p>     <p><font size="4"><b>Quimioprofilaxia no refluxo     vesico-ureteral: uma op&#231;&#227;o actual?</b></font></p>       <p><font size="3"><b>Antibiotic     prophylaxis in vesicoureteral reflux: a current option?</b></font></p>       <p><b>Ana Alves*, Diana Eira**</b></p>       <p>*M&#233;dica     interna de Medicina Geral e Familiar, Unidade de     Sa&#250;de Familiar Alto da Maia - ACES Maia-Valongo  </p>       <p>**M&#233;dica     interna de Medicina Geral e Familiar, Unidade de     Sa&#250;de Familiar Maresia - ULS Matosinhos</p>     <hr/>     <p>&nbsp;</p>       <p>The RIVUR     Trial Investigators, Hoberman A, Greenfield SP, Mattoo TK, Keren R, Mathews R,     et al. Antimicrobial prophylaxis for children with vesicoureteral reflux. N Eng     J Med. 2014;370(25):2367-76.</p>       <p><b>Introdu&#231;&#227;o</b></p>       <p>Um ter&#231;o das     crian&#231;as com infec&#231;&#227;o urin&#225;ria febril apresenta refluxo vesico-ureteral (RVU),     sendo que este se associa a um risco elevado de les&#227;o renal. Estudos recentes     t&#234;m revelado resultados contradit&#243;rios relativamente &#224; efectividade da     profilaxia antimicrobiana na diminui&#231;&#227;o da recorr&#234;ncia das infec&#231;&#245;es.</p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>M&#233;todos</b></p>       <p>Foi     realizado um estudo multic&#234;ntrico, aleatorizado, duplamente cego e controlado     com placebo que envolveu o acompanhamento de 607 crian&#231;as entre os dois e os 71     meses de idade, com refluxo vesico-ureteral de grau I a IV, diagnosticado ap&#243;s     a primeira ou segunda infec&#231;&#227;o urin&#225;ria febril ou sintom&#225;tica. Estas crian&#231;as     foram acompanhadas durante dois anos, com o objectivo de avaliar a efic&#225;cia da     profilaxia com trimetropim-sulfametoxazol (3mg/kg de trimetropim e 15mg/kg de     sulfametoxazol, uma vez por dia) na preven&#231;&#227;o da recorr&#234;ncia da infec&#231;&#227;o     urin&#225;ria febril ou sintom&#225;tica. Os <i>outcomes</i> secund&#225;rios deste estudo foram a presen&#231;a de cicatriz renal, a fal&#234;ncia da     profilaxia (uma combina&#231;&#227;o de recorr&#234;ncia de infec&#231;&#227;o urin&#225;ria e cicatriz     renal) e a resist&#234;ncia antimicrobiana. </p>       <p><b>Resultados</b></p>       <p>No grupo das     crian&#231;as a fazer profilaxia, 39 em 302 desenvolveram infec&#231;&#227;o urin&#225;ria     recorrente, enquanto no grupo que recebeu placebo esta ocorreu em 72 das 305     crian&#231;as. A profilaxia reduziu o risco de recorr&#234;ncias em cerca de 50% das     crian&#231;as e foi particularmente eficaz nas crian&#231;as com infec&#231;&#245;es febris e nas     com disfun&#231;&#227;o vesical e intestinal de base. A ocorr&#234;ncia de cicatriz renal n&#227;o     foi significativamente diferente nos dois grupos. Entre 87 crian&#231;as cuja     primeira infec&#231;&#227;o recorrente foi causada pela <i>Escherichia coli,</i> a propor&#231;&#227;o de bact&#233;rias resistentes ao trimetropim-sulfametoxazol     foi de 63% no grupo que recebeu quimioprofilaxia e de 19% no grupo de controlo.</p>       <p><b>Discuss&#227;o</b></p>       <p>Em crian&#231;as     com refluxo vesico-ureteral diagnosticado ap&#243;s infec&#231;&#227;o urin&#225;ria, a     quimioprofilaxia est&#225; associada a uma redu&#231;&#227;o substancial da recorr&#234;ncia de     infec&#231;&#227;o, mas n&#227;o da cicatriz renal.