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<journal-title><![CDATA[Revista Portuguesa de Medicina Geral e Familiar]]></journal-title>
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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Avaliação do conhecimento sobre a utilização de inaladores entre médicos e profissionais de farmácia dos Açores]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Physicians’ and pharmacists’ knowledge of inhaler technique in the Azores]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Objectives: To evaluate physicians’ and pharmacists’ knowledge and competence in the use of pressurized metered dosed inhalers and turbohalers. Study Design: Multicenter cross-sectional. Setting: Primary healthcare centers, pediatric and internal medicine services, and pharmacies on four Azorean islands. Participants: Family physicians, internists, pediatricians, and pharmacists. Methods: A census of the population of physicians and a convenience sample of pharmacists were obtained. Health care providers were asked to demonstrate the use of two inhaler devices. The authors observed each step using a checklist. Logistic regression was used for data analysis. Results: The study population included 45 pharmacists, 91 family doctors, 26 internists and 19 pediatricians. The mean age of participants 40.8 years (±12.2), and 66.9% (121) of the sample were women. Five participants (2.8%) correctly demonstrated inhalation technique with both devices. The most prevalent errors observed were failing to exhale to residual volume, failing to hold the inhaled breath for 5 seconds with both inhalation devices, failure to wash the mouth with water if the device contained steroids, and failure to shake the metered dosed inhaler before using it. Poor knowledge about inhalation technique with the metered dosed inhaler was related to being a pharmacist (OR=4.94), age between 61 and 65 years (OR=5.95), and explaining the technique to patients ‘sometimes, almost never, or never’ (OR=3.63). With the dry powder inhaler, poor knowledge about inhalation technique was related to being a pharmacist (OR=3.51), being an internist (OR=6.55), age between 36 and 50 years (OR=3.68), age between 51 and 65 years (OR=11.44), and practicing in Faial island (OR=15.98). Conclusions: This study showed that most health care providers fail in their explanation of some essential steps in the correct use of inhalation devices.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Dispositivos Inalatórios]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Técnica Inalatória]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Arquipélago dos Açores]]></kwd>
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<kwd lng="en"><![CDATA[Inhalation Technique]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[Azores Archipelago]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><b>ESTUDOS ORIGINAIS</b></p>     <p><font size="4"><b>Avalia&ccedil;&atilde;o do conhecimento sobre a utiliza&ccedil;&atilde;o de inaladores entre m&eacute;dicos e profissionais de farm&aacute;cia dos A&ccedil;ores</b></font></p>     <p><font size="3"><b>Physicians’ and pharmacists’ knowledge of inhaler technique in the Azores</b></font></p>       <p><b>Sofia Correia,<sup>1</sup> F&aacute;bio Luz,<sup>2</sup> Vanessa Amaral,<sup>3</sup> Adelino Dias,<sup>4</sup> Telma Miragaia<sup>5</sup></b></p>       <p><sup>1,2,3,5</sup>M&eacute;dicos     internos de Medicina Geral e Familiar</p>       <p><sup>4</sup>Assistente     Graduado S&eacute;nior de Medicina Geral e Familiar</p>       <p><sup>1,4,5</sup>Unidade     de Sa&uacute;de de Ilha de S&atilde;o Miguel</p>       <p><sup>2</sup>Unidade     de Sa&uacute;de da Ilha Terceira</p>       <p><sup>3</sup>Unidade     de Sa&uacute;de da Ilha do Pico</p>         <p><a href="#c0">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a> | <a href="#c0">Direcci&oacute;n para correspondencia</a> | <a href="#c0">Correspondence</a><a name="topc0"></a></p> <hr/>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>      <p><b>RESUMO</b></p>       <p><b>Objetivos:</b> Avaliar a demonstra&ccedil;&atilde;o     pr&aacute;tica e a descri&ccedil;&atilde;o oral da utiliza&ccedil;&atilde;o do inalador pressurizado e inalador em     p&oacute; seco de m&eacute;dicos e profissionais de farm&aacute;cia.</p>       <p><b>Tipo de estudo:</b> Observacional,     multic&ecirc;ntrico, anal&iacute;tico, transversal.</p>       <p><b>Local:</b> Centros de sa&uacute;de, servi&ccedil;os de     pediatria e medicina interna e farm&aacute;cias de quatro ilhas dos A&ccedil;ores.</p>       <p><b>Popula&ccedil;&atilde;o:</b> M&eacute;dicos e profissionais de     farm&aacute;cia.