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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Decisão terapêutica na hipertensão: inquérito às atitudes dos médicos de família na região de Lisboa e Vale do Tejo]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Objectives: This study was designed to characterize the attitudes of family physicians regarding clinical decision making in hypertension, including issues related to monitoring and treatment and to compare these attitudes with clinical recommendations available at the time of the study. Type of study: Cross-sectional study. Setting: Primary health care centers in Lisbon and Vale do Tejo, Portugal. Population: Family physician specialists and trainees in family medicine. Methods: Self-completed questionnaire assessing variables related to demographic characteristics, experience of treating hypertensive patients, measurement of blood pressure (BP), lifestyle changes, the decision to initiate antihypertensive drugs, and strategies used when assessing patient adherence. Bivariate analysis (Chi-square tests, &#945;=0.05) was used to explore the associations between clinical decision-making and other variables. Results: The 60 participants (41 females) from 14 Primary Health Care Centers had a mean age of 52±8.6 years and a mean of 22±8.2 years experience in practice. All physicians considered lifestyle change to be useful. Acceptable ambulatory BP (ABPM) was 136/83mmHg for the daytime value. The BP values chosen for initiation of treatment were140/90mmHg for patients without other risk factors. In the elderly, 77% of physicians agreed with accepting higher BP values, initiating treatment when BP>150/90mmHg. Physicians preferred to initiate therapy with only one drug. Most physicians (58%) believed that many patients can achieve control of BP with only one drug and physicians with over 20 years of experience in practice tended to agree more with this statement (p=0.043). Conclusions: The reported attitudes were in line with the national and European clinical guidelines available at the time of the study regarding the usefulness of lifestyle changes and the BP values chosen for initiating treatment. There was some heterogeneity regarding management of BP in the elderly and ABPM values. Updating of clinical recommendations requires continuous training of family physicians, in order to incorporate the best options for management of hypertension in clinical practice.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Hipertensão]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><b>ESTUDOS ORIGINAIS</b></p>     <p><font size="4"><b>Decis&#227;o terap&#234;utica na hipertens&#227;o: inqu&#233;rito &#224;s atitudes dos m&#233;dicos de fam&#237;lia na regi&#227;o de Lisboa e Vale do Tejo</b></font></p>     <p><font size="3"><b>Clinical decision making in hypertension: a survey of attitudes of family physicians in the Lisbon health region</b></font></p>     <p><b>Joana Rodrigues,<sup>1</sup> Milene Fernandes,<sup>2</sup> Violeta Alarc&#227;o,<sup>3</sup> Paulo J. Nicola,<sup>4</sup> Evangelista Rocha<sup>5</sup></b></p>     <p><sup>1</sup>M&#233;dica Interna de Medicina Interna, Hospital Pulido Valente - Centro Hospitalar Lisboa Norte</p>     <p><sup>2</sup>Farmac&#234;utica, MSc Epidemiologia. Investigadora no Instituto de Medicina Preventiva e Sa&#250;de P&#250;blica - Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa. Medical Writer - Eurotrials, Consultores Cient&#237;ficos</p>     <p><sup>3</sup>Soci&#243;loga. Investigadora no Instituto de Medicina Preventiva e Sa&#250;de P&#250;blica - Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa</p>     <p><sup>4</sup>M&#233;dico de Medicina Geral e Familiar, MSc Clinical Research. Investigador no Instituto de Medicina Preventiva e Sa&#250;de P&#250;blica - Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa</p>     <p><sup>5</sup>M&#233;dico Cardiologista, PhD. Coordenador da Unidade de Epidemiologia - Instituto de Medicina Preventiva e Sa&#250;de P&#250;blica - Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa</p>     <p><a href="#c0">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a> | <a href="#c0">Direcci&oacute;n para correspondencia</a> | <a href="#c0">Correspondence</a><a name="topc0"></a></p> <hr/>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><b>RESUMO</b></p>     <p><b>Objectivos:</b> Caracterizar as atitudes dos m&#233;dicos de fam&#237;lia quanto &#224; decis&#227;o terap&#234;utica na hipertens&#227;o, incluindo aspectos como controlo e tratamento e comparar estas atitudes com as recomenda&#231;&#245;es cl&#237;nicas &#224; data do estudo.</p>     <p><b>Tipo de estudo:</b> Estudo observacional transversal.</p>     <p><b>Local:</b> Unidades de Cuidados de Sa&#250;de Personalizados (UCSP)/Unidades de Sa&#250;de Familiar (USF) da regi&#227;o de sa&#250;de de Lisboa e Vale do Tejo.</p>     <p><b>Popula&#231;&#227;o:</b> M&#233;dicos de medicina geral e familiar, especialistas e internos de especialidade.</p>     <p><b>M&#233;todos:</b> Question&#225;rio de auto-preenchimento, com vari&#225;veis demogr&#225;ficas e sobre a experi&#234;ncia no seguimento de hipertensos, a medi&#231;&#227;o da press&#227;o arterial (PA), estilos de vida, decis&#227;o de in&#237;cio da medica&#231;&#227;o anti-hipertensora e estrat&#233;gias usadas na avalia&#231;&#227;o da ades&#227;o &#224; terap&#234;utica. Para identificar associa&#231;&#245;es entre aspectos da decis&#227;o e outras vari&#225;veis recorreu-se a testes de Qui-Quadrado (&#945;=0,05).</p>     <p><b>Resultados:</b> Em m&#233;dia, os 60 participantes, dos quais 41 (68,3%) eram mulheres de 14 UCSP/USF, tinham 52&#177;8,6 anos de idade e 22&#177;8,2 anos de pr&#225;tica cl&#237;nica. Todos consideraram as modifica&#231;&#245;es de estilo de vida &#250;teis no controlo da PA. Na monitoriza&#231;&#227;o 24h da PA (MAPA), os valores diurnos para diagn&#243;stico HTA foram 136/83mmHg. A PA indicada para iniciar tratamento foi, em m&#233;dia, PA&gt;140/90mmHg sem outros factores de risco. Nos idosos, 77% concorda em aceitar valores de PA mais elevados, iniciando a medica&#231;&#227;o com PA&gt;150/90mmHg. A monoterapia parece ser preferida no in&#237;cio da terap&#234;utica; 58% concorda que a maioria dos seus doentes consegue manter a PA controlada com apenas um f&#225;rmaco e aqueles com mais de 20 anos de pr&#225;tica parecem concordar mais (<i>p</i>=0,043).</p>     <p><b>Conclus&#245;es:</b> As atitudes reportadas estavam alinhadas com as recomenda&#231;&#245;es europeias e nacionais existentes &#224; data, quanto &#224; utilidade das modifica&#231;&#245;es do estilo de vida e os valores considerados para iniciar medica&#231;&#227;o. Houve alguma heterogeneidade quanto aos valores de PA a considerar no idoso e quanto aos crit&#233;rios da MAPA. A actualiza&#231;&#227;o das recomenda&#231;&#245;es cl&#237;nicas implica a forma&#231;&#227;o cont&#237;nua dos m&#233;dicos para incorporar na pr&#225;tica as melhores op&#231;&#245;es no seguimento do hipertenso.</p>     <p><b>Palavras-chave:</b> Hipertens&#227;o; Decis&#227;o Terap&#234;utica; Recomenda&#231;&#245;es; Rela&#231;&#227;o M&#233;dico-Doente.</p> <hr/>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><b>ABSTRACT</b></p>     <p><b>Objectives:</b> This study was designed to characterize the attitudes of family physicians regarding clinical decision making in hypertension, including issues related to monitoring and treatment and to compare these attitudes with clinical recommendations available at the time of the study.</p>     <p><b>Type of study:</b> Cross-sectional study.</p>     <p><b>Setting:</b> Primary health care centers in Lisbon and Vale do Tejo, Portugal.</p>     <p><b>Population:</b> Family physician specialists and trainees in family medicine.</p>     <p><b>Methods:</b> Self-completed questionnaire assessing variables related to demographic characteristics, experience of treating hypertensive patients, measurement of blood pressure (BP), lifestyle changes, the decision to initiate antihypertensive drugs, and strategies used when assessing patient adherence. Bivariate analysis (Chi-square tests, &#945;=0.05) was used to explore the associations between clinical decision-making and other variables.