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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><b>EDITORIAL</b></p>      <p><font size="4"><b>Promo&ccedil;&atilde;o de sa&uacute;de e marketing social</b></font></p>       <p><b>Paula Broeiro*</b></p>       <p>*Directora     da Revista Portuguesa de Medicina Geral e Familiar</p>         <p><a href="#c0">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a> | <a href="#c0">Direcci&oacute;n para correspondencia</a> | <a href="#c0">Correspondence</a><a name="topc0"></a></p> <hr/>     <p>&nbsp;</p>        <p>No final de     2014 decorreu a &uacute;ltima campanha da Funda&ccedil;&atilde;o Portuguesa “Comunidade contra a     SIDA” e o Congresso Nacional VIH, Doen&ccedil;as Infecciosas e Microbiologia Cl&iacute;nica.     A &ecirc;nfase, nos &oacute;rg&atilde;os de comunica&ccedil;&atilde;o social, foi dada aos testes de rastreio. </p>       <p>Hoje, o novo     tratamento da hepatite C (Sofosbuvir) inunda os telejornais.</p>       <p>A aparente     contradi&ccedil;&atilde;o na ordem natural do investimento em sa&uacute;de leva-nos a questionar     porque se centram as not&iacute;cias de divulga&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica no diagn&oacute;stico e na     terap&ecirc;utica. Onde est&aacute; o investimento na educa&ccedil;&atilde;o e promo&ccedil;&atilde;o de sa&uacute;de e,     consequentemente, na ado&ccedil;&atilde;o de comportamentos saud&aacute;veis? Esta reflex&atilde;o fez-nos     regressar aos conceitos de promo&ccedil;&atilde;o de sa&uacute;de/sentido de coer&ecirc;ncia e &agrave;s quest&otilde;es     da comunica&ccedil;&atilde;o em sa&uacute;de/marketing social.</p>       <p>Com a Carta     de Otawa, a sa&uacute;de passou a ser vista como um conceito positivo que acentua a     import&acirc;ncia dos recursos sociais e pessoais, decorrentes estes da garantia das     condi&ccedil;&otilde;es b&aacute;sicas e recursos fundamentais como: paz, abrigo, educa&ccedil;&atilde;o,     alimenta&ccedil;&atilde;o, entre outros.<sup>1</sup> A promo&ccedil;&atilde;o de sa&uacute;de &eacute;, assim, o processo     que visa aumentar a capacidade dos indiv&iacute;duos e das comunidades para     controlarem a sua sa&uacute;de, no sentido de a melhorar.<sup>1</sup> A sa&uacute;de &eacute;, em     si, um bem civilizacional que torna evidente as desigualdades atribu&iacute;veis ao     “gradiente social”. Dos determinantes sociais da sa&uacute;de, a educa&ccedil;&atilde;o &eacute; a que     melhor se relaciona com o maior grau de coes&atilde;o social, melhor sa&uacute;de, bem-estar     e comportamentos saud&aacute;veis na vida adulta.<sup>2</sup> H&aacute; evid&ecirc;ncia de que a     educa&ccedil;&atilde;o pode ajudar a reduzir a incid&ecirc;ncia de doen&ccedil;as cr&oacute;nicas e a melhorar a     gest&atilde;o pessoal de doen&ccedil;a e que pode ajudar a diminuir a preval&ecirc;ncia de doen&ccedil;as     sexualmente transmiss&iacute;veis.<sup>2</sup></p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Tendo     subjacente a ess&ecirc;ncia da Carta de Ottawa, Antonovsky introduziu o conceito de <i>salutog&eacute;nese</i> (pensar o que gera sa&uacute;de,     ao inv&eacute;s de pensar apenas o que gera doen&ccedil;a) e Sentido de Coer&ecirc;ncia.<sup>3-4</sup> Defende que o sentido de coer&ecirc;ncia &eacute; a capacidade de cada pessoa compreender as     situa&ccedil;&otilde;es de <i>stress</i> e de mobilizar     recursos pessoais, sociais e de sa&uacute;de para as ultrapassar e que a autoconfian&ccedil;a     resultante se reflete na forma como cada um pensa, &eacute; e age. Neste modelo     conceptual, a promo&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de n&atilde;o se limita a comportamentos relacionados com     a sa&uacute;de e n&atilde;o se centra apenas no comportamento individual, mas tamb&eacute;m na forma     como a sociedade se organiza.