<?xml version="1.0" encoding="ISO-8859-1"?><article xmlns:mml="http://www.w3.org/1998/Math/MathML" xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xmlns:xsi="http://www.w3.org/2001/XMLSchema-instance">
<front>
<journal-meta>
<journal-id>2182-5173</journal-id>
<journal-title><![CDATA[Revista Portuguesa de Medicina Geral e Familiar]]></journal-title>
<abbrev-journal-title><![CDATA[Rev Port Med Geral Fam]]></abbrev-journal-title>
<issn>2182-5173</issn>
<publisher>
<publisher-name><![CDATA[Associação Portuguesa de Medicina Geral e Familiar]]></publisher-name>
</publisher>
</journal-meta>
<article-meta>
<article-id>S2182-51732015000200005</article-id>
<title-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Treino do bacio: estudo observacional numa amostra de crianças saudáveis entre os 18 e os 42 meses]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Toilet training: an observational study in a sample of healthy children between 18 and 42 months old]]></article-title>
</title-group>
<contrib-group>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Pereira]]></surname>
<given-names><![CDATA[Ângela]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A01"/>
</contrib>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Gonçalves]]></surname>
<given-names><![CDATA[Jean-Pierre]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A01"/>
</contrib>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Oliveira]]></surname>
<given-names><![CDATA[Ângela]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A01"/>
</contrib>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Abreu]]></surname>
<given-names><![CDATA[Liliana]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A01"/>
</contrib>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Alves]]></surname>
<given-names><![CDATA[Manuela Costa]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A01"/>
</contrib>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Braga]]></surname>
<given-names><![CDATA[Aparício]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A01"/>
</contrib>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Martins]]></surname>
<given-names><![CDATA[Sofia]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A01"/>
</contrib>
</contrib-group>
<aff id="A01">
<institution><![CDATA[,Hospital de Braga Serviço de Pediatria ]]></institution>
<addr-line><![CDATA[Braga ]]></addr-line>
</aff>
<aff id="A02">
<institution><![CDATA[,Centro de Saúde de Braga Unidade de Cuidados de Saúde Personalizados Infias ]]></institution>
<addr-line><![CDATA[Braga ]]></addr-line>
</aff>
<pub-date pub-type="pub">
<day>00</day>
<month>04</month>
<year>2015</year>
</pub-date>
<pub-date pub-type="epub">
<day>00</day>
<month>04</month>
<year>2015</year>
</pub-date>
<volume>31</volume>
<numero>2</numero>
<fpage>105</fpage>
<lpage>115</lpage>
<copyright-statement/>
<copyright-year/>
<self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S2182-51732015000200005&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_abstract&amp;pid=S2182-51732015000200005&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_pdf&amp;pid=S2182-51732015000200005&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><abstract abstract-type="short" xml:lang="pt"><p><![CDATA[Introdução: O treino do bacio (TB) ou controlo de esfíncteres é uma etapa importante no desenvolvimento infantil. Existem poucos estudos e diretrizes sobre esta temática e, da pesquisa bibliográfica efetuada, não há dados epidemiológicos nacionais. Este estudo pretende descrever o processo do TB numa amostra de crianças portuguesas, determinando variáveis biológicas, sociais e económicas envolvidas e métodos aplicados. Metodologia: Efetuado um estudo transversal, observacional e analítico, selecionando uma amostra de conveniência na consulta de saúde infantil e juvenil de três centros de saúde. Recolhemos os dados através de um questionário aos pais de crianças entre 18 e 42 meses (M). Excluímos patologias crónicas que interfiram na aquisição de controlo de esfíncteres, gémeos ou dados insuficientes. Resultados: Foram realizados inquéritos aos pais de 83 crianças com idades compreendidas entre 18M e 42M, das quais 24 não deram início ao TB. Das 59 restantes, 31 eram rapazes e a média de idades 31M (desvio-padrão (DP)=9). A idade média de início e término do TB foi 22M (DP=7) e 27M (DP=7), respetivamente (mais cedo nas raparigas). Crianças do meio rural, filhos de mães empregadas e com escolaridade &#8804; 5 anos iniciaram o TB mais cedo. No total, 20 completaram o TB, após uma duração em média de 3M (mediana 2M (0-16M)). O grupo que iniciou mais cedo completou com menor idade o TB (p = 0,005); contudo, a duração até aquisição de controlo de esfíncteres foi maior (p = 0,046). Os métodos aplicados mais vezes pelos cuidadores foram reforço positivo e mostrar exemplos. Conclusões: A transição para TB apresenta grande variabilidade de fatores; nesta amostra, crianças do sexo feminino, filhos de mães empregadas e com menos instrução académica, a viver em meio rural, iniciaram o TB mais cedo. Existiu uma diferença estatisticamente significativa entre iniciar o TB com menor idade e a aquisição de controlo de esfíncteres mais precoce, mas também com maior duração do TB.]]></p></abstract>
<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Introduction: Toilet training is an important stage in child development. There are few studies and guidelines and our bibliographic research found no national epidemiological data on this subject. The aim of the present study was to determine the patterns of toilet training in a Portuguese population, the factors that may be related to its timing and duration, and methods used. Methods: In this cross-sectional study we selected a convenience sample of children who were seen in three primary healthcare centers. Data were collected using a questionnaire given to parents of children between 18 and 42 months old (M). Children with chronic conditions that affect bladder and bowel control, twins, and replies with incomplete data were excluded. Results: Eighty three questionnaires were completed. In 24, the child had not started toilet training. Of the remaining 59 repies, 31 were from boys, with a mean age of 31M (standard deviation (SD)=9). Mean initiation and completion ages of training were 22M (SD=7) and 27M (SD=7) respectively (earlier in girls). Families living in rural settlements, employed mothers and mothers with less than 5 years of formal education started training earlier. Of the 20 children who completed toilet training, the mean duration was 3M (median 2M (0-16M)). Early initiation of intensive toilet training correlates with an earlier age at completion of training (p = 0.005) but also a longer duration (p = 0.046). The most methods most frequently employed by caregivers were positive reinforcement training and showing examples. Conclusions: Toilet training shows a high variability of factors in this population. We found that female children of employed mothers with less formal education living in rural areas initiate toilet training earlier. There was a statistically significant difference between starting toilet training at a younger age and the acquisition of control of sphincters earlier, but with longer duration of training.]]></p></abstract>