</p>       <p><b>M&eacute;todos:</b> Nos m&eacute;dicos foi efetuado um     censo da popula&ccedil;&atilde;o, enquanto nos profissionais de farm&aacute;cia foi feita uma     amostra de conveni&ecirc;ncia. Os profissionais simularam o uso de dois dispositivos     inalat&oacute;rios e os autores verificaram o cumprimento de cada etapa numa <i>checklist.</i> Para a an&aacute;lise dos dados foi     utilizada a regress&atilde;o log&iacute;stica bin&aacute;ria.</p>       <p><b>Resultados:</b> Participaram no estudo 45     profissionais de farm&aacute;cia, 91 m&eacute;dicos de fam&iacute;lia, 26 internistas e 19 pediatras     com idade m&eacute;dia de 40,8 anos (&plusmn;12,2), 66,9% (121) eram mulheres. Cinco (2,8%)     demonstraram corretamente a t&eacute;cnica inalat&oacute;ria de ambos os dispositivos. As     etapas em que mais erraram foram: a expira&ccedil;&atilde;o m&aacute;xima antes da inala&ccedil;&atilde;o, suster     a respira&ccedil;&atilde;o pelo menos cinco segundos em ambos os inaladores, lavar a boca com     &aacute;gua e agitar o inalador pressurizado antes de usar. No inalador pressurizado,     um conhecimento pobre da t&eacute;cnica inalat&oacute;ria est&aacute; relacionado com o facto de ser     profissional de farm&aacute;cia (OR=4,94), idade entre 51 e 65 anos (OR=5,95) e     explicar “&agrave;s vezes, nem sempre ou nunca” a t&eacute;cnica (OR=3,63). Relativamente ao     inalador p&oacute; seco observou-se que ter um conhecimento pobre da t&eacute;cnica     inalat&oacute;ria est&aacute; associado com o facto de ser profissional de farm&aacute;cia (OR=3,51),     internista (OR=6,55), idade entre 36 e 50 anos (OR=3,68), 51 e 65 anos     (OR=11,44) e exercer na ilha do Faial (OR=15,98).</p>       <p><b>Conclus&otilde;es:</b> A maioria dos profissionais     de sa&uacute;de falha na explica&ccedil;&atilde;o de v&aacute;rias etapas essenciais para o uso correto dos     dispositivos inalat&oacute;rios.</p>       <p><b>Palavras-chave:</b> Dispositivos     Inalat&oacute;rios; T&eacute;cnica Inalat&oacute;ria; Arquip&eacute;lago dos A&ccedil;ores.</p>     <hr/>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><b>ABSTRACT</b></p>       <p><b>Objectives:</b> To evaluate physicians’ and     pharmacists’ knowledge and competence in the use of pressurized metered dosed   inhalers and turbohalers.</p>       <p><b>Study Design:</b> Multicenter     cross-sectional.</p>       <p><b>Setting:</b> Primary healthcare centers,     pediatric and internal medicine services, and pharmacies on four Azorean     islands.</p>       <p><b>Participants:</b> Family physicians,     internists, pediatricians, and pharmacists.</p>       <p><b>Methods:</b> A census of the population of     physicians and a convenience sample of pharmacists were obtained. Health care     providers were asked to demonstrate the use of two inhaler devices. The authors     observed each step using a checklist. Logistic regression was used for data     analysis.</p>       <p><b>Results:</b> The study population included     45 pharmacists, 91 family doctors, 26 internists and 19 pediatricians. The mean     age of participants 40.8 years (&plusmn;12.2), and 66.9% (121) of the sample were     women. Five participants (2.8%) correctly demonstrated inhalation technique     with both devices. The most prevalent errors observed were failing to exhale to     residual volume, failing to hold the inhaled breath for 5 seconds with both     inhalation devices, failure to wash the mouth with water if the device     contained steroids, and failure to shake the metered dosed inhaler before using     it. Poor knowledge about inhalation technique with the metered dosed inhaler     was related to being a pharmacist (OR=4.94), age between 61 and 65 years     (OR=5.95), and explaining the technique to patients ‘sometimes, almost never,     or never’ (OR=3.63). With the dry powder inhaler, poor knowledge about     inhalation technique was related to being a pharmacist (OR=3.51), being an     internist (OR=6.55), age between 36 and 50 years (OR=3.68), age between 51 and     65 years (OR=11.44), and practicing in Faial island (OR=15.98).</p>       <p><b>Conclusions:</b> This study showed that     most health care providers fail in their explanation of some essential steps in     the correct use of inhalation devices.</p>       <p><b>Keywords:</b> Inhalation Devices;     Inhalation Technique; Azores Archipelago.</p>     <hr/>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>       <p><b>Introdu&ccedil;&atilde;o</b></p>       <p>Os     inaladores s&atilde;o um componente fundamental no tratamento das doen&ccedil;as das vias     respirat&oacute;rias mais prevalentes, como a asma ou a doen&ccedil;a pulmonar obstrutiva     cr&oacute;nica, porque permitem o transporte e obten&ccedil;&atilde;o de concentra&ccedil;&otilde;es elevadas dos     f&aacute;rmacos nas vias respirat&oacute;rias inferiores com doses menores, obtendo-se um     in&iacute;cio de a&ccedil;&atilde;o mais r&aacute;pido, maximizando os efeitos terap&ecirc;uticos e minimizando a     absor&ccedil;&atilde;o sist&eacute;mica e os poss&iacute;veis efeitos secund&aacute;rios correspondentes.