</p>       <p><b>COMENT&#193;RIO</b></p>       <p>Refluxo     vesico-ureteral (RVU) define-se como o fluxo retr&#243;grado de urina da bexiga para     o ureter e rim. Pode ser classificado como prim&#225;rio (causado por uma     malforma&#231;&#227;o cong&#233;nita da jun&#231;&#227;o uretero-vesical), a forma de apresenta&#231;&#227;o mais     frequente, ou secund&#225;rio (condi&#231;&#227;o adquirida como resultado de uma disfun&#231;&#227;o     uretero-vesical). A incid&#234;ncia do RVU em rec&#233;m-nascidos saud&#225;veis &#233; de     aproximadamente 1 a 3%, apesar de esta condi&#231;&#227;o poder estar subestimada devido     &#224; necessidade de um procedimento invasivo para o seu diagn&#243;stico. Em crian&#231;as     diagnosticadas com uma infec&#231;&#227;o do trato urin&#225;rio (ITU) febril esta incid&#234;ncia     aumenta para cerca de 30 a 40%.<sup>1-2</sup></p>       <p>O RVU &#233;     classificado em 5 graus, sendo o grau I o mais ligeiro e o grau V o mais     severo. Todos os graus de RVU prim&#225;rio podem resolver-se espontaneamente ao     longo do tempo, com maior probabilidade de resolu&#231;&#227;o nas crian&#231;as mais novas e     com graus de RVU menores;<sup>2-3</sup> e mais precocemente se houver preven&#231;&#227;o     de ocorr&#234;ncia de ITUs.<sup>2</sup> O RVU est&#225; associado &#224; ocorr&#234;ncia de ITUs     que podem levar ao desenvolvimento de pielonefrite, cicatriz renal, hipertens&#227;o     e insufici&#234;ncia renal cr&#243;nica.<sup>2-3</sup></p>       <p>A corre&#231;&#227;o     cir&#250;rgica &#233; curativa em cerca de 98% dos pacientes; contudo, est&#225; associada a     um risco consider&#225;vel de morbilidade, pelo que j&#225; n&#227;o constitui o tratamento <i>standard</i> para todos os casos de RVU.<sup>2</sup> A quimioprofilaxia antibi&#243;tica (intermitente ou cont&#237;nua) para a preven&#231;&#227;o de     ITUs febris recorrentes e a atitude de vigil&#226;ncia s&#227;o, actualmente, os     tratamentos para o RVU usualmente mais utilizados na pr&#225;tica cl&#237;nica com o     objectivo de evitar a les&#227;o renal e minimizar a morbilidade destes indiv&#237;duos.<sup>1,3</sup></p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A profilaxia     antibi&#243;tica cont&#237;nua <i>(&#8220;Continuous     antibiotic prophylaxis</i> - CAP&#8221;), inquestion&#225;vel h&#225; uns anos atr&#225;s, come&#231;ou     gradualmente a gerar controv&#233;rsia entre a comunidade m&#233;dica.<sup>2,4</sup> O     seu papel tem sido estudado de forma a entender melhor a sua efic&#225;cia geral,     custo-benef&#237;cio e determinar o momento de in&#237;cio e dura&#231;&#227;o da profilaxia mais     adequados.<sup>3</sup> Alguns estudos revelaram n&#227;o haver nenhum benef&#237;cio com     a CAP, especialmente nas crian&#231;as com baixos graus de RVU; outros estudos     mostram que esta leva a uma redu&#231;&#227;o significativa de ITUs recorrentes e impede     o dano renal, especialmente em pacientes com graus III e IV de refluxo.<sup>3-4</sup> A favor da n&#227;o profilaxia com antibi&#243;ticos est&#227;o tamb&#233;m os danos potenciais do     seu uso desnecess&#225;rio, como efeitos adversos, aumento da resist&#234;ncia aos     antibi&#243;ticos, supress&#227;o medular e reac&#231;&#245;es al&#233;rgicas graves.<sup>4</sup> Os     antibi&#243;ticos mais frequentemente utilizados na quimioprofilaxia s&#227;o a     amoxicilina e/ou trimetoprim, sulfametoxazol-trimetoprim ou nitrofuranto&#237;na,     administrados diariamente em baixa dose.