<kwd-group>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Controlo Esfincteriano]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Crianças]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Desenvolvimento Infantil]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Treino do Bacio]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[Children]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[Child Development]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[Toilet Training]]></kwd>
</kwd-group>
</article-meta>
</front><body><![CDATA[ <p align="right"><b>ESTUDOS ORIGINAIS</b></p>     <p><font size="4"><b>Treino do bacio: estudo observacional numa     amostra de crian&#231;as saud&#225;veis entre os 18 e os 42 meses</b></font></p>     <p><font size="3"><b>Toilet training: an observational study in a   sample of healthy children between 18 and 42 months old</b></font></p>       <p><b>&#194;ngela Pereira,<sup>1</sup> Jean-Pierre     Gon&#231;alves,<sup>2</sup> &#194;ngela Oliveira,<sup>1</sup> Liliana Abreu,<sup>1</sup> Manuela Costa Alves,<sup>2</sup> Apar&#237;cio&nbsp;Braga,<sup>3</sup> Sofia Martins<sup>2</sup></b></p>       <p><sup>1</sup>M&#233;dica     Interna de Pediatria,     Servi&#231;o&nbsp;de&nbsp;Pediatria,&nbsp;Hospital&nbsp;de&nbsp;Braga.</p>       <p><sup>2</sup>M&#233;dica     Pediatra, Servi&#231;o de Pediatria, Hospital de Braga.</p>       <p><sup>3</sup>M&#233;dico     Assistente de Medicina Geral e Familiar, Unidade de Cuidados de Sa&#250;de     Personalizados&nbsp;Infias&nbsp;(Braga), Centro de Sa&#250;de de Braga.</p>       <p><a href="#c0">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a> | <a href="#c0">Direcci&oacute;n para correspondencia</a> | <a href="#c0">Correspondence</a><a name="topc0"></a></p> <hr/>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>RESUMO</b></p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Introdu&#231;&#227;o:</b> O treino do bacio (TB) ou     controlo de esf&#237;ncteres &#233; uma etapa importante no desenvolvimento infantil.     Existem poucos estudos e diretrizes sobre esta tem&#225;tica e, da pesquisa     bibliogr&#225;fica efetuada, n&#227;o h&#225; dados epidemiol&#243;gicos nacionais. Este estudo     pretende descrever o processo do TB numa amostra de crian&#231;as portuguesas,     determinando vari&#225;veis biol&#243;gicas, sociais e econ&#243;micas envolvidas e m&#233;todos     aplicados.</p>       <p><b>Metodologia:</b> Efetuado um estudo     transversal, observacional e anal&#237;tico, selecionando uma amostra de     conveni&#234;ncia na consulta de sa&#250;de infantil e juvenil de tr&#234;s centros de sa&#250;de.     Recolhemos os dados atrav&#233;s de um question&#225;rio aos pais de crian&#231;as entre 18 e     42 meses (M). Exclu&#237;mos patologias cr&#243;nicas que interfiram na aquisi&#231;&#227;o de controlo     de esf&#237;ncteres, g&#233;meos ou dados insuficientes. </p>       <p><b>Resultados:</b> Foram realizados inqu&#233;ritos     aos pais de 83 crian&#231;as com idades compreendidas entre 18M e 42M, das quais 24     n&#227;o deram in&#237;cio ao TB. Das 59 restantes, 31 eram rapazes e a m&#233;dia de idades     31M (desvio-padr&#227;o (<i>DP</i>)=9). A idade     m&#233;dia de in&#237;cio e t&#233;rmino do TB foi 22M (<i>DP</i>=7)     e 27M (<i>DP</i>=7), respetivamente (mais     cedo nas raparigas). Crian&#231;as do meio rural, filhos de m&#227;es empregadas e com     escolaridade &#8804; 5 anos iniciaram o TB mais cedo. No total, 20 completaram     o TB, ap&#243;s uma dura&#231;&#227;o em m&#233;dia de 3M (mediana 2M (0-16M)). O grupo que iniciou     mais cedo completou com menor idade o TB (<i>p</i> = 0,005); contudo, a dura&#231;&#227;o at&#233; aquisi&#231;&#227;o de controlo de esf&#237;ncteres foi maior     (<i>p</i> = 0,046). Os m&#233;todos aplicados     mais vezes pelos cuidadores foram refor&#231;o positivo e mostrar exemplos.</p>       <p><b>Conclus&#245;es:</b> A transi&#231;&#227;o para TB     apresenta grande variabilidade de fatores; nesta amostra, crian&#231;as do sexo     feminino, filhos de m&#227;es empregadas e com menos instru&#231;&#227;o acad&#233;mica, a viver em     meio rural, iniciaram o TB mais cedo. </p>       <p>Existiu uma     diferen&#231;a estatisticamente significativa entre iniciar o TB com menor idade e a     aquisi&#231;&#227;o de controlo de esf&#237;ncteres mais precoce, mas tamb&#233;m com maior dura&#231;&#227;o     do TB. </p>       <p><b>Palavras-chave:</b> Controlo Esfincteriano;     Crian&#231;as; Desenvolvimento Infantil; Treino do Bacio.</p>  <hr/>     <p>&nbsp;</p>       <p><b>ABSTRACT</b></p>       <p><b>Introduction:</b> Toilet training is an     important stage in child development. There are few studies and guidelines and     our bibliographic research found no national epidemiological data on this     subject. The aim of the present study was to determine the patterns of toilet     training in a Portuguese population, the factors that may be related to its   timing and duration, and methods used.</p>       <p><b>Methods:</b> In this cross-sectional study     we selected a convenience sample of children who were seen in three primary     healthcare centers. Data were collected using a questionnaire given to parents     of children between 18 and 42 months old (M). Children with chronic conditions     that affect bladder and bowel control, twins, and replies with incomplete data     were excluded.</p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Results:</b> Eighty three questionnaires     were completed. In 24, the child had not started toilet training. Of the remaining     59 repies, 31 were from boys, with a mean age of 31M (standard deviation     (SD)=9). Mean initiation and completion ages of training were 22M (SD=7) and     27M (SD=7) respectively (earlier in girls). Families living in rural     settlements, employed mothers and mothers with less than 5 years of formal     education started training earlier. Of the 20 children who completed toilet     training, the mean duration was 3M (median 2M (0-16M)). Early initiation of     intensive toilet training correlates with an earlier age at completion of     training (<i>p</i> = 0.005) but also a     longer duration (<i>p</i> = 0.046). The most     methods most frequently employed by caregivers were positive reinforcement     training and showing examples.