<sup>3</sup> De acordo com Antonovsky, a met&aacute;fora     “a sa&uacute;de no rio da vida” (<a href="#f1">Figura 1</a>) sustenta que n&atilde;o basta evitar o <i>stress</i> e que, em vez disso, as pessoas     deviam ser autossuficientes, “aprender a nadar”.<sup>3-4</sup> Mas tamb&eacute;m que &eacute;     necess&aacute;rio implementar os princ&iacute;pios da salutog&eacute;nese e sentido de coer&ecirc;ncia em     todas as pol&iacute;ticas e inclu&iacute;-los no processo de aprendizagem e de     desenvolvimento na escola.<sup>3</sup></p>     <p>&nbsp;</p>    <p align="center"><a name="f1"></a><img src="/img/revistas/rpmgf/v31n1/31n1a01f1.jpg"/></p>    
<p>&nbsp;</p>       <p>Interven&ccedil;&otilde;es     baseadas na escola, para melhorar o conhecimento sexual e de doen&ccedil;as     sexualmente transmiss&iacute;veis relacionadas com comportamentos, bem como programas     antitab&aacute;gicos e de preven&ccedil;&atilde;o da toxicodepend&ecirc;ncia, tendem a mostrar efeitos     positivos em todos os pa&iacute;ses, apesar de a evid&ecirc;ncia do seu impacto na sa&uacute;de a     longo prazo continuar a ser limitada.<sup>2</sup> As interven&ccedil;&otilde;es relacionadas     com a mudan&ccedil;a de h&aacute;bitos devem ser, social e culturalmente, influenciadas, isto     porque os comportamentos s&atilde;o determinados pelo que &eacute; aceite ou incentivado     socialmente.<sup>2-5</sup> Interven&ccedil;&otilde;es que visam gerar uma mudan&ccedil;a de estilos     de vida entre os jovens e as crian&ccedil;as conduzem a uma mudan&ccedil;a de valores     sociais, devendo, por isso, usar recursos educacionais que incentivem   efetivamente a necess&aacute;ria transforma&ccedil;&atilde;o cultural.<sup>2</sup></p>       <p>O sucesso da     ado&ccedil;&atilde;o coletiva de comportamentos saud&aacute;veis precisa que os decisores entendam o     problema como uma necessidade que requer uma abordagem hol&iacute;stica, em que a     Comunica&ccedil;&atilde;o em Sa&uacute;de e o Marketing Social podem ter um papel relevante. O     marketing social &eacute; amplamente utilizado para influenciar o comportamento de     sa&uacute;de e aplica uma vasta gama de estrat&eacute;gias de comunica&ccedil;&atilde;o;<sup>6</sup> utiliza estrat&eacute;gias de marketing comercial &agrave; promo&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de p&uacute;blica, &eacute;     eficaz a n&iacute;vel populacional e pode contribuir para a efic&aacute;cia das interven&ccedil;&otilde;es;<sup>6</sup> visa alterar o comportamento da popula&ccedil;&atilde;o-alvo e, para tal, avalia os fatores     que fundamentam a recetividade da mensagem, tal como a credibilidade e simpatia     do argumento e utiliza a teoria comportamental.<sup>6</sup> Este marketing, que     visa mudar o comportamento de sa&uacute;de, encontra concorr&ecirc;ncia, tendo como desafio     o ser capaz de competir com os anunciantes de produtos com or&ccedil;amentos     superiores e diversidade de formas de chegar aos consumidores.<sup>6</sup></p>       <p>Um estudo de     17 campanhas de sa&uacute;de europeias recentes sobre uma variedade de t&oacute;picos,     incluindo a promo&ccedil;&atilde;o de testes para VIH, demonstrou que os comportamentos a     necessitar de serem alterados uma ou, apenas, algumas vezes s&atilde;o mais f&aacute;ceis de     promover do que aqueles que devem ser repetidos e mantidos ao longo do tempo.