</p>     <p><b>Results:</b> The 60 participants (41 females) from 14 Primary Health Care Centers had a mean age of 52&#177;8.6 years and a mean of 22&#177;8.2 years experience in practice. All physicians considered lifestyle change to be useful. Acceptable ambulatory BP (ABPM) was 136/83mmHg for the daytime value. The BP values chosen for initiation of treatment were140/90mmHg for patients without other risk factors. In the elderly, 77% of physicians agreed with accepting higher BP values, initiating treatment when BP&gt;150/90mmHg. Physicians preferred to initiate therapy with only one drug. Most physicians (58%) believed that many patients can achieve control of BP with only one drug and physicians with over 20 years of experience in practice tended to agree more with this statement (<i>p</i>=0.043).</p>     <p><b>Conclusions:</b> The reported attitudes were in line with the national and European clinical guidelines available at the time of the study regarding the usefulness of lifestyle changes and the BP values chosen for initiating treatment. There was some heterogeneity regarding management of BP in the elderly and ABPM values. Updating of clinical recommendations requires continuous training of family physicians, in order to incorporate the best options for management of hypertension in clinical practice.</p>     <p><b>Keywords:</b> Hypertension; Decision Making; Clinical Guidelines; Physician-patient Relations.</p> <hr/>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><b>Introdu&#231;&#227;o</b></p>     <p>A hipertens&#227;o arterial (HTA) &#233; um importante problema de sa&#250;de pela sua elevada preval&#234;ncia e por constituir um importante factor de risco para a morbilidade e mortalidade cardiovasculares.<sup>1</sup> A n&#237;vel mundial estima-se que, em 2008, cerca de um bili&#227;o de pessoas tivesse HTA, correspondendo a aproximadamente 40% da popula&#231;&#227;o com 25 ou mais anos.<sup>2-3</sup> Em Portugal, dados de 2012 revelaram uma preval&#234;ncia de HTA de 42,2% na popula&#231;&#227;o adulta, com 74,9% dos hipertensos sob terap&#234;utica e 55,7% com a press&#227;o arterial (PA) tratada e controlada.<sup>4</sup> Uma vez que a rela&#231;&#227;o entre PA e o risco de eventos cardiovasculares &#233; consistente e independente de outros factores de risco, o controlo da PA continua a ser uma prioridade.<sup>3,5</sup></p>     <p>No seguimento de um indiv&#237;duo hipertenso, o m&#233;dico tem de decidir sobre v&#225;rias op&#231;&#245;es terap&#234;uticas, de forma a atingir e manter o controlo tensional.<sup>6-7</sup> Este processo de decis&#227;o terap&#234;utica depende de v&#225;rios factores relacionados com a experi&#234;ncia do m&#233;dico e caracter&#237;sticas dos doentes e da sua HTA e que podem influenciar a recomenda&#231;&#227;o de modifica&#231;&#245;es do estilo de vida e a decis&#227;o de iniciar ou mudar a medica&#231;&#227;o.<sup>8</sup> A comunica&#231;&#227;o entre o m&#233;dico e o doente &#233; tamb&#233;m crucial neste processo, na medida em que os m&#233;dicos s&#227;o uma das principais fontes de informa&#231;&#227;o para o doente, mas tamb&#233;m porque este possui informa&#231;&#227;o que o m&#233;dico pode n&#227;o conhecer, como os valores de PA medidos em casa e problemas de ades&#227;o &#224; terap&#234;utica.<sup>9</sup></p>     <p>O m&#233;dico de medicina geral e familiar (MGF), pelas caracter&#237;sticas da sua pr&#225;tica cl&#237;nica, tem um papel muito importante na preven&#231;&#227;o, diagn&#243;stico e controlo da HTA. De facto, os motivos de consulta relacionados com doen&#231;as do aparelho circulat&#243;rio t&#234;m sido dos mais indicados em consultas nos cuidados de sa&#250;de prim&#225;rios, onde o m&#233;dico de MGF constitui o primeiro e mais acess&#237;vel contacto.<sup>10-11</sup> Por outro lado, a maior frequ&#234;ncia de contactos e o seguimento ao longo das v&#225;rias etapas da vida do doente torna poss&#237;vel uma rela&#231;&#227;o de maior confian&#231;a que pode facilitar a decis&#227;o terap&#234;utica.<sup>12-13</sup></p>     <p>Este estudo tem, como objectivos, 1) caracterizar as perspectivas dos m&#233;dicos de MGF quanto &#224; decis&#227;o terap&#234;utica na HTA, nomeadamente quanto aos alvos terap&#234;uticos e aspectos relacionados com a terap&#234;utica farmacol&#243;gica e n&#227;o-farmacol&#243;gica, e 2) comparar as atitudes na pr&#225;tica cl&#237;nica com as recomenda&#231;&#245;es cl&#237;nicas.</p>     <p><b>M&#233;todos</b></p>     <p>Este &#233; um subestudo do projeto DIMATCH-HTA - <i>Determinants and Impact of Medication Adherence and Therapeutic Change in the Control of Arterial Hypertension among Cohorts of Immigrants and Non-Immigrants at the Primary Care Level</i> (PTDC/SAU-ESA/103511/2008) -, que foi um estudo observacional de coorte prospectiva com amostragem multi-et&#225;pica de hipertensos medicados seguidos nos cuidados de sa&#250;de prim&#225;rios na regi&#227;o de sa&#250;de de Lisboa e Vale do Tejo.</p>     <p>Para este subestudo foi considerada a amostra de m&#233;dicos que aceitaram participar no estudo DIMATCH-HTA, incluindo no estudo piloto, e que foram seleccionados da seguinte forma:</p>     <p>&#8226; No estudo piloto foram convidados a participar cinco m&#233;dicos escolhidos de forma aleat&#243;ria, de duas Unidades de Sa&#250;de Familiar seleccionadas por conveni&#234;ncia.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&#8226; No estudo principal, 16 Unidades de Cuidados de Sa&#250;de Personalizados (USCP) ou USF foram seleccionadas de forma aleat&#243;ria e identificados os utentes eleg&#237;veis a partir da informa&#231;&#227;o do sistema de informa&#231;&#227;o SINUS: hipertensos medicados, de etnia branca e com naturalidade portuguesa (coorte nativa) ou de etnia negra e de um dos pa&#237;ses de l&#237;ngua oficial portuguesa (coorte imigrante), com idade entre 40 e 80 anos e registo de consulta com o m&#233;dico de fam&#237;lia nos &#250;ltimos 12 meses. Em cada UCSP/USF foram seleccionados, de forma aleat&#243;ria e convidados para o estudo, cinco m&#233;dicos de fam&#237;lia com pelo menos 40 hipertensos medicados de cada coorte na sua lista de utentes (amostragem por <i>clusters</i>). Nas situa&#231;&#245;es em que a UCSP/USF n&#227;o tinha cinco m&#233;dicos com 40 utentes imigrantes eleg&#237;veis foram seleccionados os m&#233;dicos com maior n&#250;mero destes utentes. Caso um m&#233;dico seleccionado recusasse participar no estudo DIMATCH-HTA era substitu&#237;do por outro m&#233;dico seleccionado de igual forma.</p>     <p>A cada m&#233;dico seleccionado e que consentiu participar no estudo DIMATCH-HTA foi entregue um question&#225;rio. O objectivo do estudo foi explicado em detalhe numa sess&#227;o de esclarecimento realizada na UCSP/USF e foi obtido o consentimento atrav&#233;s do auto-preenchimento do question&#225;rio confidencial, sem elementos identificadores.</p>     <p>A elabora&#231;&#227;o do question&#225;rio teve por base as recomenda&#231;&#245;es cl&#237;nicas para a HTA &#224; data de 2009,<sup>14-18</sup> al&#233;m de outros estudos semelhantes.<sup>1,19-20</sup> O question&#225;rio foi pr&#233;-testado por elementos da equipa e m&#233;dicos de medicina geral e familiar. A vers&#227;o final recolheu informa&#231;&#227;o sobre dados demogr&#225;ficos e de caracteriza&#231;&#227;o da experi&#234;ncia cl&#237;nica no seguimento de doentes hipertensos, quais as fontes de informa&#231;&#227;o consultadas e relacionadas com a HTA, qual a perspectiva face &#224; medi&#231;&#227;o da PA, recomenda&#231;&#227;o de medidas n&#227;o farmacol&#243;gicas e decis&#227;o de in&#237;cio ou mudan&#231;a da terap&#234;utica farmacol&#243;gica anti-hipertensora e quais as estrat&#233;gias usadas na avalia&#231;&#227;o da ades&#227;o &#224; terap&#234;utica.</p>     <p>Foi realizada an&#225;lise estat&#237;stica descritiva, com o c&#225;lculo de m&#233;dias e desvios-padr&#227;o (DP) para vari&#225;veis quantitativas e frequ&#234;ncias relativas para vari&#225;veis categ&#243;ricas. Recorreu-se a an&#225;lise bivariada (teste qui-quadrado) para explorar a rela&#231;&#227;o entre o n&#237;vel de concord&#226;ncia com diversas afirma&#231;&#245;es acerca da perspectiva do m&#233;dico no tratamento da hipertens&#227;o e dados demogr&#225;ficos e da pr&#225;tica cl&#237;nica do m&#233;dico.</p>     <p>O estudo DIMATCH-HTA foi autorizado pela Comiss&#227;o de &#201;tica da Faculdade de Medicina de Lisboa, pela Comiss&#227;o Nacional de Protec&#231;&#227;o de Dados e pela Administra&#231;&#227;o Regional de Sa&#250;de de Lisboa e Vale do Tejo. Os Agrupamentos de Centros de Sa&#250;de deram a sua autoriza&#231;&#227;o para a colabora&#231;&#227;o das Unidades de Sa&#250;de no estudo.