</p>       <p><b>Conclusions:</b> Toilet training shows a     high variability of factors in this population. We found that female children     of employed mothers with less formal education living in rural areas initiate     toilet training earlier. There was a statistically significant difference     between starting toilet training at a younger age and the acquisition of     control of sphincters earlier, but with longer duration of training.</p>       <p><b>Keywords:</b> Children; Child Development;     Toilet Training.</p>  <hr/>     <p>&nbsp;</p>       <p><b>Introdu&#231;&#227;o     e objetivos</b></p>       <p>Otreino do     bacio (TB) ou controlo de esf&#237;ncteres &#233; uma etapa importante no desenvolvimento     infantil, simbolizando a aquisi&#231;&#227;o de novas compet&#234;ncias para a sua autonomia,     o que o torna um desafio para a crian&#231;a, pais e m&#233;dicos assistentes.<sup>1</sup></p>       <p>Apesar de     ser uma fase j&#225; ultrapassada por gera&#231;&#245;es de fam&#237;lias e m&#233;dicos, continua sem     existir consenso acerca do melhor m&#233;todo ou mesmo uma defini&#231;&#227;o universal do     conceito &#8220;treino do bacio&#8221;.<sup>1-2</sup> Esta incerteza ocorre, em parte, pela     vasta variabilidade de prefer&#234;ncias e expectativas parentais. A quest&#227;o muitas     vezes colocada pelos pais &#233; em que idade se deve iniciar o TB e n&#227;o h&#225; uma     resposta &#250;nica. Diversos fatores t&#234;m influ&#234;ncia, como o sexo, desenvolvimento     psicomotor individual, expectativas dos cuidadores, cultura, exig&#234;ncias sociais     e acontecimentos stressantes (div&#243;rcio dos pais, morte de um familiar,     nascimento de um irm&#227;o ou a mudan&#231;a de habita&#231;&#227;o).<sup>3</sup> Existem tamb&#233;m     poucos estudos comparando estrat&#233;gias e torna-se, assim, dif&#237;cil estabelecer     recomenda&#231;&#245;es baseadas na evid&#234;ncia.<sup>2</sup></p>       <p>Pesquisando     em sociedades internacionais de pediatria de diferentes pa&#237;ses, encontramos     orienta&#231;&#245;es em apenas tr&#234;s delas: Academia Americana de Pediatria,<sup>4</sup> Sociedade Canadiana de Pediatria<sup>5</sup> e Academia Americana de M&#233;dicos de     Fam&#237;lia.<sup>6</sup> Nestas recomenda&#231;&#245;es, a linha orientadora segue     preferencialmente o &#8220;m&#233;todo passivo/orientado pela crian&#231;a&#8221;, mas verifica-se     que ao longo dos tempos outros m&#233;todos t&#234;m sido utilizados com boa aceita&#231;&#227;o.<sup>1,7</sup></p>       <p>O &#8220;m&#233;todo     passivo/orientado pela crian&#231;a&#8221;, descrito originalmente por Brazelton,<sup>8</sup> enfatiza a import&#226;ncia de a crian&#231;a estar preparada para o treino, tentando     minimizar o stress associado. Quando a crian&#231;a adquirir um conjunto de     compet&#234;ncias passa-se ent&#227;o ao in&#237;cio do TB, oferecendo o bacio e passando do     progresso de simplesmente se sentar nele para, gradualmente, o utilizar     corretamente e ser encorajado com os sucessos alcan&#231;ados. Aborda-se o tema dos     &#8220;acidentes&#8221;, mas sem estrat&#233;gias punitivas. Este m&#233;todo dura habitualmente     semanas a meses at&#233; ter sucesso na aquisi&#231;&#227;o de controlo de esf&#237;ncteres.</p>       <p>Em     contraste, o &#8220;treino num dia&#8221;, proposto por Foxx e Azrin,<sup>9</sup> envolve     um per&#237;odo intenso de instru&#231;&#245;es para aquisi&#231;&#227;o do controlo de esf&#237;ncteres em     24-48 horas. O treino geralmente &#233; iniciado com a ajuda de uma boneca que pode     molhar o bacio para demonstrar as a&#231;&#245;es pretendidas. A crian&#231;a &#233; depois incentivada     a imitar a boneca e, ao mesmo tempo, &#233;-lhe fornecida uma quantidade refor&#231;ada     de l&#237;quidos para estimular a mic&#231;&#227;o. A crian&#231;a &#233; frequentemente lembrada do que     se pretende e a cada 3-5 minutos verifica-se se se mant&#233;m seca, apostando no     refor&#231;o positivo (elogios, brinquedos ou comida) a cada momento bem sucedido.     Se acontecerem &#8220;acidentes&#8221;, a crian&#231;a ser&#225; reprimida e ter&#225; a responsabilidade     de trocar para roupa seca. </p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Menos     conhecido, mas aplicado por longos anos em diversas &#225;reas geogr&#225;ficas como a     China, &#205;ndia, &#193;frica, Am&#233;rica do Sul e partes da Europa, &#233; o m&#233;todo &#8220;assistido     pelo cuidador&#8221;.<sup>10</sup> De Vries et al<sup>11</sup> estudaram este m&#233;todo     numa tribo africana, &#8220;The Digo&#8221;, registando sucesso no TB no primeiro ano de     vida, fundamentado por um envolvimento muito ativo e sistematizado por parte do     cuidador que aprende a reconhecer os sinais dados pela crian&#231;a antes da     elimina&#231;&#227;o intestinal e vesical e aproveitando-os para a treinar, sem castigos,     sem puni&#231;&#245;es.</p>       <p>Em Portugal     n&#227;o existem diretrizes e, da pesquisa bibliogr&#225;fica efetuada, n&#227;o h&#225; dados     epidemiol&#243;gicos acerca do TB.</p>       <p>Este estudo     pretende descrever o processo do TB numa amostra de crian&#231;as portuguesas,     determinando vari&#225;veis biol&#243;gicas, sociais e econ&#243;micas envolvidas e m&#233;todos     aplicados.</p>       <p><b>M&#233;todos</b></p>       <p><b>Amostra</b></p>       <p>Amostra de     conveni&#234;ncia que incluiu crian&#231;as com idades compreendidas entre os 18 e os 42     meses (M) (total de 83 crian&#231;as), seguidas em consulta de sa&#250;de infantil e     juvenil, de tr&#234;s centros de sa&#250;de, de zonas rurais e urbanas, no norte do pa&#237;s,     contando com a participa&#231;&#227;o de tr&#234;s investigadores.</p>       <p><b>Procedimento</b></p>       <p>Efetuamos um     estudo transversal, observacional e anal&#237;tico. Durante um per&#237;odo de tr&#234;s meses     (outubro a dezembro de 2012) foi pedido aos pais de crian&#231;as entre os 18 e os     42M que respondessem a um question&#225;rio dividido em cinco &#225;reas principais:     dados relativos &#224; crian&#231;a, dados relativos &#224; m&#227;e, caracter&#237;sticas da habita&#231;&#227;o,     apoios (ama ou creche) e quest&#245;es espec&#237;ficas relacionadas com o treino do     bacio. Este era composto por perguntas de tipo misto (predominantemente     fechadas), sendo adaptado caso a crian&#231;a j&#225; tivesse iniciado ou n&#227;o o TB     (<a href="#a1">anexos I</a><a name="topa1"></a> e <a href="#a2">II</a><a name="topa2"></a>). Perante a aus&#234;ncia de um instrumento de medida (nacional ou     internacional) validado que permitisse recolher os dados pretendidos, o     question&#225;rio foi desenvolvido pelos autores, suportado por outros estudos     publicados, nomeadamente relativos a etapas de desenvolvimento e outros fatores     envolvidos na aquisi&#231;&#227;o de controlo de esf&#237;ncteres.