<sup>1-4</sup></p>       <p>Se     incorretamente utilizados, os f&aacute;rmacos n&atilde;o alcan&ccedil;am as vias respirat&oacute;rias     inferiores em quantidade suficiente, n&atilde;o atingindo concentra&ccedil;&otilde;es terap&ecirc;uticas eficazes,     pelo que uma boa t&eacute;cnica inalat&oacute;ria &eacute; fundamental para o controlo destas     patologias.<sup>1</sup> Est&aacute; provado que a efetividade do tratamento com um     inalador depende da t&eacute;cnica utilizada.<sup>4-5</sup> Giraud<sup>6</sup> verificou que o uso indevido de inaladores estava associado &agrave; diminui&ccedil;&atilde;o de     controlo da asma e Finkn<sup>7</sup> afirma que a gest&atilde;o bem sucedida da asma &eacute;     10% medicamento e 90% de educa&ccedil;&atilde;o. Os profissionais de sa&uacute;de que lidam com     doentes com patologias nas quais &eacute; imperativo o uso de inaladores, como m&eacute;dicos     e profissionais de farm&aacute;cia, s&atilde;o respons&aacute;veis pelo ensino da t&eacute;cnica de     utiliza&ccedil;&atilde;o destes aparelhos, desempenhando assim um papel crucial no alcance     dos objetivos terap&ecirc;uticos.<sup>1,7-9</sup> Na revis&atilde;o de Lavorini et al<sup>5</sup> verificou-se que entre 4 a 94% dos pacientes n&atilde;o usavam corretamente os seus     inaladores e 25% deles nunca tinham recebido instru&ccedil;&otilde;es verbais sobre a t&eacute;cnica     inalat&oacute;ria. H&aacute; evid&ecirc;ncia de que o ensino da t&eacute;cnica inalat&oacute;ria por um     profissional de sa&uacute;de est&aacute; associado a uma maior probabilidade dos doentes     usarem os dispositivos corretamente.<sup>9</sup></p>       <p>Os     inaladores pressurizados e inaladores de p&oacute; seco s&atilde;o dispositivos     frequentemente recomendados.<sup>10</sup> Em Portugal Continental existem     poucos estudos publicados que avaliam os conhecimentos dos profissionais de     sa&uacute;de sobre a t&eacute;cnica de utiliza&ccedil;&atilde;o de inaladores pressurizados e inaladores de     p&oacute; seco. No estudo de Silveira,<sup>11</sup> que englobou internistas, o autor     concluiu que os dispositivos inalat&oacute;rios eram incorretamente manuseados pelo     grupo testado, apesar de frequentemente prescritos. A n&iacute;vel internacional,     desde a d&eacute;cada de 80 que t&ecirc;m sido realizados trabalhos para avaliar o     conhecimento e habilita&ccedil;&atilde;o pr&aacute;tica do uso de inaladores entre os profissionais     de sa&uacute;de, mas os resultados continuam aqu&eacute;m do esperado.<sup>12-16</sup> Nos     A&ccedil;ores n&atilde;o existe nenhum estudo publicado desta natureza. Assim, este trabalho     teve como objetivo avaliar a demonstra&ccedil;&atilde;o pr&aacute;tica e a descri&ccedil;&atilde;o oral da     utiliza&ccedil;&atilde;o do inalador pressurizado e inalador de p&oacute; seco de m&eacute;dicos dos     cuidados de sa&uacute;de prim&aacute;rios, dos servi&ccedil;os de medicina interna, servi&ccedil;os de     pediatria e profissionais de farm&aacute;cia das ilhas de S&atilde;o Miguel, Terceira, Pico e     Faial.</p>       <p><b>M&eacute;todos</b></p>       <p>Realizou-se     um estudo observacional transversal e anal&iacute;tico, com recolha de dados entre 1     de novembro e 14 de dezembro de 2013. Tratou-se dum estudo multic&ecirc;ntrico     realizado em quatro ilhas do arquip&eacute;lago dos A&ccedil;ores (S&atilde;o Miguel, Terceira,     Faial e Pico).</p>        <p>A popula&ccedil;&atilde;o em estudo correspondeu aos m&eacute;dicos do Hospital    do Divino Esp&iacute;rito Santo na ilha de S&atilde;o Miguel e Santo Esp&iacute;rito    na Ilha Terceira (servi&ccedil;os de medicina interna e pediatria), das Unidades    de Sa&uacute;de de Ilha de S&atilde;o Miguel, Terceira, Faial e Pico e profissionais    de farm&aacute;cias comunit&aacute;rias das mesmas ilhas. Pretendeu-se fazer    um censo de todos os m&eacute;dicos dos referidos locais e a n&iacute;vel das    farm&aacute;cias foi utilizada uma amostra de conveni&ecirc;ncia composta por    um profissional por farm&aacute;cia, uma vez que n&atilde;o era poss&iacute;vel    isolar estes profissionais sem que os outros colegas observassem a demonstra&ccedil;&atilde;o.    De acordo com a listagem disponibilizada pelos recursos humanos dos hospitais    e unidades de sa&uacute;de de ilha, exerciam fun&ccedil;&otilde;es nas referidas    intui&ccedil;&otilde;es 198 m&eacute;dicos. O n&uacute;mero de farm&aacute;cias    foi obtido por consulta do <i>site</i> <a href="http://www.farmaciasportuguesas.pt" target="_blank">www.farmaciasportuguesas.pt</a>.    