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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><b>EDITORIAL</b></p>     <p><font size="4"><b>Multimorbilidade e comorbilidade: duas perspectivas da mesma realidade</b></font></p>     <p><b>Paula Broeiro*</b></p>     <p>*Directora da Revista Portuguesa de Medicina Geral e Familiar</p>     <p><a href="#c0">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a> | <a href="#c0">Direcci&oacute;n para correspondencia</a> | <a href="#c0">Correspondence</a><a name="topc0"></a></p> <hr/>     <p>&nbsp;</p>     <p>Apresen&#231;a de mais de um problema de sa&#250;de em cada pessoa &#233; uma constante e uma preocupa&#231;&#227;o em cuidados de sa&#250;de prim&#225;rios. A designada <i>multimorbilidade</i> tem sido estudada de forma heterog&#233;nea, desde a simples contagem do n&#250;mero de doen&#231;as por indiv&#237;duo a sistemas sofisticados de classifica&#231;&#227;o e medi&#231;&#227;o da carga de doen&#231;a.<sup>1</sup> Contudo, a evid&#234;ncia sobre o benef&#237;cio das interven&#231;&#245;es &#233; limitada.<sup>1-2</sup> Torna-se premente a caracteriza&#231;&#227;o de padr&#245;es e a identifica&#231;&#227;o de interven&#231;&#245;es e metas que dever&#227;o ser iniciadas por uma clara defini&#231;&#227;o do conceito multimorbilidade: dois ou mais problemas de sa&#250;de diagnosticados na mesma pessoa, n&#227;o definindo nenhum como central.<sup>1,3-4</sup></p>     <p>O termo &#8216;multimorbilidade&#8217; surgiu como uma alternativa &#8220;democr&#225;tica&#8221; ao termo &#8220;comorbilidade&#8221;.<sup>5</sup> Este &#250;ltimo designa &#8220;qualquer problema independente e adicional a uma doen&#231;a existente e em estudo&#8221; - doen&#231;a ou problema &#237;ndice -, colocando-a em posi&#231;&#227;o central e as restantes em situa&#231;&#227;o secund&#225;ria, interferindo ou n&#227;o no curso e tratamento da doen&#231;a &#237;ndice.<sup>5-6</sup> A distin&#231;&#227;o entre multimorbilidade e comorbilidade parece, assim, fict&#237;cia, dependendo da perspectiva de an&#225;lise, uma vez que o mesmo paciente tem multimorbilidade para o seu M&#233;dico de Fam&#237;lia e comorbilidade para o seu Pneumologista (e.g., Asma, doen&#231;a &#237;ndice). </p>     <p>Ambos os termos, &#8220;comorbilidade&#8221; e &#8220;multimorbilidade&#8221;, se referem a m&#250;ltiplos problemas ou condi&#231;&#245;es de sa&#250;de, sem todavia ser clara a distin&#231;&#227;o entre o que &#233; considerado como doen&#231;a ou como factor de risco (e.g., Hipertens&#227;o &#233; uma doen&#231;a ou um factor de risco?).<sup>5</sup> Esta indefini&#231;&#227;o constitui uma limita&#231;&#227;o, presente em muitos dos estudos sobre esta tem&#225;tica, mas outras relacionam-se com a n&#227;o identifica&#231;&#227;o de gravidade das doen&#231;as e suas repercuss&#245;es na vida, bem como com a n&#227;o inclus&#227;o da prioridade do paciente em paralelo com a do m&#233;dico (e.g., insufici&#234;ncia card&#237;aca - m&#233;dico <i>vs</i> osteoartrose-paciente).<sup>5</sup></p>     <p>A abordagem de m&#250;ltiplos problemas e condi&#231;&#245;es de sa&#250;de cr&#243;nicos de uma &#250;nica pessoa, na perspectiva de um problema &#237;ndice e comorbilidades, torna-se ineficaz e ineficiente, pois considera a maioria dos problemas apenas na sua rela&#231;&#227;o com o problema &#237;ndice.<sup>6</sup> Em sentido inverso, o conceito de multimorbilidade potencia a abordagem da totalidade dos problemas (hol&#237;stica), tendo em conta o sentir da pessoa (centrada no paciente) e promove a compreens&#227;o da interac&#231;&#227;o entre problemas f&#237;sicos, mentais e sociais (complexidade).<sup>6</sup></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>N&#227;o dispondo de dados recentes de preval&#234;ncia em Portugal socorremo-nos de uma revis&#227;o sistem&#225;tica de estudos de preval&#234;ncia em contexto de cuidados de sa&#250;de prim&#225;rios, cujos resultados revelaram estimativas globais que oscilaram entre 12,9% na popula&#231;&#227;o adulta e 95,1% na popula&#231;&#227;o com 65 anos ou mais.