<sup>12-13</sup> Ap&#243;s a sua     constru&#231;&#227;o, este foi aplicado, pelos tr&#234;s investigadores respons&#225;veis pela     colheita de informa&#231;&#227;o na&nbsp;popula&#231;&#227;o,&nbsp;a uma amostra de 30 crian&#231;as     seguidas em consulta de sa&#250;de infantil e juvenil dos centros de sa&#250;de onde     decorreu o estudo, durante o m&#234;s de setembro de 2012. Foram reformuladas     quest&#245;es que levantaram mais d&#250;vidas aquando do preenchimento do question&#225;rio,     permitindo aprimorar a clareza e a simplicidade desejadas. No intuito de     otimizar a compreens&#227;o e diminuir a subjetividade, cada um dos tr&#234;s     investigadores envolvidos aplicou diretamente as quest&#245;es no decurso da     consulta, esclarecendo d&#250;vidas e clarificando conceitos, num per&#237;odo de tempo     estimado em 10 minutos.</p>       <p>As crian&#231;as     com atraso de desenvolvimento psicomotor ou patologias cr&#243;nicas que interfiram     na aquisi&#231;&#227;o de controlo de esf&#237;ncteres, crian&#231;as g&#233;meas ou crian&#231;as cujos     dados eram insuficientes para a realiza&#231;&#227;o do estudo foram exclu&#237;das.     Consideramos o treino do bacio como completo quando a crian&#231;a consegue controlo     de esf&#237;ncteres diurno e noturno, conseguindo manter-se seca, exceto um a dois acidentes,     durante pelo menos um m&#234;s.<sup>12</sup></p>       <p>Os     resultados foram avaliados tendo em conta a idade de in&#237;cio e de t&#233;rmino do     treino do bacio, calculando a sua dura&#231;&#227;o e considerando dados     sociodemogr&#225;ficos como o sexo, a idade materna, o n&#237;vel educacional e ocupa&#231;&#227;o,     a classe social, o n&#250;mero de filhos, o principal motivo para dar in&#237;cio ao     treino do bacio, o local escolhido e o m&#233;todo utilizado. &#192;s crian&#231;as que j&#225;     tinham completado o treino foi diferenciado o controlo de esf&#237;ncter anal e     vesical.</p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p>O estudo foi     aprovado pela Comiss&#227;o de &#201;tica para a Sa&#250;de da Administra&#231;&#227;o Regional de Sa&#250;de     do Norte e foi salvaguardada a confidencialidade.</p>       <p>Para a     revis&#227;o bibliogr&#225;fica pesquisaram-se <i>guidelines,</i> artigos de revis&#227;o e originais a partir das combina&#231;&#245;es de palavras-chave <i>toilet training, potty training, development     and toilet training,</i> utilizando a base de dados da MEDLINE/PubMed, Google e <i>sites</i> de sociedades nacionais e     internacionais de pediatria.</p>       <p><b>An&#225;lise estat&#237;stica</b></p>       <p>Foi efetuada     a an&#225;lise descritiva dos dados sociodemogr&#225;ficos, apresentando os resultados     sob a forma de m&#233;dias com desvios-padr&#227;o <i>(DP)</i> ou medianas aquando de distribui&#231;&#227;o n&#227;o param&#233;trica. As idades de in&#237;cio e     t&#233;rmino e a dura&#231;&#227;o do TB foram comparadas, usando os testes <i>T-student</i> e ANOVA para as vari&#225;veis sexo,     meio habitacional, escolaridade materna e empregabilidade materna. A     signific&#226;ncia estat&#237;stica foi considerada quando <i>p</i> &lt; 0,05. Os dados foram analisados atrav&#233;s do programa     inform&#225;tico <i>Statistical Package for     Social Science</i> (SPSS), vers&#227;o 19.0.</p>       <p><b>Resultados</b></p>       <p><b>Dados sociodemogr&#225;ficos</b></p>       <p>Foram     inclu&#237;das 83 crian&#231;as, das quais 24 n&#227;o tinham dado in&#237;cio ao TB (<a href="#q1">Quadro I</a>).     Analisamos os dados referentes &#224;s 59 restantes (<a href="#q2">Quadro II</a>) e, destas, 31 eram     do sexo masculino e a m&#233;dia de idades calculada foi de 31M (<i>DP</i> = 9) (mediana 35M). No momento do     preenchimento do question&#225;rio, 35 crian&#231;as frequentavam o infant&#225;rio, 74% das     quais h&#225; mais de tr&#234;s meses.</p>       <p>&nbsp;</p>    <p align="center"><a name="q1"></a><img src="/img/revistas/rpmgf/v31n2/31n2a05q1.jpg"/></p>    
<p>&nbsp;</p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>       <p align="center"><a name="q2"></a><img src="/img/revistas/rpmgf/v31n2/31n2a05q2.jpg"/></p>    
<p>&nbsp;</p>       <p>Quanto &#224;s     caracter&#237;sticas maternas, 42 eram portuguesas e as restantes de outras nacionalidades (<a href="#q2">Quadro II</a>).</p>       <p>A maioria     das m&#227;es tinha entre 25 e 35 anos de idade (n = 41), eram casadas (n = 40), em     m&#233;dia com 1,6 (<i>DP</i> = 0,8) filhos.     Pertenciam &#224; classe social m&#233;dia (Graffar III) (n = 36), tinham emprego (n =     37) e possu&#237;am um n&#237;vel de escolaridade entre 6 e 12 anos (n = 39).</p>       <p><b>Inicia&#231;&#227;o e t&#233;rmino do treino do bacio </b></p>       <p>A idade de     in&#237;cio do TB variou entre 9M e 40M (<a href="#f1">Figura 1</a>) e em m&#233;dia ocorreu aos 22M (<i>DP</i> = 7), sendo que 27 come&#231;aram antes     dos 22M e 32 com 22 ou mais meses. Em raparigas e rapazes, a m&#233;dia de inicia&#231;&#227;o     do TB foi 22M (<i>DP</i> = 6) e 24M (<i>DP</i> = 7), respetivamente (<i>p</i> = 0,36).</p>       <p>&nbsp;</p>    <p align="center"><a name="f1"></a><img src="/img/revistas/rpmgf/v31n2/31n2a05f1.jpg"/></p>    
<p>&nbsp;</p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>       <p>As crian&#231;as     do meio rural, filhos de m&#227;es empregadas e com escolaridade &#8804; 5 anos     iniciaram o TB mais cedo. A idade mais precoce de in&#237;cio do TB encontrada foi     9M numa crian&#231;a cuja m&#227;e era natural da &#205;ndia.</p>       <p>Das crian&#231;as     estudadas, 20 completaram o TB, sendo que 13 adquiriram primeiro o controlo de     esf&#237;ncter vesical e nas sete restantes o controlo anal e vesical foi     simult&#226;neo. A dura&#231;&#227;o do TB registou uma m&#233;dia de 3M, mediana 2 (0-16)M. A     idade m&#233;dia em que completaram o TB foi 27M (<i>DP</i> = 7), sendo 26M (<i>DP</i> =     7) nas raparigas e 27M (<i>DP</i> = 7) nos rapazes (<a href="#q3">Quadro III</a>).</p>      <p>&nbsp;</p>    <p align="center"><a name="q3"></a><img src="/img/revistas/rpmgf/v31n2/31n2a05q3.jpg"/></p>    
