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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><b>CLUBE DE LEITURA</b></p>     <p><font size="4"><b>Ser&#227;o os testes de diagn&#243;stico de antig&#233;nio     r&#225;pido um m&#233;todo preciso e fi&#225;vel no diagn&#243;stico da faringite por Streptococcus b haemolyticus do grupo A?</b></font></p>     <p><font size="3"><b>Are     the rapid diagnostic tests for group A streptococcal pharyngitis accurate and     reliable?</b></font></p>       <p><b>Maria Jo&#227;o   Pitta F. Silva</b></p>       <p>M&#233;dica     Interna de Medicina Geral e Familiar</p>       <p>UCSP Bar&#227;o     do Corvo </p>   <hr/>     <p>&nbsp;</p>       <p>Lean WL,     Arnup S, Danchin M, Steer AC. Rapid diagnostic test for group A streptococcal     pharyngitis: a meta-analysis. Pediatrics. 2014;134(4):771-81.</p>       <p><b>Introdu&#231;&#227;o</b></p>       <p>A faringite     &#233; uma causa frequente de procura dos servi&#231;os de sa&#250;de, especialmente na popula&#231;&#227;o     pedi&#225;trica. O <i>Streptococcus</i> &#946; <i>haemolyticus</i> do grupo A (SGA) &#233; a causa     bacteriana mais frequente.</p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p>No que     respeita ao diagn&#243;stico desta entidade cl&#237;nica surgem alguns desafios,     nomeadamente na distin&#231;&#227;o entre faringite de etiologia bacteriana ou v&#237;rica.</p>       <p>O teste de     diagn&#243;stico de refer&#234;ncia &#233; a cultura da orofaringe do SGA. Os testes de     diagn&#243;stico de antig&#233;nio r&#225;pido (TDAR) s&#227;o uma alternativa promissora; no     entanto, face a preocupa&#231;&#245;es relativas &#224; sua sensibilidade e especificidade t&#234;m     tido um uso limitado na pr&#225;tica cl&#237;nica.</p>       <p><b>Objetivo</b></p>       <p>O objetivo     deste estudo foi realizar uma revis&#227;o sistem&#225;tica com meta-an&#225;lise sobre a     precis&#227;o diagn&#243;stica dos TDAR na faringite por SGA.</p>       <p><b>M&#233;todos</b></p>       <p>Foi     realizada uma pesquisa nas bases de dados bibliogr&#225;ficas da MEDLINE e <i>Embase</i> de artigos publicados entre 1996     at&#233; 2013, complementada com uma revis&#227;o manual da bibliografia de artigos que     cumpriam os crit&#233;rios de inclus&#227;o. Foram inclu&#237;dos estudos sobre a precis&#227;o dos     TDAR na faringite por SGA. Cada artigo foi avaliado por dois investigadores     utilizando uma escala <i>Quality Assessment     of Diagnostic Accuracy Studies.</i> Apenas foram inclu&#237;dos estudos que     empregaram TDAR utilizando zaragatoas e como controlo culturas numa placa de     &#225;gar com sangue.</p>       <p>Foi     realizada uma regress&#227;o bivariada de efeitos aleat&#243;rios para estimar a     sensibilidade e especificidade com intervalos de 95% de confian&#231;a. Foi tamb&#233;m     realizada uma meta-an&#225;lise adicional para a popula&#231;&#227;o pedi&#225;trica.</p>       <p><b>Resultados</b></p>       <p>Foram     inclu&#237;dos 48 estudos, com um total de 60 pares de sensibilidade e de     especificidade, correspondendo a um total de 23.934 doentes. As estimativas     sum&#225;rias para sensibilidade e especificidade dos TDAR foram 0,86 (IC 95%:     0,83-0,88) e 0,96 (IC 95%: 0,94-0,97), respetivamente. Os resultados foram     semelhantes para a popula&#231;&#227;o pedi&#225;trica.</p>       <p>Observou-se     uma varia&#231;&#227;o consider&#225;vel da sensibilidade entre os estudos, mas pouca     variabilidade na especificidade.</p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Relativamente     aos v&#225;rios tipos de TDAR analisados, os de base molecular obtiveram a melhor     precis&#227;o diagn&#243;stica, com uma sensibilidade de 0,92 (IC 95%: 0,89-0,95) e     especificidade de 0,99 (IC 95%: 0,97-0,99).