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<journal-title><![CDATA[Revista Portuguesa de Medicina Geral e Familiar]]></journal-title>
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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Referenciação dos cuidados de saúde primários a uma unidade de psiquiatria da infância e da adolescência do Norte de Portugal: uma análise de dois anos]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Referral from primary care to a child and adolescent psychiatry unit in the North of Portugal: a 2-year analysis]]></article-title>
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<self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S2182-51732015000100006&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_abstract&amp;pid=S2182-51732015000100006&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_pdf&amp;pid=S2182-51732015000100006&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><abstract abstract-type="short" xml:lang="pt"><p><![CDATA[Objectivos: Caracterizar as referenciações efectuadas pelos Cuidados de Saúde Primários (CSP) à consulta da Unidade de Psiquiatria da Infância e da Adolescência (UPIA) do Centro Hospitalar de Vila Nova de Gaia/Espinho (CHVNG/E); avaliar a comunicação entre os dois níveis de cuidados. Tipo de Estudo: Observacional descritivo transversal. Local: UPIA do Serviço de Psiquiatria e Saúde Mental do CHVNG/E. População: A amostra incluiu todas as referenciações dirigidas à referida unidade provenientes dos CSP, via ALERT P1®, durante os anos de 2010 e 2011. Métodos: Procedeu-se à análise descritiva das variáveis género, idade, motivo de referenciação, prioridade da referenciação, prioridade atribuída pelo triador, motivo de recusa/devolução do pedido, tempo de espera, comparência do utente e qualidade da carta de referenciação. Resultados: A análise incluiu 980 referenciações (61,5% do género masculino). A faixa etária entre os 6-10 anos foi a mais referenciada (41,4%). O motivo mais referenciado foi “Sinais/sintomas do comportamento da criança” (31,9%). De todos os pedidos, 16,9% foram considerados urgentes pelo médico de família. Destes, 11,6% foram considerados prioritários pelo triador. De todas as referenciações, 11,3% foram recusadas/devolvidas, maioritariamente devido a informação insuficiente (36,1%). Cerca de 90% das referenciações consideradas prioritárias foram agendadas num prazo = 60 dias e quase 100% das restantes referenciações foram marcadas num prazo = 150 dias. Das 853 primeiras consultas marcadas, 10,5% das crianças faltaram à consulta e não pediram remarcação da mesma. Cerca de 20% das referenciações foram consideradas de boa qualidade e cerca de 14% de má qualidade. Conclusões: Os resultados sugerem que a articulação e a comunicação entre o médico de família e o psiquiatra da infância e da adolescência são eficazes, embora alguns aspectos possam ser melhorados, nomeadamente a adequação das prioridades atribuídas e a qualidade da informação dos pedidos de consulta.]]></p></abstract>
<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Objectives: To characterize the referrals from Primary Health Care (PHC) to the child and adolescent psychiatry consultation unit of the Centro Hospitalar de Vila Nova de Gaia/Espinho (CHVNG/E) and to evaluate the communication between these two levels of care. Study design: Cross-sectional. Setting: Child and Adolescent Psychiatry Unit of Psychiatry and Mental Health Service of CHVNG/E. Population: Our sample included all referrals from primary care to the referral unit, using ALERT P1®, in 2010 and 2011. Methods: Descriptive analyses were performed regarding gender, age, reason for referral, priority of the referral, priority given by the psychiatrist, reason for refusal or return of referral, waiting time, patient attendance, and quality of the referral letter. Results: Our analysis was based in 980 referrals (61.5% male). Patients aged 6-10 years were the most commonly referred (41.4%). The most frequent reason for referral was ‘signs and symptoms of child behaviour’ (31.9%). Of all referrals, 16.9% were considered urgent by the family doctor. Of these, 11.6% were considered as urgent by the psychiatrist. Of all referrals, 11.3% were refused or returned, mainly because of insufficient information (36.1%). About 90% of the referrals considered as priorities were scheduled within = 60 days and almost 100% of the remaining referrals were scheduled within = 150 days. Of the 853 scheduled first consultations, 10.5% of the children missed the consultation and did not ask for another appointment. About 20% of the referral letters were considered of good quality and about 14% were considered of poor quality. Conclusions: Our results suggest that communication between family doctors and child and adolescent psychiatrists is effective. Some aspects need improvement, particularly the definition of urgency and the quality of information in the referral letters.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Psiquiatria da Infância e da Adolescência]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><b>ARTIGOS BREVES</b></p>     <p><font size="4"><b>Referencia&ccedil;&atilde;o dos cuidados de sa&uacute;de     prim&aacute;rios a uma unidade de psiquiatria da inf&acirc;ncia e da adolesc&ecirc;ncia do Norte     de Portugal: uma an&aacute;lise de dois anos</b></font></p>     <p><font size="3"><b>Referral     from primary care to a child and adolescent psychiatry unit in the North of   Portugal: a 2-year analysis</b></font></p>       <p><b>Marta Ara&uacute;jo,<sup>1</sup> Eva Gomes,<sup>2</sup> Marta Fernandes,<sup>2</sup> Sandra Borges,<sup>3</sup> Sara Melo,<sup>3</sup> B&aacute;rbara Rom&atilde;o,<sup>3</sup> Gra&ccedil;a Mendes<sup>4</sup></b></p>       <p>Grau,     t&iacute;tulo(s) profissionais e/ou acad&eacute;micos dos autores:</p>       <p><sup>1-2</sup>M&eacute;dica     interna de Forma&ccedil;&atilde;o Espec&iacute;fica de Medicina Geral e Familiar</p>       <p><sup>3</sup>Assistente     Hospitalar em Psiquiatria da Inf&acirc;ncia e da Adolesc&ecirc;ncia</p>       <p><sup>4</sup>Assistente     Graduada em Psiquiatria da Inf&acirc;ncia e da Adolesc&ecirc;ncia e Respons&aacute;vel pela     Unidade de Psiquiatria da Inf&acirc;ncia e da Adolesc&ecirc;ncia do Centro Hospitalar Vila     Nova de Gaia/Espinho (CHVNG/E) </p>       <p>Servi&ccedil;o,     departamento ou institui&ccedil;&atilde;o onde trabalham:</p>       <p><sup>1</sup>Unidade     de Sa&uacute;de Familiar Arco do Prado - ACeS Grande Porto VII - Gaia</p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p><sup>2</sup>Unidade     de Sa&uacute;de Familiar Nova Via - ACeS Grande Porto VIII - Espinho/Gaia</p>       <p><sup>3-4</sup>Unidade     de Psiquiatria da Inf&acirc;ncia e da Adolesc&ecirc;ncia do Servi&ccedil;o de Psiquiatria e Sa&uacute;de     Mental do CHVNG/E</p>         <p><a href="#c0">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a> | <a href="#c0">Direcci&oacute;n para correspondencia</a> | <a href="#c0">Correspondence</a><a name="topc0"></a></p> <hr/>     <p>&nbsp;</p>      <p><b>RESUMO</b></p>       <p><b>Objectivos:</b> Caracterizar as     referencia&ccedil;&otilde;es efectuadas pelos Cuidados de Sa&uacute;de Prim&aacute;rios (CSP) &agrave; consulta da     Unidade de Psiquiatria da Inf&acirc;ncia e da Adolesc&ecirc;ncia (UPIA) do Centro     Hospitalar de Vila Nova de Gaia/Espinho (CHVNG/E); avaliar a comunica&ccedil;&atilde;o entre     os dois n&iacute;veis de cuidados.