<p>&nbsp;</p>       <p>&nbsp;</p>       <p>O grupo que     iniciou mais cedo completou tamb&#233;m mais cedo o TB (<i>p</i> = 0,005); contudo, a dura&#231;&#227;o at&#233; aquisi&#231;&#227;o de controlo de esf&#237;ncteres     foi tamb&#233;m maior (<i>p</i> = 0,046) (<a href="#f2">Figura 2</a>). </p>       <p>&nbsp;</p>    <p align="center"><a name="f2"></a><img src="/img/revistas/rpmgf/v31n2/31n2a05f2.jpg"/></p>    
]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>       <p>&nbsp;</p>       <p><b>M&#233;todos utilizados e motivos para inicia&#231;&#227;o</b></p>       <p>A maioria     dos pais questionados recebeu informa&#231;&#227;o sobre o tema atrav&#233;s de familiares e     de cuidadores no infant&#225;rio (n = 27); uma pequena percentagem referiu ter     falado deste assunto com o m&#233;dico (n = 7) ou enfermeiro (n = 5) no decorrer das     consultas (<a href="#f3">Figura 3</a>). O bacio foi o lugar escolhido por 32 dos inquiridos e os     m&#233;todos mais utilizados foram o refor&#231;o positivo (oferecer brinquedos,     carinhos, palmas, algo do seu agrado) (n = 37) e mostrar exemplos (de irm&#227;os,     adultos ou bonecos) (n = 18). O principal motivo referido para iniciar foi a     idade (n = 17) e sentir a crian&#231;a preparada (n = 13) por manifestar sinais de     maturidade comunicativa e motora; outros motivos: ser mais pr&#225;tico (n = 10), ia     iniciar a creche (n = 8), despesas com as fraldas (n = 6), experi&#234;ncia com     filhos anteriores (n = 3) e a esta&#231;&#227;o do ano (n = 2). Os meses de ver&#227;o foram os escolhidos por 49 dos inquiridos como altura preferencial para o treino.</p>       <p>&nbsp;</p>    <p align="center"><a name="f3"></a><img src="/img/revistas/rpmgf/v31n2/31n2a05f3.jpg"/></p>    
<p>&nbsp;</p>       <p>&nbsp;</p>       <p><b>Discuss&#227;o</b></p>       <p>Neste estudo     foi investigada uma popula&#231;&#227;o de crian&#231;as do norte do pa&#237;s inseridas em     diferentes meios socioculturais. </p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Verificamos     nesta amostra que as crian&#231;as do meio rural, filhas de m&#227;es empregadas e com     escolaridade &#8804;5 anos iniciaram o TB mais cedo e a inicia&#231;&#227;o precoce do     treino se correlacionou com uma idade mais precoce de aquisi&#231;&#227;o de controlo de     esf&#237;ncteres, mas tamb&#233;m com maior dura&#231;&#227;o do TB.</p>       <p>Relativamente     ao conhecimento sobre o assunto, familiares e cuidadores no infant&#225;rio     representaram a principal fonte de informa&#231;&#227;o; apenas uma pequena parte referiu     ter falado sobre o tema com o m&#233;dico assistente.</p>       <p>As     expectativas parentais, no que respeita &#224;quele que consideram ser o momento     certo para iniciar o TB, fizeram com que a idade da crian&#231;a fosse enumerada por     1/3 dos inquiridos como um motivo suficiente para determinar o in&#237;cio do     treino, nem sempre reconhecendo a import&#226;ncia dos sinais de maturidade. De     sublinhar, no entanto, que uma propor&#231;&#227;o de cuidadores optou por aguardar pelos     sinais de que a crian&#231;a se mostrava preparada, atrav&#233;s da observa&#231;&#227;o atenta do     seu comportamento, uma capacidade sublinhada como fundamental por Brazelton.<sup>8</sup> Esta no&#231;&#227;o de &#8220;prepara&#231;&#227;o&#8221; pressup&#245;e a valoriza&#231;&#227;o de determinadas     compet&#234;ncias: a capacidade de seguir dire&#231;&#245;es, perceber as suas necessidades,     conseguir momentos secos, ter o desejo de permanecer seco e ter a capacidade de     se sentar e vestir e despir.<sup>1</sup></p>       <p>Tamb&#233;m a     altura do ano teve influ&#234;ncia; a maioria dos inquiridos referiu que prefere     esperar pelos meses quentes, quando h&#225; menos roupa e a tarefa parece     facilitada.</p>       <p>O sucesso na     aquisi&#231;&#227;o de controlo dos esf&#237;ncteres foi conseguido ap&#243;s um per&#237;odo de 3M (em     m&#233;dia), utilizando estrat&#233;gias que passaram sobretudo pelo refor&#231;o positivo e     no mostrar exemplos, o que vai ao encontro de uma abordagem mais liberalista     determinada pela crian&#231;a; apenas uma pequena parte dos cuidadores (n = 2)     utilizou estrat&#233;gias de puni&#231;&#227;o para o treino. </p>       <p>A idade de     in&#237;cio do treino &#233; diferente entre pa&#237;ses e, dentro destes, varia tamb&#233;m entre     diferentes grupos.<sup>12</sup> Nos pa&#237;ses ocidentais, a maioria das crian&#231;as     inicia o TB entre os 21 e os 36M, tendo-se encontrado uma tend&#234;ncia para a     inicia&#231;&#227;o em idades cada vez mais tardias.<sup>14</sup> Um estudo realizado na     B&#233;lgica<sup>15</sup> comparou as idades de inicia&#231;&#227;o do TB em tr&#234;s gera&#231;&#245;es     consecutivas e mostrou que, aos 18M, a percentagem encontrada foi de 88%, 50%,     22%, verificando-se assim que as gera&#231;&#245;es mais novas iniciam o TB mais tarde.     Nos Estados Unidos da Am&#233;rica (EUA),<sup>1</sup> a idade m&#233;dia de inicia&#231;&#227;o do     TB tem vindo a aumentar nas &#250;ltimas d&#233;cadas, passando dos 18M nos anos 1940 aos     27M em 1980 e 37M em 2003. Aos 48M, praticamente todas as crian&#231;as j&#225;     adquiriram controlo de esf&#237;ncteres.<sup>16</sup></p>       <p>A idade de     inicia&#231;&#227;o do TB encontrada nesta amostra foi similar &#224; dos pa&#237;ses ocidentais,<sup>14</sup> verificando-se no nosso estudo uma tend&#234;ncia para iniciar em idade mais precoce     nos filhos de m&#227;es empregadas, com menos instru&#231;&#227;o acad&#233;mica e a viver em meio     rural. Estes factos podem eventualmente estar relacionados com a press&#227;o atual     dos infant&#225;rios no aconselhamento de que o TB tenha j&#225; ocorrido antes da     respetiva admiss&#227;o (aos tr&#234;s anos) (14% dos inquiridos afirmaram ter sido essa     a raz&#227;o para iniciar o TB), quest&#245;es econ&#243;micas (10%) e uma abordagem mais     tradicional.<sup>13,16</sup></p>       <p>A forma como     a idade de in&#237;cio influencia o treino n&#227;o est&#225; ainda bem esclarecida.<sup>7</sup> Parece, no entanto, haver pouco benef&#237;cio em iniciar o TB em idades muito     jovens, j&#225; que a inicia&#231;&#227;o precoce do treino se correlacionou com uma idade     mais precoce de aquisi&#231;&#227;o de controlo de esf&#237;ncteres, mas tamb&#233;m com maior     dura&#231;&#227;o do TB, resultados encontrados na nossa amostra e tamb&#233;m em estudos     noutros pa&#237;ses.<sup>12,17</sup> Fica, assim, real&#231;ado que o TB &#233; inerente a um     processo do desenvolvimento, dependente da maturidade neurofisiol&#243;gica e     comportamental.