</p>     <p><b>Resultados</b></p>     <p><b>Caracteriza&#231;&#227;o da amostra</b></p>     <p>Foram seleccionadas 18 unidades de sa&#250;de de nove ACES, das quais cinco unidades de sa&#250;de de tr&#234;s ACES recusaram participar por terem como popula&#231;&#227;o-alvo apenas uma minoria de imigrantes ou por indisponibilidade log&#237;stica. Em cada uma das 13 unidades de sa&#250;de participantes foram seleccionados e convidados a participar cinco m&#233;dicos, segundo o m&#233;todo anteriormente descrito. Verificaram-se 20 recusas de participa&#231;&#227;o no estudo DIMATCH-HTA, com a substitui&#231;&#227;o por outros m&#233;dicos nas mesmas unidades de sa&#250;de. Assim, foi obtida uma amostra final de 63 m&#233;dicos (uma das unidades de sa&#250;de apenas tinha tr&#234;s m&#233;dicos com utentes pertencentes &#224;s duas coortes), dos quais tr&#234;s recusaram participar por falta de tempo para preencher o question&#225;rio.</p>     <p>Os 60 m&#233;dicos participantes (41 do sexo feminino) t&#234;m 52&#177;8,6 anos (m&#233;dia&#177;DP) de idade, licenciaram-se em medicina h&#225; 27&#177;8,2 anos e t&#234;m 22&#177;8,2 anos de pr&#225;tica cl&#237;nica como especialistas em medicina geral e familiar. Em rela&#231;&#227;o a outras actividades, sete (11,7%) m&#233;dicos orientavam ou j&#225; tinham orientado est&#225;gios, tr&#234;s (5,0%) indicaram ter ou ter tido actividade acad&#233;mica, dois (3,3%) estavam ou estiveram envolvidos em forma&#231;&#227;o cl&#237;nica e dois (3,3%) exerciam ou tinham exercido actividades de coordena&#231;&#227;o/direc&#231;&#227;o de servi&#231;os de sa&#250;de.</p>     <p>Os m&#233;dicos participantes indicaram seguir em m&#233;dia 1.782&#177;176 doentes, realizar 113&#177;41,1 consultas por semana, com uma dura&#231;&#227;o m&#233;dia de 19&#177;5,4 minutos e das quais 23&#177;22,2 tinham a HTA como motivo principal.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Perspectivas quanto ao seguimento de doentes hipertensos</b></p>     <p>O <a href="#q1">Quadro I</a> apresenta a distribui&#231;&#227;o de respostas quanto ao grau de concord&#226;ncia com v&#225;rias afirma&#231;&#245;es acerca da HTA e do seguimento cl&#237;nico desta doen&#231;a. Todos os m&#233;dicos concordaram que <i>o controlo da HTA &#233; um problema de sa&#250;de importante, que as modifica&#231;&#245;es de estilos de vida s&#227;o &#250;teis para controlar a PA elevada</i> e que <i>&#233; necess&#225;rio o uso de f&#225;rmacos para controlar a PA na maioria dos seus doentes hipertensos.</i></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><a name="q1"></a><img src="/img/revistas/rpmgf/v31n3/31n3a04q1.jpg"/></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>Quanto &#224; terap&#234;utica farmacol&#243;gica, 58,3% dos m&#233;dicos concordou que a <i>maioria dos seus doentes consegue manter a PA controlada com apenas um anti-hipertensor,</i> tendo sido observado que os m&#233;dicos com mais de 20 anos de pr&#225;tica cl&#237;nica em MGF parecem concordar mais com esta afirma&#231;&#227;o (80% <i>vs.</i> 50%, <i>p</i>=0,043). A maioria concordou que <i>&#233; frequente ter de mudar a medica&#231;&#227;o devido &#224; falta de efectividade do(s) anti-hipertensor(es)</i> (94%) e que <i>&#233; frequente ter de mudar a medica&#231;&#227;o devido &#224; n&#227;o-ades&#227;o do doente</i> (58%), sendo que os m&#233;dicos com idade &gt; 45 anos (75,8% <i>vs.</i> 27,3%, <i>p</i>=0,004) e com mais de 20 anos de pr&#225;tica (75,8% <i>vs.</i> 20%, <i>p</i>&lt;0,001) discordaram mais com esta &#250;ltima afirma&#231;&#227;o.</p>     <p>A totalidade dos m&#233;dicos concordou que <i>educar os hipertensos quanto &#224; sua doen&#231;a e ao seu tratamento ajuda no controlo da sua HTA</i> e 98% concordou que <i>&#233; frequente ensinar os hipertensos a realizar a auto-vigil&#226;ncia dos seus n&#237;veis tensionais.</i> Observou-se uma associa&#231;&#227;o entre a concord&#226;ncia com a afirma&#231;&#227;o <i>ser importante estabelecer consultas regulares com os seus doentes para vigil&#226;ncia da HTA</i> e ter mais de 20 anos desde a licenciatura (100% vs. 83,3%, <i>p</i>=0,018), apesar de a associa&#231;&#227;o com os anos de pr&#225;tica cl&#237;nica em MGF n&#227;o ter sido observada (<i>p</i>=0,054).</p>     <p>Foi pedido aos m&#233;dicos que referissem a import&#226;ncia atribu&#237;da (numa escala de 0 &#8220;nada importante&#8221; a 10 &#8220;muito importante&#8221;) a v&#225;rias componentes da consulta a um hipertenso e que indicassem a percentagem aproximada de consultas em que teriam realizado as mesmas componentes - <a href="#q2">Quadro II</a>. As componentes da consulta (m&#233;dia&#177;DP da pontua&#231;&#227;o na escala) &#224;s quais foi atribu&#237;da uma maior import&#226;ncia pelos m&#233;dicos foram <i>&#8220;Medir a PA e outros exames necess&#225;rios&#8221;</i> (9,9&#177;1,4), <i>&#8220;Dar instru&#231;&#245;es completas sobre a posologia&#8221;</i> (9,9&#177;0,9) e <i>&#8220;Aconselhar a modifica&#231;&#227;o de estilos de vida&#8221;</i> (9,9&#177;0,5). As componentes mais frequentemente indicadas como sendo realizadas na consulta foram <i>&#8220;Medir a PA e outros exames necess&#225;rios&#8221;</i> (90,7%), <i>&#8220;Aconselhar a modifica&#231;&#227;o de estilos de vida&#8221;</i> (88,9%) e <i>&#8220;Conhecer os estilos de vida do doente (dieta, tabagismo, &#8230;)&#8221;</i> (87,5%).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><a name="q2"></a><img src="/img/revistas/rpmgf/v31n3/31n3a04q2.jpg"/></p>     
]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><b>Perspectivas quanto &#224; medi&#231;&#227;o da PA, em consulta e em auto-monitoriza&#231;&#227;o</b></p>     <p>Conforme indicado no <a href="#q1">Quadro I</a>, a maioria dos m&#233;dicos (88,2%) concordou que <i>&#233; praticamente imposs&#237;vel</i> <i>incluir a monitoriza&#231;&#227;o ambulat&#243;ria da PA de 24 horas (MAPA) na avalia&#231;&#227;o de rotina de um hipertenso,</i> apesar de 94,1% ter concordado que a MAPA <i>&#233; &#250;til para uma melhor decis&#227;o terap&#234;utica.</i> Em m&#233;dia, o valor m&#225;ximo considerado pelos m&#233;dicos como aceit&#225;vel para a m&#233;dia de uma PA diurna, medida por MAPA, foi 136&#177;8,6/83&#177;4,1mmHg (m&#225;ximo indicado de 160/90 e m&#237;nimo de 120/80mmHg).</p>     <p>Cerca de metade (54,6%) dos m&#233;dicos concordou que <i>confia mais nos valores de PA que regista na consulta do que naqueles que o doente obt&#233;m em auto-monitoriza&#231;&#227;o,</i> verificando-se uma maior propor&#231;&#227;o de m&#233;dicos com 20 ou menos anos de pr&#225;tica em MGF a concordar com esta afirma&#231;&#227;o (64,0% vs. 14,3%, <i>p</i>=0,020). A totalidade dos m&#233;dicos concordou que <i>a auto-monitoriza&#231;&#227;o da PA ajuda o doente a conhecer melhor a sua HTA</i> e 94% concordou que <i>a escolha do dispositivo para medi&#231;&#227;o da PA &#233; muito importante para a validade da auto-monitoriza&#231;&#227;o.</i> Para medi&#231;&#227;o da PA na consulta, os m&#233;dicos indicaram utilizar um esfigmoman&#243;metro aner&#243;ide (n=21, 63,6%), um dispositivo electr&#243;nico (n=8, 24,2%) ou estes dois dispositivos (n=2, 6,2%), sendo menos frequentes o uso do esfigmoman&#243;mento de merc&#250;rio, apenas (n=1, 3,0%) ou em conjunto com os dispositivos anteriores (n=1, 3,0%).</p>     <p><b>Decis&#227;o terap&#234;utica e valores tensionais</b></p>     <p>O <a href="#q3">Quadro III</a> apresenta os valores de press&#227;o arterial considerados na decis&#227;o terap&#234;utica quanto ao in&#237;cio de medidas farmacol&#243;gicas e n&#227;o farmacol&#243;gicas e na avalia&#231;&#227;o do controlo da HTA para diferentes subgrupos de hipertensos. </p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><a name="q3"></a><img src="/img/revistas/rpmgf/v31n3/31n3a04q3.jpg"/></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>De uma forma geral, os m&#233;dicos indicaram recomendar medidas n&#227;o farmacol&#243;gicas a um indiv&#237;duo sem outros factores de risco cardiovascular, a partir de valores de PA sist&#243;lica/diast&#243;lica de 138&#177;5,7/87&#177;4mmHg, em m&#233;dia, com 39 (73,1%) a recomendar para valores de PA sist&#243;lica &#8805; 140mmHg e 32 (60,4%) para PA diast&#243;lica &#8805; 90mmHg. As medidas n&#227;o farmacol&#243;gicas mais indicadas como preferidas numa primeira abordagem foram: exerc&#237;cio f&#237;sico regular (n=54, 90,0%); redu&#231;&#227;o do peso (n=52, 86,7%); e cessa&#231;&#227;o tab&#225;gica (n=52, 86,7%). Relativamente &#224; redu&#231;&#227;o do peso, os m&#233;dicos mencionaram recomendar esta medida a partir de um &#205;ndice de Massa Corporal superior a 26&#177;4,4kg/m<sup>2</sup> (m&#233;dia&#177;DP). Outras medidas n&#227;o farmacol&#243;gicas tamb&#233;m indicadas foram o controlo da dislipid&#233;mia por dieta (n=46, 76,7%), a restri&#231;&#227;o de sal (n=45, 75,0%) e a redu&#231;&#227;o do consumo de &#225;lcool (n=33, 55,0%).