</p>       <p><b>Tipo de Estudo:</b> Observacional     descritivo transversal.</p>       <p><b>Local:</b> UPIA do Servi&ccedil;o de Psiquiatria e     Sa&uacute;de Mental do CHVNG/E.</p>       <p><b>Popula&ccedil;&atilde;o:</b> A amostra incluiu todas as     referencia&ccedil;&otilde;es dirigidas &agrave; referida unidade provenientes dos CSP, via ALERT     P1&reg;, durante os anos de 2010 e 2011.</p>       <p><b>M&eacute;todos:</b> Procedeu-se &agrave; an&aacute;lise     descritiva das vari&aacute;veis g&eacute;nero, idade, motivo de referencia&ccedil;&atilde;o, prioridade da     referencia&ccedil;&atilde;o, prioridade atribu&iacute;da pelo triador, motivo de recusa/devolu&ccedil;&atilde;o do     pedido, tempo de espera, compar&ecirc;ncia do utente e qualidade da carta de     referencia&ccedil;&atilde;o.</p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Resultados:</b> A an&aacute;lise incluiu 980     referencia&ccedil;&otilde;es (61,5% do g&eacute;nero masculino). A faixa et&aacute;ria entre os 6-10 anos     foi a mais referenciada (41,4%). O motivo mais referenciado foi     “Sinais/sintomas do comportamento da crian&ccedil;a” (31,9%). De todos os pedidos,     16,9% foram considerados urgentes pelo m&eacute;dico de fam&iacute;lia. Destes, 11,6% foram     considerados priorit&aacute;rios pelo triador. De todas as referencia&ccedil;&otilde;es, 11,3% foram     recusadas/devolvidas, maioritariamente devido a informa&ccedil;&atilde;o insuficiente (36,1%).     Cerca de 90% das referencia&ccedil;&otilde;es consideradas priorit&aacute;rias foram agendadas num     prazo &#8804; 60 dias e quase 100% das restantes referencia&ccedil;&otilde;es foram marcadas     num prazo &#8804; 150 dias. Das 853 primeiras consultas marcadas, 10,5% das     crian&ccedil;as faltaram &agrave; consulta e n&atilde;o pediram remarca&ccedil;&atilde;o da mesma. Cerca de 20%     das referencia&ccedil;&otilde;es foram consideradas de boa qualidade e cerca de 14% de m&aacute;     qualidade. </p>       <p><b>Conclus&otilde;es:</b> Os resultados sugerem que a     articula&ccedil;&atilde;o e a comunica&ccedil;&atilde;o entre o m&eacute;dico de fam&iacute;lia e o psiquiatra da     inf&acirc;ncia e da adolesc&ecirc;ncia s&atilde;o eficazes, embora alguns aspectos possam ser     melhorados, nomeadamente a adequa&ccedil;&atilde;o das prioridades atribu&iacute;das e a qualidade     da informa&ccedil;&atilde;o dos pedidos de consulta. </p>       <p><b>Palavras-chave:</b> Psiquiatria da Inf&acirc;ncia     e da Adolesc&ecirc;ncia; Cuidados de Sa&uacute;de Prim&aacute;rios; Referencia&ccedil;&atilde;o.</p>     <hr/>     <p>&nbsp;</p>       <p><b>ABSTRACT</b></p>       <p><b>Objectives:</b> To characterize the     referrals from Primary Health Care (PHC) to the child and adolescent psychiatry     consultation unit of the <i>Centro     Hospitalar de Vila Nova de Gaia/Espinho (CHVNG/E)</i> and to evaluate the   communication between these two levels of care. </p>       <p><b>Study design:</b> Cross-sectional.</p>       <p><b>Setting:</b> Child and Adolescent     Psychiatry Unit of Psychiatry and Mental Health Service of CHVNG/E.</p>       <p><b>Population:</b> Our sample included all     referrals from primary care to the referral unit, using ALERT P1&reg;, in 2010 and     2011.</p>       <p><b>Methods:</b> Descriptive analyses were     performed regarding gender, age, reason for referral, priority of the referral,     priority given by the psychiatrist, reason for refusal or return of referral,     waiting time, patient attendance, and quality of the referral letter.</p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Results:</b> Our analysis was based in 980     referrals (61.5% male). Patients aged 6-10 years were the most commonly     referred (41.4%). The most frequent reason for referral was ‘signs and symptoms     of child behaviour’ (31.9%). Of all referrals, 16.9% were considered urgent by     the family doctor. Of these, 11.6% were considered as urgent by the psychiatrist.     Of all referrals, 11.3% were refused or returned, mainly because of     insufficient information (36.1%). About 90% of the referrals considered as     priorities were scheduled within &#8804; 60 days and almost 100% of the     remaining referrals were scheduled within &#8804; 150 days. Of the 853     scheduled first consultations, 10.5% of the children missed the consultation     and did not ask for another appointment. About 20% of the referral letters were     considered of good quality and about 14% were considered of poor quality.</p>       <p><b>Conclusions:</b> Our results suggest that     communication between family doctors and child and adolescent psychiatrists is     effective. Some aspects need improvement, particularly the definition of     urgency and the quality of information in the referral letters.</p>       <p><b>Keywords:</b> Child and Adolescent     Psychiatry; Primary Health Care; Referral.</p>     <hr/>     <p>&nbsp;</p>       <p><b>Introdu&ccedil;&atilde;o</b></p>       <p>Embora n&atilde;o     seja conhecida a preval&ecirc;ncia correcta de perturba&ccedil;&otilde;es emocionais e do     comportamento na inf&acirc;ncia e adolesc&ecirc;ncia, estima-se que 10 a 20% das crian&ccedil;as     tenha um ou mais problemas de sa&uacute;de mental.<sup>1-3</sup> Entre os quadros     psicopatol&oacute;gicos mais frequentes nestas faixas et&aacute;rias destacam-se os problemas     de comportamento e os problemas emocionais.<sup>4-7</sup></p>       <p>Apesar da     preval&ecirc;ncia estimada destas patologias, apenas uma pequena percentagem destas     crian&ccedil;as e jovens entra em contacto com os servi&ccedil;os de sa&uacute;de mental.<sup>4</sup> Estima-se que 21% das crian&ccedil;as apresente uma doen&ccedil;a mental ou aditiva e apenas     1/3 a 1/5 destas receba tratamento adequado.