<sup>3-4</sup></p>       <p>As &#250;ltimas     orienta&#231;&#245;es da Associa&#231;&#227;o Americana de Urologia (AUA), de 2010, recomendam o     uso de quimioprofilaxia antibi&#243;tica cont&#237;nua em crian&#231;as com menos de um ano de     idade com RVU e hist&#243;ria de ITU febril e com RVU grau III-V sem hist&#243;ria de ITU     febril. Nas crian&#231;as acima de um ano de idade, a CAP dever&#225; ser ponderada de     acordo com a presen&#231;a de outros factores de risco (hist&#243;ria de ITUs febris     recorrentes, les&#227;o renal ou disfun&#231;&#227;o vesical/intestinal), sendo a atitude de     vigil&#226;ncia uma op&#231;&#227;o a considerar.<sup>5</sup></p>       <p>J&#225; a     Associa&#231;&#227;o Europeia de Urologia (EAU), em 2012, recomenda a CAP em todas as     crian&#231;as com RVU diagnosticado durante o primeiro ano de vida,     independentemente do grau de RVU e da presen&#231;a de cicatrizes renais ou     sintomas. Nas crian&#231;as com idade compreendida entre 1 e 5 anos que se     apresentem com RVU grau III-V, a CAP &#233; a op&#231;&#227;o preferencial para o tratamento     inicial; e naquelas com graus inferiores de RVU e assintom&#225;ticas, a vigil&#226;ncia     apertada sem quimioprofilaxia pode constituir uma op&#231;&#227;o de tratamento.<sup>3</sup></p>       <p>Estudos     aleatorizados recentes, a maioria deles n&#227;o cegos, t&#234;m revelado resultados     contradit&#243;rios relativamente &#224; efectividade da profilaxia antibi&#243;tica na     diminui&#231;&#227;o da recorr&#234;ncia das infec&#231;&#245;es. Uma poss&#237;vel raz&#227;o para resultados t&#227;o     divergentes entre estudos de quimioprofilaxia antibi&#243;tica poder&#225; ser o n&#227;o     cumprimento correcto da profilaxia antibi&#243;tica cont&#237;nua.<sup>4</sup> Infelizmente, at&#233; este ponto, muitos dos estudos aleatorizados que avaliam a     efic&#225;cia da CAP valorizaram a ades&#227;o terap&#234;utica de forma pouco consistente,     dificultando assim a interpreta&#231;&#227;o de grande parte dos dados actuais sobre a     efic&#225;cia do antibi&#243;tico.<sup>4</sup></p>       <p>Ainda que     seja dif&#237;cil fazer recomenda&#231;&#245;es definitivas com base em literatura recente, &#233;     consensual que a profilaxia antibi&#243;tica poder&#225; n&#227;o ser necess&#225;ria para todos os     pacientes com RVU.<sup>2-3</sup> O que &#233; realmente dif&#237;cil e arriscado &#233; a     selec&#231;&#227;o das crian&#231;as que n&#227;o beneficiar&#227;o da CAP. Esta selec&#231;&#227;o pode ser     influenciada pela presen&#231;a de factores de risco para ITU, como idade mais     baixa, RVU de alto grau, estado de controlo dos esf&#237;ncteres, sexo feminino e     presen&#231;a de circuncis&#227;o.<sup>3</sup> Pela inexist&#234;ncia de informa&#231;&#227;o concreta e     consequente dificuldade de selec&#231;&#227;o, a abordagem frequentemente utilizada &#233; a     utiliza&#231;&#227;o de CAP na maioria dos casos; no entanto, recomenda-se vivamente que     as vantagens e desvantagens desta op&#231;&#227;o terap&#234;utica sejam discutidas em detalhe     com a fam&#237;lia.<sup>2</sup> Relativamente &#224; dura&#231;&#227;o ideal da CAP, n&#227;o existem     estudos recentes que permitam determinar este per&#237;odo temporal de forma fi&#225;vel     nas crian&#231;as com RVU.