<sup>14</sup></p>       <p>Nesta     amostra, a crian&#231;a que iniciou o TB em idade mais precoce (in&#237;cio aos 9M) &#233;     filha de pais naturais da &#205;ndia, o que apoia a varia&#231;&#227;o intercultural quanto &#224;s     expectativas.</p>       <p>De acordo     com a literatura, existem diferentes perspetivas para o TB quanto a rapazes ou     raparigas, acreditando-se que os rapazes come&#231;am e terminam o treino mais tarde     do que as raparigas,<sup>9-10</sup> o que acabou por verificar-se tamb&#233;m na     amostra analisada no presente estudo. De facto, trabalhos apresentados pelos     EUA1 apontam neste sentido: em m&#233;dia, as raparigas adquirem controlo de     esf&#237;ncter vesical aos 32,5M e os rapazes aos 35M; os valores correspondentes     para o treino de esf&#237;ncter anal s&#227;o, respetivamente, 31,5M e 34,7M. Para ambos     os sexos, a capacidade de controlo de esf&#237;ncter anal noturno &#233; uma habilidade     precoce, ao contr&#225;rio do controlo vesical noturno que habitualmente &#233; o mais     tardio.<sup>16</sup></p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p>O nosso     trabalho apresenta limita&#231;&#245;es:&nbsp; o     desenho de estudo (transversal e amostragem) e a constru&#231;&#227;o do question&#225;rio     (n&#227;o validado). Atendendo &#224;s limita&#231;&#245;es metodol&#243;gicas e poss&#237;veis vieses, este     estudo apenas poder&#225; ser considerado explorat&#243;rio.</p>       <p><b>Conclus&#227;o</b></p>       <p>A transi&#231;&#227;o     para TB apresenta grande variabilidade de fatores; nesta amostra, verificamos     que crian&#231;as do sexo feminino, filhos de m&#227;es empregadas e com menos instru&#231;&#227;o     acad&#233;mica, a viver em meio rural, iniciaram o TB mais cedo. Existiu uma     diferen&#231;a estatisticamente significativa entre iniciar o TB em idade mais jovem     e a aquisi&#231;&#227;o de controlo de esf&#237;ncteres mais precoce, mas tamb&#233;m com maior     dura&#231;&#227;o do TB.</p>       <p>Os     familiares ou cuidadores no infant&#225;rio constitu&#237;ram a principal fonte de     orienta&#231;&#227;o neste assunto. Refor&#231;o positivo e mostrar exemplos foram as     principais estrat&#233;gias utilizadas pelos pais questionados neste trabalho para     conseguir obter sucesso no TB.</p>       <p>Reconhece-se     que &#233; dif&#237;cil a tarefa de aconselhar, dada a escassez de estudos (os existentes     s&#227;o sobretudo descritivos) e a aus&#234;ncia atual de evid&#234;ncia da superioridade de     um m&#233;todo em rela&#231;&#227;o ao outro<sup>14</sup> - mais estudos seriam     necess&#225;rios, em larga escala, para estabelecer recomenda&#231;&#245;es m&#233;dicas baseadas     na evid&#234;ncia.</p>       <p>&nbsp;</p>       <p><b>REFER&#202;NCIAS     BIBLIOGR&#193;FICAS</b></p>       <!-- ref --><p>1. Howell     DM, Wysocki K, Steiner MJ. Toilet training. Pediatr Rev. 2010;31(6):262-3.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000100&pid=S2182-5173201500020000500001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>2. Klassen     TP, Kiddoo D, Lang ME, Friesen C, Russell K, Spooner C, et al. The     effectiveness of different methods of toilet training for bowel and bladder     control. Evid Rep Technol Assess (Full Rep). 2006;(147):1-57.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000102&pid=S2182-5173201500020000500002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>3. Mota DM,     Barros AJ. Toilet training: methods, parental expectations and associated     dysfunctions. J Pediatr (Rio J). 2008;84(1):9-17.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000104&pid=S2182-5173201500020000500003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>       <!-- ref --><p>4. American     Academy of Pediatrics. American Academy of Pediatrics (homepage). Elk Grove     Village (IL): AAP; 2015 (cited 2015 Mar 7). Available from: <a href="http://www.aap.org/" target="_blank">http://www.aap.org/</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000106&pid=S2182-5173201500020000500004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>5. Canadian     Paediatric Society. Caring for kids = Soin de nos enfants (homepage). Ottawa     (ON): CPS; 2013 (cited 2015 Mar 7). Available from:    <a href="http://www.caringforkids.cps.ca/handouts/toilet_learning" target="_blank">http://www.caringforkids.cps.ca/handouts/toilet_learning</a> &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000107&pid=S2182-5173201500020000500005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>6.     FamilyDoctor.org. Toilet training your cild (homepage). Leawood (KS): American     Academy of Family Physicians; 1996 (revised 2010 Nov; cited 2015 Mar 7).     Available from:     <a href="http://familydoctor.org/familydoctor/en/kids/toileting/toilet-training-your-child.html" target="_blank">http://familydoctor.org/familydoctor/en/kids/toileting/toilet-training-your-child.html</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000108&pid=S2182-5173201500020000500006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>7. Choby BA,     George S. Toilet training. Am Fam Physician. 2008;78(9):1059-1064.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000109&pid=S2182-5173201500020000500007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>8. Brazelton     TB. A child-oriented approach to toilet training. Pediatrics. 1962;29:121-8.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000111&pid=S2182-5173201500020000500008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>9. Foxx RM,     Azrin NH. Dry pants: a rapid method of toilet training children. Behav Res     Ther. 1973;11(4):435-42.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000113&pid=S2182-5173201500020000500009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>       <!-- ref --><p>10. Schum     TR, Kolb TM, McAuliffe TL, Simms MD, Underhill RL, Lewis M. Sequential     acquisition of toilet-training skills: a descriptive study of gender and age     differences in normal children. Pediatrics. 2002;109(3):E48.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000115&pid=S2182-5173201500020000500010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>11. de Vries     MW, de Vries MR. Cultural relativity of toilet training readiness: a     perspective from East Africa. Pediatrics. 1977;60(2):170-7.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000117&pid=S2182-5173201500020000500011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>12. Koc I,     Camurdan AD, Beyazova U, Ilhan MN, Sahin F. Toilet training in Turkey: the     factors that affect timing and duration in different sociocultural groups.     