<sup>1-2,4,8</sup></p>       <p>A maioria     das situa&ccedil;&otilde;es problem&aacute;ticas apresenta-se numa fase inicial aos Cuidados de     Sa&uacute;de Prim&aacute;rios (CSP). Cabe ao M&eacute;dico de Fam&iacute;lia (MF) fazer a avalia&ccedil;&atilde;o inicial     da situa&ccedil;&atilde;o cl&iacute;nica e decidir quanto &agrave; necessidade de referencia&ccedil;&atilde;o aos     Cuidados de Sa&uacute;de Secund&aacute;rios (CSS) tendo em conta as medidas j&aacute; realizadas, os     meios ao seu dispor e o &acirc;mbito da sua ac&ccedil;&atilde;o.<sup>9</sup> Deve ainda utilizar de     forma eficiente os recursos de sa&uacute;de atrav&eacute;s da coordena&ccedil;&atilde;o de cuidados com     outros profissionais e gerir a interface com outras especialidades.<sup>10</sup></p>       <p>De forma a     garantir a continuidade de tratamento, &eacute; necess&aacute;rio que os canais de     comunica&ccedil;&atilde;o entre os dois n&iacute;veis assistenciais funcionem adequadamente,<sup>11-16</sup> o que representa uma importante express&atilde;o da qualidade da assist&ecirc;ncia prestada     pelo Sistema Nacional de Sa&uacute;de (SNS).<sup>9,15,17-18</sup> e garante um     trabalho integrado, mais coeso e eficiente.<sup>19</sup> T&ecirc;m sido apontados     como poss&iacute;veis obst&aacute;culos a uma boa comunica&ccedil;&atilde;o a qualidade da informa&ccedil;&atilde;o     contida nos documentos de referencia&ccedil;&atilde;o e o tempo de espera entre o pedido e a     marca&ccedil;&atilde;o da consulta.<sup>9,11,13-15,17,20-27</sup> A n&iacute;vel nacional t&ecirc;m sido     escassos os trabalhos neste campo. </p>       <p>Este     trabalho tem como objectivo principal caracterizar as referencia&ccedil;&otilde;es efectuadas     pelos CSP &agrave; consulta de Psiquiatria da Inf&acirc;ncia e da Adolesc&ecirc;ncia (PIA) do     Centro Hospitalar de Vila Nova de Gaia/Espinho (CHVNG/E) durante os anos de     2010 e 2011. Como objectivo secund&aacute;rio propomo-nos a avaliar a qualidade da     comunica&ccedil;&atilde;o entre estes dois n&iacute;veis de cuidados atrav&eacute;s da aferi&ccedil;&atilde;o da     qualidade da carta de referencia&ccedil;&atilde;o, o tipo de informa&ccedil;&atilde;o de retorno por parte     do m&eacute;dico triador para o MF e a determina&ccedil;&atilde;o do tempo de espera pela marca&ccedil;&atilde;o     da consulta.</p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>M&eacute;todos</b></p>       <p>Trata-se de     um estudo observacional descritivo transversal que decorreu na Unidade de     Psiquiatria da Inf&acirc;ncia e da Adolesc&ecirc;ncia (UPIA) do Servi&ccedil;o de Psiquiatria e     Sa&uacute;de Mental do CHVNG/E entre Junho e Outubro de 2012, tendo sido obtida     autoriza&ccedil;&atilde;o do respectivo conselho de administra&ccedil;&atilde;o e o parecer favor&aacute;vel da     Comiss&atilde;o de &Eacute;tica para a Sa&uacute;de da Administra&ccedil;&atilde;o Regional de Sa&uacute;de do Norte.</p>       <p>A amostra &eacute;     um censo constitu&iacute;do por todas as referencia&ccedil;&otilde;es provenientes dos CSP, via     ALERT P1&reg; (sistema electr&oacute;nico de referencia&ccedil;&atilde;o dos pedidos de primeira     consulta de especialidade hospitalar), &agrave; consulta externa da UPIA do CHVNG/E,     de 01/01/2010 a 31/12/2011. Foram exclu&iacute;das as referencia&ccedil;&otilde;es n&atilde;o provenientes     dos CSP e as realizadas por outro canal de comunica&ccedil;&atilde;o que n&atilde;o a plataforma     electr&oacute;nica ALERT P1&reg;.</p>       <p>As vari&aacute;veis     estudadas foram o g&eacute;nero, a idade, o motivo de referencia&ccedil;&atilde;o, a prioridade da     referencia&ccedil;&atilde;o, a prioridade atribu&iacute;da pelo triador, o motivo de     recusa/devolu&ccedil;&atilde;o do pedido, o tempo de espera, a compar&ecirc;ncia do utente e a     qualidade da carta de referencia&ccedil;&atilde;o.</p>       <p>O motivo de     referencia&ccedil;&atilde;o foi codificado de acordo com a Classifica&ccedil;&atilde;o Internacional de     Cuidados Prim&aacute;rios, 2&ordf; edi&ccedil;&atilde;o (ICPC-2 - <i>International Classification of Primary Care, 2nd edition</i>).<sup>28</sup> A codifica&ccedil;&atilde;o foi atribu&iacute;da com base na descri&ccedil;&atilde;o realizada pelo MF, sempre     pelo mesmo elemento da equipa de investiga&ccedil;&atilde;o.</p>       <p>A qualidade     da carta de referencia&ccedil;&atilde;o foi avaliada atrav&eacute;s da an&aacute;lise do conte&uacute;do desta e     classificada como “Boa”, “Aceit&aacute;vel” ou “M&aacute;”, de acordo com as recomenda&ccedil;&otilde;es de     Iraz&aacute;bal e Gutierres<sup>14</sup> modificadas de Morera et al<sup>12</sup> (<a href="#q1">Quadro I</a>), previamente utilizadas em outros estudos nacionais<sup>9,24</sup> e     internacionais<sup>11-12,14,17,20</sup> j&aacute; publicados. A classifica&ccedil;&atilde;o foi     atribu&iacute;da apenas por um elemento da equipa de investiga&ccedil;&atilde;o. </p>       <p>&nbsp;</p>    <p align="center"><a name="q1"></a><img src="/img/revistas/rpmgf/v31n1/31n1a06q1.jpg"/></p>    
<p>&nbsp;</p>       <p>O tratamento     estat&iacute;stico dos dados foi efectuado recorrendo a estat&iacute;stica descritiva, tendo     como base a distribui&ccedil;&atilde;o de frequ&ecirc;ncias e as medidas de tend&ecirc;ncia central.</p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Resultados</b></p>       <p>Durante os     anos de 2010 e 2011 houve um total de 980 referencia&ccedil;&otilde;es, a maioria das quais     relativas a crian&ccedil;as do g&eacute;nero masculino (61,5%). As crian&ccedil;as em idade escolar     foram referenciadas com maior frequ&ecirc;ncia (41,4%), tendo-se seguido os     adolescentes (29,1%). O motivo mais referenciado foi “Sinais/sintomas do     comportamento da crian&ccedil;a” (P22), com 31,9% de frequ&ecirc;ncia, seguido de     “Perturba&ccedil;&atilde;o hipercin&eacute;tica” (P81) com 12,4%. </p>       <p>Do total de     referencia&ccedil;&otilde;es, 11,3% foram recusadas/devolvidas (<a href="#f1">Figura 1</a>), maioritariamente     devido a informa&ccedil;&atilde;o insuficiente (36,1%) e a aus&ecirc;ncia de crit&eacute;rios     psicopatol&oacute;gicos (35,5%). De todos os pedidos, 16,9% foram considerados urgentes     pelo MF. Destes apenas 11,6% foram considerados priorit&aacute;rios pelo triador     (<a href="#q2">Quadro II</a>). Em contraste, das referencia&ccedil;&otilde;es consideradas normais pelo MF 2,1% foram consideradas priorit&aacute;rias pelo triador.</p>        <p>&nbsp;</p>    <p align="center"><a name="f1"></a><img src="/img/revistas/rpmgf/v31n1/31n1a06f1.jpg"/></p>    
<p>&nbsp;</p>    <p align="center"><a name="q2"></a><img src="/img/revistas/rpmgf/v31n1/31n1a06q2.jpg"/></p>    