Foram exclu&iacute;dos 24 m&eacute;dicos: 12 por terem participado no estudo    piloto e os restantes por terem acesso ao protocolo de investiga&ccedil;&atilde;o    que continha a <i>checklist</i> com a descri&ccedil;&atilde;o das etapas da    t&eacute;cnica de cada inalador.</p>       <p>As vari&aacute;veis     estudadas foram: idade, g&eacute;nero, profiss&atilde;o, local de trabalho, anos de servi&ccedil;o,     disponibilidade para explica&ccedil;&atilde;o sobre o funcionamento dos inaladores e opini&atilde;o     sobre que profissionais devem explicar o modo de funcionamento (vari&aacute;veis     independentes). A vari&aacute;vel dependente estudada foi o conhecimento sobre a     t&eacute;cnica de utiliza&ccedil;&atilde;o de inaladores (pressurizado e p&oacute; seco - <i>turbohaler</i>), sendo que foi considerado     um pobre conhecimento quando o participante falhava quatro ou mais etapas.</p>       <p>Para     determinar o conhecimento sobre a utiliza&ccedil;&atilde;o de inaladores foi elaborada uma <i>checklist</i> composta por sete etapas para     o inalador pressurizado e seis etapas para o <i>turbohaler</i> (<a href="#a1">Anexo 1</a><a name="topa1"></a>), tendo sido adaptadas das recomenda&ccedil;&otilde;es     nacionais do Grupo de Doen&ccedil;as Respirat&oacute;rias da Associa&ccedil;&atilde;o Portuguesa de     Medicina Geral e Familiar.<sup>17</sup></p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A recolha de     dados foi efetuada mediante um inqu&eacute;rito elaborado e ministrado pelos autores.     O inqu&eacute;rito era composto por um cabe&ccedil;alho numerado contendo as vari&aacute;veis     demogr&aacute;ficas e em estudo. O inqu&eacute;rito foi objeto de um estudo piloto aplicado a     12 pessoas do universo em estudo que permitiu avaliar os v&aacute;rios aspetos     metodol&oacute;gicos e aperfei&ccedil;oar a t&eacute;cnica de recolha de dados. Para minimizar o     vi&eacute;s do entrevistador foi elaborado um texto padr&atilde;o para os quatro     investigadores utilizarem. Os investigadores entregaram aos participantes o     consentimento informado que foi assinado por ambos. Foram entregues     sequencialmente os dois inaladores e o participante explicava a t&eacute;cnica de     utiliza&ccedil;&atilde;o de cada um deles como se estivesse a ensinar o doente, enquanto o     investigador assinalava na <i>checklist</i> as etapas cumpridas. Foram pontuadas como corretas as etapas demonstradas pelo     participante, assim como a sua descri&ccedil;&atilde;o oral, visto que o objetivo dos     investigadores era aproximar o ambiente de demonstra&ccedil;&atilde;o da pr&aacute;tica cl&iacute;nica     di&aacute;ria do profissional, pois nem sempre existe um dispositivo placebo para     demonstra&ccedil;&atilde;o. Considerou-se que o participante tinha um pobre conhecimento     sobre a t&eacute;cnica inalat&oacute;ria quando falhava quatro ou mais etapas e um adequado     conhecimento quando falhava entre zero e tr&ecirc;s etapas.</p>       <p>Para a     an&aacute;lise dos dados obtidos, estes foram codificados e posteriormente     informatizados utilizando o programa SPSS, vers&atilde;o 20.0. A abordagem inicial     passou por an&aacute;lise descritiva e posteriormente foi efetuada uma an&aacute;lise de     regress&atilde;o log&iacute;stica bivari&aacute;vel para analisar as associa&ccedil;&otilde;es individuais com a     vari&aacute;vel dependente (falhar quatro ou mais etapas). As vari&aacute;veis que se     mostraram associadas na an&aacute;lise univari&aacute;vel e sem colinearidade espect&aacute;vel     foram inclu&iacute;das no modelo de regress&atilde;o log&iacute;stica multivari&aacute;vel. O n&iacute;vel de     signific&acirc;ncia adotado foi de 0,05.</p>       <p>O projeto de     investiga&ccedil;&atilde;o teve parecer favor&aacute;vel da Comiss&atilde;o de &Eacute;tica do Hospital do Divino     Esp&iacute;rito Santo na ilha de S&atilde;o Miguel e Santo Esp&iacute;rito na Ilha Terceira.</p>       <p><b>Resultados</b></p>       <p>Participaram     no estudo 136 m&eacute;dicos de um total de 174, o que corresponde a uma taxa de     participa&ccedil;&atilde;o de 78,2%, e 45 profissionais de farm&aacute;cia de um total de 58     farm&aacute;cias, obtendo-se uma taxa de participa&ccedil;&atilde;o de 77,6% entre os &uacute;ltimos.</p>       <p>Dos 181     profissionais que integraram o trabalho de investiga&ccedil;&atilde;o, 66,9% (121) eram mulheres.     A idade dos inquiridos variou entre 24 e 65 anos, com uma m&eacute;dia de 40,8 (&plusmn;12,2) anos (<a href="#q1">Quadro I</a>).</p>       <p>&nbsp;</p>    <p align="center"><a name="q1"></a><img src="/img/revistas/rpmgf/v31n1/31n1a03q1.jpg"/></p>    