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Quanto &#224; decis&#227;o de iniciar a terap&#234;utica farmacol&#243;gica (<a href="#q3">Quadro III</a>) em indiv&#237;duos sem outros factores de risco cardiovascular, a PA sist&#243;lica/diast&#243;lica indicada pelos m&#233;dicos foi de 145&#177;7,3/91&#177;4,3mmHg (m&#233;dia&#177;DP), com 10 (29,4%) m&#233;dicos a indicarem iniciar tratamento quando PA sist&#243;lica &#8805; 150mmHg e 8 (23,5%) quando PA diast&#243;lica &#8805; 95mmHg. Na presen&#231;a de outros factores de risco (Diabetes mellitus, insufici&#234;ncia card&#237;aca, insufici&#234;ncia renal, etc.) foram indicados valores tensionais mais baixos.</p>     <p>Quando questionados sobre quais os valores considerados para uma HTA controlada, a PA sist&#243;lica/diast&#243;lica foi, em m&#233;dia, de 136/84mmHg em doentes com risco cardiovascular ligeiro a moderado e de 128/79mmHg em doentes com risco elevado. Na an&#225;lise por n&#237;veis de PA, 29 (53,7%) m&#233;dicos indicaram valores de PA sist&#243;lica entre 140 e 145mmHg, inclusive, e 19 (34,5%) indicaram valores de PA diast&#243;lica entre 90 e 95mmHg para os indiv&#237;duos com risco ligeiro a moderado. Nos doentes com risco elevado, estas propor&#231;&#245;es diminu&#237;ram: tr&#234;s (5,5%) indicaram valores de PA sist&#243;lica entre 140 e 145mmHg, inclusive, e quatro (7,3%) valores de PA diast&#243;lica de 90mmHg.</p>     <p><b>Decis&#227;o terap&#234;utica no in&#237;cio da medica&#231;&#227;o anti-hipertensora</b></p>     <p>Perante um indiv&#237;duo hipertenso, sem outros factores de risco cardiovascular ou na presen&#231;a de outras caracter&#237;sticas ou co-morbilidades, todos os 34 m&#233;dicos que responderam a esta quest&#227;o indicaram preferir iniciar a medica&#231;&#227;o anti-hipertensora com op&#231;&#245;es em monoterapia. O <a href="#q4">Quadro IV</a> apresenta os grupos farmacol&#243;gicos e associa&#231;&#245;es preferenciais no in&#237;cio da medica&#231;&#227;o nos diferentes subgrupos. Num indiv&#237;duo sem outros factores de risco, a op&#231;&#227;o mais indicada foi a monoterapia com IECAs (30,9% em 55 respostas).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><a name="q4"></a><img src="/img/revistas/rpmgf/v31n3/31n3a04q4.jpg"/></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>No in&#237;cio da medica&#231;&#227;o anti-hipertensora, a maioria dos m&#233;dicos (98%) indicou recomendar a medi&#231;&#227;o da PA em auto-monitoriza&#231;&#227;o com diferentes frequ&#234;ncias: todos os dias (n=3, 6,5%), a cada 2-3 dias (n=24, 52,2%), a cada 1-2 semanas (n=12, 26,1%), uma vez por m&#234;s (n=2, 4,3%) ou com outras frequ&#234;ncias (n=4, 8,7%), enquanto um (2,2%) m&#233;dico indicou n&#227;o recomendar. Adicionalmente, os m&#233;dicos indicaram recomendar uma nova consulta m&#233;dica com diferente periodicidade: at&#233; 2 semanas (n=7, 17,5%); uma vez por m&#234;s (n=13, 32,5%); a cada 2-3 meses (n=12, 30,0%); ou outra periodicidade (n=8, 13,3%).</p>     <p><b>Perspectivas quanto &#224; decis&#227;o terap&#234;utica na HTA</b></p>     <p>Em m&#233;dia, os m&#233;dicos consideraram que, tendo em conta o &#250;ltimo ano, 7% dos seus doentes hipertensos se encontravam controlados apenas com medidas n&#227;o farmacol&#243;gicas, 27% controlados em monoterapia, 55% controlados com mais que um anti-hipertensor e 10% n&#227;o controlados com mais que tr&#234;s anti-hipertensores (HTA resistente).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>O <a href="#q5">Quadro V</a> apresenta o n&#237;vel de concord&#226;ncia dos m&#233;dicos com afirma&#231;&#245;es relativas &#224; decis&#227;o terap&#234;utica na HTA. A maioria dos m&#233;dicos discordou que <i>o tratamento da HTA provoca mais problemas do que resolve</i> (94%) e que <i>a decis&#227;o por uma interven&#231;&#227;o farmacol&#243;gica ou n&#227;o farmacol&#243;gica varia com o sexo do doente</i> ou (&#8230;) <i>com a etnia do doente</i> (60% e 51%, respectivamente). Quanto ao idoso hipertenso, 85% dos m&#233;dicos concordou que <i>a mudan&#231;a de estilos de vida &#233; mais dif&#237;cil nos idosos </i>e 77% concordou que, <i>em termos de controlo da HTA, aceita valores de PA mais elevados.</i></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><a name="q5"></a><img src="/img/revistas/rpmgf/v31n3/31n3a04q5.jpg"/></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>A maioria dos m&#233;dicos considerou mudar frequentemente a terap&#234;utica anti-hipertensora (54%). Quando questionados sobre os motivos mais importantes para n&#227;o mudar ou intensificar a terap&#234;utica se a PA n&#227;o estiver controlada numa dada consulta (<a href="#q6">Quadro VI</a>), os mais escolhidos pelos m&#233;dicos foram (o doente) <i>&#8220;n&#227;o tem tomado a medica&#231;&#227;o como indicado, omite tomas ou deixou terminar a medica&#231;&#227;o&#8221;</i> (23%), <i>&#8220;precisa de ser avaliado numa segunda consulta: esta foi a primeira em que a PA est&#225; aumentada&#8221;</i> (23%) e <i>&#8220;tem os valores de PA em auto-monitoriza&#231;&#227;o normais&#8221;</i> (20%).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><a name="q6"></a><img src="/img/revistas/rpmgf/v31n3/31n3a04q6.jpg"/></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>O <a href="#q7">Quadro VII</a> apresenta os factores considerados pelos m&#233;dicos como associados &#224; n&#227;o ades&#227;o do doente &#224; terap&#234;utica. Os mais indicados foram <i>&#8220;custos da medica&#231;&#227;o&#8221;</i> (33%), <i>&#8220;desinteresse sobre a sua HTA&#8221;</i> (22%) e <i>&#8220;polimedica&#231;&#227;o associada a co-morbilidades&#8221;</i> (18%). Em m&#233;dia, os m&#233;dicos consideraram que 68&#177;17% dos seus doentes eram aderentes &#224; terap&#234;utica farmacol&#243;gica, que 78&#177;17% cumpriam a data das consultas para seguimento da HTA, 40&#177;22% faziam uma dieta com restri&#231;&#227;o de sal, 51&#177;24% consumiam bebidas alco&#243;licas sem ser de forma excessiva e que 19&#177;11% tinham actividade f&#237;sica regular.</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="center"><a name="q7"></a><img src="/img/revistas/rpmgf/v31n3/31n3a04q7.jpg"/></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p><b>Discuss&#227;o</b></p>     <p>Neste estudo, as atitudes reportadas pelos m&#233;dicos estavam alinhadas com as recomenda&#231;&#245;es europeias e nacionais existentes &#224; data, quanto &#224; utilidade das modifica&#231;&#245;es do estilo de vida e os valores considerados para iniciar medica&#231;&#227;o. Contudo, observou-se alguma heterogeneidade de atitudes face aos valores alvo no tratamento do idoso hipertenso, bem como em rela&#231;&#227;o aos valores de MAPA a considerar como crit&#233;rios de diagn&#243;stico.</p>     <p>A consulta m&#233;dica, como momento de interac&#231;&#227;o entre o m&#233;dico de fam&#237;lia e o indiv&#237;duo hipertenso, &#233; um momento fundamental para alcan&#231;ar um melhor controlo da PA.<sup>16</sup> No presente estudo, os m&#233;dicos indicaram realizar mais frequentemente as componentes da consulta que tamb&#233;m consideraram mais importantes, nomeadamente medir a PA, pedir outros exames necess&#225;rios e aconselhar a modifica&#231;&#227;o de estilos de vida.</p>     <p>A totalidade dos m&#233;dicos concordou que educar os hipertensos quanto &#224; sua doen&#231;a e ao seu tratamento ajuda no controlo da sua HTA. Contudo, &#224; semelhan&#231;a de resultados obtidos em estudos anteriores,<sup>9</sup> verificou-se que v&#225;rias componentes da consulta relacionadas com a educa&#231;&#227;o do utente foram consideradas menos importantes e parecem ser menos realizadas, como avaliar o conhecimento do doente sobre a sua HTA, explicar os benef&#237;cios e os efeitos adversos da medica&#231;&#227;o, aferir a capacidade do doente em cumprir/aderir &#224; terap&#234;utica actual ou mesmo envolver o doente no processo de decis&#227;o terap&#234;utica. Para aumentar as compet&#234;ncias do doente &#233; importante haver uma maior discuss&#227;o sobre a terap&#234;utica e sobre os crit&#233;rios considerados para a decis&#227;o cl&#237;nica.