<sup>1</sup> Ressalta desses estudos que a multimorbilidade se encontra consistentemente associada &#224; idade (igual ou superior a 65 anos), ao g&#233;nero feminino, ao baixo n&#237;vel socioecon&#243;mico,<sup>1-2</sup> bem como &#224; doen&#231;a mental.<sup>1</sup></p>     <p>&#201;, pois, consensual que o envelhecimento populacional aumenta a carga de doen&#231;a cr&#243;nica e a preval&#234;ncia de doentes com multimorbilidade.<sup>3-4,7-8</sup> Na popula&#231;&#227;o de mais idade, a multimorbilidade &#233; a regra e n&#227;o a excep&#231;&#227;o. Contudo, o impacto da multimorbilidade na depend&#234;ncia est&#225; por esclarecer.<sup>9</sup> Koller et al desenvolveram um estudo de coorte com a dura&#231;&#227;o de cinco anos (2005 a 2009), numa popula&#231;&#227;o idosa, com o objectivo de estimar o impacto da multimorbilidade na depend&#234;ncia e necessidade de cuidados de longo prazo. A m&#233;dia de seguimento foi de 4,5 anos e os resultados confirmam, apenas, que as pessoas com multimorbilidade tiveram um maior risco de se tornarem dependentes de cuidados (HR: 1,85; IC 1,78-1,92).<sup>7</sup></p>     <p>Os doentes com multimorbilidade (ou com elevado n&#250;mero de comorbilidades, quando est&#225; em estudo um problema-&#237;ndice) s&#227;o geralmente exclu&#237;dos da investiga&#231;&#227;o cl&#237;nica, pelo que a natureza e a complexidade das necessidades destes doentes carecem de melhor compreens&#227;o e suporte de evid&#234;ncia.<sup>2,9</sup> Estudos de coorte prospectivos s&#227;o um m&#233;todo robusto de descrever e estudar a hist&#243;ria natural das condi&#231;&#245;es de sa&#250;de cr&#243;nicas, bem como os efeitos da multimorbilidade ao longo do tempo e os factores que influenciam estes efeitos. Sem o conhecimento gerado por esse tipo de estudos n&#227;o ser&#225; poss&#237;vel partir para o desenvolvimento de interven&#231;&#245;es eficazes.<sup>9</sup></p>     <p>A multimorbilidade coloca em quest&#227;o o paradigma de <i>gest&#227;o da doen&#231;a</i> (definida, desenvolvida e orientada para a doen&#231;a), a investiga&#231;&#227;o e a educa&#231;&#227;o m&#233;dica tradicionais. Numa revis&#227;o sistem&#225;tica de estudos qualitativos de Sinnott et al, publicada no BMJ em 2013, s&#227;o sintetizados os quatro principais constrangimentos ao cuidar de doentes com multimorbilidade: desorganiza&#231;&#227;o e fragmenta&#231;&#227;o dos cuidados de sa&#250;de; inadequa&#231;&#227;o das normas de orienta&#231;&#227;o cl&#237;nica e da Medicina baseada em evid&#234;ncia; desafios da presta&#231;&#227;o de cuidados centrados no paciente e barreiras no processo de tomada de decis&#227;o partilhada.<sup>10</sup></p>     <p>A disson&#226;ncia de conceitos, princ&#237;pios e interesses, como a organiza&#231;&#227;o dos sistemas de sa&#250;de, a especializa&#231;&#227;o m&#233;dica ou a distin&#231;&#227;o entre curar e cuidar geram a desorganiza&#231;&#227;o e fragmenta&#231;&#227;o dos cuidados de sa&#250;de e dificultam a abordagem da multimorbilidade. As diferentes pol&#237;ticas t&#234;m afastado o M&#233;dico de Fam&#237;lia do seu <i>core business,</i> a abordagem hol&#237;stica do paciente, neste caso particular, da multimorbilidade, fazendo-o sentir-se, por vezes, exclu&#237;do do cuidado.<sup>10</sup></p>     <p>O m&#233;todo cl&#237;nico centrado no paciente<sup>11</sup> &#233; essencial quando se considera que um sistema de sa&#250;de deve cuidar de pessoas com multimorbilidade.<sup>6</sup> N&#227;o existindo um problema dominante, o cuidado centrado no paciente &#233; o ideal para equilibrar todos os problemas e permitir uma abordagem integrada.