<p>&nbsp;</p>       <p>Cinco (2,8%)     demonstraram corretamente a t&eacute;cnica inalat&oacute;ria de ambos os dispositivos. Em     m&eacute;dia, os participantes falharam 3,1 (&plusmn;1,5) etapas no inalador pressurizado e     2,5 (&plusmn;1,4) etapas no inalador de p&oacute; seco. As etapas em que os profissionais     mais erraram em ambos os inaladores foram: a expira&ccedil;&atilde;o m&aacute;xima antes da     inala&ccedil;&atilde;o, o suster a respira&ccedil;&atilde;o pelo menos cinco segundos e a lavagem da boca     com &aacute;gua se o inalador contivesse corticoides (<a href="#q2">Quadro II</a>). No inalador     pressurizado, a etapa 1 (agitar o inalador pressurizado antes de usar) foi tamb&eacute;m com frequ&ecirc;ncia omitida por 60,2% (109) participantes.</p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>    <p align="center"><a name="q2"></a><img src="/img/revistas/rpmgf/v31n1/31n1a03q2.jpg"/></p>    
<p>&nbsp;</p>       <p>Relativamente     ao inalador pressurizado, dos 181 participantes 39,8% (72) falharam quatro ou     mais etapas. Ao realizar o modelo de regress&atilde;o log&iacute;stica simples (<a href="#q3">Quadro III</a>)     encontrou-se diferen&ccedil;a estatisticamente significativa entre falhar quatro ou     mais etapas (conhecimento pobre da t&eacute;cnica) e ser profissional de farm&aacute;cia     (p=0,005), faixa et&aacute;ria (36, 50) (p=0,032) e (51-65) (p=0,001). Foi encontrada     uma associa&ccedil;&atilde;o entre conhecimento adequado da t&eacute;cnica (falhar menos de quatro     etapas) e ser pediatra (p=0,034) e explicar “sempre ou quase sempre” a t&eacute;cnica     inalat&oacute;ria (p=0,001). Ao realizar an&aacute;lise multivari&aacute;vel foram exclu&iacute;das do     modelo as vari&aacute;veis anos de servi&ccedil;o, investigador e ilha, visto que n&atilde;o     acrescentavam valor explicativo ao mesmo. O <a href="#q4">Quadro IV</a> mostra os resultados ap&oacute;s     ajustamento para profiss&atilde;o, idade e frequ&ecirc;ncia de explica&ccedil;&atilde;o da t&eacute;cnica. As     classes de refer&ecirc;ncia para as vari&aacute;veis independentes foram m&eacute;dico de fam&iacute;lia,     faixa et&aacute;ria (20, 35) e frequ&ecirc;ncia de explica&ccedil;&atilde;o “sempre ou quase sempre”. O     valor de adequa&ccedil;&atilde;o do modelo foi R2=0,23. Os resultados mostram que a     probabilidade de ter um conhecimento pobre da t&eacute;cnica inalat&oacute;ria est&aacute;     relacionada com ser profissional de farm&aacute;cia (OR=4,94), ter idade entre 51 e 65     anos (OR=5,95) e explicar “&agrave;s vezes, nem sempre ou nunca” a t&eacute;cnica (OR=3,63).</p>       <p>&nbsp;</p>    <p align="center"><a name="q3"></a><img src="/img/revistas/rpmgf/v31n1/31n1a03q3.jpg"/></p>    
<p>&nbsp;</p>       <p>&nbsp;</p>    <p align="center"><a name="q4"></a><img src="/img/revistas/rpmgf/v31n1/31n1a03q4.jpg"/></p>    
<p>&nbsp;</p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Relativamente     ao inalador p&oacute; seco, dos 181 participantes 20,4% (37) falharam quatro ou mais     etapas. Ao realizar o modelo de regress&atilde;o log&iacute;stica simples (<a href="#q3">Quadro III</a>)     encontrou-se diferen&ccedil;a estatisticamente significativa entre falhar quatro ou     mais etapas (conhecimento pobre da t&eacute;cnica) e faixa et&aacute;ria (36, 50) (p=0,026),     (51-65) (p=0,001) e ilha do Faial (p=0,007). Ao realizar an&aacute;lise multivari&aacute;vel     foram exclu&iacute;das do modelo as vari&aacute;veis anos de servi&ccedil;o, investigador e     frequ&ecirc;ncia de explica&ccedil;&atilde;o, visto que n&atilde;o acrescentavam valor explicativo ao     mesmo. O <a href="#q5">Quadro V</a> mostra os resultados ap&oacute;s ajustamento para profiss&atilde;o, idade e     ilha. As classes de refer&ecirc;ncia para as vari&aacute;veis independentes foram m&eacute;dico de     fam&iacute;lia, faixa et&aacute;ria (20, 35) e ilha de S&atilde;o Miguel. O valor de adequa&ccedil;&atilde;o do     modelo foi R<sup>2</sup>=0,21. Os resultados mostram que a probabilidade de ter     um conhecimento pobre da t&eacute;cnica inalat&oacute;ria est&aacute; relacionado com ser     profissional de farm&aacute;cia (OR=3,51), internista (OR=6,55), ter idade entre 36 e     50 anos (OR=3,68), 51 e 65 anos (OR=11,44) e ilha do Faial (OR=15,98).</p>       <p>&nbsp;</p>    <p align="center"><a name="q5"></a><img src="/img/revistas/rpmgf/v31n1/31n1a03q5.jpg"/></p>    