<p>&nbsp;</p>       <p>A maioria     das consultas priorit&aacute;rias (90,6%) foi agendada num prazo &#8804; 60 dias e a     quase totalidade das consultas n&atilde;o priorit&aacute;rias (99,6%) foi marcada num prazo     &#8804; 150 dias. Das 853 primeiras consultas marcadas, 10,5% das crian&ccedil;as     faltaram &agrave; consulta e n&atilde;o pediram remarca&ccedil;&atilde;o da mesma. </p>       <p>Relativamente     &agrave; qualidade do conte&uacute;do das cartas de referencia&ccedil;&atilde;o, 20,4% das referencia&ccedil;&otilde;es     foram consideradas de boa qualidade, 13,8% de m&aacute; qualidade e as restantes     - a maioria, totalizando 65,9% - foram consideradas de qualidade aceit&aacute;vel (<a href="#f2">Figura 2</a>).</p>        ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>    <p align="center"><a name="f2"></a><img src="/img/revistas/rpmgf/v31n1/31n1a06f2.jpg"/></p>    
<p>&nbsp;</p>       <p><b>Discuss&atilde;o</b></p>       <p>Este     trabalho incluiu a avalia&ccedil;&atilde;o de um elevado n&uacute;mero de referencia&ccedil;&otilde;es,     constituindo uma amostra bastante superior ao encontrado nos estudos de     referencia&ccedil;&atilde;o nacionais e internacionais consultados.<sup>9,11,14-15,17,20,24-25,29</sup> Corresponde tamb&eacute;m a uma grande &aacute;rea de referencia&ccedil;&atilde;o (mais de 70 unidades de     sa&uacute;de distribu&iacute;das por quatro ACeS diferentes).</p>       <p>Apesar da     dimens&atilde;o da amostra, estes dados n&atilde;o estimam a preval&ecirc;ncia de psicopatologia em     idade pedi&aacute;trica, nem em contexto de CSP nem em contexto hospitalar. Reflectem     apenas os dados relativos aos utentes que s&atilde;o referenciados para os CSS pelo     MF, escapando a esta an&aacute;lise os que s&atilde;o referenciados ao Servi&ccedil;o de Psicologia     e Orienta&ccedil;&atilde;o Escolar (SPOE) ou &agrave; psic&oacute;loga do ACeS, todos os que s&atilde;o     acompanhados exclusivamente nos CSP (a maioria),<sup>30</sup> os provenientes     do servi&ccedil;o de urg&ecirc;ncia, os que s&atilde;o referenciados por outras especialidades     hospitalares e por outros hospitais, pela Comiss&atilde;o de Protec&ccedil;&atilde;o de Crian&ccedil;as e     Jovens (CPCJ), pelo tribunal ou servi&ccedil;o social. </p>       <p>No que diz     respeito &agrave; distribui&ccedil;&atilde;o por g&eacute;nero, os dados evidenciam um claro predom&iacute;nio do     g&eacute;nero masculino, o que est&aacute; de acordo com a bibliografia consultada.<sup>4,29</sup> No entanto, &eacute; importante destacar que esta compara&ccedil;&atilde;o deve ser valorizada com     cautela, uma vez que os estudos nacionais consultados se baseavam numa     popula&ccedil;&atilde;o ligeiramente diferente (Encarna&ccedil;&atilde;o <i>et al</i><sup>4</sup> estudou toda a consulta de PIA e Vilela <i>et al</i><sup>29</sup> estudou apenas a     consulta de primeira inf&acirc;ncia). De salientar que esta tend&ecirc;ncia tamb&eacute;m se     verifica quando se avalia a referencia&ccedil;&atilde;o global em idade pedi&aacute;trica<sup>9</sup> (isto &eacute;, para todas as especialidades). Diversas hip&oacute;teses t&ecirc;m sido apontadas     para justificar esta distribui&ccedil;&atilde;o, nomeadamente uma maior vulnerabilidade     gen&eacute;tica e fragilidade biol&oacute;gica do g&eacute;nero masculino, uma maior capacidade de     adapta&ccedil;&atilde;o s&oacute;cio-cultural por parte do g&eacute;nero feminino ou mesmo uma menor     toler&acirc;ncia familiar e social aos sintomas mais disruptivos do g&eacute;nero masculino.<sup>4,31-34</sup> Foi tamb&eacute;m encontrada uma discreta tend&ecirc;ncia para o equil&iacute;brio entre os dois     g&eacute;neros na fase da adolesc&ecirc;ncia, tamb&eacute;m descrita na literatura.<sup>4</sup></p>       <p>As crian&ccedil;as     em idade escolar foram as mais referenciadas (dado concordante com a literatura     nacional).<sup>4</sup> Se analisarmos a distribui&ccedil;&atilde;o et&aacute;ria da nossa amostra     por idades isoladas verifica-se um aumento abrupto de referencia&ccedil;&otilde;es a partir     dos seis anos de idade (que poder&aacute; estar relacionado com a entrada no ensino     b&aacute;sico) e um pico de frequ&ecirc;ncia aos 10 e aos 12 anos. Da&iacute; surgir na literatura     uma hip&oacute;tese explicativa que se prende com a possibilidade destas idades     constitu&iacute;rem um marco em que as dificuldades de aprendizagem escolar se tornam     mais evidentes e que correspondem, simultaneamente, a fases cr&iacute;ticas no     percurso escolar com exig&ecirc;ncia crescente.<sup>4</sup></p>       <p>O principal     motivo de referencia&ccedil;&atilde;o encontrado, &agrave; semelhan&ccedil;a de outros estudos,<sup>4,30-35</sup> est&aacute; relacionado com altera&ccedil;&otilde;es do comportamento na crian&ccedil;a e no adolescente.     Mais uma vez, a compara&ccedil;&atilde;o com a bibliografia referida n&atilde;o deve ser feita     directamente, uma vez que os sistemas de classifica&ccedil;&atilde;o utilizados foram     diferentes (ICPC-2 no presente estudo <i>versus</i> DSM-IV <i>(Diagnostic and Statistical Manual     of Mental Disorders, 4th. Edition)</i> na literatura encontrada) e a popula&ccedil;&atilde;o     seleccionada tamb&eacute;m &eacute; distinta (enquanto o presente estudo incluiu apenas as     referencia&ccedil;&otilde;es provenientes dos CSP exclusivamente por via inform&aacute;tica, os     estudos encontrados inclu&iacute;ram todas as referencia&ccedil;&otilde;es, nomeadamente as     provenientes do servi&ccedil;o de urg&ecirc;ncia, os pedidos de colabora&ccedil;&atilde;o interna por     outras especialidades, as referencia&ccedil;&otilde;es provenientes das escolas, CPCJ, da     psicologia e de outros t&eacute;cnicos, do tribunal, do servi&ccedil;o social, de outro     hospital ou pedidos por iniciativa pr&oacute;pria). A acrescer aos factos anteriores, &eacute;     ainda de salientar que os outros estudos encontrados avaliaram n&atilde;o s&oacute; os     motivos de primeiras consultas, mas tamb&eacute;m os motivos das consultas de     seguimento.</p>       <p>O facto de     mais de 85% das referencia&ccedil;&otilde;es ter sido aceite ap&oacute;s o processo de triagem pelo     m&eacute;dico psiquiatra demonstra o grau de adequa&ccedil;&atilde;o da referencia&ccedil;&atilde;o proveniente     dos CSP. Apesar disto, 11,3% das referencia&ccedil;&otilde;es foram recusadas ou devolvidas.     S&oacute; foi encontrado um estudo que avaliava este par&acirc;metro e apresentou um valor     bastante inferior ao encontrado - 2,1% -, tendo sido os principais     motivos de recusa sobrepon&iacute;veis aos encontrados neste estudo, &agrave; excep&ccedil;&atilde;o dos     recusados para avalia&ccedil;&atilde;o psicol&oacute;gica no ACeS e no (SPOE), o que pode explicar     em parte a discrep&acirc;ncia dos valores.