</p>       <p><b>Limita&#231;&#245;es</b></p>       <p>Algumas     limita&#231;&#245;es foram: metodologias muito variadas entre os estudos inclu&#237;dos,     m&#233;todos de recolha de amostras nem sempre expl&#237;citos, diferen&#231;as na gravidade     dos doentes inclu&#237;dos, n&#250;mero insuficiente de estudos em cada tipo de TDAR.     Esta &#250;ltima limita&#231;&#227;o impossibilitou a realiza&#231;&#227;o de meta-regress&#227;o ou an&#225;lise     dos subgrupos para determinar a import&#226;ncia de fatores potencialmente     confundidores. </p>       <p><b>Discuss&#227;o</b></p>       <p>A precis&#227;o     diagn&#243;stica dos TDAR mais recentes (t&#233;cnicas moleculares) &#233; promissora; no     entanto, o facto de demorar entre uma e tr&#234;s horas a apresentar o resultado     poder&#225; ser uma desvantagem em compara&#231;&#227;o com os testes de 1.<sup>a</sup> gera&#231;&#227;o (baseados em imunidade) que podem apresentar o resultado em t&#227;o pouco     tempo como 30 segundos.</p>       <p>Este estudo     demonstra que os TDAR podem ser utilizados com precis&#227;o no diagn&#243;stico da     faringite por SGA. No caso de TDAR negativos, a cultura da orofaringe n&#227;o &#233;     necess&#225;ria, nomeadamente em locais com baixa incid&#234;ncia de febre reum&#225;tica,     particularmente se se utilizarem testes com sensibilidades altas como os     baseados em t&#233;cnicas moleculares.</p>       <p><b>COMENT&#193;RIO</b></p>       <p>A faringite     &#233; um motivo frequente de consulta e de prescri&#231;&#227;o de antibi&#243;ticos em cuidados     de sa&#250;de prim&#225;rios. Embora numa grande parte dos casos a etiologia da faringite     seja v&#237;rica, pode tamb&#233;m ter como etiologia uma infe&#231;&#227;o bacteriana, sendo o <i>Streptococcus &#946; haemolyticus</i> do     grupo A (SGA) o agente mais frequente.<sup>1-2</sup> A amigdalite estreptoc&#243;cica     &#233; mais frequente em idade escolar e apresenta, como poss&#237;veis complica&#231;&#245;es, a     febre reum&#225;tica e complica&#231;&#245;es supurativas como abcesso periamigdalino,     linfadenite cervical e mastoidite.<sup>3-4</sup></p>       <p>No que     respeita ao diagn&#243;stico de faringite surgem por vezes dificuldades na distin&#231;&#227;o     da etiologia v&#237;rica ou bacteriana. Assim, s&#227;o utilizados crit&#233;rios cl&#237;nicos e     epidemiol&#243;gicos que ajudam a detetar doentes com alta probabilidade de     faringite por SGA. Os crit&#233;rios de Centor s&#227;o usados tanto em adultos como em     crian&#231;as; no entanto, este m&#233;todo identifica apenas 53% dos doentes com     faringite por SGA. Desta forma, &#233; geralmente recomendada a confirma&#231;&#227;o     laboratorial da presen&#231;a de SGA de forma a limitar a utiliza&#231;&#227;o indevida de     antibi&#243;ticos.<sup>3,5</sup></p>       <p>O teste de     refer&#234;ncia para o diagn&#243;stico de faringite por SGA &#233; a cultura da orofaringe;     no entanto, os TDAR s&#227;o uma boa alternativa, uma vez que apresentam os     resultados em menos tempo e permitem tomar decis&#245;es em rela&#231;&#227;o ao tratamento na     altura do diagn&#243;stico.<sup>1,4</sup></p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A Norma de     Orienta&#231;&#227;o Cl&#237;nica n.