<p>&nbsp;</p>       <p>Um dos     investigadores utilizou um inalador pressurizado de cor lil&aacute;s contendo uma     associa&ccedil;&atilde;o entre corticoide e agonista beta 2 de longa-a&ccedil;&atilde;o, enquanto os     restantes investigadores utilizaram um dispositivo de cor azul contendo     salbutamol. Quanto ao inalador de p&oacute; seco, um dos investigadores utilizou um     dispositivo com base azul contendo terbutalina e os restantes usaram um     dispositivo com base vermelha contendo uma associa&ccedil;&atilde;o entre corticoide e     agonista beta 2 de longa-a&ccedil;&atilde;o. Ao aplicar a regress&atilde;o log&iacute;stica simples, n&atilde;o se     observou rela&ccedil;&atilde;o entre a etapa “Lavar a boca com &aacute;gua se o inalador contiver     corticoides” e a cor do inalador utilizado, tanto pressurizado (p=0,84) como de     p&oacute; seco (p=0,12).</p>       <p>De todos os     participantes, 77,3% (140) afirmaram explicar sempre ou quase sempre o     funcionamento dos dispositivos quando os prescreviam ou forneciam. </p>       <p>Dos     profissionais de sa&uacute;de que participaram no estudo, 59,7% (108) considera que     m&eacute;dicos, farmac&ecirc;uticos e enfermeiros s&atilde;o os profissionais respons&aacute;veis por     explicar o funcionamento dos inaladores aos utentes. Aproximadamente 18,8% (34)     acha que esta tarefa cabe aos m&eacute;dicos e farmac&ecirc;uticos; 11% (20) aos m&eacute;dicos     apenas; 7,7% (14) aos m&eacute;dicos e enfermeiros; 1,7% (3) aos farmac&ecirc;uticos; 0,6%     (1) aos farmac&ecirc;uticos e enfermeiros; e 0,6% (1) aos m&eacute;dicos, farmac&ecirc;uticos,     enfermeiros e cuidadores.</p>       <p><b>Discuss&atilde;o </b></p>       <p>Constatou-se     que a maioria dos profissionais de sa&uacute;de falha na explica&ccedil;&atilde;o de v&aacute;rias etapas     essenciais para o uso correto dos dispositivos inalat&oacute;rios, o que est&aacute; de     acordo com os resultados de artigos nacionais e internacionais.<sup>11-16</sup> </p>       <p>Os     profissionais de farm&aacute;cia foram os participantes que revelaram um conhecimento     mais pobre sobre ambos os inaladores. Isto poder&aacute; dever-se &agrave; falta de forma&ccedil;&atilde;o     desses profissionais nesta &aacute;rea e ao facto de este ser um grupo heterog&eacute;neo que     inclui, entre outros, profissionais que n&atilde;o frequentaram o ensino superior.</p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&Agrave; medida que     a idade dos profissionais aumenta, observa-se um conhecimento mais pobre     relativamente &agrave; t&eacute;cnica inalat&oacute;ria. Isto pode ser justificado pela falta de     forma&ccedil;&atilde;o espec&iacute;fica nesta &aacute;rea como a participa&ccedil;&atilde;o em <i>workshops</i> e oficinas de t&eacute;cnica inalat&oacute;ria. Esta vari&aacute;vel n&atilde;o fez     parte da nossa investiga&ccedil;&atilde;o mas poderia revelar-se &uacute;til, pelo que estudos     futuros que a englobem poderiam acrescentar mais informa&ccedil;&atilde;o sobre a sua     influ&ecirc;ncia no conhecimento da t&eacute;cnica inalat&oacute;ria.</p>       <p>A observa&ccedil;&atilde;o     de que uma elevada percentagem de profissionais afirma explicar sempre ou quase     sempre o funcionamento do inalador aos utentes, associada a um menor n&uacute;mero de     etapas falhadas, constituiu um aspeto positivo. Verificou-se, no entanto, que     uma percentagem significativa dos que dizem explicar sempre ou quase sempre o     funcionamento da t&eacute;cnica de ambos os inaladores falha quatro ou mais etapas (32,9%     no inalador pressurizado e 18,6% no inalador de p&oacute; seco).</p>       <p>Algumas     limita&ccedil;&otilde;es deste estudo que poder&atilde;o ter contribu&iacute;do para o enviesamento dos     resultados foram: a dificuldade na avalia&ccedil;&atilde;o objetiva das etapas “inspira&ccedil;&atilde;o     progressiva no inalador pressurizado” e “inala&ccedil;&atilde;o vigorosa no inalador de p&oacute;     seco”; algumas etapas da t&eacute;cnica inalat&oacute;ria n&atilde;o terem sido inclu&iacute;das na <i>checklist</i> utilizada, como a remo&ccedil;&atilde;o da     tampa, verifica&ccedil;&atilde;o do n&uacute;mero de doses ou cuidados a ter relativamente &agrave; limpeza     do dispositivo; alguns profissionais poderem ter tido conhecimento pr&eacute;vio do     objetivo do estudo atrav&eacute;s de outros colegas que j&aacute; tinham participado; n&atilde;o ter     sido feita a distin&ccedil;&atilde;o entre farmac&ecirc;uticos e t&eacute;cnicos de farm&aacute;cia porque os     autores consideraram que ambos s&atilde;o respons&aacute;veis pelo ensino da t&eacute;cnica     inalat&oacute;ria independentemente do grau acad&eacute;mico, tendo em conta que ambos os     profissionais atendem os utentes na farm&aacute;cia. O facto de ter sido efetuada uma     amostra de conveni&ecirc;ncia nas farm&aacute;cias poder&aacute; tamb&eacute;m constituir um vi&eacute;s de     amostragem.</p>       <p>Concluiu-se     com este trabalho de investiga&ccedil;&atilde;o que uma percentagem significativa de     profissionais de sa&uacute;de tem um conhecimento pobre sobre a t&eacute;cnica inalat&oacute;ria,     falhando quatro ou mais etapas imprescind&iacute;veis para que os f&aacute;rmacos atinjam as     vias respirat&oacute;rias inferiores em concentra&ccedil;&otilde;es terap&ecirc;uticas.