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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><b>POEMs</b></p>     <p><font size="4"><b>Progn&oacute;stico do d&eacute;fice cognitivo ligeiro em     medicina geral e familiar</b></font></p>     <p><font size="3"><b>Prognosis     of mild cognitive impairment in general practice</b></font></p>       <p><b>Joana   Oliveira</b></p>       <p>M&eacute;dica     Interna do 4&ordm; ano de Medicina Geral e Familiar</p>       <p>USF Cova da     Piedade, ACES Almada-Seixal</p>     <hr/>     <p>&nbsp;</p>       <p>Kaduszkiewicz     H, Eisele M, Wiese B, Prokein J, Luppa M, Luck T, et al. Prognosis of mild     cognitive impairment in general practice: results of the German AgeCoDe study.     Ann Fam Med. 2014;12(2):158-65. doi:10.1370/afm.1596.</p>       <p><b>Quest&atilde;o cl&iacute;nica</b></p>       <p><b>Existe benef&iacute;cio no diagn&oacute;stico de d&eacute;fice     cognitivo ligeiro?</b></p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Resumo</b></p>       <p><b>Objetivo:</b> O diagn&oacute;stico formal de     D&eacute;fice Cognitivo Ligeiro (DCL) foi recentemente introduzido no DSM-5<i> (Diagnostic and Statistical Manual of     Mental Disorders, Fifth Edition)</i> como perturba&ccedil;&atilde;o neurocognitiva ligeira.     Foi investigado o seu valor progn&oacute;stico e analisados os determinantes da sua     evolu&ccedil;&atilde;o no estudo alem&atilde;o <i>AgeCoDe</i> (estudo sobre envelhecimento, cogni&ccedil;&atilde;o e dem&ecirc;ncia nos cuidados prim&aacute;rios).</p>       <p><b>M&eacute;todos:</b> Foram inclu&iacute;dos no estudo 357     doentes a partir dos 75 anos, seguidos em consulta nos cuidados de sa&uacute;de     prim&aacute;rios durante tr&ecirc;s anos. De acordo com a sua evolu&ccedil;&atilde;o cl&iacute;nica foram     divididos retrospetivamente em quatro grupos: remiss&atilde;o, flutuante, est&aacute;vel e     progressiva.</p>       <p><b>Resultados:</b> 41,5% dos doentes tiveram     remiss&atilde;o dos sintomas com fun&ccedil;&atilde;o cognitiva normal aos 1,5 e tr&ecirc;s anos, 21,3%     tiveram evolu&ccedil;&atilde;o flutuante, 14,8% tiveram sintomas est&aacute;veis e 22,4% progrediram     para dem&ecirc;ncia. Os doentes que apresentaram maior risco de doen&ccedil;a evolutiva ao     longo do espectro apresentavam inicialmente sintomas de depress&atilde;o, d&eacute;fice em     mais que uma &aacute;rea cognitiva, d&eacute;fice severo ou idade avan&ccedil;ada. O resultado     relativo a capacidade de aprendizagem e reprodu&ccedil;&atilde;o ap&oacute;s dez minutos foi     considerado o melhor indicador para diferencia&ccedil;&atilde;o entre evolu&ccedil;&atilde;o para remiss&atilde;o     ou evolu&ccedil;&atilde;o progressiva.</p>       <p><b>Conclus&otilde;es:</b> Nos cuidados de sa&uacute;de     prim&aacute;rios, cerca de um quarto dos doentes com DCL apresenta progress&atilde;o para     dem&ecirc;ncia nos tr&ecirc;s anos seguintes. A determina&ccedil;&atilde;o da fun&ccedil;&atilde;o da mem&oacute;ria e     sintomas depressivos auxiliam na predi&ccedil;&atilde;o da evolu&ccedil;&atilde;o quanto a progress&atilde;o ou     remiss&atilde;o. Considerando o conceito de DCL adaptado ao algoritmo de diagn&oacute;stico     cl&iacute;nico (DSM-5), n&atilde;o devemos esquecer que tr&ecirc;s quartos dos doentes se mant&ecirc;m     cognitivamente est&aacute;veis ou apresentam melhoria da fun&ccedil;&atilde;o cognitiva nos tr&ecirc;s     anos seguintes. Estes doentes n&atilde;o devem ser alarmados desnecessariamente pela     perce&ccedil;&atilde;o deste diagn&oacute;stico.</p>       <p><b>COMENT&Aacute;RIO</b></p>       <p>O DSM-5     apresenta significativas altera&ccedil;&otilde;es relativamente a crit&eacute;rios de diagn&oacute;stico e     classifica&ccedil;&atilde;o de v&aacute;rios cap&iacute;tulos fulcrais da doen&ccedil;a mental. Quanto &agrave;s     perturba&ccedil;&otilde;es neurocognitivas (PNC) reconhece subgrupos etiol&oacute;gicos espec&iacute;ficos     e cada grupo pode ent&atilde;o ser dividido em grau “ligeiro” ou “major” de disfun&ccedil;&atilde;o     cognitiva com base no decl&iacute;nio, especialmente na incapacidade de desempenhar     fun&ccedil;&otilde;es b&aacute;sicas &agrave;s atividades da vida di&aacute;ria (AVDs). &Eacute; ainda adicionado o     especificador “com” ou “sem perturba&ccedil;&atilde;o do comportamento”.