<sup>6</sup> As campanhas de comunica&ccedil;&atilde;o em sa&uacute;de devem integrar mensagens que, direta ou     indiretamente, informem e, consequentemente, influenciem a altera&ccedil;&atilde;o e     manuten&ccedil;&atilde;o de comportamentos saud&aacute;veis.<sup>7</sup> Existe evid&ecirc;ncia de que     campanhas de comunica&ccedil;&atilde;o em sa&uacute;de, por si s&oacute;, aumentam a consciencializa&ccedil;&atilde;o e o     conhecimento e, assim, podem contribuir para mudan&ccedil;as de atitudes e inten&ccedil;&otilde;es     comportamentais.<sup>7</sup> As campanhas de comunica&ccedil;&atilde;o de sa&uacute;de p&uacute;blica     complementadas com outras estrat&eacute;gias (e.g., os servi&ccedil;os de rastreio) s&atilde;o mais     propensas a produzir mudan&ccedil;as positivas de comportamentos relacionados com a     sa&uacute;de do que as campanhas de comunica&ccedil;&atilde;o em sa&uacute;de isoladas.<sup>7</sup></p>       <p>Sabemos que     as pessoas tomam, ou n&atilde;o, decis&otilde;es saud&aacute;veis dentro do contexto do ambiente     social e cultural em que vivem. Se as pessoas n&atilde;o disp&otilde;em de um ambiente seguro     para o exerc&iacute;cio f&iacute;sico provavelmente n&atilde;o o praticar&atilde;o. Se os preservativos n&atilde;o     s&atilde;o, socialmente, aceit&aacute;veis ou acess&iacute;veis n&atilde;o ser&atilde;o utilizados. A teoria     eco-social &eacute; um quadro importante que oferece <i>insight</i> sobre como e porque esses comportamentos ocorrem. Esta     teoria identifica m&uacute;ltiplos n&iacute;veis de influ&ecirc;ncia (intrapessoais, sociais,     ambientais e institucionais) e emprega uma variedade de disciplinas e     perspetivas, num esfor&ccedil;o de compreens&atilde;o e abordagem de problemas de sa&uacute;de     p&uacute;blica complexos.<sup>8</sup> O axioma fundamental no marketing social &eacute; a     no&ccedil;&atilde;o de troca volunt&aacute;ria: que os indiv&iacute;duos adotam produtos, ideias e     comportamentos esperando benef&iacute;cios. As abordagens combinadas de marketing     social e teoria eco-social com foco em pessoas e lugares pode resultar em     mudan&ccedil;as de comportamento permanentes.<sup>8</sup></p>     <p>A infe&ccedil;&atilde;o     VIH-SIDA &eacute; paradigm&aacute;tica do papel dos determinantes sociais de sa&uacute;de,     verificando-se que em Portugal, desde 2000, se regista uma frequ&ecirc;ncia crescente     de casos entre imigrantes e aumento da propor&ccedil;&atilde;o de novos casos na popula&ccedil;&atilde;o     com idade superior a 49 anos.<sup>9</sup> Apesar disso, verifica-se uma     tend&ecirc;ncia de decr&eacute;scimo do n&uacute;mero de novos casos e um decl&iacute;nio consistente da     propor&ccedil;&atilde;o de casos de SIDA relativamente ao total de novos casos, tal como     noutros pa&iacute;ses ocidentais.<sup>9</sup> O sucesso das campanhas relacionadas com     os direitos humanos, do UNAIDS: “Zero novas infec&ccedil;&otilde;es”, “Zero mortes     relacionadas com a SIDA” e “Zero Discrimina&ccedil;&atilde;o”,<sup>10</sup> depende da     coer&ecirc;ncia, persist&ecirc;ncia e continuidade da prossecu&ccedil;&atilde;o destes objetivos.</p>       <p>Em Portugal,     o marketing social em sa&uacute;de parece ter pouca express&atilde;o, n&atilde;o se antecipando aos     fen&oacute;menos sociol&oacute;gicos da sa&uacute;de. A complexidade deste fen&oacute;meno requer que, em     todos os problemas relacionados com o comportamento, n&atilde;o se abandone a promo&ccedil;&atilde;o     de sa&uacute;de (e.g., Zero novas infec&ccedil;&otilde;es), antes se integre em programas de     educa&ccedil;&atilde;o e em campanhas de marketing social ciclicamente renovadas e     concorrenciais com as ind&uacute;strias, farmac&ecirc;utica e de dispositivos m&eacute;dicos (e.g.,     testes de diagn&oacute;stico) e se apele ao sentido de coer&ecirc;ncia individual e     coletiva. </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>       <p><b>REFER&Ecirc;NCIAS BIBLIOGR&Aacute;FICAS</b></p>       <!