<sup>9,13,16</sup></p>     <p>A comunica&#231;&#227;o com o m&#233;dico &#233; tamb&#233;m importante para aumentar o benef&#237;cio da auto-monitoriza&#231;&#227;o da PA. Uma meta-an&#225;lise recente demonstrou que esta pr&#225;tica permite uma redu&#231;&#227;o de 3,9mmHg na PA sist&#243;lica e, em combina&#231;&#227;o com cuidados de sa&#250;de adicionais, uma diminui&#231;&#227;o entre 3,4 e 8,9mmHg.<sup>21</sup> Por outro lado, um estudo qualitativo no Reino Unido, com a participa&#231;&#227;o de indiv&#237;duos com dispositivos de medi&#231;&#227;o da PA, revelou que um maior envolvimento dos m&#233;dicos ajudaria a ultrapassar dificuldades na obten&#231;&#227;o e interpreta&#231;&#227;o dos valores tensionais.<sup>22</sup> No presente estudo, a auto-monitoriza&#231;&#227;o da PA foi considerada importante na medida em que ajuda o doente a compreender a sua doen&#231;a e a participar de forma activa no controlo da PA. Contudo, a maioria dos m&#233;dicos parece confiar mais nos valores de PA obtidos na consulta, um resultado tamb&#233;m descrito noutro estudo.<sup>23</sup> A falta de confian&#231;a em alguns dispositivos utilizados (e.g., de pulso) e na medi&#231;&#227;o adequada s&#227;o alguns dos factores que podem justificar a prefer&#234;ncia pelos valores registados na consulta.<sup>23-25</sup></p>     <p>O diagn&#243;stico da HTA requer a medi&#231;&#227;o da PA, que pode ser realizada no contexto da consulta como, em algumas situa&#231;&#245;es, com recurso &#224; monitoriza&#231;&#227;o em ambulat&#243;rio (MAPA).<sup>6,26</sup> Neste estudo, a m&#233;dia dos valores considerados aceit&#225;veis na medi&#231;&#227;o da PA por MAPA s&#227;o ligeiramente discordantes daqueles que definem hipertens&#227;o no per&#237;odo diurno (&#8805; 135/85 mmHg).<sup>6</sup> Apesar da reconhecida import&#226;ncia da MAPA no diagn&#243;stico e progn&#243;stico de complica&#231;&#245;es cardiovasculares (principalmente a MAPA no per&#237;odo nocturno),<sup>6,27</sup> n&#227;o est&#227;o ainda definidos os valores alvo para a defini&#231;&#227;o de HTA tratada e controlada, sendo que a inclus&#227;o da MAPA na avalia&#231;&#227;o de rotina de um hipertenso tem custos para o sistema e para o doente.<sup>28-29</sup></p>     <p>A adop&#231;&#227;o de estilos de vida saud&#225;veis &#233; outro determinante da redu&#231;&#227;o do risco cardiovascular e controlo tensional.<sup>6</sup> Todos os m&#233;dicos consideraram as modifica&#231;&#245;es do estilo de vida &#250;teis para o controlo da PA elevada, recomendando-as, apesar de reconhecerem que a sua implementa&#231;&#227;o &#233; dif&#237;cil, principalmente nos idosos com mais de 75 anos. As medidas n&#227;o farmacol&#243;gicas escolhidas pelos m&#233;dicos est&#227;o de acordo com as normas de orienta&#231;&#227;o cl&#237;nica,<sup>6,30</sup> sendo recomendadas a partir de valores de PA sist&#243;lica/diast&#243;lica de 140/90mmHg num indiv&#237;duo sem outros factores de risco. Contudo, os m&#233;dicos consideram que apenas 7% dos seus doentes se encontram controlados apenas com medidas n&#227;o farmacol&#243;gicas, o que pode estar relacionado com a falta de ades&#227;o a longo prazo e a grande variabilidade de resposta dos valores de PA a estas medidas.<sup>6</sup> Conhecer os estilos de vida do doente e aconselhar a modifica&#231;&#227;o destes parecem ser componentes frequentemente realizadas pelos m&#233;dicos participantes. Outros estudos reportam que as actividades preventivas e de promo&#231;&#227;o da sa&#250;de s&#227;o realizadas de uma forma gen&#233;rica (n&#227;o adaptada &#224; realidade de cada utente) e com menor frequ&#234;ncia comparativamente a outras actividades, devido ao volume de trabalho, falta de tempo e de incentivos.<sup>31-32</sup></p>     <p>Os valores de PA considerados para a decis&#227;o de iniciar a terap&#234;utica farmacol&#243;gica e como alvo a atingir t&#234;m sido revistos na &#250;ltima d&#233;cada em diferentes recomenda&#231;&#245;es. Em 2007, as recomenda&#231;&#245;es da Sociedade Europeia de Hipertens&#227;o indicavam como alvo manter a PA &lt; 140/90mmHg em hipertensos sem outros factores de risco (incluindo idosos) e &lt; 130/80mmHg em indiv&#237;duos com diabetes mellitus ou risco cardiovascular elevado associado &#224; exist&#234;ncia de doen&#231;a cardiovascular ou renal.<sup>14</sup> Contudo, estas recomenda&#231;&#245;es foram revistas em 2009, reconhecendo a necessidade de mais evid&#234;ncia no suporte aos valores a considerar para os hipertensos idosos e diab&#233;ticos/doentes renais.<sup>15</sup> Em 2013, com a divulga&#231;&#227;o de outros estudos, as recomenda&#231;&#245;es passaram a indicar como alvo manter a PA &lt; 140/90mmHg em hipertensos com ou sem factores de risco (nos diab&#233;ticos &lt; 140/85mmHg) e, nos indiv&#237;duos com mais de 80 anos, manter a PA entre 140-150 / &lt; 90mmHg (<a href="#q8">Quadro VIII</a>).<sup>6</sup> Outras recomenda&#231;&#245;es, como as do JNC 8, NICE e recomenda&#231;&#245;es Canadianas, tamb&#233;m indicam valores mais elevados no idoso, apesar de existirem algumas inconsist&#234;ncias na defini&#231;&#227;o da faixa et&#225;ria.<sup>7,26,33</sup></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p align="center"><a name="q8"></a><img src="/img/revistas/rpmgf/v31n3/31n3a04q8.jpg"/></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>No nosso estudo verificou-se que a maioria dos m&#233;dicos decide iniciar medica&#231;&#227;o anti-hipertensora acima do valor recomendado &#224; data do estudo.<sup>15</sup> De notar que, em hipertensos com diabetes mellitus ou insufici&#234;ncia renal, a maioria dos m&#233;dicos decide iniciar terap&#234;utica a partir de valores mais baixos - PA sist&#243;lica/diast&#243;lica de 130/80mmHg, o que est&#225; de acordo com essas mesmas recomenda&#231;&#245;es.<sup>15</sup> Contudo, para hipertensos com insufici&#234;ncia card&#237;aca, a maioria dos m&#233;dicos considerou os mesmos valores da popula&#231;&#227;o sem outros factores de risco cardiovascular, sendo recomendados na altura valores mais baixos (130/80mmHg) para hipertensos com doen&#231;a cardiovascular.<sup>15</sup> No contexto de um epis&#243;dio agudo de insufici&#234;ncia card&#237;aca, se o doente apresentar PA baixa, normal ou elevada reflecte diferentes mecanismos fisiopatol&#243;gicos e consequentes respostas ao tratamento, tendo sido observado que valores de PA mais elevados na admiss&#227;o hospitalar s&#227;o preditores de maior sobreviv&#234;ncia dos doentes com insufici&#234;ncia card&#237;aca.<sup>34</sup> Como n&#227;o existe evid&#234;ncia de benef&#237;cio acrescido em iniciar e manter terap&#234;utica anti-hipertensora com valores de PA inferiores, as recomenda&#231;&#245;es mais actuais indicam os valores 140/90mmHg em geral como objectivo a atingir tamb&#233;m neste grupo de hipertensos, como para os diab&#233;ticos e hipertensos com insufici&#234;ncia renal.<sup>6,26,30</sup></p>     <p>As normas cl&#237;nicas de 2013 tamb&#233;m trouxeram a revis&#227;o dos valores-alvo de PA no idoso, sendo agora recomendado que a PA sist&#243;lica se mantenha entre 140 a 150mmHg em indiv&#237;duos com menos de 80 anos e que, em hipertensos com mais de 80 anos, a redu&#231;&#227;o para estes valores deve considerar o estado f&#237;sico e cognitivo do doente.<sup>6-7</sup> No presente estudo, a maioria dos m&#233;dicos concordava serem aceit&#225;veis valores de PA mais elevados nos idosos. Apesar das recomenda&#231;&#245;es anteriores preconizarem o in&#237;cio da medica&#231;&#227;o em fun&#231;&#227;o do risco cardiovascular global e independentemente da idade,<sup>14-15</sup> os m&#233;dicos participantes indicaram iniciar terap&#234;utica para PA sist&#243;lica/diast&#243;lica a partir de 150/90 mmHg, &#224; semelhan&#231;a de outros estudos.<sup>19</sup> As quest&#245;es de tolerabilidade &#224; redu&#231;&#227;o da PA e &#224; medica&#231;&#227;o s&#227;o importantes na defini&#231;&#227;o sobre qual o valor ideal de PA sist&#243;lica a atingir, sendo que a maioria dos m&#233;dicos concordava que haveria mais idosos do que indiv&#237;duos mais jovens a terem de descontinuar a terap&#234;utica devido aos efeitos secund&#225;rios.