<sup>o</sup> 20/2012, da Dire&#231;&#227;o-Geral da Sa&#250;de, recomenda     que em idade pedi&#225;trica seja realizada a confirma&#231;&#227;o microbiol&#243;gica de     faringite antes do in&#237;cio de antibioterapia. A realiza&#231;&#227;o TDAR &#233; recomendada     sempre que h&#225; suspeita cl&#237;nica de faringite por SGA, exceto em situa&#231;&#245;es com     cl&#237;nica ou epidemiologia sugestiva de infe&#231;&#227;o v&#237;rica ou em crian&#231;as com idade     inferior a tr&#234;s anos (exceto se tiverem contactado com infe&#231;&#227;o por SGA). A     cultura da orofaringe para SGA &#233; apenas recomendada em determinadas situa&#231;&#245;es     em que os TDAR n&#227;o est&#227;o dispon&#237;veis ou como confirma&#231;&#227;o quando os TDAR s&#227;o     negativos.<sup>4</sup></p>       <p>Existem     v&#225;rios tipos de TDAR, nomeadamente os de 1.<sup>a</sup> gera&#231;&#227;o (aglutina&#231;&#227;o de     l&#225;tex) e, mais recentemente, foram desenvolvidos testes baseados em t&#233;cnicas     moleculares.</p>       <p>A     sensibilidade varia bastante, consoante os diferentes tipos de testes, sendo     que os de 1.<sup>a</sup> gera&#231;&#227;o apresentam sensibilidades aproximadas de 70%,     ao contr&#225;rio dos testes mais recentes que apresentam sensibilidades aproximadas     de 90%. Estes &#250;ltimos t&#234;m como desvantagem o facto de apresentarem o resultado     em uma a tr&#234;s horas, ao contr&#225;rio dos testes mais antigos que s&#227;o mais r&#225;pidos.<sup>3-4,6</sup></p>       <p>No que     respeita &#224; utiliza&#231;&#227;o dos TDAR na pr&#225;tica cl&#237;nica, as orienta&#231;&#245;es     internacionais apresentam alguma variabilidade, sendo que tanto as americanas     como as europeias recomendam a utiliza&#231;&#227;o de TDAR, mas apenas as americanas     recomendam a confirma&#231;&#227;o por cultura dos TDAR negativos em crian&#231;as. Pelo     contr&#225;rio, as orienta&#231;&#245;es europeias n&#227;o recomendam a confirma&#231;&#227;o cultural em     adultos ou crian&#231;as. J&#225; as orienta&#231;&#245;es australianas n&#227;o recomendam de todo a     utiliza&#231;&#227;o de TDAR na pr&#225;tica cl&#237;nica.<sup>7-9</sup></p>       <p>Os     resultados deste estudo demonstram que a sensibilidade geral dos testes     analisados &#233; boa, mas com bastante variabilidade individual. Os autores     ressalvam ainda a exist&#234;ncia de poss&#237;veis fatores confundidores que poder&#227;o     influenciar a sensibilidade dos testes, como o tipo de zaragatoa utilizada e a     t&#233;cnica de colheita, os quais dever&#227;o ser melhor estudados.<sup>3</sup></p>       <p>Apesar das     recomenda&#231;&#245;es nacionais e internacionais indicarem crit&#233;rios espec&#237;ficos para a     utiliza&#231;&#227;o de TDAR no diagn&#243;stico de faringite por SGA, a realidade portuguesa     a n&#237;vel dos cuidados de sa&#250;de prim&#225;rios e secund&#225;rios n&#227;o &#233; em geral esta, uma     vez que os mesmos raramente est&#227;o dispon&#237;veis. A decis&#227;o de iniciar ou n&#227;o     antibioterapia &#233; muitas vezes baseada em crit&#233;rios cl&#237;nicos e epidemiol&#243;gicos e     n&#227;o em exames microbiol&#243;gicos, contribuindo para uma prescri&#231;&#227;o por vezes     indevida com os riscos inerentes a esta a&#231;&#227;o.</p>       <p>Com base nos     resultados deste estudo, a sensibilidade dos TDAR de &#250;ltima gera&#231;&#227;o &#233; superior,     n&#227;o implicando estudo adicional no caso de serem negativos. A sua utiliza&#231;&#227;o na     suspeita de faringite por SGA contribui para tornar a prescri&#231;&#227;o de     antibioterapia mais precisa.</p>       <p>Assim,     poderia ser uma vantagem dispor destes dispositivos na pr&#225;tica cl&#237;nica     habitual. Imp&#245;e-se, contudo, a necessidade de realizar estudos de     custo&#8211;benef&#237;cio que permitam perceber at&#233; que ponto a sua utiliza&#231;&#227;o     poder&#225; ser vantajosa a este n&#237;vel.