<sup>3</sup></p>     <p>O estudo     apresentado foi desenhado de forma a evitar algumas das limita&#231;&#245;es presentes em     estudos anteriores, utilizando uma amostra grande e representativa de crian&#231;as     com RVU de graus I a IV, crit&#233;rios de diagn&#243;stico rigorosos, escalas     padronizadas e an&#225;lise da ades&#227;o &#224; terap&#234;utica. Os resultados deste estudo, que     demonstram que a quimioprofilaxia est&#225; associada a uma redu&#231;&#227;o substancial da     recorr&#234;ncia de infec&#231;&#227;o urin&#225;ria, podem justificar a recomenda&#231;&#227;o de CAP na     preven&#231;&#227;o da recorr&#234;ncia das infec&#231;&#245;es. No entanto, e apesar deste dado n&#227;o ter     sido valorizado pelos autores, verificou-se um aumento do n&#250;mero de bact&#233;rias     resistentes ao trimetropim-sulfametoxazol no grupo submetido &#224;     quimioprofilaxia. Outra das grandes limita&#231;&#245;es que se podem apontar a este     estudo &#233; o facto de este fazer uma recomenda&#231;&#227;o baseada na redu&#231;&#227;o do n&#250;mero de     recorr&#234;ncias de ITUs e n&#227;o ter um efeito comprovado na preven&#231;&#227;o da les&#227;o     renal, o que pode p&#244;r em causa o custo-benef&#237;cio futuro desta recomenda&#231;&#227;o.     Como tal, s&#227;o necess&#225;rias mais an&#225;lises de custo-efic&#225;cia para ajudar a     refor&#231;ar a op&#231;&#227;o terap&#234;utica pela quimioprofilaxia na preven&#231;&#227;o da recorr&#234;ncia     de ITU de forma a contribuir para uma resolu&#231;&#227;o espont&#226;nea mais precoce do RVU.</p>       <p>&nbsp;</p>       <p><b>REFER&#202;NCIAS BIBLIOGR&#193;FICAS</b></p>       <!-- ref --><p>1. The RIVUR     Trial Investigators, Hoberman A, Greenfield SP, Mattoo TK, Keren R, Mathews R,     et al. Antimicrobial prophylaxis for children with vesicoureteral reflux. N Eng     J Med. 2014;370(25):2367-76.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000031&pid=S2182-5173201400060001400001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>2. Robinson     J.&nbsp; Antibiotic prophylaxis in     vesicoureteral reflux: a practice revisited. Can Pharm J. 2013;146(2):84-7.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000033&pid=S2182-5173201400060001400002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>3. Tekg&#252;l S,     Riedmiller H, Hoebeke P, Kocvara R, Nijman RJ, Radmayr C, et al. EAU guidelines     on vesicoureteral reflux in children. Eur Urol. 2012;62(3):534-42.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000035&pid=S2182-5173201400060001400003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>4. Weinberg     AE, Hseih MH. Current management of vesicoureteral reflux in pediatric     patients: a review. Ped Health Med Ther. 2013;4:1-12.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000037&pid=S2182-5173201400060001400004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>5. Peters     CA, Skooj SJ. Management and screening of primary vesicoureteral reflux in     children: AUA guideline. American Urological Association; 2010.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000039&pid=S2182-5173201400060001400005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <p>&nbsp;</p>       <p><b>Conflitos de interesse</b></p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p>As autoras     declaram n&#227;o ter conflito de interesses.</p> </div>      ]]></body><back>
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