<sup>6</sup></p>     <p>Neste estudo, os valores considerados para uma HTA controlada foram inferiores aos propostos pelas recomenda&#231;&#245;es cl&#237;nicas de 2007 e 2009.14-15,17 Contudo, os valores reportados para doentes com menor risco cardiovascular s&#227;o pr&#243;ximos dos observados num estudo europeu, onde os valores m&#233;dios com os quais os m&#233;dicos participantes indicaram sentir-se satisfeitos eram de 131,6 / 81,9mmHg, passando a ficar mais atentos quando os valores passavam a 148,9 / 91,6mmHg.<sup>35</sup></p>     <p>Quanto &#224; decis&#227;o sobre a medica&#231;&#227;o anti-hipertensora, os m&#233;dicos parecem preferir iniciar terap&#234;utica em monoterapia, independentemente das caracter&#237;sticas do hipertenso. No entanto, consideraram que, no ano anterior ao estudo, apenas 27% dos seus doentes se encontravam controlados em monoterapia. Esta propor&#231;&#227;o vai ao encontro dos resultados de outros estudos que t&#234;m demonstrado que a monoterapia com qualquer classe de anti-hipertensores s&#243; possibilita o adequado controlo tensional em menos de 20-30% da popula&#231;&#227;o hipertensa, exceptuando-se os doentes com HTA grau 1.<sup>36</sup> Desta forma, as recomenda&#231;&#245;es cl&#237;nicas mais recentes sugerem, nos doentes com risco cardiovascular elevado, o in&#237;cio da terap&#234;utica anti-hipertensora com dois f&#225;rmacos em dose baixa.<sup>6-7,30</sup></p>     <p>Num indiv&#237;duo sem outros factores de risco, a maioria dos m&#233;dicos indicou preferir iniciar medica&#231;&#227;o anti-hipertensora com, por ordem decrescente, IECAs, ARAs, tiazidas, BB, diur&#233;ticos n&#227;o tiaz&#237;dicos e ACCs. Estes resultados s&#227;o diferentes dos encontrados por Cortez-Dias e colaboradores - diur&#233;ticos (47%), ARAs (43%), IECAs (39%), ACCs (19%) e BB (16%) - mas semelhantes aos descritos num estudo com a rede M&#233;dicos-Sentinela.<sup>36-37</sup> As recomenda&#231;&#245;es mais recentes s&#227;o no sentido de que pode ser usado qualquer f&#225;rmaco de 1&#170; linha em monoterapia, uma vez que as principais classes n&#227;o diferem significativamente na sua capacidade de reduzir a PA. Contudo, em situa&#231;&#245;es de les&#227;o de &#243;rg&#227;o-alvo e de protec&#231;&#227;o da fun&#231;&#227;o renal pode haver vantagem no bloqueio do eixo renina-angiotensina-aldosterona.<sup>26,30</sup></p>     <p>O termo &#8220;in&#233;rcia cl&#237;nica&#8221; tem sido utilizado para descrever a aus&#234;ncia de intensifica&#231;&#227;o terap&#234;utica num doente que n&#227;o tenha ainda atingido os objectivos, isto &#233;, que apresente ainda valores de PA superiores aos recomendados.<sup>1,35</sup> Contudo, &#233; importante distinguir entre potencial in&#233;rcia cl&#237;nica e aus&#234;ncia de intensifica&#231;&#227;o da terap&#234;utica como decis&#227;o adequada ao indiv&#237;duo em particular.<sup>20,38</sup> Neste estudo, os motivos mais indicados para n&#227;o mudar ou intensificar a terap&#234;utica se a PA n&#227;o estiver controlada numa dada consulta foram a n&#227;o-ades&#227;o do doente &#224; terap&#234;utica (tamb&#233;m um dos motivos mais indicados para a mudan&#231;a terap&#234;utica), a necessidade de uma segunda avalia&#231;&#227;o que confirme os valores tensionais elevados e o verificar que os valores em auto-monitoriza&#231;&#227;o se encontram normais. Estes motivos parecem enquadrar-se numa in&#233;rcia adequada e n&#227;o no conceito de in&#233;rcia cl&#237;nica, tendo sido descritos tamb&#233;m noutros estudos.<sup>20,39</sup></p>     <p>A n&#227;o ades&#227;o &#233; um problema frequente na terap&#234;utica anti-hipertensora como em outras terap&#234;uticas cr&#243;nicas.<sup>40</sup> Neste estudo, os m&#233;dicos consideraram que cerca de um ter&#231;o dos seus doentes seriam n&#227;o-aderentes. Os custos da medica&#231;&#227;o, o desinteresse do doente quanto &#224; sua HTA e a polimedica&#231;&#227;o foram apontados como os principais factores associados a este problema. Chin e colaboradores reportaram uma propor&#231;&#227;o mais elevada de n&#227;o-ades&#227;o (79%), dos quais 51% indicaram raz&#245;es financeiras que, ao n&#227;o serem abordadas com o m&#233;dico de fam&#237;lia, impossibilitam a mudan&#231;a terap&#234;utica e o controlo da HTA.<sup>41</sup></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Estudos sobre a pr&#225;tica m&#233;dica s&#227;o suscept&#237;veis a v&#225;rias limita&#231;&#245;es.<sup>35</sup> Uma das limita&#231;&#245;es deste estudo consiste no ser baseado em informa&#231;&#227;o fornecida pelo m&#233;dico e n&#227;o na observa&#231;&#227;o directa. Nesse sentido, n&#227;o &#233; poss&#237;vel excluir a possibilidade de vi&#233;s no sentido de adaptar as respostas ao que se julga ser a pr&#225;tica cl&#237;nica &#243;ptima. A selec&#231;&#227;o da amostra poder&#225; tamb&#233;m influenciar os resultados observados, na medida em que participaram m&#233;dicos que j&#225; tinham aceitado participar no estudo DIMATCH-HTA, um estudo observacional sobre HTA, e que poderiam estar mais informados e interessados sobre a doen&#231;a e recomenda&#231;&#245;es. Al&#233;m disso, o pr&#243;prio desenho do estudo DIMATCH-HTA limitou a selec&#231;&#227;o de unidades de sa&#250;de &#224; regi&#227;o de Lisboa e Vale do Tejo, limitando a generaliza&#231;&#227;o dos resultados para outras regi&#245;es. Por &#250;ltimo, apesar de a dimens&#227;o da amostra ser superior &#224; participa&#231;&#227;o portuguesa em estudos semelhantes,<sup>35</sup> &#233; ainda inferior &#224; necess&#225;ria para uma pot&#234;ncia estat&#237;stica adequada na identifica&#231;&#227;o de associa&#231;&#245;es com caracter&#237;sticas dos m&#233;dicos menos frequentes, n&#227;o permitindo a realiza&#231;&#227;o de uma an&#225;lise multivariada. Um estudo nacional sobre este tema poderia trazer mais informa&#231;&#227;o, como o grau de acordo com e implementa&#231;&#227;o das recomenda&#231;&#245;es europeias e nacionais mais recentes sobre risco cardiovascular.</p>     <p><b>Conclus&#227;o</b></p>     <p>Em rela&#231;&#227;o &#224; atitude dos m&#233;dicos no controlo da HTA, face &#224;s recomenda&#231;&#245;es e normas cl&#237;nicas &#224; altura do estudo, verificou-se:</p>     <p>&#8226; o reconhecimento da utilidade da modifica&#231;&#227;o de estilos de vida;</p>     <p>&#8226; alguma heterogeneidade relativamente aos crit&#233;rios de diagn&#243;stico da MAPA;</p>     <p>&#8226; a prefer&#234;ncia pelos valores de press&#227;o arterial registados na consulta;</p>     <p>&#8226; alguma diverg&#234;ncia quanto aos alvos terap&#234;uticos nos idosos;</p>     <p>&#8226; a prefer&#234;ncia pelo in&#237;cio da terap&#234;utica em monoterapia.</p>     <p>A divulga&#231;&#227;o de nova evid&#234;ncia leva &#224; necessidade de actualizar regularmente as recomenda&#231;&#245;es para o controlo da HTA. Este processo requer, da parte do m&#233;dico de fam&#237;lia, um investimento na sua forma&#231;&#227;o cont&#237;nua de forma a incorporar na sua pr&#225;tica cl&#237;nica as melhores op&#231;&#245;es para o diagn&#243;stico e seguimento dos seus hipertensos. No entanto, a promo&#231;&#227;o da sa&#250;de ao n&#237;vel dos cuidados de sa&#250;de prim&#225;rios depende do desenvolvimento de um modelo de participa&#231;&#227;o m&#250;tua, onde o doente &#233; chamado a ter um papel activo na decis&#227;o terap&#234;utica. Assim, o m&#233;dico de fam&#237;lia est&#225; numa posi&#231;&#227;o privilegiada para promover a comunica&#231;&#227;o com o doente e, com isso, capacit&#225;-lo para a gest&#227;o da doen&#231;a e promover uma melhor ades&#227;o &#224; terap&#234;utica.</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>REFER&#202;NCIAS BIBLIOGR&#193;FICAS</b></p>     <!-- ref --><p>1.&nbsp; Nicod&#232;me R, Albessard A, Amar J, Chamontin B, Lang T. Poor blood pressure control in general practice: in search of explanations. Arch Cardiovasc Dis. 2009;102(6-7):477-83.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000124&pid=S2182-5173201500030000400001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>2. Alwan A. Global status report on noncommunicable diseases 2010. Reprinted ed. Geneva: World Health Organization; 2011. ISBN 9789240686458&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000126&pid=S2182-5173201500030000400002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>3. Bromfield S, Muntner P. High blood pressure: the leading global burden of disease risk factor and the need for worldwide prevention programs. Curr Hypertens Rep. 2013;15(3):134-6.