<sup>6</sup> A medi&#231;&#227;o de desempenho para a multimorbilidade n&#227;o foi adequadamente desenvolvida, importando salientar que os indicadores espec&#237;ficos de doen&#231;a (e.g., diabetes) podem ser atingidos, mas desadequados ou descontextualizados, em pacientes com multimorbilidade.<sup>6</sup></p>     <p>Os objectivos do cuidado aos pacientes com multimorbilidade s&#227;o evitar a iatrogenia, reduzir a morbilidade e mortalidade, sem comprometer a funcionalidade e qualidade de vida. Mas os instrumentos existentes n&#227;o contemplam estes objectivos e n&#227;o incluem as necessidades e a complexidade do cuidar destes pacientes com multimorbilidade.<sup>6</sup></p>     <p>Em muitos pa&#237;ses foi implementado o modelo de gest&#227;o integrada da doen&#231;a, que mant&#233;m a l&#243;gica <i>doen&#231;a &#250;nica,</i> integrando o doente na organiza&#231;&#227;o atrav&#233;s do gestor de caso, mas n&#227;o o cuidado ao paciente.<sup>12</sup> Os pacientes com multimorbilidade est&#227;o ligados a v&#225;rios m&#233;dicos e servi&#231;os, n&#227;o coordenados entre si, e ficam confusos quanto a quem &#233; respons&#225;vel e por qu&#234;, podendo existir problemas insuficientemente controlados e outros duplamente tratados.<sup>12</sup> As necessidades dos pacientes com multimorbilidade n&#227;o s&#227;o a soma das necessidades decorrentes das doen&#231;as individuais e, portanto, a organiza&#231;&#227;o por doen&#231;a &#250;nica tem um efeito negativo na continuidade dos cuidados.<sup>12</sup></p>     <p>A complexidade ligada &#224; multimorbilidade acarreta dificuldades na gest&#227;o dos cuidados de sa&#250;de e das terap&#234;uticas<sup>9,13</sup> e pode assumir diferentes n&#237;veis: individual (paciente), organizacional (sistema de sa&#250;de) e profissional (m&#233;dico).<sup>12</sup> Uma melhoria dos cuidados prestados a doentes com multimorbilidade ser&#225; um desafio para todos os sistemas de sa&#250;de, exigindo cuidados de sa&#250;de prim&#225;rios fortes que integrem uma abordagem hol&#237;stica, centrada no paciente e na complexidade da multimorbilidade<sup>9</sup> e um sistema de sa&#250;de focado no cuidar, contrariando a l&#243;gica de servi&#231;os de sa&#250;de especializados e fragmentados.<sup>14</sup> A colabora&#231;&#227;o eficiente entre profissionais e servi&#231;os &#233; essencial, devendo os respons&#225;veis valorizar os seus M&#233;dicos de Fam&#237;lia e priorizar a continuidade dos cuidados e a melhoria da qualidade de vida e funcionalidade dos pacientes,<sup>15</sup> ao inv&#233;s de premiar o mero atingimento de indicadores de doen&#231;a descontextualizados.<sup>14</sup></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>REFER&#202;NCIAS BIBLIOGR&#193;FICAS</b></p>     <!-- ref --><p>1. Violan C, Foguet-Boreu Q, Flores-Mateo G, Salisbury C, Blom J, Freitag M, et al. Prevalence, determinants and patterns of multimorbidity in primary care: a systematic review of observational studies. PLoS ONE. 2014;9(7):e102149.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000024&pid=S2182-5173201500030000100001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>2. Smith SM, Soubhi H, Fortin M, Hudon C, O&#8217;Dowd T. Managing patients with multimorbidity: systematic review of interventions in primary care and community settings. BMJ. 2012;345:e5205.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000026&pid=S2182-5173201500030000100002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>3. France EF, Wyke S, Gunn JM, Mair FS, McLean G, Mercer SW. Multimorbidity in primary care: a systematic review of prospective cohort studies. Br J Gen Pract. 2012;62(597):e297-e307.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000028&pid=S2182-5173201500030000100003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>4. Barnett K, Mercer SW, Norbury M, Watt G, Wyke S, Guthrie B. Epidemiology of multimorbidity and implications for health care, research, and medical education: a cross-sectional study. The Lancet. 2012;380(9836):37-43.