-- ref --><p>1.&nbsp; World Health Organization. The OTTAWA     charter for health promotion (Internet). Geneva: WHO; 1986. Available from: <a href="http://www.who.int/healthpromotion/conferences/previous/ottawa/en/" target="_blank">http://www.who.int/healthpromotion/conferences/previous/ottawa/en/</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000025&pid=S2182-5173201500010000100001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>2. World     Health Organization. The economics of social determinants of health and health     inequalities. Geneva: WHO; 2013. ISBN 9789241548625&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000026&pid=S2182-5173201500010000100002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>3. Eriksson     M, Lindstr&ouml;m B. A salutogenic interpretation of the Ottawa Charter. Health     Promot Int. 2008;23(2):190-9.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000027&pid=S2182-5173201500010000100003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>       <!-- ref --><p>4.     Antonovsky A. The salutogenic model as a theory to guide health promotion.     Health Promot Int. 1996;11(1):11-8.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000029&pid=S2182-5173201500010000100004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>5. Yaphe J.     Culture and health: why we need medical anthropology in family medicine in     Portugal. Rev Port Med Geral Fam. 2014;30(6):354-5.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000031&pid=S2182-5173201500010000100005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>6. Evans WD.     How social marketing works in health care. BMJ. 2006;332(7551):1207-10.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000033&pid=S2182-5173201500010000100006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>       <!-- ref --><p>7. Robinson     MN, Tansil KA, Elder RW, Soler RE, Labre MP, Mercer SL, et al. Mass media     health communication campaigns combined with health-related product     distribution: a community guide systematic review. Am J Prev Med. 2014;47(3):360-71.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000035&pid=S2182-5173201500010000100007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>       <p>8. Daniel     KL, Bernhardt JM, Ero&#287;lu D. Social marketing and health communication:     from people to places. Am J Public Health. 2009;99(12):2120-2.</p>     <!-- ref --><p>9. Diniz A,     Duarte R, Caldeira C, Bettencourt J, Gomes M, Oliveira O, et al. Portugal,     infe&ccedil;&atilde;o VIH, SIDA e tuberculose em n&uacute;meros - 2014. Lisboa: Dire&ccedil;&atilde;o-Geral     da Sa&uacute;de; 2014.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000038&pid=S2182-5173201500010000100009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>       <!-- ref --><p>10. UNAIDS.     Getting to zero: 2011-2015 Strategy Joint United Nations Programme on     HIV/AIDS (UNAIDS). Washington: World Health Organization; 2011. ISBN     97892917388305 &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000040&pid=S2182-5173201500010000100010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>&nbsp;</p>     <p><a href="#topc0">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a> | <a href="#topc0">Direcci&oacute;n para correspondencia</a> | <a href="#topc0">Correspondence</a><a name="c0"></a></p>        ]]></body>
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