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000127&pid=S2182-5173201500030000400003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>4. Polonia J, Martins L, Pinto F, Nazare J. Prevalence, awareness, treatment and control of hypertension and salt intake in Portugal: changes over a decade. J Hypertens. 2014;32(6):1211-21.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000129&pid=S2182-5173201500030000400004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>5. World Health Organization. A global brief on hypertension: silent killer, global public health crisis - World Health Day 2013. Geneva: WHO; 2013.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000131&pid=S2182-5173201500030000400005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>6. Mancia G, Fagard R, Narkiewicz K, Redon J, Zanchetti A, B&#246;hm M, et al. 2013 ESH/ESC guidelines for the management of arterial hypertension: the Task Force for the Management of Arterial Hypertension of the European Society of Hypertension (ESH) and of the European Society of Cardiology (ESC). Eur Heart J. 2013;34(28):2159-219.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000133&pid=S2182-5173201500030000400006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>7. James PA, Oparil S, Carter BL, Cushman WC, Dennison-Himmelfarb C, Handler J, et al. 2014 evidence-based guideline for the management of high blood pressure in adults: report from the panel members appointed to the Eighth Joint National Committee (JNC 8). JAMA. 2014;311(5):507-20.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000135&pid=S2182-5173201500030000400007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>8. Cabana MD, Rand CS, Powe NR, Wu AW, Wilson MH, Abboud PA, et al. Why don&#8217;t physicians follow clinical practice guidelines? A framework for improvement. JAMA. 1999;282(15):1458-65.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000137&pid=S2182-5173201500030000400008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>9. Makoul G, Arntson P, Schofield T. Health promotion in primary care: physician-patient communication and decision making about prescription medications. Soc Sci Med. 1995;41(9):1241-54.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000139&pid=S2182-5173201500030000400009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <p>10. Rodrigues JG. Porque consultam os utentes o seu m&#233;dico de fam&#237;lia? (Why do patients consult their family doctor?). Rev Port Clin Geral. 2000;16(6):442-52. Portuguese</p>     <!-- ref --><p>11. Sharma AM, Wittchen HU, Kirch W, Pittrow D, Ritz E, G&#246;ke B, et al. High prevalence and poor control of hypertension in primary care: cross-sectional study. J Hypertens. 2004;22(3):479-86.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000142&pid=S2182-5173201500030000400011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <p>12. Brotons C, Bulc M, Sammut MR, Sheehan M, Manuel da Silva Martins C, Bj&#246;rkelund C, et al. Attitudes toward preventive services and lifestyle: the views of primary care patients in Europe - The EUROPREVIEW patient study. Fam Pract. 2012;29 Suppl 1:i168-76. </p>     <!-- ref --><p>13. WONCA Europe. The European definition of general practice/family medicine. London: WONCA Europe; 2002.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000145&pid=S2182-5173201500030000400013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>14. Mancia G, De Backer G, Dominiczak A, Cifkova R, Fagard R, Germano G, et al. 2007 ESH-ESC Practice guidelines for the management of arterial hypertension: ESH-ESC Task Force on the Management of Arterial Hypertension. J Hypertens. 2007;25(9):1751-62.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000147&pid=S2182-5173201500030000400014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>15. Mancia G, Laurent S, Agabiti-Rosei E, Ambrosioni E, Burnier M, Caulfield MJ, et al. Reappraisal of European guidelines on hypertension management: a European Society of Hypertension Task Force document. J Hypertens. 2009;27(11):2121-58.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000149&pid=S2182-5173201500030000400015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>16. Chobanian AV, Bakris GL, Black HR, Cushman WC, Green LA, Izzo Jr JL, et al. Seventh report of the Joint National Committee on prevention, detection, evaluation, and treatment of high blood pressure. Hypertension. 2003;42(6):1206-52.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000151&pid=S2182-5173201500030000400016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>17. Direc&#231;&#227;o-Geral da Sa&#250;de. Diagn&#243;stico, tratamento e controlo da hipertens&#227;o arterial: circular normativa n&#186; 2/DGCG, de 31/03/2004. Lisboa: DGS; 2004.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000153&pid=S2182-5173201500030000400017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>18. Pol&#243;nia J, Ramalhinho V, Martins L, Saavedra J. Normas sobre detec&#231;&#227;o, avalia&#231;&#227;o e tratamento da hipertens&#227;o arterial da Sociedade Portuguesa de Hipertens&#227;o. Rev Port Cardiol. 2006;25(6):649-60.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000155&pid=S2182-5173201500030000400018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>19. Duggan S, Ford GA, Eccles M. Doctors&#8217; attitudes towards the detection and treatment of hypertension in older people. J Hum Hypertens. 1997;11(5):271-6.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000157&pid=S2182-5173201500030000400019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>20. Safford MM, Shewchuk R, Qu H, Williams JH, Estrada CA, Ovalle F, et al. Reasons for not intensifying medications: differentiating &#8216;clinical inertia&#8217; from appropriate care. J Gen Intern Med. 2007;22(12):1648-55.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000159&pid=S2182-5173201500030000400020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>21. Uhlig K, Patel K, Ip S, Kitsios GD, Balk EM. Self-measured blood pressure monitoring in the management of hypertension: a systematic review and meta-analysis. Ann Intern Med. 2013;159(3):185-94.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000161&pid=S2182-5173201500030000400021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>22. Vasileiou K, Barnett J, Young T. Interpreting and acting upon home blood pressure readings: a qualitative study. BMC Fam Pract. 2013;14:97.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000163&pid=S2182-5173201500030000400022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>23. Logan AG, Dunai A, McIsaac WJ, Irvine MJ, Tisler A. Attitudes of primary care physicians and their patients about home blood pressure monitoring in Ontario. J Hypertens. 2008;26(3):446-52.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000165&pid=S2182-5173201500030000400023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>24. Tisl&#233;r A, Dunai A, Keszei A, Fekete B, Othmane Tel H, Torzsa P, et al. Primary-care physicians&#8217; views about the use of home/self blood pressure monitoring: nationwide survey in Hungary. J Hypertens. 2006;24(9):1729-35.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000167&pid=S2182-5173201500030000400024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>25. McManus RJ, Wood S, Bray EP, Glasziou P, Hayen A, Heneghan C, et al. Self-monitoring in hypertension: a web-based survey of primary care physicians. J Hum Hypertens. 2014;28(2):123-7.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000169&pid=S2182-5173201500030000400025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>26. National Clinical Guideline Centre. Hypertension: clinical management of primary hypertension in adults: update of clinical guidelines 18 and 34. London: London College of Physicians; 2011.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000171&pid=S2182-5173201500030000400026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>27. O&#8217;Brien E, Asmar R, Beilin L, Imai Y, Mancia G, Mengden T, et al. Practice guidelines of the European Society of Hypertension for clinic, ambulatory and self blood pressure measurement. J Hypertens. 2005;23(4):697-701.