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000030&pid=S2182-5173201500030000100004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>5. Valderas JM, Mercer SW, Fortin M. Research on patients with multiple health conditions: different constructs, different views, one voice. J Comorbidity. 2011;1(1):1-3.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000032&pid=S2182-5173201500030000100005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>6. Boyd CM, Fortin M. Future of multimorbidity research: how should understanding of multimorbidity inform health system design? Public Health Rev. 2011;33(2):451-74.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000034&pid=S2182-5173201500030000100006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>7. Koller D, Sch&#246;n G, Sch&#228;fer I, Glaeske G, van den Bussche H, Hansen H. Multimorbidity and long-term care dependency: a five-year follow-up. BMC Geriatr. 2014;14:70.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000036&pid=S2182-5173201500030000100007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>8. Laan W, Bleijenberg N, Drubbel I, Numans ME, De Wit NJ, Schuurmans MJ. Factors associated with increasing functional decline in multimorbid independently living older people. Maturitas. 2013;75(3):276-81.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000038&pid=S2182-5173201500030000100008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>9. Mercer SW, Gunn J, Wyke S. Improving the health of people with multimorbidity: the need for prospective cohort studies. J Comorbidity. 2011;1(1):4-7.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000040&pid=S2182-5173201500030000100009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>10. Sinnott C, Mc Hugh S, Browne J, Bradley C. GPs&#8217; perspectives on the management of patients with multimorbidity: systematic review and synthesis of qualitative research. BMJ Open. 2013;3:e003610.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000042&pid=S2182-5173201500030000100010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>11. Stewart M, Brown J, Levenstein J, McCracken E, McWhinney IR. The patient-centred clinical method. 3. Changes in residents&#8217; performance over two months of training. Fam Pract. 1986;3(3):164-7.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000044&pid=S2182-5173201500030000100011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>12. Doessing A, Burau V. Care coordination of multimorbidity: a scoping study. J Comorbidity. 2015;5(1):15-28.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000046&pid=S2182-5173201500030000100012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>13. Giovannetti ER, Wolff JL, Xue QL, Weiss CO, Leff B, Boult C, et al. Difficulty assisting with health care tasks among caregivers of multimorbid older adults. J Gen Intern Med. 2012;27(1):37-44.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000048&pid=S2182-5173201500030000100013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>14. Salisbury C. Multimorbidity: time for action rather than words. Br J Gen Pract. 2013;63(607):64-5.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000050&pid=S2182-5173201500030000100014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>15. Smith SM, Soubhi H, Fortin M, Hudon C, Dowd OT. Interventions for improving outcomes in patients with multimorbidity in primary care and community settings. Cochrane Database Syst Rev. 2012 Apr 18;4:CD006560.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000052&pid=S2182-5173201500030000100015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a href="#topc0">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a> | <a href="#topc0">Direcci&oacute;n para correspondencia</a> | <a href="#topc0">Correspondence</a><a name="c0"></a></p>     <p>E-mail: <a href="mailto:director@rpmgf.pt">director@rpmgf.pt</a></p>      ]]></body><back>
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