<sup>18</sup> H&aacute;     evid&ecirc;ncia de que o ensino da t&eacute;cnica inalat&oacute;ria por um profissional de sa&uacute;de     est&aacute; associado a uma maior probabilidade dos doentes usarem os dispositivos     corretamente, pelo que programas de ensino devem ser implementados para     melhorar o desempenho dos profissionais (m&eacute;dicos, enfermeiros, fisioterapeutas,     t&eacute;cnicos de farm&aacute;cia) e, consequentemente, dos utentes.<sup>9,19-20</sup> Programas desta natureza existem em Portugal sob a forma de <i>workshop</i>/oficina com cerca de 20     participantes em que s&atilde;o manuseados todos os tipos de dispositivos inalat&oacute;rios     existentes no mercado, mas ainda n&atilde;o est&atilde;o ao alcance de todos os profissionais     de sa&uacute;de. Neste estudo foi dado um <i>feedback</i> aos participantes atrav&eacute;s do envio por <i>email</i> da <i>checklist</i> utilizada e de folhetos     informativos sobre os passos da t&eacute;cnica inalat&oacute;ria.</p>     <p>&nbsp;</p>       <p><b>REFER&Ecirc;NCIAS     BIBLIOGR&Aacute;FICAS</b></p>       <!-- ref --><p>1. Fink JB.     Metered-dose inhalers, dry powder inhalers, and transitions. Respir Care.     2000;45(6):623-35.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000079&pid=S2182-5173201500010000300001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>       <!-- ref --><p>2. Torgal J,     editor. Vigil&acirc;ncia global, preven&ccedil;&atilde;o e controlo das doen&ccedil;as respirat&oacute;rias     cr&oacute;nicas: uma abordagem integradora. Lisboa: Dire&ccedil;&atilde;o-Geral da Sa&uacute;de; 2007. ISBN     9789726751830&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000081&pid=S2182-5173201500010000300002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>3. Global     Initiative for Asthma. Global strategy for asthma management and prevention for     adults and children older than 5 years. Global Initiative for Asthma; 2010     (updated 2012; cited 2013 Jul 12). Available from: <a href="http://www.ginasthma.org/local/uploads/files/GINA_Report_March13.pdf" target="_blank">http://www.ginasthma.org/local/uploads/files/GINA_Report_March13.pdf</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000082&pid=S2182-5173201500010000300003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>4. Dolovich     MB, Ahrens RC, Hess DR, Anderson P, Dhand R, Rau JL, et al. Device selection     and outcomes of aerosol therapy: evidence-based guidelines: American College of     Chest Physicians/American College of Asthma, Allergy, and Immunology. Chest.     2005;127(1):335-71.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000083&pid=S2182-5173201500010000300004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>5. Lavorini     F, Magnan A, Dubus JC, Voshaar T, Corbetta L, Broeders M, et al. Effect of     incorrect use of dry powder inhalers on management of patients with asthma and     COPD. Respir Med. 2008;102(4):593-604.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000085&pid=S2182-5173201500010000300005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>6. Giraud V,     Roche N. Misuse of corticosteroid metered-dose inhaler is associated with     decreased asthma stability. Eur Respir J. 2002;19(2):246-51.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000087&pid=S2182-5173201500010000300006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>7. Fink JB.     Inhalers in asthma management: is demonstration the key to compliance? Respir     Care. 2005;50(5):598-600.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000089&pid=S2182-5173201500010000300007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>8. Self TH,     Brooks JB, Lieberman P, Ryan MR. The value of demonstration and role of the     pharmacist in teaching the correct use of pressurized bronchodilators. Can Med     Assoc J. 1983;128(2):129-31.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000091&pid=S2182-5173201500010000300008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>9. Hesselink     AE, Penninx BW, van der Windt DA, van Duin BJ, de Vries P, Twisk JW, et al.     Effectiveness of an education programme by a general practice assistant for     asthma and COPD patients: results from a randomised controlled trial. Patient     Educ Couns. 2004;55(1):121-8.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000093&pid=S2182-5173201500010000300009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>10.     Dire&ccedil;&atilde;o-Geral da Sa&uacute;de. Normas para a abordagem e controlo da asma: norma n&ordm;     16/2011, de 27/09/2011, atualizada a 14/06/2012). Lisboa: DGS; 2012.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000095&pid=S2182-5173201500010000300010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>11. Silveira     P, Rocha L, Ferreira J. T&eacute;cnicas de medica&ccedil;&atilde;o inalat&oacute;ria: saber&atilde;o os cl&iacute;nicos     utilizar os dispositivos inalat&oacute;rios? Rev Port Imunoalergol. 