<sup>1-2</sup></p>       <p>A introdu&ccedil;&atilde;o     de um novo diagn&oacute;stico no algoritmo cl&iacute;nico tem como objetivo aumentar a sua     dete&ccedil;&atilde;o precoce e tratamento. No caso do d&eacute;fice cognitivo ligeiro (DCL) &eacute;     reconhecido um n&iacute;vel de perturba&ccedil;&atilde;o cognitiva que precede a progress&atilde;o para     d&eacute;fice cognitivo major (dem&ecirc;ncia e perturba&ccedil;&atilde;o amn&eacute;sicas) ou outras situa&ccedil;&otilde;es     de decl&iacute;nio grave, mais desadaptativos. &Eacute; feito o <i>update</i> de dom&iacute;nios cognitivos e a sua necessidade para cumprir     crit&eacute;rios de diagn&oacute;stico de DCL, nomeadamente: decl&iacute;nio cognitivo ligeiro     adquirido em pelo menos um dom&iacute;nio cognitivo (aten&ccedil;&atilde;o complexa, fun&ccedil;&otilde;es     executivas, aprendizagem e mem&oacute;ria, linguagem, perce&ccedil;&atilde;o motora ou cogni&ccedil;&atilde;o     social), com base na preocupa&ccedil;&atilde;o do indiv&iacute;duo, informador confi&aacute;vel ou m&eacute;dico     que percecionou o decl&iacute;nio ou d&eacute;fice objetivado em testes de cogni&ccedil;&atilde;o     neuropsicologica estandardizados. O d&eacute;fice cognitivo n&atilde;o interfere com a     autonomia nas AVDs e n&atilde;o ocorre em contexto de delirium ou de outra doen&ccedil;a     mental.<sup>2</sup></p>       <p>Esta     defini&ccedil;&atilde;o de DCL ultrapassa quest&otilde;es relacionadas com a idade, referindo-se a     um n&iacute;vel de decl&iacute;nio que requer estrat&eacute;gias compensat&oacute;rias e acomoda&ccedil;&otilde;es para a     manuten&ccedil;&atilde;o da autonomia. O decl&iacute;nio &eacute;, por defini&ccedil;&atilde;o, adquirido e n&atilde;o do     desenvolvimento, o que obriga ao conhecimento da <i>performance</i> pr&eacute;via e &agrave; necessidade da compreens&atilde;o do contexto     educacional e social do doente quando &eacute; feita a aplica&ccedil;&atilde;o de testes.     Salienta-se tamb&eacute;m o facto de o d&eacute;fice de mem&oacute;ria n&atilde;o ser crit&eacute;rio essencial     para este diagn&oacute;stico.<sup>3</sup></p>       <p>Face &agrave;     suspeita diagn&oacute;stica, sobretudo no DCL, a elabora&ccedil;&atilde;o de uma hist&oacute;ria cl&iacute;nica     cuidada e a integra&ccedil;&atilde;o com outros achados cl&iacute;nicos s&atilde;o fundamentais, sobretudo     face a uma situa&ccedil;&atilde;o <i>borderline,</i> num     cont&iacute;nuo que &eacute; imprevis&iacute;vel.<sup>5</sup></p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Os autores     do DSM-5 determinam que a decis&atilde;o diagn&oacute;stica deve basear-se numa avalia&ccedil;&atilde;o     neuropsicol&oacute;gica que quantifica os dom&iacute;nios cognitivos, orienta &aacute;reas que     necessitam de maior suporte e serve de base para avalia&ccedil;&atilde;o posterior. Os testes     breves mentais globais podem ser &uacute;teis, mas menos sens&iacute;veis e apresentam     algumas limita&ccedil;&otilde;es. Priorizando os resultados, ocorre frequentemente o     subdiagn&oacute;stico em indiv&iacute;duos com bom funcionamento e testes “normais”, mas na     realidade t&ecirc;m decl&iacute;nio nas fun&ccedil;&otilde;es relacionadas com AVDs ou o sobrediagn&oacute;stico     noutros em que a baixa <i>performance</i> n&atilde;o representa altera&ccedil;&atilde;o da linha base e pode estar relacionada com altera&ccedil;&otilde;es     pr&eacute;-m&oacute;rbidas ou com uma intercorr&ecirc;ncia transit&oacute;ria. Por outro lado, o foco     excessivo nos sintomas subjetivos pode falhar nos indiv&iacute;duos com <i>insight</i> pobre. Na refer&ecirc;ncia, a     necessidade de maior assist&ecirc;ncia associada “&agrave; idade”, os doentes mant&ecirc;m     autonomia, mas necessitam de mais tempo e esfor&ccedil;o do que anteriormente. Nestes     casos, &eacute; fundamental determinar que a dificuldade na execu&ccedil;&atilde;o &eacute; justificada     pelo decl&iacute;nio cognitivo e n&atilde;o pela limita&ccedil;&atilde;o motora.<sup>3</sup></p>       <p>A     preval&ecirc;ncia das PNC aumenta com a idade, sendo que na popula&ccedil;&atilde;o mais     envelhecida o DCL &eacute; mais dif&iacute;cil de estimar porque a comunidade m&eacute;dica est&aacute;     pouco sensibilizada e o decl&iacute;nio menos claro &eacute; justificado, pela comunidade,     pela “idade”. Estima-se que seja muito vari&aacute;vel: de 2 a 10% aos 65 anos e de 5     a 25% aos 85 anos. &Eacute; aceite que o principal fator de risco seja a idade,     seguido do sexo feminino (atribu&iacute;vel &agrave; maior esperan&ccedil;a de vida).