<sup>24</sup></p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Um dado     curioso prende-se com a invers&atilde;o das percentagens relativas &agrave; recusa/devolu&ccedil;&atilde;o     do ano de 2010 para o ano de 2011, transmitindo a no&ccedil;&atilde;o de que os pedidos     “recusados” em 2010 se convertem em “devolvidos” em 2011. Este dado pode     dever-se ao facto de o acto de devolver a referencia&ccedil;&atilde;o permitir (ao contr&aacute;rio     da decis&atilde;o de recusar) a atribui&ccedil;&atilde;o de uma justifica&ccedil;&atilde;o que &eacute; enviada ao MF     (informa&ccedil;&atilde;o de retorno), o que constitui uma mais-valia na comunica&ccedil;&atilde;o entre os     dois n&iacute;veis de cuidados e que permite uma atitude pedag&oacute;gica que, em &uacute;ltima     an&aacute;lise, permitir&aacute; a melhoria da qualidade do processo de referencia&ccedil;&atilde;o.</p>       <p>Na     bibliografia consultada, apenas um estudo avaliou a percentagem de pedidos     considerados urgentes pelo MF e encontrou um valor de 11,8%,<sup>20</sup> um     valor bastante inferior ao encontrado neste estudo (17%). Um outro dado digno     de reflex&atilde;o &eacute; o cruzamento entre a prioridade assinalada pelo MF na carta de     referencia&ccedil;&atilde;o e a prioridade atribu&iacute;da ap&oacute;s pelo psiquiatra triador. Apenas     11,6% dos pedidos assinalados como urgentes pelo MF foram considerados     priorit&aacute;rios pelo triador. Talvez este facto se deva a sobrevaloriza&ccedil;&atilde;o por     parte dos CSP; subvaloriza&ccedil;&atilde;o pelos CSS; dificuldades de comunica&ccedil;&atilde;o, como a     incapacidade de transmitir a gravidade da situa&ccedil;&atilde;o cl&iacute;nica; ou a uma tentativa     de manipula&ccedil;&atilde;o do sistema (para que seja triada mais rapidamente e a consulta     tenha um menor tempo de espera). Por outro lado, 2,1% dos pedidos assinalados     como normais foram considerados priorit&aacute;rios ap&oacute;s triagem. Estes poder&atilde;o     corresponder a situa&ccedil;&otilde;es subvalorizadas pelos CSP (o que pode estar relacionado     com lacunas formativas na identifica&ccedil;&atilde;o de situa&ccedil;&otilde;es cl&iacute;nicas potencialmente     graves na &aacute;rea da psicopatologia pedi&aacute;trica), podem tamb&eacute;m estar associados a     sobrevaloriza&ccedil;&atilde;o por parte dos CSS ou, mais uma vez, a dificuldades de     comunica&ccedil;&atilde;o/interpreta&ccedil;&atilde;o da informa&ccedil;&atilde;o dada.</p>       <p>Quanto &agrave;     an&aacute;lise dos motivos de recusa/devolu&ccedil;&atilde;o detectou-se, exclusivamente em 2011, a     refer&ecirc;ncia a devolu&ccedil;&otilde;es cuja justifica&ccedil;&atilde;o se fazia pela necessidade de     avalia&ccedil;&atilde;o pelo SPOE ou pelo servi&ccedil;o de psicologia do ACeS. Este dado resulta do     facto de, a partir do in&iacute;cio de 2011, o servi&ccedil;o de PIA do CHVNG/E ter come&ccedil;ado     a encaminhar determinadas referencia&ccedil;&otilde;es para os SPOE nos Agrupamentos     Escolares, de acordo com as suas &aacute;reas de actua&ccedil;&atilde;o (principalmente nas     situa&ccedil;&otilde;es de dificuldades de aprendizagem), bem como da cria&ccedil;&atilde;o de um protocolo     que define situa&ccedil;&otilde;es cl&iacute;nicas que devem ser avaliadas inicialmente pela     psicologia e, por este motivo, estas situa&ccedil;&otilde;es tamb&eacute;m passaram a ser devolvidas     para serem encaminhadas para o servi&ccedil;o de psicologia do ACeS. Os dados sugerem     que o per&iacute;odo de 2011 tenha correspondido a uma fase de divulga&ccedil;&atilde;o destas     orienta&ccedil;&otilde;es entre os MF, durante a qual as situa&ccedil;&otilde;es em causa continuaram a     ser, inadequadamente, referenciadas &agrave; unidade de PIA.</p>       <p>A Portaria     n&ordm; 1529/2008, de 26 de Dezembro,<sup>36</sup> regula a “Consulta a Tempo e     Horas” e determina o tempo m&aacute;ximo recomendado para o agendamento de consultas     consideradas normais (&lt; 150 dias) e priorit&aacute;rias (&lt; 60 dias). Encarna&ccedil;&atilde;o <i>et al,</i><sup>4</sup> o &uacute;nico estudo     nacional encontrado que avaliou o tempo de espera para uma unidade de PIA, n&atilde;o     definiu os seus tempos de acordo com a portaria referida mas em fun&ccedil;&atilde;o da     origem dos pedidos e encontrou tempos de espera m&eacute;dios entre a referencia&ccedil;&atilde;o e     a primeira consulta de 55 dias para os pedidos provenientes do Servi&ccedil;o de     Urg&ecirc;ncia e de 151 dias para os casos sinalizados pela escola. J&aacute; Santos <i>et al</i><sup>9</sup> reportou uma     percentagem de 21,5% das consultas realizadas aos 60 dias e de 71,9% aos 150     dias, mas n&atilde;o considerou a urg&ecirc;ncia do pedido, referindo-se &agrave; referencia&ccedil;&atilde;o     global em idade pedi&aacute;trica. Um outro estudo nacional,<sup>15</sup> este     referente &agrave; referencia&ccedil;&atilde;o global em idade adulta, encontrou um tempo de espera     m&eacute;dio de 82,5 dias e descreveu a distribui&ccedil;&atilde;o dos tempos de espera da seguinte     forma: 25% no primeiro m&ecirc;s, 25% entre um e tr&ecirc;s meses e 25% ap&oacute;s tr&ecirc;s meses.     Tamb&eacute;m neste estudo n&atilde;o foi considerada a urg&ecirc;ncia do pedido. Em 2006, um outro     estudo nacional,<sup>25</sup> tamb&eacute;m relativo &agrave; referencia&ccedil;&atilde;o global, obteve     uma demora m&eacute;dia nas consultas de 58,2 dias, tendo metade dos doentes sido     atendidos nos primeiros 39 dias. Tendo estes valores como refer&ecirc;ncia, os nossos     resultados s&atilde;o bastante satisfat&oacute;rios em compara&ccedil;&atilde;o com a bibliografia     consultada.<sup>4,9,15,25</sup></p>       <p>Da pesquisa     bibliogr&aacute;fica realizada n&atilde;o foi poss&iacute;vel encontrar estudos que permitissem a     compara&ccedil;&atilde;o directa relativamente &agrave;s faltas/desist&ecirc;ncias. No entanto, no estudo     de Manuel Janeiro<sup>15</sup> (estudo que analisou referencia&ccedil;&atilde;o global) foi     encontrada refer&ecirc;ncia a esta vari&aacute;vel e as faltas/desist&ecirc;ncias representavam 8%     das consultas marcadas. No artigo de Ponte et al<sup>24</sup> (que tamb&eacute;m     avalia a referencia&ccedil;&atilde;o global), a percentagem de consultas n&atilde;o efectuadas &eacute; de     cerca de 15% (9% das quais por falta e as restantes por motivos desconhecidos     ou por morte). Seria interessante estudar esta popula&ccedil;&atilde;o em particular e     averiguar quais os motivos para o absentismo. A &aacute;rea de resid&ecirc;ncia e a     dist&acirc;ncia geogr&aacute;fica desta popula&ccedil;&atilde;o j&aacute; foi apontada como uma das causas.