</p>       <p>&nbsp;</p>       <p><b>REFER&#202;NCIAS BIBLIOGR&#193;FICAS</b></p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>1.     Ruiz-Arag&#243;n J, Rodr&#237;guez L&#243;pez R, Molina Linde JM. Evaluation of rapid methods     for detecting Streptococcus pyogenes: systematic review and meta-analysis. An     Pediatr (Barc). 2010;72(6):391-402.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000043&pid=S2182-5173201500020001200001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>2. Aalbers     J, O&#8217;Brien KK, Chan WS, Falk GA, Teljeur C, Dimitrov BD, et al. Predicting     streptococcal pharyngitis in adults in primary care: a systematic review of the     diagnostic accuracy of symptoms and signs and validation of the Centor score.     BMC Med. 2011;9:67.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000045&pid=S2182-5173201500020001200002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>3. Lean WL,     Arnup S, Danchin M, Steer AC. Rapid diagnostic test for group A streptococcal     pharyngitis: a meta-analysis. Pediatrics. 2014;134(4):771-81.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000047&pid=S2182-5173201500020001200003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>4.     Dire&#231;&#227;o-Geral da Sa&#250;de. Diagn&#243;stico e tratamento da amigdalite aguda na idade     pedi&#225;trica: norma de orienta&#231;&#227;o cl&#237;nica n&#186; 020/2012, de 26/12/2012. Lisboa:     DGS; 2012.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000049&pid=S2182-5173201500020001200004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <p>5. Morais S,     Teles A, Ramalheira E, Roseta J. Amigdalite estreptoc&#243;cica: presun&#231;&#227;o cl&#237;nica     versus diagn&#243;stico (Streptococcal pharyngitis: clinical suspicion versus     diagnosis). Acta Med Port. 2009;22(6):773-8. Portuguese</p>       <!-- ref --><p>6. Leung AK,     Newman R, Kumar A, Davies HD. Rapid antigen detection testing in diagnosing     group A beta-hemolytic streptococcal pharyngitis. Expert Rev Mol Diagn.     2006;6(5):761-6.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000052&pid=S2182-5173201500020001200006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>7. Shulman     ST, Bisno AL, Clegg HW, Gerber MA, Kaplan EL, Lee G, et al. Clinical practice     guideline for the diagnosis and management of group A streptococcal     pharyngitis: 2012 update by the Infectious Diseases Society of America. Clin     Infect Dis. 2012;55(10):e86-102.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000054&pid=S2182-5173201500020001200007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>8. Pelucchi     C, Grigoryan L, Galeone C, Esposito S, Huivinen P, Little P, et al. Guideline     for the management of acute sore throat: ESCMID Sore Throat Guideline Group.     Clin Microbiol Infect. 2012;18 Suppl 1:1-28.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000056&pid=S2182-5173201500020001200008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>9. Matthys     J, De Meyere M, van Driel ML, De Sutter A. Differences among international     pharyngitis guidelines: not just academic. Ann Fam Med. 2007;5(5):436-43.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000058&pid=S2182-5173201500020001200009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <p>&nbsp;</p>       <p><b>Conflitos de interesse</b></p>       <p>A autora     declara n&#227;o ter conflito de interesses.</p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p><i>Artigo escrito ao abrigo do novo acordo     ortogr&#225;fico.</i></p>      ]]></body><back>
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