<sup>3</sup></p>       <p>Com o     aumento do n&uacute;mero de diagn&oacute;sticos de DCL prev&ecirc;-se a possibilidade de abrir     caminho ao desenvolvimento de planos de tratamento efetivos, de forma a     encorajar investigadores a avaliar como os novos crit&eacute;rios de diagn&oacute;stico se     correlacionam com sintomas e potenciais terap&ecirc;uticas educacionais e estimula&ccedil;&atilde;o     cerebral. Vislumbra-se a potencial utiliza&ccedil;&atilde;o de marcadores de progn&oacute;stico,     cuja utilidade n&atilde;o est&aacute; ainda comprovada. Segundo o DSM-5, a dete&ccedil;&atilde;o precoce     permite interven&ccedil;&otilde;es mais efetivas, que n&atilde;o s&atilde;o eficazes em graus mais severos     e podem reduzir a velocidade de progress&atilde;o da doen&ccedil;a.<sup>2</sup></p>     <p>Encontramo-nos     na pr&aacute;tica cl&iacute;nica di&aacute;ria face a uma popula&ccedil;&atilde;o tendencialmente envelhecida, na     qual se estima o subdiagn&oacute;stico do DCL e prov&aacute;vel aumento da sua preval&ecirc;ncia no     futuro. Contudo, encontramo-nos igualmente numa fase em que n&atilde;o existem ainda     terap&ecirc;uticas efetivas a oferecer, estando preconizado o refor&ccedil;o dos cuidados     preventivos demenciais. A gest&atilde;o do diagn&oacute;stico e acompanhamento da sua     evolu&ccedil;&atilde;o em parceria com a fam&iacute;lia e cuidadores requer uma rela&ccedil;&atilde;o     m&eacute;dico-doente funcional que d&aacute; primazia &agrave; abordagem centrada no doente e n&atilde;o na     doen&ccedil;a. &Eacute; essa rela&ccedil;&atilde;o de confian&ccedil;a que permite a presta&ccedil;&atilde;o dos melhores     cuidados ao doente em cada fase, maximizando a sua autonomia e prevenindo a sua     progress&atilde;o. De acordo com o estudo apresentado, esta &eacute; a pr&aacute;tica adequada a     todos os utentes, especialmente dirigida aos cerca de tr&ecirc;s quartos que n&atilde;o     apresentam progress&atilde;o para dem&ecirc;ncia (n&iacute;vel de evid&ecirc;ncia 1b).</p>       <p>&nbsp;</p>       <p><b>REFER&Ecirc;NCIAS     BIBLIOGR&Aacute;FICAS</b></p>       <!-- ref --><p>1.     Kaduszkiewicz H, Eisele M, Wiese B, Prokein J, Luppa M, Luck T, et al.     Prognosis of mild cognitive impairment in general practice: results of the     German AgeCoDe study. Ann Fam Med. 2014;12(2):158-65. doi:10.1370/afm.1596.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000029&pid=S2182-5173201500010001200001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>2. American     Psychiatric Association. Diagnostic and statistical manual of mental disorders.     5th ed. Arlington, VA: APA; 2013.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000031&pid=S2182-5173201500010001200002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> ISBN 9780890425558</p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>3. Ganguli     M, Blacker D, Blazer DG, Grant I, Jeste DV, Paulsen JS, et al. Classification     of neurocognitive disorders in DSM-5: a work in progress. Am J Geriatr     Psychiatry. 2011;19(3):205-10.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000033&pid=S2182-5173201500010001200003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>4. American     Psychiatric Association. Diagnostic and statistical manual of mental disorders:     text revision (DSM-IV-TR). 4th ed. Washington, DC: APA; 2000.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000035&pid=S2182-5173201500010001200004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> ISBN     9780890420256</p>       <!-- ref --><p>5. Stetka     BS, Correll CU. A guide to DSM-5. Medscape. 2013 May 21. Available from: <a href="http://www.medscape.com/viewarticle/803884" target="_blank">http://www.medscape.com/viewarticle/803884</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000037&pid=S2182-5173201500010001200005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>&nbsp;</p>       <p><b>Conflitos de interesse</b></p>       <p>A autora     declara n&atilde;o ter qualquer conflito de interesses.</p>      ]]></body><back>
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