Child Care Health Dev. 2008;34(4):475-81.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000119&pid=S2182-5173201500020000500012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref -->&nbsp; </p>       <!-- ref --><p>13. Mota DM,     Barros AJ. Toilet training: situation at 2 years of age in a birth cohort. J     Pediatr (Rio J). 2008;84(5):455-62.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000121&pid=S2182-5173201500020000500013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p>14. Kaerts N,     Van Hal G, Vermandel A, Wyndaele JJ. Readiness signs used to de&#64257;ne the     proper moment to start toilet training: a review of the literature. Neurourol     Urodyn. 2012;31(4):437-40. </p>       <!-- ref --><p>15. Bakker     E, Wyndaele JJ. Changes in the toilet training of children during the last 60     years: the cause of an increase in lower urinary tract dysfunction? BJU Int.     2000;86(3):248-52.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000124&pid=S2182-5173201500020000500015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>16.     Vermandel A, Van Kampen M, Van Gorp C, Wyndaele JJ. How to toilet train healthy     children? A review of the literature. Neurourol Urodyn. 2008;27(3):162-6.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000126&pid=S2182-5173201500020000500016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>17. Blum NJ,     Taubman B, Nemeth N. Relationship between age at initiation of toilet training     and duration of training: a prospective study. Pediatrics. 2003;111(4 Pt     1):810-4.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000128&pid=S2182-5173201500020000500017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <p>&nbsp;</p>     <p><a href="#topc0">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a> | <a href="#topc0">Direcci&oacute;n para correspondencia</a> | <a href="#topc0">Correspondence</a><a name="c0"></a></p>      <p>&#194;ngela     Pereira</p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Servi&#231;o de     Pediatria, Hospital de Braga</p>       <p>Sete Fontes,     4710-243 S&#227;o Victor, Braga</p>       <p>E-mail: <a href="mailto:chelacbr@hotmail.com">chelacbr@hotmail.com</a></p>       <p>&nbsp;</p>       <p><b>Conflito   de interesses</b></p>       <p>Os autores     declaram n&#227;o ter conflitos de interesses.</p>     <p><b>Comiss&#227;o de &#233;tica</b></p>       <p>Estudo     realizado com parecer favor&#225;vel da Comiss&#227;o de &#201;tica para a Sa&#250;de da ARS Norte.</p>     <p>&nbsp;</p>       <p><b>Recebido em 14-09-2014</b></p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Aceite para publica&#231;&#227;o em 16-04-2015</b></p>       <p><i>Artigo escrito ao abrigo do novo acordo     ortogr&#225;fico.</i></p>       <p>&nbsp;</p> <a href="#topa1"> Anexo I</a><a name="a1"></a>     <p align="center"><a name="a1"></a><img src="/img/revistas/rpmgf/v31n2/31n2a05a1.jpg"/></p>        
<p>&nbsp;</p>       <p><a href="#topa2">Anexo II</a><a name="a2"></a>   </p>     <p align="center"><a name="a1"></a><img src="/img/revistas/rpmgf/v31n2/31n2a05a2.jpg"/></p>      
 ]]></body><back>
<ref-list>
<ref id="B1">
<label>1</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Howell]]></surname>
<given-names><![CDATA[DM]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Wysocki]]></surname>
<given-names><![CDATA[K]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Steiner]]></surname>
<given-names><![CDATA[MJ]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Toilet training]]></article-title>
<source><![CDATA[Pediatr Rev]]></source>
<year>2010</year>
<volume>31</volume>
<numero>6</numero>
<issue>6</issue>
<page-range>262-3</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B2">
<label>2</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Klassen]]></surname>
<given-names><![CDATA[TP]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Kiddoo]]></surname>
<given-names><![CDATA[D]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Lang]]></surname>
<given-names><![CDATA[ME]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Friesen]]></surname>
<given-names><![CDATA[C]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Russell]]></surname>
<given-names><![CDATA[K]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Spooner]]></surname>
<given-names><![CDATA[C]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[The effectiveness of different methods of toilet training for bowel and bladder control]]></article-title>
<source><![CDATA[Evid Rep Technol Assess (Full Rep)]]></source>
<year>2006</year>
<numero>147</numero>
<issue>147</issue>
<page-range>1-57</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B3">
<label>3</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Mota]]></surname>
<given-names><![CDATA[DM]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Barros]]></surname>
<given-names><![CDATA[AJ]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Toilet training: methods, parental expectations and associated dysfunctions]]></article-title>
<source><![CDATA[J Pediatr (Rio J)]]></source>
<year>2008</year>
<volume>84</volume>
<numero>1</numero>
<issue>1</issue>
<page-range>9-17</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B4">
<label>4</label><nlm-citation citation-type="book">
<collab>American Academy of Pediatrics</collab>
<source><![CDATA[American Academy of Pediatrics (homepage)]]></source>
<year>2015</year>
<publisher-loc><![CDATA[Elk Grove Village^eIL IL]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[AAP]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B5">
<label>5</label><nlm-citation citation-type="book">
<collab>Canadian Paediatric Society</collab>
<source><![CDATA[Caring for kids: Soin de nos enfants (homepage)]]></source>
<year>2013</year>
<publisher-loc><![CDATA[Ottawa^eON ON]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[CPS]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B6">
<label>6</label><nlm-citation citation-type="book">
<collab>FamilyDoctor.org</collab>
<source><![CDATA[Toilet training your cild (homepage)]]></source>
<year>1996</year>
<publisher-loc><![CDATA[Leawood^eKS KS]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[American Academy of Family Physicians]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B7">
<label>7</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Choby]]></surname>
<given-names><![CDATA[BA]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[George]]></surname>
<given-names><![CDATA[S]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Toilet training]]></article-title>
<source><![CDATA[Am Fam Physician]]></source>
<year>2008</year>
<volume>78</volume>
<numero>9</numero>
<issue>9</issue>