<sup>4</sup></p>       <p>N&atilde;o foram     encontrados crit&eacute;rios nacionais ou internacionais validados sobre qualidade das     cartas de referencia&ccedil;&atilde;o. O sistema aplicado, apesar de j&aacute; ter sido usado em     v&aacute;rios estudos nacionais e internacionais publicados,<sup>9,11-12,14,17,20,24</sup> est&aacute; sujeito a algum grau de subjectividade, uma vez que n&atilde;o est&aacute; sujeito a um     sistema de classifica&ccedil;&atilde;o quantitativo. Os resultados obtidos no presente estudo     s&atilde;o melhores do que os encontrados em outros estudos que utilizaram os mesmos     crit&eacute;rios<sup>11,17,20,24</sup> e em que a percentagem de cartas de boa     qualidade variou entre 9,4% e 20,6% e as de m&aacute; qualidade entre 20,5% e 60%     (excepto quando comparado com o estudo de Iraz&aacute;bal<sup>14</sup> - que     utilizou uma metodologia diferente e que obteve 42,0% de cartas com boa     qualidade e 5% de m&aacute; qualidade - ou com o estudo Santos <i>et al</i><sup>9</sup> que teve resultados     muito superiores aos da restante bibliografia - 69,6% de cartas com boa     qualidade - e que se refere, ao contr&aacute;rio dos restantes estudos, a toda a     popula&ccedil;&atilde;o em idade pedi&aacute;trica, mas que avalia apenas as referencia&ccedil;&otilde;es de duas     Unidades de Sa&uacute;de Familiar). No entanto, n&atilde;o podemos afirmar que a qualidade     das referencia&ccedil;&otilde;es do nosso estudo seja superior &agrave; de outros estudos que     avaliaram o mesmo par&acirc;metro, porque &eacute; necess&aacute;rio ter em conta que no nosso     estudo apenas foram utilizadas referencia&ccedil;&otilde;es em suporte inform&aacute;tico, o que     condiciona a aus&ecirc;ncia de cartas de referencia&ccedil;&atilde;o ileg&iacute;veis (que em alguns     estudos mostraram ser respons&aacute;veis por cerca de 7 a 10,7% das referencia&ccedil;&otilde;es),<sup>11,13,24</sup> com identifica&ccedil;&atilde;o incompleta/errada ou sem refer&ecirc;ncia &agrave; idade e/ou g&eacute;nero,     falhas por vezes presentes em cartas de referencia&ccedil;&atilde;o manuais. Por outro lado,     este estudo tem caracter&iacute;sticas particulares: por se tratar de uma consulta de     pedopsiquiatria deu-se muita import&acirc;ncia &agrave; refer&ecirc;ncia contexto familiar, dado     que n&atilde;o seria t&atilde;o relevante na referencia&ccedil;&atilde;o a outras especialidades.</p>       <p>Numa an&aacute;lise     final deste estudo destacam-se tr&ecirc;s pontos fortes: 1) a amostra &eacute; de grandes     dimens&otilde;es; 2) os dados foram recolhidos ap&oacute;s a primeira consulta hospitalar,     permitindo a avalia&ccedil;&atilde;o da totalidade das referencia&ccedil;&otilde;es realizadas e impedindo     a perda de casos que ainda n&atilde;o tivessem consulta marcada; 3) tanto os MF como     os psiquiatras n&atilde;o tinham conhecimento da inten&ccedil;&atilde;o de avalia&ccedil;&atilde;o das     referencia&ccedil;&otilde;es, n&atilde;o tendo havido interfer&ecirc;ncia no seu comportamento de     referencia&ccedil;&atilde;o.</p>       <p>Como     limita&ccedil;&otilde;es ao estudo apontamos o facto de a codifica&ccedil;&atilde;o dos motivos de     referencia&ccedil;&atilde;o e da avalia&ccedil;&atilde;o qualidade da carta de referencia&ccedil;&atilde;o ter sido     atribu&iacute;da apenas por uma investigadora. Optou-se por esta metodologia numa     tentativa de reduzir a subjectividade. No entanto, h&aacute; v&aacute;rios estudos em que     todos os investigadores fazem a avalia&ccedil;&atilde;o dos pedidos, havendo posteriormente     lugar a uma reuni&atilde;o de consenso. Provavelmente teria sido uma melhor op&ccedil;&atilde;o     tamb&eacute;m para este estudo. Al&eacute;m disto, tamb&eacute;m a avalia&ccedil;&atilde;o das cartas de     referencia&ccedil;&atilde;o foi feita apenas de forma subjectiva, n&atilde;o tendo sido avaliada     segundo nenhuma escala de pontua&ccedil;&atilde;o, ou seja, a avalia&ccedil;&atilde;o foi qualitativa em     vez de quantitativa, o que pode constituir uma limita&ccedil;&atilde;o, principalmente por     n&atilde;o ter havido a identifica&ccedil;&atilde;o isolada dos itens em falta na carta de     referencia&ccedil;&atilde;o, o que permitiria uma interven&ccedil;&atilde;o dirigida.</p>       <p>Apesar de     termos verificado que a maior parte das cartas de referencia&ccedil;&atilde;o para o servi&ccedil;o     de PIA t&ecirc;m qualidade aceit&aacute;vel ou boa e que a maioria dos tempos de espera     cumpre os tempos recomendados, h&aacute; sempre margem para melhorar. A adequa&ccedil;&atilde;o das     referencia&ccedil;&otilde;es e a qualidade das mesmas s&atilde;o dois pontos que podem ser     melhorados e com isto os tempos de espera tamb&eacute;m poder&atilde;o ser melhorados. </p>       <p>A cria&ccedil;&atilde;o e     a distribui&ccedil;&atilde;o de protocolos de referencia&ccedil;&atilde;o elaborados pelos servi&ccedil;os de PIA     dos CSS com os CSP seriam, sem d&uacute;vida, uma mais-valia para melhorar a     referencia&ccedil;&atilde;o a essa especialidade, assim como a exist&ecirc;ncia de consultadorias     peri&oacute;dicas nas unidades de sa&uacute;de de cada ACeS, que tamb&eacute;m constituem uma     ferramenta eficiente para colmatar as falhas ainda existentes, uma vez que j&aacute;     foi provado que a realiza&ccedil;&atilde;o de reuni&otilde;es com discuss&atilde;o de casos melhora a     qualidade das referencia&ccedil;&otilde;es.<sup>9</sup></p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>       <p><b>REFER&Ecirc;NCIAS BIBLIOGR&Aacute;FICAS</b></p>       <!-- ref --><p>1. Marques     C, Torrado M, Nat&aacute;rio A, Proen&ccedil;a MJ, Coordena&ccedil;&atilde;o Nacional para a Sa&uacute;de Mental,     Administra&ccedil;&atilde;o Central do Sistema de Sa&uacute;de. Rede de referencia&ccedil;&atilde;o hospitalar de     psiquiatria da inf&acirc;ncia e da adolesc&ecirc;ncia. Lisboa: ACSS; s.d. Available from:     <a href="http://www.acss.min-saude.pt/" target="_blank">http://www.acss.min-saude.pt/</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000085&pid=S2182-5173201500010000600001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>2. Marques     C, Cep&ecirc;da T. Recomenda&ccedil;&otilde;es para a pr&aacute;tica cl&iacute;nica da sa&uacute;de mental infantil e     juvenil nos cuidados de sa&uacute;de prim&aacute;rios. Lisboa: Coordena&ccedil;&atilde;o Nacional para a     Sa&uacute;de Mental; 2009. ISBN 9789899626324&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000086&pid=S2182-5173201500010000600002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>3.     Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial de Sa&uacute;de. Relat&oacute;rio mundial da sa&uacute;de - Sa&uacute;de mental:     nova compreens&atilde;o, nova esperan&ccedil;a. Lisboa: Direc&ccedil;&atilde;o-Geral da Sa&uacute;de; 2002.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000087&pid=S2182-5173201500010000600003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <p>4.     Encarna&ccedil;&atilde;o R, Moura M, Gomes F, Da Silva PC. Caracteriza&ccedil;&atilde;o dos casos     observados numa equipa de psiquiatria da inf&acirc;ncia e adolesc&ecirc;ncia: um estudo     restrospectivo (Characterization of the cases referred and consulted in a child     and adolescent psychiatric clinic: a retrospective study). Acta Med Port.     2011;24(6):925-34. Portuguese</p>       <!-- ref --><p>5. Meltzer     H, Gatward R, Goodman R, Ford T. Mental health of children and adolescents in     Great Britain. Int Rev Psychiatry. 2003;15(1-2):185-7.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000090&pid=S2182-5173201500010000600005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>6. Langsford     S, Houghton S, Douglas G, Whiting K. Prevalence and comorbidity of child and     adolescent disorders in Western Australian mainstream school students.     Psychiatry. 2001;22(1-12).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000092&pid=S2182-5173201500010000600006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>7. Sawyer     MG, Arney FM, Baghurst PA, Clark JJ, Graetz BW, Kosky RJ, et al. The mental     health of young people in Australia: key findings from the child and adolescent     component of the national survey of mental health and well-being. Aust N Z J     Psychiatry. 2001;35(6):806-14.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000094&pid=S2182-5173201500010000600007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>8. U.S.     Department of Health and Human Services. Mental health: a report of the Surgeon     General. Rockville, MD, U.S. Department of Health and Human Services, Substance     Abuse and Mental Health Services Administration, Center for Mental Health     Services, National Institutes of Health. Washington: National Institute of     Mental Health; 1999.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000096&pid=S2182-5173201500010000600008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <p>9. Santos     MI, Coelho I, Ros&aacute;rio F, Machado P, Nery L, Ribeiro J, et al. Referencia&ccedil;&atilde;o aos     cuidados de sa&uacute;de secund&aacute;rios em idade pedi&aacute;trica (An analysis of referrals     from primary care to a pediatric hospital outpatient clinic). Rev Port Clin     Geral. 2011;27(5):422-32. Portuguese</p>       <!-- ref --><p>10. Jord&atilde;o     JG. A medicina geral e familiar: caracteriza&ccedil;&atilde;o da pr&aacute;tica e sua influ&ecirc;ncia no     ensino pr&eacute;-graduado (Dissertation). Lisboa: Faculdade de Medicina da     Universidade de Lisboa; 1995.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000099&pid=S2182-5173201500010000600010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <p>11. Rubio     Arribas V, Rodr&iacute;guez Ib&aacute;&ntilde;ez ML, Sampedro Mart&iacute;nez E, Victores Benavente C,     Alechiguerra Garc&iacute;a A, Barrio Gamarra JL. Evaluaci&oacute;n de la calidad de     comunicaci&oacute;n entre niveles asistenciales mediante el documento interconsulta     (Evaluation of the quality of communication between care levels through the     inter-consultation document). Aten Primaria. 2000;26(10):681-4. Spanish</p>       <!-- ref --><p>12. Morera     J, Custodi J, S&aacute;nchez L, Miaja F. An&aacute;lisis de la calidad de la informaci&oacute;n     transmitida entre atenci&oacute;n primaria y atenci&oacute;n especializada. Medifam.     1995;1(3):132-40.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000102&pid=S2182-5173201500010000600012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <p>13. Huertas     Zarco I, Pereir&oacute; Berenguer J, Sanf&eacute;lix Genov&eacute;s J, Rodr&iacute;guez Moya R. Mejora de     la calidad de la hoja de interconsulta a trav&eacute;s de la informaci&oacute;n (Improvement     in quality of the interclinical referral note on account of information given).     Aten Primaria. 1996;17(5):317-20. Spanish</p>       <p>14. Iraz&aacute;bal     Olabarrieta L, Guti&eacute;rrez Ruiz B. Funciona la comunicaci&oacute;n entre los niveles     primario y secundario? (Does the communication between primary and secondary     levels function?) Aten Primaria. 1996;17(6):376-81. Spanish</p>       <p>15. Janeiro     M. Acesso aos cuidados de sa&uacute;de secund&aacute;rios numa extens&atilde;o do Centro de Sa&uacute;de de     Serpa: 10 anos depois (Access to secondary health care services in a Serpa     health centre outpost: tem years on). Rev Port Clin Geral. 2001;17(3):193-207.     Portuguese</p>       <!-- ref --><p>16. Anderson     MA, Helms LB. Comparison of continuing care communication. Image J Nurs Sch.     1998;30(3):255-60.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000107&pid=S2182-5173201500010000600016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>17. Garc&iacute;a     Montesinos AM, Odriozola Aranz&aacute;bal G. Evaluaci&oacute;n de la calidad de comunicaci&oacute;n     entre Atenci&oacute;n Primaria y Ginecolog&iacute;a de segundo nivel. Centro de Salud.     2001;9(10):628-30.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000109&pid=S2182-5173201500010000600017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>18. Delgado     A, Melquizo M, Guerrero JC, Arboledas A, Revilla L. An&aacute;lisis de las     interconsultas de un centro de salud urbano. Aten Primaria. 1989;5:359-64.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000111&pid=S2182-5173201500010000600018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>19. Ribeiro     C, Marques C. A medicina geral e familiar e a sa&uacute;de mental infantil: um     encontro necess&aacute;rio. Rev Port Clin Geral. 2009;25(5):567-8.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000113&pid=S2182-5173201500010000600019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <p>20.     Moreno-Mart&iacute;nez F, Casals-S&aacute;nchez JL, S&aacute;nchez-Rivas JM, Rivera-Irigoin R,     V&aacute;squez S&aacute;nchez MA. Documento de interconsulta: evaluaci&oacute;n de la calidad de la     comunicaci&oacute;n entre atenti&oacute;n primaria y especializada (Referral letter:     evaluation of the quality of communication between primary health care and     specialist care). Semergen. 2008;34(5):218-23. Spanish</p>       <!