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000173&pid=S2182-5173201500030000400027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>28. Head GA, Mihailidou AS, Duggan KA, Beilin LJ, Berry N, Brown MA, et al. Definition of ambulatory blood pressure targets for diagnosis and treatment of hypertension in relation to clinic blood pressure: prospective cohort study. BMJ. 2010;340:c1104.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000175&pid=S2182-5173201500030000400028&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <p>29. Aguiar H, Silva AI, Pinto F, Catarino S. Avalia&#231;&#227;o da press&#227;o arterial no ambulat&#243;rio: revis&#227;o baseada na evid&#234;ncia (Ambulatory evaluation of blood pressure: an evidence-based review). Rev Port Clin Geral. 2011;27(4):362-76. Portuguese </p>     <!-- ref --><p>30. Direc&#231;&#227;o-Geral da Sa&#250;de. Abordagem terap&#234;utica da hipertens&#227;o arterial: norma da DGS n&#186; 026/2011, de 29/09/2011. Lisboa: DGS; 2013.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000178&pid=S2182-5173201500030000400030&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>31. Brotons C, Bj&#246;rkelund C, Bulc M, Ciurana R, Godycki-Cwirko M, Jurgova E, et al. Prevention and health promotion in clinical practice: the views of general practitioners in Europe. Prev Med. 2005;40(5):595-601.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000180&pid=S2182-5173201500030000400031&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <p>32. Pinto D, Corte-Real S, Nunes JM. Actividades preventivas e indicadores: quanto tempo sobra? (Preventive activities and performance indicators: how much time is left?) Rev Port Clin Geral. 2010;26(5):455-64. Portuguese</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>33. Dasgupta K, Quinn RR, Zarnke KB, Rabi DM, Ravani P, Daskalopoulou SS, et al. The 2014 Canadian Hypertension Education Program recommendations for blood pressure measurement, diagnosis, assessment of risk, prevention, and treatment&nbsp;of hypertension. Can J Cardiol. 2014;30(5):485-501.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000183&pid=S2182-5173201500030000400033&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>34. Pang PS, Komajda M, Gheorghiade M. The current and future management of acute heart failure syndromes. Eur Heart J. 2010;31(7):784-93.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000185&pid=S2182-5173201500030000400034&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>35. Redon J, Erdine S, B&#246;hm M, Ferri C, Kolloch R, Kreutz R, et al. Physician attitudes to blood pressure control: findings from the Supporting Hypertension Awareness and Research Europe-wide survey. J Hypertens. 2011;29(8):1633-40.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000187&pid=S2182-5173201500030000400035&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <p>36. Cortez-Dias N, Martins S, Belo A, Fiuza M. Preval&#234;ncia e padr&#245;es de tratamento da hipertens&#227;o arterial nos cuidados de sa&#250;de prim&#225;rios em Portugal: resultados do Estudo Valsim (Prevalence and management of hypertension in primary care in Portugal: insights from the VALSIM study). Rev Port Cardiol. 2009;28(5):499-523. Portuguese</p>     <p>37. Souto D, Sim&#245;es JA, Torre C, Mendes Z, Marinho Falc&#227;o I, Ferreira F, et al. Perfil terap&#234;utico da hipertens&#227;o na Rede M&#233;dicos Sentinela: 12 anos depois (Prescribing patterns for hypertension in the Portuguese sentinet practice network). Rev Port Med Geral Fam. 2013;29(5):286-96. Portuguese</p>     <!-- ref --><p>38. F&#252;rthauer J, Flamm M, S&#246;nnichsen A. Patient and physician related factors of adherence to evidence based guidelines in diabetes mellitus type 2, cardiovascular disease and prevention: a cross sectional study. BMC Fam Pract. 2013;14:47.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000191&pid=S2182-5173201500030000400038&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>39. Oliveria S, Lapuerta P, McCarthy BD, L&#8217;Italien GJ, Berlowitz DR, Asch SM. Physician-related barriers to the effective management of uncontrolled hypertension. Arch Intern Med. 2002;162(4):413-20.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000193&pid=S2182-5173201500030000400039&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>40. Bokhour BG, Berlowitz DR, Long JA, Kressin NR. How do providers assess antihypertensive medication adherence in medical encounters? J Gen Intern Med. 2006;21(6):577-83.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000195&pid=S2182-5173201500030000400040&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <p>41. Chin A, Alves M, Martins N, Ferreira A, Barbeiro C, Mota M. Influ&#234;ncia dos factores financeiros no cumprimento da medica&#231;&#227;o (Influence of financial factors on adherence to medication). Rev Port Med Geral Fam. 2012;28(5):368-74. Portuguese</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a href="#topc0">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a> | <a href="#topc0">Direcci&oacute;n para correspondencia</a> | <a href="#topc0">Correspondence</a><a name="c0"></a></p>     <p>Milene Fernandes</p>     <p>Instituto de Medicina Preventiva e Sa&#250;de P&#250;blica </p>     <p>Faculdade de Medicina de Lisboa</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Av. Prof. Egas Moniz - Ed. Egas Moniz, 1649-028 Lisboa. </p>     <p>Telefone: +351 217999422. Fax: +351 217999421</p>     <p>E-mail: <a href="mailto:mccf@medicina.ulisboa.pt">mccf@medicina.ulisboa.pt</a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Agradecimentos</b></p>     <p>Os autores agradecem aos m&#233;dicos e USF/USCP participantes no estudo e aos respectivos Agrupamentos de Centros de Sa&#250;de (ACES) que aceitaram colaborar:</p>     <p>&#8226; ACES Oeiras: USF Dafundo (estudo piloto)</p>     <p>&#8226; ACES Lisboa Norte: Centro de Sa&#250;de de Alvalade e USF T&#237;lias (estudo piloto)</p>     <p>&#8226; ACES Loures: Centro de Sa&#250;de de Sacav&#233;m (ext. Sacav&#233;m A, Moscavide e Camarate) e USF S&#227;o Jo&#227;o da Talha </p>     <p>&#8226; ACES Amadora: Centro de Sa&#250;de da Amadora e USF Arco-&#205;ris</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&#8226; ACES Algueir&#227;o-Rio de Mouro: Centro de Sa&#250;de do Algueir&#227;o e USF da Natividade</p>     <p>&#8226; ACES Cac&#233;m-Queluz: Centro de Sa&#250;de Queluz e USF M&#227;e de &#193;gua</p>     <p>Agradecem ainda &#224; equipa de entrevistadores do projecto DIMATCH-HTA e a Rui Sim&#245;es pelos coment&#225;rios adicionais.</p>     <p><b>Conflito de interesses</b></p>     <p>Os autores declaram n&#227;o ter conflitos de interesses.</p>     <p><b>Comiss&#227;o de &#233;tica</b></p>     <p>Estudo realizado ap&#243;s parecer favor&#225;vel da Comiss&#227;o de &#201;tica da Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa.</p>     <p><b>Financiamento do estudo</b></p>     <p>O estudo DIMATCH-HTA foi financiado pela Funda&#231;&#227;o para a Ci&#234;ncia e Tecnologia, com a bolsa PTDC/SAL ESA/103511/2008, pelos Laborat&#243;rios Delta - Rottapharm|Madaus e foi premiado pela Funda&#231;&#227;o Astrazeneca.</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Recebido em 24-07-2014</b></p>     <p><b>Aceite para publica&#231;&#227;o em 19-05-2015</b></p>      ]]></body><back>
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<label>1</label><nlm-citation citation-type="journal">
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<surname><![CDATA[Nicodème]]></surname>
<given-names><![CDATA[R]]></given-names>
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<surname><![CDATA[Albessard]]></surname>
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<surname><![CDATA[Lang]]></surname>
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<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Poor blood pressure control in general practice: in search of explanations]]></article-title>
<source><![CDATA[Arch Cardiovasc Dis]]></source>
<year>2009</year>
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<numero>6-7</numero>
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<page-range>477-83</page-range></nlm-citation>
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<surname><![CDATA[Alwan]]></surname>
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<source><![CDATA[Global status report on noncommunicable diseases 2010]]></source>
<year>2011</year>
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