1998;5(1):37-42.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000097&pid=S2182-5173201500010000300011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>12. Guidry     GG, Brown WD, Stogner SW, Georg&eacute; RB. Incorrect use of metered dose inhalers by     medical personnel. Chest. 1992;101(1):31-3.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000099&pid=S2182-5173201500010000300012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>13.     Interiano B, Guntupalli KK. Metered-dose inhalers: do health care providers     know what to teach? Arch Intern Med. 1993;153(1):81-5.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000101&pid=S2182-5173201500010000300013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>14. Kelling     JS, Strohl KP, Smith RL, Altose MD. Physician knowledge in the use of canister     nebulizers. Chest. 1983;83(4):612-4.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000103&pid=S2182-5173201500010000300014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>15. Plaza V,     Sanchis J, Roura P, Molina J, Calle M, Quirce S, et al. Physicians’ knowledge     of inhaler devices and inhalation techniques remains poor in Spain. J Aerosol     Med Pulm Drug Deliv. 2012;25(1):16-22.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000105&pid=S2182-5173201500010000300015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>16. Hanania     NA, Wittman R, Kesten S, Chapman KR. Medical personnel’s knowledge of and     ability to use inhaling devices: metered-dose inhalers, spacing chambers, and     breath-actuated dry powder inhalers. Chest. 1994;105(1):111-6.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000107&pid=S2182-5173201500010000300016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>17. Silva E,     Pina A, Quelhas A, Cruz AM. Passos da t&eacute;cnica inalat&oacute;ria (Internet). Lisboa: Associa&ccedil;&atilde;o     Portuguesa de Medicina Geral e Familiar; 2012. Available from: <a href="http://www.apmgf.pt/ficheiros/Folheto_tecnica_inalatoria_GRESP.pdf" target="_blank">http://www.apmgf.pt/ficheiros/Folheto_tecnica_inalatoria_GRESP.pdf</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000109&pid=S2182-5173201500010000300017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>18.     Rootmensen GN, Van Keimpema AR, Jansen HM, de Haan RJ. Predictors of incorrect     inhalation technique in patients with asthma or COPD: a study using a validated     videotaped scoring method. J Aerosol Med Pulm Drug Deliv. 2010;23(5):323-8.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000110&pid=S2182-5173201500010000300018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>19.     Al-Jahdali H, Ahmed A, Al-Harbi A, Khan M, Baharoon S, Bin Salih S, et al.     Improper inhaler technique is associated with poor asthma control and frequent     emergency department visits. Allergy Asthma Clin Immunol. 2013;9(1):8.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000112&pid=S2182-5173201500010000300019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>20. Yildiz     F, Asthma Inhaler Treatment Study Group. Importance of inhaler device use     status in the control of asthma in adults: the asthma inhaler treatment study.     Respir Care. 201459(2):223-30.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000114&pid=S2182-5173201500010000300020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <p>&nbsp;</p>     <p><a href="#topc0">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a> | <a href="#topc0">Direcci&oacute;n para correspondencia</a> | <a href="#topc0">Correspondence</a><a name="c0"></a></p>      <p>Sofia Feij&oacute;     Correia</p>       <p>Rua     Natividade, n&ordm; 9, 9560-215 Lagoa</p>     <p>E-mail: <a href="mailto:sofia.fj.correia@gmail.com">sofia.fj.correia@gmail.com</a></p>            <p>&nbsp;</p>       <p><b>Agradecimentos</b></p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Aos     Orientadores de Forma&ccedil;&atilde;o dos autores: Dra. Ana Marques, Dr. Sampaio Duarte,     Dra. Luc&iacute;lia Mendes e Dra. Carmina Pais. Ao Dr. Daniel Pinto pela ajuda na     revis&atilde;o do artigo.</p>       <p><b>Conflito   de interesses</b></p>       <p>Os autores     declaram n&atilde;o ter conflitos de interesses.</p>     <p>&nbsp;</p>       <p><b>Recebido em 12-05-2014</b></p>        <p><b>Aceite para publica&ccedil;&atilde;o em 19-01-2015</b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>   <a href="#topa1"> Anexo 1</a><a name="a1"></a>     <p align="center"><a name="a1"></a><img src="/img/revistas/rpmgf/v31n1/31n1a03a1.jpg"/></p>        
<p>&nbsp;</p>     ]]></body>
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