-- ref --><p>21. Comin E,     Barrio C, Borrel F, Mellorqui C, Esteban C. Informaci&oacute;n contenida en los     volantes de interconsulta en asistencia primaria. Aten Primaria. 1985;2(2):120.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000116&pid=S2182-5173201500010000600021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>22. Velasco     V, Otero A. Evaluaci&oacute;n de la calidad de la informaci&oacute;n m&eacute;dica entre los niveles     de atenci&oacute;n primaria y especializada. Aten Primaria. 1993;11(8):48-57.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000118&pid=S2182-5173201500010000600022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>23. Aranaz     Andr&eacute;s JM, Buil Aina JA. Gesti&oacute;n sanitaria: acerca de la coordinaci&oacute;n entre     niveles asistenciales. Med Clin (Barc) 1986;106:182-4.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000120&pid=S2182-5173201500010000600023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>24. Ponte     CM, Moura BG, Cerejo AC, Braga R, Marques I, Teixeira A, et al. Referencia&ccedil;&atilde;o     aos cuidados de sa&uacute;de secund&aacute;rios. Rev Port Clin Geral. 2006;22(5):555-68.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000122&pid=S2182-5173201500010000600024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>25. Barreiro     S. Referencia&ccedil;&atilde;o e comunica&ccedil;&atilde;o entre cuidados prim&aacute;rios e secund&aacute;rios. Rev Port     Clin Geral. 2005;21(6):545-53.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000124&pid=S2182-5173201500010000600025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>26. S&aacute; AB,     Jord&atilde;o JG. Estudo europeu sobre referencia&ccedil;&atilde;o em cuidados prim&aacute;rios. II - Dados     de seguimento e informa&ccedil;&atilde;o de retorno. Rev Port Clin Geral. 1994;11:25-8.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000126&pid=S2182-5173201500010000600026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>27. S&aacute; AB,     Jord&atilde;o JG. Estudo europeu sobre referencia&ccedil;&atilde;o em cuidados prim&aacute;rios. III     - Compara&ccedil;&otilde;es Internacionais. Rev Port Clin Geral. 1994;11:115-24.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000128&pid=S2182-5173201500010000600027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>28. WONCA     - Comiss&atilde;o Internacional de Classifica&ccedil;&otilde;es da WONCA. ICPC-2,     International Classification of Primary Care - second edition. Lisboa:     ACSS-APMCG; 2011.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000130&pid=S2182-5173201500010000600028&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <p>29. Vilela     L, Fernandes G, Dias G, Lima CP, Lopes R, Gesta C. Caracteriza&ccedil;&atilde;o de uma consulta     de pedopsiquiatria - primeira inf&acirc;ncia de um hospital central (Characterization     of infancy and early childhood outpatient clinic in a central hospital). Acta     Pediatr Port. 2011;42(3):104-7. Portuguese</p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>30. Rushton     J, Bruckman D, Kelleher K. Primary care referral of children with psychosocial     problems. Arch Pediatr Adolesc Med. 2002;156(6):592-8.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000133&pid=S2182-5173201500010000600030&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>31. Marcelli     D, Braconnier A. Inf&acirc;ncia e psicopatologia. Lisboa: Climepsi; 2005. ISBN     9789728449865&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000135&pid=S2182-5173201500010000600031&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>32. Martin     A, Volkmar FR. Lewis's child and adolescent psychiatry: a comprehensive     textbook. 4th ed. New York: Lippincott Williams &amp; Wilkins; 2007. ISBN     9780781762144&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000136&pid=S2182-5173201500010000600032&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>33. Rutter     M, Bishop D, Pine D, Scott S, Stevenson J, Taylor E, et al. Rutter's child and     adolescent psychiatry. 5th ed. Washington: Wiley Blackwell; 2008. ISBN     9781405145497&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000137&pid=S2182-5173201500010000600033&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>34. Ferreira     T. Em defesa da crian&ccedil;a: teoria e pr&aacute;tica psicanal&iacute;tica da inf&acirc;ncia. Lisboa:     Ass&iacute;rio &amp; Alvim; 2002. ISBN 9789723706994&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000138&pid=S2182-5173201500010000600034&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>35. Roberts     S, Partridge I. Allocation of referrals within a child and adolescent mental     health service. BJ Psychiatr Bull. 1998;22(8):487-9.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000139&pid=S2182-5173201500010000600035&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <p>36. Portaria     n&ordm; 1.529/2008, de 26 de Dezembro. Di&aacute;rio da Rep&uacute;blica. 1&ordf; s&eacute;rie(249).</p>       <!-- ref --><p>37. World     Health Organization. Relat&oacute;rio mundial da sa&uacute;de - Sa&uacute;de mental: nova     concep&ccedil;&atilde;o, nova esperan&ccedil;a. Lisboa: Direc&ccedil;&atilde;o-Geral da Sa&uacute;de; 2002. ISBN     9726750822&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000142&pid=S2182-5173201500010000600036&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>38. Heitor     MJ, Bento A, Brito I, Cepeda T, Correia H. Rede de referencia&ccedil;&atilde;o de psiquiatria     e sa&uacute;de mental. Lisboa: Direc&ccedil;&atilde;o-Geral da Sa&uacute;de; 2004.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000143&pid=S2182-5173201500010000600037&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <p>&nbsp;</p>     <p><a href="#topc0">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a> | <a href="#topc0">Direcci&oacute;n para correspondencia</a> | <a href="#topc0">Correspondence</a><a name="c0"></a></p>      <p>Marta Ara&uacute;jo</p>       <p>Rua D.     Soeiro Mouro, 4550-125 Castelo de Paiva</p>     <p>E-mail: <a href="mailto:martaaraujos@gmail.com">martaaraujos@gmail.com</a></p>       <p>&nbsp;</p>       <p><b>Agradecimentos</b></p>       <p>Os autores     agradecem ao Professor Doutor Lu&iacute;s Alves pelo apoio e disponibilidade     demonstrados durante a realiza&ccedil;&atilde;o do presente trabalho.</p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Conflitos     de interesse</b></p>       <p>Os autores     declaram n&atilde;o ter conflito de interesses.</p>     <p>&nbsp;</p>       <p><b>Recebido em 28-06-2014</b></p>       <p><b>Aceite para publica&ccedil;&atilde;o em 19-12-2014</b></p>      ]]></body><back>
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