<page-range>1059-1064</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B8">
<label>8</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Brazelton]]></surname>
<given-names><![CDATA[TB]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[A child-oriented approach to toilet training]]></article-title>
<source><![CDATA[Pediatrics]]></source>
<year>1962</year>
<volume>29</volume>
<page-range>121-8</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B9">
<label>9</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Foxx]]></surname>
<given-names><![CDATA[RM]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Azrin]]></surname>
<given-names><![CDATA[NH]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Dry pants: a rapid method of toilet training children]]></article-title>
<source><![CDATA[Behav Res Ther]]></source>
<year>1973</year>
<volume>11</volume>
<numero>4</numero>
<issue>4</issue>
<page-range>435-42</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B10">
<label>10</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Schum]]></surname>
<given-names><![CDATA[TR]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Kolb]]></surname>
<given-names><![CDATA[TM]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[McAuliffe]]></surname>
<given-names><![CDATA[TL]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Simms]]></surname>
<given-names><![CDATA[MD]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Underhill]]></surname>
<given-names><![CDATA[RL]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Lewis]]></surname>
<given-names><![CDATA[M]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Sequential acquisition of toilet-training skills: a descriptive study of gender and age differences in normal children]]></article-title>
<source><![CDATA[Pediatrics]]></source>
<year>2002</year>
<volume>109</volume>
<numero>3</numero>
<issue>3</issue>
<page-range>E48</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B11">
<label>11</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[de Vries]]></surname>
<given-names><![CDATA[MW]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[de Vries]]></surname>
<given-names><![CDATA[MR]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Cultural relativity of toilet training readiness: a perspective from East Africa]]></article-title>
<source><![CDATA[Pediatrics]]></source>
<year>1977</year>
<volume>60</volume>
<numero>2</numero>
<issue>2</issue>
<page-range>170-7</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B12">
<label>12</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Koc]]></surname>
<given-names><![CDATA[I]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Camurdan]]></surname>
<given-names><![CDATA[AD]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Beyazova]]></surname>
<given-names><![CDATA[U]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Ilhan]]></surname>
<given-names><![CDATA[MN]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Sahin]]></surname>
<given-names><![CDATA[F]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Toilet training in Turkey: the factors that affect timing and duration in different sociocultural groups]]></article-title>
<source><![CDATA[Child Care Health Dev]]></source>
<year>2008</year>
<volume>34</volume>
<numero>4</numero>
<issue>4</issue>
<page-range>475-81</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B13">
<label>13</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Mota]]></surname>
<given-names><![CDATA[DM]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Barros]]></surname>
<given-names><![CDATA[AJ]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Toilet training: situation at 2 years of age in a birth cohort]]></article-title>
<source><![CDATA[J Pediatr (Rio J)]]></source>
<year>2008</year>
<volume>84</volume>
<numero>5</numero>
<issue>5</issue>
<page-range>455-62</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B14">
<label>14</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Kaerts]]></surname>
<given-names><![CDATA[N]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Van Hal]]></surname>
<given-names><![CDATA[G]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Vermandel]]></surname>
<given-names><![CDATA[A]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Wyndaele]]></surname>
<given-names><![CDATA[JJ]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Readiness signs used to define the proper moment to start toilet training: a review of the literature]]></article-title>
<source><![CDATA[Neurourol Urodyn]]></source>
<year>2012</year>
<volume>31</volume>
<numero>4</numero>
<issue>4</issue>
<page-range>437-40</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B15">
<label>15</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Bakker]]></surname>
<given-names><![CDATA[E]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Wyndaele]]></surname>
<given-names><![CDATA[JJ]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Changes in the toilet training of children during the last 60 years: the cause of an increase in lower urinary tract dysfunction?]]></article-title>
<source><![CDATA[BJU Int]]></source>
<year>2000</year>
<volume>86</volume>
<numero>3</numero>
<issue>3</issue>
<page-range>248-52</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B16">
<label>16</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Vermandel]]></surname>
<given-names><![CDATA[A]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Van Kampen]]></surname>
<given-names><![CDATA[M]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Van Gorp]]></surname>
<given-names><![CDATA[C]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Wyndaele]]></surname>
<given-names><![CDATA[JJ]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[How to toilet train healthy children?: A review of the literature]]></article-title>
<source><![CDATA[Neurourol Urodyn]]></source>
<year>2008</year>
<volume>27</volume>
<numero>3</numero>
<issue>3</issue>
<page-range>162-6</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B17">
<label>17</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Blum]]></surname>
<given-names><![CDATA[NJ]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Taubman]]></surname>
<given-names><![CDATA[B]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Nemeth]]></surname>
<given-names><![CDATA[N]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Relationship between age at initiation of toilet training and duration of training: a prospective study]]></article-title>
<source><![CDATA[Pediatrics]]></source>
<year>2003</year>
<volume>111</volume>
<numero>4 Pt 1</numero>
<issue>4 Pt 1</issue>
<page-range>810-4</page-range></nlm-citation>
</ref>
</ref-list>
</back>
</article>
